quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Carlos Belz Nascido a 25 de janeiro de 1881 (terça-feira) - Curitiba, PR, Brasil Baptizado a 25 de janeiro de 1881 (terça-feira) - Curitiba, Parana, Brazil Falecido a 29 de setembro de 1953 (terça-feira) - Curitiba, PR, Brasil, com a idade de 72 anos

  Carlos Belz Nascido a 25 de janeiro de 1881 (terça-feira) - Curitiba, PR, Brasil Baptizado a 25 de janeiro de 1881 (terça-feira) - Curitiba, Parana, Brazil Falecido a 29 de setembro de 1953 (terça-feira) - Curitiba, PR, Brasil, com a idade de 72 anos

Carlos Belz: Uma Vida Tecida com Amor, Perda e Esperança — O Homem que Construiu um Legado em Curitiba

Por uma voz que ainda ecoa nas ruas de Curitiba, nos sussurros das árvores do Paraná, e no coração de oito filhos que carregaram seu nome como uma bênção.


O Nascer de uma Alma em Terras Paranaenses

Em 25 de janeiro de 1881, sob o céu sereno de Curitiba — então uma cidade de ruas de terra batida, igrejas de pedra e sonhos alemães plantados no solo brasileiro — nasceu Carlos Belz. Terça-feira. Um dia comum, mas para os Belz, foi o início de uma história extraordinária.

Na mesma data, foi batizado na Igreja Evangélica Luterana, selando sua entrada no mundo com a bênção da fé e da comunidade. Seus pais, Carl Hermann Belz e Friederika Dorothea Zimmermann, eram imigrantes alemães que trouxeram consigo não apenas suas tradições, mas também o espírito de trabalho, resiliência e amor à família — valores que Carlos herdaria e transformaria em legado.


A Infância: Entre o Amor dos Pais e as Sombras da Perda

Carlos cresceu cercado por irmãos — muitos irmãos. Em uma época em que a mortalidade infantil era alta, a casa dos Belz era um ninho vibrante, cheio de vozes, risadas e lágrimas. Ele tinha ao menos 14 irmãos, alguns que partiram cedo, como Elisa Belz, que faleceu ainda bebê em 1881, e Ida Zimmermann Belz, que viveu apenas 13 meses em 1892.

Mas foram os irmãos que permaneceram que moldaram sua infância: Maria (que morreu jovem, aos 38 anos, em 1912), Emma, Carl Rudolph, Rodolfo (sim, dois Rodolfos!), Germano, Ema, Eduardo, Ida Emma Wilhelmina, Anna e Elisa.

Ele viu o avô materno, Johann Friedrich Zimmermann, partir em 1888, aos 7 anos. Viu a avó, Florine Frederike Dorothea Helwig, ir-se em 1894. E, aos 17 anos, sofreu a perda mais profunda: a morte do pai, Carl Hermann Belz, em 1898.

Foi nesse momento que Carlos, ainda adolescente, começou a entender o peso da vida — e a responsabilidade de ser homem, filho, irmão e futuro provedor.


O Amor que Transformou Tudo: Helena Schwind

Em 10 de setembro de 1904, aos 23 anos, Carlos casou-se com Helena Schwind — uma união que se tornaria o alicerce de toda sua vida adulta. Helena, nascida em 1885, era a companheira ideal: forte, dedicada, devota e amorosa. Juntos, construíram um lar onde o amor era mais forte que qualquer adversidade.

Eles tiveram oito filhos, todos nascidos em Curitiba, todos amados profundamente:

  • Thereza Belz (1905–1995) — a primogênita, que acompanhou o pai até seus últimos dias.
  • Elza Olga Belz (1906–2002) — a segunda, cujo nome ecoa a beleza e a força da mãe.
  • Alvin Hermann Belz (1909–?) — o primeiro filho varão, batizado em 1º de janeiro de 1910.
  • Albino Germano Belz (1909–1969) — gêmeo de Alvin, cuja vida foi marcada pela doença, mas também pelo carinho da família.
  • Isolda Flora Belz (1915–1996) — nascida em plena Primeira Guerra Mundial, ela trouxe esperança em tempos sombrios.
  • Irma Elli Belz (1918–2005) — a quinta filha, que testemunhou a ascensão da família em meio às turbulências do Brasil do século XX.
  • Eli Irene Belz (1920–1920) — a filha que partiu cedo, em dezembro de 1920, aos poucos meses de vida. Sua morte deixou uma marca indelével no coração de Carlos e Helena.
  • Gilda Elvira Belz (1923–2003) — a penúltima, cuja vida foi longa e repleta de histórias.
  • Norma Belz — cujo destino permanece envolto em mistério, talvez tenha falecido jovem ou tenha vivido fora dos registros oficiais.

