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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Balaur bondoc: O "Dragão Compactado" das Ilhas do Cretáceo

 

Balaur bondoc
Intervalo temporal: Cretáceo Superior
70 Ma
Espécime de holótipo
Classificação científicaedit
Reino:Animalia
Filo:Chordata
Classe:Reptilia
Clado:Dinosauria
Clado:Saurischia
Clado:Theropoda
Clado:Eumaniraptora
Gênero:Balaur
Csiki et al., 2010
Espécies:
B. bondoc
Nome binomial
Balaur bondoc
Csiki et al., 2010

Balaur bondoc é uma espécie de dinossauro terópode do clado Avialae. É a única espécie descrita para o gênero Balaur. Ocorreu no fim do período Cretáceo na área correspondente à atual Romênia. Seu nome é uma homenagem a uma criatura dracônica pertencente ao folclore romeno, o Balaur, e significa, na língua romena, "dragão compactado". Descrito oficialmente em Agosto de 2010, é visto como "uma versão mais encorpada do velociraptor".[1][2]

Descoberta

Os primeiros ossos pertencentes a um Balaur bondoc foram descobertos no final da década de 1990 na Romênia, mas a morfologia do dinossauro era tão invulgar que os cientistas que o descobriram foram incapazes de reunir a ossada e formar o início do que seria seu esqueleto.[3][4] O primeiro esqueleto parcial só seria descoberto em Setembro de 2009, também na Romênia, pelo geólogo e paleontólogo Mátyás Vremir. Representando o Museu Nacional de História da Transilvânia, Vremir descobriu o esqueleto a aproximadamente 2,5 km a norte da cidade de Sebeş, próximo ao rio homônimo, e a nomeou provisoriamente de SbG/A-Sk1. Enviada para análise na Universidade de Bucareste, a descoberta foi descrita em 31 de agosto de 2010 na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.[5][6]

Descrição e comportamento

Estima-se que o Balaur terá vivido aproximadamente há 70 milhões de anos, durante o período Cretáceo. Seus ossos eram mais curtos e mais pesados do que os de outros exemplares da família Dromaeosauridae e, de forma distinta destes - que geralmente possuem uma única garra em formato de foice - possuía duas garras retráteis no primeiro e segundo dedo de cada membro inferior. Adicionalmente, é considerado o mais completo dinossauro terápode com características do clado Avialae, durante o período Cretáceo, na Europa, além de um grande número de autapomorfias[2][6]

O esqueleto parcial descoberto — uma variedade de vértebras e boa parte dos ossos peitorais e pélvicos - foi encontrado na várzea do rio Sebeş, na Romênia, numa área de argilito vermelho e é a primeira de seu tipo encontrada razoavelmente preservada. No final do período Cretáceo, grande parte da Europa encontrava-se fragmentada em ilhas menores, e um grande número de características bizarras teriam resultado dessas condições atípicas a que os animais eram impostos. Espécies isoladas em ilhas estão mais sujeitas à deriva genética e ao efeito fundador, o que pode aumentar exponencialmente o efeito das mutações, que costumam "diluir-se" em populações maiores. Análises filogênicas colocam o Balaur como semelhante às espécies asiáticas de Velociraptor, que possuem tamanho equivalente. Entretanto, cerca de vinte características sem semelhança com outras espécies foram observadas no Balaur, incluindo pernas e pés mais curtos e fortes, maiores porções musculares na área pélvica, e outras distinções que denotam uma maior adaptação para uso da força, e não da velocidade. Na visão de Csiki, "um dramático exemplo da morfologia aberrante que é desenvolvida na taxonomia de ilhas".[2][3][6][7]

Sobre seu comportamento, pouco é conhecido, e embora seja considerado muito difícil o estabelecimento de seus hábitos predatórios e alimentares, Csiki especula que o Balaur se posicionaria como o superpredador do ecossistema da ilha em que habitava, uma vez que nenhum outro dinossauro encontrado na região teria dentes maiores que os dele. As duas garras em formato de foice também contribuem para esse entendimento, e seriam utilizadas para dilacerar suas vítimas. Um dos descobridores originais chegou a descrevê-lo, numa comparação com o Velociraptor, "parecia-se mais com um kickboxer do que com um velocista", e deveria ser capaz de caçar animais maiores do que ele.[1][2][8][9]

