segunda-feira, 19 de junho de 2023

Antônio Carlos Silva Biscaia GOMM (Curitiba, 3 de junho de 1942)

 Antônio Carlos Silva Biscaia GOMM (Curitiba3 de junho de 1942


Antônio Carlos Biscaia
Antônio Carlos Biscaia em 2007.
Deputado federal pelo Rio de Janeiro
Período1.º- 2 de fevereiro de 1999
a 14 de abril de 2000[a]
2.º- 1º de fevereiro de 2003
a 1º de fevereiro de 2007
3.º- 20 de fevereiro de 2008
a 31 de março de 2010[b]
Procurador-Geral do Rio de Janeiro
Período1.º- 1984 a 1986
2.º- 1991 a 1995
Governadores
Dados pessoais
Nome completoAntônio Carlos Silva Biscaia
Nascimento3 de junho de 1942 (81 anos)
CuritibaPR
ProgenitoresMãe: Ilva Silva Biscaia
Pai: Evaristo Chalbaud Biscaia
Alma materUniversidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Prêmio(s)Ordem do Mérito Militar[1]
CônjugeMaria Helena Rodrigues Silva Biscaia
Filhos3
PartidoPT (1997–presente)
Profissãoprofessoradvogadobancáriocriminalistaescritorpolítico

Antônio Carlos Silva Biscaia GOMM (Curitiba3 de junho de 1942) é um professoradvogadocriminalistaescritor e político brasileiro filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Foi deputado federal em três ocasiões entre 1999 e 2010. Biscaia foi Promotor de Justiça, promovido ao cargo de Procurador de Justiça, do Estado do Rio de Janeiro.[2]

Biografia

Antônio era um procurador do Estado à época da prisão de Castor de Andrade. Eleito deputado federal em 2002, foi o presidente da CPI dos Sanguessugas em 2006. Foi também secretário nacional de Segurança Pública em 2007.

Em 2005, foi admitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Ordem do Mérito Militar no grau de Grande-Oficial especial.[1]

Em 2006 Antônio não se reelegeu ficando na primeira suplência, mas em 2008, com a licença de Edson Santos, que foi empossado como ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, voltou a ocupar uma cadeira no Legislativo federal. Em 16 de abril de 2009, durante depoimento de Daniel Dantas à CPI dos Grampos, defendeu o trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público durante a Operação Satiagraha.[3] Em 20 de abril, assinou, ao lado de parlamentares como Eduardo SuplicyWellington Salgado de Oliveira e Inácio Arruda, um manifesto contra o afastamento do juiz Fausto De Sanctis, que ordenou a prisão de Dantas.[4] Em 2010 candidatou-se novamente a deputado federal sem sucesso.

Livro

Em setembro de 2012 a biografia "Biscaia", escrita por Marcelo Auler, foi lançada pela Cassará Editora. O livro inclui fatos, bastidores e revelações de períodos marcantes de sua vida pública e política. Nessa biografia, o promotor que enfrentou em 1994 o crime organizado no Rio de Janeiro, fala sobre sua atuação no Executivo como integrante da equipe do ex-presidente Lula e no Congresso Nacional, onde exerceu mandato de deputado federal em três legislaturas diferentes durante sete anos e seis meses.

O livro traz detalhes da famosa operação de 1994, que apreendeu listas com registro de pagamentos de propinas a mais de 200 pessoas, entre juízes, policiais, políticos, empresários, e outras. Revela que, em 1991, quando fez a denúncia contra os bicheiros, sofreu tentativa de corrupção pelo então presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Nader. Ainda como procurador, viveu outros momentos dramáticos, a exemplo da Chacina da Candelária, em setembro de 93; e da Chacina de Vigário Geral.

Depoimentos do ex-presidente Lula, juíza Denise Frossard, o advogado Eduardo Seabra Fagundes, o ex-governador Tarso Genro (RS) e o deputado Paulo Rubem coroam a biografia. Denise resume o que Antônio passou: “Sofreu ameaças, atentados, calúnias, difamações, enfim, o que ocorre com aqueles que têm a coragem – e eu adiciono: audácia – de enfrentar organizações criminosas”.

