Celestina Pierobon Nascida a 7 de junho de 1892 (terça-feira) - Curitiba, Parana, Brasil Falecida a 26 de novembro de 1955 (sábado) - Curitiba, Parana, Brasil, com a idade de 63 anos
Celestina Pierobon: Uma Vida Tecida em Raízes, Amor e Legado
Nascida em uma terça-feira, 7 de junho de 1892, na cidade de Curitiba, Paraná, Celestina Pierobon chegou ao mundo em um período de transformação e esperança para o sul do Brasil. Era uma época em que as ruas de paralelepípedos ainda ecoavam com o som de carroças, as colinas ainda guardavam vestígios da mata nativa, e as famílias imigrantes, vindas principalmente do norte da Itália, lançavam as sementes de uma nova história em terras paranaenses. Celestina não apenas testemunhou essa era; ela a viveu, a construiu e a deixou gravada nas gerações que a sucederam.
As Raízes que a Sustiveram
Celestina era fruto do amor e da união entre Marco Pierobon (1851-1926) e Rosa Bonato (?1869-1943). Seu sobrenome carregava o peso e a beleza de uma linhagem italiana sólida, que remontava a gerações de trabalhadores, agricultores e homens e mulheres de fé inabalável. Seus antepassados – Bortolamio Pierobon e Cattarina Galvagin, Giacomo Pierobon e Santa Gobbo, Valentino Pierobon e Margarita Cechetto, Luigi Pierobon e Celestina Cecchin – formavam uma corrente silenciosa de histórias, costumes e resiliência que atravessou oceanos e fronteiras até fincar raízes no Paraná.
Marco e Rosa criaram seus filhos com a disciplina do trabalho e o calor do lar. Embora os registros familiares preservados não detalhem os nomes de seus irmãos, é certo que Celestina cresceu inserida em uma rede familiar típica das colônias italianas do início do século XX: um ambiente onde a mesa sempre estava posta para quem chegava, onde as orações eram ditas ao pôr do sol, e onde a solidariedade era tão natural quanto respirar. Essa atmosfera moldou seu caráter, ensinando-lhe o valor da paciência, da dedicação e do cuidado com os que se ama.
O Encontro que Mudou Seu Caminho
Aos vinte e dois anos, em um sábado de novembro, 21 de novembro de 1914, Celestina uniu sua vida à de Antônio Stevan (1883-1966). O casamento em Curitiba não foi apenas a união de duas pessoas, mas o início de um projeto comum: construir um lar estável, honrar as tradições recebidas e olhar para o futuro com esperança. Antônio, com seus trinta e um anos na época, trouxe consigo a maturidade de quem já havia enfrentado os rigores da vida, e juntos, eles formaram uma parceria pautada pelo respeito mútuo e pelo trabalho árduo.
O amor entre Celestina e Antônio não se media em palavras grandiosas, mas em gestos cotidianos: no café quente servido ao amanhecer, nas mãos calejadas que se encontravam após um dia de labor, no silêncio confortável de quem sabe que não está sozinho. Curitiba, então uma cidade em franco crescimento, viu florescerem suas vidas enquanto as décadas passavam, trazendo consigo modernidade, mas sem apagar a simplicidade que sempre os norteou.
A Bênção da Maternidade
Dois anos após o casamento, em 16 de julho de 1916, Celestina tornou-se mãe pela primeira vez. Lauro Ceslau Stevan chegou ao mundo trazendo consigo o sorriso mais doce que uma mãe poderia desejar. Criá-lo não foi apenas um ato de amor, mas uma missão. Celestina ensinou-lhe os primeiros passos, as primeiras orações, o respeito pelos mais velhos e a importância de nunca esquecer de onde vinha. Lauro cresceu sob o olhar atento da mãe, absorvendo seus valores, sua força silenciosa e sua capacidade de encontrar beleza mesmo nos dias mais difíceis.
A vida, como costuma fazer, trouxe também momentos de dor. Em 9 de setembro de 1926, quando Celestina tinha trinta e quatro anos, seu pai, Marco Pierobon, faleceu. A perda de um pai é sempre um corte profundo na alma, mas Celestina, forte como as árvores antigas do Paraná, soube honrar sua memória cuidando da mãe, Rosa, e mantendo viva a chama da família. Dezessete anos depois, em 21 de outubro de 1943, partiu também sua mãe, Rosa Bonato. Com cinquenta e um anos, Celestina já era matriarca em formação, carregando consigo não apenas as saudades, mas a responsabilidade de ser o elo entre o passado e o futuro.