Referências

  1.  Novo dinossauro encontrado na Romênia viveu há 80 milhões de anos
  2.  «Beefy dino sported fearsome claws»BBC News. Bbc.co.uk. Consultado em 3 de setembro de 2010
  3.  «'Stocky dragon' dinosaur terrorized Late Cretaceous Europe» (em inglês). Physorg.com. Consultado em 3 de setembro de 2010
  4. «Scientists Unveil New and Improved Velociraptor Cousin»Time NewsFeed (em inglês). Newsfeed.time.com. Consultado em 3 de setembro de 2010
  5. «Balaurul bondoc zguduie lumea ştiinţei» (em romeno). Adevarul.ro. Consultado em 3 de setembro de 2010
  6.  Csiki, Z.; Vremir, M.; Brusatte, S. L.; Norell, M. A. (2010). «An aberrant island-dwelling theropod dinosaur from the Late Cretaceous of Romania». Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America107 (35): 15357–15361. doi:10.1073/pnas.1006970107
  7. Stein K, et al. (2010) Small body size and extreme cortical bone remodeling indicate phyletic dwarfism in Magyarosaurus dacus (Sauropoda: Titanosauria). Proc Natl Acad Sci USA 107:9258–9263.
  8. «New Predatory Dinosaur Discovered in Romania»Wired. 4 de janeiro de 2010. Consultado em 3 de setembro de 2010Cópia arquivada em 1 de setembro de 2010
  9. Davies, Caroline. «Frightening new predator found in the homeland of the dragon»The Guardian (em inglês). Consultado em 3 de setembro de 2010

Balaur bondoc: O "Dragão Compactado" das Ilhas do Cretáceo

Balaur bondoc é uma espécie de dinossauro terópode pertencente ao clado Avialae — o mesmo grupo que inclui as aves modernas — e é a única espécie conhecida do gênero Balaur. Viveu há cerca de 70 milhões de anos, no fim do período Cretáceo, na região que hoje corresponde à Romênia. Seu nome é uma homenagem ao balaur, uma criatura dracônica do folclore romeno, e significa literalmente "dragão compactado", uma referência ao seu corpo robusto e atarracado. Foi descrito oficialmente em agosto de 2010 e é frequentemente comparado a uma versão mais forte e pesada do Velociraptor.

Descoberta

  • Os primeiros vestígios fósseis foram encontrados no final da década de 1990, mas eram tão incomuns que os pesquisadores não conseguiram identificar ou montar o que seriam.
  • O primeiro esqueleto parcial significativo foi descoberto em setembro de 2009 pelo geólogo e paleontólogo Mátyás Vremir, a cerca de 2,5 km ao norte da cidade de Sebeș, perto do rio de mesmo nome, em depósitos de argila vermelha.
  • O fóssil, catalogado como SbG/A-Sk1, foi analisado na Universidade de Bucareste e o estudo foi publicado em 31 de agosto de 2010 na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Características Únicas

  • Corpo e estrutura: Diferente de parentes como o Velociraptor, que eram ágeis e esguios, o Balaur tinha ossos curtos, grossos e muito resistentes, com pernas e pés mais compactos. A estrutura da pelve e dos membros inferiores indica que ele tinha uma musculatura extremamente desenvolvida, projetada para força, não para velocidade. Como definiram os cientistas: ele era mais como um "lutador de artes marciais" do que um corredor.
  • Garras especiais: A característica mais marcante é que, enquanto outros dinossauros da família Dromaeosauridae tinham apenas uma garra retrátil e em forma de foice no segundo dedo do pé, o Balaur possuía duas garras desse tipo, no primeiro e no segundo dedo de cada pé, ambas usadas provavelmente para perfurar e dilacerar presas.
  • Posição evolutiva: É considerado o dinossauro terópode com características de avialae mais completo já encontrado para o Cretáceo europeu. Apresenta cerca de 20 traços anatômicos exclusivos, que não existem em nenhum outro parente próximo.

O efeito da vida em ilhas

No fim do Cretáceo, grande parte da Europa estava submersa e dividida em um arquipélago de ilhas. O isolamento geográfico provocou o que os biólogos chamam de efeito de ilha: populações pequenas evoluem rapidamente, desenvolvendo características diferentes de seus parentes em continentes maiores. O Balaur é um exemplo perfeito disso: seus traços "estranhos" e robustos surgiram justamente por viver confinado a um território insular, onde a seleção natural segue caminhos diferentes. Ele é parente próximo dos dinossauros velociraptores da Ásia, mas evoluiu de forma totalmente distinta.