Cada filho foi uma bênção, cada nascimento uma celebração, cada partida — como a de Eli Irene — um golpe no peito. Mas Carlos e Helena nunca desistiram. Continuaram a amar, a criar, a rezar.


A Maturidade: Entre a Dor e a Força

Carlos viveu tempos difíceis. Viu irmãos partirem: Maria em 1912, Ida Emma em 1938, Ema em 1945, Eduardo em 1944, e Germano em 1951 — seu irmão mais novo, que partiu aos 68 anos, apenas dois anos antes dele.

Em 1940, perdeu a mãe, Friederika, aos 88 anos — uma mulher que viveu o suficiente para ver seus netos crescerem, mas não o suficiente para ver Carlos envelhecer.

E então, em 1953, chegou o fim.


O Fim de uma Era: 29 de Setembro de 1953

Carlos Belz faleceu em 29 de setembro de 1953, aos 72 anos, em Curitiba. Terça-feira novamente — como o dia em que nasceu. Talvez fosse o destino: começar e terminar em um mesmo dia da semana, como se o tempo houvesse fechado um ciclo sagrado.

Sua morte foi sentida por todos — pelos filhos, pelos irmãos sobreviventes, pelos netos, pelos vizinhos, pelos amigos da igreja, pelos comerciantes da cidade. Ele não era apenas um homem; era uma instituição familiar, um símbolo de resistência, de amor incondicional, de trabalho honesto.


O Legado de Carlos Belz

Carlos Belz não deixou fortuna, nem palácios, nem títulos. Deixou algo muito mais valioso: uma família unida, educada, amorosa e resiliente.

Seus filhos — Thereza, Elza, Alvin, Albino, Isolda, Irma, Gilda — tornaram-se pais, mães, avós, professores, trabalhadores, cidadãos honrados. Cada um carregou dentro de si o espírito de Carlos: a paciência, a dedicação, o amor à família, a fé inabalável.

Hoje, em 2025, seus descendentes espalham-se pelo Brasil, mas muitos ainda vivem em Curitiba — onde tudo começou. E quando caminham pelas ruas do Centro, passam por igrejas luteranas, veem nomes alemães nas placas, ouvem histórias de imigração... lembram-se dele.

Carlos Belz foi um homem simples, mas grandioso. Não precisou de reconhecimento público para ser eterno. Basta olhar para seus filhos, netos e bisnetos — e ver neles o rosto, o sorriso, o olhar firme e bondoso de um homem que amou profundamente, sofreu intensamente, e viveu com dignidade.


Palavras Finais: Para Carlos, de Seus Filhos e Netos

“Pai, você nos ensinou que a vida é feita de momentos — alguns felizes, outros dolorosos. Mas você sempre esteve presente. Nos abraçou quando chorávamos, nos animou quando desistíamos, nos guiou quando errávamos. Você não foi perfeito, mas foi nosso herói. E hoje, mesmo depois de tantos anos, ainda sentimos sua falta. Mas também sentimos seu amor — vivo, pulsante, eterno.”


Carlos Belz — 25 de janeiro de 1881 – 29 de setembro de 1953.

Um homem. Uma vida. Um legado.

Que sua história continue sendo contada — não apenas em livros, mas em corações.

