segunda-feira, 20 de julho de 2026

Curitiba, PR Data da foto original: 1920 Descrição da imagem: Vista aérea de Curitiba, vendo-se parte do setor histórico: rua Presidente Carlos Cavalcanti, Rua Treze de Maio, Rua Duque de Caxias e Rua Trajano Reis, Praça Garibaldi, sociedade Sangerbund [atual Clube Concordia], Fabrica de Tecidos Julio Hoffmann, residência de Julio Hoffmann [fundos] e parte do Palacete Wolff [atual sede da Fundação Cultural de Curitiba]. Local da imagem (descritivo): Bairro São Francisco

 Curitiba, PR Data da foto original: 1920 Descrição da imagem: Vista aérea de Curitiba, vendo-se parte do setor histórico: rua Presidente Carlos Cavalcanti, Rua Treze de Maio, Rua Duque de Caxias e Rua Trajano Reis, Praça Garibaldi, sociedade Sangerbund [atual Clube Concordia], Fabrica de Tecidos Julio Hoffmann, residência de Julio Hoffmann [fundos] e parte do Palacete Wolff [atual sede da Fundação Cultural de Curitiba]. Local da imagem (descritivo): Bairro São Francisco


Colégio Marcelino Champagnat, depois Faculdade Tuiuti, no Bigorriho, na cidade de Curitiba.

 Colégio Marcelino Champagnat, depois Faculdade Tuiuti, no Bigorriho, na cidade de Curitiba.


A Cervejaria Adriática de Ponta Grossa em obras de ampliação dos seus escritórios na esquina da Vicente Machado com Santos Dumont. Lá ao fundo do, o São Luís, o Regente e o Santana.

 A Cervejaria Adriática de Ponta Grossa em obras de ampliação dos seus escritórios na esquina da Vicente Machado com Santos Dumont. Lá ao fundo do, o São Luís, o Regente e o Santana.


A Praça Tiradentes e a Catedral de Curitiba nos anos 40 do século passado.

 A Praça Tiradentes e a Catedral de Curitiba nos anos 40 do século passado.


Fornos de Algodres é uma vila portuguesa situada na antiga província da Beira Alta, integrada atualmente na sub-região das Beiras e Serra da Estrela. É conhecida pela sua organização administrativa histórica, pelo património rural e pela herança das antigas divisões territoriais medievais.

 

Fornos de Algodres
Vista panorâmica de Fornos de Algodres
Brasão de Fornos de AlgodresBandeira de Fornos de Algodres
Localização de Fornos de Algodres
GentílicoAlgodrense, fornense
Área131,45 km²
População4 383 hab. (2023)
Densidade populacional33,3  hab./km²
N.º de freguesias12
Presidente da
câmara municipal
Alexandre Lote (PS, 2025-2029)
Região (NUTS II)Centro (Região das Beiras)
Sub-região (NUTS III)Beiras e Serra da Estrela
DistritoGuarda
ProvínciaBeira Alta
OragoSão Miguel
Feriado municipal29 de setembro
Código postal6370
Sítio oficialwww.cm-fornosdealgodres.pt

Fornos de Algodres é uma vila[1] portuguesa pertencente ao Distrito da Guarda, na antiga província da Beira Alta e nas atuais região do Centro e sub-região da Beiras e Serra da Estrela, com cerca de 1 600 habitantes.

É sede do Município de Fornos de Algodres que tem 131,45 km² de área[2] e 4.383 habitantes (2023),[3][4] subdividido em 12 freguesias.[5] O município é limitado a nordeste pelo município de Trancoso, a leste por Celorico da Beira, a sul por Gouveia, a oeste por Mangualde e Penalva do Castelo e a noroeste por Aguiar da Beira.

Freguesias

Freguesias do município de Fornos de Algodres.
O município de Fornos de Algodres está dividido em 12 freguesias:

Aldeias anexas

  • Aveleiras (Queiriz)
  • Casal do Monte (Queiriz)
  • Casas (Fuinhas)
  • Corujeira (Fuinhas)
  • Furtado (Algodres)
  • Lameira (Fuinhas)
  • Quinta da Barreira (Queiriz)
  • Quinta da Mata Gata (Sobral Pichorro)
  • Ramirão (Casal Vasco)
  • Rancozinho (Algodres)
  • Santo (Fuinhas)

História

Dólmen na freguesia de Matança.
Casa da Torre - Solar dos Abreu Castelo Branco.