Comportamento e Papel Ecológico

  • Apesar de ainda haver muitas incertezas sobre seus hábitos, a estrutura dos dentes e das garras indica que ele era o superpredador de seu ambiente. Nenhuma outra espécie de dinossauro carnívoro encontrada naquela região tinha dentes ou armas tão desenvolvidas quanto as suas.
  • Acredita-se que sua estratégia de caça não dependia de perseguição longa, mas sim de força bruta e agilidade em curtas distâncias, usando as garras duplas para segurar e ferir presas — que poderiam ser maiores do que ele próprio.
  • Era um dos principais dinossauros que explicam a fauna bizarra e única que existiu nas ilhas do que hoje é a Romênia, um ecossistema isolado onde as regras da evolução funcionavam de forma diferente do resto do mundo.

terça-feira, 2 de junho de 2026

Terminonaris é um gênero extinto de crocodiliformes folidossaurídeos que viveu durante o Cretáceo

 

Como ler uma infocaixa de taxonomiaTerminonaris
Ocorrência: Cenomaniano - Turoniano 96–91 Ma
Crânio de T. robusta (AMNH 5850) no Museu Americano de História Natural
Crânio de T. robusta (AMNH 5850) no Museu Americano de História Natural
Reconstrução esquelética do SMNH P2411.1 («Big Bert»)
Reconstrução esquelética do SMNH P2411.1 («Big Bert»)
Classificação científica
Reino:Animalia
Filo:Cordados
Clado:Pseudosuchia
Clado:Crocodylomorpha
Classe:Répteis
Família:Pholidosauridae
Género:†Terminonaris
Espécies
T. browni (Espécie-tipo) †T. robusta (Mook, 1934)

Terminonaris é um gênero de folidossaurídeos crocodiliformes extintos que viveram durante a época do Cretáceo Superior (Cenomaniano e Turoniano[1][2]). O nome significa: “focinho ou nariz aumentado” na frente do crânio.[3] Terminonaris representa um crocodilo primitivo, dentro de um subgrupo chamado Mesoeucrocodylia. Seus restos foram encontrados apenas na América do Norte[4] e Europa. Originalmente conhecido sob o nome genérico Teleorhinus, acreditou-se outrora que fosse um teleossaurídeo (uma família de talatossuquianos marinhos semelhantes ao gavial). Tanto crocodilos pré-históricos como Terminonaris, quanto crocodilos modernos, pertencem ao mesmo grupo chamado crocodiliformes, embora os crocodilos modernos tenham características específicas que indicam que são parentes distantes desta espécie e membros do subgrupo Eusuchia.

Descrição

Diagrama do crânio de T. robusta

Terminonaris era um predador que poderia atingir um comprimento de cerca de 6 m.[1] O crânio do maior indivíduo tem 109,6 cm de comprimento.[1] O focinho alongado e os dentes longos, relativamente finos e entrelaçados sugerem que Terminonaris era um caçador de peixes, pequenos mamíferos e possivelmente pequenos dinossauros. É também o parente de crocodilo mais derivado encontrado a possuir anéis escleróticos

Habitat

Terminonaris habitava o Caminho Marítimo Interior Ocidental, um mar interior que se estendia do Golfo do México ao Oceano Ártico durante o Cretáceo Superior. A criatura provavelmente mantinha-se perto da costa, aventurando-se nas águas salgadas e quentes do mar interior apenas para caçar peixes. Como crocodilos e jacarés modernos, Terminonaris teria comido o que pudesse capturar, incluindo pequenos mamíferos e dinossauros.

Vista frontal de um crânio de T. robusta (AMNH 5850)

Espécimes

Sete espécimes fósseis de Terminonaris foram descobertos e todos são do Hemisfério Norte: seis da América do Norte e um da Europa. Os cientistas pensaram originalmente que Terminonaris originou-se na Europa e depois migrou através do Oceano Atlântico e dispersou-se por toda a América do Norte. No entanto, agora parece mais provável que Terminonaris tenha se originado no Texas e depois dispersado para o norte.[5] Todos os fósseis de Terminonaris da América do Norte foram encontrados ao longo das margens do antigo Caminho Marítimo Interior Ocidental. Um espécime do Kansas é o mais recente, tendo vivido há cerca de 91 milhões de anos, enquanto os de Saskatchewan e Montana datam de cerca de 93 milhões de anos atrás. Acredita-se que o Terminonaris da Alemanha seja de 94 milhões de anos atrás. O mais antigo, do Texas, viveu há cerca de 96 milhões de anos. Uma peça de maxila recentemente identificada foi encontrada na formação Frontier em Wyoming, datando de 95 Ma.

