A Praça Tiradentes é enfeitada, pela majestade de sua Catedral, em foto de 1948.
CURITIBA E PARANA EM FOTOS ANTIGAS
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quinta-feira, 4 de junho de 2026
RELEMBRANDO O COMEÇO DO COLÉGIO NOSSA SENHORA DE LOURDES
RELEMBRANDO O COMEÇO DO COLÉGIO NOSSA SENHORA DE LOURDES
O Colégio Nossa Senhora de Lourdes abriu suas portas à sociedade curitibana em 1907. Um colégio fundado para receber apenas meninas, com o objetivo primeiro de educá-las para viver em sociedade sob os valores católicos. À isso somavam-se os desejos da Igreja Católica e de uma classe social ávida por uma escola que pudesse educar “condignamente” suas filhas.
As Irmãs da Congregação de São José foram chamadas ao Paraná em 1896 pelo primeiro bispo da Diocese deCuritiba, D. José de Camargo Barros. Inicialmente foram atender à Santa Casa de Misericórdia, onde começaram a prestar auxílio desde que chegaram a Curitiba e em outras instituições de caridade na capital e interior.
Das instituições educacionais dessa Ordem no Estado do Paraná havia o colégio São José em Curitiba, funcionando desde 1902; o Colégio São José de Paranaguá (1902); o Colégio São José na Lapa (1906); o Colégio São José em Morretes (1903) e o Colégio São José em Castro (1906).
Com as instituições de caridade, segundo o histórico do colégio, as Irmãs de São José atendiam crianças de bairros, de cidades do interior e da Capital. Não havia, porém, escolas para todas as crianças espalhadas pelo imenso Paraná.
O projeto da Congregação consistia em dar educação para as meninas necessitadas ou não e de qualquer origem étnica. Nesse sentido, a Congregação diferencia-se de outras congregações estrangeiras que vinham para atender especialmente seus compatriotas. Mesmo porque, ao contrário dos outros colégios católicos estrangeiros que vieram na mesma época a Curitiba (alemães, italianos), o Cajuru, de freiras francesas, não tinha a mesma missão, pois no Paraná não houve um número significativo de imigrantes franceses que justificasse a preocupação da Cúria Romana em enviar missões francesas. Dessa forma, isso indica a missão social da Congregação no mesmo âmbito que a missão cristã.
Em 1899, a Congregação comprou um terreno de 15 hectares situado na Vila Morgenau, Cajuru, a dois quilômetros da Capital. Em 1901, as irmãs já se encontravam instaladas nessa propriedade, num modesto sobrado. Na época, a superiora Provincial era Madre Léonie Blanchet. A casa era simples “[...] caixotes serviriam de mesas, cadeiras e até de
cama, se preciso fosse. A pobreza reinava soberana na primeira Comunidade Cajuruense. Retalhos de chita, estendidos sôbre os caixotes, davam aos mesmos, um arzinho de poltronas [...]”. (*)
No local de difícil acesso, era mais fácil chegar de trem. As irmãs viviam ali de maneira improvisada e em meio a um cenário quase rural. Era necessário muito esforço para transformar a propriedade, por isso o trabalho começava cedo: labutavam quase de sol a sol, “para arrancar do terreno inculto, o pão”.
Apesar das dificuldades, a propriedade transformou-se, em pouco tempo, num belo prédio. Em 1906, construíram um pavilhão, separado do orfanato, para receber as meninas de famílias mais abastadas que desejassem lá colocar suas filhas.
No entanto, para concretizar esses planos havia a necessidade da escolha de uma Diretora à altura do projeto educacional pretendido pela Congregação e até mesmo do
próprio bispo de Curitiba, na época D. Duarte de Leopoldo e Silva (1904-1907), logo substituído pelo bispo D. João Francisco Braga (1908-1935).
O Padre Maurício Dunand, em 1905, havia ficado encarregado de procurar, na França, uma religiosa adequada, “que fosse inteligente, com tino administrativo e capaz a
adaptar-se à missão”, logo surgiu a indicação da Irmã Júlia Jarre, prima do Padre Maurício.