Na Idade Média dava-se o nome genérico de “terras” a certas regiões mais ou menos extensas, a que correspondia uma circunscrição jurisdicional, compreendendo povoações mais ou menos próximas umas das outras, ligadas entre si por laços morais de interesses, fóros, tradições e costumes. Assim se dizia Terras de Riba Côa, Terras da Beira, Terras de além do Monte, etc.

Essas circunscrições territoriais, em geral demarcadas por limites naturais, montes ou rios, subdividiam-se em sub-regiões que ainda também conservavam a mesma designação de Terras, como Terra de Alafões, Terra de Tavares, Terra de Azurara, nome genérico da sub-região, às vezes sem corresponder a nenhuma povoação, antes tomando estas aquele sobrenome, como Chãs de Tavares, Quintela de Azurara, etc., outras vezes adotando o nome de uma povoação mais importante da área, como Terra de Algodres, Terra de Aguiar, Terra de Linhares, etc.

Mais tarde, a designação de "terras" foi substituída pela de "termo" com significação mais restrito, aplicando-se este nome, como sinónimo de distrito e alfoz, a mais reduzidas circunscrições, a que se chamava concelho.

O concelho de Algodres compreendia oito paróquias: Casal Vasco, Ramirão, Cortiçô, Vila Chã, Muxagata, Fuínhas, Sobral Pichorro e Maceira, e a todas elas, como é natural, se adicionava o determinativo de Algodres: «Cortiçô de Algodres», «Vila Chã de Algodres», «Muxagata de Algodres», etc.

Que ela emprestasse o nome às povoações do seu termo, era natural, mas a velha vila, como mais importante entre todas as da região, exercia a sua hegemonia e emprestava o seu nome ainda às outras terras e povoações que assentavam nas proximidades do seu termo, sem fazerem parte dele. Assim, a vila de Fornos, apesar de viver e de se administrar, com câmara e julgado próprios, viu-se (e vê-se ainda hoje) forçada, para se distinguir de outras terras com o mesmo nome, a adotar o designativo regional de Algodres.

Foi com as povoações e área do concelho de Algodres e concelhos limítrofes que se constituiu, em 1836, o concelho de Fornos de Algodres, depois acrescentado, em 1898, com as freguesias de Além-Mondego, Juncais e Vila Ruiva. Desceram, pois, os antigos concelhos à condição de simples freguesias e as cinco vilas de Algodres, Figueiró, Matança, Infias e Casais do Monte passaram, daí em diante, a ser designadas por ex-vilas.

O primeiro administrador do novo concelho unificado foi José Coelho de Albuquerque, nomeado por portaria de 24 de Fevereiro de 1836; seguiu-se António Bernardo da Silva Cabral e, depois, Francisco de Melo e Sá, com o seu substituto Agostinho Pedroso de Magalhães.

A primeira Câmara do novo concelho de Fornos, já ampliado, foi composta do presidente Anacleto José de Magalhães Taveira Mosqueira, presidente interino José Coelho de Albuquerque, e vogais Francisco Ferreira de Abreu, António José do Carmo e José António Clemente.[6]

População do município

Número de habitantes [7]
1864187818901900191119201930194019501960197019811991200120112021
Global **8 3049 2599 47710 1479 9539 6579 73010 50710 6459 0357 1306 5946 2705 6294 9894 403
0-14 Anos ***3 5873 5933 4693 4083 6023 4622 6441 9651 4541 125807542400
15-24 Anos ***1 8961 6791 6451 7591 7941 8231 436840972867687511365
25-64 Anos ***4 0213 9433 8124 0124 2544 3323 9443 2452 8052 7872 6492 3442 040
= ou > 65 Anos ***5606716907858939531 0111 0801 3631 4911 4861 5921 598

** População residente; *** População presente (1900-1950)

Capela de Nossa Senhora do Carmo.