Big Bert

Big Bert é atualmente o esqueleto mais completo do mundo de Terminonaris robusta. Seus ossos foram descobertos em 1991 em um afloramento da formação Favel [en] ao longo das margens de rio Carrot nas colinas Pasquia de Saskatchewan.[6] Eles estavam envoltos em um xisto preto-oliva que cheirava a óleo. A descoberta foi feita pelo paleontólogo Tim Tokaryk do Museu Real de Saskatchewan [en], guiado pelo caçador de fósseis local Dickson Hardie. O esqueleto foi recuperado em 1992 por uma equipe do Museu Real de Saskatchewan e do Museu Canadense da Natureza. Eles usaram explosivos para desalojar parte da sobrecarga que cobria o esqueleto. A área onde Bert foi descoberto rendeu muitos fósseis, incluindo restos de aves, tubarões, peixes ósseos, dinossauros, tartarugas e plesiossauros. Na época da descoberta, Bert era o único de seu gênero encontrado no Canadá.[7]

Acredita-se que Big Bert tenha vivido há cerca de 92 milhões de anos, numa época em que a área de rio Carrot estava perto da costa leste do Caminho Marítimo Interior Ocidental.[8]

Dois modelos foram moldados a partir dos ossos fossilizados do esqueleto original. Um viaja por Saskatchewan, visitando diferentes museus. O segundo foi instalado no Parque Regional de Pasquia, no Centro Interpretativo Dickson Hardie, perto da casa de Bert em rio Carrot.[9]

Texas Terminonaris

Em 2005, um entusiasta amador de fósseis e carteiro rural chamado Brian Condon descobriu um Terminonaris de 96 milhões de anos enquanto caçava fósseis perto de sua casa no lago Lewisville, perto de Dallas, Texas. Os fósseis estavam localizados em um afloramento da formação Woodbine. O Sr. Condon doou os fósseis para o Museu Shuler de Paleontologia da Universidade Metodista do Sul. Eles revelaram-se os exemplos mais antigos de Terminonaris, bem como os mais meridionais encontrados até à data.[10][4]

Referências

  1.  Wu X-C, Russell AP, & Cumbaa SL. 2001. Terminonaris (Archosauria: Crocodyliformes): new material from Saskatchewan, Canada, and comments on its phylogenetic relationships. Journal of Vertebrate Paleontology 21(3):492-514.
  2. Shimada, K., and Parris, D.C., 2007. A long-snouted Late Cretaceous crocodyliform, Terminonaris cf. T. browni, from the Carlile Shale (Turonian) of Kansas. Transactions of the Kansas Academy of Science 110(1):107-115.
  3. «"Big Bert" Carrot River Crocodile» (PDF). Consultado em 5 de junho de 2019. Arquivado do original (PDF) em 7 de maio de 2016
  4.  Adams, Thomas L.; Polcyn, Michael J.; Mateus, Octávio; Winkler, Dale A.; Jacobs, Louis L. (1 de maio de 2011). «First occurrence of the long-snouted crocodyliform Terminonaris (Pholidosauridae) from the Woodbine Formation (Cenomanian) of Texas»Journal of Vertebrate Paleontology31 (3): 712–716. ISSN 0272-4634doi:10.1080/02724634.2011.572938
  5. https://www.sciencedaily.com/releases/2011/07/110720142350.htm
  6. Cumbaa, S.L. and Tokaryk, T.S. 1999. Recent discoveries of Cretaceous marine vertebrates on the eastern margins of the Western Interior Seaway. In: Summary of Investigations 1999, Vol. 1, Saskatchewan Geological Survey, Sask. Energy Mines, Miscellaneous Report 99-4.1, p. 57-63.
  7. Banks, Shelley (4 de agosto de 2011). «Prairie Nature: Big Bert: Saskatchewan's Giant Crocodile»Prairie Nature. Consultado em 4 de junho de 2019
  8. «PASQUIA REGIONAL PARK Fun in the Sun»www.pasquia.com. Consultado em 4 de junho de 2019
  9. «Big Bert « Royal Saskatchewan Museum»royalsaskmuseum.ca. Consultado em 4 de junho de 2019
  10. «Prehistoric crocodile Terminonaris was Texas native, fossil suggests»ScienceDaily (em inglês). Consultado em 5 de junho de 2019

