quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Rua Ermelino de Leão com Augusto Stellfeld, em direção à Rua XV. Ao fundo, o prédio Moreira Garcez. Data: 1938. Foto: Domingos Foggiato. Acervo: Cid Destefani. Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia (09/06/1991)

 




Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia, Cid Destefani – 09/06/1991 – A Ermelino 

"A piazada reunida esperava ansiosa o surgimento do carro do governador, não era por respeito ou admiração à figura sizuda de Manoel Ribas, isso se notava logo que o veículo apontava na Rua Saldanha Marinho e dobrava a esquina da Ermelino de Leão com destino ao Palácio do Governo no Alto São Francisco. Alguns piás mais eufóricos gritavam: “Ganhei! Ganhei!”. Haviam apostado entre si qual era a placa do carro que o “Maneco Facão” estaria usando, o PG1, o PG 2 ou o PG3. E, no meio da algazarra o ganhador ou ganhadores recolhiam os tostões apostados. Esta é uma faceta da Rua Ermelino de Leão do início dos anos 40, segundo um dos piás que vivia na época o cronista esportivo Vinícius Coelho. 

A fotografia hoje nos mostra a Rua Ermelino viista do cruzamento com a Augusto Stellfeld para o centro. A imagem, gravada em 1938 apresenta, ao fundo, em destaque, o edifício Moreira Garcez na imponência dos seus oitos andares, o maior prédio de Curitiba. A casa de esquina, ao lado esquerdo, ainda existe em na época, era ocupada pela família de Hermógenes Bartolomei e, a da direita, pelo advogado Jorge Magno Loyola Borges. 

Descendo a rua estavam instalados os Pajuaba, os Salamuni e os Gomel. Na esquina da Saldanha o japonês José Noguti já funcionava com seu bar, que está lá até hoje. Em cima do bar moravam as famílias de Isaac Guelmann e os Cury. No cruzamento com a Cruz Machado existia uma “casa suspeita” onde hoje está o prédio do HOTEL Caravelle. Na outra esquina ficava o Juizado de Menores vis-a-vis com um terreno baldio usado pela meninada da região como campinho de futebol. Aguns craques que esfolavam sua canela por ali: Elpídio Loureiro (o Tico), Mário Smolka, Laertes Comandulli, Aderbal Fortes de Sá, Cícero Fernandes, Vinícius Coelho e o Alfredo “Abobrinha”, além de muitos outros. 













Fonte: Google Street

Partindo em direção à Ébano Pereira, tínhamos a pensão Grechele & Mendes que alugava quartos para a estontada de fora que vinha cursar a Universidade. Nesta quadra ainda moravam as famílias Zgoda, Cunha e Barbosa, sendo que desta última saiu um campeão brasileiro de ciclismo: o Adolfo “Batatinha”. Por ali também morou Lauro Grein. Existiu ali um prédio cinzento e soturno, misterioso para os olhos da criançada, onde funcionava o Templo Adventista do 7º Dia. Não sai e nossa memória o muro baixo que fronteava o templo, com um pequeno portão de madeira que vivia eternamente quebrado. 

Finalmente chegamos à primeira quadra da Ermelino, entre Cândido Lopes e Avenida João Pessoa (Luiz Xavier), onde já se fazia notar a presença de maior número de casas comerciais e escritórios. Funcionavam ali as agências da Western Telegraph Company, a Universal Pictures, a Warner Brothers Pictures, a United Arts of Brazil, a barbearia do Saul, a Eletrolândia estava começando, o Açougue Paulista, o açougue de aves, o primeiro especializado no gênero em Curitiba e o Paraíso das Frutas. 

Não poderíamos deixar de mencionar, embora não apareçam na foto, as residências de AbdoTacla, José Ferrani, de Mansur Guérios e Affonso Ritzmann, que se localizavam entre a Rua Augusto Stellfeld e a Praça Dr. João Cândido".

 

Santos Dumont em visita ao Colégio Santos Dumont. Data: 1916. Foto: autor desconhecido. Acervo Cid Destefani. Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia (15/03/1998)











Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia (15/03/1998) 

"Alberto Santos Dumont ao término da visita que acabara de fazer à escola que levava seu nome, em maio de 1916. A Escola Santos Dumont, fundada em Curitiba dez anos antes pela professora Mariana Coelho, funcionava na Rua José Loureiro, nº. 27. A foto mostra o inventor do avião e do relógio de pulso com as autoridades e a professora Mariana Coelho ao lado direito. Ao lado esquerdo, os alunos da escola".

