sábado, 17 de dezembro de 2022

Assaí

 

Assaí

Assaí
   Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Assaí
Bandeira
Brasão de armas de Assaí
Brasão de armas
Hino
Lema Lealdade-Nobreza-Riqueza-Poder
Gentílicoassaiense
Localização
Localização de Assaí no Paraná
Localização de Assaí no Paraná
Assaí está localizado em: Brasil
Assaí
Localização de Assaí no Brasil
Mapa de Assaí
Coordenadas23° 22' 22" S 50° 50' 27" O
PaísBrasil
Unidade federativaParaná
Região metropolitanaLondrina
Municípios limítrofesIbiporãJataizinhoUraíNova América da ColinaSão Sebastião da AmoreiraSanta Cecília do PavãoSão Jerônimo da Serra e Londrina
Distância até a capital399[1] km
História
Fundação1 de maio de 1932 (90 anos)
Administração
Prefeito(a)Michel Ângelo Bomtempo (PSD, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [2]440,346 km²
População total (estimativa populacional — IBGE/2019[3])15 119 hab.
Densidade34,3 hab./km²
Climasubtropical (Cfa)
Altitude650 m
Fuso horárioHora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000[4])0,748 — alto
PIB (IBGE/2008[5])R$ 291 153,671 mil
PIB per capita (IBGE/2008[5])R$ 14 175,99
Sítioassai.pr.gov.br (Prefeitura)

Assaí é um município brasileiro, que integra a região metropolitana de Londrina, e está localizado na mesorregião do Norte Pioneiro Paranaense no Estado do Paraná.

Etimologia

O nome do município origina-se do japonês asahi (朝日? lit.: "sol nascente").[6]

História

A história de Assaí tem início quando o cônsul do Japão em São PauloNoriyuki Akamatsu, começa a incentivar a emigração japonesa para o Paraná. Os comentários de que as terras eram altamente produtivas levaram o cônsul a enviar observadores para a região, entre eles alguns agrônomos. A constatação da fertilidade do solo pelos observadores do consulado deu origem à fundação da Cooperativa de Imigração, em 1927, presidida por Mitusada Umetani, um dos homens que percorreram toda a região.

Como quase todas as cidades do Norte Paranaense, Assaí nasceu e cresceu graças ao impulso colonizador das companhias de colonização, que desmataram e colonizaram a região. Em 14 de novembro de 1928, foi firmado um contrato de compra e venda de uma gleba de 12 mil alqueires na localidade então conhecida por Três Barras.[6]

Em 1932, a Companhia Colonizadora Três Barras fundou uma fazenda no ponto onde hoje se situa a sede municipal de Assaí. Posteriormente, a colonizadora iniciou a venda de lotes rurais e urbanos, permitindo a vinda de inúmeras famílias, especialmente de japoneses. O local passou a chamar-se Assailand, em referência aos imigrantes provenientes do Japão.

Em 1932, um grupo de homens de origem japonesa, após adquirir do governo do estado considerável área de terras devolutas nesta região do vale do Rio Tibagi, no dia 1 de maio daquele ano e partindo da centenária cidade de Jataí (hoje Jataizinho), embrenhou-se mata a dentro, cujo grupo era chefiado pelo Senhor Miyuki Saito e integrado pelos Senhores Itissuke Nishimura, Utaro Katsuda, Tokujiro Tsutsui, Junzo Nagai os quais inicialmente alcançaram onde hoje se localiza a sede da secção; ali foi derrubada a primeira árvore para ser localizada a sede provisória da Fazenda Três Barras.

No mesmo ano, após levantamentos geográficos e topográficos, foi mudada para onde está localizada atualmente a cidade de Assaí. O motivo da escolha do local em terreno mais acidentado, foi devido à mentalidade dos imigrantes japoneses, que destinam as áreas de topografia plana para aproveitamento na agricultura.

