sábado, 23 de maio de 2026

Dryopithecus: Gênero extinto de grandes primatas da Eurásia

 

Dryopithecus
Intervalo temporal:
Serravalliano − Tortoniano
12,5–11,1 Ma
Classificação científicae
Reino:Animalia
Filo:Chordata
Classe:Mammalia
Ordem:Primates
Família:Hominidae
Tribo:Dryopithecini
Gênero:Dryopithecus
Lartet, 1856[1]
Espécies[2]

Dryopithecus é um gênero extinto de grandes primatas da Eurásia durante o período tardio do Mioceno.

Descrição

 O Dryopithecus tinha cerca de 1,2 m de comprimento e lembrava mais um macaco do que um grande primata atual. A estrutura de seus membros e pulsos mostra que ele andava de um modo similar aos chimpanzés modernos,[4] mas que usava o plano de suas mãos, como um macaco, em vez de andar como os hominídeos.

Biologia

Mandíbula de Dryopithecus fontani

Como o Sivapithecus, Dryopithecus tinha comportamento arborícola, teve um cérebro grande e um desenvolvimento atrasado; mas, ao contrário do primeiro, tinha uma mandíbula com molares pouco esmaltados e membros anteriores suspensivos. As semelhanças e diferenças entre eles fornecem insights sobre o tempo e a paleogeografia das origens hominíneas e a divisão filogenética entre os grandes símios asiáticos e afro-europeus.[5]

É provável que passou a maior parte de sua vida em árvores, e provavelmente não se locomovia por braquiação, porque não tinha as adaptações esqueléticas. Seus molares tinham relativamente pouco esmalte, sugerindo que ele comesse folhas e frutos macios, uma dieta ideal para um animal que vive em árvores.[4]

O padrão de cinco cúspides e fissura juvenil[6] de seus dentes molares, conhecido como arranjo Y5, é típico dos dryopithecus e dos hominídeos em geral.

Referências

  1.  Lartet, É. (1856). «Note sur un grand Singe fossile qui se rattache au groupe des Singes Supérieurs» [Note on the large ape fossils related to the great apes]Comptes Rendus de l'Académie des Sciences de Paris (em francês). 43: 219–223
  2. Begun, D. R. (2018). «Dryopithecus». Dryopithecus. [S.l.]: Wiley Online Library. pp. 1–4. ISBN 9781118584422doi:10.1002/9781118584538.ieba0143
  3. Mottl, V. M. (1957). «Bericht über die neuen Menschenaffenfunde aus Österreich, von St. Stefan im Lavanttal, Kärnten» [Report on new apes from Austria, from St. Stefan im Lavanttal, Carinthia] (PDF)Carinthia II (em alemão). 67: 39–84
  4.  Douglas., Palmer,; 1931-, Cox, C. Barry (Christopher Barry), (1999). The illustrated encyclopedia of dinosaurs and prehistoric animals. London: Marshall Pub. ISBN 1840281529OCLC 44131898
  5. Begun, David R. (2003). «© 2004 The Anthropological Society of Nippon Sivapithecus is east and Dryopithecus is west, and never the twain shall meet»
  6. Simons, Elwyn L.; Meinel, Werner (Dezembro de 1983). «Mandibular ontogeny in the miocene great apeDryopithecus»International Journal of Primatology (em inglês). 4 (4): 331–337. ISSN 0164-0291doi:10.1007/bf02735598

Dryopithecus: Gênero extinto de grandes primatas da Eurásia

Período de existência: Mioceno tardio

Descrição

O Dryopithecus media cerca de 1,2 metro de comprimento e apresentava características que o aproximavam mais dos macacos do que dos grandes primatas atuais. A estrutura dos seus membros e pulsos indica que sua locomoção tinha semelhanças com a dos chimpanzés modernos — mas com uma diferença fundamental: ele se apoiava na superfície das mãos para se deslocar, ao contrário da forma de locomoção característica dos hominídeos.

Biologia

  • Hábitos e desenvolvimento: Assim como o Sivapithecus, era um primata de hábitos arborícolas, possuía cérebro de porte grande e apresentava desenvolvimento físico e comportamental mais tardio. Por outro lado, diferia desse gênero por possuir mandíbula com molares de baixo teor de esmalte e membros anteriores adaptados à suspensão em galhos. Essas semelhanças e diferenças são importantes para compreender o tempo, a distribuição geográfica antiga das origens dos hominídeos, além da separação evolutiva entre os grandes símios da Ásia e os da região afro-europeia.
  • Locomoção: Passava a maior parte do tempo nas árvores, mas não se locomovia por braquiação (movimento de balanço entre galhos usando apenas os membros anteriores), pois não possuía as adaptações esqueléticas necessárias para esse tipo de deslocamento.
  • Alimentação: Os molares com pouco esmalte sugerem que sua dieta era composta principalmente por folhas e frutos macios — alimentos abundantes e adequados para um animal que vivia em ambiente florestal.
  • Características dentárias: Seus dentes molares apresentavam um padrão de cinco cúspides com uma fissura característica em indivíduos jovens, chamado de arranjo Y5. Essa marcação é uma característica típica tanto dos representantes do gênero Dryopithecus quanto dos hominídeos em geral.

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