  • Nascido a 25 de janeiro de 1881 (terça-feira) - Curitiba, PR, Brasil
  • Baptizado a 25 de janeiro de 1881 (terça-feira) - Curitiba, Parana, Brazil
  • Falecido a 29 de setembro de 1953 (terça-feira) - Curitiba, PR, Brasil, com a idade de 72 anos

 Pais

 Casamento(s) e filho(s)

 Irmãos

(esconder)

 Acontecimentos

25 de janeiro de 1881 :
Nascimento - Curitiba, PR, Brasil
25 de janeiro de 1881 :
Baptismo - Curitiba, Parana, Brazil
10 de setembro de 1904 :
MARR - Curitiba, Parana, Brazil
--- :
Casamento (com Helena Schwind)
29 de setembro de 1953 :
Morte - Curitiba, PR, Brasil


 Fontes

  • Pessoa:
    - Árvore Genealógica do FamilySearch - 24 OCT 2024 - Adicionado através de um Record Match - Discovery - 40001:880636165:
    - César Hübsch - Hübsch Web Site

    Árvore genealógica da MyHeritage

    Site de família: Hübsch Web Site

    Árvore genealógica:329290561-1 - Discovery - 329290561-1 - Carl Michael Julius Belz - 15 NOV 2024 (Smart Matching)


188125 jan.
188125 jan.
18836 abr.
2 anos

Nascimento de um irmão

188629 mar.
5 anos

Nascimento de uma irmã

188821 jun.
7 anos
189018 mar.
9 anos

Nascimento de um irmão

18921 jan.
10 anos
189211 fev.
11 anos
189412 jul.
13 anos
189426 set.
13 anos
18985 ago.
17 anos
190410 set.
23 anos
190511 mar.
24 anos

Nascimento de uma filha

190628 set.
25 anos

Nascimento de uma filha

19092 out.
28 anos

Nascimento de um filho

 
Baptismo a 1 de janeiro de 1910 (Curitiba, Parana, Brazil)
190920 out.
28 anos
191222 maio
31 anos

Morte de uma irmã

191222 maio
31 anos

Morte de uma irmã

191517 out.
34 anos

Nascimento de uma filha

19181 out.
37 anos
1920
39 anos

Nascimento de uma filha

 
Baptismo em 1920 (Curitiba, Parana, Brazil)
192013 dez.
39 anos

Morte de uma filha

192321 jan.
41 anos

Nascimento de uma filha

19386 mar.
57 anos
194016 abr.
59 anos
194411 mar.
63 anos

Morte de um irmão

 
Brasil
19459 dez.
64 anos

Morte de uma irmã

19516 jul.
70 anos
195329 set.
72 anos


Antepassados de Carlos Belz

Johann Belz 1800-1872 Caroline Schunemann 1826- Johann Friedrich Zimmermann 1821-1888 Florine Frederike Dorothea Helwig 1825-1894
| | |- 1850 -|



 


| |
Carl Hermann Belz 1848-1898 Friederika Dorothea Zimmermann 1852-1940
|- 1873 -|



|
Carlos Belz 1881-1953


Descendentes de Carlos Belz

  





















Cebolinha e Xaveco: HQ "Paquera no Parque"

 

Cebolinha e Xaveco: HQ "Paquera no Parque"


Mostro uma história em que o Cebolinha ajuda o Xaveco a namorar uma garota por quem estava apaixonado. Com 14 páginas, foi publicada em 'Parque da Mônica Nº 99' (Ed. Globo, 2001).

Capa de 'Parque da Mônica Nº 99' (Ed. Globo, 2001)

Escrita por Emerson Abreu, no Parque da Mônica, Cebolinha procura alguém para participar do seu novo plano infalível contra a Mônica, encontra o Xaveco, que pede silêncio porque ele está se escondendo, não da Mônica, mas da Bia, menina por quem está está apaixonado. 

Cebolinha pergunta por que não vai falar com ela e Xaveco responde que não tem coragem e faria qualquer coisa se alguém ajudasse a conquistá-la. Cebolinha propõe ajudar se Xaveco participar do seu plano contra a Mônica. Xaveco dá gargalhada e debocha que logo Cebolinha que não ganha nenhuma menina quer ajudá-lo, mas aceita a ajuda.

Cebolinha produz o Xaveco para o primeiro encontro com a Bia, dizendo que é preciso uma minhoca suculenta para fisgar o maior peixe e Xaveco acha que tem que chamar a Bia para pescar. Cebolinha fala que é para chegar nela gentilmente e convidá-la para um passeio. Xaveco fala que vai chamar para dar um rolé no "Brinquedão" e Cebolinha diz que tem que comparar os olhos dela com as estrelas do céu e os cabelos com as ondas do mar, como uma poesia.

