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sábado, 18 de julho de 2026

Castelo Branco: História, Geografia e Cultura da Capital da Beira Baixa

 

Castelo Branco
Brasão de Castelo BrancoBandeira de Castelo Branco
Localização de Castelo Branco
Mapa de Castelo Branco
Gentílicoalbicastrense
Área1 438,19 km²
População52 291 hab. (2021)
Densidade populacional36,4  hab./km²
N.º de freguesias19
Presidente da
câmara municipal
Leopoldo Rodrigues (PS, 2025-2029)
Fundação do município
(ou foral)
1213
Região (NUTS II)Centro
Sub-região (NUTS III)Beira Baixa
DistritoCastelo Branco
ProvínciaBeira Baixa
OragoNossa Senhora do Rosário
Feriado municipalTerceira Terça-Feira após a Páscoa
Código postal6000 Castelo Branco
Sítio oficialwww.cm-castelobranco.pt

Castelo Branco OC é uma cidade raiana portuguesa capital do Distrito de Castelo Branco, situando-se na sub-região da Beira Baixa da Região do Centro e tendo pertencido à antiga Província da Beira Baixa, com 33 772 habitantes (2021) no seu perímetro urbano.[1]

É sede do Município de Castelo Branco, o terceiro maior português em extensão, com 1 438,19 km² de área[2] e 52 272 habitantes (albicastrenses) (2021),[3] subdividido em 19 freguesias.[4] O município é limitado a norte pelo município do Fundão, a leste por Idanha-a-Nova, a sul pela Espanha, a sudoeste por Vila Velha de Ródão e a oeste por Proença-a-Nova e por Oleiros.

Ao contrário de outras cidades da região, que cresceram notavelmente devido à indústria têxtil, Castelo Branco sempre teve uma importância geoestratégica e política em Portugal. Não está, por esse motivo, sujeita às flutuações económicas que deslocalizaram empresas têxteis — mormente de laboração manual desqualificada — como sucedeu na região norte e na Cova da Beira. A composição sociológica predominante é por esse motivo também muito diferente de outras cidades de cultura do operariado.

Foi considerada em 2006, num estudo elaborado pela DECO, a segunda capital de distrito do país com melhor qualidade de vida.[5] Em 2017, encontra-se em 36.º lugar nacional, e 7.º lugar da região Centro, segundo um estudo pela consultora Bloom Consulting.[6]

A origem do nome da cidade — Castelo Branco — não é certa, embora a hipótese mais aceite se refira à antiga cidade de Cataleucos.

História

Antigo Brasão de Armas, 1860.
Painel presente no Jardim do Paço Episcopal. Representa a vila de Castelo Branco, numa perspetiva de Duarte d'Armas.

Castelo Branco terá tido a sua origem no local de um castro pré-romano. No início do séc XII existia uma povoação no cimo da Colina da Cardosa, em cuja encosta se desenvolveu o povoamento da vila.

A 22 de Setembro de 1931 foi feita Membro Honorário da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo.[7]

Geografia

Castelo no topo do Monte da Cardosa
Nome e brasão da cidade

Localização

A cidade de Castelo Branco localiza-se no interior de Portugal a aproximadamente 50 km da fronteira com Espanha e dista cerca de 100 km da cidade da Guarda e 80 km da cidade de Portalegre, as capitais de distrito mais próximas.

Orografia e hidrografia

Traseiras do edifício da Câmara Municipal de Castelo Branco e Praça Centenário da República
Miradouro de São Gens, na zona do castelo
Jardim do Paço

A cidade foi edificada inicialmente no topo e na encosta adjacente do Monte da Cardosa, mas cresceu e, nos dias de hoje, ergue-se principalmente nas zonas planas adjacentes. Ainda assim, a cidade encontra-se 384 metros acima do nível do mar e o castelo, a 490 metros. No extremo oposto, ergue-se o Monte de São Martinho, uma formação quartzítica que constitui um importante centro arqueológico. O solo é na sua maioria do tipo granítico, do qual é exemplo uma afloração rochosa conhecida por barrocal, a sul da cidade.

A nível hidrográfico há dois rios que passam bem perto da cidade, o Rio Ponsul a este e o Rio Ocreza a oeste, no que desagua, por sua vez, a Ribeira da Líria. A área ocupada pelo município de Castelo Branco é parte integrante da bacia hidrográfica do Rio Tejo, que corre a sul, formando uma fronteira natural com Espanha. Tanto o Rio Ponsul como o Rio Ocreza são afluentes do Rio Tejo e, como tal, desaguam no mesmo.

Cultura

Bordado de Castelo Branco

Peça de bordado de Castelo Branco

Um dos produtos típicos da região é o bordado de Castelo Branco — em colchas de linho bordadas com fio de seda natural, que se crê serem de inspiração oriental e que se tornaram conhecidas a partir de meados do século XVI. São evidentes as suas cores vivas e também os elementos que retratam, normalmente relacionados com a Natureza, destacando-se o frequente uso de árvores e pássaros.

O bordado de Castelo Branco tem semelhanças com as colchas de Toledo e Guadalupe, na Espanha. Representaram, durante séculos, a dignidade do enxoval de qualquer noiva da região, quer fosse plebeia ou nobre.

Alguns dos elementos desses bordados são o lar e a árvore da vida. Os desposados são representados por pássaros juntos; os cravos e as rosas representam o homem e a mulher, respetivamente; os lírios, a Virtude; os corações, o Amor; as gavinhas, a Amizade, entre outros.

Museu Cargaleiro na zona histórica de Castelo Branco

Museus

O Museu Francisco Tavares Proença Júnior é o mais conhecido da cidade de Castelo Branco. Fundado em 1910, é já um museu centenário, embora nem sempre tenha estado aberto nesse período de tempo. Este museu guarda muitas peças identificativas da cidade e da região, como achados arqueológicos, tapeçarias do século XVI e arte primitiva portuguesa.

O Solar dos Cavaleiros, edifício de meados do século XVIII, em pleno centro histórico, serve de instalação a uma parte do Museu Cargaleiro, onde é possível apreciar um notável conjunto de obras que integra o acervo da Fundação Manuel Cargaleiro: pintura, cerâmica, escultura, azulejaria, tapeçaria. O Museu foi inaugurado a 25 de Abril de 2004.

