quarta-feira, 19 de agosto de 2026

FUGIU UMA ESCRAVA CRIOULA ...

 FUGIU UMA ESCRAVA CRIOULA ...



" Em 1854, abril, Curitiba tinha 161 anos - quando passou a ser "nossa capital", ganhando o jornal "Dezenove de Dezembro", também diário oficial, do qual era proprietário e redator o carioca Cândido Lopes, que dá nome a uma das mais importantes ruas do centro.

Foi quando saiu o primeiro anúncio classificado: "No Largo da Matriz n° 13, perto da padaria, cortam-se cabelos e fazem-se barbas. Preços razoáveis".

Nesses primeiros meses o Dezenove registra a chegada de Ângelo Onofre, diretor da companhia italiana, que montou no pátio da igreja (Praça Tiradentes) o famoso Circo Olímpico. O espetáculo de estréia ocorreu num domingo, 05/04/1854.

Se escravos fugiam, seu dono e senhor, mostrando-se perverso, como se tivesse perdido uma besta, punha anúncio no jornal. A fuga da escrava Amanda (Curitiba capital recém-nascida) deve ter causado impacto. O texto diz tudo: "Fugiu uma escrava crioula, bem preta, de estatura ordinária, cara redonda, olhos grandes, boa dentadura, dentes aguçados. Maviosa e afetada, Amanda tem mãos grandes como de homem. Trabalha com machado, munhecas grossas, dedos curtos, pequeno sinal de queimadura nas costas."

Há também notícias boas, comoventes. O estafeta Francisco Guilherme Telles, que conduzia a mala postal entre Curitiba e a Lapa (então chamada Vila do Príncipe), fazia esse percurso (12 léguas) a pé, mala nas costas.

Os lapeanos ou laponenses fizeram uma vaquinha para amainar os sofrimentos do estafeta. Eis o anúncio:

"O abaixo assinado faltaria a um dever de gratidão se deixasse de agradecer aos residentes na Vila do Príncipe, que tiveram a bondade de lhe fazer presente de um burro, a fim de aliviá-lo de suas penosas viagens desta capital à dita vila, na qualidade de estafeta, condutor de malas." Encerrando o agradecimento, Francisco Guilherme nele botou a data, assinando embaixo.

O Dezenove tinha uma seção dedicada a máximas, algumas bem interessantes. "Quem gasta menos do que tem, é prudente; quem gasta o que tem é cristão; quem gasta o que não tem é ladrão."

A edição de 07/05/1856, registra versos de Fernando Amaro, o grande poeta parnan-guara, dedicados à curitibana Leida:

"Vi-te, adorei-te, acompanhei-te os passos / Como atraído de um poder divino / Calcando as nuvens fui transpondo os montes / Pra ler nos olhos teus o meu destino."
Um ano e pouco depois, na flor dos 25 anos, Fernando Amaro morreu de congestão cerebral.

Paixão mesmo, dessas fantásticas, teve J.A. de F.D., que dedicou estes versos belíssimos à sua amada: "Dessa boca tão pequena e formosa / Um sorriso era minha aventura / Desses olhos de maga ternura / um olhar era minha alegria."

(Texto do advogado Francisco Brito de Lacerda publicado em Histórias de Curitiba / Foto ilustrativa de: brasiliana.fotografica.bn.br)

Paulo Grani 

COMO APARECEU O TERMO "GARI"

 COMO APARECEU O TERMO "GARI"



Quando era criança, costumava ver os "lixeiros" passarem em frente de casa indo para sua lida diária de manter a cidade limpa. Não havia o caminhão de lixo. Os operários empurravam um carrinho de duas rodas com um tonel redondo ao centro e com uma tampa que abria-se ao toque de um pedal.

Interessante que, com o aparecimento dos caminhões do lixo, os lixeiros passaram a ser chamados de "garis" sem nos darmos conta de onde esta palavra foi tirada e que possível significado pudesse ter.

Tudo começou no fim do século 19, no Rio de Janeiro, na época do Império, quando ainda não havia coleta de lixo. A população usava urinóis e a urina era jogada pelas janelas. As fezes eram colocadas em tonéis e os escravos tinham que manuseá-las e despejá-las no mar. Por vezes, os tonéis arrebentavam e sujavam os escravos, quando então ficavam “enfezados”, ou seja, cheirando e sujos de "feses".