Celebrações e Novos Ramos
Antes mesmo do adeus à mãe, Celestina viveu uma das maiores alegrias que uma mãe pode experimentar: ver seu filho encontrar o amor. Em 3 de junho de 1939, Lauro Ceslau Stevan casou-se com Juracy Ivette de Barros Stevan (1922-1999). A cerimônia em Curitiba foi um dia de festa, lágrimas de emoção e renovada esperança. Celestina viu, na união deles, a continuação de tudo o que ela e Antônio haviam plantado. Lauro e Juracy construíram seu próprio lar, e em pouco tempo, deram à luz Roselene Stevan Cruz, que se uniria a José Carlos Teixeira Cruz, dando origem a uma nova geração.
A árvore genealógica de Celestina continuou a crescer com vigor. De Roselene e José Carlos nasceu Mauricio Cesar Stevan Cruz, que encontrou em Eliza Tavares Soares sua companheira de vida. Dessa união, floresceram Thais Tavares Cruz e Manuela Tavares Cruz, jovens que carregam, mesmo sem saberem, o mesmo olhar, a mesma resiliência e o mesmo amor pela família que marcou Celestina. Cada nome nessa linha é um eco de sua vida, uma prova de que nada do que ela fez, sofreu ou sonhou foi em vão.
O Último Adeus e a Memória que Permanece
Celestina Pierobon partiu deste mundo em um sábado, 26 de novembro de 1955, aos sessenta e três anos, na mesma Curitiba que a viu nascer, crescer, amar e criar sua família. Sua partida não foi o fim de uma história, mas a transformação de uma presença física em memória viva. Antônio, seu companheiro de mais de quarenta anos, seguiu adiante, carregando consigo a certeza de que o amor deles havia transcendido o tempo.
Hoje, ao olhar para as gerações que vieram depois, percebe-se o fio invisível que Celestina teceu. Não há monumentos de pedra com seu nome, mas há mesas reunidas, risos compartilhados, tradições mantidas e um sobrenome que segue sendo pronunciado com orgulho. Ela foi filha, esposa, mãe, avó e bisavó. Foi mulher de sua época, mas sua essência – feita de paciência, entrega e amor incondicional – é atemporal.
Que sua história continue sendo contada. Que seu nome seja lembrado não apenas em registros e árvores genealógicas, mas nas conversas de família, nas orações silenciosas e nos gestos de cuidado que ecoam sua presença. Celestina Pierobon vive. Vive em cada passo dado por seus descendentes, em cada valor transmitido, em cada coração que, ao falar dela, sente o mesmo calor que ela sempre soube oferecer. E enquanto houver memória, haverá também gratidão.
Sosa : 21
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Pais
Marco Pierobon 1851-1926
Rosa Bonato ?1869-1943
Casamento(s) e filho(s)
- Casada a 21 de novembro de 1914 (sábado), Curitiba, Parana, Brasil, com
Antônio Stevan 1883-1966 tiveram
Lauro Ceslau Stevan 1916-2008
Árvore genealógica (até aos avós)
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18927 jun.
Nascimento
191421 nov.
22 anos
Casamento
191616 jul.
24 anos
Nascimento de um filho
19269 set.
34 anos
Morte do pai
19393 jun.
46 anos
Casamento de um filho
194321 out.
51 anos
Morte da mãe
195526 nov.
63 anos
Morte
Antepassados de Celestina Pierobon
| Bortolamio Pierobon † | Cattarina Galvagin † | ||||||||||
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| Giacomo Pierobon ?1746-?1816 | Santa Gobbo ?1745-?1803 | ||||||||||
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| Valentino Pierobon ?1770-?1834 | Margarita Cechetto † | ||||||||||
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| Luigi Pierobon ?1807- | Celestina Cecchin ?1808-?1859 | ||||||||||
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Marco Pierobon 1851-1926
| Rosa Bonato ?1869-1943 | ||||||||||
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Celestina Pierobon 1892-1955
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Descendentes de Celestina Pierobon
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