| Gotland | |
Falésias calcárias na praia de Langhammar | |
| 57° 30′ N, 18° 33′ L | |
| Geografia | |
|---|---|
| País | |
| Localização | Mar Báltico 57° 30′ N, 18° 33′ L |
| Ponto culminante | Lojsta hed - 82 m |
| Área | 2994 km² |
| Demografia | |
| População | 61 173 (2022) |
| Densidade | 18,4 hab./km² |
| Principal povoação | Visby |
A Gotlândia ou Gotland é a maior ilha da Suécia e do mar Báltico.[1][2][3] Está situada a 90 km a leste da Suécia, assim como a 130 km a oeste da Letónia e 600 km a norte da Polônia.[4][5] A ilha é ao mesmo tempo a província histórica da Gotlândia (Gotland), o condado da Gotlândia (Gotlands län), e a comuna de Gotlândia (Gotlands kommun).[6]
Pertencem à Gotlândia as pequenas ilhas de Fårö e Gotska Sandön ao norte, e as ilhas Stora Karlsö e Lilla Karlsö a oeste.[6][7] A antiga cidade de Visby é simultaneamente a capital da província histórica, a capital do condado e a sede da comuna.[6] É uma antiga urbe hanseática fundada no século X, rodeada de muros medievais praticamente intactos, e dispondo de vários edifícios históricos.[6][8]
Etimologia e uso
O nome geográfico sueco Gotland deriva possivelmente das palavras nórdica "gutar" (o nome do povo habitando a ilha; literalmente, "os homens") e de ”land” (terra ou ilha), significando ”terra dos gutas”. A forma ”Gotland” - com ”o” - parece ser uma influência do baixo-alemão medieval, talvez em combinação erudita posterior com ”goter” (godos). A província está mencionada como "Gutlandi", em escrita rúnica em sueco antigo no século XI, como ”Gutland” na Saga dos Gutas, em gútnico antigo no século XIII, e como ”Gutland” no século XIV.[9][10]
| “ | ”Gutland hitti fyrsti maþr þan sum þieluar hit. þa war gutland so eluist at þet daghum sanc Oc natum war uppj.” | ” |
— Autor desconhecido, Saga dos Gutas | ||
A forma Gotlândia é um aportuguesamento consagrado em textos em português, embora a forma original Gotland pareça ter igualmente uso considerável na língua portuguesa.[11][12]
História
O antigo nome da ilha é Gutland, e o nome dos seus habitantes Gutar (APORTUGUESADO Gutas). Os Alemães alteraram todavia o nome para Gotland, e os Suecos passaram a designar os habitantes de Gotlänningar (LITERALMENTE Gotlandeses).[13][14]
A Saga dos Gutas – escrita no século XIII – conta-nos que a Gotland era uma ilha encantada – desaparecendo debaixo de água durante o dia e vindo à superfície durante a noite. Esse encanto teria sido quebrado pela visita do primeiro humano à ilha, quando Tjelvar pôs o pé em terra e acendeu um fogo.[15]
Hoje em dia, sabemos que a Gotland é habitada desde a Idade da Pedra. Os seus primeiros habitantes teriam aí chegado há uns 8 000 anos, sendo a ligação destes ao mar atestada por vestígios arqueológicos da Idade do Bronze e por pedras decoradas com barcos da Idade do Ferro.[16]
Durante a Era Viking, a ilha foi um centro de comércio e um reduto de pirataria no mar Báltico. Numerosos tesouros de prata indicam a sua prosperidade.[15][16]
No início da Idade Média, a Gotland gozava de considerável autonomia.[17] Os seus camponeses e comerciantes - com a cidade de Visby como centro – estavam unificados e orientados para o comércio marítimo com o leste.[16] Todavia, um conflito crescente entre os comerciantes alemães de Visby e os grandes camponeses da ilha acabou por fazer deflagrar uma guerra civil. O rei sueco Magnus Ladulås interveio em 1288, permitindo a vitória de Visby e assegurando ao mesmo tempo o domínio da Suécia.[18][16] No século XIII e XIV, a Gotland teve o seu período de riqueza e poder, integrada no círculo da Liga Hanseática.[15][6] Em 1361, a Gotland passou a ser dinamarquesa, quando o rei Valdemar Atterdag conquistou a ilha, pondo assim fim ao período de prosperidade e grandeza.[18] Embora sendo formalmente possessão dinamarquesa, a ilha foi assediada e até conquistada por vários invasores estrangeiros.[16] 300 anos depois, em 1645, a Gotland foi recuperada pela Suécia, pela Paz de Brömsebro, passando a ser sueca até aos nossos dias.[18][6][19]
Em 1678, Johan Cedercrantz foi nomeado governador (em sueco: landshövding) do Condado da Gotlândia.[6] Hoje em dia, a Princesa Leonor da Suécia é a duquesa de Gotlândia, título que lhe foi oferecido pelo avô, o Carlos XVI Gustavo, em honra do seu nascimento.[20]
Geografia
A Gotlândia é um grande rochedo planáltico de calcário - predominantemente plano - em pleno Mar Báltico, a cerca de 90 km da Suécia continental.[2] Tem um comprimento de 170 km e uma largura de 50 km.[21] Através dos tempos, as vagas e os ventos modelaram falésias (raukar) e grutas ao longo das costas da ilha.[6] Seu ponto mais alto é Lojsta Hed a apenas 83 metros acima do nível do mar.[6] Esta ilha está localizada numa das áreas com maior número de horas de sol da Suécia.[22][23][24]
