terça-feira, 12 de maio de 2026

Esta era a antiga ESTAÇÃO FERROVIÁRIA de CURITIBA, na Praça Eufrásio Correia, do final do Século XIX.

 Esta era a antiga ESTAÇÃO FERROVIÁRIA de CURITIBA, na Praça Eufrásio Correia, do final do Século XIX.


A linda imagem contempla, trecho da Avenida República Argentina, a partir da Avenida Iguaçu, registrado em Dezembro de 1956.

 A linda imagem contempla, trecho da Avenida República Argentina, a partir da Avenida Iguaçu, registrado em Dezembro de 1956.


Colégio Sagrado Coração de Jesus, ainda novinho em 1920. Inaugurado em 1918. Avenida Iguaçu X Desembargador Motta.

 Colégio Sagrado Coração de Jesus, ainda novinho em 1920. Inaugurado em 1918. Avenida Iguaçu X Desembargador Motta.


Rara imagem do Bairro Batel, em registro de meados da década de 1930, contempla ao fundo a Praça Miguel Couto -(Pracinha do Batel).

 Rara imagem do Bairro Batel, em registro de meados da década de 1930, contempla ao fundo a Praça Miguel Couto -(Pracinha do Batel).


A SAGA DO VAPOR CRUZEIRO

 A SAGA DO VAPOR CRUZEIRO



O primeiro vapor a navegar comercialmente no rio Iguaçu foi o Cruzeiro. Seu proprietário foi o coronel Amazonas de Araújo Marcondes.

Essa embarcação foi fabricada no Rio de Janeiro, onde foi desmontada e trazida até o Porto de Antonina, de onde, numa viagem de quatro meses em onze carroções de bois, foi trazida para o planalto, peça por peça, e montada em Porto Amazonas, sendo lançada em 17 de dezembro de 1882.

O Cruzeiro tinha 17,60 metros de comprimento por 5,72 metros de largura, e era movida por duas rodas laterais com potência de dezoito cavalos-vapor. Tinha calado de pouco menos de meio metro e capacidade de carga de cerca de oitocentas arrobas.

(Foto: Arquivo Gazeta do Povo)

Paulo Grani 

Rua XV de Novembro, Curitiba, início da década de 1910. Destaque para as carroças e os bondinhos puxados à mula, tão-somente. (Foto: Arquivo Publico do Paraná)

 Rua XV de Novembro, Curitiba, início da década de 1910. Destaque para as carroças e os bondinhos puxados à mula, tão-somente. (Foto: Arquivo Publico do Paraná)


Histórica foto da Rua XV de Novembro, Curitiba, começo dos anos 1900.

 Histórica foto da Rua XV de Novembro, Curitiba, começo dos anos 1900.



O carroção do colono, indispensável instrumento de trabalho como meio de sua locomoção para trazer à "cidade" sua produção.

Emparelhado com seis bois, para aguentar as pesadas cargas, o carroção enfrentava as lamacentas ruas que levavam às colônias na, então, periferia de Curitiba.

(Foto: Arquivo Público do Paraná)

Paulo Grani 

RELEMBRANDO O VAPOR VICTÓRIA

 RELEMBRANDO O VAPOR VICTÓRIA



Nesta foto da década de 1920, vemos o vapor "Victória" que navegava no Rio Iguaçu. Ele possuía um deck sobre sua cobertura principal, o que propiciava aos passageiros maior comodidade durante a viagem.

foi construído por Arthur de Paula Souza, sobre a estrutura de outro antigo vapor que tinha o nome de Fontana. Esse barco media 22 metros de comprimento por 5,5 metros de largura e era movido por um motor de 60 cavalos-força.

Foi o primeiro com roda propulsora na popa e serviu de modelo para os demais barcos fabricados localmente.

Em 1915, foi vendido à Companhia Lloyd Paranaense, sendo, em 1943, remodelado e repassado para o estaleiro Schiffer & Soldi.

(Foto: Arquivo Gazeta do Povo)

Paulo Grani 

Generoso MARQUES DOS SANTOS Nascido a 13 de janeiro de 1844 (sábado) - Curitiba, Parana, Brasil Falecido a 8 de março de 1928 (quinta-feira) - Curitiba, Parana, Brasil, com a idade de 84 anos Advogado, Político, Governador do Paraná

 Generoso MARQUES DOS SANTOS Nascido a 13 de janeiro de 1844 (sábado) - Curitiba, Parana, Brasil Falecido a 8 de março de 1928 (quinta-feira) - Curitiba, Parana, Brasil, com a idade de 84 anos Advogado, Político, Governador do Paraná


Generoso Marques dos Santos: A Alma de um Homem que Moldou o Paraná

Em 13 de janeiro de 1844, um sábado de verão em Curitiba, nascia uma das figuras mais marcantes da história paranaense. Generoso Marques dos Santos não foi apenas um advogado, um político ou um governador; foi a encarnação da resiliência, do dever e do amor familiar numa época em que o Brasil ainda buscava consolidar suas próprias instituições. Sua trajetória, marcada pela perda precoce, pela luta silenciosa pelo estudo e pela dedicação inabalável à terra natal, ecoa como um testemunho vivo de como a dignidade e a perseverança podem transformar um destino modesto em um legado eterno.

