quarta-feira, 4 de novembro de 2026

A Avenida Iguaçu de Curitiba em 1952, entre as ruas Alferes Ângelo Sampaio e Bento Viana.

 A Avenida Iguaçu de Curitiba em 1952, entre as ruas Alferes Ângelo Sampaio e Bento Viana.



O MERCADO DOS QUARTINHOS, ANTIGAMENTE EM CURITIBA

 O MERCADO DOS QUARTINHOS, ANTIGAMENTE EM CURITIBA


Nesta foto de 1937, no outro lado da praça vê-se a Loja Maçônica construída no local do "Mercado dos Quartinhos".
Templo Maçônico ‘Fraternidade Paranaense’ e hoje ocupado pelo edifício ‘Acácia’, em foto de 1963.
(Foto: Arquivo Gazeta do Povo)
Inauguração do busto do Conselheiro Zacarias, quando o Largo passou a ser chamado "Praça Zacarias".
(Foto: Arquivo Gazeta do Povo)
O edifício Acácia foiconstruído no terreno onde funcionou o Mercado dos Quartinhos.









Durante algum tempo debati-me perguntando em qual casa funcionou o "Mercado dos Quartinhos" na atual Praça Zacarias, visto não encontrar-se qualquer registro fotográfico desse Mercado.
A praça em si, conforme cada momento de sua existência já foi chamada de muitas maneiras: Largo da Entrada, Largo da Ponte, Largo do Ivo, Largo do Chafariz, Largo da Cadeia, Largo Zacarias e, estranhamente, Largo dos Quartinhos, quando lá funcionou o Mercado Municipal de Curitiba.
Segundo registros existentes no museu da Polícia Militar do Paraná, em 1855 foi alugada uma casa no Largo da Ponte para instalação do Quartel da Companhia de Força Policial da Província do Paraná, tendo como endereço a Rua do Comércio, atual Marechal Deodoro. Essa casa pertencia ao cidadão Mariano de Almeida Torres.
Esses registros informam, também, que essa Companhia funcionou lá até 1861, quando desocupou o imóvel para que fossem possíveis a reforma dele e instalação do Mercado. Com a mudança do Mercado para lá, o antigo Largo da Ponte passou a ser chamado Largo do Mercado e, posteriormente, quando foi instalado o chafariz no largo, a população chamou-o Largo do Chafariz.
Em 1863, no relatório da presidência da Província consta: "Atendendo a necessidade urgente de uma praça de mercado nesta capital, e a impossibilidade de ser levada de pronto a efeito a obra da começada em vastas proporções, resolvi comprar, pelo baixo preço de 3:500$000, com a condição de ser esta importância paga no prazo de dois anos, ficando a província obrigada ao pagamento de dez por cento ao ano, uma casa pertencente a Mariano de Almeida Torres, sita no Largo da Ponte, a qual cedi provisoriamente para este mister à câmara municipal da capital. Dei esse passo convicto que acertava, porque quando se possa concluir a obra da praça do mercado ficará aquele próprio provincial destinado para o quartel da companhia policial, ou para acomodação de alguma repartição pública.” (Paraná, 1863, p. 101).
Em 1864, finalmente, surge o novo mercado funcionando dentro de uma ampla casa, ao lado do Rio do Ivo, no Largo da Ponte, hoje Praça Zacarias.
A aludida edificação era dividida em pequenos boxes, originando o nome de "Mercado dos Quartinhos", e lá funcionou por cinco anos, até ser desativada. Durante esse tempo, a praça era popularmente chamada de "Mercado dos Quartinhos", "Largo dos Quartinhos" ou, ainda, "Largo do Mercado".
Em 1868, esse Mercado foi desativado e o imóvel foi reformado passando a abrigar o Museu Paranaense, que ali teve a sua primeira sede.
Segundo o jornal Correio de Notícias, em sua edição n° 1812, esse imóvel onde funcionou o "Mercado dos Quartinhos" foi demolido e, no local, foi construído o Templo Maçônico ‘Fraternidade Paranaense’ e hoje ocupado pelo edifício ‘Acácia’.”
Em 1874, o primeiro Mercado Municipal de Curitiba foi inaugurado em um prédio adequado, com frente para a atual Praça Generoso Marques, quando então aquele largo passou a ser chamado 'Praça do Mercado', funcionando até 1912, quando foi demolido para dar espaço ao Paço Municipal.
Daí em diante, o Mercado Municipal foi mudado mais duas vezes de endereço até ser instalado onde está até hoje.
As fotos mais antigas da praça Zacarias dão uma idéia do burburinho que aquele local já foi, na Curitiba antigamente.
Paulo Grani