A Casa da Memória da Presença Judaica é um museu destinado a homenagear a memória do povo judaico, nomeadamente os judeus albicastrenses que, enquanto lhes foi permitido viver em Portugal, viviam na Judiaria — na rua Nova — e os cristãos-novos (designação pela qual ficaram conhecidos os judeus que continuaram a residir em Portugal após a conversão forçada) que, sob o olhar ameaçador da Inquisição, viviam um pouco por toda a vila.

O Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco (CCCCB) é um museu dedicado à divulgação da cultura contemporânea, que pretende estimular a criação artística, trabalhar a criação e formação de novos públicos. Tem inclusive um auditório com capacidade para 275 pessoas e que está dotado com um sistema acústico da autoria de Higini Arau.[8]

Por fim, há o Museu de Arte Sacra "Domingos dos Santos Pio", a funcionar no Convento da Graça desde 11 de Novembro de 1984, que alberga artefactos de cariz religioso.

Teatro

Existem na cidade alguns grupos de teatro amador que realizam as suas peças em diversos espaços na cidade e por todo o município:

  • Teatro Váatão
  • Teatro Tramédia
  • Terceira Pessoa

Música

  • Super Castelo Branco é uma colectânea sonora que junta o melhor da música moderna da cidade de Castelo Branco. Tem até ao momento, dois volumes, o primeiro editado em 2005, e o segundo volume editado em 2023.
  • Castelo Branco, cidade da música Rock, viu nascer uma editora independente que se tem encarregado de editar e distribuir o que de melhor se produz na cidade. Logo a partir do ano 2000, a Skud & Smarty tornou-se numa referência local e nacional.

Bandas filarmónicas do município de Castelo Branco

Existem ao todo cinco bandas filarmónicas em atividade espalhadas por algumas freguesias do município. São elas:[9]

Eventos

  • A 6 de Janeiro e a 30 de Agosto - a Feira Franca
  • A 4 de Outubro e 18 de Dezembro - a Feira do Gado Suíno

O feriado municipal, que se comemora no terceiro dia da Romaria da Nossa Senhora de Mércoles, tem sempre lugar na terceira terça-feira após a Páscoa.

População

Número de habitantes[10]
1864187818901900191119201930194019501960197019811991200120112021
29 66831 80635 06838 30242 54744 30050 43458 70063 30563 09155 19554 90854 31055 70856 10952 272


De acordo com os dados do INE o distrito de Castelo Branco registou em 2021 um decréscimo populacional na ordem dos 9.3% relativamente aos resultados do censo de 2011. No concelho de Castelo Branco esse decréscimo rondou os 6.8%.


Número de habitantes por Grupo Etário[11]
1900191119201930194019501960197019811991200120112021
0-14 Anos13 40414 33914 49416 43218 50918 26916 46812 34010 9208 9417 3697 1075 959
15-24 Anos6 7968 1478 19710 35110 47112 43910 9308 7008 4307 6177 0665 4244 850
25-64 Anos15 51217 00018 57020 73524 04627 30229 67526 11026 41827 24128 89330 22226 589
= ou > 65 Anos1 9282 2672 5563 2053 7874 4866 0187 2859 14010 51112 38013 35614 874

(Obs: De 1900 a 1950 os dados dos grupos etários referem-se à população "de facto", ou seja, aos habitantes que estavam presentes no município à data em que os censos se realizaram, mesmo que ali não tivessem residência oficial. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)

A população do município de Castelo Branco tem vindo a envelhecer ao longo das últimas décadas. Segundo o INE, cerca de 18% da população, o que corresponde a cerca de 6937 pessoas, tem 65 anos ou mais. Em contrapartida, apenas 15% da população se situa na faixa etária dos 0 aos 14 anos de idade. A corroborar este facto, o índice de envelhecimento localiza-se nos 168% o que, apesar de ser um dos valores mais baixos da Beira Interior, é elevado quando comparado com a média nacional (102%). Por outro lado, e não menos preocupante, é o facto da taxa de mortalidade superar a taxa de natalidade. Enquanto a primeira se situa nos 10,3 (óbitos por cada 1000 habitantes no espaço de um ano), a segunda atinge apenas os 8,8, o que se traduz num saldo populacional negativo.

A incapacidade de reter capital humano qualificado no município tem contribuido para uma descida do PIB per capita. Um dos exemplos verifica-se na dificuldade em preencher as vagas para especialidades médicas no Hospital Amato Lusitano, assim como em outros hospitais do interior centro.[12] Jovens qualificados que se dirigem para o Ensino Superior fora do distrito apresentam uma taxa de retorno relativamente baixa, acabando por se fixar nos grandes centros urbanos. A emigração para o estrangeiro contribui também para a incapacidade de aumentar a população activa local, atingindo várias franjas, quer geracionais quer de qualificação. Esta saída de pessoas é compensada parcialmente pelo ingresso de estudantes no IPCB e pelo esvaziamento do interior raiano, havendo uma integração significativa desses movimentos na economia local. Castelo Branco tem desenvolvido uma política activa de emprego, através da criação de condições para a instalação de centros de atendimento telefónico ("call centers"), que asseguram perto de 1000 empregos (PT/Altice, Seguranca Social, Vodafone), apesar da precariedade associada. Entre os maiores empregadores estão o sector Estado (autarquia, ensino, gabinetes), Serviços Sociais (Santa Casa da Misericordia, APPACDM) e algumas indústrias (ex-Danone, Blitzer, Delphi, Centauro). No sector privado, a distribuição e o sector serviços representam uma expressiva fatia da oferta laboral.

Apesar de todos esses valores, a população do município de Castelo Branco tem-se mantido aproximadamente constante nas últimas décadas.

Património

Convento da Graça visto do parque da cidade.

Estação Arquelógica do Monte de São Martinho

Aglomerado proto-urbano. Povoado da Idade do Bronze com anterior ocupação do sítio no Neolítico e posterior ocupação romana. Povoado fortificado. Permanência longa da ocupação do povoado. Identificação de numeroso espólio arqueológico.

