artigo de Luiz Renato Roble
Barcelos, Cascais, Loulé, Porto e Viana do Castelo, em Portugal, têm as suas. Outras cidade, como Brasília e Pedras Grandes, no Brasil, também as têm. Em Curitiba, não poderíamos ficar de fora e, desde o século XIX, também temos a nossa.Ela fica na antiga Estrada do Cerne, que ligava a capital com Alvorada do Sul, no Norte velho do Paraná, quase relando no sul de São Paulo.
Parte dos primeiros carroções carregados com café passava por ela e o movimento crescente de viajantes pela estrada de Santa Felicidade fez, com o tempo, que alguns botecos de beira de estrada progredissem, fazendo nascer ali um bairro com vocação gastronômica, que hoje gente do mundo todo faz questão de conhecer.
A nossa Casa dos Arcos, foi ali construída em 1895 por Basílio Gechele, na atual Avenida Manoel Ribas, a pedido de Marco Mocelin, que a vendeu, em 1918, pra Agostino Tulio, também de origem italiana, como os outros do tercilho, um nome muito presente até hoje no bairro.
Ainda em pé, pois é protegida pelo Patrimônio Histórico da cidade de Curitiba, a Casa dos Arcos é o único exemplar com arcada frontal no térreo, que sobrou em Santa Felicidade.
Tulio manteve por muitos anos uma sorveteria no local, onde o térreo era destinado ao comércio e o piso superior reservado à moradia da família.
Desde os anos 80 a Casa dos Arcos é alugada à família Bernardi, que nela montou um charmoso restaurante com ambientes que recriam as típicas cantinas italianas e leva o nome da histórica casa.
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