HISTORIA DA ESCOLA TÉCNICA DE CURITIBA

 HISTORIA DA ESCOLA TÉCNICA DE CURITIBA






A história da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) teve início no século passado. Sua trajetória começou com a criação da "Escola de Aprendizes Artífices" pelo então presidente, Nilo Peçanha, inaugurada dia 16 de janeiro de 1910, em um prédio da Praça Carlos Gomes.
O ensino era destinado a garotos de camadas menos favorecidas da sociedade, chamados de “desprovidos da sorte”. Pela manhã, esses meninos recebiam conhecimentos elementares (primário) e, à tarde, aprendiam ofícios nas áreas de alfaiataria, sapataria, marcenaria e serralheria. Inicialmente, havia 45 alunos matriculados na escola, que, logo em seguida, instalou seções de Pintura Decorativa e Escultura Ornamental.
Aos poucos, a escola cresceu e o número estudantes aumentou, fazendo com que se procurasse uma sede maior. Então, em 1936, a Instituição foi transferida para a Avenida Sete de Setembro com a Rua Desembargador Westphalen, onde permanece até hoje. O ensino tornou-se cada vez mais profissional até que, no ano seguinte (1937), a escola começou a ministrar o ensino de 1º grau, sendo denominada "Liceu Industrial do Paraná".
Cinco anos depois (1942), a organização do ensino industrial foi realizada em todo o país. A partir disso, o ensino passou a ser ministrado em dois ciclos. No primeiro, havia o ensino industrial básico, o de mestria e o artesanal. No segundo, o técnico e o pedagógico. Com a reforma, foi instituída a rede federal de instituições de ensino industrial e o Liceu passou a chamar-se "Escola Técnica de Curitiba". Em 1943, tiveram início os primeiros cursos técnicos: Construção de Máquinas e Motores, Edificações, Desenho Técnico e Decoração de Interiores.
Antes dividido em ramos diferentes, em 1959 o ensino técnico no Brasil foi unificado pela legislação. A escola ganhou, assim, maior autonomia e passou a chamar-se "Escola Técnica Federal do Paraná". Em 1974, foram implantados os primeiros cursos de curta duração de Engenharia de Operação (Construção Civil e Elétrica).
Quatro anos depois (1978), a Instituição foi transformada em "Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná - Cefet-PR", passando a ministrar cursos de graduação plena. A partir da implantação dos cursos superiores, deu-se início ao processo de “maioridade” da Instituição, que avançaria, nas décadas de 80 e 90, com a criação dos Programas de Pós-Graduação.
Em 1990, o Programa de Expansão e Melhoria do Ensino Técnico fez com que o CEFET-PR se expandisse para o interior do Paraná, onde implantou unidades. Com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDBE), de 1996, que não permitia mais a oferta dos cursos técnicos integrados, a Instituição, tradicional na oferta desses cursos, decidiu implantar o Ensino Médio e cursos de Tecnologia. Em 1998, em virtude das legislações complementares à LDBE, a diretoria do então Cefet-PR tomou uma decisão ainda mais ousada: criou um projeto de transformação da Instituição em Universidade Tecnológica.
Após sete anos de preparo e o aval do governo federal, o projeto tornou-se lei e o Cefet-PR, então, passou a ser a "Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR", a primeira universidade tecnológica do Brasil. Atualmente, a Universidade Tecnológica conta com treze câmpus, distribuídos nas cidades de Apucarana, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Curitiba, Dois Vizinhos, Francisco Beltrão, Guarapuava, Londrina, Medianeira, Pato Branco, Ponta Grossa e Toledo.
(Fonte: site UTFPR)
Paulo Grani