Nesse instante, Titi chama a Bia para dar um rolé no "Brinquedão", ela aceita na hora e ganha a garota, deixando Xaveco desolado que a perdeu. Só que logo em seguida, Aninha descobre a traição e taca bolinhas no Titi, deixando Bia desimpedida de novo. Xaveco tenta de novo conquistar a Bia, declama saltitante poesia de batatinha quando nasce, esparrama pelo chão, vê que ela sumiu e estava indo para a "Tumba do Penadinho".

Os meninos vão até lá, Xaveco se assusta com o Penadinho e depois encontram a Bia olhando a cena do Lobisomem apaixonado. Xaveco vai falar com ela, que diz que é bonitinho esse brinquedo. Xaveco acha muito romântico, mas se assusta com a transformação do Lobisomem e sai correndo desesperado da "Tumba do Penadinho", fazendo escândalo pelo Parque em cima do Cebolinha.

Depois, veem Bia indo para a piscina de bolinhas. Xaveco tropeça e cai em cima de um menino que estava lá. O irmão mais velho dele tenta bater no Xaveco, que foge correndo. Em seguida, Bia vai a caminho do "Carrossel do Horácio", Cebolinha manda Xaveco distrair a Bia até voltar porque quer provocar um ciúme na garota.

Xaveco fala com a Bia, Cebolinha volta disfarçado como Ceboleia, a fã Nº 1 do Xaveco, dizendo que adora o personagem do Parque da Mônica, é fofinho que dá vontade de apertar as bochechas e que adora os gibis dele. Xaveco fala que não tem gibi e Ceboleia corrige que adora as pontas que ele faz nas histórias dos outros. Xaveco diz que só aparece para equilibrar uma cena com uma moita do outro lado.


Os três brincam pelo Parque da Mônica todo e no final da tarde, antes de irem embora, Bia fala para o Xaveco que adorou passar a tarde com ele e pergunta se podem voltar amanhã para brincar mais. Xaveco diz que adoraria, mas está completamente apaixonado pela Ceboleia, finalmente encontrou alguém que gosta dele pelo que é e vai pedi-la em namoro.

Cebolinha revela sua identidade e que era tudo um plano para Xaveco conquistar a Bia e que ela estava quase caindo. Bia bate nos dois para aprenderem a não fazê-la de boba. Mônica aparece, vê os meninos surrados e os leva para a enfermaria do Parque. No final, Xaveco diz que não sabe o que fazer, saiu de uma paixão impossível para cair em outra e Cebolinha também no mesmo dilema, os dois estão apaixonados pela Mônica sendo enfermeira e fazendo curativos neles.

Uma boa história história em que o Cebolinha ajuda o Xaveco a conquistar a menina Bia, só que as trapalhadas do Xaveco e alguns imprevistos dificultaram tudo. Até que depois de conseguir brincar a tarde toda com a Bia no Parque junto com o Cebolinha fantasiado de Ceboleia, Xaveco conseguiria conquistar a Bia se não falasse que se apaixonou pela Ceboleia e Cebolinha precisar revelar que era tudo um plano infalível. Depois de apanharem da Bia, recebem cuidados da Mônica e acabam apaixonados por ela.

História girou na arte da conquista, como conquistar uma garota quando se é tímido. Xaveco não conseguia se aproximar da Bia, conseguiu por causa do Cebolinha, mas Xaveco não soube aproveitar pelos seus deslizes. Xaveco foi muito bobo, empolgou-se tanto nas brincadeiras que esqueceu que Ceboleia era o Cebolinha e estragou o plano que já tinha dado certo, já estava quase namorando a Bia. Xaveco se apaixonou e como não poderia namorar o Cebolinha, teve que revelar que era um plano. 

Interessante que mais uma vez apanharam de uma menina, não levaram surra da Mônica, mas da Bia, pois não gostou de ser enganada. De alguma forma tem que apanhar de alguém nessas histórias de planos, só que não se deram tão mal por completo. O plano contra a Mônica que o Cebolinha queria que o Xaveco participasse e condição de ajudar no namoro do Xaveco e Bia acabou desistindo por terem se apaixonado por ela.