Inicialmente, a sede já bastante povoada, foi chamada Assailand em homenagem aos colonos japoneses aí estabelecidos (Asahi (朝日?) - sol nascente e Land - terra). O progresso e desenvolvimento de Assailand, graças a fertilidade da terra e condições favoráveis, principalmente as culturas de algodão e café, atraíram gradualmente várias levas de imigrantes em sua maioria de origem japonesa.

Ainda em 1932, apontaram a esta terra, entre outros, os Senhores Shozaemon Moriya, Yukito Iwata, To Ishikawa e Tomotada Ikeda, que com Utaro Katsuda compõe o grupo dos cinco fundadores de Assaí.

No dia 4 de maio daquele mesmo ano, a Estrada de Ferro São Paulo-Paraná chegou ao Município de Jataí (Jataizinho) e a Companhia Bratac deu início à venda de lotes em Três Barras. Nesse ano ainda, 1932, entraram cinco famílias japonesas na localidade, oriundas da Fazenda Nomura, de Bandeirantes: Massayuki Tsujimoto, Yukito Iwata, Rokuiti Funada, Too Ishikawa e Shozaemon Moriya, os pioneiros de Assaí.

Embora a gleba estivesse comprada desde 1927, sua colonização só teve início cinco anos mais tarde, em razão de uma restrição do Governo Paulista ao plantio de café naquele Estado. Além disso, a ocupação se processou de lentamente, a princípio, porque algum tempo antes começaram a ser vendidos lotes na então chamada Colônia Internacional (Londrina), para onde vieram muitos imigrantes japoneses. Outro fator também contribuiu para atrasar ainda mais a ocupação de Três Barras no seu surgimento: o caminhão de que dispunha a Bratac para transportar os desbravadores e mantimentos de Bandeirantes até lá, foi requisitado pelo Governo em razão da revolução eclodida em junho de 1932. A partir daí, o transporte era feito por carroças puxadas a boi, que levam mais de uma semana para percorrer o trajeto. A soma desses fatores ocasionaram uma paralisação no desenvolvimento da nova comunidade.

Os problemas, no entanto, não cessaram aí. Os primeiros colonizadores encontraram dificuldades para o abastecimento de água, pois a área que ocupavam estava sobre uma imensa laje de pedra atualmente denominado Córrego Passo Fundo, dificultando a perfuração de poços. Tiveram que se abastecer com águas de um rio que passava perto dali. Outro fator limitante foi a perda de praticamente toda a primeira safra, em virtude das fortes chuvas que caíram na região naquela época. Os pioneiros não desanimaram. Naquele tempo mesmo ano, 1932, Samon Tanji foi para Três Barras, onde abriu uma filial de casa de comércio Yamaguchi, de Bandeirantes. Os três primeiros lotes urbanos, aliás, foram doados pela Bratac e, assim, foram instalados também o Açougue Yokoyama e o Hotel Miyake.

Apesar de todos os problemas enfrentados pelos pioneiros, o núcleo conseguia desenvolver-se e chegou a impressionar o Cônsul Geral do Japão no Brasil, Yuwataro Utiyama, que visitou a localidade em outubro de 1933, em companhia do diretor da Bratac, Kunito Miyasaka. Ao retornar a São Paulo, o cônsul escreveu uma carta, manifestando-se admirado e elogiando os esforços daqueles que, enfrentando inúmeras dificuldades, implantavam uma nova civilização em plena mata virgem. Dizia ele, finalizando, ter certeza de que muito em breve Assaí seria o paraíso dos colonizadores.

No ano seguinte ao da visita do cônsul, 1934, Assaí ganha sua primeira olaria, que veio a dar um grande impulso ao desenvolvimento da localidade. Pouco antes, fora instalada também uma farmácia, montada por um médico que, contratado pela Companhia Colonizadora, vinha duas vezes por semana dar assistência aos moradores. Em 1934 ainda, começa a funcionar a primeira escola de língua japonesa, na casa do engenheiro Kameyama, e as aulas eram ministradas por sua esposa e seis alunos apenas.