Carro com 39 e Carro com 40 "Lynx" (da Landsverk e Volvo, respectivamente)

 

Carro com 39 e Carro com 40 "Lynx" (da Landsverk e Volvo, respectivamente)



A decisão da defesa de 1936 afirmou que um total de nove esquadrões de carros blindados seriam organizados: um esquadrão para cada divisão (havia então seis) e os três esquadrões restantes para a brigada de cavalaria. O problema era a dificuldade de entrega rápida de novos equipamentos em épocas de agitação. Depois que a Alemanha cruzou a fronteira com a Polônia em 1o de setembro de 1939 e começou sua "Blitzkrieg", a guerra em nossa área imediata tornou-se um fato.


Na Suécia, o Chefe do Exército solicitou permissão para adquirir pouco mais de 100 tanques e 30 veículos blindados. Os fundos para os veículos blindados foram concedidos sem redução da concessão solicitada e foram iniciadas negociações com a AB Landsverk sobre a produção desses veículos blindados. No entanto, estava claro que a capacidade de produção em Landsverk era limitada. Eles estavam ocupados produzindo veículos blindados para clientes estrangeiros e entregando tanques para o exército sueco, e é por isso que eles, por sua vez, iniciaram negociações com a Volvo para a fabricação de licenças. No final de 1939, um contrato preliminar pôde ser assinado com a Volvo para a fabricação de trinta veículos blindados Lynx. A ideia era que eles substituíssem o provisório Pbil m / 31. A produção dos carros blindados da Volvo ocorreu em Penta em Skövde.


Lynx - o nome latino para lince - foi um nome escolhido no carro blindado com a intenção de transmitir impacto e mobilidade. Na Landsverk, este novo carro blindado moderno tinha acabado de ser projetado com base em uma especificação de requisitos dinamarquesa. Tinha tração nas quatro rodas para aumentar a acessibilidade off-road. Apesar disso, a mobilidade no acostamento não era das melhores e uma superfície sólida foi necessária para que o carro de quase 8 toneladas não emperrasse. No inverno, correntes de neve eram usadas. A direção em todas as rodas deu ao veículo um raio de giro mais estreito. Além disso, havia motoristas em ambas as extremidades do carro, o que tornava possível dirigir tão rápido para frente quanto para trás. O motor de 6 cilindros de 142 cv da Scania-Vabis deu à tripulação uma velocidade máxima de 80 km / h na estrada.


A principal arma do carro blindado consistia em um canhão automático Madsen de 20 mm montado em uma torre. O armamento secundário consistia em três metralhadoras Madsen de 8 mm. Uma metralhadora foi montada paralelamente ao canhão na torre e duas foram colocadas no chassi (uma direcionada para frente e outra para trás). A espessura máxima do aço de armadura no corpo totalmente soldado e autossustentável era de 13 mm. O aço blindado para os carros blindados da Volvo e para as "torres Lynx" suecas foi fabricado pela Avesta Jernverk.

A Dinamarca encomendou um total de 18 Lynx e os três primeiros foram entregues no verão de 1939 para teste. Antes que os 15 veículos Lynx restantes tivessem tempo para serem entregues, a Suécia (que havia se interessado por todos os veículos blindados concluídos no país) introduziu uma parada de entrega em Landsverk. Quando a Dinamarca foi posteriormente ocupada pela Alemanha, em 10 de abril de 1940, foi tomada a decisão de apreender esses veículos blindados (o que foi feito em agosto do mesmo ano). Esses veículos foram denominados Pansarbil m / 39 "Lynx".


