segunda-feira, 14 de setembro de 2020

FAMÍLIA DE ANNA RÜHE (RÜHER)

FAMÍLIA DE ANNA RÜHE (RÜHER)



Anna Rüher, minha avó, mais conhecida como Estela. Nasceu em 04 de outubro de 1902 em São Bento do Sul. 


Cedo todas as crianças Rüher ficaram orfãs de mãe (1905) e pai (1909). As meninas Rüher foram para Curitiba: Maria, Emília, Helena e Anna. Não sei como se deu essa transferência, sei apenas que minha avó saiu adolescente  de São Bento e como  foi batizada em 1912 na Igreja Luterana da cidade, acredito que tenha ido para Curitiba depois desta data. Aí trabalhou em casa de família e na fábrica de fósforos FiatLux. Casou com Fernandes Robert no dia 23 de fevereiro de 1924.

Segue parte do Registro Civil do casamento, com a assinatura dos noivos e testemunhas: Attílio Brunetti (Juiz Districtal), Fernandes Robert (o noivo), Anna Rüher (a noiva), André Legat (testemunha e tio do noivo), Fernando Gerber (testemunha e tio do noivo, em cuja residência foi realizado o matrimônio) e Mariano Teixeira da Costa (escrivão).


Fonte: www.familysearch.org, Brazil Civil Registration, Curitiba, matrimônios 1920-1924, pp. 374-435 (parte).

E o casal teve duas filhas. A primeira Lourdes, minha mãe, nascida em dezembro de 1924.

Lourdes, sua mãe Anna e o papagaio, ~1930

A segunda, Dolores, nascida em 27 de novembro de 1926 e falecida precocemente com quase dois anos de idade, no dia 01 de novembro de 1928, vítima de bronco-pneumonia.

Depois de casada costurou muito, numa Singer com pedal, fazendo capas para cavaleiros (tropeiros),  vendidos em uma loja de Curitiba. Depois, em sua casa,  vendeu fitas e rendas e por fim lingerie, da marca "Princesa" de Joinville-SC. Morou em vários locais na cidade, na av. Sete de Setembro, na rua André de Barros, na Av. N.Sra. Aparecida, na rua Lamenha Lins. Em 1971 (~) foi morar no bairro Boqueirão, na rua José Nogueira dos Santos. 

Em Curitiba, 1939
Anna faleceu dia 18 de outubro de 1978 e foi sepultada no Cemitério da Água Verde em Curitiba.

JACQUES ROBERT NO BRASIL

JACQUES ROBERT NO BRASIL


Entre 1872 e 1873 partiu do porto de Marselha na França, o vapor “Le Bordelais”. A bordo estava a família Robert, que se dirigia à cidade de Curitiba (a confirmar, não encontrei listas de embarque e desembarque).

na verdade "Le Bordelais", acervo do Arquivo Público do Paraná


Porto de Marselha, 1754,
a partir da série "Vues des ports de France" de Vernet

A primeira referência de Jacques Robert em Curitiba é de setembro de 1873, no Livro-caixa da Colônia Argelina, ou seja, nesta data,com certeza, ele já estava no Brasil.



O único documento encontrado no Arquivo Público do Paraná que cita o vapor "Le Bordelais" é referente a uma viagem realizada em final de 1872 com colonos franceses para a colônia Assunguy (Cerro Azul). Jacques pode ou não ter feito essa viagem. Penso na possibilidade dele ter sido relocado para Curitiba na sua chegada ao Brasil (a confirmar).




