A imagem contempla, o movimento na Rua XV de Novembro X Rua Barão do Rio Branco. Avistá-se na esquina o antigo Prédio do Clube Curitibano. Início dos anos 40.
CURITIBA E PARANA EM FOTOS ANTIGAS
fotos fatos e curiosidades antigamente O passado, o legado de um homem pode até ser momentaneamente esquecido, nunca apagado
sábado, 9 de maio de 2026
2ª Sede do Seminário São José, no Bairro Seminário, cuja pedra fundamental foi abençoada por Dom José de Camargo Barros, em 31 de março de 1897. 1 ano depois, recebia telhado.
2ª Sede do Seminário São José, no Bairro Seminário, cuja pedra fundamental foi abençoada por Dom José de Camargo Barros, em 31 de março de 1897. 1 ano depois, recebia telhado.
O INICIO DA NAVEGAÇÃO COM VAPORES NO RIO IGUAÇU
O INICIO DA NAVEGAÇÃO COM VAPORES NO RIO IGUAÇU
No dia 19/04/1798 o Diário Oficial publicava o decreto imperial nº 7.248 concedendo a Amazonas de Araújo Marcondes o direito a uma linha de navegação pelo rio Iguaçu, desde o porto de Caya-Canga até Porto União.
A navegação pelo rio Iguaçu teve início em 17/12/1882, quando o vapor Cruzeiro foi lançado às águas. O Coronel Amazonas Marcondes o comprara no Rio de Janeiro. O vapor foi desmontado na então Capital do império, e suas peças seguiram de navio até o porto de Antonina.
Do Porto de Antonina, as partes dele foram colocadas sobre onze carros de bois, pesadamente carregados, subiram pelos pelos caminhos tortuosos da Serra do Mar e trouxeram até Curitiba, o barco a vapor desmontado. Os carros foram levados até às margens do Rio Iguaçu no lugar onde havia uma ponte de madeira que ligava Curitiba a São José dos Pinhais. Dali seguiram em canoas pelo rio Iguaçu até o porto de Caya-Canga, onde “O Cruzeiro” foi montado, peça por peça” .
O navio fluvial pertencia ao coronel Amazonas, veterano da Guerra do Paraguai, que passara três meses no Arsenal da Marinha, no Rio de Janeiro, acompanhando a construção do vapor.
Segundo o historiador Hermógenes Lazier, as peças eram “chapas de aço, longarinas de ferro, toda a proa em uma só peça, caixotes de rebites da maquinaria que tinha sido fabricada em Londres, em 1878”.
O vapor Cruzeiro tinha 80 palmos de comprimento por 26 de largura. Seu motor tinha a força de 18 cavalo-vapor, impulsionado por duas rodas laterais.
Dez dias após ter sido lançado às águas, o vapor Cruzeiro saiu para a primeira viagem do Porto de Caiacanga ao Porto de União da Vitória, consumindo dois dias e meio para cobrir os cerca de 360 quilômetros que separavam as duas localidades. Conduzia a bordo 11 passageiros e 70 volumes de mercadorias.
Quando o Vapor "Cruzeiro” foi lançado às águas do rio Iguaçu, o transporte fluvial na região era feito precariamente através de canoas e transportavam madeira, erva mate, mercadorias e passageiros. Além do Iguaçu, faziam os rios Negro e Potinga, atendendo as populações ribeirinhas de São Mateus, Fluviópolis, Jararaca, União da Vitória, entre outras. “Eram balsas morosas, inadequadas para o transporte de passageiros, atendendo mal o comercio crescente das margens do Iguaçu para Curitiba e depois Morretes e o porto de Paranaguá”.
Amazonas e Alvir descrevem a viagem inaugural do vapor Cruzeiro que teve entre seus passageiros o Presidente da Provincia do Paraná, Carlos de Carvalho. Esse vapor teve também como hóspedes o escritor Afonso Escragnolle Taunay, Ermelindo Leão, Inácio Carneiro, fazendeiros, empresários e militares de carreira ou de patente comprada. Alvir lembrou de alguns de seus tripulantes: “Diego de Brito, os irmãos Kwiatikowski, os irmãos Cordeiro e os Teixeira de Paula”.
Afonso Taunay comentou em uma de suas obras: “É de louvar-se a coragem e pertinácia com que o snr. Amazonas Marcondes mantém semelhante empresa, que deu vida e dá progresso e vida social a muitíssimos pontos anteriormente desertos e inóspitos dos nossos sertões, em que vagueiam ainda temidos e indômitos bugres”.
