quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Catálogo Comercial e Industrial do Paraná – Dezembro de 1947: Um Panorama Econômico, Tecnológico e Social da Época

 Catálogo Comercial e Industrial do Paraná – Dezembro de 1947: Um Panorama Econômico, Tecnológico e Social da Época

Catálogo Comercial e Industrial do Paraná – Dezembro de 1947: Um Panorama Econômico, Tecnológico e Social da Época


Página 1: Diversificação Industrial e Automotiva no Paraná

A primeira página apresenta uma composição visual e textual que reflete a expansão econômica e industrial do estado. No topo, os títulos “Automóveis” e “Caminhões” são destacados em fontes estilizadas, indicando a importância do setor automotivo na economia regional.

À esquerda, um caminhão Volkswagen é exibido com destaque, representando a entrada da marca alemã no mercado brasileiro. Abaixo, o texto informa que a empresa atua como distribuidora em todo o Estado, com endereços nos bairros de Curitiba: Rua Comendador Araujo, 632 (Depósitos) e Rua Desembargador Mota, 2049. A presença da bandeira da Volkswagen, com o logotipo clássico, reforça a legitimidade da marca.

No centro, o logotipo da “Volkswagen” é acompanhado pela marca “VW”, com a inscrição “Distribuidores em todo o Estado”, sugerindo uma rede de comercialização ampla e organizada.

À direita, um automóvel sedan da década de 1940, provavelmente um modelo americano, ilustra a oferta de veículos particulares. O texto indica que o Departamento de Máquinas está localizado na Av. Vicente de Guarapuava, 2845, e que a empresa também distribui produtos da marca CASE, reconhecida por equipamentos agrícolas e industriais.

Na parte inferior esquerda, um trator agrícola é mostrado ao lado da descrição “Máquinas de Terraplanagem / Motores Fixos / Inseticidas / Peças para Tratores”. Este bloco evidencia a diversificação dos produtos oferecidos, atendendo tanto à agricultura quanto à indústria leve.

No canto inferior direito, anúncios de produtos domésticos incluem “Charettes elétricas para o lar” e rádios, com ilustrações de aspiradores e aparelhos de rádio. A marca “Bendix” aparece como fornecedora de peças automotivas, indicando a integração entre setores industriais.

Centralizado na parte inferior, um anúncio da “Ancora Comercial S/A” destaca seu capital realizado de Cr$ 15.000.000,00 e seu endereço na Rua José Loureiro, 457, em Curitiba. O slogan “Salve o Paraná neste seu 1º Centenário!” conecta a atividade comercial à celebração histórica do estado, criando um sentimento de patriotismo econômico.


Página 2: Rocha & Companhia – Rede de Distribuição e Serviços Industriais

Esta página é dedicada à empresa “Rocha & Companhia”, cujo nome é exibido em letras maiúsculas e negrito no topo, seguido pela legenda “Invulgação — Nov./Dez. 1947”.

Uma ilustração detalhada ocupa o centro da página, mostrando a fachada da sede da empresa em Curitiba, com a legenda “Vista geral da Agência e Oficina Ford em Curitiba”. A imagem revela um edifício moderno, com linhas retas e janelas simétricas, típico da arquitetura corporativa da época.

À esquerda, a seção “MATRIZ” fornece os dados completos da sede: Avenida Governador Manoel Ribas, s/n°, Caixa Postal 5, com telegramas para “ROCHA PARANAGUÁ — PARANÁ”. Além disso, a empresa atua como agente marítimo, despachante aduaneiro e depositário da “Atlantic Refining Co.”, além de oferecer serviços de serrarias e fábrica de caixas.

À direita, a seção “FILIAIS” lista as unidades em Curitiba (Rua Comendador Araujo, 2 a 18, Caixa Postal 263) e em Rio de Janeiro (Rua Nilo Peçanha, 26, Comércio / Madeira / Navegação). A menção de “Concessionários FORD” indica que a empresa era parceira oficial da montadora norte-americana, responsável por veículos como caminhões, motocicletas Indian e Rádios Motorola, além de tratores Roth e produtos químicos “GT”.

O layout formal, com divisões claras e uso de colunas, transmite seriedade e organização, características valorizadas pelas empresas da época.


