Jim Bridger: O Homem que Viu o Oeste Antes do Mapa
(1804 — 17 de julho de 1881)
Jim Bridger: O Homem que Viu o Oeste Antes do Mapa
(1804 — 17 de julho de 1881)
Foi um dos mais lendários montanheses, exploradores e guias da história da expansão dos Estados Unidos para o Oeste. Sua vida atravessou quase todo o processo de descoberta e ocupação do território selvagem, e ele foi responsável por revelar ao mundo regiões que pareciam impossíveis de existir.
Juventude e o chamado para o desconhecido
Cresceu órfão no estado do Missouri, trabalhando como aprendiz de ferreiro para sobreviver. Aos 18 anos, viu um anúncio de jornal que procurava homens para uma expedição de caça de peles de castor — sem promessas de glória, apenas de trabalho em terras ainda não mapeadas. Para quem não tinha bens nem perspectivas, o convite foi irresistível.
Essa decisão deu início a uma trajetória de 47 anos de exploração, percorrendo mais de 8 mil quilômetros de territórios desconhecidos, onde poucos brancos haviam pisado.
Descobertas que ninguém acreditou
Grande Lago Salgado (década de 1820): Seguindo o curso de rios em direção ao oeste, chegou a uma imensa massa de água. Ao prová-la e sentir o gosto salgado, pensou ter alcançado o Oceano Pacífico. Embora estivesse enganado, havia descoberto o Grande Lago Salgado, em Utah — uma região que até então não aparecia em nenhum mapa oficial.
A região de Yellowstone: Anos depois, ao explorar o norte das Montanhas Rochosas, entrou numa paisagem que parecia sair de uma lenda: gêiseres que lançavam colunas de água fervente a dezenas de metros de altura, fontes termais coloridas, solos que liberavam vapor e florestas inteiras transformadas em pedra pelo tempo.
Quando voltou e contou o que tinha visto, foi ridicularizado. Os contemporâneos chamavam suas histórias de “contos de velho” ou mentiras exageradas. A verdade só seria confirmada décadas depois, quando expedições oficiais chegaram ao local e reconheceram ali o que hoje é o Parque Nacional de Yellowstone, o primeiro parque nacional do mundo.
O homem que conhecia o território
Diferente de muitos exploradores, Bridger não só passava pelas terras: ele as compreendia. Aprendeu várias línguas e costumes dos povos indígenas, adaptou-se aos climas mais rigorosos e descobriu rotas seguras entre montanhas e vales. Casou-se três vezes com mulheres de nações indígenas, vivendo por anos como um montanhês entre a natureza.
Quando o comércio de peles entrou em declínio, ele enxergou a nova realidade: milhares de famílias começavam a cruzar o continente em busca de novas terras. Em 1843, construiu o Fort Bridger, no atual estado de Wyoming — um ponto de parada, reabastecimento e reparo fundamental ao longo da famosa Rota do Oregon. Para muitas caravanas, o forte significou a diferença entre continuar a viagem ou perecer no caminho.
Depois, serviu como guia e intérprete para expedições militares, topógrafos e engenheiros. Seus mapas, desenhados de memória, revelaram-se surpreendentemente precisos, servindo de base para as cartas oficiais que viriam a ser feitas anos mais tarde.
O fim de uma era
Com a chegada das ferrovias e a delimitação das fronteiras, o “Velho Oeste” deixou de existir. O território selvagem foi dividido, mapeado e ocupado. Os homens que viviam apenas da experiência e da intuição foram substituídos por equipamentos e técnicas modernas.
Bridger envelheceu: a exposição ao sol forte, ao vento e à neve o deixou cego parcialmente e depois totalmente. Sem fortuna acumulada e sem mais espaço para seu ofício, aposentou-se em uma fazenda modesta no Missouri. Morreu em 17 de julho de 1881, aos 77 anos, praticamente esquecido pela sociedade.
Legado
Hoje, o nome de Jim Bridger está gravado em dezenas de acidentes geográficos: montanhas, desfiladeiros, rios, lagos e trilhas levam sua assinatura.
