quinta-feira, 7 de maio de 2026

A Avenida Luiz Xavier X Rua Ermelino de Leão - ANO 1952 - 2021

 A Avenida Luiz Xavier X Rua Ermelino de Leão - ANO 1952 - 2021


Grupo Escolar Dr. Xavier da Silva, logo após sua inauguração em 1903. Projeto arquitetónico do Engenheiro Civil Cândido Ferreira Abreu. Situado na Avenida Silva Jardim - 613. X Avenida Marechal Floriano, permanece com sua construção intacta.

 Grupo Escolar Dr. Xavier da Silva, logo após sua inauguração em 1903. Projeto arquitetónico do Engenheiro Civil Cândido Ferreira Abreu. Situado na Avenida Silva Jardim - 613. X Avenida Marechal Floriano, permanece com sua construção intacta.


Ano 1917 - Grupo de motociclistas reunidos, em frente ao Paço Municipal novinho em folha, promovendo as Motocicletas da marca Indian , durante o carnaval daquele ano. Foto: Acervo da Casa da Memória de Curitiba

 Ano 1917 - Grupo de motociclistas reunidos, em frente ao Paço Municipal novinho em folha, promovendo as Motocicletas da marca Indian , durante o carnaval daquele ano. Foto: Acervo da Casa da Memória de Curitiba


Praça da República - 1909 "Esta imagem, registrada em 15 de novembro de 1909, mostra a comemoração dos 20 anos da Proclamação da República na cidade de Curitiba.

 Praça da República - 1909



"Esta imagem, registrada em 15 de novembro de 1909, mostra a comemoração dos 20 anos da Proclamação da República na cidade de Curitiba.

A fotografia foi tirada na antiga praça da República, hoje praça Rui Barbosa e nela se vê a cavalaria do exército em traje de gala para a ocasião.

Naquele momento, a praça ainda possuía poucas edificações, algumas existentes até hoje, como a Santa Casa da Misericórdia e o Quartel da 15ª. Batalhão de Caçadores (atual Rua da Cidadania).

Foi apenas na década de 1920, após o falecimento de Rui Barbosa, que a praça da República foi renomeada em homenagem ao político brasileiro."

Fontes: Acervo Curitiba Histórica / Rede Memória / Curitiba de Outros Tempos / Acervo Tom Dias / Acervo do IHGPR / Coleção Julia Wanderley. 

Olha só, o aspecto da Praça da República, (PRAÇA RUI BARBOSA), em 1912.

 Olha só, o aspecto da Praça da República, (PRAÇA RUI BARBOSA), em 1912.


Raríssimo Cartão Postal da Praça Tiradentes de Curitiba, década de 1910, onde vê-se em destaque o busto do Marechal Floriano, as torres da Catedral e, à direita, o coreto que nela havia. (Foto: Arquivo Publico do Paraná) Paulo Grania

 Raríssimo Cartão Postal da Praça Tiradentes de Curitiba, década de 1910, onde vê-se em destaque o busto do Marechal Floriano, as torres da Catedral e, à direita, o coreto que nela havia.


(Foto: Arquivo Publico do Paraná)

Paulo Grania

RELEMBRANDO O VAPOR "LEÃO"

 RELEMBRANDO O VAPOR "LEÃO"






O Vapor Leão foi construído pela empresa Leão Júnior, em 1931, e inaugurado em 10/07/1931. Oferecia as melhores condições de conforto aos passageiros, tais como água encanada, luz elétrica e cabines envidraçadas. Era a maior e mais bem equipada embarcação da época, a navegar no Iguaçu.

Pertencia à empresa Leão Júnior. Sua tripulação podia variar entre 10 a 20 profissionais da navegação. Foi construído nos estaleiros de São Mateus do Sul, pois esse município já foi o centro da navegação do Iguaçu, onde quase todos os vapores foram armados ou remontados. Pedro Tureck foi o idealizador e um dos comandantes do Vapor Leão.

Possuía inovações e novidades para a época como um serviço de bar com bebidas geladas e luz elétrica, excelente cozinha e máquinas modernas que garantiam força e velocidade para as viagens. Em sua chaminé tinha estampada a figura de um leão, que promovia e exaltava a marca da empresa

Na foto de inauguração aparece um dos proprietários da empresa, sr. Ivo Leão, está em destaque na parte superior do vapor, usando uma capa. De todos, foi considerado o mais bonito vapor que singrou as águas do rio Iguaçu.

A navegação a vapor no rio Iguaçu teve início em 1882. Esses barcos movidos à máquina a vapor ficaram conhecidos por “vapores”. A partir desta data, foram algumas décadas de muitas viagens principalmente por esse rio poeticamente descrito em 1973: “Por 55 léguas, de Porto Amazonas à União da Vitória, o rio rola pela paisagem ampla, espreguiçando-se em longos ‘direitos’, enleando-se em curvas grandes, sereno e belo”.