Página 3: Maytag – A Lavanderia Moderna no Lar Brasileiro

A terceira página é dominada por um anúncio publicitário da marca “Maytag”, voltado para o público feminino. Uma ilustração em preto e branco mostra uma mulher elegante, vestindo saia e blusa, apontando para uma máquina de lavar roupas com design futurista para a época.

O slogan principal, “Nós mulheres sabemos apreciar uma ‘Maytag’”, posiciona o produto como essencial para a vida doméstica moderna. O texto abaixo explica que a máquina combina “máxima qualidade, economia, duração e bom funcionamento” com “baixo preço”, tornando-a acessível e surpreendente.

Detalhes técnicos são mencionados: a máquina possui “sistema de lavagem suave”, “construção robusta” e “material durável”, projetada para “maior tempo de serviço”. O texto enfatiza que a Maytag já havia conquistado “mais de um quarto de século” de mercado, sendo líder mundial em máquinas de lavar.

No rodapé, o nome da importadora “Hermes Macedo S.A.” é destacado, com informações sobre sua atuação em São Paulo e Santa Catarina. A frase final, “Os maiores fabricantes de máquinas para lavar agentes nas principais cidades do interior”, reforça a abrangência nacional da marca.

O design da página é limpo, com grande espaço em branco e tipografia clara, visando atrair a atenção das donas de casa e transmitir confiança no produto.


Página 4: Indústria e Serviços Técnicos no Paraná

A última página contém dois anúncios principais, ambos relacionados à indústria e manutenção técnica.

O primeiro, da “Mueller Irmãos Limitada”, identifica-se como “Companhia Industrial ‘Marumby’”, sediada na Avenida Dr. Cândido de Abreu, 13/127, em Curitiba. A empresa atua em múltiplos segmentos: fabricação de máquinas agrícolas e industriais, fundição de ferro, aço e metais, e produção de fogões econômicos e pregos. O uso do termo “industrial” e a referência à “fundição” indicam uma operação pesada e integrada, típica da indústria emergente do Brasil na época.

O segundo anúncio, da “N. Barberi & Cia.”, localizada na Rua Riachuelo, 239, em Curitiba, oferece serviços mecânicos completos: pintura, eletricidade, oxigênio, solda, lubrificação e manutenção de veículos. A empresa atua como distribuidora autorizada de peças para caminhões “Federal”, motores “Vedol”, óleos “Iticol”, tratores “Case” e implementos agrícolas “Wilys”. Também oferece serviços de construção e conservação de estradas, utilizando máquinas “Le Tourneau”.

O uso de marcas internacionais (“Federal”, “Case”, “Willys”) demonstra a dependência do mercado brasileiro de tecnologia estrangeira, enquanto a menção a “fornecimento ‘Atacol’” sugere parcerias locais com fornecedores regionais.

O layout é funcional, com listas organizadas e uso de caixas para separar informações, facilitando a leitura e a busca por serviços específicos. A presença de telefones e caixas postais indica a importância da comunicação e logística na época.


Este catálogo não apenas promove produtos e serviços, mas retrata a dinâmica econômica, social e tecnológica do Paraná em 1947, mostrando a interação entre indústria, comércio e vida cotidiana.









Astronauta: HQ "Visita Espacial"

 

Astronauta: HQ "Visita Espacial"


Mostro uma história em que o Astronauta foi preso por extraterrestres que queriam fazer estudos com ele por ser de outro planeta. Com 5 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 141' (Ed. Abril, 1984).

Capa de 'Cebolinha Nº 144' (Ed. Abril, 1984)

Extraterrestres se assustam ao verem uma bola voadora vindo do céu e descobrem que é uma nave espacial invadindo o planeta deles e que é o fim do mundo. Todos correm pedindo socorro e chamando o exército e se assustam com o Astronauta saindo da nave, dizendo que ele é alaranjado. O exército aparece, dá tiro de canhão no Astronauta, que sobrevive porque a roupa é vulnerável. Um soldado o prende em uma rede, o amarram e acham melhor desmontar a nave porque os armamentos deles evoluirão mil anos.  