Então, em 1875, um engenheiro foi trazido da França para instalar no Rio de Janeiro o primeiro sistema de limpeza urbana. Seu nome era Pedro Aleixo Gary. Seus funcionários eram tratados pelo povo como “a turma do gari”. Seu contrato acabou em 1892 e o serviço passou a ser executado por uma autarquia pública cujos serviços eram ruins. Então o povo lamentava pedindo a volta dos "garis".

Paulo Grani 

CURITIBA TEVE O PRIMEIRO PAPAI NOEL NEGRO DO BRASIL

 CURITIBA TEVE O PRIMEIRO PAPAI NOEL NEGRO DO BRASIL




" Lá por perto do final do século passado, o Natal em Curitiba não tinha muito a ver com o de hoje. O nascimento de Jesus Cristo era comemorado sem Papai Noel, sem árvore, sem presente, sem peru, mas com muita festa.

Na noite de Natal, na espera da Missa do Galo da Catedral, que tinha início religiosamente á meia-noite, acontecia a Marujada. Era uma festa popular, onde os participantes, vestidos de marinheiro, dançavam ao som de rabeca, viola e tambores. Não havia cantos na Marujada.

Apesar de não se ter registro é possível que, nas festas de Natal em Curitiba, entrasse também a Folia de Reis começava na véspera do Natal, com os músicos levando uma bandeira de casa em casa e pedindo dinheiro para a festa.

Na Catedral, como em outras igrejas, montavam-se Presépios. O hábito se popularizou, os presépios entraram nas casas, a principio nas mais ricas, depois mesmo nas mais modestas, graças a industrialização e sua feitura em menor tamanho. Já neste século, presépios mecanizados eram montados nas vésperas do Natal. Para vê-los pagava-se entrada.

Os imigrantes troxeram São Nicolau e seu Clone, o Papai Noel, e mais os hábitos de enviar cartões de Boas Festas, de montar a árvore e de dar presentes, principalmente para as crianças. Nada disso existia no Natal brasileiro. Não se faziam brinquedos em Curitiba.

Teriam sido os italianos de Santa Felicidade que iniciaram a feitura de carrinhos de boneca em vime, os primeiros brinquedos aqui produzidos. A Metalúrgica Müller fabricava pés metálicos para sustentar as árvores de Natal que, antigamente, eram mais robustas que as de hoje. Os brinquedos e enfeites das árvores de Natal eram importados. A casa Amhoff, de imigrantes alemães, na Rua S. Francisco, tinha a maior variedade e até a década dos 70, exibia, no mês de dezembro, aquele célebre Papai
Noel mecanizado, a bater com sua varinha na vitrine.

Papai Noel não custou muito a se popularizar, apesar de que no começo assustava as crianças com suas reprimendas e exigências de boas notas na escola antes de entregar os presentes. Com sua popularização, o Papai Noel passou a presentear também os adultos, o que agradou ao comércio, iniciando a multiplicação de Papais Noel de porta de loja para ajudar as vendas.

O famoso propagandista de rua, "Bataclã", ao que se saiba, foi o primeiro Papai Noel negro da história do Brasil.

Antes os Papais Noel caseiros eram feitos por titios complacentes. Atualmente, na falta deles, os Irmãos Queirolo fornecem Papais Noel à granel, a domicílio.

Com a comercialização do Natal, as lojas começaram a caprichar na decoração natalina, transformando a cidade num presépio de luzes. O comerciante Hermes Macedo decorava o grande jardim de sua casa no Batel e toda Curitiba ia ver.

Hoje, o Natal curitibano é quase igual ao europeu, ou americano. Só falta neve.
Mas do jeito que o tempo anda, a neve pode cair ainda hoje. Aí fica igual. "

( Texto do escritor Valêncio Xavier, publicado em Histórias de Curitiba / Foto ilustrativa: g1.globo.com)

Paulo Grani 

AS PRIMEIRAS COLÔNIAS DE IMIGRANTES NO LITORAL DO PARANÁ

 AS PRIMEIRAS COLÔNIAS DE IMIGRANTES NO LITORAL DO PARANÁ

Estação de Alexandra, em foto da primeira década de 1900, cerca de 30 anos após o êxodo dos imigrantes italianos, em direção à Morretes.
A primeira Capela construída em tábuas, na Colônia Nova América.