Nesse período, na França, as escolas católicas encontravam-se numa “triste situação”. Em função disso e para melhor servir à missão, Irmã Júlia responde afirmativamente ao chamado do Brasil, mesmo porque, antes da designação de seu nome pela Superiora Geral, já havia encaminhado um pedido para vir trabalhar no Brasil. Mas, de acordo com a narrativa a história da fundação do colégio, não foi fácil deixar tudo: “[...] a Pátria querida, a comunidade, berço de sua vida religiosa, a família, mãe estremecida [...]” (*)
Assim, em 24/10/1905, com 22 anos de idade, deixou a França rumo ao Paraná. Em fevereiro de 1906, tomou, primeiramente, a direção de uma escola, o Externato São José, na colônia do Ahú de Cima, anexo do Hospital dos Alienados, e também dirigido pelas mesmas irmãs. No final de 1906, foi transferida para o Cajuru, onde já funcionavam salas de aula que deram origem ao externato São José, do qual a Irmã Júlia Jarre se tornaria diretora por mais de cinquenta anos.
Em 1907, nada mais faltava para a realização do sonho da abertura do colégio. Fundou-se então o Pensionato Nossa Senhora de Lourdes, com apenas sete alunas. Mas logo seriam vinte e duas, e com o passar dos anos, muitas mais. As alunas vinham de todo o Estado do Paraná e também de outros Estados, como Santa Catarina, Mato Grosso, São Paulo, até dos mais distantes, tais como Bahia, Pernambuco e Pará.
Desde o início de suas atividades, o Colégio Cajuru contou com a Diretora Irmã Júlia Jarre. Foram 52 anos de plena dedicação ao colégio que viu fundar. Eugénie Jarre, de nascimento, nasceu em Les Chapelles, na Savóia, França, em dezembro de 1882. Em 1900, assumiu o nome religioso de Mére Julia, como viria a ser chamada por todos. Pertencendo a uma família de classe média alta, estudou nos melhores colégios de Chamberry na França.
Tendo como sua aliada a frase onipresente: “Deus me vê”, garantia a introjeção da vigilância individual nas alunas.
Com olhar “(...) penetrante, perspicaz, comanda [...]”, as internas, tendo sempre as palavras: "Mes enfants, la politesse est la règle de bien vivre et bien faire toute les choses." (*)
Quando da admissão das alunas ao colégio, muitos dos pais, antes de cumprirem os requisitos formais que a congregação impunha em consonância com legislação federal de ensino, logo solicitavam uma entrevista com a diretora do colégio. Natural, pois era a ela que entregavam suas filhas para serem educadas, não somente segundo os preceitos da ciência, mas também, e sobretudo, sob os ditames dos princípios morais. E então era no parlatório, sala para receber visitantes, que a Irmã Júlia concedia entrevistas.
Nesse momento é que se estabelecia o contato direto e pessoal e era quando a confiança se consumava. A ela, pessoalmente, eram entregues as futuras alunas, aos seus cuidados e supervisão.
Foi assim que se construiu sua autoridade, embasada numa personalidade de sólido caráter cristão. É justamente nessa autoridade que se estrutura a confiança, tão importante para uma diretora de um internato. Em substituição aos pais, deve simultaneamente ser severa e afável como devem ser os pais, amável e condescendente como se esperava nesse período das mães.
(Compilado de: acervodigital.ufpr.br / (*) Nossa História / Fotos:
Semovente M42L da 105/25: O Canhão de Assalto Italiano de Apoio à Infantaria
Semovente M42L da 105/25
A versão italiana da III arma de assalto do Exército Alemão, a série Semovente (italiano para arma de assalto), auxilia inicialmente a infantaria na eliminação de casamatas e posições fortes, tornando mais fácil para a infantaria entrar. Foi planejado para ser possível, e esta missão foi exatamente o mesmo que o Sturmgeschutz III. No entanto, assim que o Sturmgeschutz III alemão caminhou, o Semovente também foi colocado no combate antitanque aproveitando seu poderoso poder de fogo, armadura e silhueta de baixa visibilidade, em vez de seu propósito original de apoio à infantaria. A Semovente, que participou na Campanha do Norte da África, recebeu elogios como um veículo antitanque capaz de lutar mais que igual aos tanques aliados, mas por outro lado, dificilmente poderia apoiar a infantaria, que era o objetivo original do desenvolvimento. perdido. Esta transição também é igual à do canhão de assalto