Convento e Igreja da Graça

O Convento de Nossa Senhora das Graças, também conhecido por Convento da Graça, é um convento situado junto à saída norte da cidade de Castelo Branco. Até 1834, foi pertença da Ordem dos Ermitas de Santo Agostinho e atualmente é a sede da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco.

A Igreja de Nossa Senhora das Graças, vulgarmente conhecida por Igreja da Graça, é uma parte integrante do Convento da Graça de Castelo Branco.

Castelo

Torre do castelo e vista parcial da cidade.

O Castelo da cidade foi construído na Idade Média, entre 1214 e 1230. É um obra dos templários, pelo que é também conhecido com Castelo dos Templários. Posteriormente (uns 150 anos mais tarde), no reinado de D. Afonso IV, foi construída a cerca da vila, uma muralha e um conjunto de torres que rodeava a vila que, entretanto, crescera na encosta do monte da Cardosa. Em 1648, devido à Guerra da Restauração, sofreu bastantes danos causados pela ofensiva espanhola. Mais tarde, na Guerra Peninsular, voltou a ser assolado pelas tropas francesas lideradas por Jean-Andoche Junot. Na zona do Castelo existe ainda a Igreja de Santa Maria do Castelo, que foi classificada recentemente como Imóvel de Interesse Público e que contém diversos túmulos, entre eles o de João Roíz de Castelo Branco.

Paço Episcopal, atual Museu Francisco Tavares Proença Júnior

Museu Francisco Tavares Proença Júnior

Jardim do Paço Episcopal

Escadaria dos Reis

Azulejos do Jardim do Paço Episcopal

Os muros delimitadores do Jardim do Paço apresentam painéis de azulejo figurativo, monocromo, azul sobre fundo branco, representando várias vistas de Castelo Branco, da Antiga Quinta e Bosque, a Capela de São João e respetivo Cruzeiro; aparecem, ainda, painéis de azulejo retilíneos, com os ângulos curvos, emoldurados a cantaria e a faixa cerâmica, a representar os desenhos de Castelo Branco, efetuados por Duarte de Armas, no século XVI, bem como a representação do Bispo D. João de Mendonça.

Cruzeiro de São João

Cruzeiro de São João

Arco do Bispo

Foi edificado no século XVI, juntamente com uma capela demolida no início do século XX e da qual não restam vestígios. É um cruzeiro manuelino, granítico com um Cristo Crucificado. Localiza-se no Largo de São João e é classificado como Monumento Nacional.

Domus Municipalis

Localizado na Praça Luís de Camões, este edifício data do século XVI tendo sido alvo de diversas reconstruções posteriores. Começou por acolher a Câmara Municipal, mas já funcionou como tribunal, cadeia e, mais recentemente, como biblioteca municipal.

Portados quinhentistas

Castelo Branco é a cidade com maior número de portados quinhentistas em Portugal. São um legado do século XVI e constituem uma das mais genuínas expressões do património arquitetónico desse século. Em 1979, o Cónego Anacleto Pires Martins identificou 324 portados com características quinhentistas na zona histórica da cidade, dos quais 30 têm traços manuelinos.

Casa do Arco do Bispo

Os desenhos de Duarte de Armas revelam um facto curioso: ainda no século XIII, muito antes da construção da cerca da vila, a residência do bispo, que se encontrava fora do castelo, foi fortificada, formando uma pequena cidadela que se pode designar por cidadela do bispo (identifica-se nos desenhos de Duarte de Armas por ter muralhas mais altas que a cerca da vila). Situada em plena zona histórica, a Casa do Bispo ou do Arco do Bispo é a casa mais antiga de Castelo Branco. Construída em cima de um arco, é conhecido como arco do bispo, erradamente confundido com uma das portas da cerca da vila e que, atualmente, separa o largo Luís de Camões da Rua Arco do Bispo. Foi, em tempos, a entrada para um recinto amuralhado.

Cerca da Vila

Desenvolvendo-se Castelo Branco na encosta do monte da Cardosa, cerca de 150 anos após a construção do castelo, sob o reinado de D. Afonso IV, a Ordem de Cristo iniciou a construção da cerca da vila, uma muralha com onze torres e rasgada por quatro portas. No século XV, sob o reinado de João I de Portugal, foi erguida a barbacã.[13]

Solar dos Mota, na Praça Luís de Camões

Outro património construído

Muitas outras edificações centenárias são parte integrante do vasto património histórico da cidade. De todos eles, destacam-se ainda os seguintes:

Igreja de São Miguel, Sé Catedral de Castelo Branco

Igrejas, conventos e capelas

Instituições

  • Amato Lusitano - Associação de Desenvolvimento
  • Associação de Apoio à Criança do Distrito de Castelo Branco
  • Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Castelo Branco
  • Casa da Infância e Juventude de Castelo Branco
  • Casa de Acolhimento Residencial de Jovens de Castelo Branco
  • Caritas Interparoquial de Castelo Branco
  • Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco

Turismo

Os estabelecimentos de alojamento e a restauração não têm apenas turistas como clientes. As sociedades desses ramos mais diretamente ligados ao turismo sediadas no município representavam pouco mais de 2% do volume de negócios do mesmo.

Hotel Rainha Dona Amélia (***).
[Esconder]Alojamento em Castelo Branco
HotéisPensões e ResidenciaisAlojamento RuralParques de CampismoPousadasEstalagensTotal
Número de Estabelecimentos212211119
Número de Quartos16723620-1837478
Capacidade de Alojamento2713973625070781102

Alguns dos locais a visitar são o Jardim do Paço Episcopal (1725), o Parque da Cidade, o castelo dos Templários e o Museu Francisco Tavares Proença Júnior, sediado no antigo Paço Episcopal rico em peças arqueológicas, tapeçarias, numismática e pintura quinhentista portuguesa. Note-se também o crescimento de diversas zonas de lazer, destinadas aos mais novos. O programa Pólis criou novas piscinas municipais, novos parques para a prática de desporto e renovou o Parque da Cidade. De especial importância é também a sua vida noturna. Perfeitamente integradas no centro cívico da cidade, a Devesa, estão as "Docas", um conjunto de novos bares e cafés, de ambiente calmo, para todas as idades, que proporcionam momentos únicos a quem as visita. Sendo maioritariamente frequentados pelos nativos, também frequentam-nas jovens da região de Portalegre, das zonas mais rurais do município e até de Lisboa e Porto.