Ainda nessa década outros vapores passaram a singrar as aguas densas do Iguaçu. Veio, na sequencia, o vapor “Visconde de Guarapuava”, depois o “Potinga” depois o nominado “Vitória”. O “Curitiba” era destinado ao transporte de passageiros, mas levava alguma carga. Nos períodos de estiagem vários barcos encalhavam nos baixios – porém o Curitiba tinha fundo chato, que permitia trafegar nos períodos de estiagem. Havia também o “Brasil”, o “Iguassú”, o “Rio Negro”, o “Palmas”, o “Paranaguá”, entre outros – todos movidos a lenha, abundante nas várzeas. Mais tarde apareceu o “Tupi”, cuja máquina fora fundida pela metalurgia Muller e Filhos: Tinha camarotes, sala de estar para o conforto de seus passageiros.
Foi em 1915 vários pequenas empresas desapareceram para se unirem na S.A. Lloyd Paranaense – mas outros vapores eram lançados pela “Empresa de Navegação Fluvial Portes & Cia”, e também por Rodolfo Cassou, Pedro Pizzato, Augusto Iaram, Shiffer e Soldi, Serafim Fortes e Cia., J. Bettega e a poderosa Cia. Lumber Colonization Co., entre outros. Em 1890 São Mateus passava a receber imigrantes europeus, a maioria em precárias condições, contribuindo para a história e o progresso da região.
Nesse período áureo da navegação tropeiros e agricultores, caboclos mestiços eram transformados em maquinistas, pilotos, cozinheiros ou marinheiros. São Mateus, sede de várias empresas de navegação, chegou a ter estaleiros com operários especializados na armação e montagem de barcos – havia então cerca de cem pontos de carga e descarga de carga e passageiros.
Em 1935, com o advento do transporte rodoviário e do declínio do comercio da Erva Mate, entre outros fatores, a Lloyde Paranaense, a última empresa sobrevivente era liquidada.
Ao final, comentou o sãomateuense Lauro F. Dias, "o vapor 'Curitiba' foi à pique em função da embriaguês de seu comandante; o 'Visconde', cercado de mato, foi devorado pelos cupins; o 'Potinga' afundou no rio Negro; o 'Vitória' e o 'Rio Negro' feneceram no estaleiro. O 'Pery' teve sua carcaça salva e restaurada. Hoje, imóvel e sujeito a corrosão do relento e da ferrugem, parece fitar saudoso as águas sofridas de um Iguaçu maltratado pela nossa geração".
(Fontes: pmuniaovitoria.com, Wikipedia)
Anna Maria SCHAEFFER Nascida a 29 de julho de 1877 (domingo) - Curitiba, Paraná, Brasil Falecida a 19 de agosto de 1939 (sábado) - Curitiba, Paraná, Brasil, com a idade de 62 anos
Anna Maria SCHAEFFER Nascida a 29 de julho de 1877 (domingo) - Curitiba, Paraná, Brasil Falecida a 19 de agosto de 1939 (sábado) - Curitiba, Paraná, Brasil, com a idade de 62 anos
Anna Maria Schaeffer: Uma Vida Tecida em Amor, Raízes e Legado
No coração do Paraná, em uma Curitiba que ainda guardava os traços de uma vila em transformação e as marcas profundas da imigração europeia, nasceu em 29 de julho de 1877 uma menina que carregaria consigo a força discreta das mulheres que constroem famílias. Anna Maria Schaeffer não entrou para os grandes livros de história, mas sua trajetória, preservada em registros genealógicos e na memória viva de seus descendentes, é um retrato fiel de resistência, afeto e dedicação silenciosa.
As Raízes: Melchior, Caroline e o Berço Familiar
Filha de Melchior Schaeffer, nascido em 1832, e de Caroline Bauer, vinda ao mundo em 1838, Anna cresceu em um lar moldado pelos valores da colônia germânica e pela dureza do trabalho pioneiro. Os anos finais do século XIX em Curitiba eram tempos de expansão lenta: estradas de terra, lavouras de subsistência, a chegada dos trilhos ferroviários e a mistura de culturas que formaria a identidade paranaense. Embora os documentos disponíveis não registrem a presença de irmãos, é certo que Anna foi educada no seio de uma família unida, onde a fé, a disciplina e o respeito aos mais velhos eram pilares do cotidiano. Sua mãe, Caroline, viveu até 1929, acompanhando boa parte da vida adulta da filha e sendo, sem dúvida, seu porto seguro nos momentos de transição e dúvida.