Política

Eleições autárquicas [8]

Data%V%V%V%V%V%V%VParticipação
PPD/PSDCDS-PPFEPU/APU/CDUADPSPPMPSD/CDS
197667,82417,7215,58-
62,98 / 100,00
1979ADAD3,02-76,01418,371AD
77,08 / 100,00
198255,90424,3712,40-12,57-
69,63 / 100,00
198547,65345,8422,55-
75,23 / 100,00
198954,96319,6110,98-20,521
75,44 / 100,00
199344,58217,0110,74-33,832
76,68 / 100,00
199748,4638,33-0,65-39,922
77,97 / 100,00
200170,9341,08-24,511
74,21 / 100,00
200563,3142,84-1,24-28,691
76,70 / 100,00
200954,6733,28-0,88-38,042CDS-PP
71,98 / 100,00
201342,9425,64-0,83-47,153
70,61 / 100,00
201728,8216,60-1,28-60,244
70,93 / 100,00
2021CDS-PPPPD/PSD1,33-60,33334,242
73,29 / 100,00

Eleições legislativas

Data%
CDSPSPSDPCPUDPADAPU/

CDU

FRSPRDPSNB.E.PANPSD
CDS
LCHIL
197644,2725,8015,941,860,92
1979AD24,30ADAPU0,5864,783,03
1980FRS0,7768,503,6420,15
198329,2029,8931,810,362,89
198524,5019,8036,391,103,978,43
19876,9416,6065,46CDU0,172,111,72
19917,0121,9864,101,080,730,83
199510,4538,5446,550,481,140,20
199910,1038,3446,372,230,46
200210,2536,6052,971,180,86
20057,3442,3742,491,451,97
200914,1532,0039,472,375,47
201114,0227,6547,152,052,340,48
2015PSD37,22CDS2,685,370,3446,250,14
20195,1940,2035,691,895,151,060,301,550,57
2022[9]2,6446,9835,231,281,880,760,166,961,00
2024[10]AD35,94AD35,000,831,870,580,8317,481,37

Figuras ilustres

Nascido em Fornos de Algodres, na rua da Torre, a 5 de Maio de 1895, de uma família de 12 irmãos, António Menano foi, sem sombra de dúvida, o mais conhecido e popular cantor de Fados de Coimbra.

António Menano tornou-se conhecido em todo o país através dos inúmeros discos que gravou, os quais correram o mundo, principalmente pelo Brasil e pelas províncias Ultramarinas. Concluído o curso de Medicina, António Menano passa a exercer clínica em Fornos de Algodres, terra natal da família e onde os seus pais António da Costa Menano e de Dª Januária Paulo Menano residem.

Faleceu em Lisboa a 11 de Setembro de 1969.[11]

Primeiro Conde e depois Marquês de Tomar, foi um dos políticos portugueses mais destacados do século XIX.

Nascido em Fornos de Algodres a 9 de Maio de 1803, cedo se revelaram as suas invulgares capacidades intelectuais. Assim, foi com quinze anos para Coimbra estudar Direito, tendo-se formado com vinte anos apenas. Exerceu durante algum tempo a advocacia; tendo o seu valor sido reconhecido. Foi nomeado Membro do Tribunal de Segunda Instância em S. Miguel, nos Açores. Aí se casou com a inglesa Luiza Mitchell Meredith Read.

Como deputado esteve ligado à reorganização administrativa de 1836, devendo-se certamente à sua influência a elevação de Fornos de Algodres a sede de concelho. Depois, em 1838, Costa Cabral foi chamado a desempenhar as funções de Ministro da Justiça e mais tarde, em 1842, já com novo governo empossado, de Ministro do Reino e da Instrução. Foi nessas funções que, em 1845, a rainha lhe concedeu o título de Conde de Tomar. Posteriormente foi nomeado embaixador junto da Santa Sé, tendo-lhe sido concedido o título de Marquês de Tomar.

Faleceu a 1 de Setembro de 1889 em Foz do Douro, no Porto.[11]

Natural de Fornos de Algodres, doutorou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, seguiu carreira de magistratura e foi juiz de fora em Ovar.

Nomeado desembargador da relação de Goa, partiu para a Índia, tendo de abandonar esse estado por razões políticas, refugiando-se então Bombaim de onde partiu para Portugal. Em Portugal foi governar civil dos distritos de Coimbra, Braga, Guarda, Porto e Funchal, passando depois a Juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça.

Foi fidalgo da casa real, par do reino e grã-cruz das ordens de Cristo e de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e de Carlos III de Espanha. Casou duas vezes, a primeira com D. Luísa de Sousa Pimenta de Saavedra Santa Marta, e a segunda com sua sobrinha D. Maria José de Abreu Castelo-Branco.