Vista parcial da piscina-praia de Castelo Branco
Fórum Castelo Branco

Espaços públicos

  • Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco
  • Cybercentro
  • Biblioteca Municipal
  • Piscina Praia
  • Cine-Teatro Avenida

Espaços verdes

  • Jardim do Paço
  • Parque da Cidade
  • Geoparque Naturtejo
  • Zona de lazer
  • Parque do Barrocal
  • Parque Urbano Cruz do Montalvão

Espaços comerciais

  • Fórum Castelo Branco
  • Centro Comercial Alegro Castelo Branco
  • Centro Comercial Nuno Álvares
  • Centro Comercial São Tiago
  • Centro Comercial São Cristóvão

Economia

Ao todo, a Zona Industrial de Castelo Branco emprega 4000 pessoas, sendo o maior pólo económico da região, tem as suas principais atividades nos setores de refrigeração, agroalimentar, fabrico de componentes eletrónicos e de artigos de plástico, vestuário e confeção, estruturas metálicas, madeiras, transformação de vidro e pedras, serviços e distribuição.[14]

A cidade é sede da Centauro, uma empresa que produz permutadores de calor e equipamentos destinados à indústria de refrigeração e ar condicionado.[15] Conjuntamente com outras empresas do setor sediadas na cidade, fazem de Castelo Branco uma referência nacional na indústria do frio.[16]

A filial portuguesa da Danone[17] tem a sua fábrica em Castelo Branco, sendo umas das empresas mais antigas instaladas na zona industrial de Castelo Branco e também dos maiores empregadores com perto de duas centenas de trabalhadores, e onde são produzidos diariamente produtos da Danone para toda a Península Ibérica.

O Distrito de Castelo Branco é também famoso pela qualidade do seu queijo, tendo várias queijarias de diferentes qualidades, em particular o típico Queijo de Castelo Branco, e que geram muito dinheiro na região.[18]

A Versigent [19] é a fábrica principal da cidade e a maior empregadora, com mais de 1000 trabalhadores. A empresa produz componentes automóveis para as principais marcas do ramo automóvel como Ferrari, Maserati, Alfa Romeo, Ineos e John Deere.

Existem também muitos postos de trabalho no ramo comercial, em destaque nos principais centros comerciais da cidade, como o Alegro e o Fórum.

Fora da sede de concelho há que destacar ainda outras empresas de referência e também grandes empregadoras, como a Dielmar,[20] fábrica de confeções situada em Alcains, e a Beiravicente, fábrica de água engarrafada da marca "Fonte da Fraga", localizada em São Vicente da Beira, ambas com mais de 100 postos de trabalho.

Terminal Rodoviário em primeiro plano com a Estação de Caminhos de Ferro ao fundo.

Clima

O clima no município de Castelo Branco é temperado mediterrânico, influenciado pela continentalidade, logo apresenta pouca humidade ao longo do ano. A localização da cidade, numa zona transitória entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Atlântico, confere-lhe muitas das propriedades climatológicas que apresenta. A temperatura média do ar ronda os 15,5 °C, atingindo o seu mínimo em Janeiro (com temperaturas médias mínimas próximas de 4 °C) e com a média de 7,9 °C. O seu máximo ocorre em Julho (onde a temperatura se situa, em média, na casa dos 25 °C).

A precipitação é mais abundante de Outubro a Janeiro, com queda de neve ocasional e com valores médios mensais acima dos 100mm. Em contrapartida, em Julho e Agosto, a precipitação é residual, sendo estes os meses mais secos que a cidade atravessa anualmente. No Inverno, em Janeiro, Castelo Branco tem temperaturas mínimas de -4 °C, mas há registos de -7 °C, por vezes com ocorrência de queda de neve (média de 8 cm).

[Esconder]Tabela climática de Castelo Branco
Temperatura
MêsJanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDezMédia
Média Máxima °C11,814,018,018,622,327,332,131,627,321,015,712,521,0
Média °C7,99,612,713,116,821,025,024,421,316,311,79,015,7
Média minima °C3,95,27,58,011,214,617,917,215,211,67,75,610,5
Precipitação
MêsJanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDezTotal
Total mm108,058,736,958,165,125,28,98,436,5105,5118,8128,2758,3
Dados de 1971 a 2000. Fonte: Instituto de Meteorologia, IP Portugal

Acessos

Castelo Branco é servida por uma estação ferroviária da Linha da Beira Baixa. O município é servido por mais estações, predominantemente nas freguesias mais rurais. Em termos rodoviários, possui um terminal de camionagem, com carreiras para todos os pontos do País, nomeadamente Lisboa, Porto, Algarve e também para Espanha. A cidade é servida por uma auto-estrada, a A23 (Torres Novas - Guarda) tendo três saídas; saída sul, com acesso direto à zona industrial, a saída centro, com acesso mais dirigido à zona histórica e a saída norte, para as zonas mais habitacionais e também já para as zonas mais rurais. Há outras saídas para as freguesias mais rurais.

De Lisboa: Pela A1 até ao nó de Torres Novas/A23 e nesta até uma das três saídas (Norte, Centro ou Sul)

Do Porto: Pela A1 até Albergaria-a-Velha/A25, nesta até à Guarda/A23 e nesta até à saída mais conveniente.

Do Algarve: Embora existam várias alternativas, a melhor é pela A22 até Faro/IP2, esta até à variante de Portalegre e depois A23.

Ensino

Ao nível do ensino secundário, a cidade de Castelo Branco dispõe da Escola Secundária Nuno Álvares (antigo Liceu) e da Escola Secundária Amato Lusitano (antiga Escola Industrial e Comercial), existindo também escolas profissionais, no concelho este nível de ensino existe ainda na vila de Alcains.

Ao nível do ensino superior, o Instituto Politécnico de Castelo Branco tem diversos campi de ensino instalados na cidade.