Uma experiência feita pelo agricultor Heiju Akagui, que plantou algodão em 1934, foi o impulso que faltava para que a comunidade atingisse seu pleno desenvolvimento. Ele colheu 360 arrobas de algodão por alqueire e o fato ganhou dimensões inimagináveis. Para se ter uma ideia do que essa safra representou, basta dizer que até então a Companhia havia vendido apenas 213 alqueires e, a partir da safra de Akagui, chegou ao final de 1934 com 2140 alqueires vendidos. Já eram 22 famílias na localidade, distribuídas nas Secções Bálsamo, Figueira e Palmital.

O ano de 1935 talvez tenha sido o mais importante entre os primeiros vividos pela comunidade de Três Barras. Acontecimentos bons e ruins marcaram naquele ano de crise agrícola, que provocou o desinteresse de futuros compradores. Cerca de 200 famílias já residiam na localidade e o algodão era a principal cultura, da qual elas tiravam seu sustento até que o café começasse a produzir. Entre os pés de café e algodão, os agricultores plantavam feijão, que além de fornecer alimento para eles próprios, era vendido a terceiros e custeava as outras plantações. Os problemas se sucediam e as famílias decidiram fundar a Associação dos Agricultores de Três Barras, cujo objetivo era discutir a política agrícola, buscando soluções para as dificuldades comuns.

Naquele ano ainda, em agosto, foi realizada a primeira exposição da localidade, com 217 expositores no total. A mostra foi sucesso. No mesmo ano, em Curitiba, acontece a Exposição do Algodão, com 11 agricultores recebendo medalhas de ouro pela quantidade do produto exposto. Os juízes, todos agrônomos da Secretaria de Estado da Agricultura, deram medalha de ouro aos seguintes produtores de Assaí: Iwao Aida, Riichi Tatewaki, Yukito Shimizu, Minori Murata, Mitsuji Yamada, Kenzo Tojo, Kozo Kusama, Koji Shibayama, Tyusaku Takinami, Sanji Moriyama e Kaiji Ido.

Um caso de malária, ocorrido na época, assustou os moradores e os interessados em adquirir terras na região. Trouxe, porém, um benefício: a Companhia Colonizadora, a partir do caso, contratou um médico, o doutor Torata Kameno, para dar assistência permanente aos habitantes de Três Barras. Todos foram aconselhados a não se aproximarem das margens do rio Tibagi na época de chuvas, já que um pescador havia contraído a doença nessas condições.

Assaí já foi chamada a "capital do ouro branco" ou a "rainha do algodão", em razão da grande quantidade de algodão que produzia. No auge dessa fase, chegou a ter mais de 200 000 mil habitantes. Com o fim do algodão, a cidade foi diminuindo. A maior parte da população migrou para Londrina, fundada em 10 de dezembro de 1934. Muitos habitantes, de origem japonesa, retornaram para o Japão, e hoje a cidade conta com apenas 18 000 mil habitantes. Atualmente, começa a crescer de novo, graças às indústrias que estão se instalando na cidade, gerando mais de seis mil empregos.

Distrito

Em 1938, de conformidade com o Decreto Lei nº 7573, de 20 de outubro daquele ano, foi elevado a categoria de Distrito pertencente ao município de São Jerônimo da Serra, como território desmembrado do Distrito de Jataí do mesmo município.

Município

Devido ao impulso e desenvolvimento sócio econômico a densidade geográfica e de conformidade com as normas estabelecidas na Lei Orgânica Nacional nº 311, de 2 de Março de 1938, o Governo do Estado, através do Decreto Lei nº 199 de 30 de Dezembro de 1943, criou e elevou a categoria de município, com território desmembrado do Município de São Jerônimo da Serra, com sede onde se localiza a sua atual cidade, tendo como parte integrante do seu território os distritos de então Jataí e Uraí, estes mais tarde através da Lei nº 2 de 10 de Outubro de 1947 foram elevados a categoria de município perdendo assim Assaí, três anos mais tarde, elevada a área de seu território.

