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domingo, 5 de julho de 2026

Estreito de Öresund

 

Localização do estreito de Öresund
Os estreitos de Öresund, Grande Belt e Pequeno Belt

Öresund (em sueco: Öresund  PRONÚNCIA; em dinamarquês Øresund  PRONÚNCIA), ou na sua forma portuguesa Oressunde[1] é um estreito entre a Dinamarca e a Suécia, mais precisamente entre a ilha dinamarquesa da Zelândia e a província sueca da Escânia. É um dos três principais estreitos dinamarqueses (Øresund, Grande Belt e Pequeno Belt).[2][3][4]

Etimologia

O nome geográfico Öresund deriva das palavras nórdicas ör (banco de saibro) e sund (estreito). O estreito é mencionado como Ørasundi (em 950) e Øræsund (em 1353).[5]

Geografia

O estreito liga o mar Báltico (no sul) ao estreito de Categate (no norte), em direção ao mar do Norte. Estende-se por cerca de 118 km num eixo sul-sudeste/nor-noroeste, e tem uma largura de 3 km a 48 km. Separa ao sul as cidades portuárias de Copenhague (Dinamarca) e Malmo (Suécia), e ao norte as cidades de Elseneur (Dinamarca) e de Helsingborg (Suécia).[4][3][6]

Os relevos submarinos e a pouca profundidade de Öresund contribuem a limitar as trocas de água entre o mar do Norte e o mar Báltico.[4]

História

O estreito de Öresund foi palco de numerosos naufrágios. Os principais fatores são sua baixa profundidade, às vezes inferior a 10 metros, e a existência de muitos navios em trânsito. Pelo Tratado de Öresund de 1857, este estreito dinamarquês é considerado água internacional.[7][8][9]

A ponte

Inaugurada em 1 de julho de 2000, a Ponte do Öresund liga Copenhaga, na Dinamarca, a Malmö, na Suécia.[10]

Vista do norte, a ponte do Öresund sobre o estreito de Öresund, com a Suécia à esquerda e a Dinamarca à direita

Ilhas

Grandes cidades junto ao Estreito de Öresund

Estreito de Öresund

Öresund (em sueco: Öresund; em dinamarquês: Øresund; forma aportuguesada: Oressunde) é uma importante via marítima situada entre a Dinamarca e a Suécia. Forma, juntamente com o Grande Belt e o Pequeno Belt, o conjunto dos três principais estreitos dinamarqueses, que constituem as únicas passagens naturais entre o mar Báltico e o mar do Norte.[2][3][4]

Localização

O estreito estende-se entre a costa oriental da ilha dinamarquesa da Zelândia e a costa ocidental da província sueca da Escânia. Sua posição geográfica faz dele uma das rotas marítimas mais estratégicas da Europa Setentrional.

Etimologia

O nome tem origem na língua nórdica antiga, formado pela junção de dois termos:
  • ör: significa “banco de saibro”, “baixio” ou “areal”;
  • sund: significa “passagem estreita de mar” ou “estreito”.
Os registros mais antigos do nome aparecem sob as formas Ørasundi, por volta do ano de 950, e Øræsund, documentado em 1353, refletindo a evolução linguística da região ao longo dos séculos.[5]

Geografia e características naturais

O Öresund funciona como elo hidrológico entre duas grandes massas de água: liga o mar Báltico, a sul, ao estreito de Categate, a norte, que por sua vez se comunica com o mar do Norte.
  • Dimensões: Tem uma extensão total de cerca de 118 km, seguindo uma orientação de sul-sudeste para nor-noroeste. Sua largura varia consideravelmente: no ponto mais estreito, entre as cidades de Elseneur e Helsingborg, mede apenas 3 km; já no ponto mais amplo, atinge cerca de 48 km.[3][4][6]
  • Profundidade e hidrografia: É um estreito relativamente raso, com profundidades que em muitas áreas são inferiores a 10 metros. A presença de relevos submarinos irregulares e baixios limita significativamente a troca de águas entre o mar Báltico e o mar do Norte — fator que influencia diretamente a salinidade, a temperatura e o equilíbrio ecológico de toda a bacia do Báltico.[4]

História

Ao longo da história, o Öresund foi uma das rotas mais movimentadas e também uma das mais perigosas da região. A combinação de pouca profundidade, muitos bancos de areia e um fluxo intenso de embarcações causou inúmeros naufrágios ao longo dos séculos.
Durante séculos, a Dinamarca exerceu controle total sobre a passagem e cobrou uma taxa obrigatória, conhecida como “direito de Öresund”, de todos os navios que por ali navegassem. Essa situação mudou definitivamente com a assinatura do Tratado de Öresund, em 1857, acordo internacional que declarou as águas do estreito como águas internacionais, garantindo a livre navegação a todos os países, mediante compensação financeira paga à Dinamarca pelas potências europeias.[7][8][9]

Infraestrutura: A Ponte de Öresund

Durante muito tempo, a travessia entre os dois países só era possível por meio de balsas. Esse cenário foi transformado com a inauguração da Ponte de Öresund, em 1º de julho de 2000.[10]
Trata-se de uma obra de engenharia complexa, que combina trecho em ponte, ilha artificial e túnel submerso, com extensão total de cerca de 16 km. Liga diretamente a cidade de Copenhague, na Dinamarca, a Malmö, na Suécia, comportando simultaneamente tráfego rodoviário e uma linha férrea de alta velocidade. A construção reduziu o tempo de viagem entre as duas cidades para cerca de 20 minutos e deu origem à chamada Região Öresund, uma área metropolitana integrada em termos econômicos, laborais e culturais.
Vista do norte: a ponte do Öresund sobre o estreito, com a Suécia à esquerda e a Dinamarca à direita.

Ilhas situadas no estreito

Ao longo do seu percurso, o Öresund inclui diversas ilhas, de diferentes tamanhos e funções:
  • Sjælland: A maior ilha da Dinamarca, onde se localiza a capital Copenhague;
  • Amager: Ilha vizinha à Zelândia, onde está situado o Aeroporto de Copenhague-Kastrup;
  • Saltholm: Ilha plana e de extensão reduzida, com pouca população e importância ambiental;
  • Peberholm: Ilha artificial construída especificamente para receber a transição entre a ponte e o túnel da ligação Öresund;
  • Ven: Pequena ilha situada na parte central do estreito, historicamente ligada tanto à Dinamarca quanto à Suécia.

Principais cidades às margens

O estreito é rodeado por importantes centros urbanos dos dois países:
  • Na Dinamarca: Helsingør (Elseneur), Copenhague e Køge;
  • Na Suécia: Helsingborg, Landskrona e Malmö.

Referências

[1] Forma aportuguesada registrada em dicionários geográficos;
[2], [3], [4], [5], [6], [7], [8], [9], [10] Fontes: documentação oficial dos dois países, estudos geográficos, tratados internacionais e registros históricos.


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