As primeiras colônias no litoral paranaense eram de particulares, subvencionados pelo governo Imperial, responsáveis por introduzir e estabelecer os colonos. A idéia de colocar os colonos no litoral veio da esperança de que a proximidade com o porto de Paranaguá propiciaria produtos mais baratos para o mercado europeu crescente. Duas dessas colônias foram marcantes na história da imigração italiana para o Paraná: a colônia Alexandra e a colônia Nova Itália.
A colônia Alexandra foi a mais desastrada de todas. O proprietário da colônia foi o italiano Sabino Tripotti, que ganhou um contrato do governo imperial logo depois que chegou ao Brasil em 1871. Em fevereiro de 1872 foi fundada a colônia Alexandra. O terreno de má qualidade, os aspectos climáticos, muito diferentes do que os imigrantes estavam acostumados, os insetos típicos do clima tropical, que afetavam não somente os colonos, mas também suas plantações, já eram fatores que dificultavam o progresso da colônia. Somado a isso, a principal cláusula do contrato não havia sido cumprida: a construção da estrada que ligava a colônia ao porto não havia sido realizada.
Não bastassem todos esses complicadores, Tripotti alegou que havia algumas falhas no contrato. Entre elas, não estava claro quem pagaria as despesas iniciais até o assentamento dos colonos. Mesmo depois que o contrato foi reescrito, houve um erro de cálculo que diminuía pela metade o reembolso dessas despesas iniciais. Por conta disso, Tripotti racionou, dentre outras coisas, a comida dos colonos que muitas vezes passaram fome. Essa situação precária da colônia, somada às revoltas dos imigrantes ainda na Itália contra os agentes de Tripotti, fez com que, em 1877, o contrato fosse cancelado, além de todos os seus bens confiscados pelo governador.
Para resolver a questão do assentamento das famílias descontentes que estavam abandonadas na colônia Alexandra, os imigrantes foram transferidos para Morretes e Porto de Cima, e lá foi fundada a colônia Nova Itália. O município de Morretes, contava com oito núcleos de assentados: América de Cima, América de Baixo, Sesmaria, Rio do Pinto, Sitio Grande, Anhaia, Rio Sagrado e Nossa Senhora do Porto. Ó município de Porto de Cima, ficou com cinco núcleos de assentados: Marques, Ipiranga, Bananal, Cari e Esperança.
Mesmo assim, os colonos sofriam muito com o clima quente do verão, com a febre amarela, com as moscas, os mosquitos e os bichos-de-pé, com a falta de comida e agasalho, com o mau uso do dinheiro pelos funcionários responsáveis pela colônia, etc. Os abrigos provisórios só começaram a ser construídos quando já havia mais de mil imigrantes na colônia.
Depois de instalados, finalmente, nos lotes prometidos, os imigrantes deveriam plantar e desmatar mil braças quadradas, construir uma morada permanente de pelo menos 400 palmos quadrados, abrir caminho que delimitasse seus lotes e manter um desmatamento periódico até o final dos primeiros seis meses. Caso não cumprissem essas obrigações estabelecidas por contrato, oficialmente, eles perderiam os melhoramentos e as parcelas já pagas.
Como o governo demorava até mais de seis meses para sequer demarcar os lotes, essas exigências não eram cobradas rigorosamente. Além disso, os imigrantes que conseguiram colher alguma coisa o faziam com a ajuda dos negros e caboclos, que ensinavam aos recém-chegados a técnica da queimada, davam-lhes alimentos e os ajudavam na escolha da madeira e na construção de casas.
Por contrato, os imigrantes tinham o direito de trabalhar seis meses na construção de estradas de ferro, o que servia de uma renda alternativa. Em alguns casos os seis meses acabavam e os imigrantes ainda não estavam instalados em seus lotes, e quando tomavam posse definitiva destes, já não tinham mais o direito de trabalhar nas ferrovias. Sem nenhum tipo de renda, eles dedicavam-se exclusivamente para a agricultura de subsistência.
No final de 1877, mais de 800 famílias estavam na miséria na colônia Nova Itália, sem roupas e sem sementes para plantar. Os colonos estavam muito descontentes, alguns queriam voltar para a Itália, outros exigiam serem assentados em outros locais. Buscando alternativa para resolver o problema, a Província do Paraná, disponibilizou carroças para que os imigrantes pudessem subir a serra pela Estrada da Graciosa. Algumas poucas famílias ainda ficaram no litoral, enquanto outras voltaram, de fato, para a Itália.
Chegando em Curitiba, estabeleceram-se como agricultores em vários núcleos coloniais da região, que posteriormente deram origem aos atuais bairros de Pilarzinho, Água Verde, Umbará e Santa Felicidade. Com o passar do tempo adotaram outras atividades, incluindo industriais e comerciais.
Além dos municípios da Microrregião de Paranaguá e a capital, outras cidades no entorno de Curitiba também receberam imigrantes italianos, como São José dos Pinhais, Araucária, Campo Largo, Piraquara, Cerro Azul e Colombo, assim como do interior receberam significativo número de imigrantes. Atualmente representam cerca de 40% da população paranaense, sendo o estado sulista com maior população descendente de italianos.
Paulo Grani

