sexta-feira, 18 de setembro de 2026

A Majestosa UNIVERSIDADE do PARANÁ, na PRAÇA SANTOS ANDRADE, novinha em folha, por volta de 1920.

 A Majestosa UNIVERSIDADE do PARANÁ, na PRAÇA SANTOS ANDRADE, novinha em folha, por volta de 1920.


Destaque para o Prédio da Primeira Igreja Batista, demolido na década de 70/80

 Destaque para o Prédio da Primeira Igreja Batista, demolido na década de 70/80


Relembrando, uma imagem de 28ABR1870. Primeiro registro fotográfico que se tem da IGREJA MATRIZ na PRAÇA TIRADENTES, que depois foi demolida para dar lugar a atual

 Relembrando, uma imagem de 28ABR1870. Primeiro registro fotográfico que se tem da IGREJA MATRIZ na PRAÇA TIRADENTES, que depois foi demolida para dar lugar a atual



Na imagem...O LARGO da ORDEM da década de 60

 Na imagem...O LARGO da ORDEM da década de 60


A imagem do alto, contempla a PRAÇA RUI BARBOSA e adjacências , em fins da década de 1980

 A imagem do alto, contempla a PRAÇA RUI BARBOSA e adjacências , em fins da década de 1980


Praça Rui Barbosa 1910 + -

 Praça Rui Barbosa 1910 + -





CONHECENDO O COMEÇO DE IRATI

 CONHECENDO O COMEÇO DE IRATI

As primeiras ruas de Irati e o início da ocupação, em foto de 1912.
Foto panorâmica de 1912, mostrando o núcleo e as cercanias daquele começo.

À primeira escola edificada, em foto de 1912.






Em 1839 chegaram ao território hoje Irati duas bandeiras procedentes de Sorocaba: a bandeira de Jose Domingues da Trindade, deu origem ao povoado Bom Retiro, hoje Guamirim; e a bandeira de João Pereira de Jesus, que seguiu adiante pelo sertão e localizou-se nas terras onde fundou o povoado de Pirapó.
As primeiras famílias que habitaram Irati teriam vindo de Palmeira, Imbituva, Lapa, Itaicoca, Assungui (hoje Cerro Azul) e Curitiba desde 1860.
Em 1899, o coronel Francisco de Paula Pires e o Sr. Emílio Batista Gomes adquiriram vasta área de terras na localidade, fixaram-se em plena mata virgem para lançarem os fundamentos da futura cidade de Irati. Naquela época, a região se constituía área territorial do município de Santo Antônio de Imbituva, mais tarde simplesmente lmbituva.
O primeiro projeto de sua localização era o da Vila de São João, conhecida atualmente como Irati Velho, e situada em lugar alto, plano, pitoresco e aprazível, com a aspiração de ser, futuramente, servida pelos trilhos da Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande, o que, entretanto, não aconteceu, uma vez que, ao ser construída, aquela ferrovia foi desviada da vila marginando as colinas para atingir o Covalzinho, sendo então inaugurada a Estação Ferroviária e Telegráfica, com a denominação de Estação de Irati.
O desenvolvimento se intensificou em todos os setores. Através dos vagões cargueiros, único meio de transporte existente na época, chegavam os produtos agrícolas, erva-mate, farinha de milho, toucinho, charque e outros. A ferrovia fez de Irati um grande entreposto comercial, onde moradores de longínquos lugares vinham vender e embarcar seus produtos.
No retorno, esses cargueiros levavam sal, tecidos, ferramentas e mercadorias necessárias à produção e sobrevivência no sertão. A estação de Irati tornou-se centro comercial de grande expressão. Os pinheiros e as erveiras dominavam a paisagem e seria a força de dois ciclos da economia de IRATI.
Em 1901 instala-se a primeira Escola.
Em 02/04/1907, é criado o município de Irati, constituído pelos Distritos de Irati, Bom Retiro e Imbituvinha. Nos anos seguintes, o município recebia contingentes de colonos holandeses, ucranianos, poloneses, alemães e italianos que se fixaram no núcleo Irati, (hoje Colonia Gonçalves Júnior), em Itapará, Mato Queimado, Rio do Couro e Serra dos Nogueira.
Paulo Grani

A CHAMADA "RUA DO CHAFARIZ"

 A CHAMADA "RUA DO CHAFARIZ"

