sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Leonardo Wessolovski [1896] e Apolonia Purkot Wessolovski [1898]. Nasceram na Colonia Cristina. Vieram casados para Campo Comprido Ha 53 anos. Foto da decada de 30

 Leonardo Wessolovski [1896] e Apolonia Purkot Wessolovski [1898]. Nasceram na Colonia Cristina. Vieram casados para Campo Comprido Ha 53 anos. Foto da decada de 30


1944 Rua Carlos de Carvalho pavimentada, esquina com Voluntários da Pátria aparece ao lado direito edifício Queiroz Cunha, na esquerda casas com arquitetura eclética, rua com iluminação pública central

 1944 Rua Carlos de Carvalho pavimentada, esquina com Voluntários da Pátria aparece ao lado direito edifício Queiroz Cunha, na esquerda casas com arquitetura eclética, rua com iluminação pública central


Anotação impressa na B.S.:Cascatinha. Rio do Uvu - Arredores de Curitiba - Parana - Brasil / Serie e N.3 Anotação manuscrita na B.S.: 1904

 Anotação impressa na B.S.:Cascatinha. Rio do Uvu - Arredores de Curitiba - Parana - Brasil / Serie e N.3 Anotação manuscrita na B.S.: 1904


Pescaria na década de 1930. Tanque dos Olivetti. Da esquerda para direita: 1. fila: Angelo Olivetti [falecido], Angelin Ransolin, [apelido de Barita, falecido], Joaquim Ransolin [falecido], Olandino Ransolin. 2. fila: Gildo Borgo [falecido], Claudio Olivetti, José Olivetti [falecido] e com a peneira na mão Bernardo Sobienski [sobbe], Augusto Lygmanowski está com o peixe na mão, de colete e chapéu preto. No alto aparece o dono do tanque: Antonio Olivetti. Bairro Campo Comprido

 Pescaria na década de 1930. Tanque dos Olivetti. Da esquerda para direita: 1. fila: Angelo Olivetti [falecido], Angelin Ransolin, [apelido de Barita, falecido], Joaquim Ransolin [falecido], Olandino Ransolin. 2. fila: Gildo Borgo [falecido], Claudio Olivetti, José Olivetti [falecido] e com a peneira na mão Bernardo Sobienski [sobbe], Augusto Lygmanowski está com o peixe na mão, de colete e chapéu preto. No alto aparece o dono do tanque: Antonio Olivetti. Bairro Campo Comprido


Foto da década de 1930, jogo de bocha. A cancha de bocha era de José Olivetti, e ficava no mesmo lugar onde havia o tanque para pescaria. Em pé, da esquerda para a direita: Augusto Lygmanowski, Claudio Olivetti, Olandino Ransolin, menino João Batista Ransolin, um outro menino e um Rossetin. Sentados da esquerda para a direita, Joanin Ransolin, Gildo Borgo e José Olivetti

 Foto da década de 1930, jogo de bocha. A cancha de bocha era de José Olivetti, e ficava no mesmo lugar onde havia o tanque para pescaria. Em pé, da esquerda para a direita: Augusto Lygmanowski, Claudio Olivetti, Olandino Ransolin, menino João Batista Ransolin, um outro menino e um Rossetin. Sentados da esquerda para a direita, Joanin Ransolin, Gildo Borgo e José Olivetti


fotos Bairro Guaíra 1950 1954 e 1964

 fotos Bairro Guaíra 1950 1954 e 1964


1950 Trabalho para abertura da Avenida, hoje a Avenida Presidente Kennedy, Bairro Portão


Legenda na BI: BIC "Avenida Guaira - abril de 1950"



Legenda na BI: BIC "Avenida Guaira - novembro de 1954"


Legenda na BI: BIC "PM - DO - DOS Vila Guaira alargamento do Rio do Cortume - agosto de 1964


1964 Trabalho de saneamento na Rua Santa Catarina, com a construção de ponte de concreto armado, no córrego do cortume, ao fundo aparece as torres da Igreja Ucraniana


1964 Trabalho de retificação do Rio Vila Guaíra, entre a Rua Santo Amaro e Avenida Presidente Kennedy. Bairro Água Verde

Alto Sao Francisco, aparecem ao centro a Sociedade Garibaldi com emblema da Italia no frontao. O Belvedere e de aproximadamente 1915 e a casa na esquina com a Almirante Tamandare e de 1919

