quinta-feira, 14 de maio de 2026

A imagem contempla, a esquina da Travessa Oliveira Bello X Rua XV de Novembro, em 1938. Em 1936, o Cine Central se tornou Cine Broadway, e a fotografia que vemos o retrata 2 anos depois de sua inauguração.

 A imagem contempla, a esquina da Travessa Oliveira Bello X Rua XV de Novembro, em 1938. Em 1936, o Cine Central se tornou Cine Broadway, e a fotografia que vemos o retrata 2 anos depois de sua inauguração.



Vista Aérea do Prado Velho, na década de 1950, e em destaque , o antigo Complexo do Hospital Psiquiátrico Nossa Senhora da Luz, que existia ali. Foto - Curitiba Histórica

 Vista Aérea do Prado Velho, na década de 1950, e em destaque , o antigo Complexo do Hospital Psiquiátrico Nossa Senhora da Luz, que existia ali. Foto - Curitiba Histórica



A fotografia que vemos, dos primeiros anos de 1900, registra o Bonde de mulas, na altura das Ruas Barão do Rio Branco e Marechal Deodoro.

 A fotografia que vemos, dos primeiros anos de 1900, registra o Bonde de mulas, na altura das Ruas Barão do Rio Branco e Marechal Deodoro.



Trecho da Rua XV de Novembro, por volta de 1930.

 Trecho da Rua XV de Novembro, por volta de 1930.



RELEMBRANDO O ANTIGO THEATRO SÃO THEODORO

 RELEMBRANDO O ANTIGO THEATRO SÃO THEODORO



Cartão Postal do antigo "Theatro São Theodoro", Curitiba, da primeira década de 1900, recém reformado e reinaugurado como Theatro Guayra.

O Theatro São Theodoro, inaugurado em 1884, localizava-se na Rua Dr. Muricy, onde, hoje, é parte da Biblioteca Pública do Paraná. Por dez anos foi o centro da vida cultural de Curitiba, lotando camarotes e galerias, com suas plateias.

Com a chegada da Revolução Federalista ao Paraná em 1894, as apresentações artísticas foram suspensas. As dependências do teatro transformaram-se em prisão dos rebeldes pelas forças legalistas e o São Theodoro entrou em decadência.

Essa situação permaneceu até fins da década, quando suas instalações foram reformadas, inclusive sua fachada e, em 1900, foi reinaugurado com o nome de Theatro Guayrá.

Paulo Grani 

Nostálgica foto de Curitiba, com vista principal para a Praça Carlos Gomes, em 1916. À direita dela, o bonde elétrico trafega em seus trilhos na Av. Marechal Floriano Peixoto.

 Nostálgica foto de Curitiba, com vista principal para a Praça Carlos Gomes, em 1916. À direita dela, o bonde elétrico trafega em seus trilhos na Av. Marechal Floriano Peixoto.


RELEMBRANDO O PIONEIRISMO DE GOTLIEB MUELLER

 RELEMBRANDO O PIONEIRISMO DE GOTLIEB MUELLER



Fachada da antiga "Fábrica de Máquinas, Pregos e Fundição, de Mueller Irmãos & Cia.", de Curitiba, década de 1920. Sua porta de entrada pela Av. Candido de Abreu.

"Não mais de seis travessas cortavam as doze ruas da Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, a Curitiba de 1878. Pelas ruas, dispersavam-se perto de 300 casas. O clima na cidade era de amor às artes, aliado ao grande espírito de progresso que influenciava as iniciativas da época.

Foi nesse clima que Gotlieb Mueller, instalou na antiga estrada de Assunguy, hoje esquina das ruas Mateus Leme e Barão de Antonina, a primeira oficina mecânica e ferraria de Curitiba, sem imaginar o papel que iria desempenhar para a economia paranaense, o pioneiro da indústria metalúrgica do Paraná. Aos poucos, a modesta oficina foi se transformando num grande complexo industrial."

Seus filhos, antes de serem seus sócios, foram seus operários. Casaram-se, estudaram e prosseguiram com grande dinamismo, ampliando a iniciativa do pai. Em 1948, a indústria empregava 400 funcionários e, então, era dirigida pelos netos de Gotlieb - Edmundo Lindroth e Armin Mueller - além de outros colaboradores da empresa.

A família Mueller administrou a empresa até a década de 1970, quando vendeu-a a terceiros. Em 1978, o prédio foi comprado pelos empresários Salomão Soifer e Milton Gurtenstein que, diante do desafio de construir um grande shopping Center em Curitiba, aproveitaram as fachadas do conjunto arquitetônico da fábrica e, mantiveram o nome dos Mueller, dada tamanha significância dele na história de Curitiba e do Paraná.