nº III, de modo que o desenvolvimento de um novo canhão de assalto para apoio de infantaria começou por volta do outono de 1942, e o Semovente M42L da 105/25 apareceu como uma manifestação disso. O canhão principal escolhido foi o Ansaldo rebocou um obuseiro calibre 25, 105 mm, popular usado pelo exército italiano na divisão na época. Inicialmente, o tanque pesado P40, que estava em desenvolvimento como o primeiro tanque pesado do exército italiano, foi planejado para ser usado no corpo da base, mas o desenvolvimento do tanque pesado P40 foi significativamente atrasado, então o desenvolvimento da base A carroceria era a fase final, decidindo-se mudar para o tanque médio M15 / 42, que era o último tanque médio formal do exército italiano, e desenvolvê-lo. Se você usasse o corpo de um tanque pesado P40 grande, não havia problema como estava, mas montar o canhão de 105 mm como está no corpo de um tanque médio M15 / 42 relativamente pequeno acomoda artilheiros, carregadores e munições. era impossível considerando o espaço. Por esta razão, uma carroceria remodelada chamada "M43" com uma largura de carroceria expandida em cerca de 17 cm foi usada. A parte superior da carroceria do carro é equipada com uma sala de batalha curta e fechada que combina uma placa de blindagem em forma de caixa, que é comum à série Semovente, mas foi expandida para toda a largura das defensas esquerda e direita para proteger espaço interno., Alterado para uma silhueta mais destemida. Além disso, saias laterais em todo o comprimento podem ser fixadas ao para-choque, e os soldados italianos apelidaram este carro de "Dachshund" por causa de sua silhueta larga e baixa. O obuseiro de 105 mm, calibre 25, do canhão principal foi montado de forma giratória limitada por meio de um suporte de gimbal com um mantelete no centro da frente da sala de batalha. O ângulo de giro do canhão era de 19 graus cada à esquerda e à direita, e os ângulos de depressão e elevação eram de -12 a +22 graus. A frente do corpo do tanque médio M15 / 42, que era a base, usava uma placa de blindagem redonda, mas neste veículo a placa de blindagem plana é em forma de cunha para cima e para baixo para aumentar a elasticidade e melhorar a produtividade. para a forma organizada em. A espessura da armadura de cada parte era de 50 mm na frente, 25 mm na lateral / traseira, 15 mm na parte superior / inferior e 75 mm na frente, 45 mm na lateral, 25 mm na parte traseira e 15 mm no topo da sala de batalha. Sem esperar pela conclusão do carro protótipo, 30 carros foram encomendados sob o nome de "Semovente M42L da 105/25" em fevereiro de 1943, e a produção foi iniciada. Pelo menos 26 carros haviam sido produzidos quando a Itália se rendeu às Forças Aliadas em setembro do mesmo ano, e foram implantados no Regimento de Artilharia da Divisão Blindada Aliete pouco antes de se render para lutar contra as tropas alemãs fora de Roma após a rendição da Itália. Há. Estes Semovente M42L da 105/25 foram posteriormente capturados pelo exército alemão e receberam o nome de arma de captura "Sturmgeschutz M43 mit 105/25 853 (i)". Além disso, como outro Semovente, o carro foi remanufaturado sob a direção do exército alemão ocupando a área industrial do norte da Itália e, em meados de 1944, 61 carros foram concluídos e houve uma escassez crônica de poder de fogo de apoio. era para ser usado pela divisão blindada alemã sofrendo. Além disso, também foi feito um tipo de veículo de comando equipado com uma metralhadora pesada Breda M31 de 13,2 mm em vez da arma principal e equipado com o equipamento necessário, mas o número de produção e detalhes são completamente desconhecidos. Além disso, com base no Semovente M42L da 105/25, o tipo aprimorado com poder de fogo desenvolvido no norte da Itália sob o controle do exército alemão foi formalizado com o nome de "Semovente M42T da 75/46". Este veículo está equipado com um canhão-tanque de 75 mm calibre 46 baseado no canhão antitanque italiano de 75 mm e possui uma câmara modificada para usar a munição do canhão antitanque alemão PaK40 de 7,5 cm, que está em produção desde 1944. começou, mas quando a Alemanha se rendeu em maio de 1945, apenas 11 carros haviam sido concluídos. | |||||||||||||||||||||||||||||