Ver também

Wikiquote
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Notas

  1.  Assumiu em 2 de fevereiro de 1999 como suplente de Jorge Bittar após a licença do mesmo para assumir a Secretaria de Planejamento do Rio de Janeiro. Após a exoneração do titular em 14 de abril de 2000, Biscaia entregou o cargo.
  2.  Assumiu em 20 de fevereiro de 2008 como suplente de Edson Santos após a licença do mesmo para assumir a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Brasil. Após a exoneração do titular em 31 de março de 2010, Biscaia entregou o cargo.

Referências

  1. ↑ Ir para:a b BRASIL, Decreto de 22 de março de 2005.
  2.  «Antônio Carlos Silva Biscaia»Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 30 de outubro de 2021
  3.  AMORIM, Paulo Henrique (20 de abril de 2009). «Biscaia defendeu Protógenes e atacou Dantas». Blog Conversa Afiada. Consultado em 2 de dezembro de 2017Cópia arquivada em 22 de abril de 2009
  4.  Alfaia, Iram (20 de abril de 2009). «Parlamentares lançam manifesto em apoio ao juiz De Santics»Portal Vermelho. Consultado em 1 de dezembro de 2017

Antonio Chalbaud Biscaia (Curitiba, 12 de junho de 1909 - Curitiba, 4 de outubro de 1982)

 Antonio Chalbaud Biscaia (Curitiba12 de junho de 1909 - Curitiba4 de outubro de 1982)


Antonio Chalbaud Biscaia
Deputado federal do Paraná
PeríodoAbril de 1956 até
Junho de 1957 (suplente)
Julho de 1957 até
Agosto de 1958 (suplente)
Dados pessoais
Nascimento12 de junho de 1909
CuritibaPR
Morte04 de outubro de 1982 (73 anos)
CuritibaPR
CônjugeFrancisca Odette Castellano Biscaia
PartidoPTB
ProfissãoAdvogadoprofessor e político

Antonio Chalbaud Biscaia (Curitiba12 de junho de 1909 - Curitiba4 de outubro de 1982) foi um advogadoprofessor e político brasileiro. Atuou como deputado federal pelo Paraná entre 1956 e 1958.[1]

Biografia

De origem étnica bascagalo-espanhola e, mais remotamente, portuguesa,[2] estudou, em sua infância e juventude, no Colégio Júlio Teodorico e no Ginásio Paranaense. Obteve o grau de bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Paraná em 1933. Foi diretor da revista Paraná Judiciário. Casou-se com Francisca Odette Castellano Biscaia, com quem teve cinco filhos.[1]

Foi docente de direito comercial na Faculdade de Direito da atual Universidade Federal do Paraná, entre 1952 e 1953, e professor titular na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, para a mesma disciplina.[1]

Atuou como procurador-geral de Justiça nos anos de 1949, 1950 e 1959.[3] Trabalhou também como promotor público nos municípios de CarlópolisMorretesTomazinaPalmeira e Curitiba.[1]

Foi presidente da Caixa de Assistência dos Advogados da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Paraná, de 1964 até o ano de sua morte. Em 1965 tornou-se diretor jurídico do Fundo Municipal de Telefones, representando os advogados, cargo que exerceu até 1973.[1]

Carreira política

Foi eleito suplente de deputado para a Assembleia Constituinte do Paraná em 1947 e para a Assembleia Legislativa em 1950. Em 1954 foi candidato a deputado federal pelo PTB, ficando novamente na suplência. Assumiu como deputado federal em duas ocasiões, substituindo Mário Gomes da Silva, entre abril de 1954 a junho de 1957 e entre julho de 1957 a agosto de 1958, onde foi membro Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados e ocupou o cargo de presidente de uma CPI para apurar deficiências no sistema penitenciário do Distrito Federal.[1]

Referências

  1. ↑ Ir para:a b c d e f Brasil, CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação História Contemporânea do. «ANTONIO CHALBAUD BISCAIA | CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil»CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 28 de maio de 2018
  2.  Virmond de Lacerda Neto, Arthur (12 de junho de 2017). «Antonio Chalbaud Biscaia. Notícia biobibliográfica.» (PDF). Consultado em 27 de outubro de 2022
  3.  CELEPAR. «Antônio Chalbaud Biscaia - Centro de Preservação da Memória do Ministério Público do Estado do Paraná»www.memorial.mppr.mp.br. Consultado em 28 de maio de 2018