Apôs quatro anos de intensas obras, em setembro de 1983, foi inaugurado o Shopping Mueller, tornando-se referência de consumo e sua fachada, um marco da cidade. Em 1990 foi inaugurado o Top Mueller, a terceira praça de alimentação do Brasil. Em 2003 ampliou seu estacionamento, ganhando sua passarela sobre a Mateus Leme. Por fim, em 2004 foram inauguradas as salas de cinema.

(Adaptado de: circulandoporcuritiba.com, Wikipedia)

Paulo Grani 

SOLDADOS DO FOGO " Incêndio! Incêndio!

 SOLDADOS DO FOGO

" Incêndio! Incêndio!
Era o que anunciava o toque do sino da igreja Matriz de Curitiba.
Dotados de materiais e uniformes, sem quartel, fazendo exercícios na Rua Saldanha Marinho, em 1897, Emílio Verwiebe, Frederico Seegmuller, Ferdinando Poppe, Alberto Schoneweg, João e Rodolfo Schmidt, Rodolfo Rossenau, João Rotlek, Antônio Pospissil e Venceslau Glaser, fundaram a "Sociedade Teuto-Brasileira de Bombeiros Voluntários", objetivando com seus recursos a extinção de incêndios e outras calamidades que ocorriam na cidade. Pessoal inexperiente e heterogêneo, mas que com bravura e abnegação cumpria os deveres do ofício.
Ao sinal dos sinos, acorriam de diferentes pontos da cidade, empurrando suas bombas em carrinhos ou levando-as sobre muares para o local do sinistro.
Brandindo suas machadinhas golpeavam as vigas carbonizadas, rompendo a muralha de fumaça com jatos d'água dentro de uma chuva de madeira em combustão, indiferentes às chamas que chamuscavam suas mãos e faces.
Balançando, pendurados numa escada de corda, travavam com as labaredas uma luta sobre-humana.
Esses voluntários do dever, heróis anônimos, após relevantes serviços prestados à comunidade curitibana, dissolveram em 1901 a prestativa sociedade, por falta de recursos.
Em 23/03/1912, foi sancionada a Lei 1.133, que criou na Capital do Estado do Paraná o Corpo de Bombeiros, com o propósito de, então, suprir os serviços de combate à incêndio que a cidade carecia.
Somente em 14/07/1912, foi inaugurado o quartel, na esquina das Ruas Cândido Lopes e Ébano Pereira. Foi seu primeiro comandante o Major Fabriciano do Rego Barros. Em 04/06/1951, realizou-se a mudança para a Av. Visconde de Guarapuava, na esquina da Rua Nunes Machado. Antigo alojamento do 14° Regimento de Cavalaria e 5º Batalhão de Engenharia do Exército Nacional e, pr último, sede da Guarda Civil do Estado.
Quem é da época não esquece as figuras carismáticas do saudoso tenente João Alexandre da Silva, dirigindo a "bomba a vapor", apelidada de "Maria Bufante" pela população, e do tenente José Theophilo da Silva, operando a auto-bomba Merryweather, ainda em condições de prestar bons serviços.
Por quase três lustros (15 anos) fui bombeiro. Agora, lembro que vi de perto a carreira de sacrifícios imposta aos soldados do fogo e o espírito desprendido que os anima nessa luta.
Dessas missões, por exemplo, ainda estão bem vivos, em nossa memória, os incêndios florestais ocorridos em setembro de 1963.A operação "Paraná em Flagelo", como ela foi chamada, contou além de praças e oficiais do Corpo de Bombeiros, da PMER do Exército, da Aeronáutica e da Marinha, com técnicos vindos de toda parte do Brasil; de Mr. Lownder, Chefe dos Serviços de Combate a Incêndios Florestais dos EE.UU e sua equipe, da população civil das localidades mais antigas, de elementos do Centro de Adestramento Marques de Leão da Marinha de Guerra do Brasil, e dois helicópteros do Porta-aviões Minas Gerais.
Uma verdadeira operação de guerra.
Atuando com todas as condições operacionais desfavoráveis, os bombeiros deixaram um exemplo marcante no socorro aos flagelados e no combate sem trégua ao fogo que, mesmo assim, fez vítimas e causou danos. Nunca esquecerei tanta dedicação e tanto empenho na proteção dos valores fundamentais da pessoa e do meio ambiente."
(Autor: Alide Zenedin é cel. da Polícia Militar do Paraná, na reserva / Fonte: Historias de Curitiba / Fotos: Wikipedia, bombeiros.pr.gov.br)
Paulo Grani
A Corporação embora civil, ostentava insígnias e uniformes militarizados.
Os fundadores da Sociedade Teuto Brasileira: Rodolfo Schimidt – Mestre de Bombas; Rodolfo Rosseau – Contra mestre; João Rotlek – Ajudante; Venceslau Glaser – Ajudante; João Schmidt – Mestre do material; Antonio Pospissil – Comandante dos Auxiliares; Alberto Schoneweg – 1º porta-mangueiras; Frederico Poppe – 2º Comandante; Emiliio Verwiebe – Comandante superior.
Bombeiros combatendo um incêndio na Cadeia Pública de Curitiba, em 1897.
Oficiais do Corpo de Bombeiros de Curitiba, em 1923.