Um repórter quer entrevistar o Astronauta em primeira mão. Ele diz que ficaram birutas, veio em paz, não quer arrumar encrencas com ninguém. Dois doutores mandam todos se afastarem do extrabordiano, pretendem levá-lo para o laboratório para uma série de experiências, fazer análise completa dele, testar sua resistência e seus pontos fracos.

Astronauta fica brabo, arrebenta as cordas, diz que não fica nem mais um segundo naquele planeta e consegue fugir na sua nave. Ele diz que era um povinho ignorante que não sabiam tratar uma visita espacial. Quando chega no Planeta Terra, vê que estava em clima de guerra, se pergunta o que está acontecendo e o ET, o Extraterrestre, na lata de lixo, pede para o Astronauta a ajudá-lo a sair daquele planeta maluco.

História legal em que extraterrestres tratam o Astronauta como um invasor espacial e quiseram aprisioná-lo pra fazer estudos com ele. Astronauta consegue fugir e encontra a mesma situação na Terra em que os terráqueos estavam querendo prender um ET que entrou no planeta. Mostra uma relação do que habitantes de um planeta fazem ao verem um ser estranho, uma inversão de papeis na visão dos humanos. Se existirem criaturas com vida inteligentes em outros planetas e se viessem para Terra em um disco voador, os humanos fariam a mesma coisa que os "bordianos" fizeram com o Astronauta nesta história e, com isso, teve mensagem de que não façam com os outros o que não deseja fazer com você.

Foi engraçado colocarem detalhes como o bebê chamando pela avó enquanto a mãe dele fala "mamãe", dizerem "sete Luas" por conta do planeta deles terem sete Luas, no Planeta Bordô ter também cidade como a Terra, exército, emissora de televisão, repórter querendo furo de reportagem entrevistando o ET Astronauta e doutores para examiná-los, esses detalhes faziam diferença e deixavam a história com humor. Eles gostavam de associar os planetas que o Astronauta visitava iguais à Terra só que habitados por extraterrestres, como prova também quando os ETs chamam de Astronauta de "extrabordiano" por causa do planeta Bordô, associação de "extraterrestre" com Planeta Terra. A diferença maior em relação a Terra que o céu do Planeta Bordô era rosado.

Foi uma paródia do filme "ET, o extraterrestre", um clássico do cinema, aparecendo, inclusive, o ET do filme. Ele apareceu em outras histórias da época, já que foi um filme de grande sucesso e repercussão na época. A raiva do Astronauta foi tão grande que agiu como Mônica de conseguir destruir sozinho as cordas que o amarravam só com a sua força. Outro absurdo legal foi o traje do Astronauta ser invulnerável até a vários tiros de canhão.

Incorreta atualmente por ter armas, canhão, tiro, alienígenas nada amigáveis, personagem dentro de lata de lixo, além do termo proibido "minha nossa". Apesar de que hoje em dia proíbem a palavra "louco" para não confundirem com o personagem Louco, a palavra "maluco" eles aceitam de boa, já "biruta" por ser tipo gíria de época e podiam implicar hoje por não gostarem de coisas datadas.

Traços muito caprichados, típicos dos anos 1980. Foi republicada depois em 'Almanaque do Cascão Nº 16' (Ed. Globo, 1991) e depois republicada de novo em 'Coleção Um Tema Só Nº 15 - Cascão Extraterrestres' (Ed. Globo, 1996), sendo que neste, colocaram código fazendo referencia ao Almanaque de 1991 em vez de fazer referência que era uma história da Editora Abril.

Capa de 'Almanaque do Cascão Nº 16' (Ed. Globo, 1991)


Capa de 'Coleção Um Tema Só Nº 15 - Cascão Extraterrestres' (Ed. Globo, 1996)


Magali: HQ "A Terrível Menina-Gato"

 

Magali: HQ "A Terrível Menina-Gato"


Em agosto de 1993, há exatos 30 anos, era publicada a história "A Terrível Menina-Gato" em que Magali vira vilã e passa a roubar todo o leite da cidade após levar uma coelhada da Mônica. Com 18 páginas, foi publicada em 'Magali Nº 109' (Ed. Globo, 1993).