Ensino de 2º e 3º Ciclo

  • Escola Básica Afonso de Paiva
  • Escola Básica Cidade de Castelo Branco
  • Escola Básica João Roiz de Castelo Branco
  • Escola Básica Professor Dr. António Sena Faria de Vasconcelos
Escola Secundário Nuno Álvares

Ensino secundário

  • Escola Secundária com 3º ciclo do ensino básico de Amato Lusitano
  • Escola Secundária com 3º ciclo do ensino básico de Nuno Álvares
  • Escola Básica e Secundária de Alcains

Ensino profissional

  • ETEPA - Escola Tecnológica e Profissional Albicastrense
  • Escola Profissional Agostinho Roseta - Polo de Castelo Branco
  • Escola Profissional do Conservatório de Castelo Branco
Escola Superior de Educação

Ensino superior

A este nível, a cidade conta com o Instituto Politécnico de Castelo Branco, do qual fazem parte a Escola Superior Agrária, a Escola Superior de Educação, a Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, a Escola Superior de Artes Aplicadas, e a Escola Superior de Tecnologia. Para além dessas, também faz parte do Instituto Politécnico a Escola Superior de Gestão, que se localiza em Idanha-a-Nova.

Outros

  • Conservatório Regional de Castelo Branco
  • Centro Emprego de Formação Profissional de Castelo Branco
  • AEBB - Associação Empresarial da Beira Baixa
Entrada principal do Estádio Vale do Romeiro

Desporto

O Sport Benfica e Castelo Branco é o clube mais emblemático da cidade. Atualmente disputa o Campeonato de Portugal mas já marcou presença na Liga de Honra, tendo estado muito perto de subir ao escalão máximo do futebol português. Foi fundado em 1924 e disputa os seus jogos no Estádio Municipal Vale do Romeiro, com lotação para 2500 pessoas. Existem também o Desportivo de Castelo Branco e a Associação Recreativa e Cultural do Bairro do Valongo, que se dedicam apenas aos escalões mais jovens.

A Associação Recreativa do Bairro da Boa Esperança, criada em 1976, é uma equipa de futsal que compete na IIª Divisão Nacional da modalidade contando também com uma academia para as camadas jovens. No futsal feminino há o Núcleo do Sporting Clube de Portugal de Castelo Branco, que compete no Campeonato Distrital da modalidade.

Em termos de andebol masculino, a cidade é representada pela A.D.A. (Associação Desportiva Albicastrense), criada a 29 de Março de 1979 e que compete na 2ª Divisão Nacional.

No basquetebol a cidade é representada pelo A.B.A. (Associação de Basquetebol Albicastrense), o clube foi fundado em 2006 e tem como principal objectivo a formação dos escalões mais jovens[21], possuindo também uma equipa sénior que disputa a 2ª Divisão Nacional.

Existem ainda as equipas do IPCB, que competem em diversas modalidades desportivas nas provas de desporto universitário.

Vista exterior do Pavilhão Municipal

Espaços desportivos

  • Estádio Municipal Vale do Romeiro
  • Estádio da Escola Superior Agrária
  • Campo n.º 1 da Zona de lazer
  • Campo n.º 2 da Zona de lazer
  • Campo n.º 3 da Zona de lazer
  • Complexo Desportivo do Bairro do Valongo
  • Pavilhão Municipal de Castelo Branco
  • Pavilhão Municipal da Boa Esperança
  • Pavilhão da Escola Afonso de Paiva
  • Pavilhão da Escola Superior de Educação
  • Pavilhão da Escola Faria de Vasconcelos
  • Pavilhão da Escola João Roiz
  • Pavilhão da Escola Cidade de Castelo Branco
  • Campos de Ténis do Albi Sport Clube
  • Campos de Ténis do Hotel Colina do Castelo
  • Campo de Ténis da Quinta Dr. Beirão
  • Campo de Ténis do Albi Sport Clube
  • Piscina do Centro Social Padres Redentoristas
  • Piscinas Municipais de Castelo Branco
  • Tanque de aprendizagem
  • Piscina do Hotel Colina do Castelo
  • Eurocircuito de Autocross
  • Pista de Kartcross
  • Pista de Ralicross

Comunicação Social

Jornais

Existem dois jornais, ambos semanários, que servem a cidade.

  • Reconquista (criado em 1945)
  • Gazeta do Interior (criado em 1989)
  • Povo da Beira (criado em 1993 e extinto em 2020)

Rádios

As rádios regionais são:

  • Rádio Castelo Branco (92.0 MHz) (criada em 1987)
  • Rádio UrbanaFM (97.5 MHz e 100.8 MHz). (criada em 2015)
  • Rádio Juventude (101.8 MHz) (criada em 1984 e extinta em 2011)

Televisão

  • Beira Baixa TV - Canal online que publica reportagens e vídeos em direto através da plataforma Facebook.

Organização política e administrativa

Localmente, Castelo Branco possui um executivo na Câmara Municipal, um órgão legislativo na Assembleia Municipal e ainda uma Junta de Freguesia para a cidade. O Governo Civil de Castelo Branco existiu até 2011, tendo sido extinto junto com os seus homólogos nacionais. Castelo Branco integra a Comunidade Inter-Municipal do Interior Sul (CIMBIS), uma proto-organização regional de poder local.

Castelo Branco integra ainda a macrorregião de Turismo do Centro.

O actual presidente da Câmara Municipal é Leopoldo Rodrigues, que foi eleito em 2021 pelo Partido Socialista.

Freguesias

Mapa das freguesias de Castelo Branco.

O município de Castelo Branco está dividido em 19 freguesias.

FreguesiaPopulação (2021)População (% do município)Densidade Populacional (hab/km²)
Castelo Branco34 45565,92202,4
Alcains4 6158,82124,9
Cebolais de Cima e Retaxo1 6093,0864,1
Escalos de Cima e Lousa1 2562,4124,6
Escalos de Baixo e Mata1 0381,9914,8
Sarzedas1 0171,955,9
São Vicente da Beira9611,839,6
Lardosa8881,7019,9
Póvoa de Rio de Moinhos e Cafede8611,6521
Salgueiro do Campo7751,4925,6
Freixial e Juncal do Campo6681,2816,4
Benquerenças6371,2210,5
Ninho do Açor e Sobral do Campo6221,1914,5
Santo André das Tojeiras5881,127,9
Louriçal do Campo5571,0624,9
Tinalhas5130,9931,9
Almaceda5110,987,1
Malpica do Tejo3810,731,6
Monforte da Beira3200,612,7

Geminações

A cidade de Castelo Branco está geminada com as seguintes cidades:[22]

A cidade de Castelo Branco, juntamente com Cáceres, Plasência e Portalegre, fazem parte do Triurbir, uma organização de cidades parceiras.