Mle.F3 de 155 mm: O Compacto e Famoso Portador de Artilharia Francês

 

obus autopropelido Mle.F3 155 mm





O obus autopropelido Mle.F3 155 mm, assim como o obus autopropelido Mle.61 105 mm, foi desenvolvido usando o chassi do tanque leve AMX-13, mas estava equipado com um obuseiro mais potente de 155 mm.
O desenvolvimento começou no início dos anos 1950, um pouco atrás do obuseiro autopropelido Mle.61, com a arma principal sendo ATS (Atelier de Construction de Tarbes) e o corpo sendo ARE (Atelier de Construction Roanne). O Bureau de Pesquisa e Desenvolvimento de Armas conduziu testes, etc. responsáveis ​​por isso e supervisionado isso.

Desta forma, o desenvolvimento do obuseiro autopropelido Mle.F3 foi realizado pela empresa estatal, mas a produção real é realizada pela empresa privada MCL (Mécanique Creusot-Loire).
Mesmo que o chassi usado fosse o do tanque leve AMX-13, foi apenas uma diversão do sistema do motor e dos componentes ao redor da suspensão, e a aparência e a estrutura foram significativamente alteradas em relação ao tipo do tanque.

Era semelhante ao tipo de tanque em que o lado esquerdo da parte dianteira do corpo era a cabine e o lado direito da parte dianteira era a casa das máquinas, mas a parte traseira da partição entre a casa das máquinas e a cabine era abrir a parte superior para carregar um obus de 155 mm na parte traseira do corpo. Era considerado uma sala de batalha desse tipo, e um obus de 155 mm foi montado em um tipo giratório limitado no final da sala de batalha em um estado vazio.
Imediatamente após o cockpit, o assento do comandante foi fornecido de forma independente, e a superfície superior foi equipada com uma escotilha dedicada que se abre para a esquerda e direita.

Quando o obuseiro automotor Mle.F3 disparou, foram necessários 10 atiradores incluindo o motorista, mas apenas 2 pessoas, o motorista e o comandante, podiam estar a bordo e as 8 pessoas restantes. O pessoal de artilharia agiu junto a bordo de um 6x6 caminhão carregando 25 cartuchos de munição ou um veículo de combate de infantaria AMX-VCI.
Por isso, mesmo sendo uma arma autopropelida, deveria ser chamada de porta-armas.

Um arado dobrável foi fornecido na parte traseira da carroceria do carro e, ao atirar, ele foi abaixado até o solo para fixar o suporte.
Por este motivo, o impacto do disparo não foi transmitido tanto para a carroceria do veículo, razão pela qual o obuseiro de 155 mm pôde ser montado no chassi do leve tanque leve AMX-13.

O obus autopropelido Mle.F3 foi equipado com um arado na parte traseira da carroceria, então a roda-guia mais traseira, que era do tipo tanque, foi abolida, e a quinta roda foi substituída pela roda-guia baseada no solo.
Como o tanque leve AMX-13, o motor foi equipado com motor a gasolina 8Gxb V8 refrigerado a líquido da SOFAM (potência 250cv), mas 6V-53T V6 6 cilindros líquido Detroit Diesel nos Estados Unidos. Também foi possível substituí-lo por um motor diesel turboalimentado a frio (potência 275cv).

O obuse Mle.F3 de 155 mm de calibre 33 do canhão principal foi desenvolvido pela ATS e é montado em um estado em que é girado 8 graus para a direita devido ao equilíbrio do peso, e o ângulo de elevação é de 0 a 0 devido a esta montagem irregular posição. No caso de +50 graus, o ângulo de giro era 30 graus para a direita e 20 graus para a esquerda por 50 minutos, e quando o ângulo de elevação excedia +50 graus, era assimétrico, 30 graus para a direita e 16 graus para a esquerda.
Além disso, o ângulo de depressão não pôde ser medido e o ângulo máximo de elevação foi de +67 graus.

Esta arma foi capaz de disparar todos os projéteis padrão da OTAN de 155 mm, não apenas projéteis domésticos de 155 mm.
O alcance máximo ao usar um sangramento normal foi de 20.047 m, e ao usar um sangramento de base, o alcance pode ser estendido para 23.800 m, o que foi um desempenho suficiente considerando o tempo de desenvolvimento.
A cadência de tiro era tão lenta quanto 1 tiro / minuto, mas era possível atirar a 3 tiros / minuto por um curto período de tempo.

