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terça-feira, 16 de junho de 2026

A PORTA DE ENTRADA DE CURITIBA

 A PORTA DE ENTRADA DE CURITIBA



Até o ano de 1880 o espaço não passava de uma campina com moradas esparsas de umas poucas famílias, na maioria de imigrantes alemães e alguns italianos. Com o início da construção da Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba o local foi escolhido para ali se assentar a Estação Ferroviária da capital, prédio de um pavimento que ficou pronto em 1883; o branco de sua pintura fazia que tivesse destaque contra o verde da vegetação que o cercava.
Com o princípio do funcionamento da ferrovia em 1885 o lugar sofreu uma urbanização, o caminho que levava ao Centro da cidade foi logo batizado de Rua Dr. Trajano.
Em 1887, com a inauguração do serviço dos bondes de mulas, ali se instalou a estação dos carris e as baias para os animais. Os primeiros hotéis foram surgindo, o Roma da família Mattana e o Tassi, ambos imigrantes italianos. Agora, já com o transporte feito pelos bondes, tanto de carga como de passageiros, a via foi rebatizada como Rua da Lyberdade.
O alemão Luiz Leitner construiu seu estabelecimento na esquina com a Rua da Imperatriz, atual XV de Novembro, com o nome de Grande Hotel, tendo aos fundos a sua fabrica de cerveja, que posteriormente transferiu para o bairro do Batel.
O Grande Hotel foi comprado na virada do século 19 pelo cônsul italiano Gino Zanchetta, assim como a Companhia Ferro Carril Curitibana, dos bondes de mulas, foi adquirida por Santiago Colle. Eram os imigrantes se instalando na porta de entrada de Curitiba.
Em 18/02/1912, uma semana depois da morte do Barão do Rio Branco, a Rua da Lyberdade tomou o seu nome, portanto passou a ser chamada Rua Barão do Rio Branco.
Nesta época ali já estava instalado o Palácio do Governo como também o comércio era tomado por portugueses, alemães, ingleses e mais tarde por judeus. Ingleses como o atacadista W. Withers e o comerciante de erva mate Henry Gomm, este último era o cônsul da Inglaterra, estavam instalados na esquina da atual Rua José Loureiro.
Em janeiro de 1913, a rua passou a ser servida com a circulação dos bondes elétricos, cujo fato propiciou maior impulso com o transporte de cargas entre a Estrada de Ferro e o centro da cidade e, vice versa.
Com a desativação da Estação da Estrada de Ferro, em 1972, quando dela saiu o último trem para Paranaguá, a Rua Barão sentiu uma decadência, levando a maioria das antigas casas comercias fecharem suas portas. Apenas recentemente a velha rua, que já foi a principal entrada da cidade, começou a se recuperar.
(Fotos: curitiba.pr.gov.br / gazetadopovo.com.br / Arquivo Publico do Paraná / cmc.pr.gov.br)
Paulo Grani

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