Maiores centros urbanos
- Visby, 22 000
- Hemse, 1 800
- Slite, 1 600
- Klintehamn, 1 400
- Vibble, 1 100
Economia

A sua economia distingue-se da economia do resto da Suécia, devido a ter um maior número de pessoas trabalhando no setor agrícola — cerca de 8% — e um menor número na indústria — uns 15%. Cerca de metade da força de trabalho está concentrada na área de Visby.[17][6]
A agricultura é um setor importante, com realce para o cultivo de beterraba-sacarina, morangos, batatas e cereais. A criação de ovelhas, vacas e porcos está aliada à produção de leite, carne de vaca e de porco. A indústria conta com 10 empresas com mais de 50 empregados, com relevo para a produção metalo-mecânica, alimentar e de cimento.[17][25][26]
A Gotlândia é igualmente uma grande atração turística, especialmente no verão. O turismo ocupa umas 2 000 pessoas, recebendo a ilha anualmente mais de 600 000 turistas.[6][27]
Transportes
A Gotlândia não tem vias férreas desde os anos 60. Os transportes internos são assegurados por uma rede de linhas de autocarros/ônibus. Visby está ligada diariamente por barco a Nynäshamn e Oskarshamn, e por avião a Norrköping e Estocolmo na Suécia continental.[28][29][30][6]
Património turístico
A Gotlândia é uma grande atração turística, especialmente no verão. Tem um dos maiores números de horas de sol da Suécia – cerca de 2000, em Visby e Hoburg.[31][32][33]
Entre os pontos turísticos mais procurados atualmente estão:
- Visby (A "cidade hanseática de Visby", Património Cultural da Humanidade)[34]
- Grutas de Lummelunda, com mais de 4 km de galerias[35]
- Póneis selvagens da raça Gotlandsruss em Lojsta[36]
- A pequena ilha de Stora Karlsö, onde numerosas aves fazem ninho.[6]
- As falésias (raukar) de Hoburgen[6]
- 13 500 vestígios arqueológicos[37]
- 92 igrejas medievais[38]
- 800 km de costa com praias e falésias (raukar)[39]
GOTLÂNDIA: A ILHA HISTÓRICA DO MAR BÁLTICO
Localização e Divisão Administrativa
Etimologia e Origem do Nome
“Gutland hitti fyrsti maþr þan sum þieluar hit. þa war gutland so eluist at þet daghum sanc Oc natum war uppj.” (Tradução livre: “Gutland foi encontrada pelo primeiro homem chamado Tjelvar. Antigamente, a ilha era tão encantada que afundava de dia e só surgia à superfície durante a noite.”)
História: De Lenda a Território Estratégico
Era Viking e Idade Média
Séculos Posteriores até a Atualidade
Geografia e Clima
Principais Centros Urbanos
- Visby: aproximadamente 22.000 habitantes
- Hemse: cerca de 1.800 habitantes
- Slite: cerca de 1.600 habitantes
- Klintehamn: cerca de 1.400 habitantes
- Vibble: cerca de 1.100 habitantes
Economia
- Agricultura: Emprega cerca de 8% da população, mais do que a média nacional. Destacam-se o cultivo de beterraba-açucareira, morangos, batatas e cereais, além da criação de ovelhas, gado bovino e suíno, com produção de leite e carne.
- Indústria: Representa cerca de 15% dos empregos. Conta com poucas empresas de grande porte — apenas dez com mais de 50 trabalhadores — e atua principalmente nos setores metalo-mecânico, alimentício e de fabricação de cimento.
- Setor de Serviços e Turismo: Cerca de metade da força de trabalho está concentrada na região de Visby. O turismo é uma das principais fontes de renda: a ilha recebe mais de 600 mil visitantes por ano, especialmente no verão, e mantém cerca de 2 mil postos de trabalho ligados diretamente ao setor.
Transportes
- Ferrovias: Não existem mais linhas férreas na ilha desde a década de 1960.
- Transporte interno: Realizado por meio de uma rede de linhas de ônibus que conectam as localidades.
- Ligação com o continente: Visby conta com voos regulares para Estocolmo e Norrköping, e serviços diários de balsa até os portos de Nynäshamn e Oskarshamn, na Suécia continental.
Patrimônio e Turismo
- Cidade de Visby: Patrimônio Cultural da Humanidade, com muralhas medievais bem preservadas, ruas de paralelepípedos e construções da época hanseática.
- Grutas de Lummelunda: Sistema de cavernas com mais de 4 km de galerias abertas à visitação.
- Formações rochosas de Hoburgen: Conjunto de falésias e rochas esculpidas pela natureza.
- Ilha de Stora Karlsö: Reserva natural, ponto de reprodução de várias espécies de aves marinhas.
- Cavalo Gotlandsruss: Raça de pôneis nativos que vivem soltos na região de Lojsta.
- Patrimônio histórico: 13.500 sítios arqueológicos registrados e 92 igrejas construídas durante a Idade Média.
- Costa: Mais de 800 km de litoral, com praias e formações rochosas características, como as de Slite e Hoburgen.
- Costa da Gotlândia, com as suas típicas falésias (raukar)
- Valve no inverno
- A Igreja de Tofta
- A praia de Slite