Raízes e os Primeiros Anos: O Peso da Perda e a Força da Mãe

Generoso veio ao mundo em um lar de tradições antigas, enraizado nas famílias pioneiras que desbravaram o planalto curitibano. Filho do tenente-coronel Miguel Marques dos Santos e de Generosa Luciana de Chaves, ele carregava no sangue a história de quem ajudou a construir os alicerces da região. Seu pai, homem de honra e serviço, faleceu em 25 de junho de 1848, quando Generoso tinha apenas quatro anos de idade. A partida precoce do patriarca mergulhou a família em incertezas financeiras e emocionais, mas foi nesse solo fértil de adversidade que o caráter do jovem começou a se forjar.
Sua mãe, Generosa Luciana de Chaves, assumiu com coragem redobrada o peso da criação. Mulher forte e devotada, ensinou-lhe, pelo exemplo cotidiano, que a pobreza material nunca deveria ser sinônimo de pobreza de espírito. Foi ela quem sustentou moral e afetivamente a casa, cuidando dos irmãos de Generoso e garantindo que, mesmo em tempos difíceis, o estudo permanecesse como prioridade absoluta. A mãe faleceu em 22 de julho de 1879, levando consigo décadas de sacrifício silencioso, mas deixando nos filhos um alicerce inabalável de valores.

A Jornada Acadêmica: Da Cópia à Formatura

Pobre de bens, mas rico em vontade, o jovem Generoso frequentou o Liceu Paranaense em meio a grandes privações. Sem condições de adquirir os livros exigidos pelo currículo, ele os copiava à mão, noite adentro, à luz de velas ou lamparinas. Cada página transcrita era um ato de resistência, cada letra desenhada, um voto de que o conhecimento seria sua porta de saída da escassez.
Aos dezessete anos, com o coração apertado pela despedida e os olhos fixos no horizonte, partiu para São Paulo. Ingressou na tradicional Faculdade de Direito da capital paulista, enfrentando as privações de um estudante sem fortuna. Sustentou-se com trabalhos modestos, racionou cada moeda e transformou a saudade de Curitiba em combustível intelectual. Em 27 de novembro de 1865, aos 21 anos, colou grau ao lado de companheiros que também se tornariam figuras ilustres da vida pública brasileira. Naquele dia, o menino que copiava livros tornava-se bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, pronto para servir à justiça.

O Casamento e o Amor que Iluminou seus Dias

Em 11 de novembro de 1871, um sábado, Generoso uniu sua vida à de Anna Joaquina de Paula. A cerimônia, realizada em Curitiba, não foi apenas um contrato social, mas o encontro de duas almas que se completavam. Anna tornou-se sua companheira, confidente e esteio nos momentos de dúvida e nos dias de triunfo. Juntos, construíram um lar marcado pela discrição, pela hospitalidade e pelo respeito mútuo.
O casamento trouxe a bênção de um filho. Em 14 de junho de 1880, nasceu Brasílio Marques dos Santos, a quem Generoso dedicou todo o seu amor paterno e suas esperanças de continuidade. Mas a vida, em sua imprevisibilidade, reservou-lhe uma prova dolorosa. Em 1893, aos 49 anos, Anna Joaquina faleceu, deixando Generoso viúvo e com a responsabilidade de educar o filho sozinho. A perda marcou-o profundamente. Ele transformou a dor em dedicação absoluta, garantindo que Brasílio recebesse a melhor formação e os valores de honra, trabalho e retidão que sempre nortearam sua própria existência.

A Trajetória Pública: Da Advocacia ao Governo do Paraná

De volta ao Paraná, Generoso dedicou-se à advocacia com notável brilhantismo. Seu escritório não era apenas um local de negócios, mas um espaço de escuta e orientação para quem buscava justiça. Sua eloquência nos tribunais e sua conduta irrepreensível conquistaram a confiança do povo e a admiração dos pares.
Naturalmente, sua trajetória desembocou na vida pública. Em um período de consolidação das instituições paranaenses, Generoso foi chamado a assumir responsabilidades maiores. Como governador do Paraná, não buscou glórias pessoais ou monumentos ao próprio nome. Sua gestão foi pautada pela austeridade, pelo incentivo à educação, pela organização administrativa e pelo respeito às necessidades reais da população. Ele entendia que governar era servir, e servir era honrar a memória daqueles que, como sua mãe e sua esposa, haviam dado tudo sem pedir nada em troca.