 

Capela de São Francisco de Paula ao lado das Ruínas do Alto São Francisco. Data: aproximadamente 1910. Foto: autor desconhecido. Acervo: Cid Destefani. Gazeta do Povo. Coluna Nostalgia (07/03/1999)



A idéia original era construir uma igreja de pedras, mas a obra não prosperou e as pedras foram utilizadas na construção da atual Catedral, inaugurada em 1893.

A capela (que funcionava como um anexo da igreja em construção) foi inaugurada em 13 de abril de 1811 e demolida em 1913 pelo prefeito Cândido de Abreu, que a substituiu em 1915 pelo prédio do "Belvedere".

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"Procedência das rochas nas Ruínas de São Francisco e calçadas antigas da Praça Tiradentes". Liccardo, Antonio;  Vasconcellos, Eleonora Maria Gouveia e Chmyz, Igor (Resumo)

 

Vista aérea da Praça Generoso Marques em direção ao leste. Data: outubro de 1966. Foto: autor desconhecido. Acervo: Cid Destefani. Gazeta do Povo. Coluna Nostalgia (06/08/1995)



Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia. (Cid Destefani, 06/08/1995) 

"(...) Uma imagem aérea do centro da cidade feita há 28 anos (1966). Era época de mexidas no centro da cidade. Aparece a Travessa Tobias de Macedo, antiga Marumbi, já alargada, mas com velhas casas demolidas esperando a construção de novos edifícios. O sentido do tráfego de automóveis era ao contrário, assim como na Travessa Alfredo Bufren. A Praça Borges de Medeiros atrás do Paço (antiga prefeitura) era um movimentado terminal de coletivos. 

Na Generoso Marques os automóveis contornavam a estátua do Barão do Rio Branco. A Rua Monsenhor Celso ainda era usada pelos veículos que vinham da Rua XV em direção à Praça Tiradentes. Na Rua XV os automóveis desfilavam nos dois sentidos. as ruas Barão do Rio Branco e Riachuelo também eram dominadas pelos carros e por um comércio ativo. Meia dúzia de anos após esta foto ser tomada, tudo isso iria ser modificado. (...)"

 

Rua XV. Data: 04/09/1940, após o desfile do "Dia da Raça". Foto: Domingos Foggiato. Acervo: Cid Destefani. Gazeta do Povo. Coluna Nostalgia (13/12/1992)


 

Restaurante do Estudante no Passeio Público, inaugurado por Moisés Lupion. Data: 1947. Foto: autor desconhecido. Acervo: Cid Destefani. Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia (08/08/1999)


Avenida do Cruzeiro (atual Manoel Ribas). Foto: Acervo familiar de Maria de Lourdes Arruda e Osman Arruda. Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia (Cid Destefani, 31/12/1995)

 








Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia (31/12/1995) - Avenida do Cruzeiro (atual Manoel Ribas)

"Vamos focalizar a antiga Avenida do Cruzeiro, entre as ruas Brigadeiro Franco e Prudente de Morais. A fotografia nos foi fornecida pela leitora Maria de Lourdes Arruda, através de seu sobrinho Osman Arruda. A história deste pequeno espaço do então arrabalde das Mercês nos foi contada pelo Irineu Mazzarotto, o conhecidíssimo Queixinho.

A foto é do início da década de 30, quando a Avenida do Cruzeiro, atual Manoel Ribas, estava sendo preparada para receber o revestimento de macadame. Pelo lado direito vemos a casa de número 867, onde funcionava a Padaria Felicidade, de André Zanetti e Filhos. Um dos filhos de seu André foi famoso beque central do Atlético. As carroças dos colonos de Santa Felicidade faziam ponto obrigatório naquele estabelecimento, tanto na ida para o centro da cidade, quanto na volta. Ali tomavam café e forravam o estômago com pedaços de cuque, ou então degustavam os famosos chineques, especialidade da padaria do velho Zanetti.

Em seguida à padaria vinha a residência da família Zanetti e, após um terreno vago, vinha o Armazém do Albino e Dona Marta Dumke. Pouco tempo depois de ter sido feita esta fotografia, lembra o Queixinho, começou a circular o primeiro ônibus que ligava o bairro ao centro. Era de propriedade do Bertoldi e todos os moradores da região, quando falavam do veículo, o tratavam por Número Um.