Instalação

O município de Assaí, foi solenemente instalado no dia 28 de Janeiro de 1944, de acordo com as normas estabelecidas pela Lei Orgânica Estadual nº 311, de 2 de Março de 1938, conforme consta na Ata de Instalação, livro próprio da prefeitura, ato este presidido por seu prefeito nomeado pelo governador do Paraná, major José Scheleder da Polícia Militar do Paraná, o qual para elevada assistência assim se expressou: - "Na forma da Lei de acordo com o previsto eu Major Schleder, declaro instalado o município de Assaí. Assim fique registrado na história do Paraná para o conhecimento de todo e perpétua lembrança das gerações futuras. Honras ao Brasil uno e forte indivisível. Paz ao Brasil rico e forte, glória ao Brasil desejoso do bem e do progresso, aos melhores sentimentos de solidariedade humana" .

Geografia

Possui uma área de 440,346 km² representando 0,2209 % do estado, 0,0781 % da região e 0,0052 % de todo o território brasileiro. Localiza-se a uma latitude 23°22'22" sul e a uma longitude 50°50'27" oeste, estando a uma altitude de 650 metros.

O ponto mais alto do município está a 720 metros de altitude.

Relevo

O território municipal de Assaí está inserido no Terceiro Planalto Paranaense, com altitude de 650 metros na região urbana. 70% da área do município tem relevo ondulado, e o restante 30% apresenta-se suavemente ondulado. Nas comunidades Figueira, Paineira e Bálsamo, predomina o relevo suavemente ondulado.

Altitudes que variam dos 350 a 720 metros.

Clima

Clima Subtropical Úmido Mesotérmico, verões quentes com tendência de concentração das chuvas (temperatura média mais alta 24 °C); invernos com geadas pouco frequentes (temperatura média mais baixa 16 °C), sem estação seca definida. A temperatura mais baixa já registrada no município foi de - 4.7 °C, em 1975.[7]

Ano20092010
Temperatura máxima °C35.331.8
Temperatura mínima °C319.3
MêsJanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDezAno
Temperatura máxima °C28.729.629.627.724.922.623.625.526.62728.22926.9
Temperatura mínima °C18.519.318.415.912.910.810.812.21415.3171915.3
Chuvas mm211.8195.7138.186.284.974.756.845.797.1142.6123.4156.51413.5

Transporte

Distâncias de Assaí a outras cidades
CidadeDistância
Londrina46 km
Curitiba339 km
São Paulo524 km
Florianópolis640 km
Rio de Janeiro951 km
Porto Alegre1.026 km
Brasília1.129 km

Acesso

Assaí situa-se a 339 km da capital e a 46 km do aeroporto mais próximo em Londrina. Podendo ser acedida através da PR-090 e PR-442.

Assaí se situa acerca de 4 horas e 55 minutos da capital Curitiba e a cerca de 46 minutos de Londrina de carro.

Rodovias

O mais importante acesso rodoviário para Assaí se dá através da PR-090, existe também uma via de acesso para Uraí, denominada PR-442, em bom estado de conservação, porém, sem pavimentação asfáltica.

Ônibus

Terminal Rodoviário de Assaí liga diversos municípios à cidade, sendo o ônibus o principal meio de transporte para chegada e saída de visitantes à cidade.

Demografia

Sua população estimada em 2010 é de 18.368 habitantes.

Dados do Censo - 2000

Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M): 0,748

  • IDH-M Renda: 0,657
  • IDH-M Longevidade: 0,753
  • IDH-M Educação: 0,835

Etnias

Assaí é a cidade com a maior porcentagem de japoneses e descendentes em sua população (cerca de 15%).

Cor/RaçaPercentagem
Branca51.6%
Negra3.3%
Parda32.7%
Amarela12.1%
Indígena0.07%

Fonte: Censo 2010

Evolução populacional

AnoHabitantes
197039.090
198032.098
199120.325
200015.045
200116.771
200216.565
200316.343
200417.875
200517.617
200616.360
200816.098
201016.354

Assaí vem apresentando um crescimento populacional negativo nesses últimos 37 anos. O maior decréscimo da cidade de Assaí foi no ano de 1970 a 1980, apresentando valores de queda de 24% da população total.