<Semovente M42L da 105/25> Comprimento total : 5,10m Largura total: 2,40m Altura total : 1,75m Peso total : 15,8t Tripulação: 3 pessoas Motor: Fiat SPA 15TB-M42 4 tempos V8 gasolina refrigerada a líquido Potência máxima: 192hp / 2.400rpm Velocidade máxima: 38km / h Alcance de cruzeiro: 180km Armados: 25 calibre 105mm metralhadora x 1 (48 tiros) 8mm Breda M38 metralhadora x 1 (864 tiros) Espessura da armadura: 15-75mm | |||||||||||||||||||||||||||||
<Referências> ・ "Panzer junho de 2014 questão Artilharia autopropulsada que apoiou o exército italiano da série Semovente da Segunda Guerra Mundial" por Yukio Kume Argonaute , "Panzer maio 2020 tanque italiano seu nascimento e dificuldades" "História de" Kazuatsu Yoshikawa, Argonaute , "Panzer May 2005 Italian Army Semovente Series" Miaki Inada, Argonaute , "Panzer March 2003 Semovente Large Cannon Series" Masumi Mizukami, Argonaute Company ・ "Veículos militares da Segunda Guerra Mundial (1) Artilharia autopropelida rastreada: 1917 a 1945" Publicação Delta・ "Veículos militares italianos da segunda guerra mundial" por Kaoru Shimada Galileo Publishing ・ "Diretório de tanques de 1939 a 45" Koei Semovente M42L da 105/25: O Canhão de Assalto Italiano de Apoio à InfantariaContexto e OrigemA série Semovente foi a resposta italiana ao sucesso do alemão Sturmgeschütz III, concebida inicialmente para apoiar a infantaria na destruição de casamatas, posições fortificadas e obstáculos. Tal como aconteceu com o modelo alemão, esses veículos acabaram sendo desviados para o combate antitanque, graças à sua silhueta baixa, blindagem e poder de fogo. Embora tenham se saído bem nessa função — especialmente no Norte da África —, a Itália perdeu a capacidade de fornecer suporte de fogo pesado próximo às tropas, que era a missão original.
Para corrigir essa lacuna, por volta do outono de 1942, o exército italiano iniciou o desenvolvimento de um novo veículo dedicado exclusivamente ao apoio de infantaria: o Semovente M42L da 105/25. O projeto ficou a cargo da Ansaldo, que escolheu como armamento principal o obus de campanha de 105 mm calibre 25, uma peça confiável e amplamente utilizada pelas divisões de artilharia italianas.
A intenção inicial era usar o chassi do tanque pesado P40, então em desenvolvimento, mas como sua produção estava muito atrasada, decidiu-se adotar o chassi do tanque médio M15/42, o modelo mais avançado disponível na época. Porém, o casco original do M15/42 era estreito demais para abrigar o obus de 105 mm, sua munição e a tripulação. A solução foi criar uma versão modificada, designada M43, com a largura aumentada em cerca de 17 cm.
Projeto e CaracterísticasA estrutura superior seguiu o padrão da série Semovente: uma superestrutura fixa, fechada e em forma de caixa, mas agora ocupando toda a largura do veículo, o que aumentou significativamente o espaço interno e a proteção. A silhueta larga e baixa lhe rendeu o apelido de "Dachshund" (cão salsicha) entre os soldados italianos. Também podia receber saias de proteção ao longo das esteiras.
ArmamentoO obus de 105/25 foi instalado no centro da frente da superestrutura, com montagem que permitia movimento limitado:
A blindagem foi reforçada e distribuída de forma estratégica:
Diferente do M15/42, que tinha chapas curvas, o M42L usou placas planas dispostas em ângulo de cunha, o que simplificou a produção e melhorou a resistência balística.
MecânicaManteve a mecânica confiável do M15/42:
Produção e ServiçoO projeto avançou com rapidez: em fevereiro de 1943, antes mesmo da conclusão dos protótipos, foi autorizada a encomenda de 30 veículos. Até a rendição da Itália, em setembro de 1943, pelo menos 26 unidades já estavam prontas.
Esses primeiros exemplares foram entregues à Divisão Blindada Ariete e entraram em combate logo após o armistício, lutando contra tropas alemãs nos arredores de Roma. Com a ocupação do norte da Itália pela Alemanha, as fábricas continuaram a produção sob direção alemã. O veículo foi incorporado ao inventário alemão como Sturmgeschütz M43 mit 105/25 853 (i). Até meados de 1944, foram concluídas 61 unidades no total, usadas para suprir a falta de armas de apoio nas divisões alemãs na Itália.
Versões Derivadas
Especificações TécnicasTabela
Referências
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