Mônica ficou bem compreensível e prestativa nessa história com pena e fazendo curativos nos meninos no lugar de uma enfermeira de verdade, não à toa que se apaixonaram por ela. Um certa descaracterização da Mônica, poderia apenas levá-los para a enfermaria para enfermeira cuidar, não ela. Poderia até terminar também na página anterior com a Bia dando surra neles, mas quis ter uma presença da Mônica, não apenas ser citada. Nas histórias do Parque, Mônica costumava sempre aparecer, nem que fosse em aparições rápidas, foram poucas que ela não apareceu.

Foi mostrado que Xaveco se apaixona e desapaixona fácil, se apaixonou por 3 na mesma história, e vimos que Bia era menina fácil de conquistar, era só ir direto. No primeiro convite direto do Titi, aceitou sair com ele, se Xaveco fosse mais rápido e não caísse na lábia de poesia do Cebolinha já teria a conquistado na primeira tentativa. Titi também não perde uma, primeira menina que vê  já dar em cima, Aninha foi rápida em descobrir a traição do namorado e tirar o barato dele.

Não teve coerência o Xaveco se assustar com o Penadinho logo de cara ao entrar na "Tumba do Penadinho" e depois se assustar com a transformação do Lobisomem e fazer escândalo no Parque por causa disso, como se Xaveco nunca tivesse ido no brinquedo do Parque e ele sempre estava lá assim como os outros personagens. Xaveco mais uma vez sendo citado que é personagem secundário que faz ponta nas histórias dos outros, e foi até um motivo de se apaixonar pela Ceboleia de ter dito que é personagem secundário. Xaveco e Denise passaram a ter mais destaque por causa do Emerson, mas sempre frisando em algum momento que eles eram secundários, bem repetitivo.

Histórias do Emerson eram marcadas pelas tiradas e algumas de destaque engraçadas nessa foram as de Cebolinha reconhecer que quem participa seus planos é trouxa e que seus planos são horríveis ao comparar com a rima do Xaveco, a gargalhada e o deboche de logo Cebolinha que não ganha nenhuma menina como tem capacidade de ajudar alguém, Xaveco achar que iria para pescaria quando Cebolinha disse sobre minhocas suculentas, Xaveco dizer que só não é capaz de fazer coreografia da "Britinei Espirro" (Britney Spears) com caixa de ovos na cabeça por já ter feito isso antes, Cebolinha falar que Xaveco é "homem corajoso" e logo depois ele se assustar com o Penadinho, Ceboleia perguntar pelo gatão do Cebolinha e que era ele mesmo.

A Bia apareceu só nessa história, como de costume de personagens criados para aparição única. É incorreta atualmente por ter namoro e paquera entre crianças, traição do Titi, meninos aparecerem surrados e com olhos roxos, além de palavras, gírias e expressões populares proibidas como "caió", "jacu", "dar a língua nos dentes", "precisar de minhoca suculenta para fisgar o maior peixe". Tiveram erros de Xaveco falar com língua de fora no 1º quadro da página 10 do gibi e formato do nariz em "^" no 2º quadro da página 14 do gibi.

Os traços ficaram bons, ainda no estilo dos anos 1990. Não teve caretas, características de histórias escritas pelo Emerson, só personagens saltitantes e debochados e as linguinhas de fora marcantes nas histórias do Emerson não foram com tanta frequência, só em alguns momentos. As caretas em exagero ficaram mais frequente ao longo dos anos 2000 em diante. O cabelo da Bia pareceu com a da Denise, principalmente na capa da revista, apesar da Denise já ter aparecido com cabelo assim algumas vezes, mas só ficou em definitivo em 2002.

Mônica: HQ "Dia dos Namorados..."

 

Mônica: HQ "Dia dos Namorados..."


Em junho de 1995, há exatos 30 anos, estava nas bancas o gibi com a história "Dia dos Namorados" em que só a Mônica não tinha namorado e resolve arrumar um cartão de Dia dos Namorados para não sofrer bullying das outras meninas. Com 15 páginas, foi publicada em 'Mônica Nº 101' (Ed. Globo, 1995).