Os trinta carros blindados da Volvo receberam a designação de Carro Blindado c / 40 "Lynx". Era difícil ver qualquer diferença entre m / 39 e m / 40, mas este último, claro, estava equipado com um motor Volvo. Além disso, o canhão automático da Madsen foi substituído por um canhão automático semelhante da Bofors do mesmo calibre (20 mm). O disparo de teste com um montado em um Pbil m / 31 em agosto de 1939 deu resultados satisfatórios. Os primeiros nove carros blindados foram entregues sozinhos com "torres dinamarquesas". Por decisão de junho de 1940, essas torres foram dotadas de duas metralhadoras m / 39. Isso significa que os primeiros carros blindados de m / 39 tinham um total de quatro metralhadoras de 8 mm (duas no chassi) quando foram entregues às unidades no outono de 1940 (três carros blindados cada para K 1 em Estocolmo, K 2 em Helsingborg e K 3 em Skövde). Antes que isso acontecesse, um curso de carro blindado de duas semanas havia sido realizado no meio do verão em Landsverk sobre o novo modelo.

Um pedido foi feito à Landsverk para que eles mandassem fabricar novas torres para os primeiros nove carros blindados m / 39 de acordo com aqueles que foram produzidos para o "Lynx" m / 40 fabricado pela Volvo. Quando as torres foram concluídas em meados de 1941, as unidades foram solicitadas a enviar seus m / 39s para Landsverk para reconstruir o armazenamento de munição. Em seguida, as novas torres foram montadas com canhão automático Bofors 20 mm com 40 na Eriksbergs Mekaniska Verkstad AB em Gotemburgo. Isso foi feito no outono de 1941 e em fevereiro de 1942 todos os carros estavam prontos.

 

Já em junho de 1941, Landsverk entregou os seis veículos blindados "dinamarqueses" restantes para a Suécia. Todos foram equipados com torres de fabricação sueca com canhão automático Bofors 20 mm e metralhadora paralela de 8 mm c / 36 . Na Volvo, o primeiro Pbil m / 40 foi testado em novembro de 1940. Tudo saiu conforme o planejado e todos os 30 carros blindados foram entregues durante os primeiros quatro meses de 1941 para unidades (K1 recebe 9, K2 recebe 9, K3 6 e K4 em Umeå 6 st).

O Pbil m / 39-40 foi recebido positivamente e se tornou um veículo muito popular. O projeto não possuía soluções tecnicamente avançadas, mas era direto e descomplicado, o que proporcionava alta confiabilidade operacional. Ele tinha sua própria sutileza. Entre outras coisas, ele estava equipado com dois hodômetros - um em cada extremidade do carro (eles registravam apenas quilômetros rodados em uma direção). Os faróis frontais podiam ser acionados como proteção durante o bombardeio.

Como um veículo de combate leve, ele cumpriu bem as propriedades desejadas com grande poder de fogo, alta velocidade para frente e para trás durante uma caminhada silenciosa e boa proteção blindada. Além disso, o carro blindado Lynx também tinha equipamentos de comunicação avançados.

A tripulação era composta por seis homens: um chefe e um atirador / carregador na torre, além de dois motoristas e dois atiradores no chassi.

Inicialmente, foram os esquadrões de reconhecimento da cavalaria que foram atribuídos a um pelotão com dois veículos blindados m / 39-40 (e dois veículos blindados c / 31). Estes vieram a ser conhecidos como "esquadrões de carros blindados". A partir do outono de 1943, todo o treinamento foi realizado nos carros blindados das Tropas Blindadas. Organizacionalmente, eles faziam parte de várias unidades de reconhecimento na brigada de cavalaria, brigada motorizada e brigada blindada.

Os carros blindados deixaram a organização em 1958.

Dos 15 Pbil m / 39 adquiridos originalmente, 13 foram vendidos para a República Dominicana . T wo PBIL m / 39 prive os s a um sucateiro em Nässjö e nunca foi encontrado. Na República Dominicana veio a Lynx serviço fazer o final da década de 1990. Alguns esforços estão sendo feitos para recomprar um m / 39 ...

De todos os Pbil m / 39 em / 40, apenas um é preservado na Suécia. Este carro blindado foi agora transferido do Museu Blindado em Axvall para o novo Museu de Veículos de Defesa Arsenalen em Strängnäs.