O obus autopropelido Mle.F3 montou à força um obuseiro enorme de 155 mm em um corpo pequeno, então houve problemas como ter que transportar munição e artilheiros em outro veículo, mas a um preço baixo de 155 mm. O significado de ser capaz de fazer o obus automotor é significativo, por isso 33 carros foram adotados pelo Exército francês, e foi exportado com sucesso para 11 países como Argentina, Equador e Sudão, e um total de 293 carros foram produzidos.


<Obus autopropelido Mle.F3 155 mm com motor a gasolina>

Comprimento
total : 6,22 m Largura total: 2,51 m
Altura total : 2,06 m
Peso total : 17,4 t
Tripulação: 2 pessoas
Motor: SOFAM 8 Gxb 4 tempos tipo V 8 cilindros Gasolina refrigerada a líquido
Potência máxima: 250hp / 3.200 rpm
Velocidade máxima: 60km / h
Alcance de cruzeiro: 300km
Armados: obuseiro de 155mm calibre Mle.F3 x 1
Espessura da armadura: 10-20mm


<Obus autopropelido Mle.F3 155 mm com motor diesel>

Comprimento
total : 6,22 m Largura total: 2,51 m
Altura total : 2,06 m
Peso total : 17,4 t
Tripulação: 2 pessoas
Motor: Detroit diesel 6V-53T 2 tempos tipo V 6 cilindros diesel turboalimentado refrigerado a líquido
Potência máxima: 275hp / 2.800 rpm
Velocidade máxima: 64km / h
Alcance de cruzeiro:
450km Armados: obuseiro de calibre 33 155mm Mle.F3 x 1
Espessura da armadura: 10-20mm


<Referência>

, "amplamente utilizado os tanques leves AMX-13 e sua família como Panzer 2016 junho tropas francesas série AFV" Ken Kijima
 dois al Argonaut
para, "Panzer 2014 abril 1960 to 80's" Artilharia autopropulsada fabricada na França que estava ativa "por Taro Suzuki Argonaute
," Panzer maio de 2013, edição do atual veículo de combate do Exército francês "Argonaute
," AFV 2021 a 2022 no mundo "Argonaute
," Grand Power 2019 ", edição de novembro, história do desenvolvimento de tanques franceses (
segunda parte)" por Nobuo Saiki Galileo Publishing・ “Veículos militares mundiais (2) Artilharia autopropelida blindada: 1946-2000” Delta Publishing
・ “Atypical Tank Monoshiri Encyclopedia Visual Tank Development History" Nobuo Saiki, Kojinsha
, "Tank Perfect Book" Cosmic Publishing

Mle.F3 de 155 mm: O Compacto e Famoso Portador de Artilharia Francês

Desenvolvido no início da década de 1950, o obuseiro autopropelido Mle.F3 de 155 mm surgiu com o objetivo de equipar o Exército Francês com artilharia pesada utilizando uma plataforma já existente e de baixo custo: o chassi do tanque leve AMX-13. Devido às suas características operacionais peculiares, é frequentemente classificado mais como um "portador de armas" do que como um veículo de combate de artilharia autopropelido tradicional.

⚙️ Desenvolvimento, Estrutura e o Conceito de "Portador de Armas"

  • Origem e Parceria Estatal: O projeto do canhão foi liderado pelo Atelier de Construction de Tarbes (ATS) e o chassi modificado pelo Atelier de Construction Roanne (ARE), com supervisão do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento de Armas. A fabricação em série ficou a cargo da empresa privada Mécanique Creusot-Loire (MCL).

  • Adaptação do Chassi do AMX-13: Embora aproveitasse o motor e os componentes de suspensão do tanque leve, a estrutura foi completamente redesenhada. A parte dianteira abrigava o motor à direita e o motorista à esquerda, enquanto a metade traseira era aberta para acomodar o imenso obus de 155 mm montado de forma semi-fixa.

  • Tripulação Dividida (O Calcanhar de Aquiles): Enquanto o veículo em si transportava apenas 2 tripulantes (o motorista e o comandante), a guarnição completa exigia 10 operadores. Os 8 artilheiros restantes precisavam se deslocar em um veículo de acompanhamento — seja um caminhão 6x6 carregando 25 munições ou um veículo blindado de transporte de infantaria AMX-VCI.