Maquete da Curitiba provinciana, onde vê-se a Capela mais à frente, com o caminho livre aos fundos.
Foto: Acervo Paulo José Costa.
Foto de 1900, tirada dos fundos igreja, mostra a agora Rua José Bonifácio, antiga rua Fechada.
Foto: Acervo Gazeta do Povo.
Foto da primeira década de 1900, mostra o chafariz como era, com as dez colunas e outras duas unidas por um arco, tendo ao centro uma espécie de tanque depositário da água da fonte. Esse formato propiciava que diversos animais pudessem saciar a sede simultaneamente, fato que acabou condenando o uso da água à população.
Foto: Fanny Volk. Acervo Cid Destefani.
Colonos dão de beber aos animais no chafariz, foto da primeira década de 1900.
Foto: Acervo Cid Destefany.
Na década de 1950, a Prefeitura circundou o bebedouro de ferro com paralelepípedos justificando garantir maior segurança, tirando sua beleza histórica.
O bebedouro de ferro, circundado com paralelepípedos, escondendo seu formato original, de peça única fundida em ferro permanece oculto até os dias de hoje.



Ao se falar dos Chafarizes de Curitiba, logo vem em mente o Chafariz da praça Zacarias, instalado lá em 1871, o que motivou o lugar ser chamado "Largo do Chafariz", entre outros nomes.

O que poucos sabem é que, uma rua mais antiga, já foi chamada de "Rua do Chafariz", como vamos ver.
No lugar onde Curitiba nasceu, em 1668, foi edificada uma pequena capela de madeira, de onde irradiou-se as primeiras ruas a partir dela. Uma dessas ruas saía pela lateral da capela, em direção aos fundos dela.
Ainda no século 18, essa viela não tinha nome e suas designações variaram ao longo do tempo, provavelmente por não ter-lhe sido atribuído um topônimo específico. Nas atas da Câmara, lemos: “rua que vai da Matriz da Igreja” (1740); “rua detrás da Igreja” e “rua Direita fronteira a Matriz” (ambas em 1761).
Os anos passaram-se e a capela foi demolida para dar lugar a uma nova igreja, agora de pedra e barro, em estilo colonial, a qual foi inaugurada em 1721.
Sem maiores preocupações, a nova edificação ocupou o espaço da pequena viela que dava acesso aos fundos da igreja, impedindo seu antigo caminho aos fundos da igreja. Tal situação fez com que a população logo a chamasse de "Rua Fexada", recebendo assim o seu primeiro nome.
Em 1786, constata-se o primeiro uso formal do nome "Rua Fechada" em uma ata da Câmara, demonstrando que a interrupção abrupta de seu acesso ao fundo da igreja, criou junto a população tal termo.
Essa nomenclatura pode ser constatada em uma escritura de 1811, de venda de uma casa, onde lê-se: "na rua Fechada que faz frente para a rua do Rosário". Em um anúncio de emprego, de 1856, percebe-se também a denominação “Fechada”. O nome Rua Fechada, aparece consagrado também na planta de Curitiba, de 1857, e na maquete de 1876.
Em 1860, a coletividade resolveu levantar duas torres na igreja, porém a construção apresentou rachaduras o que motivou, em 1875, sua completa demolição.
Por ocasião da edificação da nova matriz, o projeto contemplou a relocação da Igreja mais para o lado, permitindo a reabertura da rua dando acesso à frente da igreja e à praça Tiradentes, sendo ela, então, uma importante via de ligação com a expansão territorial que já estava ocorrendo em direção oeste da igreja.
Em sua pequena extensão, ela passou a ligar a praça Tiradentes indo até o chafariz que havia sido edificado em 1853, lá nos fundos da igreja. Note-se que esse chafariz foi inaugurado quase vinte anos antes do chafariz da Zacarias.
Segundo o historiador Ruy Wachowicz, por tal proximidade com o chafariz a viela chegou a receber a denominação de "Rua do Chafariz", tempos em que a população servia-se diariamente da água que ali brotava, e cuja local também foi chamado de "Chafariz da Rua Fechada".
Em 1886, finalmente, a rua foi formalmente nominada com seu atual topônimo "José Bonifácio".
Infelizmente, o chafariz foi demolido em 1911, após a rede de água e esgoto de Curitiba ser instalada (1908), obrigando a população a aderir ao serviço da água encanada.
Após a demolição do chafariz, o local passou por várias metamorfoses, conforme constata-se nas fotos:
Paulo Grani