Capa de 'Mônica Nº 101' (Ed. Globo, 1995)

Mônica ouve conversa da Sofia e Magali que amanhã será o grande dia. Sofia fala que não será grande dia para a Mônica porque é dia 12 de junho, Dia dos Namorados, dia de receber cartões dos  namorados, docinhos, declarações e Mônica vai receber nada porque não tem namorado. Mônica fala que vai receber um cartão de Dia dos Namorados, não diz de quem, mas vai ser o maior e mais lindo cartão que já viram. 

As meninas vão embora com Sofia dizendo que gente quando tem inveja, inventa cada coisa. Mônica fica com ódio da Sofia e da Magali também, só porque elas têm namorado que pensam que são as tais. Mônica resolve comprar um cartão na papelaria e mandar para ela mesma, ninguém precisa saber. Só que quando chega na papelaria, Sofia está lá ajudando o pai por causa do movimento que aumentou com o Dia Dos Namorados.

Mônica acaba comprando o maior e lindo lápis que tinha na papelaria, lamenta que esqueceu que a Sofia é filha do dono da papelaria, gastou todo dinheiro dela à toa e se desenhar um cartão vai ficar na vista e começa a chorar. Cebolinha aparece reclamando do choro alto, Mônica conta que vai ser a única menina do bairro que não vai receber cartão do Dia dos Namorados, todos vão rir dela e daria tudo para receber um. 

Cebolinha diz que poderia mandar um cartão para ela em nome de um admirador secreto só que em troca de nunca mais bater nele pelo resto da vida. Mônica não aceita, Cebolinha vai diminuindo tempo e chegam acordo de uma semana sem bater nele. Cebolinha a xinga para testar, Mônica fica com raiva, não bate, mas manda caprichar no cartão e ele diz que será muito mais que um simples cartão.

Chega o Dia dos Namorados, Sofia e Magali recebem cartões e presentes de seus namorados e Sofia quer ir na casa da Mônica ver cartão que ela recebeu. Magali fala que a Mônica disse aquilo só para não ficar por baixo e Sofia faz questão de conferir. Mônica vai na caixinha de correios para ver se cartão chegou, Sofia e Magali aparecem, Sofia diz que quer ver o maior e lindo cartão da Mônica, que confere a caixa e tinha um cartão mixuruca dizendo que "Neste dia, dou meu coração". 

Mônica puxa a corda e sai um coração de dentro da caixa, as meninas se desesperam, acham que ele morreu e Magali vê que era um coração de borracha, não de verdade. Mônica acha romântico e Sofia, de muito mau gosto e parece mais trote do que cartão. Em seguida, Cebolinha aparece fantasiado de carteiro e entrega um cartão para Mônica. Quando lê, o cartão diz que era uma adorada dentuça, que apesar de feia e tonta, ele a ama e virando página tem caricatura da Mônica.

Sofia dá gargalhada, falando que até no Dia dos Namorados fazem a Mônica de palhaça, Magali esconde riso e Sofia e outras meninas cantam que a Mônica não tem namorado, fazendo ela chorar. Cebolinha fica com pena, aparece falando que ele é o namorado da Mônica, que não teve tempo de mandar cartão para ela e escreve declarações de amor no muro.  

Magali acha que foi a coisa mais romântica que já viu, Sofia e as meninas ficam com inveja e lamentam que só receberam um cartãozinho mixuruca e vão embora. Depois, só os dois juntos, Cebolinha pergunta se ele consertou tudinho a tempo e que vai continuar a ficar uma semana sem bater nele. Mônica diz que não vai bater nele, vai fazer outra coisa e termina lhe dando vários beijos e Cebolinha reclama que vai ser uma semana que vai custar a passar.

História muito divertida, cheia de reviravoltas, em que a Mônica não tem namorado e para não ser motivo de chacota tenta enganá-las que recebeu um cartão de Dia dos Namorados assim como elas. Na tentativa frustrada de comprar cartão na papelaria onde a Sofia estava ajudando o pai, Cebolinha envia cartão para a Mônica, só que não perdeu oportunidade azucriná-la e para corrigir o erro inventa que é namorado dela e faz declarações de amor escritas no muro, deixando Sofia e as meninas com inveja. 