A história acabou por provar que o que ele contava não era fantasia: eram verdades adiantadas ao seu tempo. Ele viu o que os outros não podiam imaginar, disse o que ninguém estava pronto para ouvir e morreu antes que o mundo pudesse compreender toda a importância do que ele havia feito.
“Ele viu o que ninguém mais via, e contou o que ninguém mais acreditava — até que a ciência e o tempo provassem que ele estava certo.”
Era filho de Jacinto José Nunes Leite e Maria Joaquina Nunes Leite.[3] Seus pais eram donos de quintas em Portugal, e produziam azeite que chegava a ser exportado até o Brasil. Na sua juventude estudou em Porto. No ano de 1861 se casou com Maria Thereza de Jesus, filha de Basil Joaquim da Conceição, em seguida veio para o Brasil com sua esposa no paquete Guadiana, desembarcou no porto do Recife e se estabeleceu em Maceió como negociante de Secos & Molhados. Com o passar do tempo os seus irmãos, Domingos, João e Francisco também se estabeleceram em Maceió, depois de muitos anos Francisco se estabeleceu no Rio de Janeiro.[4]
O Comendador Jacintho Nunes Leite era irmão de, Francisco Nunes Leite, do CoronelDomingos Nunes Leite, do CoronelJoão Nunes Leite, de Ana Nunes Leite, Manoel Nunes Leite, Luiz Nunes Leite, José Nunes Leite, Rosa Nunes Leite, Emilia nunes leite, Maria Nunes leite.[5][6]
Se destacou durante seus primeiros anos em Maceió, participando em 7 de Setembro de 1866 da criação da Associação Comercial de Maceió. Em 1867 tinha uma firma chamada Jacintho Leite & Cia, que fundou a primeira loja de ferragens de Maceió em 1867, e possuía uma refinaria de açúcar.[7][8][2][9][6]
Associação Comercial de Maceió, RELU, 2016
Em 1857 participa da fundação da Sociedade Anônima Companhia União Mercantil, e em 1863 foi inaugurada pela Sociedade Anônima Companhia União Mercantil, uma fábrica de tecer algodão em Fernão Velho, hoje em dia conhecida como Fabrica de Tecidos Carmen, que tinha como sócios o José Antônio de Mendonça, o Barão de Jaraguá e Tibúrcio Alves de Carvalho, entre os acionistas estava Jacintho José Nunes Leite, que foi aumentando a sua participação até se tornar um dos diretores da fábrica em 1870, o comendador foi o segundo proprietário da fábrica e foi responsável pela construção de uma estrada ligando Bebedouro e Fernão Velho.[2]
Participou da fundação da terceira loja maçônica de Alagoas, a Perfeita Amizade Alagoana em 1 de junho de 1868, como tesoureiro. Floriano Peixoto foi membro dessa loja maçônica e usou o pseudónimo de Alexandre Magno.[10] Em 25 de junho de 1870 ele fundou a quarta loja maçônica de Alagoas, a Fraternidade Alagoana. É dito que ele exigia de seus iniciados que libertassem seu escravos. Ele chegou a atingir o grau de venerável na maçonaria.[10][11]
Em 1882 o Liceu Provincial de Alagoas realizou os exames preparatórios de julho com a ajuda financeira de Jacintho José Nunes Leite, Dr. Joaquim Pontes de Miranda e de Candido Venancio, no valor de 700.000 réis, Candido Venancio era o único que tinha filhos no Liceu Provincial.[5] Ainda no ano de 1882, foi criada a firma Lima, Leite & Cia, composta pelo engenheiro mecânico Eduardo Lima e por Jacintho José Nunes Leite. Em 2 de dezembro de 1883 às 14 horas, foi inaugurada pela firma a fundição Alagoana, primeira fundição do estado de Alagoas.[12][13] Após o falecimento do engenheiro Eduardo Lima em 1884, os seus direitos na fundição seriam comprados de sua esposa por Jacintho José Nunes Leite.[12]
Antiga Fundição Alagoana, rua Sá e Albuquerque, RELU, 2016
Em 1883 cria a empresa Água Potável Maceioense juntamente com Manoel José de Pinho, e em 23 de outubro 1885 implantou água encanada nos bairros de Bebedouro e Mutange, um tempo depois implantou em Maceió.[14]