Faleceu sem descendência, sucedendo-lhe como segundo conde de Fornos de Algodres, seu irmão Alexandre de Abreu Castelo Branco, nascido em Fornos de Algodres a(5 de Maio de 1806.

  • José Pinheiro Marques

Nasceu em Figueiró da Granja, em 1871. Fez os seus estudos eclesiásticos e foi ordenado Padre em 1895. Foi Sacerdote em várias terras do atual município de Fornos de Algodres. Notabilizou-se como professor na Escola Académica de Lisboa, orador, ensaísta e, finalmente, Capelão da Casa Real.

Em 1900 foi distinguido com o título de Capelão Fidalgo Honorário da Casa Real, por alvará de El-Rei D. Carlos. Monárquico por formação e convicção, viu-se envolvido nas convulsões subsequentes à implantação da República. Foi preso várias vezes em Lisboa, onde, na companhia de outras figuras monárquicas, correu as cadeias do Limoeiro e do Castelo de S. Jorge.

Em 1930 foi agraciado com o título de Monsenhor e acabou por falecer em 1940.[11]

  • Manuel de Pina Cabral

Nasceu na freguesia de Matança, mais concretamente no lugar da Fonte Fria, em 1746. As origens familiares de Pina Cabral inscrevem-se numa família de agricultores, eclesiásticos e militares. A sua infância foi marcada pelo estudo do latim desde tenra idade. A família, em especial o pai, preocupou-se com a sua formação, tendo encarregue um professor de gramática da sua instrução, mormente de o pôr em contacto com as “coisas latinas”. Em 1763 o seu pai, acreditando nas suas potencialidades, envia-o para a Universidade de Coimbra, matriculando-o no curso de Direito Canónico, embora não tenha obtido qualquer grau, o que originou uma certa tensão entre a família.

O seu percurso revela um homem oriundo de uma pequena localidade do interior que se afirmou na cultura e no governo de Instituições.

Desconhece-se a data da morte de Frei Manuel de Pina Cabral, mas deve ter ocorrido cerca de 1810, uma vez que a última missiva enviada a Manuel do Cenáculo data de 1807. O local de sepultamento terá sido provavelmente a igreja ou o convento de Nossa Senhora de Jesus em Lisboa, na freguesia de Mercês, onde atualmente funciona a Academia das Ciências.[11]

Heráldica

Armas: Escudo de prata, com um cacho de uvas de púrpura, folhado e troncado de verde, acantonado por quatro espigas de milho de ouro folhadas de verde. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com a legenda: “VILA DE FORNOS DE ALGODRES”, a negro.[12]
Bandeira: Esquartelada de amarelo e de verde, cordões e borlas de ouro e verde. Haste e lança de ouro.[12]

Património

Monumento ao Pastor

Geminações

A vila de Fornos de Algodres é geminada com as seguintes cidades:[13]

Ver também

Referências

  1. «Fornos de Algodres». Município de Fornos de Algodres. Consultado em 31 de maio de 2026
  2. Instituto Geográfico Português (2013). «Áreas das freguesias, municípios e distritos/ilhas da CAOP 2013». Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013. Direção-Geral do Território. Consultado em 28 de novembro de 2013. Arquivado do original (XLS-ZIP) em 9 de dezembro de 2013
  3. «Statistics Portugal - Web Portal». www.ine.pt (em inglês). Consultado em 16 de março de 2025. Cópia arquivada em 6 de março de 2025
  4. INE (2012). «Quadros de apuramento por freguesia» (XLSX-ZIP). Censos 2011 (resultados definitivos). Tabelas anexas à publicação oficial; informação no separador "Q101_CENTRO". Instituto Nacional de Estatística. Consultado em 27 de julho de 2013
  5. Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro: Reorganização administrativa do território das freguesias. Anexo I. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Suplemento, de 28/01/2013.
  6. «História da Região - Município de Fornos de Algodres». Município de Fornos de Algodres. Consultado em 9 de junho de 2017
  7. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  8. «Concelho de Fornos de Algodres : Autárquicas Resultados 2021 : Dossier : Grupo Marktest - Grupo Marktest - Estudos de Mercado, Audiências, Marketing Research, Media». www.marktest.com. Consultado em 18 de dezembro de 2021
  9. «Eleições Legislativas 2022 - Fornos de Algodres». legislativas2022.mai.gov.pt. Consultado em 10 de dezembro de 2023
  10. «Eleições Legislativas 2024 - Fornos de Algodres». legislativas2024.mai.gov.pt. Consultado em 29 de setembro de 2024
  11.  «Ilustres da nossa Terra - Município de Fornos de Algodres». Município de Fornos de Algodres. Consultado em 9 de junho de 2017
  12.  «Heráldica - Município de Fornos de Algodres». Município de Fornos de Algodres. Consultado em 9 de junho de 2017
  13. «Geminações de Cidades e Vilas - Fornos de Algodres». www.anmp.pt. Consultado em 9 de junho de 2017