Todos os documentos fazem parte do acervo do Arquivo Público do Paraná.
Em 12 de setembro de 1872 estava atracada no porto do Rio de Janeiro a barca Bordelais vinda de Marselha sob comando do capitão D. Gorlandris, veja aqui. Será esta barca nesta viagem que trouxe a família Robert para o Brasil ?
Jacques e Marie Louise Robert sairam de Saint-Etiènne e chegaram em Curitiba com  três dos quatro filhos que tiveram na França: 
  • O mais velho, Leonard  com 9 anos,
  • Caroline com 8 anos (a outra gêmea, Marie Catherine, não veio ao Brasil),
  • o pequeno Joseph com 2 anos.
A pequena Marie Catharine, gêmea de Caroline, provavelmente faleceu antes de chegar em terras brasileiras. Não encontrei seu óbito em Saint-Etiènne, a menina pode ter falecido em Marseille ou mesmo à bordo, coisa bastante comum.
Jacques não veio  espontâneamente para o Brasil, ou seja, ele não imigrou por conta própria. Ele foi engajado na Europa e veio com um contrato pré-acertado que incluia a aquisição de um lote de terras e alguns itens para trabalho na lavoura, nesse caso na Colônia Argelina, em Curitiba.

Minha mãe contava que Jacques Robert veio acompanhado com um irmão, será este ? Assunto a pesquisar, Colonos cujo destino se ignora. Arquivo Público do Paraná, livro códice 421 (1874).



Quando Jacques chegou ao Brasil a regulamentação da imigração era feita pelo Decreto 3784, de 19 de janeiro de 1867. Para ler o decreto na integra, clique aqui.




Para saber um pouco mais sobre o que é uma "colônia", seus objetivos e estruturas, clique aqui.

Assim era Curitiba em 1863, 10 anos antes da chegada da família Robert:


Em 1863 possuia apenas 242 casas sendo 10 de sobrado, a rua do Commércio (vertical, a esquerda) é a atual Mal. Deodoro.

OS FILHOS DE JACQUES ROBERT - LUIZ

OS FILHOS DE JACQUES ROBERT - LUIZ


O sétimo filho de Marie Louise e Jacques Robert foi Luiz Robert. Nascido em Curitiba dia 10 de novembro de 1879. Tal como os demais, não encontrei o assentamento de seu batismo (e portanto nascimento) em nenhum dos livros procurados, se quiser ajudar, clique aqui.



Luiz casou com Otília Catucci, provavelmente em Morretes-PR cidade natal da noiva (??), e com ela teve cinco filhos:

1. Leudetti (nasc. em Curitiba, out 1904, aqui)  casada com Pedro Gotardello
2. Irene Emília (nasc. em Curitiba, janeiro 1907) casada com Fernando Álvares
3. Aracy Luiza (nasc. em Curitiba em nov. 1908, aqui) casada com Priscilio Corrêa Jr.
4. Denizart Renato (nasc. em Curitiba, em jan. 1912, aqui) casado com Estela Demeterco
5. Alice Onilda (nasc. em Curitiba dia 20 nov 1914) casada com Antônio Maggioni

A família morou próximo às "tias francesas", Júlia e Bebê, na rua Silva Jardim, veja aqui.

Para ver algumas fotos da família de Luiz Robert, clique aqui. Se você tiver outras fotos, aceito contribuição ...

Luiz faleceu aos 77 anos de idade, dia 07 de julho de 1957.

A pesquisa dos filhos de Otília e Luiz Robert foi feita por Ruth Ceschin.

JOÃO GERBER - parte 2

JOÃO GERBER - parte 2




Albertine Bunde e Johann Gerber, casados em 1875, tiveram  9  filhos:

Ferdinand, ou Fernando Gerber, (*1876) o primogênito, casado com Josephina Mugiatte
Helene Alwine Gerber, (*1878) minha bisavó, casada com Antônio Robert
Carl, ou Carlos Gerber, (*1880) o terceiro filho, casado com Ágatha Wippel
Adelhaide Margarete Wilhelmine Henriette Gerber, (*1882) casada com Alfredo Zaze
Friedrich Gerber, (*1883) casado com Maria Hachem e em segundas núpcias com Rosa Werneck Wacheleski
Luise Anna Gerber, (*1887) casada com José Dombrowski
Louis Wilhelm Johann Gerber (*1889)
Anna Emilie Gerber, (*1890) casada com Pedro Ceschin
Wilhelm Wenzel Gerber, (*1892) casado com Elizabeth Casagrande

Não consegui encontrar nenhuma referência ao local de residência da família Gerber em Curitiba. O filho caçula Wilhelm Wenzel, nascido em 1892, foi registrado no 1º Cartório de Curitiba, na região central da cidade. Os casamentso das filhas Helene (1900), Adelaide (1907) e Luise Anna (1907)  foram assentados no Cartório do Bacacheri e geralmente eles são realizados no cartório da região de residência da noiva. O óbito de Johann, em 1905, também foi assentado no Cartório do Bacacheri. Por este motivo, penso que a família Gerber residia na região do bairro do Bacacheri.