Capacete da antiga Sociedade Teuto-Brasileira. Acervo do Museu Paranaense.










Celestina Pierobon Nascida a 7 de junho de 1892 (terça-feira) - Curitiba, Parana, Brasil Falecida a 26 de novembro de 1955 (sábado) - Curitiba, Parana, Brasil, com a idade de 63 anos

  Celestina Pierobon Nascida a 7 de junho de 1892 (terça-feira) - Curitiba, Parana, Brasil Falecida a 26 de novembro de 1955 (sábado) - Curitiba, Parana, Brasil, com a idade de 63 anos

Celestina Pierobon: Uma Vida Tecida em Raízes, Amor e Legado
Nascida em uma terça-feira, 7 de junho de 1892, na cidade de Curitiba, Paraná, Celestina Pierobon chegou ao mundo em um período de transformação e esperança para o sul do Brasil. Era uma época em que as ruas de paralelepípedos ainda ecoavam com o som de carroças, as colinas ainda guardavam vestígios da mata nativa, e as famílias imigrantes, vindas principalmente do norte da Itália, lançavam as sementes de uma nova história em terras paranaenses. Celestina não apenas testemunhou essa era; ela a viveu, a construiu e a deixou gravada nas gerações que a sucederam.
As Raízes que a Sustiveram
Celestina era fruto do amor e da união entre Marco Pierobon (1851-1926) e Rosa Bonato (?1869-1943). Seu sobrenome carregava o peso e a beleza de uma linhagem italiana sólida, que remontava a gerações de trabalhadores, agricultores e homens e mulheres de fé inabalável. Seus antepassados – Bortolamio Pierobon e Cattarina Galvagin, Giacomo Pierobon e Santa Gobbo, Valentino Pierobon e Margarita Cechetto, Luigi Pierobon e Celestina Cecchin – formavam uma corrente silenciosa de histórias, costumes e resiliência que atravessou oceanos e fronteiras até fincar raízes no Paraná.
Marco e Rosa criaram seus filhos com a disciplina do trabalho e o calor do lar. Embora os registros familiares preservados não detalhem os nomes de seus irmãos, é certo que Celestina cresceu inserida em uma rede familiar típica das colônias italianas do início do século XX: um ambiente onde a mesa sempre estava posta para quem chegava, onde as orações eram ditas ao pôr do sol, e onde a solidariedade era tão natural quanto respirar. Essa atmosfera moldou seu caráter, ensinando-lhe o valor da paciência, da dedicação e do cuidado com os que se ama.
O Encontro que Mudou Seu Caminho
Aos vinte e dois anos, em um sábado de novembro, 21 de novembro de 1914, Celestina uniu sua vida à de Antônio Stevan (1883-1966). O casamento em Curitiba não foi apenas a união de duas pessoas, mas o início de um projeto comum: construir um lar estável, honrar as tradições recebidas e olhar para o futuro com esperança. Antônio, com seus trinta e um anos na época, trouxe consigo a maturidade de quem já havia enfrentado os rigores da vida, e juntos, eles formaram uma parceria pautada pelo respeito mútuo e pelo trabalho árduo.
O amor entre Celestina e Antônio não se media em palavras grandiosas, mas em gestos cotidianos: no café quente servido ao amanhecer, nas mãos calejadas que se encontravam após um dia de labor, no silêncio confortável de quem sabe que não está sozinho. Curitiba, então uma cidade em franco crescimento, viu florescerem suas vidas enquanto as décadas passavam, trazendo consigo modernidade, mas sem apagar a simplicidade que sempre os norteou.
A Bênção da Maternidade
Dois anos após o casamento, em 16 de julho de 1916, Celestina tornou-se mãe pela primeira vez. Lauro Ceslau Stevan chegou ao mundo trazendo consigo o sorriso mais doce que uma mãe poderia desejar. Criá-lo não foi apenas um ato de amor, mas uma missão. Celestina ensinou-lhe os primeiros passos, as primeiras orações, o respeito pelos mais velhos e a importância de nunca esquecer de onde vinha. Lauro cresceu sob o olhar atento da mãe, absorvendo seus valores, sua força silenciosa e sua capacidade de encontrar beleza mesmo nos dias mais difíceis.
A vida, como costuma fazer, trouxe também momentos de dor. Em 9 de setembro de 1926, quando Celestina tinha trinta e quatro anos, seu pai, Marco Pierobon, faleceu. A perda de um pai é sempre um corte profundo na alma, mas Celestina, forte como as árvores antigas do Paraná, soube honrar sua memória cuidando da mãe, Rosa, e mantendo viva a chama da família. Dezessete anos depois, em 21 de outubro de 1943, partiu também sua mãe, Rosa Bonato. Com cinquenta e um anos, Celestina já era matriarca em formação, carregando consigo não apenas as saudades, mas a responsabilidade de ser o elo entre o passado e o futuro.