 Alto Sao Francisco, aparecem ao centro a Sociedade Garibaldi com emblema da Italia no frontao. O Belvedere e de aproximadamente 1915 e a casa na esquina com a Almirante Tamandare e de 1919


Em primeiro plano a Av. Sete de Setembro e no lado direito da foto o final da Av. Visconde de Guarapuava. Mais adiante vê-se as dependências da Fábrica Cini. À esquerda, o Colégio Rio Branco. Ao fundo, a região da rua Carlos de Carvalho, Vicente Machado e o bairro Bigorrilho, início da década de 1950

 Em primeiro plano a Av. Sete de Setembro e no lado direito da foto o final da Av. Visconde de Guarapuava. Mais adiante vê-se as dependências da Fábrica Cini. À esquerda, o Colégio Rio Branco. Ao fundo, a região da rua Carlos de Carvalho, Vicente Machado e o bairro Bigorrilho, início da década de 1950


Histórias de Curitiba - A bela e a fera

 

Histórias de Curitiba - A bela e a fera

A bela e a fera
José Leon Zindeluk

A madrugada da década de quarenta me surpreendeu menino no 34 da Rua Quinze.
Na Europa, a xenofobia que hoje ressurge violenta, pretexto para soluções de crises econômicas, fazia sua vítimas. A Curitiba, réplica européia, cosmopolita, mãe adotiva de tantas etnias, tão bem representadas nos festivais folclóricos, recebia reticente os imigrantes, em parte pela ambigüidade política da época.
No primeiro andar onde eu morava, minha mãe costurava as gravatas que meu pai vendia, embrião da futura fábrica que me deixaria orgulhoso ao ver as grava-tinhas bordô ou azul-marinho adornando o colo das colegiais e normalistas do Instituto de Educação.
Vinte e cinco degraus abaixo e, ao lado, o Bar Triângulo (Cachorro Quente), do seu Rudi, que nascera comigo em 59, seria o su-pressor da fome dos horários formais de refeições e, mais tarde, o grande companheiro de chope e calmante "dos apetites" das madrugadas.
Fazia parte de uma turmi-nha dividida em grupos da Rua Ébano Pereira, Rua Quinze e que, à moda do Roy Rogers, Durango Kid e Zorro, cavalgava pelos quarteirões em brigas de quadrilhas.
A infância de minha geração correu pelas calçadas da Avenida à segunda quadra da Rua Quinze.
Girava pela porta do Braz Hotel, respirava o cheiro de couro da Bolsa Chie, dos sanduíches e mais tarde das pizzas da Guairacá. Parava diante das imagens móveis do Broadway, o meu "Cine Paraíso", brincava com as caixas de papelão da Jerusalém e corria até às imagens fixas do Foto Brasil.
A travessia da Dr. Murici foi um tabu respeitado por algum tempo e assim o circuito era completado passando pela Praça Zacarias, onde recebíamos especial carinho dos choferes de praça, especialmente do inesquecível Eu-clides Bastos "Perereca", grande <j do volante das carreteiras.
Com as emoções, haviam os temores da época - a guerra na Europa e sua conseqüente repercussão na vida da cidade - os desfiles militares, a despedida dos expedicionários, os racionamentos.
Também marcaram os clarões dos incêndios da Farmácia Minerva, da Foto Brasil, do Cine Luz, dos automóveis incendiados nas manifestações de 46, as depredações do Cine Avenida e das vitrines, mais tarde a "Revolução do Pente". Os sons dos cascos dos cavalos contra as manifestações estudantis e populares, a intolerância, a repressão, a violência.
Os jatos d'água dos bombeiros apagando incêndios e dispersando multidões.
Curitiba mudou...A Rua Quinze é das flores, a calçada, calçadão e os meninos na rua são de rua.
Curitiba cresceu, envelheceu um pouco mas se mantém bela graças aos contrastes harmoniosos de sua arquitetura e às numerosas cirurgias plásticas que seu tecido urbano tolerou.
Curitiba é uma cidade mágica e criativa , conservadora e progressiva, mística, universitária e politizada,
de artes e de plástica, onde muitas vezes qualidade de vida se confunde com poder de consumo.
E eu que também vejo a Curitiba pobre e doente (e não é outra história) tenho a esperança de que esta Curitiba dos belos
parques e portais, verdadeiros "Arcos do Triunfo" das etnias, não fique alheia aos conflitos e à grave realidade que
vivemos, para que não repita a Europa de 40 e de hoje.