O Encontro dos Caminhos: Casamento e Parceria
Aos dezesseis anos, em um sábado de 17 de março de 1894, Anna uniu sua vida à de Antonio Giovanni Moro. O enlace de dois sobrenomes – um de raiz alemã, outro de origem italiana – reflete a própria alma plural de Curitiba na virada do século. Antonio, nascido em 1868, trazia consigo a energia de quem também buscava construir um legado duradouro. Juntos, enfrentaram os desafios típicos da época: a administração do lar, o sustento da casa, as incertezas econômicas e as alegrias simples que sustentam um matrimônio. O casamento não foi apenas um ato civil ou religioso, mas uma parceria construída dia após dia, com paciência, cumplicidade e propósito.
O Fruto do Amor: Mãe de João
Quatro anos após o enlace, em 5 de dezembro de 1898, nasceu João Moro. A chegada de um filho transformou o cotidiano de Anna Maria em uma dança de cuidados, esperanças e sonhos projetados para a próxima geração. Criar uma criança em uma cidade em crescimento exigia resiliência e visão. Ensinar valores, acompanhar a formação, preparar o jovem para o mundo – tudo isso foi feito com a quietude amorosa das mães que não precisam de holofotes para serem essenciais. Em 7 de novembro de 1926, João casou-se com Vitalina Ronconi. Para Anna, então com 49 anos, aquele dia deve ter sido um dos mais emocionantes: ver o filho que ninou seguir seu próprio caminho, constituindo uma nova família. Vitalina tornou-se parte desse tronco, e os netos que vieram depois seriam a continuação viva do amor de Anna Maria.
As Perdas e a Fortaleza da Viuvez
A vida, contudo, também cobra seu preço. Em 22 de abril de 1929, Anna viu partir sua mãe, Caroline Bauer. A perda de quem nos trouxe ao mundo sempre deixa uma lacuna que o tempo ameniza, mas não preenche por completo. Menos de uma década depois, em 28 de janeiro de 1938, foi a vez de Antonio Giovanni Moro descansar. Após 44 anos de casamento, Anna enfrentou a viuvez com a dignidade de quem já havia superado tantas intempéries. Aos sessenta anos, ela permaneceu como o eixo moral da família, uma presença silenciosa, mas firme, que mantinha unidos os laços entre filhos, noras e netos.
O Último Adeus e o Legado Vivo
Em 19 de agosto de 1939, um sábado, Anna Maria Schaeffer fechou os olhos para sempre em Curitiba. Tinha 62 anos. Partiu não como uma figura histórica monumental, mas como uma mulher comum que viveu de maneira extraordinariamente fiel: fiel aos seus pais, ao seu marido, ao seu filho e aos valores que transmitiu. Seu legado não está em monumentos de pedra, mas nas gerações que carregam seu nome, seu sangue e suas histórias. João e Vitalina seguiram adiante, e com eles, a descendência de Anna continuou a florescer, espalhando-se como raízes que alimentam novas árvores.
Relembrar Anna Maria Schaeffer é mais do que listar datas e nomes. É reconhecer a beleza das vidas que passam sem estridência, mas com profundidade. É honrar a mãe que ensinou com o exemplo, a esposa que amou com constância, a avó que plantou sementes de afeto. No tecido da história familiar, ela é um fio dourado: discreto, resistente e essencial. Que sua memória continue a inspirar aqueles que, como ela, entendem que a verdadeira grandeza mora nos gestos cotidianos de amor, dedicação e pertencimento.
Sosa : 17
1 ficheiro disponível |
Pais
Melchior SCHAEFFER 1832
Caroline BAUER 1838-1929
Casamento(s) e filho(s)
- Casada a 17 de março de 1894 (sábado), Curitiba, Paraná, Brasil, com
Antonio Giovanni MORO 1868-1938 tiveram
João MORO 1898-1964
Árvore genealógica (visão geral)
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187729 jul.
Nascimento
189417 mar.
16 anos
Casamento
18985 dez.
21 anos
Nascimento de um filho
19267 nov.
49 anos
Casamento de um filho
192922 abr.
51 anos
Morte da mãe
193828 jan.
60 anos
Morte do cônjuge
193919 ago.
62 anos
Morte
Antepassados de Anna Maria SCHAEFFER
| Melchior SCHAEFFER 1832 | Caroline BAUER 1838-1929 | ||
| | | - 1857 - | | | |
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Anna Maria SCHAEFFER 1877-1939
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Descendentes de Anna Maria SCHAEFFER
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