Encontrei um pedido do casal à Camara Municipal de Curitiba, pedido esse foi foi indeferido na sessão de 29 de abril de 1885 e  publicado no jornal  Dezenove de Dezembro de 05 de maio de 1885, veja aqui. Acredito tratar-se de um pedido de terreno em alguma colônia, talvez Colônia Argelina no bairro Bacacheri, já que tornar-se colono era mais interessante para os estrangeiros. A confirmar.

Johann Friedrich faleceu dia 30 de agosto de 1905, aos 56 anos de idade, vítima de uma hepatite crônica, veja aqui.

Albertine faleceu dia  16 de novembro de 1920, com 67 anos de idade, vítima de nefrite crônica. Faleceu na rua Cabral nº 59, no centro de Curitiba, provavelmente na residência de uma das filhas, o declarante foi José Dombrowski, marido da filha Luise, veja aqui.

Ambos foram sepultados no Cemitério Luterano de Curitiba, no bairro do Alto da Glória, em local não identificado.

O casamento de Johann e Albertine, os batismos dos filhos e mesmo cultos pelo óbitos, foram oficiados na Igreja Luterana de Curitiba.

FERDINAND - filho de Albertine e Johann Gerber

FERDINAND - filho de Albertine e Johann Gerber


Como já vimos aqui, Albertine Bunde e Johann Gerber tiveram 9 fihos. O primeiro foi FERDINAND (ou Fernando) GERBER.

Fernando Gerber como era conhecido, nasceu Ferdinand Gerber em homenagem ao tio Ferdinand August Gerber, seu padrinho. Nasceu em Curitiba, dia 9 de fevereiro de 1876 e foi batizado na Igreja Luterana de Curitiba dia 15 de fevereiro do mesmo ano. Além do tio, foram seus padrinhos: Auguste Mallmstrom, Ferdinand Gerber (tio, irmão caçula de seu pai), Julius Bunde e Minna (provavelmente Wilhelmine) Bunde.



Livro de Batismos, acervo da Igreja Luterana de Curitiba.

Na foto abaixo, Ferdinand com a mão no casaco, os pais, a irmã Helena (minha bisavó) e o bebê Carl Gerber, provavelmente em 1881.



 

Não possuo a foto, apenas essa cópia tipo xerox. Se por acaso você tiver o original, poderia escanear e me enviar ? aljcastelhano@gmail.com. Muito obrigada !!!

Em janeiro de 1896, com 20 anos de idade, começou a trabalhar na farmácia de José Ricardo Pereira Pitta, a farmácia Pereira Pitta, localizada na atual rua XV (anteriormente rua Imperatriz n° 75). Provavelmente anteriormente trabalhou ajudando o pai na ferraria.


Jornal A República de 14 de janeiro de 1896

A rua da Imperatriz na época em que Ferdinand começou a trabalhar na farmácia Pereira Pitta, daqui.


Em meados de 1903 Fernando pediu licença para prático de farmácia.


Jornal A República, Curitiba dia 24 de julho de 1903, ed. 164, pg.1

Dois anos depois, em 05 de julho de 1905, casou em São José dos Pinhais-PR com Josephina Muggiatte, veja aqui.





Igreja Matriz de São José dos Pinhais, de madeira, em 1908. Foto disponibilizada no grupo FB "Antigamente em Curitiba".

Em setembro de 1907, nasceu seu primeiro filho, Arolde. Em 1914 nasceu a filha Maria Albertina, cartório do Portão, veja aqui, falecida precocemente.