O primeiro vapor lançado no Rio Iguaçu foi o “Cruzeiro”, depois o “Visconde de Guarapuava”. Mais tarde vieram outros: Vitória, Curitiba, Rio Negro, São Carlos, Tupi, Iguaçu, o Pery e muitos outros que viajaram nessas águas e de outros rios próximos, no percurso navegável.

(Fontes: gazetainformativa.com.br / Wikipedia / Fotos: Casa da Memória, Wikipedia, PM de São Mateus do Sul)

Paulo Grani 

Rua XV de Novembro de Curitiba, década de 1930. Um policial ao meio da rua controlava o tráfego de veículos, em um tempo em a capital ainda não tinha semáforos. (Foto: Jornal Gazeta do Povo)

 Rua XV de Novembro de Curitiba, década de 1930. Um policial ao meio da rua controlava o tráfego de veículos, em um tempo em a capital ainda não tinha semáforos.  (Foto: Jornal Gazeta do Povo)





Ciclistas do "Radfahrer Club de Curityba", posam para um registro fotográfico em frente à loja do sr. Pedro Schilnas, em Araucária - Pr., década de 1920. Ao que parece, os jovens tinham dado umas pedaladas até a cidade vizinha, para um lazer de fim-de-semana. (Foto: Autor desconhecido) Paulo Grani

 Ciclistas do "Radfahrer Club de Curityba", posam para um registro fotográfico em frente à loja do sr. Pedro Schilnas, em Araucária - Pr., década de 1920.  Ao que parece, os jovens tinham dado umas pedaladas até a cidade vizinha, para um lazer de fim-de-semana.  (Foto: Autor desconhecido)  Paulo Grani


Ottilia Franquilha SCARAVELLA Nascida a 28 de agosto de 1889 (quarta-feira) - Bacacheri - Curitiba, BRA, Parana, BRESIL Baptizada a 17 de novembro de 1889 (domingo) - Nossa Senhora Da Luz Da Catedral - Curitiba, BRA, Parana, BRESIL Falecida a 15 de maio de 1951 (terça-feira) - Curitiba, BRA, Parana, BRESIL, com a idade de 61 anos

  Ottilia Franquilha SCARAVELLA Nascida a 28 de agosto de 1889 (quarta-feira) - Bacacheri - Curitiba, BRA, Parana, BRESIL Baptizada a 17 de novembro de 1889 (domingo) - Nossa Senhora Da Luz Da Catedral - Curitiba, BRA, Parana, BRESIL Falecida a 15 de maio de 1951 (terça-feira) - Curitiba, BRA, Parana, BRESIL, com a idade de 61 anos

Ottilia Franquilha Scaravella: Uma Vida Tecida em Amor, Fé e Memória no Coração do Paraná

Nas últimas décadas do século XIX, enquanto o Brasil testemunhava a transição do Império para a República, o Paraná abria seus braços para milhares de famílias que cruzavam o oceano em busca de terras, dignidade e um novo começo. Foi nesse cenário de esperanças e reconstrução que, em uma quarta-feira de 28 de agosto de 1889, nasceu Ottilia Franquilha Scaravella. No bairro de Bacacheri, então uma região de colinas verdes, caminhos de terra e lavouras promissoras, chegou ao mundo uma menina que carregaria em si a força silenciosa de quem ajudou a alicerçar gerações.

Raízes e o Primeiro Acolhimento

Ottilia era filha de Alessandro Spirito Scaravella e Josefina Sanson. Seus nomes ecoam a herança italiana que moldou grande parte da identidade cultural do sul do Brasil. Alessandro, nascido em 1852, e Josefina, por volta de 1866, trouxeram consigo não apenas malas e pertences, mas a fé, os valores familiares e a resiliência típica dos imigrantes e seus descendentes. Em 17 de novembro do mesmo ano de seu nascimento, Ottilia foi batizada na Catedral Nossa Senhora da Luz, em Curitiba. O batismo, celebrado meses após o parto, era uma prática comum na época, marcando simbolicamente a entrada da criança na comunidade de fé e na proteção espiritual que norteava o cotidiano das famílias paranaenses.