Agora, olhando o lado esquerdo da foto, vemos, no alto do barranco, o açougue do Izídio Fabris, cuja irmã, Lola, também açougueira, possuía uma força descomunal. Sozinha transportava nas costas o quarto traseiro de um boi.

Em seguida ao açougue vemos a residência da professora Estela Barbosa e lá, mais ao fundo, a casa de Igino Mazzarotto, onde alguns anos depois funcionaria o Bar Botafogo, dos irmãos Euclides, Sílvio e Irineu Mazzarotto. Depois da casa vinha o armazém de seu Igino e depois a casa que pertencia à Dona Amália Gasparin Mazzarotto, mãe de Dom Jerônimo Mazzarotto.

Nesta época ali residia um irmão do bispo de nome Pedro e que era alfaiate. Nesta casa hoje funciona o Restaurante Tortuga".

 

O 1º. time do Atlético Paranaense. Data: 1924. Foto: autor desconhecido. Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia (Cid Destefani, 27/06/1999)



Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia (Cid Destefani, 27/06/1999) - A fundação do Clube Atlético Paranaense (1924) 

"Em 1º. de março de 1924 estavam reunidos em assembléia extraordinária os diretores do Internacional Futebol Clube e do América Futebol Clube para concretizarem a fusão dos mesmos que resultaria no surgimento do Clube Atlético Paranaense. O patrimônio do novo clube seria formado pela soma dos clubes citados, incluindo-se aí os troféus e os arquivos. 

As cores do novo clube seriam a vermelha, a preta e a branca. Camisa rubro-negra e o calção branco. Fundiam-se o vermelho do América e o preto e branco do Internacional. A primeira diretoria do Atlético tomou posse no dia 6 de março de 1924 tinha como presidente Arcezio Guimarães (escrevia-se Arcezio sem acento), que era presidente do extinto Internacional. seus companheiros de diretoria eram: Joaquim N. Azevedo, Hugo Franco da Cunha, Arnaldo L. Siqueira, Matheus Boscardin e Erasmo Mader. A comissão de contas era formada por Raul Carvalho, Heitor Requião, Alcídio de Abreu e José Eurípedes Gonçalves.

O primeiro jogo que o novo clube realizou foi no dia 6 de abril de 1924, já com o nome de Clube Atlético Paranaense e ainda sem a camisa rubro-negra que se tornaria tradição. Os atletas que participaram foram: Maneco, Marrecão, Smythe, Ari LIma, Motta, Mallelo, Ferrario, Franico, Marrequinho, Lourival e o goleiro Tapir Lopes. Seu estádio e campo eram advindos do patrimônio do Internacional, cujo presidente Joaquim Américo Guimarães havia adquirido o terreno da antiga Planta Hauer. Ali ele construiu o primeiro estádio da "Baixada", ainda em 1914. Posteriormente doou tudo ao CAP. Se o primeiro estádio foi construído e inaugurado em 1914, aquela praça de esportes é, no mínimo, dez anos mais antiga que o próprio Atlético. 

A foto mostra o primeiro time do Atlético em abril de 1924, estando junto o presidente Arcezio Guimarães, que aparece de palheta e bengala".

 

Sociedade 21 de Abril (Bigorrilho). Data: 01/01/1940. Foto: Domingos Foggiato. Acervo: Cid Destefani. Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia (02/11/1997)



Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia (02/11/1997)

"A sociedade fundada pelo comerciante Cândido Hartmann ficava onde hoje está o Champagnat Shopping. Hartmann foi fundamental para o desenvolvimento da região. Seu armazém, adquirido de Ângelo Vercesi quando o Bigorrilho era composto quase que somente por chácaras, funcionou por 40 anos na estrada que ligava o centro da cidade à região do Barigüí, e que hoje leva seu nome".

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

 

O 1º. carro particular de Curitiba. Data: 1903. Foto: autor desconhecido. Acervo: Cid Destefani. Gazeta do Povo, Coluna Nostalgia (13/03/1994)







































O veículo pertencia ao industrial do mate, Francisco Fido Fontana, filho de Francisco Fasce Fontana, um dos criadores do Passeio Público. É ele quem aparece ao volante, acompanhado pelo caricaturista e ilustrador Mário de Barros, o Herônio.