A familia se instalou no bairro do Portão. Para saber mais clique aqui

Leia aqui um caso do farmaceutico Ferdinand Gerber !!

Farmácia - Museu de Artes e Ofícios - BH

Fernando faleceu dia 18 de maio de 1924, aos 48 anos de idade,  vítima de angina pectoris, tendo sido sepultado no Cemitério Municipal do bairro São Francisco em Curitiba.

AU REVOIR, JACQUES ET MARIE LOUISE

AU REVOIR, JACQUES ET MARIE LOUISE



Je vous remerci.

Jacques Robert faleceu em Curitiba no dia 02 de junho de 1907, com 64 anos de idade, vítima de câncer do estomago. Cartório do Bacacheri, registro 14.408, folha 35, veja aqui.


Jornal A República, Curitiba 13 de junho de 1907, ed. 139, pg.2, aqui. No mesmo anúncio, duas ocorrências da família, o nascimento da neta Lydia e o falecimento de  Jacques.


Diário da Tarde, 3 de junho de 1907, aqui
O assentamento do óbito foi feito no cartório do Bacacheri, Ele deixou bens a inventariar, provavelmente o lote no Bacacheri. O inventário foi aberto na 1ª Vara Cível em Curitiba, acredito que esteja no Arquivo Judicial na av. Marechal Floriano, bairro da Vila Hauer. (a pesquisar, se for buscar pelo inventário, procure na 2ª Vara também).




Jornal A República, Curitiba 08 de julho de 1907, ed. 153, pg.2, aqui.

Marie Louise faleceu dia 03 de outubro de 1925 em Curitiba, com 82 anos de idade, vítima de arterio esclerose. Ela era viúva de Jacques há 18 anos, seu filho mais velho, Leonard, já havia falecido (1907), o segundo, Joseph, estava na França ou em Cerro Azul, e o filho Antônio, meu bisavô, também já tinha falecido (1923). O óbito foi declarado pelo meu avô, Fernandes Robert.
Marie Louise faleceu na casa de Antônio, provavelmente cuidada pela nora Helena Gerber, na rua Silva Jardim 171. 
O assentamento do óbito foi feito no 1° cartório de Curitiba, centro, registro 33.789, folha 176 verso, veja aqui.

Tanto Jacques quanto Marie Louise foram sepultados no cemitério municipal do bairro São Francisco em Curitiba, entrando pela rua principal, depois da pracinha, 2ª ou 3ª rua a esquerda.


A REVOLUÇÃO FEDERALISTA - parte 1

A REVOLUÇÃO FEDERALISTA 


Gustav e Tecla casaram em Blumenau e fugiram da revolução para Curitiba."
Helena Rüher, no início da década de 1970.

Depois da Proclamação da República em 1889, várias vozes se levantaram por todo o país contra o novo regime instalado, alguns queriam a volta da monarquia, outros uma república com mais força para os estados, outros o parlamentarismo, outros ainda a separação do Rio Grande do Sul do resto do país. Apesar de não formarem um grupo coeso, no sul do país começou o que conhecemos como a “Revolução Federalista”.

De 1893 a 1895, as terras do sul serviram de cenário aos violentos combates da Revolução Federalista, travados entre os partidários de dois oligarcas gauchos, Gaspar Silveira Martins (federalistas, conhecidos como “maragatos”, eram os que usavam o “lenço vermelho”, os revoltosos) e Júlio de Castilhos (legalistas, conhecidos como “pica-paus”, eram os que usavam o “lenço branco”). 

Essa foi uma das Revoluções mais violentas, radicais e passionais do país, marcada por saques, incêndios, estupros, castrações, também conhecida como a Revolta da Degola. Pode-se citar como exemplo os combates de Rio Negro e Boi Preto. No combate do Rio Negro o chefe “maragato” Joca Tavares madou degolar mais de 300 homens jogando-os nos rios, alguns meses depois na batalha do Boi Preto o chefe “pica-pau” Firmino de Paula condenou a degola mais ou menos 300 federalistas também. Segundo Sandra Jatahy Pesavento, a degola “consistia, na sua forma mais usual, em matar a vítima tal como se procedia com os carneiros: o indivíduo era coagido a, de mãos atadas nas costas, ajoelhar-se. Seu executor, puxando sua cabeça para trás, pelos cabelos, rasgava sua garganta, de orelha à orelha, seccionando as carótidas, com um rápido golpe de faca”. Era considerada uma execução rápida, eficaz e barata, já que não se gastava nem mesmo pólvora.