Celebrações e Novos Ramos
Antes mesmo do adeus à mãe, Celestina viveu uma das maiores alegrias que uma mãe pode experimentar: ver seu filho encontrar o amor. Em 3 de junho de 1939, Lauro Ceslau Stevan casou-se com Juracy Ivette de Barros Stevan (1922-1999). A cerimônia em Curitiba foi um dia de festa, lágrimas de emoção e renovada esperança. Celestina viu, na união deles, a continuação de tudo o que ela e Antônio haviam plantado. Lauro e Juracy construíram seu próprio lar, e em pouco tempo, deram à luz Roselene Stevan Cruz, que se uniria a José Carlos Teixeira Cruz, dando origem a uma nova geração.
A árvore genealógica de Celestina continuou a crescer com vigor. De Roselene e José Carlos nasceu Mauricio Cesar Stevan Cruz, que encontrou em Eliza Tavares Soares sua companheira de vida. Dessa união, floresceram Thais Tavares Cruz e Manuela Tavares Cruz, jovens que carregam, mesmo sem saberem, o mesmo olhar, a mesma resiliência e o mesmo amor pela família que marcou Celestina. Cada nome nessa linha é um eco de sua vida, uma prova de que nada do que ela fez, sofreu ou sonhou foi em vão.
O Último Adeus e a Memória que Permanece
Celestina Pierobon partiu deste mundo em um sábado, 26 de novembro de 1955, aos sessenta e três anos, na mesma Curitiba que a viu nascer, crescer, amar e criar sua família. Sua partida não foi o fim de uma história, mas a transformação de uma presença física em memória viva. Antônio, seu companheiro de mais de quarenta anos, seguiu adiante, carregando consigo a certeza de que o amor deles havia transcendido o tempo.
Hoje, ao olhar para as gerações que vieram depois, percebe-se o fio invisível que Celestina teceu. Não há monumentos de pedra com seu nome, mas há mesas reunidas, risos compartilhados, tradições mantidas e um sobrenome que segue sendo pronunciado com orgulho. Ela foi filha, esposa, mãe, avó e bisavó. Foi mulher de sua época, mas sua essência – feita de paciência, entrega e amor incondicional – é atemporal.
Que sua história continue sendo contada. Que seu nome seja lembrado não apenas em registros e árvores genealógicas, mas nas conversas de família, nas orações silenciosas e nos gestos de cuidado que ecoam sua presença. Celestina Pierobon vive. Vive em cada passo dado por seus descendentes, em cada valor transmitido, em cada coração que, ao falar dela, sente o mesmo calor que ela sempre soube oferecer. E enquanto houver memória, haverá também gratidão.
Celestina Pierobon
Sosa : 21
  • Nascida a 7 de junho de 1892 (terça-feira) - Curitiba, Parana, Brasil
  • Falecida a 26 de novembro de 1955 (sábado) - Curitiba, Parana, Brasil, com a idade de 63 anos
1 ficheiro disponível

 Pais

 Casamento(s) e filho(s)

 Árvore genealógica (até aos avós)

sosa Luigi Pierobon ?1807- sosa Celestina Cecchin ?1808-?1859  
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sosa Marco Pierobon 1851-1926
 sosa Rosa Bonato ?1869-1943
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sosa Celestina Pierobon 1892-1955
18927 jun.
191421 nov.
22 anos
191616 jul.
24 anos
19269 set.
34 anos
194321 out.
51 anos

Morte da mãe

195526 nov.
63 anos

Antepassados de Celestina Pierobon

Bortolamio Pierobon  Cattarina Galvagin         
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Giacomo Pierobon ?1746-?1816 Santa Gobbo ?1745-?1803      
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Valentino Pierobon ?1770-?1834 Margarita Cechetto     
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Luigi Pierobon ?1807- Celestina Cecchin ?1808-?1859  
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Marco Pierobon 1851-1926
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 Rosa Bonato ?1869-1943
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Celestina Pierobon 1892-1955
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Descendentes de Celestina Pierobon