Mônica não devia ficar triste porque as meninas tinham namorado e ela não não, podia ser mais segura de si e não querer ser igual às outras, ser mais autêntica já eliminaria seus problemas. Até gastar todo seu dinheiro que economizava em um lápis ela fez. Cebolinha foi sacana de xingar a Mônica no cartão, isso que já tinha feito acordo que não apanharia da Mônica se fizesse tudo certo. Consertou a burrada a tempo com os rabiscos no muro, só que teve castigo da mesma forma, preferia surra do que ser beijado pela Mônica no final. Pelo menos seguiu a consciência dele de não se sentir culpado pelo bullying que a Mônica sofreu das meninas.

Sofia também foi má de fazer questão de desmascarar que a Mônica não tinha namorado, já estava na cara que a Mônica disse aquilo para não ficar por baixo, mas queria ver com próprios olhos que a Mônica não receberia cartão e desmoralizá-la. Engraçado a Magali compartilhar as zoações da Sofia, esconder riso e nem para defender a Mônica, ficou diferente do que como era de sempre dar conselhos e ajudar a desvendar os planos contra a melhor amiga. Interessante Sofia e Magali não desconfiarem que o carteiro era o Cebolinha por ele trocar "R" pelo "L".

Legal o Cebolinha ter enviado um coração de borracha como se fosse dele que tinha tirado o próprio coração para dar para a Mônica e as reações delas pensando que o admirador morreu por causa da Mônica. Uns acham romântica, outros macabra essa atitude. Poderia ter sido só isso que já amenizava a situação da Mônica, mas mesmo assim não tinha convencido a Sofia que a Mônica tinha namorado porque achou que era um trote.

Sofia e as meninas conseguiram fazer a Mônica chorar. Tudo seria resolvido se Mônica batesse nas meninas, mas como foi bullying por lado sentimental e a Mônica já não batia mais nas meninas na época, aí teve que a Mônica agir assim chorando. Bom que teve essa outra alternativa do Cebolinha inventar que era namorado dela, que ficou legal também.

Teve destaques engraçados como Mônica descobrindo que a Sofia estava trabalhando na papelaria e comprar lápis para disfarçar o que iria comprar, o Cebolinha querer ficar vida toda sem apanhar da Mônica e depois ir reduzindo pra um ano, um mês e uma semana, além da Sofia dizer que a caixa de correios estava com teia de aranha por nunca receber cartas. Na época estavam investindo em meninas vilãzinhas como a Sofia para causar rivalidade para a Mônica, eram boas histórias assim. Sempre criadas para histórias únicas, Sofia e as outras meninas vilãzinhas apareceram só nessa história. 

Incorreta atualmente por ter namoro entre crianças, mostrar que todas as meninas do bairro tinham namorados e Mônica querer um, bullying e xingamentos para a Mônica, Sofia trabalhar na papelaria, o coração enviado que podia traumatizar muita gente, Cebolinha rabiscar no muro (continuou até em 1997, quando passaram a colocar cartazes no muro quando queriam rabiscar), Dona Luísa de avental e preparando comida dando ideia de que só é dona-de-casa, calcinha da Mônica e da Magali à mostra em algumas cenas e inclusive Magali na capa, assim como palavras proibidas como "Bolas!"

Traços muito bonitos, com personagens mais fofos, não foram muitas histórias com traços assim, foram algumas entre 1994 e 1995. Pelo visto foi como experiência, mas resolveram não seguir adiante. A capa dessa vez foi com alusão à história de abertura e mostrando até certo spoiler de cena importante do final, na época só de vez em quando que tinham capas com alusões à história de abertura, quando histórias eram importantes mesmo, de resto prevaleciam as piadinhas. Tiveram erros de Mônica sem nariz no primeiro quadro da página 13 da história e de poeirinha de caminhada ficar azul em vez de branca no último quadro da página final.

Essa revista 'Mônica Nº 101' é de maio de 1995, revistas da Mônica chegavam na última semana de cada mês e histórias de datas comemorativas costumavam ser publicadas no mês anterior para que estivesse circulando nas bancas no dia da data, por isso, por exemplo, muitas histórias de Natal da Mônica saíam em gibis de novembro. Teve a volta das propagandas nas laterais direitas das páginas, coisa que não tinha desde 1991, mesmo com o início de propagandas interrompendo histórias, que não tiveram nessa história. Dessa vez, ao longo da história, foram propagandas do chiclete "Ploc" com adivinhas. Muito bom relembrar essa história marcante há exatos 30 anos.