O Ninho Familiar e os Laços de Sangue

Crescer na família Scaravella-Sanson significava viver em meio a uma casa que transbordava vida. Ottilia foi cercada por uma constelação de irmãos que compartilharam alegrias, aprendizados e também as duras lições da mortalidade infantil, tão frequente no início do século XX. Com ela, vieram ao mundo Maria Luisa (1886), Ida (1887-1971), Christina (1892-1971), Julia (1894-1971), Angelo Aristide (1896-1975), Maria Luisa Elisa (1900), Lydia Josephina (1907) e Lydio Alexandre (1907-1969). O luto também visitou o lar: Elisio Honorino, nascido e falecido em março de 1899, e outro Angelo, que partiu no mesmo dia em que nasceu, em agosto de 1903. Essas perdas precoces, embora dolorosas, forjaram na família um senso de união ainda mais profundo e uma reverência pela vida que se perpetuou nas gerações seguintes.
Além dos irmãos de sangue, Ottilia conviveu com a complexidade afetiva própria das famílias da época: pelo lado de seu pai, Alessandro, existiam também Esmeralda, Marie Eliette, Ophélie e Rubens (nascido em 1889), filhos de uma união anterior com Maria Magno. Essa teia familiar, embora diversificada, demonstrava a capacidade de acolhimento e a estrutura patriarcal que, mesmo com suas particularidades, mantinha os vínculos firmes e o respeito mútuo.

O Casamento e o Início de uma Nova Jornada

Em 29 de julho de 1905, um sábado ensolarado em Bacacheri, Ottilia, com apenas 15 anos, uniu-se em matrimônio a Felippe Barletta. Naquela época, o casamento jovem era socialmente aceito e frequentemente marcado pela urgência de formar lares, dividir trabalhos e construir estabilidade em um país em plena transformação. Felippe, nascido em 1888, tornou-se seu companheiro de jornada, parceiro nas lidas do dia a dia e alicerce do novo núcleo que se formava. O casamento não foi apenas um rito civil ou religioso; foi o início de uma história compartilhada, tecida em conversas à sombra das árvores, no planejamento das colheitas, na administração do lar e na fé que os guiava.

A Doçura da Maternidade e o Florescer da Família

O amor entre Ottilia e Felippe deu frutos que se tornaram a alegria e o propósito de suas vidas. Em 27 de outubro de 1908, nasceu Maphalda Barletta, e em 13 de junho de 1910, chegou Ercilia Josephina. Criar filhas no início do século XX exigia dedicação constante, paciência e uma sabedoria prática que só as mães da época dominavam. Ottilia ensinou com o exemplo: a importância da honra, o cuidado com a saúde, a reverência à fé e o valor do trabalho honesto. As paredes do lar Barletta-Scaravella certamente ecoaram com risos de criança, cantigas de ninar, orações ao entardecer e a presença constante de tias, tios e primos que frequentavam a casa, mantendo viva a tradição da família extensa.
Enquanto suas próprias filhas cresciam, Ottilia assistiu, com orgulho e saudade ao mesmo tempo, ao florescimento de seus irmãos e irmãs. Christina casou-se duas vezes (com Ascendino da Costa Muniz em 1911 e com Fioravante Sansaron em 1918), Julia uniu-se a Geremias Bertoli em 1911, Maria Luisa Elisa desposou Mariano Bertoli em 1919, Lydia Josephina casou-se com Jorge de Arruda Proença por volta de 1925, e Angelo Aristide encontrou seu caminho ao lado de Maria Biscaia Chikoski em 1941. Cada união era uma nova ramo na grande árvore Scaravella, e Ottilia, como irmã mais velha entre as mulheres e figura central, certamente foi conselheira, apoio e testemunha desses momentos.

Anos de Maturidade, Perdas e Fortaleza

O passar das décadas trouxe mudanças profundas. Curitiba modernizava-se, os costumes transformavam-se, e a vida familiar adaptava-se aos novos tempos. Mas com a maturidade vieram também as despedidas que testam a alma. Em 4 de outubro de 1946, Felippe Barletta faleceu em Paranaguá, aos 58 anos. Ottilia, então com 57, enfrentou a viuvez com a dignidade silenciosa das mulheres de sua geração. Não houve espaço para o desespero; havia filhas a amparar, memórias a honrar e um lar a manter de pé.
Três anos depois, em 1º de julho de 1949, sua mãe, Josefina Sanson, também partiu. Perder a mãe na maturidade é sempre um corte profundo, um lembrete de que o ciclo da vida segue seu curso inexorável. Ottilia, já na casa dos 60 anos, tornou-se ela própria a matriarca, a guardiã das histórias, a voz que lembrava aos mais jovens de onde vieram e quem foram os que os antecederam.