A ESCRAVIDÃO EM CURITIBA ANTIGAMENTE

 A ESCRAVIDÃO EM CURITIBA ANTIGAMENTE

Em 1877, o "Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial da Província do Paraná", publicava em suas páginas o número de habitantes que residiam na Província, em 1854, separando-os em pessoas livres e escravas:
Em uma população de 62.258 almas, 52.069 eram livres e 10.189 eram escravos.
Ou seja: 1 escravo para cada 5 livres.
O Almanak era editado com uma grande ampla gama de informações de grande utilidade, muito usado pela população, um Google da época.
Paulo Grani




AS FAMÍLIAS REUNIAM-SE PARA OUVIR RÁDIO

 AS FAMÍLIAS REUNIAM-SE PARA OUVIR RÁDIO



" A invenção do rádio encantou e mudou a vida das pessoas, que passavam a organizar seus horários para ouvir novelas e programas de auditório. Os familiares reuniam-se em torno do aparelho e compartilhavam emoções.


[...] No Brasil a primeira transmissão de rádio ocorreu em 7 de setembro de 1922, durante a comemoração do centenário da Independência do Brasil e o então presidente Epitácio Pessoa, no Rio de Janeiro fez um discurso que foi transmitido pelo equipamento que foi instalado no alto do Corcovado.


Pouco depois desse evento, em 1923, Roquette Pinto fundou a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro que representou a primeira emissora regular do Brasil. A programação foi sendo modificada, mas sempre esteve ligada à cultura, a música e as artes, mas naquela época, eram raras as pessoas que possuíam aparelhos receptores.


Os anos 30 foram marcados também pelo impacto e pela inovação, criou-se a Voz do Brasil pelo departamento de propaganda e difusão cultural do Governo, aparecem os programas de auditório e os primeiros radiojornais.


A partir dos anos 40 a Rádio Nacional passou a fazer parte do patrimônio nacional. Esta emissora se tornou líder de audiência graças as rádio novelas, o Repórter Esso e programas de auditório, que conquistaram o público.


O noticiário “Repórter Esso” fez sua estreia em 1941, transmitido pela Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, e pela Rádio Record, de São Paulo. O locutor era Heron Domingues. Foi o primeiro noticiário de rádio que fazia mais que apenas ler o jornal impresso. As duas frases que ficaram mais famosos no jornal foram “O primeiro a dar as últimas” e “Testemunha ocular da história”. Parou de ir ao ar em 31 de dezembro de 1968, com o locutor às lágrimas se despedindo do público.


Tal como as novelas de hoje, as que eram apresentadas através do rádio marcaram época e tornaram-se o passatempo preferido do público. A primeira radio novela a ser transmitida foi “Em busca da felicidade”, que durou 3 anos e foi escrita por Leandro Blanco, em adaptação de Gilberto Martins. Com essa novela a emissora marcou a primeira autêntica história seriada radiofônica. A novela contava a história de um mocinho valente, uma dama em perigo e um bandido mau. O que tornavam as novelas transmitidas pelo rádio tão especiais era a rica sonoplastia, que chamava a atenção e aguçava a imaginação dos ouvintes.


Na década de 50 é marcada por inovações tecnológicas, como equipamentos menores e mais leves, que poderiam ser levados de um lado para o outro. É a fase do rádio portátil , que amplia a ideia do rádio como simulação do diálogo direto com o ouvinte, a partir do momento que o consumo deixa de ser feito em grupo.


Nos anos 60 começaram a funcionar as rádios de frequência modulada , as FM’s , que são canais abertos dedicados a música que se caracterizavam por ter um formato de show, no qual os programas usam o diálogo com o público e eram segmentados, atendendo diversos gostos distintos dos ouvintes.


A partir de 1970 as inovações são percebidas pela modificação dos aparelhos, que começaram a ser comercializados em dispositivos híbridos que conjugavam inicialmente rádio e toca-discos e depois rádio, toca-discos e toca-fitas, o popular “três em um”. A tecnologia que permitia a gravação em fitas cassete de programas ou músicas veiculadas no rádio.


O rádio tradicional, apesar de ainda ser usado por muito, está perdendo espaço nos dias de hoje por não ter capacidade de interação, dessa forma a evolução não pode parar e surge a Web rádio , que é o serviço de transmissão de áudio via internet com a tecnologia própria, gerando áudio em tempo real, havendo possibilidade de emitir programação ao vivo ou gravada."

(Extraído de smartkids.com.br / Foto: Galeria da Saudades)


Paulo Grani.