🎯 Desempenho, Alcance e Estabilidade de Disparo

  • O Grande Arado Traseiro: Para conseguir disparar um calibre 155 mm pesado a partir de um chassi tão leve, o Mle.F3 contava com um arado dobrável na parte traseira. Antes de abrir fogo, o arado era cravado no solo hidraulicamente para absorver o recuo maciço, permitindo que a força do disparo não destruísse a suspensão ( o que também exigiu a remoção da roda-guia traseira original do tanque, substituída por um apoio no chão).

  • Potência do Canhão e Alcance: O canhão Mle.F3 (calibre 33) era montado com um leve desvio assimétrico para a direita devido ao equilíbrio de peso. Ele utilizava todas as munições padrão da OTAN de 155 mm, alcançando 20.047 metros com projéteis normais e até 23.800 metros com munição assistida por foguete (base bleed).

  • Cadência de Tiro: A cadência era relativamente lenta, operando em torno de 1 tiro por minuto em ritmo sustentado, embora pudesse atingir um pico de 3 tiros por minuto por breves instantes.

📈 Produção e Sucesso de Exportação

Apesar da necessidade de transportar a tripulação extra em veículos separados, o Mle.F3 destacou-se pelo seu custo extremamente acessível para colocar artilharia de 155 mm em operação. Isso garantiu a sua adoção pelas forças francesas e um expressivo sucesso no mercado internacional:

  • Produção Total: Cerca de 293 unidades construídas.

  • Operadores Internacionais: Exportado com sucesso para 11 países, incluindo Argentina, Equador e Sudão.

📊 Especificações Técnicas Principais (Versão a Diesel)

CaracterísticaDetalhe Técnico
Comprimento total6,22 metros
Largura / Altura2,51 metros / 2,06 metros
Peso total17,4 toneladas
Tripulação a bordo2 operadores (motorista e comandante; 8 artilheiros adicionais em veículo de apoio)
Motor (Opção Diesel)Detroit Diesel 6V-53T (V6 de 2 tempos, turboalimentado, 275 cv)
Velocidade máxima64 km/h na estrada
Autonomia de cruzeiro450 quilômetros (com motor diesel) / 300 km (com motor a gasolina SOFAM)
Blindagem10 a 20 mm

CAESAR 155 mm: O Revolucionário Sistema de Artilharia Autopropelido sobre Rodas

 

 obuseiro autopropelido Caesar 155 mm





O obuseiro autopropelido Caesar 155 mm é um obus autopropelido de 155 mm desenvolvido pela GIAT (reorganizado em Nexter Systems em 2006) com seus próprios fundos.
A propósito, o nome "CAESAR" é uma abreviatura de "Sistema de artilharia montada em caminhão" (Camion Equipé d'un Système d'Artillerie) e do antigo herói romano "Gaius Julius Caesar". É um nome.

Um protótipo do obuseiro autopropelido Caesar foi concluído em 1994, seguido por um tipo de pré-produção em 1998.
A carroceria da granada autopropelida Caesar era o caminhão Unimog U2450L 6x6 fabricado pela Daimler-Benz (atualmente Daimler) da Alemanha no carro protótipo e no tipo de pré-produção, mas no final dos anos 90 o caminhão U2450L. de produção, o tipo de produção da granada autopropelida Caesar foi alterado para um caminhão Shelpa 5 6x6 fabricado pela Renault Trucks Defense Co., Ltd. como corpo de base.

O obus autopropelido Caesar tem uma cabine blindada fechada com um ar condicionado na frente do caminhão 6x6, e um obuseiro de 155 mm de calibre 52 feito pela GIAT é montado na parte traseira do corpo de uma maneira giratória limitada.
Esta arma é uma versão de cano longo do obus de 155 mm de calibre 40 rebocado TR-F1, com um alcance máximo de 42 km quando usando um obuseiro de sangria de base e mais de 50 km quando usando um obus assistido por foguete.

No entanto, dependendo das necessidades do cliente, a arma principal pode ser substituída por um cano mais curto calibre 39 ou 45 calibre 155 mm, e a cabine blindada pode opcionalmente ser equipada com um sistema de proteção NBC.
A arma principal é equipada com um compactador de bala do tipo flick, e a cadência de tiro é de 3 tiros / 15 segundos para disparos de rajada e 6 tiros / minuto para disparos contínuos.
O ângulo de giro da arma é de 15 graus cada à esquerda e à direita, e os ângulos de depressão e elevação são de -3 a +66 graus.