Terminonaris

Terminonaris é um gênero extinto de crocodiliformes folidossaurídeos que viveu durante o Cretáceo Superior, especificamente nas idades do Cenomaniano ao Turoniano (entre 96 e 91 milhões de anos atrás). O nome do gênero tem origem no latim e significa “focinho ou nariz aumentado na porção frontal do crânio”, uma característica marcante do animal. Trata-se de um crocodiliforme primitivo, classificado no grupo Mesoeucrocodylia, parente distante dos crocodilos atuais — que pertencem ao subgrupo Eusuchia. Anteriormente, seus fósseis foram atribuídos ao gênero Teleorhinus, e por muito tempo se pensou que fosse um membro dos teleossaurídeos, um grupo de répteis talatossuquianos marinhos semelhantes aos gaviais.

Descrição Física

  • Tamanho: Podia atingir até 6 metros de comprimento total, sendo o crânio do maior espécime conhecido com 109,6 cm de comprimento.
  • Características principais: Focinho muito alongado, dentes longos, finos e entrelaçados — adaptações ideais para capturar presas escorregadias. É notável por ser o parente de crocodilo mais derivado já encontrado que possuía anéis escleróticos (estruturas ósseas que reforçavam o globo ocular, comum em vertebrados que vivem em ambientes aquáticos ou com pouca luz).
  • Dieta: Era um predador oportunista; o formato da boca e dos dentes indica que se alimentava principalmente de peixes, mas também caçava pequenos mamíferos, répteis e até dinossauros de pequeno porte.

Habitat e Distribuição

Os fósseis foram encontrados apenas no Hemisfério Norte, com registros na América do Norte (Texas, Kansas, Montana, Saskatchewan, Wyoming) e na Europa (Alemanha).
Seu principal habitat era o Caminho Marítimo Interior Ocidental, um vasto mar interior que dividia a América do Norte ao meio, ligando o Golfo do México ao Oceano Ártico. Ele vivia preferencialmente em águas costeiras e rasas, com águas quentes e salobras ou salinas, caçando tanto em zonas litorâneas quanto em ambientes estuarinos.

Origem e Dispersão

Antes, os cientistas acreditavam que o gênero surgiu na Europa e migrou para a América do Norte através do Atlântico. Hoje, com base na datação dos fósseis, a hipótese mais aceita é que tenha surgido no Texas (há 96 milhões de anos) e depois se dispersou para o norte, chegando ao Canadá e, posteriormente, à Europa.
Ordem cronológica dos fósseis:
  1. Texas, EUA: ~96 milhões de anos (mais antigo)
  2. Wyoming, EUA: ~95 milhões de anos
  3. Alemanha: ~94 milhões de anos
  4. Montana e Saskatchewan, Canadá: ~93 milhões de anos
  5. Kansas, EUA: ~91 milhões de anos (mais recente)

Espécimes Notáveis

Big Bert

É o espécime mais completo do mundo de Terminonaris robusta.
  • Descoberta: Encontrado em 1991 por Dickson Hardie (caçador de fósseis), com orientação do paleontólogo Tim Tokaryk, nas margens do Rio Carrot, Saskatchewan, Canadá.
  • Idade: Cerca de 92 milhões de anos.
  • Contexto fóssil: Os ossos estavam preservados em xisto preto-oliva, uma rocha que continha matéria orgânica e cheirava a petróleo. A mesma área forneceu fósseis de tubarões, peixes, tartarugas, plesiossauros, dinossauros e aves primitivas.
  • Importância: Na época da descoberta, era o único fóssil do gênero encontrado no Canadá. Foram feitas réplicas do esqueleto: uma itinerante por museus do Canadá e outra fixa no Centro Interpretativo Dickson Hardie, no Parque Regional de Pasquia.

Espécime do Texas

Descoberto em 2005 por Brian Condon, um amador e carteiro, próximo ao Lago Lewisville, perto de Dallas.
  • Procedência: Formação Woodbine.
  • Idade: 96 milhões de anos.
  • Importância: Trata-se do espécime mais antigo conhecido e também o mais meridional já encontrado, sendo fundamental para reescrever a história da origem e dispersão do gênero. Foi doado ao Museu Shuler de Paleontologia, vinculado à Universidade Metodista do Sul.