 

 

Carro blindado c / 39 em / 40 "Lynx"

 

Equipe:

Boss, 2 motoristas (para frente / para trás), 3 atiradores / carregadores

Peso:

7,8 - 8,7 toneladas

Comprimento:

5,12 m

Largura:

2,25 m

Altura:

2,15 m

Motor:

6 cilindros, Scania-Vabis 142 cv ou Volvo 135 cv

Caixa de velocidade:

5 velocidades

Velocidade:

70-80 km / h máx.

Raio de ação:

200 km

Armando:

Canhão automático Madsen ou Bofors de 20 mm

3 peças metralhadoras Madsen de 8 mm

Proteção:

3-13 mm de armadura de aço

Número, em serviço:

15 + 30 st, 1940-1958

 

 

As fotos mais antigas nesta página são do Museu do Exército, FMV e do departamento de imprensa do Estado-Maior de Defesa. A imagem da República Dominicana encontrada na Internet

Strv com 40 L resp. K

 

Strv com 40 L resp. K



Quando um contrato foi assinado com a Landsverk em dezembro de 1939 para 20 tanques m / 39, o problema persistia que o segundo batalhão de tanques ainda estava sem os 84 tanques que a organização exigia. Mas em tempos de guerra, nem sempre é o dinheiro que é de definição de limite, mas sim a possibilidade de assinar um contrato com uma indústria que é chamado um entregar - e no tempo. Apesar do fato de que, após a eclosão da guerra, a Landsverk não foi autorizada a exportar munições, eles não tinham capacidade para aumentar a taxa de produção de um pedido maior de tanques suecos.


Por esta razão, uma promoção renovada da KAF para a empresa Tcheca CKD (Českomoravská-Kolben-Daněk) foi feita - a Suécia já havia notado no início de 1937 o tanque TNH de 8,4 toneladas equipado com canhão e desde março de 1939 também tinha uma cotação em isto. Uma delegação de estudo foi, portanto, rapidamente enviada a Praga para investigar as possibilidades da BMM (Böhmisch-Mährische-Maschinenfabrik), que a empresa tinha mudado de nome após a anexação da Tchecoslováquia pela Alemanha na primavera do mesmo ano, para vender 90 tanques deste tipo para a Suécia. A oferta de SEK 14 milhões recebida em meados de janeiro de 1940 resultou imediatamente na aprovação do subsídio, o que possibilitou o pedido já no final de fevereiro / início de março. A entrega deveria ser concluída no verão do mesmo ano, mas antes que isso pudesse ser feito, os alemães interromperam a entrega sob o argumento de que as entregas alemãs tinham prioridade. Posteriormente, eles confiscaram os vagões para uso próprio, mas abriram a possibilidade de a Suécia obter uma licença para sua própria produção. Os tanques, que a Alemanha deu o nome de PzKpfw 38 (t) Ausf S (ou seja, o Panzerkampfwagen em design sueco - porém com canhões de 37 mm da Š código em vez de Bofors), foi usado durante as batalhas em Dunquerque na França e nas campanhas na União Soviética (Operação Barbarossa).

 

Quando isso ficou claro, Landsverk foi contatado novamente. A demanda por maior proteção de blindagem era agora ainda mais importante do que ao solicitar Strv m / 39 e Landsverk, portanto, desenvolveu ainda mais seu conceito para uma versão que eles passaram a chamar de L-60-S III. Como seu antecessor, o tanque poderia ser equipado frontalmente com uma proteção adicional de 35 mm de espessura (que só seria usada no campo para não desafiar muito o sistema de suspensão) - uma diferença, no entanto, era que algumas dessas placas adicionais foram soldados desde o início. Em alguns dos vagões (um para cada pelotão) também foi possível montar um lançador de granadas na blindagem traseira como suporte extra para a infantaria. Caso contrário, o armamento e o motor eram do mesmo tipo que no Strv m / 39 - mas com umdesign diferente de entrada de ar um sobre o motor.

