Maria Alexandrina de Almeida (São Francisco de Chagas da Barra do Rio Grande - 1791 — Santa Luzia - 1879), primeira baronesa de Santa Luzia, foi uma nobre brasileira.
Casou-se em primeiras núpcias com o Barão de Santa Luzia, Comendador Manuel Ribeiro Vianna (1768-1844), Tenente-coronel das Ordenanças de Macaúbas.

Biografia
Nasceu no Distrito da Paz, paróquia de São Francisco das Chagas, Vila da Barra (então Bispado de Pernambuco), atual Barra, no vale são-franciscano da Bahia. Descendente de mineradores de Lençóis, Bahia.[1] Teve como padrinho de batismo Dom Pedro II.[2]
Filha do Coronel José Joaquim de Almeida.
Casou-se com Manuel Ribeiro Viana em 23 de outubro de 1824. Após a morte do cônjuge, casou-se com Quintiliano Rodrigues da Rocha Franco.
Em 1881 recebeu no Solar da Baronesa, o imperador D. Pedro II, que lá ficou hospedado junto de sua comitiva.
Ao lado do esposo, fundou o Hospital de São João de Deus, destinado às pessoas carentes e o Teatro de Santa Luzia, construído para celebrações de aniversário natalício de Dom Pedro I, em 1825.
A Igreja Matriz de Santa Luzia possui lustres de cristais que foram doados pela baronesa.[3]
Recebeu do imperador o monopólio da venda de sal na região. Morreu de embolia cerebral em 2 de julho de 1897 e foi enterrada com joias.[4]
Homenagens
O bairro Baronesa em Santa Luzia, Minas Gerais, foi assim denominado em homenagem à dona Maria Alexandrina.[5]
Em 2019 foi homenageada em Santa Luzia, na data em que se completou 140 anos de sua morte, evento realizado no Solar da Baronesa e que contou com a presença de mais de 50 pessoas, além de ter sido rezada em seu nome uma missa, pelo pároco Felipe Lemos de Queiróz, no oratório deste solar, mesmo local onde havia se casado, pela primeira vez.[6]
Referências
- «A velha necrópole de Barra – Meus Sertões». Consultado em 11 de março de 2023
- Alvarenga, Susiely (2012). «As viagens de D. Pedro II à Província de Minas Gerais em 1881 : festividades, política e ciência.». Consultado em 11 de março de 2023
- «O imponente Solar da Baronesa, na Rua Direita – Luzias». Consultado em 11 de março de 2023
- «A velha necrópole de Barra – Meus Sertões». Consultado em 11 de março de 2023
- Entretenimento, Portal Uai (14 de junho de 2018). «Ambientado na periferia de BH, 'Baronesa', de Juliana Antunes, chega aos cinemas». Portal Uai Entretenimento. Consultado em 11 de março de 2023
- «Santa Luzia celebra os 140 anos da morte de sua baronesa». Prefeitura Municipal de Santa Luzia. Consultado em 11 de março de 2023
Maria Alexandrina de Almeida: A Primeira Baronesa de Santa Luzia
Origem e Família
Vida Matrimonial e Títulos
Realizações e Contribuições
- Instituições de apoio social: Ao lado do primeiro esposo, fundou o Hospital de São João de Deus, uma das primeiras instituições de atendimento gratuito a pessoas carentes da região.
- Cultura e eventos: Em 1825, construiu o Teatro de Santa Luzia, inicialmente para celebrar o aniversário do imperador Dom Pedro I, tornando-se um espaço permanente para manifestações artísticas e sociais.
- Patrimônio religioso: Doou lustres de cristal de grande valor para a Igreja Matriz de Santa Luzia, que até hoje fazem parte do acervo e da beleza do templo.
- Reconhecimento e privilégios: Recebeu do governo imperial o monopólio da venda de sal em sua região, atividade que garantiu ainda mais riqueza e influência à sua família.
- Hospedagem à realeza: Em 1881, recebeu em seu Solar da Baronesa a visita do imperador Dom Pedro II e de toda a sua comitiva, durante uma viagem pela região.
Falecimento e Legado
- O bairro Baronesa, em Santa Luzia (Minas Gerais), recebeu esse nome em sua homenagem.
- Em 2019, quando se completaram 140 anos de sua morte, foi realizada uma cerimônia no Solar da Baronesa, com missa rezada em seu nome no mesmo oratório onde ela havia se casado pela primeira vez.