Fornos de Algodres

Vila e município do Distrito da Guarda, Região Centro de Portugal
Fornos de Algodres é uma vila portuguesa situada na antiga província da Beira Alta, integrada atualmente na sub-região das Beiras e Serra da Estrela. É conhecida pela sua organização administrativa histórica, pelo património rural e pela herança das antigas divisões territoriais medievais.

Dados gerais

  • Área do município: 131,45 km²
  • População: 4.383 habitantes (estimativa de 2023); a sede da vila conta com cerca de 1.600 habitantes
  • Divisão administrativa: 12 freguesias, com várias aldeias anexas
  • Limites geográficos:
    • Nordeste: Trancoso
    • Leste: Celorico da Beira
    • Sul: Gouveia
    • Oeste: Mangualde e Penalva do Castelo
    • Noroeste: Aguiar da Beira

Freguesias e aldeias

As 12 freguesias do município são:
  • Algodres
  • Casal Vasco
  • Cortiçô e Vila Chã
  • Figueiró da Granja
  • Fornos de Algodres
  • Infias
  • Juncais, Vila Ruiva e Vila Soeiro do Chão
  • Maceira
  • Matança
  • Muxagata
  • Queiriz
  • Sobral Pichorro e Fuinhas
Entre as aldeias anexas destacam-se: Aveleiras, Casal do Monte, Casas, Corujeira, Furtado, Lameira, Quinta da Barreira, Quinta da Mata Gata, Ramirão, Rancozinho e Santo.

História

A evolução territorial de Fornos de Algodres reflete a forma como se organizava o espaço em Portugal desde a Idade Média até à época liberal.

Origem das divisões territoriais

Na Idade Média, o território era dividido em “terras” — circunscrições com limites naturais, que agrupavam povoações ligadas por costumes, direitos e interesses. Exemplos dessa organização são a Terra de Algodres, a Terra de Aguiar e a Terra de Linhares, que deram nome às regiões e às localidades que nelas se inseriam. Mais tarde, essa designação foi substituída por “termo”, com sentido mais restrito, correspondendo ao território de cada concelho.
O antigo Concelho de Algodres incluía oito paróquias, que passaram a acrescentar o nome da região à sua própria designação — como Cortiçô de Algodres ou Muxagata de Algodres. A vila de Fornos, embora tivesse autonomia administrativa própria, adotou o complemento “de Algodres” para se distinguir de outras localidades com o mesmo nome.

Formação do concelho atual

Em 1836, no âmbito das reformas liberais, foi criado o Concelho de Fornos de Algodres, a partir da junção do antigo Concelho de Algodres e de territórios vizinhos. Em 1898, a área foi ampliada com a integração das freguesias de Além-Mondego, Juncais e Vila Ruiva. Com essa reorganização, os antigos concelhos passaram a ser apenas freguesias, e localidades como Algodres, Figueiró, Matança, Infias e Casais do Monte deixaram de ter estatuto de vila.
O primeiro administrador do concelho unificado foi José Coelho de Albuquerque, nomeado em 24 de fevereiro de 1836. A primeira Câmara Municipal foi constituída por Anacleto José de Magalhães Taveira Mosqueira (presidente), José Coelho de Albuquerque (presidente interino) e os vogais Francisco Ferreira de Abreu, António José do Carmo e José António Clemente.

Património histórico

Os vestígios mais antigos da ocupação humana remontam à pré-história, como prova o Dólmen de Matança, monumento megalítico na freguesia homónima. Do património arquitetónico destaca-se também a Casa da Torre — Solar dos Abreu Castelo Branco, um exemplo da arquitetura senhorial da região.