| Peixe-fita-do-Atlântico | |
|---|---|
| Adulto | |
| Jovem | |
| Classificação científica | |
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Actinopterygii |
| Ordem: | Lampriformes |
| Família: | Trachipteridae |
| Gênero: | Zu |
| Espécies: | Z. cristatus |
| Nome binomial | |
| Zu cristatus (Bonelli, 1819) | |
O peixe-fita-do-atlântico (Zu cristatus),[2] é uma espécie de peixe-fita cosmopolita, podendo ser encontrado em todos os mares tropicais e temperados do mundo. Sua localidade tipo é dada como o Golfo de La Spezia, na costa da Itália, sendo descrito em 1819 pelo ornitologista e entomologista italiano Franco Andrea Bonelli. Está taxonomicamente relacionado com os Regalecidae (Peixes-remo) e Lampridae (Peixes-sol).[3][4]
Os juvenis são translúcidos com listras escuras pelo corpo, além de possuir barbatanas filamentosas, que o ajudam a se mimetizarem como se fossem sifonóforos, vivem a deriva em águas abertas e costeiras, sendo comumente vistos próximos a superfície durante a noite. Já os adultos são mais robustos, com um corpo prateado e barbatanas avermelhadas, habitando águas profundas durante o dia e voltando para a superfície durante a noite para se alimentar de plâncton.[3][5]

É uma espécie cosmopolita, sendo encontrado em águas tropicais e temperadas pelo mundo, sendo visto no Oceano Atlântico em todo Mar Mediterrâneo para a costa africana, para as ilhas insulares de Santa Helena e Ascenção, nas Américas é reportado dês da costa da Flórida, EUA, para o Mar do Caribe até o Panamá e Suriname, na América do Sul. No Oceano Índico é reportado em Kwazulu-Natal, na África do Sul para o Egito. No Oceano Pacífico é encontrado no Japão e China para ilhas da Micronésia e Havaí para Austrália e Nova Caledônia, com alguns avistamentos no Mar de Coral.[3][6][7]
Referências
- Arnold, R. (2015). «Zu cristatus». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2015: e.T190346A21911500. doi:10.2305/IUCN.UK.2015-4.RLTS.T190346A21911500.en
. Consultado em 18 de novembro de 2021 - «Peixe-fita-do-Atlântico (Zu cristatus)». BioDiversity4All. Consultado em 17 de abril de 2025
- «CAS - Eschmeyer's Catalog of Fishes:». researcharchive.calacademy.org (em inglês). Consultado em 17 de abril de 2025
- «Order LAMPRIFORMES». The ETYFish Project (em inglês). 5 de setembro de 2016. Consultado em 17 de abril de 2025
- «Zu cristatus summary page». FishBase (em inglês). Consultado em 17 de abril de 2025
- «Country List - Zu cristatus». www.fishbase.se. Consultado em 17 de abril de 2025
- «Ecosystems where Zu cristatus occurs - Zu cristatus». www.fishbase.se. Consultado em 17 de abril de 2025
Peixe-fita-do-Atlântico: o viajante dos oceanos com formas surpreendentes
Origem, classificação e descoberta
Duas formas, um só peixe: diferenças entre jovens e adultos
- Os juvenis: são quase totalmente translúcidos, como se fossem feitos de vidro, com finas listras escuras que percorrem todo o corpo. Possuem barbatanas longas, finas e filamentosas, que lembram os tentáculos de animais flutuantes como as sifonóforas — organismos coloniais que vivem à deriva. Essa semelhança não é por acaso: é uma estratégia de mimetismo perfeita, que os protege de predadores, pois parecem algo pouco atraente ou até perigoso de ser comido. Vivem flutuando com as correntes, tanto em águas abertas quanto próximas à costa, e são mais vistos perto da superfície, especialmente durante a noite.
- Os adultos: mudam completamente de aparência. O corpo fica mais robusto, mais comprido e com coloração prateada brilhante, enquanto as barbatanas ganham tons avermelhados ou alaranjados intensos. Passam a viver em águas muito mais profundas durante o dia, podendo chegar a centenas de metros de profundidade, e só sobem para camadas mais próximas da superfície quando escurece, em busca de alimento.
Distribuição: presente em todos os grandes oceanos
- Oceano Atlântico: é onde é mais conhecido, aparecendo em todo o Mar Mediterrâneo, ao longo da costa da África, nas ilhas de Santa Helena e Ascensão. Nas Américas, vai da Flórida (EUA), passa por todo o Caribe, chega ao Panamá e alcança o Suriname, na costa norte da América do Sul.
- Oceano Índico: registrado desde a região de Kwazulu-Natal, na África do Sul, até águas próximas ao Egito, no Mar Vermelho.
- Oceano Pacífico: sua distribuição vai do Japão e da costa da China, passando pelas ilhas da Micronésia, Havaí, chegando até a Austrália e Nova Caledônia. Também há registros de avistamentos no Mar de Coral.
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