Turismo

Sakura (Cerejeira japonesa)

Em diversas localidades, Assaí é conhecida como a "cidade dos japoneses" pela referência de marco histórico da cidade fundada por imigrantes do Japão. Em 2008 a imigração japonesa comemora 100 anos de sua vinda ao Brasil.

O primeiro festival de Tanabata no Brasil foi realizado na cidade de Assaí, em 1978.

Em Assaí podemos encontrar árvores como Sakura (cerejeira japonesa), Ipê-brancoIpê-amarelo e Quaresmeira.

Eventos

Em Assaí a grande maioria dos festivais e eventos são japoneses assim como o Bon Odori e Tanabata, mas mais recentemente em 2004, foi criada a Festa Nordestina em homenagem aos nordestinos que residem no município.

Em eventos japoneses como Bon Odori e Tanabata, contamos com o som do Taiko (Tambor japonês) e danças típicas do japão.

Assaí conta também com eventos como RikujooTenrankaiUndokai e Expoasa, além de festivais de karaokê e toda sexta-feira a famosa Feira da Lua.

Calendário oficial

Esportes

No passado, a cidade de Assaí possuiu um clube, a Sociedade Esportiva e Recreativa Assahi, que participava do Campeonato Paranaense de Futebol.

Educação

Escolas municipais

  • Escola Municipal Professora Augusta Gino Rocha
  • Escola Municipal Padre França Wolkers
  • Escola Municipal Elias Abraão
  • Escola Municipal Maria José Silva Santos
  • Escola Municipal Princesa Isabel
  • Escola Municipal Rotary Club
  • Escola Municipal Professora Maria Mitiko Tsuboi

Colégios estaduais

  • Colégio Estadual Barão do Rio Branco
  • Colégio Estadual Conselheiro Carrão
  • Escola Estadual do Campo Professor Walerian Wrosz
  • Centro Estadual de Educação Profissionalizante

Colégios privados

  • Colégio Irmão Francisco Vecchi
  • Colégio SESI PR

Ver também

Referências

  1.  «Distâncias entre a cidade de Curitiba e todas as cidades do interior paranaense». EmSampa. Consultado em 22 de setembro de 2017
  2.  IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010
  3.  «estimativa_dou_2019.xls». ibge.gov.br. Consultado em 28 de agosto de 2019
  4.  «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil»Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008
  5. ↑ Ir para:a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010
  6. ↑ Ir para:a b Ferreira, João Carlos Vicente; Municípios paranaenses : origens e significados de seus nomes. Curitiba : Secretaria de Estado da Cultura, 2006; p. 41
  7.  http://www.tempoagora.com.br/

Ligações externas

A Rua XV de Novembro, vista da Avenida Luiz Xavier. Era uma viela estreita e anos mais tarde sofreria dois alargamentos, deixando-a com a mesma largura da Avenida. Foto de 1920 Copyright © Gazeta do Povo.

 A Rua XV de Novembro, vista da Avenida Luiz Xavier.
Era uma viela estreita e anos mais tarde sofreria dois alargamentos, deixando-a com a mesma largura da Avenida. Foto de 1920
Copyright © Gazeta do Povo.


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***— Alameda Doutor Muricy em 1936 — *** *** O vetusto Theatro Guayra ainda estava em pé, havia surgido como Theatro São Theodoro no século 19 e marcou época na História Social e Política de Curitiba.*** ***Copyright © Gazeta do Povo. ***

 ***— Alameda Doutor Muricy em 1936 — ***
*** O vetusto Theatro Guayra ainda estava em pé, havia surgido como Theatro São Theodoro no século 19 e marcou época na História Social e Política de Curitiba.***
***Copyright © Gazeta do Povo. ***


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— Praça Tiradentes e Rua Cândido Lopes, que estava sendo aberta. Tendo à direita o Edifício Tiradentes, em construção, e à esquerda a Farmácia Tiradentes e o antigo Banco do Brasil. Esse último seria demolido em 1942. A fotografia foi feita em 1941 ***Copyright © Gazeta do Povo. ***

 — Praça Tiradentes e Rua Cândido Lopes, que estava sendo aberta. Tendo à direita o Edifício Tiradentes, em construção, e à esquerda a Farmácia Tiradentes e o antigo Banco do Brasil. Esse último seria demolido em 1942. A fotografia foi feita em 1941
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— Grupo Escolar 19 de Dezembro, na Rua Desembargador Motta. O Prédio foi demolido, entretanto o nome ficou para outra Edificação construída no local. Foto de 1947 Copyright © Gazeta do Povo.