 

A maior diferença, porém, era a caixa de câmbio hidrodinâmica da Atlas-Diesel do tipo Lysholm-Smith ( sistema que já vinha sendo usado em ônibus). A substituição foi necessária porque a antiga caixa de engrenagens mecânica alemã do tipo FAK-55 não pôde ser entregue. Uma vantagem, entretanto, era que o pedal da embreagem foi eliminado. Vale ressaltar que este tanque sueco foi o primeiro no mundo a ser produzido em massa com uma caixa de câmbio automática (algo que mais tarde quase se tornou uma legião de tanques no oeste - muitas vezes graças às licenças suecas).


 

O pedido de 100 tanques foi feito em outubro de 1940. As entregas estavam planejadas para ocorrer entre abril e novembro do ano seguinte, mas problemas na produção de subcontratados de armas e caixas de câmbio atrasaram a entrega final até 9 de março de 1942. Os veículos foram designados tanques m / 40 quando foram introduzidos pela primeira vez na defesa sueca com colocação em I 9 em Skövde (que mais tarde se tornou P 4) e em I 10 em Strängnäs (P 3). Mais tarde, eles também foram premiados com o K 2 em Helsingborg (P 2).


 

Após os sucessos que a Alemanha foi capaz de mostrar durante suas "guerras-relâmpago" na Polônia em 1939 e na França em 1940, o papel do tanque foi reavaliado na Suécia de uma forma muito tangível. Isso foi afirmado com a clareza desejada no "Inquérito de Defesa de 1941" , onde este tipo de operações de ataque rápido foi enfatizado como característica da guerra moderna e que isso seria possível até mesmo em terreno sueco. A preparação da defesa subsequente, portanto, fez uma adaptação ambiciosa à realidade, que foi expressa na decisão da defesa em 1942. Como resultado dessa decisão da defesa, uma organização de guerra completamente nova foi introduzida (Pbrig org 43 de 1 de julho de 1943) com três brigadas blindadas cada um contendo dois batalhões blindados com um total de 199 veículos de combate (76 tanques pesados, 105 tanques leves, 6 canhões antitanque e 12 canhões antiaéreos). A nova necessidade de aquisição de tanques de 10 toneladas foi de 202.


 

A Decisão de Defesa de 1942 significou que uma aquisição forçada de tanques teve que ser realizada. Não apenas tanques pesados ​​tiveram que ser adquiridos (não havia nenhum), mas também o número de tanques mais leves teve que ser complementado em um grau considerável. A escolha era entre comprar mais tanques de 10 toneladas do modelo m / 40 da Landsverk ou direcionar a aquisição para a Scania-Vabis em Södertälje, que em 1941 havia recebido um pedido para licenciar 116 peças do tanque TNH da CKD (o tanque que mais tarde veio a ser denominado Strv m / 41). Como a capacidade da Scania-Vabi era limitada, foi decidido que a produção seria compartilhada entre as duas empresas.

 

Um pedido adicional, portanto, foi em junho de 1942 para Landsverk para outros 80 tanques com 40 e um pedido para Scania-Vabis para 116 tanques com 41. Na oferta da AB Landsverk de 17 de fevereiro de 1942, o seguinte poderia ser lido:

Devido à falta de capacidade de produção em Landsverk, a atribuição foi para a Oficina Mecânica de Karlstad para construir esses tanques sob licença. Esses tanques foram um desenvolvimento posterior do conceito básico L-60 e receberam o nome de L-60-S / V da Landsverk.

 

Em comparação com a versão anterior, algumas melhorias foram incorporadas. A proteção da armadura foi reforçada de modo que agora incluía a proteção adicional anterior na construção básica. Isso foi possível graças a um motor mais potente (162 cv em vez de 142 cv) e uma suspensão reforçada. Isso deu à armadura frontal um design ligeiramente diferente. Além disso, o vagão estava equipado com uma caixa de câmbio mecânica (a chamada caixa de câmbio FAK que era do mesmo tipo que no Strv m / 38-39), que - apesar da guerra em chamas - foi possível adquirir na Alemanha no outono de 1942. A experiência com isto era ligeiramente melhor do que com a caixa de velocidades hidráulica Atlas. A característica do carrinho também era a roda sobressalente de suporte colocada na parte de trás da torre.