O Legado de Ottilia Franquilha

Em uma terça-feira de 15 de maio de 1951, Ottilia Franquilha Scaravella deixou este mundo em Curitiba, aos 61 anos. Sua partida foi suave, como o entardecer de um dia longo e bem vivido. Não deixou apenas um nome em registros paroquiais ou linhas em árvores genealógicas; deixou um legado vivo. Deixou Maphalda e Ercilia, que carregaram seu olhar e sua força. Deixou sobrinhos, primos e descendentes que, sem saberem, repetem seus gestos, seus valores e sua capacidade de amar com resiliência.
A vida de Ottilia foi marcada pela simplicidade dos que trabalham com as mãos e com o coração, pela fé que sustenta nos momentos difíceis, e pelo amor que se multiplica quando compartilhado. Ela viveu a transição do Brasil colonial para o moderno, testemunhou o crescimento de Curitiba, acompanhou o florescimento de uma família imigrante que se enraizou profundamente no solo paranaense. Cada data, cada nome, cada batismo e cada despedida contidos em sua história não são apenas dados; são batidas do coração de uma mulher que amou, sofreu, celebrou e persistiu.
Hoje, ao lembrarmos Ottilia Franquilha Scaravella, não celebramos apenas uma antepassada. Celebramos a força das mulheres que, sem holofotes, construíram as bases do que somos. Que sua memória continue a inspirar paciência nos dias difíceis, gratidão nos dias bons e a certeza de que o amor verdadeiro é a única herança que o tempo não consegue apagar.
  • Nascida a 28 de agosto de 1889 (quarta-feira) - Bacacheri - Curitiba, BRA, Parana, BRESIL
  • Baptizada a 17 de novembro de 1889 (domingo) - Nossa Senhora Da Luz Da Catedral - Curitiba, BRA, Parana, BRESIL
  • Falecida a 15 de maio de 1951 (terça-feira) - Curitiba, BRA, Parana, BRESIL, com a idade de 61 anos

 Pais

 Casamento(s) e filho(s)

 Irmãos

 Meios irmãos e meias irmãs

Pelo lado de Alessandro Spirito SCARAVELLA 1852-

 Fontes

 Árvore genealógica (até aos avós)

imagem
Angelo Martino SCARAVELLA 1820-1889
 imagem
Maria Suzanna CASSINARI 1821-1901
 Agelo SANSON 1841- Lucia BONZACUTA
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imagem
Alessandro Spirito SCARAVELLA 1852-
 Josefina SANSON ca 1866-1949
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Ottilia Franquilha SCARAVELLA 1889-1951


18924 mar.
2 anos

Nascimento de uma irmã

 
Baptismo a 17 de abril de 1892 (Nossa Senhora da Luz da Catedral - Curitiba, BRA, Parana, BRESIL)
189411 jul.
4 anos

Nascimento de uma irmã

 
Baptismo a 23 de setembro de 1894 (Nossa Senhora Da Luz Da Catedral - Curitiba, BRA, Parana, BRESIL)
189630 jul.
6 anos

Nascimento de um irmão

 
Baptismo a 18 de agosto de 1896 (Nossa Senhora Da Luz Da Catedral - Curitiba, BRA, Parana, BRESIL)
18996 mar.
9 anos
190028 maio
10 anos
19035 ago.
13 anos
19035 ago.
13 anos
190713 mar.
17 anos
190827 out.
19 anos

Nascimento de uma filha

 
Bresil, BRA, BRESIL
19464 out.
57 anos
195115 maio
61 anos

Antepassados de Ottilia Franquilha SCARAVELLA

Giovanni SCARAVELLA ca 1700- Rosa RIGALZA    Martino GAVINI †1848/ Catherine GHIZZONI †1848/ Christoforo CARLONI Thérésa MARZAROLI ca 1756-1816 Francesco CASSINARI Orsola CEGALI Giuseppe BISSELI 1775-1835        
| |   | | | | | | |        



   


 


 


 |        
|   | | | |        
Giuseppe Antonio SCARAVELLA 1735-1815 Maria Camilla VELLUTI †/1847 Giovanni GAVINI ca 1773-1848 Andréana CARLONI ca 1774-1849 Barthélomio CASSINARI 1769-1841 Anna Maria BISSELI †1797 ? LANZONI 1753- Catherina SCORPINI    
| | | | |- 1784 -| | |    



 


 


 


    
| | | |    
Pietro Giacomo SCARAVELLA 1786-1847 Margherita Paola GAVINI 1796-1878 Ferdinando CASSINARI 1788-/1866 Annunciata Maria Luigia LANZONI 1792-    
|- 1815 -| |- 1809 -|    



 


    
| |    
Angelo Martino SCARAVELLA 1820-1889
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 Maria Suzanna CASSINARI 1821-1901
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 Agelo SANSON 1841- Lucia BONZACUTA
|- 1843 -| | |



 


| |
Alessandro Spirito SCARAVELLA 1852-
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 Josefina SANSON ca 1866-1949
|- 1885 -|



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Ottilia Franquilha SCARAVELLA 1889-1951


Descendentes de Ottilia Franquilha SCARAVELLA