Abaixo a representação da degola por um CTG (Centro de Tradições Gaúchas) de Pelotas-RS em 2010 (nos primeiros 3 minutos do vídeo). Os de lenço vermelho são os federalistas do Rio Grande do Sul, o de lenço branco o florianista.




A partir de janeiro de 1893 o ambiente político estava cada vez mais pesado, em meados de 1893 os “maragatos” atingem o estado de Santa Catarina. Os embates políticos tornam-se ataques.


Maragatos em Santa Catarina
Prefeitura de Braço do Norte - SC

Em 14 de outubro de 1893 a cidade de Desterro (Florianópolis) foi tomada pelos revoltosos que formaram um Governo Provisório dos Estados Unidos do Brasil que se considerava separado da União e somente em abril de 1894 a cidade foi retomada.


Maragatos - Acervo da Casa da Memória - Curitiba

No Paraná, o cerco da Lapa foi a batalha mais importante entre os federalistas do sul e os legalistas. A ação começou em 13 de janeiro de 1894 e durou 26 dias. Quando a cidade se rendeu era dia 10 de fevereiro de 1894. Eram 1.200 maragatos contra pouco mais de 300 legalistas. Da cidade da Lapa os federalistas rebeldes vitoriosos pegaram o trem para Curitiba com os oficiais capitulados e suas famílias. As coisas começaram a mudar na cidade, ocorreram  degolas nos muros do Cemitério Municipal do São Francisco e também nas proximidades do antigo Paiol de Pólvora, começaram arrecadações “voluntárias” entre os comerciantes para o provimento da guerra. O governador do estado, Sr. Vicente Machado, transfere a capital provisoriamente para a cidade de Castro (Decreto Estadual n° 24, de 18 de janeiro de 1894) e Curitiba fica sem governo.


Entrada dos federalistas em Curitiba, Alm. Custódio de Mello e Gal. Gumercindo Saraiva
Acervo do Museu Paranaense

Como o Almirante Custódio de Mello entrou em Curitiba dia 20 de janeiro de 1894 vindo por Paranaguá, provavelmente esta foto foi tirada na chegada do General Gumercindo Saraiva na cidade, vindo da Lapa, em fevereiro de 1894 (a confirmar).

A 10 de maio de 1894 os legalistas entram e retomam a cidade de Curitiba, que ficou sob comando dos revoltosos por cerca de cinco meses.


Em suma, partindo do Rio Grande do Sul, a Revolução Federalista foi atingindo os estados do sul, Santa Catarina e depois Paraná. No Paraná teve seu ápice e também o início do fim. 


Mapa do Brasil em 1895 (parte) - daqui


Todas as cidades, em regiões de passagem das colunas, se não envolvidas diretamente nos combates, presenciaram de perto a agitação da revolução. Observe no mapa acima (alterado), o traço em vermelho representa o alcance da revolução, apenas o extremo oeste dos atuais estados de Santa Catarina e Paraná escaparam dos combates federalistas, praticamente toda a região, de Curitiba ao sul, sofreu influência do confronto.

O fim do conflito ocorreu em fins de agosto de 1895 com assinatura de um acordo de paz com o então presidente Prudente de Moraes.


Mapa do Brasil de 1895 - daqui

continua ....

OS FILHOS DE JACQUES ROBERT - LEONARD

OS FILHOS DE JACQUES ROBERT - LEONARD


Leonard Robert foi o primogênito de Jacques e Marie Louise. Nasceu na França, em Saint-Etiènne, dia 21 de agosto de 1864.



Para visualizar, Archives de la Loire, Etat civil, Saint-Etiènne, naissance, 1864, pp. 212/313.