 — Grupo Escolar 19 de Dezembro, na Rua Desembargador Motta. O Prédio foi demolido, entretanto o nome ficou para outra Edificação construída no local. Foto de 1947
Copyright © Gazeta do Povo.


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***— A Imponente Mansão da Família Glaser, na Rua Comendador Araújo, nos primórdios de 1909 — ***

 ***— A Imponente Mansão da Família Glaser, na Rua Comendador Araújo, nos primórdios de 1909 — ***


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— Vista da Alameda Doutor Muricy, em 1946 —

— Vista da Alameda Doutor Muricy, em 1946 —


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Praca Tiradentes, Curitiba, em 1900. (Foto: Curitiba.pr.gov.br) Paulo Grani

 Praca Tiradentes, Curitiba, em 1900.
(Foto: Curitiba.pr.gov.br)
Paulo Grani


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O SOMBRA DA XV

 O SOMBRA DA XV

Lembro-me quando o "sombra" apareceu na XV de Novembro, Curitiba, no final da década de 1980, com sua performance em simular o andar e atitudes dos transeuntes. Foi um sucesso imediato, tinha público garantido desde as calçadas até nas janelas dos prédios no entorno.
Seu desempenho era tão sutil que alguns transeuntes só percebiam que estavam sendo imitados quando ouviam os risos da platéia. A maioria levava na esportiva, outros saiam de fininho. Tinham os que invocavam e, a coisa ficava pior porque a mímica do sombra acompanhava a mudança de humor da pessoa. De vez em quando alguém apelava e queria partir para as vias de fato, porém, com grande habilidade de fazer humor, o sombra, acalmava o enfezado.
Mas, quem é esse personagem tão cativante que, ainda hoje, atua ali próximo do bondinho?
Ele é o artista de rua Carlos Roberto Telles (42) que, aos sete anos de idade saiu de casa para ir à escola e não voltou mais para o convívio da família. Ele sofria constantes agressões dos pais e passava muita fome. Naquele dia, um colega disse que, se Telles fosse até o Centro da cidade pedir dinheiro, conseguiria comprar comida para a família e até um sapato. A tentativa não foi bem-sucedida e, com medo de apanhar, Telles decidiu viver nas ruas, onde passou a cheirar cola, fumar maconha e usar todo o tipo de drogas que a vida oferecia naquela época.
Com 10 anos, ouviu dizer que em São Paulo era muito fácil roubar relógios e para lá viajou. "Cheguei à Praça da Sé e o primeiro relógio que roubei foi do padre Júlio Lancellotti, que era da Pastoral da Criança. Ele me segurou, disse que não chamaria a polícia e me mandou para um colégio, onde tive aulas de teatro", conta. Esse primeiro contato com a arte foi o início do que viria a se tornar o ganha-pão de Telles. Para quem não está ligando o nome à pessoa, ele é o "Palhaço Chameguinho", o "Sombra" da Rua XV de Novembro.
Depois de viver alguns meses em São Paulo, Telles foi mandado de volta para a capital paranaense pelos órgãos de assistência social. Ele foi engraxate, trabalhou em feira e fez de um tudo para se manter, mas continuou dormindo nas ruas. Um dia resolveu: não queria mais usar drogas nem ser um menino de rua. Entrou em uma farmácia e pegou um lápis e uma pomada Minancora. Pintou-se de branco e começou a fazer shows, como "sombra", na Rua XV. Com o dinheiro, ajudou a mãe a construir uma casa. Também criou o Projeto Jovem Cidadão, com palestras e shows nas escolas para contar a sua história e prevenir o uso de drogas.
Hoje, aos 42 anos de idade, tendo completado 33 anos de verdadeiros shows naquela calçada, e ainda continua, executa o programa "Doutores do Sorriso para Todos", realizando apresentações em hospitais, asilos e creches, além de dar treinamento para grupos que queiram multiplicar a iniciativa. Tem interesse? Ligue para: 99924-7332.
(Adaptado da Gazeta do Povo / Foto: gazetadopovo.com.br)
Paulo Grani.