José Leon Zindeluk é médico.


Fonte: Historias de Curitiba Paraná.

Histórias de Curitiba - 44 Bico largo

 

Histórias de Curitiba - 44 Bico largo

44 Bico largo
René Ariel Dotti

Foi no início dos anos 60, quando o Paraná festejava a vinda do Governo Ney Braga e milhões de brasileiros viviam a esperança da varredura de Jânio Quadros.
Poucos meses depois, a condecoração de Che Guevara e a intempestiva entrega da carta-renúncia ao Congresso Nacional, transportariam o novo messias para Cumbica, e de lá, num navio cargueiro de bandeira inglesa, para a Europa.
Parando em Londres, of course.
No Paraná, o novo Secretário do Interior e Justiça decidiu intervir em Cascavel, centro da violência contra posseiros, vítimas dos "novos"proprietários das terras.
Estes, na verdade, eram personagens urbanos que valendo-se da indústria oficial de títulos de terra, esbulhavam no turbulento sudoeste.
Acomodando tropas da Polícia Militar do Estado em dois aviões de carreira, o valente Secretário deflagrou a "Operação jagunço", na esperança de prender um exército de criminosos astutos e afortunados e seus lombro-sianos capangas.
Os jagunços não estavam mais lá quando a expedição chegou.
Souberam antes da viagem e certamente por informação de alguém do público interno, pois a diligência era cercada de sigilo funcional.
Foram detidos apenas dois retardatários despachantes de títulos, porém liberados tão logo a cruzada retornou à base.
Na delegacia os advogados convenceram a autoridade com um "Habeas corpus"de orelha: "Cadê o mandado judicial, cadê o auto de prisão em flagrante?"
Um novo governo austero deveria ter, também uma nova Polícia Científica e por isso o Luiz Geraldo Mazza estava confiante ao chamar a Delegacia de Furtos e Roubos.
Um larápio entrou em sua casa, no Juvevê, e revirou tudo.
Talvez na inútil busca do dinheiro que o Mazza, sempre aos poucos, traz no bolso.
Mas o ladrão levou roupas e outras coisas mais.
Chegaram dois agentes.
Um bem alto, outro baixinho, quase uma versão paroquial do Mutt e Jeff.
Interrogaram o Mazza.
Onde estava, porque chegou tarde à noite (dando chance para o amigo do alheio), quem eram os vizinhos, se tinha empregada, alguma briga recente, se ainda trabalhava no "Diário do Paraná" e coisa e tal.
Em certa passagem do "levantamento do corpo de delito" um dos investigadores, polacão de quase dois metros, apontou para um sapato que estava na cozinha.
Enorme e solitário, embaixo de uma cadeira.
Com vagar e refinado no suspense o outro policial abaixou-se para apanhar a pista.
Modelando o gesto de captura do sapato com o olhar de certeza sher-loquiana, o "tira" apanhou o quarenta e quatro, bico largo, e o levantou como um troféu até à altura de sua cabeça.
Olhou firme para o parceiro e disparou, numa só palavra, a sentença de condenação: "Domanski!"
O Mazza, intrigado com o ritual, veio a saber depois que Domanski, ao contrário de muito "pé de chinelo", era um ladrão habitual e calçava um generoso tamanho de sapato.
As suas pegadas, portanto, eram identificadas com facilidade pela nova polícia científica.
E os tiras souberam, também depois, que o sapatão era do próprio Mazza.
Ficaram intrigados: se não fora o Domanski, qual era o "gato"perneta que roubou um só sapato?
Da estória restou a lem brança do curioso método de apurar a autoria de um crime. Não pela impressão digital, mas pela impressão do tamanho do pé.

René Ariel Dotti é membro da Academia Paranaense de Letras.


Fonte: Historias de Curitiba Paraná.