 

A taxa de entrega era destinada a 10 tanques por mês a partir de novembro de 1943, mas pequenos atrasos significaram que os últimos tanques foram entregues até setembro de 1944. Os tanques foram nomeados Strv m / 40K (K para Karlstad) quando foram entregues ao sueco Exército. A maioria desses tanques foi colocada no P 2 em Helsingborg. Eles obtêm o número de registro militar 415-494. Ao mesmo tempo, os tanques do mesmo tipo entregues anteriormente foram renomeados para Strv m / 40L (L para Landsverk) - os tanques com regnr 315-414 .

Em comparação com os compartimentos do motor no Strv m / 38-39, o compartimento do motor no Strv m / 40 parecia um pouco diferente; o motor está um pouco mais à direita em um espaço delimitado por uma parede longitudinal. O Strv m / 40L tem resfriadores para água e óleo localizados à esquerda do motor, porque o Strv m / 40K não tem um resfriador de óleo (o tanque de óleo foi equipado com aletas de resfriamento). O Strv m / 40 também foi equipado com um ventilador adicional (no Strv m / 40L destinado à caixa de mudanças hidráulica).

 

Uma diferença visível também é a colocação das duas metralhadoras à direita do canhão - no Strv m / 40L elas são ligeiramente separadas em altura (assim como no Strv m / 39) porque no Strv m / 40K elas estão no mesmo altura no plano horizontal.

  

No final dos anos 40 e início dos anos 50, tentativas interessantes de vadear foram feitas até uma profundidade de 3 m com Strv m / 40K . Diferentes tipos de snorkel foram testados - inclusive com um snorkel tão grande que a tripulação poderia sair por ele. Outra tentativa interessante no início dos anos 50 foi quando um Strv m / 40L foi equipado com um canhão de 57 mm para obter melhor poder de fogo (referido como o Canhão de Canhão Blindado II). Na época em que a série com Strv m / 40 foi encomendada, não se sabia que a arma escolhida não teria um efeito decisivo sobre os tanques inimigos que possivelmente teríamos enfrentado nos estágios finais da Segunda Guerra Mundial.

Strv m / 40 L foi baseado na organização de guerra em 1957. Um número (um total de 25 carruagens ) foi vendido alguns anos depois para a República Dominicana. Lá, eles passaram a ser usados ​​até a década de 90 e estavam, entre outras coisas, em conflito com a Marinha dos Estados Unidos em 1965. Strv m / 40K permaneceu por mais alguns anos na organização de guerra e não foi descontinuado até 1960. De ambos Strv m / 40L e m / As torres de 40K foram usadas como uma torre de defesa em aeroportos e portos.

  

 

Strv c / 40L

Strv c / 40K

Peso:

8,93 toneladas

8,36 toneladas (com proteção adicional)

10,9 toneladas

Comprimento:

4.900 m

4.970 m

Largura:

2.075 m

2.080 m

Altura:

2.050 m

2.125 m

Altura livre:

0,35 m

0,34 m

Equipe:

3 homem

3 homem

Armaduras:

4 - 15 mm (- 50 mm)

4 - 50 mm

Motor:

Scania-Vabis 1664, 142 hp

Scania-Vabis L 603, 162 cv

Velocidade máxima:

45 km / h

45 km / h

Habilidade de subida:

40 °

40 °

Estabilidade transversal:

30 °

30 °

Obstáculos:

0,7 m

0,7 m

Capacidade de amaragem:

1,75 m

2,0 m

Qual habilidade:

0,7 m

0,7 m

Armando:

1 º Bofors 37 mm com 38 strv

2 pcs 8 mm ksp com 39

1 pc 37 mm Bofors c / 38 strv

2 pcs 8 mm ksp com 39

Ano de entrega:

1941-42

1943-44

Número em serviço

100 pcs

80 st

 

As fotos mais antigas nesta página são do Museu do Exército, FMV e do departamento de imprensa do Estado-Maior de Defesa. .