Bairros e Urbanizações

  • Bairro da Boa Esperança
  • Bairro da Carapalha
  • Bairro da Cruz de São Gens
  • Bairro da Fonte do Tostão
  • Bairro da Horta D'Alva
  • Bairro da Mina
  • Bairro da Quinta Nova
  • Bairro de Buenos Aires
  • Bairro de Nossa Senhora do Valongo
  • Bairro de Santiago
  • Bairro de Santo André
  • Bairro do Barrocal
  • Bairro do Cansado
  • Bairro do Castelo
  • Bairro do Disco de Baixo
  • Bairro do Disco de Cima
  • Bairro do Leonardo
  • Bairro do Pereiro
  • Bairro do Ribeiro das Perdizes
  • Urbanização Granja Park
  • Urbanização Quinta Doutor Beirão
  • Urbanização Quinta Pires Marques
  • Urbanização Quinta da Fonte Nova
  • Urbanização Quinta da Granja
  • Urbanização Quinta da Parrela
  • Urbanização Quinta da Pipa de Baixo
  • Urbanização Quinta da Pipa de Cima
  • Urbanização Quinta das Fontaínhas
  • Urbanização Quinta das Laranjeiras
  • Urbanização Quinta das Pedras
  • Urbanização Quinta das Taipas
  • Urbanização Quinta das Violetas
  • Urbanização Quinta do Amieiro de Baixo
  • Urbanização Quinta do Amieiro de Cima
  • Urbanização Quinta do Bosque
  • Urbanização Quinta do Socorro
  • Urbanização da Auto Mecânica da Beira
  • Urbanização da Cruz de Montalvão
  • Urbanização da Encosta do Castelo

Política

Presidentes eleitos

  • 2025–2029: Leopoldo Martins Rodrigues (PS)[23]
  • 2021–2025: Leopoldo Martins Rodrigues (PS)[24]
  • 2017–2021: Luís Manuel dos Santos Correia (PS)[25]mandato incompleto, substituído no cargo entre 2020–2021 por José Augusto Rodrigues Alves
  • 2013–2017: Luís Manuel dos Santos Correia (PS)[26]
  • 2009–2013: Joaquim Morão Lopes Dias (PS)[27]
  • 2005–2009: Joaquim Morão Lopes Dias (PS)[28]
  • 2001–2005: Joaquim Morão Lopes Dias (PS)[29]
  • 1997–2001: Joaquim Morão Lopes Dias (PS)[30]
  • 1993–1997: César Augusto Vila Franca (PPD/PSD)[31]
  • 1989–1993: César Augusto Vila Franca (PSD)[32]
  • 1985–1989: César Augusto Vila Franca (PSD)[33]
  • 1982–1985: César Augusto Vila Franca (AD)[34]
  • 1979–1982: César Augusto Vila Franca (AD)[35]
  • 1976–1979: Armindo Gonçalves Ramos (PS)[36]

Eleições autárquicas [37]

Data%V%V%V%V%V%V%V%V%V%V%V%V%V%V%V%VParticipação
PSPPD/PSDCDS-PPFEPU/APU/CDUPCTP/MRPPADPPMUEDSPRDPSD-CDSBEGCECHMPTILL
197643,31425,59211,8218,45-2,70-
60,64 / 100,00
197932,212AD10,7411,89-51,594AD
71,06 / 100,00
198224,24211,3412,19-56,204PS
68,43 / 100,00
198513,86153,7554,58-7,15-16,491
64,88 / 100,00
198938,30345,4443,93-4,21-3,69-
63,36 / 100,00
199338,43346,0845,44-5,23-
63,22 / 100,00
199765,25722,8823,30-4,00-
63,58 / 100,00
200170,706PSD-CDS2,86-21,3611,33-
62,75 / 100,00
200568,67619,0311,91-3,48-0,28-2,39-
60,08 / 100,00
200969,90816,9913,91-3,40-2,78-
55,91 / 100,00
201361,87720,0022,99-5,24-2,55-
50,71 / 100,00
201758,75523,2823,35-4,53-4,47-
53,50 / 100,00
202135,953AD2,16-11,471AD1,63-31,65[38]37,18-5,88-
56,35 / 100,00
202536,213PSD-CDS1,55-32,633L10,72-13,9812,12-
61,33 / 100,00

Eleições legislativas

Data%
PSPSDCDSPCPUDPAD/

PàF

APU/

CDU

FRSPRDPSNBEPANLCHIL
197638,8623,8117,096,240,79
197927,62ADADAPU1,7850,0911,95
1980FRS0,5651,139,7731,67
198339,4232,4910,580,5110,53
198516,2831,316,830,867,3732,61
198721,6554,453,85CDU0,605,298,29
199135,2249,453,753,321,172,98
199557,1727,768,650,542,74
199955,7528,186,704,171,68
200249,8034,587,112,871,93
200558,8123,684,843,334,82
200939,1228,648,764,8811,58
201132,4738,0510,764,525,460,78
201540,79PàFPàF33,695,0110,471,050,50
201940,1026,043,024,2811,543,100,971,820,71
202244,6427,781,242,514,481,151,0310,932,97
202429,47ADAD27,881,864,241,552,4024,243,52
202524,95ADAD30,791,631,641,002,8728,483,92

Albicastrenses ilustres

Ver também a categoria: Naturais de Castelo Branco
Estátua a Amato Lusitano, no centro da cidade.