O Legado que Continuou nos Filhos e Netos

A árvore genealógica que Generoso ajudou a plantar com tanto sacrifício floresceu com o tempo. Seu filho Brasílio, já homem feito, casou-se em 23 de dezembro de 1911, em Guarapuava, com Carolina Cinira Virmond, unindo duas linhagens respeitadas do interior e da capital paranaense. Desse casamento nasceram Ildefonso Mitoso Marques, em 1914, e Ruy Virmond Marques, em 1917.
Generoso, já idoso, viveu para ver os netos darem seus primeiros passos, ouvirem suas histórias e carregarem o sobrenome que ele tanto honrou. Acompanhou com orgulho o casamento de Brasílio, os nascimentos que alegraram a família e a expansão do clã, que mais tarde se entrelaçaria com outras famílias tradicionais da região, dando origem aos ramos Marcondes, Bruel, Ferrari, entre outros. Cada novo nascimento era para ele a prova de que o amor e o trabalho árduo não se perdem; eles se multiplicam.

Os Últimos Anos e a Despedida Seren

A velhice chegou com a tranquilidade de quem cumpriu sua missão. Generoso acompanhou o Paraná entrar no século XX, viu estradas serem abertas, cidades crescerem, a justiça se firmar e a educação se expandir. Ele sabia que parte disso carregava a marca de suas mãos e de suas decisões.
Em 8 de março de 1928, uma quinta-feira, cercado pela memória dos que partiram antes dele e pelo afeto dos que permaneceram ao seu lado, Generoso Marques dos Santos fechou os olhos em Curitiba, aos 84 anos. Sua partida não foi um fim abrupto, mas o desfecho natural de uma existência plena, dedicada ao dever, à família e à terra que o viu nascer.

Conclusão: Um Exemplo que Transcende o Tempo

A vida de Generoso Marques dos Santos é um poema escrito com suor, lágrimas, conquistas silenciosas e amor inabalável. Do menino que copiava livros à luz de velas ao governador que moldou instituições, do viúvo que educou um filho com ternura ao avô que celebrou a continuidade da família, sua história é um farol para as gerações futuras. Ele não deixou apenas um nome nos registros oficiais ou nas páginas da história política; deixou um exemplo vivo de que a verdadeira grandeza nasce da simplicidade, da perseverança diante da dor e do compromisso inquebrantável com os nossos.
Que sua memória permaneça viva no coração do Paraná e na alma de todos os que creem que uma vida dedicada à justiça, à família e ao próximo é, por si só, imortal.
Generoso MARQUES DOS SANTOS
  • Nascido a 13 de janeiro de 1844 (sábado) - Curitiba, Parana, Brasil
  • Falecido a 8 de março de 1928 (quinta-feira) - Curitiba, Parana, Brasil, com a idade de 84 anos
  • Advogado, Político, Governador do Paraná
1 ficheiro disponível

 Pais

 Casamento(s) e filho(s)

 Notas

Notas individuais

Nome de praça no centro do Curitiba.

 Árvore genealógica (até aos avós)

Joaquim dos ANJOS FERREIRA ca 1768 Gertrudes Maria MARQUES DOS SANTOS 1751-1804  
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Miguel MARQUES DOS SANTOS ca 1794-1848 Generosa Luciana de CHAVES 1801-1879
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Generoso MARQUES DOS SANTOS 1844-1928



184413 jan.
187111 nov.
27 anos
187922 jul.
35 anos
188014 jun.
36 anos
1893
49 anos
191430 jun.
70 anos
19171 nov.
73 anos
19288 mar.
84 anos


Antepassados de Generoso MARQUES DOS SANTOS

  Francisco Marques Domingas Fernandes Sebastiao dos Santos Pereira Joanna Garcia das Neves Soares  
  | | | |  
  


 


  
  | |  
  Francisco Marques Lameyra 1714-1788 Josepha Dos Santos Pereira 1729  
  |- 1744 -|  
  


  
  |  
Joaquim dos ANJOS FERREIRA ca 1768 Gertrudes Maria MARQUES DOS SANTOS 1751-1804  
|- 1793 -|  



  
|  
Miguel MARQUES DOS SANTOS ca 1794-1848 Generosa Luciana de CHAVES 1801-1879
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Generoso MARQUES DOS SANTOS 1844-1928
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Descendentes de Generoso MARQUES DOS SANTOS