O alcance estreito se deve ao fato de que ele é equipado com um obus de 155 mm longo em um corpo leve com rodas, e sua estabilidade como plataforma de tiro é inevitavelmente inferior à de um canhão autopropelido de esteira.
No momento do tiro, o grande arado hidráulico instalado na parte traseira da carroceria do carro é abaixado para consertar a carroceria do carro.
O FCS (Fire Control System) é equipado com o sistema Thales Atlas C4I, semelhante ao obuseiro autopropelido AU-F1TA 155 mm de rastreio pertencente ao Exército Francês.

O sistema Atlas C4I é um FCS integrado centrado no computador balístico CS2002-G e também é equipado com um sistema de link de dados e sistema de navegação.
A parte central da carroceria do carro é um espaço de armazenamento para 18 cartuchos e cargas, e há dois suportes de munição de cada lado.
O rack pode conter 10 munições na frente e 8 na parte traseira, e uma plataforma dobrável para carregar e descarregar munição é fornecida no lado direito do veículo.

Comparando o obuseiro autopropelido Caesar com o obus autopropelido de esteira de 155 mm, os custos de fabricação e operação deste veículo com rodas são consideravelmente mais baixos.
Além disso, como a carroceria básica do Caesar pode usar vários caminhões médios e pesados, ele pode ser operado com mais flexibilidade do que um sistema que usa uma carroceria dedicada.

Muitos obuseiros autopropelidos de 155 mm de esteira têm um peso de combate de mais de 30 toneladas, mas o Caesar tem um peso de combate bastante leve de 17,7 toneladas, então pode ser transportado por via aérea usando uma aeronave de transporte de médio porte C-130 ou um CH-53 grande helicóptero.
Em seguida, ao comparar o obus autopropelido Caesar com o obuseiro rebocado de 155 mm, o canhão rebocado requer um pouco menos de 10 pessoas para operar, mas o Caesar pode ser operado por metade, 5 pessoas. Em uma emergência, pode ser operado por 3 pessoas.

Além disso, o César leva apenas 60 segundos para configurar e remover da base, o que melhora muito a sobrevivência em comparação com a artilharia rebocada.
Inicialmente, o GIAT parece ter começado a desenvolver a artilharia autopropelida César como um produto para países em desenvolvimento que não podem introduzir a artilharia autopropelida de esteira, que é cara de fabricar e operar, mas este veículo é comparado à artilharia autopropelida de esteira. seu peso leve e excelente transportabilidade aérea, tem atraído a atenção das forças armadas de países desenvolvidos como equipamento para unidades de implantação de emergência despachadas para o exterior.

O Exército francês encomendou cinco obuses autopropulsados ​​Caesar da GIAT em 20 de setembro de 2000 para testes de avaliação, que foram entregues em junho de 2003.
Depois de realizar um teste de avaliação, o Exército francês decidiu em dezembro de 2004 usar 72 Caesars para atualizar o obuseiro TR-F1 de 155 mm rebocado.
Em julho de 2008, o primeiro carro Caesar de produção foi entregue ao Exército francês e, no final do ano, um total de oito carros foram entregues.

O Exército Real da Tailândia também encomendou seis obuses autopropelidos Caesar em abril de 2006, que foram entregues em 2010 e estão atualmente em operação como um teste de avaliação.
Em julho de 2006, a GIAT anunciou que havia recebido um pedido de 80 granadas autopropelidas Caesar (4 das quais eram opcionais) de um país do Oriente Médio (posteriormente conhecido como Arábia Saudita). Duas delas serão produzidas na França e os 78 restantes serão licenciados na Arábia Saudita.


<Tipo de pré-produção do obus autopropelido Caesar 155mm>

Comprimento
total : 9,95m Largura total : 2,55m
Altura total : 3,65m
Peso total : 17,4t
Tripulação: 5 pessoas
Motor: Daimler-Benz OM366LA 4 tempos em linha 6- cilindro diesel turboalimentado refrigerado a líquido
Potência máxima: 240hp / 2.600 rpm
Velocidade máxima: 110km / h
Alcance de cruzeiro: 600km
Armados: obuseiro de 155 mm calibre 52 x 1 (18 tiros)
Espessura da armadura:


<Tipo de produção de obus autopropelido Caesar 155mm>

Comprimento
total : 10,00m Largura
total: 2,55m Altura total: 3,70m
Peso total : 17,7t
Tripulação: 5 pessoas
Motor: Renault MD-7 4 tempos tipo V líquido de 6 cilindros - diesel turboalimentado resfriado
Potência máxima: 265hp / 2.300 rpm
Velocidade máxima : 96km / h
Alcance de cruzeiro: 600km
Armados: obuseiro de 155 mm calibre 52 x 1 (18 tiros)
Espessura da armadura:


<Referências>

・ "Panzer novembro de 2012 edição da Brigada Lafayat do Exército francês no Afeganistão (2)" Argonaute Co.
, Ltd.・ "Panzer março de 2021 edição Exército dinamarquês com canhão autopropelido de 155 mm CAESAR 8 × 8" Companhia Argonauta
・ "Panzer julho Tendência mundial de 2012?
Canhão autopropulsionado com rodas "por Katsumi Oyama Argonaute Co. , Ltd.・" Panzer Outubro 2010 Kaesar 155mm Suporte para canhões autopropulsionados "por Yusuke Tsuge Argonaute Co.
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CAESAR 155 mm: O Revolucionário Sistema de Artilharia Autopropelido sobre Rodas

Desenvolvido com recursos próprios pela GIAT (atual Nexter Systems), o CAESAR (Camion Équipé d'un Système d'Artillerie / Sistema de artilharia montada em caminhão) representou uma mudança de paradigma na artilharia moderna. O projeto combinou a potência de fogo de um obus de 155 mm com a mobilidade, o baixo custo operacional e a agilidade de um veículo sobre rodas.

🚚 Origem, Evolução e Plataforma

  • Concepção Inicial: O primeiro protótipo surgiu em 1994, seguido por uma fase de pré-produção em 1998. Inicialmente, utilizava o chassi do caminhão alemão Unimog U2450L (6x6) da Daimler-Benz.

  • Transição para a Renault: Nas versões definitivas de produção em massa, o chassi foi alterado para o caminhão Sherpa 5 (6x6) fabricado pela Renault Trucks Defense.

  • Adotar e Exportar: O Exército Francês encomendou lotes iniciais de teste em 2000 e formalizou a adoção de 72 unidades em 2004 para substituir os antigos obuses rebocados TR-F1. O sistema também conquistou clientes internacionais, incluindo a Tailândia e a Arábia Saudita.

🎯 Potência de Fogo, Alcance e Desempenho

  • Canhão Calibre 52: Equipado com uma versão de cano longo do obus TR-F1, o canhão principal possui um alcance impressionante de 42 km com munição convencional de sangria de base (base bleed) e mais de 50 km utilizando projéteis assistidos por foguete (RAP).

  • Cadência e Automação: Conta com um compactador de projéteis do tipo flick, permitindo uma rajada rápida de 3 tiros em 15 segundos ou uma cadência contínua de 6 tiros por minuto. O arco de tiro horizontal é limitado a 15 graus para cada lado, enquanto a elevação varia de -3 a +66 graus.

  • Estabilidade: Para suportar os trancos do disparo em um chassi leve, o veículo abaixa um grande arado hidráulico na traseira antes de abrir fogo.

✈️ Mobilidade Estratégica e Vantagens Táticas

  • Peso Leve e Aerotransporte: Enquanto obuseiros autopropelidos de esteira tradicionais frequentemente ultrapassam as 30 toneladas, o CAESAR pesa apenas 17,7 toneladas. Isso permite seu transporte aéreo tático em aeronaves de médio porte, como o C-130 Hercules, ou em grandes helicópteros como o CH-53.

  • Tempo de Resposta (Shoot-and-Scoot): O sistema leva apenas 60 segundos para entrar em posição e iniciar os disparos, e o mesmo tempo para recolher e deixar o local. Essa agilidade aumenta drasticamente a sobrevivência contra o fogo de contrabateria em comparação com peças de artilharia rebocadas.

  • Tripulação Reduzida: Enquanto canhões rebocados exigem equipes de cerca de 10 pessoas, o CAESAR opera eficientemente com 5 operadores (podendo ser reduzido a 3 em situações de emergência). O veículo transporta um total de 18 munições prontas para uso.

📊 Especificações Técnicas Principais (Modelo de Produção)

CaracterísticaDetalhe Técnico
Comprimento total10,00 metros
Largura / Altura2,55 metros / 3,70 metros
Peso total (Combate)17,7 toneladas
Tripulação5 operadores
MotorRenault MD-7 (Diesel turboalimentado de 6 cilindros em V, 265 cv)
Velocidade máxima96 km/h na estrada
Autonomia de cruzeiro600 quilômetros
Armamento principalObus de 155 mm calibre 52 (18 munições embarcadas)