Jacintho José Nunes Leite foi fundador, acionista e diretor da primeira companhia de transportes de bondes de Maceió, a Companhia Alagoana de Trilhos Urbanos - CATU, no começo os bondes eram movidos por tração animal.[15][16] Foi responsável pelo serviço de abastecimento de água potável em Maceió e pela construção de um hospital. Construiu um porto em Maceió, que mais tarde seria vendido por ele, para o estado por um preço baixo, também construiu um novo cemitério para a cidade, os portões do cemitério foram feitos em sua fundição e realizou a construção da Paróquia de Santo Antônio de Pádua entre 1870 e 1873, substituindo a capela anterior construída em 1816 pelo português Antônio Maria de Aguiar, o sino da paróquia foi feito na sua fundição e os azulejos foram importados diretamente de Portugal por ele.[17] Também era abolicionista, realizava a compra de escravos e logo em seguida os alforria, sendo o motivo de alguns senhores de engenho não comprarem em sua fundição.[2]
Antiga Praça da Matriz de Bebedouro, atual Praça Coronel Lucena Maranhão e Paróquia de Santo Antônio de Pádua, RELU, 2016
Jacintho José Nunes Leite passou a ser chamado nos jornais pelo título de Comendador em 1889. Tendo recebido o título em algum momento do período. O título de Comendador foi concedido a Jacintho Nunes Leite por Dom Pedro II.[9]
Em 1891 o comendador era eleito Venerável na loja maçonica Perfeita Amizade Alagoana.[18]
Em 1894 Jacinto Nunes Leite era um dos acionistas da Companhia Progresso Alagoano, e era diretor da Companhia de Navegação das Lagoas Norte e Manguaba.[18]
Solar Nunes Leite na praça Coronel Lucena Maranhão, Maceió , em 2016
Morou no Solar Nunes Leite, a propriedade localizada no antigo sítio da capelinha do bebedouro é considerada como uma das edificações mais antiga de Maceió, hoje localizada na praça Coronel Lucena Maranhão,[19] quando o antigo sítio da capelinha foi comprado pelo Jacinto Nunes Leite, ele possuía uma pequena casa que foi substituída pelo atual Solar Nunes Leite, construído aproximadamente em 1890,[20] e uma pequena capela construída em 1816 pelo português Antônio Maria de Aguiar, que foi demolida, e em seu lugar foi construída a Igreja Santo Antônio de Pádua entre 1870 e 1873. Também construiu um coreto, que foi demolido entre os anos de 1997 e 1998. O Solar era o local de eventos organizados pelo Jacintho Nunes leite, chegando a ter a participação de Floriano Peixoto, que assinou documentos na propriedade.[21] Atualmente a propriedade fica localizada no bairro de Bebedouro, e foi tombada como patrimônio histórico.[19]
Em 1908 o comendador era gerente da fábrica União Mercantil.[22]
Em setembro de 1909 o comendador colocou a venda a sua loja de ferragens e a Fundição Alagoana, anunciou nos jornais que pretendia sair de Alagoas, depois de não conseguir vender a fundição foi criada a firma Jacintho Leite, Filho & Costa em abril de 1910, era composta pelo seu filho, o engenheiroJacintho Nunes Leite Filho e por Caetano de Albuquerque Silva Costa. Ao longo dos anos a fundição mudou de proprietários 3 vezes, até fechar em 1980 quando estava localizada em outro endereço[12]
Em, 12 de março de 1910, houve uma reunião da CATU com o intuito de alterar a tração animal dos bondes para a elétrica. Porém o capitalista Teixeira Basto realizou uma manobra para tentar Impedir que a empresa substituísse a tração animal pela elétrica.[4]
Em 1910, Jacintho Nunes leite renunciou de seu cargo na Companhia Alagoana de Trilhos Urbanos (CATU).[23]
O Comendador possuía diversos arrendamentos espalhados por Maceió. E financiou o projeto de seu irmão, Coronel Domingos Nunes Leite de construir o pavilhão Domingos Nunes Leite para que fosse doado a Santa Casa da Misericórdia de Maceió.