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SERRINHA, UMA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DO INTERIOR PARANAENSE EM 1925

 SERRINHA, UMA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DO INTERIOR PARANAENSE EM 1925

https://paulodafigaro.blogspot.com/2014/08/serrinha-uma-estacao-ferroviaria-do.html

Paulo José da Costa
compra e recebe doações de acervos de postais e fotos antigas, inclusive álbuns de família
para arquivo particular
Proteja a memória, ensine as crianças a amar as fotografias. 
41 88050624
paulodafigaro@hotmail.com
https://www.facebook.com/paulojose.dacosta




                            Os álbuns de família contém tesouros documentais sem fim. Basta folhear um deles e as maravilhas irão aparecendo.   Num álbum da família Raschendorfer encontrei vistas do carnaval de 1924 no Rio de Janeiro, churrascadas em Curityba,  viagens a Iraty, Rio Negro e... Porto Amazonas.  Para se chegar a Porto Amazonas naquela época se pegava um trem que passava por diversas estações e, numa delas, o viajante e também fotógrafo amador tirou uma chapa que revela um momento da vida naquela época com toda a riqueza de detalhes. Era a viagem de volta e vê-se a estação ao fundo e os passageiros possivelmente esticando as pernas para depois entrar nos vagões e seguir viagem. O menino que aparece entre os distintos passageiros deve ser um morador das proximidades que veio ver o bulício daquela gente de outras paragens e, quem sabe, conseguir uma moeda com alguma alma boa.   Nota-se que, exceto o guri,  todos usavam o indefectível chapéu, paletós e sobretudos com gravata.  Pode-se, com pouco esforço, ouvir-se os sons e imaginar o que aconteceu logo em seguida àquele átimo de centésimo de segundo em que a cena foi perpetuada pela máquina Kodak.   O menino continua o seu caminho, o chefe da estação faz bimbalhar o sino ou soa o apito, anunciando que a composição seguirá viagem. Os passageiros movem-se em direção aos vagões, alguns conversando, jogando os cigarros no chão. Enquanto o menino desaparece ao fundo,   ouve-se um apito forte o expresso põe-se a caminho para Curitiba, em meio à fumaça e ao ruído característico do puxar de vagões da velha e rangente locomotiva. Só quem viveu a época das locomotivas a vapor, até os anos 60, sabe imaginar o som dessas maravilhas fumacentas.    Como imaginar em 1925 que alguns anos depois dessa foto, essa estação seria desativada, e algumas décadas depois, não teríamos mais sequer as locomotivas, sequer as viagens, tudo se esvaneceria restando apenas as lembranças de cada um ?      




cena da estação Serrinha, perto de Porto Amazonas, Pr, em 1924. álbum de família. (acervo PJC)




LINK PARA O TEXTO ABAIXO, COM FOTOS E MAPA: 

http://www.estacoesferroviarias.com.br/pr-cur-pgro/afonsomoreira.htm

Neste sítio temos uma história da estação Serrinha. Ali se lê que:

HISTORICO DA LINHA: A linha unindo Curitiba a Ponta Grossa teve o seu primeiro trecho aberto em 1891, chegando a Ponta Grossa em 1894. Mais ou menos na metade do caminho, a estação de Serrinha, na margem direita do rio Iguassu, dava saída ao ramal de Rio Negro, que seguia para o sul, enquanto a linha de Ponta Grossa seguia para noroeste. Nos anos 1930 e 40, houve algumas modificações no traçado na região de Serrinha, e o entroncamento passou a ser feito na estação de Engenheiro Bley, próximo a Serrinha mas na margem esquerda do rio. No final dos anos 1969, uma variante ligando esta última a Ponta Grossa tirou várias estações da linha; em 1977, a variante Pinhais-Engenheiro Bley tirou mais outras, modificando totalmente o curso do ramal original. No início dos anos 1990, já não sobrava mais nada da antiga linha em seu leito original.
HISTÓRICO DA ESTAÇÃO: A estação de Serrinha foi inaugurada por volta de 1891. A sua função primordial era a de ser estação colocada no ponto de bifurcação entre os ramais de Rio Negro, que seguia para o sul, e a linha que seguia de Curitiba para Ponta Grossa. Em 1914, com a modificação de traçado entre Serrinha ePalmeira, modificação esta que eliminou o antigo ramal de Porto Amazonas, a linha passou a cruzar duas vezes o rio Iguaçu: para o sul, onde logo após a travessia foi criada a estação de Nova Capivari - e para o norte de novo, para atingir a estação de Caiacanga e depois Porto Amazonas, agora incorporada à linha principal. Mais tarde, em 1934, foi inaugurada a variante de Capivari, que retificou os primeiros dezoito quilômetros do ramal do Rio Negro e fez com que esta linha não saísse mais de Serrinha, mas sim de Engenheiro Bley, que seria agora o novo nome da estação de Capivari, como já visto, ao sul do rio IguaçuSerrinhapassa a ser, a partir deste ano, apenas uma estação de passagem.
Em 1945 uma nova estação ainda estava em construção, como mostra a foto abaixo. A história é confusa e cheia de incertezas, pois há divergências de datas na própria literatura oficial da RVPSC. Em 1946, segundo o relatório da RVPSC para esse ano, a estação de Afonso Moreira substituiu a velha estação de Serrinha - no mesmo local ou não? Aparentemente não, havia alguma distância entre elas. A verdade é que os guias não mostram mais Serrinha e mostram Afonso Moreira a partir dessa época, sendo esta última apresentando um prédio novo, de alvenaria. O jornal Diário do Paraná, de 19/12/1946, anuncia a inauguração da "nova estação" de Afonso Moreira em 17 de dezembro desse ano, recém-construída no quilômetro 177 da linha. Não cita a estação de Serrinha em nenhuma parte do pequeno texto. Por sua vez, o prédio antigo de Serrinha foi demolido. Em 1977, com a desativação da linha original do ramal, a estação de Afonso Moreira foi desativada e ficou fora da linha. "Envio uma foto que fiz no mês passado da parada Afonso Moreira. Esta foi recentemente reformada e está em muito bom estado. A foto que te envio é, na verdade, uma montagem de duas fotos panorâmicas e mostra o cruzamento da linha férrea atual da ALL (à direita e em traçado reto cortando o morro) com o antigo leito da ferrovia antiga e desativada, o qual circulava por trás do morro cortado (à direita), passava pela parada Afonso Moreira e seguia em curva pelo pé do morro onde me encontro tirando a foto, seguindo para a Serrinha. A cidade de Balsa Nova pode ser vista ao fundo, no canto superior direito da foto, onde também pode ser vista uma beiradinha do rio Iguaçu." (Luiz Fernando Duboc, Curitiba, PR, 04/2004)





OS ALMANAQUES TRAZIAM INFORMAÇÕES PARA VIAJANTES, NÃO APENAS DAS VIAGENS DE TREM, MAS AS DE DILIGÊNCIAS, NAVIOS E, FUTURAMENTE, DE ÔNIBUS.  




almanaque onde constam os trajetos das viagens de trem, inclusive mencionando a estação Serrinha -(acervo PJC) 







as páginas do almanaque de 1907 com os trajetos das linhas de trem (acervo Paulo José da Costa)










capa da "Folhinha Propagandista Sul do Brasil" de 1931, com os detalhes e  preços das viagens em 1931 -(acervo PJC) 



os trajetos e preços das viagens ferroviárias em 1931 - vê-se a estação Serrinha (acervo PJC)


A FOTO EM TAMANHO AUMENTADO.




Paulo José da Costa
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