Em 1873, com 9 anos de idade, imigrou com a família para o Brasil, indo para a colônia Argelina em Curitiba.


Em 1890, com 26 anos de idade, casou com Amanda Schultz, filha de Jorge e Guilhermina Schultz.

Proclama do casamento de Leonard e Amanda, jornal A República, ed. 213, de 13 de setembro de 1890, veja aqui.

Casaram no cartório do Bacacheri, em Curitiba, no dia 18 de outubro de 1890, veja aqui.
.
Em 02 de junho 1900, no mesmo cartório, Leonard foi  testemunha no casamento de seu irmão Antônio e na ocasião declarou ser empregado na estrada de ferro, veja aqui.

Leonard Robert e Amanda Schultz tiveram 4 filhos:

1. Leonardo, foi para Cerro Azul-PR
2. Jorge Eugênio, nascido em  25 de dezembro de 1896. Casou em 22 de dezembro de 1917, com Rosalina Bordignon Mion, quando declarou ser mecânico por profissão, veja aqui (provavelmente trabalhava na estrada de ferro como o pai, tio, avô e primos). Filhos:
     1. Armando
     2. Carmem
     3. Leonidas Ernesto
     4. Lauro Montalvo
     5. Nelson
     6. Alzira Amanda
     7. Yolanda
     8. Judith Amanda
3. Luiz, nascido em 10 de dezembro de 1899, veja aqui. Casado com Julieta Fritolli.
     1.Luiz
     2.
     3.
4. "Nenê" casada com Leopoldo Schwarz

Em Curitiba, Leonard Robert participou da Loja Maçônica Fraternidade Paranaense n° 0.555, junto com o cunhado André Legat, veja aqui e aqui.

Faleceu em janeiro de 1907, vítima de apoplexia cerebral (AVC), com apenas 42 anos de idade, seis meses antes de seu pai Jacques Robert. O assentamento de seu óbito foi feito no 1° cartório de Curitiba, Centro,  livro 27 folha 140 verso.


"Agradecimento - Amanda Schultz Robert, seus filhos e mais parentes, agradecem penhoradíssimos a todas as pessoas que acompanharam os restos mortaes do seu inolvidável esposo e pae LEONARDO ROBERT, a seu último jazigo, bem como a todas aquellas que durante a sua enfermidade o auxiliaram a mitigar os seus padecimentos. 
No rude golpe por que acabamos de passar não podemos deixar de salientar as inestimáveis provas de caridade e confraternidade prestadas pelas respeitáveis Lojas Maçonicas da Capital, Diretoria da Estrada de Ferro e seo pessoal, Sociedade Giuseppe Garibaldi (alto S. Francisco) e Federação Operária do Paraná.
A todos o nosso eterno reconhecimento,
Curityba, 16 de janeiro de 1907"
Jornal A Notícia de 16 de janeiro de 1907, pg.3, ed. 363, aqui.

Parece ter sido uma situação bastante traumática para a família.


Jornal A República de 26 de janeiro de 1907, ed. 2, pg. 2,  aqui.

Amanda Robert ficou por um tempo cuidando de um pequeno negócio na rua Mal. Floriano 107, no centro da cidade de Curitiba.

Jornal A República, Curitiba, 01 de fevereiro de 1908, pg. 2, veja  aqui.


Rua Mal.Floriano no início do séc. XX, disponibilizado na grupo FB Antigamente em Curitibaaqui

A mulher de Leonard, Amanda Schultz faleceu em 1915, conforme declarado no casamento de seu filho Luis Robert com Julieta Fritolli, veja aqui.

Após o falecimento dos pais, os filhos menores foram cuidados pelas tias Júlia e Bêbe (Eugênia), conforme declarou a bisneta de Leonard, Cláudia Fonseca.

A irmã de Amanda, Rosalina Schultz, era casada com o maquinista Alberto Bunde, filho de Friedrich Bunde e Bertha Lasanki,  primo de Helena Gerber Robert. Curitiba dia 08 de maio de 1897, veja aqui.