Comendador Jacintho Nunes Leite no início do século XX
Jacintho Nunes Leite faleceu no dia 20 de maio de 1914.[24][25] Está sepultado em seu jazigo localizado no cemitério que construiu em Maceió.
Em um jornal de 1917 o comendador era considerado como, chefe político em bebedouro.[26]
Em 1991 foi comemorado no Solar Nunes Leite o cinquentenário do Comendador e Centenário do Solar, sendo organizado um evento no solar pelo seu neto, o Dr. Antonio Ricardo de Nunes Leite, filho do Dr. Antonio Nunes Leite e de Astrogilda Alves Ether.[21] No mesmo ano foi colocada uma placa em homenagem ao Comendador na praça Coronel Lucena Maranhão.
Em 2009 foi realizada a reportagem Bairros de Maceió, que contava a historia do Comendador e do bairro de Bebedouro. Com a participação de seu neto, Antonio Ricardo, a reportagem mostra algumas fotos e o interior do Solar Nunes Leite.[21]
Cronologia
1840 - Nascimento em Oliveira de Azeméis, Aveiro, Portugal[2]
1857 - Participa da criação da Sociedade Anônima Companhia União Mercantil
O comendador Jacintho José Nunes Leite teve 11 filhos com a sua esposa Maria Thereza de Jesus: João Nunes Leite Sobrinho,[27]engenheiroJacintho José Nunes Leite Filho, Maria Nunes Leite, Emilia Nunes Leite, Rosa Nunes Leite, Anna Nunes Leite, Francisco Nunes Leite, José Nunes Leite, Antonio Nunes Leite, Luiz Nunes Leite e Manoel Nunes Leite.[2]
EngenheiroJacintho José Nunes Leite Filho, era o filho mais velho, se formou em todos os cursos de engenharia da época na Alemanha e Inglaterra.[28] Participou da Cooperadora Alagoana.[29] Foi diretor técnico da fábrica União Mercantil e construiu uma fábrica de vidros em Alagoas, chamada Leite & Leite, juntamente com os seus irmãos, Dr. Antônio Nunes Leite e Maria Nunes Leite, tendo o custo de 300:000$000 Réis. Foi inaugurada em 31 de Janeiro de 1920. Foi a maior fábrica de vidros do norte e nordeste. Em 26 de março de 1920, Jacintho Nunes Leite Filho veio a falecer após um acidente, Devido a uma contaminação com terra no maquinario, de causa desconhecida, sem descendência.[22][30]
Anna Nunes Leite, se casou com Cecil George Brotherhood, filho de Josephina Dubeux Brotherhood e de Ernesto Brotherhood era um guarda livros da usina Leão, com descendência.[33]
Emilia Nunes Leite se casou em 19 de Fevereiro de 1908 com Caetano de Albuquerque Silva Costa, irmão do coronel Seraphim Costa.[23] Faleceu em 22 de Julho de 1910, aos 24 anos de idade durante um parto, com descendência.[23]
Francisco Nunes Leite Sobrinho faleceu em 12 de Março de 1911, aos 13 anos de idade, de febre beliosa.[34]
(Oliveira de Azeméis, Aveiro, Portugal, 18 de janeiro de 1840 — Maceió, Alagoas, Brasil, 20 de maio de 1914)
Conhecido também como Comendador Jacintho Nunes Leite, foi um empresário, industrial, abolicionista, líder maçônico e político de origem portuguesa radicado em Alagoas. É amplamente reconhecido como o fundador do bairro do Bebedouro, em Maceió, e uma das figuras mais importantes para o desenvolvimento econômico e urbano da província no final do Império e início da República.
Origem e vinda ao Brasil
Filho de Jacinto José Nunes Leite e Maria Joaquina Nunes Leite, de família de comerciantes e proprietários de terras em Portugal, onde produziam azeite para exportação. Estudou na cidade do Porto e, em 1861, casou-se com Maria Thereza de Jesus. No mesmo ano, embarcou no navio Guadiana, desembarcou no Recife e se estabeleceu em Maceió, iniciando como comerciante de secos e molhados.
Com o tempo, seus irmãos — Domingos, João, Francisco, Manoel, Luiz, José, Ana, Rosa e Emília — também se mudaram para a região, formando uma rede familiar de negócios e influência.