Ver também

Referências

  1. «Censos 2021». Consultado em 10 de fevereiro de 2024
  2. Instituto Geográfico Português (2013). «Áreas das freguesias, municípios e distritos/ilhas da CAOP 2013» (XLS-ZIP). Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013. Direção-Geral do Território. Consultado em 28 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 4 de dezembro de 2013
  3. «INE Census 2021: Centro / Beira Baixa / Castelo Branco / 19 freguesias; última atualização: novembro 23, 2022». Consultado em 29 de dezembro de 2022
  4. Assembleia da República. «Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro (Reorganização administrativa do território das freguesias)» (pdf). Diário da República eletrónico. Consultado em 19 de Julho de 2013. Cópia arquivada (PDF) em 6 de Janeiro de 2014
  5. «Estudo da DECO diz que Viseu é a melhor cidade para viver em Portugal». 2007[ligação inativa]
  6. «As 25 melhores cidades para viver em Portugal (link para documento no texto)». NIT. 4 de abril de 2017. Consultado em 28 de maio de 2017
  7. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Cidade de Castelo Branco". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 15 de dezembro de 2020
  8. De Castelo Branco, Câmara Municipal. «Cultura Contemporânea no Centro». Município de Castelo Branco. Consultado em 29 de setembro de 2021
  9. Lista de bandas filarmónica no Distrito de Castelo Branco
  10. «Portal INE - Publicação». Instituto Nacional de Estatística
  11. «Instituto Nacional de Estatistica, Censos 2011». Instituto Nacional de Estatística. Consultado em 21 de fevereiro de 2026
  12. Redação (25 de agosto de 2016). «Médicos não querem ir para Castelo Branco, Covilhã e Guarda». TVI. iOl. Consultado em 21 de fevereiro de 2025. Cópia arquivada em 21 de fevereiro de 2026
  13. António Lopes Pires Nunes, Castelo Branco, uma cidade templária
  14. «Área de Localização Empresarial». Câmara Municipal de Castelo Branco. Consultado em 21 de fevereiro de 2026. Cópia arquivada em 21 de fevereiro de 2026
  15. «Castelo Branco: Centauro 40 anos a crescer». Diário Digital Castelo Branco. 28 de junho de 2018. Consultado em 21 de dezembro de 2025. Cópia arquivada em 21 de dezembro de 2025
  16. Calado, Patrícia (28 de abril de 2016). «Castelo Branco, um concelho de referência na indústria do frio». Diário Digital Castelo Branco. Consultado em 21 de fevereiro de 2026. Cópia arquivada em 21 de fevereiro de 2026
  17. «Castelo Branco». Schreiber Foods (em inglês). Consultado em 21 de fevereiro de 2026. Cópia arquivada em 21 de fevereiro de 2026
  18. «Os nossos Queijos». Câmara Municipal de Castelo Branco. Consultado em 21 de fevereiro de 2025. Cópia arquivada em 21 de fevereiro de 2025
  19. «Economia: Aptiv muda de nome e entra na Bolsa de Nova Iorque». Jornal Reconquista. Consultado em 3 de abril de 2026
  20. Larguesa, António (30 de outubro de 2023). «Dielmar vai fechar 2023 com lucros, dois anos após falência. "Só conseguimos aproveitar os trabalhadores"». CNN Portugal. Consultado em 21 de fevereiro de 2026. Cópia arquivada em 21 de fevereiro de 2026
  21. «Basquetebol: ABA é forte nos lançamentos». www.reconquista.pt. Consultado em 12 de abril de 2017
  22. «Relações Internacionais / Cooperação». www.cm-castelobranco.pt. Consultado em 7 de maio de 2026
  23. «Eleições Autárquicas de 2025» (PDF). Comissão Nacional de Eleições. Consultado em 12 de outubro de 2025
  24. «Eleições Autárquicas de 2021» (PDF). Comissão Nacional de Eleições. Consultado em 14 de janeiro de 2022
  25. «Eleições Autárquicas de 2017» (PDF). Comissão Nacional de Eleições. Consultado em 14 de janeiro de 2022
  26. «Eleições Autárquicas de 2013» (PDF). Comissão Nacional de Eleições. Consultado em 14 de janeiro de 2022
  27. «C. Branco - Joaquim Morão reeleito pela quarta vez com resultado histórico». Diário de Notícias
  28. «Eleições Autárquicas de 2005» (PDF). Comissão Nacional de Eleições. Consultado em 14 de janeiro de 2022
  29. «Eleições Autárquicas de 2001» (PDF). Comissão Nacional de Eleições. Consultado em 14 de janeiro de 2022
  30. «Eleições Autárquicas de 1997» (PDF). Comissão Nacional de Eleições. Consultado em 14 de janeiro de 2022
  31. «Eleições Autárquicas de 1993» (PDF). Comissão Nacional de Eleições. Consultado em 14 de janeiro de 2022
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  33. «Eleições Autárquicas de 1985» (PDF). Comissão Nacional de Eleições. Consultado em 14 de janeiro de 2022
  34. «Eleições Autárquicas de 1982» (PDF). Comissão Nacional de Eleições. Consultado em 14 de janeiro de 2022
  35. «Eleições Autárquicas de 1979» (PDF). Comissão Nacional de Eleições. Consultado em 14 de janeiro de 2022
  36. «Eleições Autárquicas de 1976» (PDF). Comissão Nacional de Eleições. Consultado em 14 de janeiro de 2022
  37. «Concelho de Castelo Branco : Autárquicas Resultados 1982 : Dossier : Grupo Marktest - Grupo Marktest - Estudos de Mercado, Audiências, Marketing Research, Media». www.marktest.com. Consultado em 16 de dezembro de 2021
  38. Lusa, Agência. «Autárquicas. Antigo presidente Luís Correia recandidata-se como independente em Castelo Branco». Observador. Consultado em 19 de outubro de 2021