Atividades empresariais e pioneirismo
Jacinto se destacou por fundar e dirigir empreendimentos que transformaram a infraestrutura e a economia local:
1866: Participou da criação da Associação Comercial de Maceió.
1867: Fundou a firma Jacintho Leite & Cia, responsável pela primeira loja de ferragens da cidade, além de possuir uma refinaria de açúcar.
1857–1870: Ingressou como acionista da Companhia União Mercantil, que instalou a Fábrica de Tecidos em Fernão Velho (depois chamada de Fábrica Carmen). Tornou-se diretor e segundo proprietário da fábrica, construindo uma estrada ligando o bairro do Bebedouro a Fernão Velho.
1882: Criou a sociedade Lima, Leite & Cia com o engenheiro Eduardo Lima. Em 2 de dezembro de 1883, inaugurou a Fundição Alagoana, a primeira do estado — suas peças foram usadas em obras públicas, como sinos e portões.
1883: Fundou a Água Potável Maceioense, implantando a rede de água encanada em Bebedouro e Mutange em 1885, e depois em toda a cidade.
Transportes: Foi um dos fundadores e diretores da Companhia Alagoana de Trilhos Urbanos (CATU), que implantou o primeiro sistema de bondes de Maceió, inicialmente com tração animal.
Além disso, construiu um porto, um novo cemitério e financiou a construção do pavilhão doado por seu irmão Domingos à Santa Casa da Misericórdia.
Maçonaria e ideais abolicionistas
Atuou com destaque na maçonaria alagoana:
1868: Participou da fundação da loja Perfeita Amizade Alagoana, exercendo o cargo de tesoureiro; Floriano Peixoto foi membro dessa instituição.
1870: Fundou a quarta loja maçônica de Alagoas, a Fraternidade Alagoana.
Chegou ao grau de Venerável Mestre e, em 1891, foi reeleito para esse cargo.
Era também abolicionista convicto: comprou escravos com o único objetivo de alforriá-los, atitude que gerou resistência entre senhores de engenho conservadores.
Vida pública e títulos
1889: Recebeu de D. Pedro II o título de Comendador, provavelmente da Ordem da Rosa, pelos relevantes serviços prestados ao estado.
Na República, continuou atuando como diretor de empresas como a Companhia Progresso Alagoano e a Companhia de Navegação das Lagoas Norte e Manguaba.
Residiu no Solar Nunes Leite, construído por volta de 1890 no bairro do Bebedouro — hoje tombado como patrimônio histórico e palco de eventos importantes da elite local.
Construiu também a Paróquia de Santo Antônio de Pádua (1870–1873), substituindo uma capela anterior; seu sino e ferragens foram feitos em sua própria fundição.
Últimos anos e morte
Em 1909, anunciou a venda de seus negócios e a intenção de deixar Alagoas, mas acabou mantendo a Fundição Alagoana sob nova sociedade: Jacintho Leite, Filho & Costa, com seu filho Jacinto e Caetano Costa.
Faleceu em 20 de maio de 1914, aos 74 anos, e foi sepultado no cemitério que ele próprio havia construído em Maceió.
Descendência
Com a esposa Maria Thereza de Jesus, teve 11 filhos, entre eles:
Jacinto José Nunes Leite Filho: Engenheiro formado na Europa, dirigiu a Fábrica União Mercantil e fundou a fábrica de vidros Leite & Leite, a maior do Norte e Nordeste da época. Faleceu em acidente em 1920.
Antônio Nunes Leite: Advogado, Procurador da República, fundador do jornal O Alagoas e da banda de música local. Casou-se com a poeta e pianista Astrogilda Alves Ether.
Emília Nunes Leite: Casou-se com Caetano de Albuquerque Silva Costa.
Luiz Nunes Leite: Estudante de medicina, teve problemas de saúde mental após um incidente e foi internado.
Homenagens
Rua Comendador Jacintho Leite, em Fernão Velho.
Comenda Empresário e Comendador Jacintho José Nunes Leite.
Placa comemorativa na Praça Coronel Lucena Maranhão, no Bebedouro.
Celebrações em 1991 (centenário do Solar) e 2014 (centenário de seu falecimento).