Castelo Branco: História, Geografia e Cultura da Capital da Beira Baixa

Castelo Branco é uma cidade raiana portuguesa, capital do Distrito de Castelo Branco, situada na sub-região da Beira Baixa, dentro da Região do Centro. Pertenceu historicamente à antiga Província da Beira Baixa e contava com 33.772 habitantes no seu perímetro urbano, segundo dados de 2021.
É também sede do Município de Castelo Branco — o terceiro maior concelho de Portugal em extensão territorial, com 1.438,19 km² de área e uma população total de 52.272 habitantes, chamados de albicastrenses, também referentes ao ano de 2021. O município está dividido em 19 freguesias e tem os seguintes limites geográficos:
  • Norte: Município do Fundão
  • Leste: Idanha-a-Nova
  • Sul: Espanha
  • Sudoeste: Vila Velha de Ródão
  • Oeste: Proença-a-Nova e Oleiros
Diferente de muitas outras cidades da região, que tiveram seu crescimento atrelado à indústria têxtil, Castelo Branco sempre se destacou pela sua posição geoestratégica e importância política. Por isso, não sofreu as mesmas oscilações econômicas que afetaram regiões onde predominava a produção têxtil manual, mantendo uma estrutura social e econômica mais estável e diversificada.
Em termos de qualidade de vida, um estudo da DECO de 2006 classificou Castelo Branco como a segunda capital de distrito do país com melhor índice. Já em 2017, pesquisa da consultora Bloom Consulting colocou a cidade na 36.ª posição nacional e na 7.ª colocação dentro da Região Centro.
Quanto à origem do nome, não há uma certeza absoluta, mas a hipótese mais aceita entre historiadores relaciona-o à antiga povoação romana de Cataleucos.

História

As raízes de Castelo Branco remontam a um castro pré-romano, um antigo povoado fortificado de origem indígena. No início do século XII, já existia uma pequena povoação no cume da Colina da Cardosa, sendo nas suas encostas que se desenvolveu a vila ao longo dos séculos.
Com o passar do tempo, a localidade ganhou relevância administrativa e política. Em reconhecimento ao seu papel histórico e à sua importância para o país, Castelo Branco recebeu, a 22 de setembro de 1931, o título de Membro Honorário da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Geografia

Localização

Situada no interior de Portugal, Castelo Branco fica a cerca de 50 km da fronteira com a Espanha. As capitais de distrito mais próximas são Guarda, a aproximadamente 100 km de distância, e Portalegre, a cerca de 80 km.

Relevo e Altitude

A cidade começou a ser construída no topo e nas encostas do Monte da Cardosa, onde ainda se ergue o antigo castelo a 490 metros de altitude. Com o crescimento urbano, expandiu-se principalmente para as zonas planas ao redor, ficando a área central a cerca de 384 metros acima do nível do mar.
Na paisagem local destaca-se também o Monte de São Martinho, uma formação rochosa de quartzo que abriga importantes vestígios arqueológicos. O solo da região é predominantemente granítico, com afloramentos rochosos conhecidos localmente como barrocal, visíveis especialmente na zona sul da cidade.

Hidrografia

Dois rios principais percorrem as proximidades de Castelo Branco: o Rio Ponsul, a leste, e o Rio Ocreza, a oeste, que recebe as águas da Ribeira da Líria. Todo o território do município faz parte da bacia hidrográfica do Rio Tejo, que corre ao sul e forma a fronteira natural entre Portugal e Espanha. Ambos os rios são afluentes do Tejo.

Cultura e Tradições

Bordado de Castelo Branco

Um dos maiores símbolos da identidade local é o Bordado de Castelo Branco, uma arte tradicional reconhecida e valorizada em todo o país. Trata-se de colchas de linho bordadas à mão com fios de seda natural, cuja técnica e desenhos têm raízes que remontam a meados do século XVI, com influências que parecem vir do Oriente.
As peças se destacam pelas cores vivas e pelos motivos inspirados na natureza: árvores, flores e aves são os elementos mais frequentes. Cada desenho tem um significado simbólico:
  • A árvore e o lar: representam a vida e a família;
  • Pássaros juntos: simbolizam o casal;
  • Cravos e rosas: representam o homem e a mulher;
  • Lírios: virtude e pureza;
  • Corações: amor;
  • Ramagens: amizade.
Durante séculos, essas colchas eram peças fundamentais no enxoval de qualquer noiva da região, seja de origem humilde ou nobre, e têm semelhanças com bordados tradicionais das cidades espanholas de Toledo e Guadalupe.

Museus

Castelo Branco conta com um conjunto de espaços culturais que preservam e divulgam a sua história e arte:
  • Museu Francisco Tavares Proença Júnior: Fundado em 1910, é o museu mais antigo e importante da cidade. Reúne achados arqueológicos, tapeçarias do século XVI e exemplos de arte primitiva portuguesa.
  • Museu Cargaleiro: Instalado no Solar dos Cavaleiros, edifício do século XVIII, expõe obras do artista Manuel Cargaleiro, incluindo pintura, cerâmica, escultura e azulejaria.
  • Casa da Memória da Presença Judaica: Espaço dedicado à história da comunidade judaica local, que habitou a região antes e depois da conversão forçada e da atuação da Inquisição.
  • Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco (CCCCB): Focado na arte atual, com programação variada e auditório com capacidade para 275 pessoas.
  • Museu de Arte Sacra “Domingos dos Santos Pio”: Funciona no Convento da Graça desde 1984 e guarda um valioso acervo de arte religiosa.

Artes Cênicas e Música

A cidade mantém uma vida cultural ativa:
  • Teatro: Há vários grupos de teatro amador, como o Teatro Váatão, Tramédia e Terceira Pessoa, que se apresentam em espaços públicos e privados.
  • Música: Castelo Branco tem uma cena musical dinâmica. A coletânea Super Castelo Branco reúne artistas locais e já conta com dois volumes (2005 e 2023). A editora independente Skud & Smarty, fundada em 2000, tornou-se referência na divulgação da música local, especialmente do rock.
  • Bandas Filarmônicas: Cinco agremiações mantêm viva a tradição musical popular: Associação Filarmónica Retaxense, Banda Filarmónica Cidade de Castelo Branco, Sociedade Filarmónica de Louriçal do Campo, Sociedade Filarmónica de Tinalhas e Sociedade Filarmónica Vicentina.

Eventos e Festas

Ao longo do ano, o calendário de festas e feiras marca a vida da cidade:
  • Feira Franca: Realizada em 6 de janeiro e 30 de agosto;
  • Feira do Gado Suíno: Acontece em 4 de outubro e 18 de dezembro;
  • Feriado Municipal: Celebrado na terceira terça-feira após a Páscoa, correspondendo ao terceiro dia da Romaria de Nossa Senhora de Mércoles.

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