Capa de 'Magali Nº 109' (Ed. Globo, 1993)

Em casa, Magali vai buscar leite para o Mingau tomar enquanto naquele momento, ali perto, Cebolinha está fugindo para não apanhar da Mônica por ele a ter chamado de anta dentuça. Mônica joga o Sansão, Cebolinha abaixa a cabeça e quem leva a coelhada foi Magali que estava servindo o leite do Mingau.

Magali desmaia, Mingau a acorda com lambidas e ela pergunta onde está. Mingau entrega a tigela para ela buscar mais leite, Magali coloca o leite e bebe direto da tigela que nem uma gata. Mingau reclama que ela sempre foi gulosa, mas assim é demais. Magali mostra as unhas para ele como gata e diz que recuperou suas forças e a terrível Menina-Gato voltará a atacar e Mingau acha que ela pirou.

Magali diz que não é vestida daquela forma que a Menina-Gato deve se apresentar para o mundo e que está precisando de uma pele de gato e mostra a tesoura em direção ao Mingau, que pula para o lustre. Magali corta os pelos do seu gato de pelúcia, Mingau diz que ela está completamente doida e depois de ter feito a sua roupa de menina-gato, Magali pega o Mingau para ser seu ajudante.

Depois, Cascão está voltando da padaria, carregando pão e leite que a mãe o mandou comprar. Magali surge atrás da moita, Cascão se assusta e pergunta se é Carnaval ou Dia das Bruxas. Ela responde que é a terrível Menina-Gato, Cascão dá gargalhada e ao ver que ele estava carregando pão e leite, ela diz que quer. Cascão se recusa, a Menina-Gato fala que vai tirar então à força com ajuda do ajudante Bigodes (Mingau). Brigam feio e Magali consegue bater no Cascão e leva só o leite, deixando o pão.  

Cascão fica surpreso que ela o surrou no melhor estilo da Mônica e vai fofocar para a turma. Cebolinha acha uma bobeira, significa que o amigo é fracote, Cascão diz que tem outra ameaça para eles. Cebolinha fala que está feliz de ter escapado da Mônica e vai para casa. Chegando lá, vê a Menina-Gato na mesa tomando todo leite na tigela que encontrou na geladeira. Cebolinha tenta fugir, Menina-Gato avança nele e diz que tem que neutralizá-lo para não pedir ajuda, assim, bate nele, o amarra e vai para a rua roubar mais leites pela cidade.

Em seguida, a Menina-Gato rouba leites do leiteiro, mamadeira de um neném e tira todo leite de uma vaca. No campinho, Franjinha comenta com Cascão e Xaveco que tem uma tal de Menina-Gato roubando todo o leite da cidade. Cascão fala que é a Magali, Franjinha não acredita porque uma garota tão meiga e delicada como ela, nunca faria isso, mas Cebolinha, aparece, ainda amarrado, e conta que ela roubou todo o leite da cada dele e os meninos deduzem que se só bebe leite e gulosa que é, vai acabar com todo o leite da cidade e vão atrás dela.

Na padaria, Quinzinho está feliz que vendeu bastante pão e se pergunta o que mais um filho do padeiro pode querer da vida, quando aparece a Magali e ele diz que só faltava ela para o dia dele ser perfeito e pergunta que roupa era aquela e por que o Mingau está na coleira. Menina-Gato fala que está cheia dessas perguntas bobas e veio por que quer muito leite. Quinzinho oferece um copo e ela exige todo o estoque que tem.

Na rua, os meninos contam para a Mônica que Magali está piradona e como são melhores amigas, tem que fazer alguma coisa. Mônica diz que não sabe o que fazer, ainda mais que perdeu seu coelhinho por causa de um certo moleque, o Cebolinha. Menina-Gato aparece carregando os leites da padaria e Mônica vai falar com ela. Menina-Gato chama Mônica de Menina-Coelho e que não têm o que elas conversaram, costumavam ser amigas e depois que acertou com coelhada sem motivo, se revoltou contra o mundo. Mônica diz que não poderia, perdeu o Sansão. Menina-Gato mostra o Sansão, Mônica pensa que foi ela quem pegou e Menina-Gato diz que foi ela quem o tacou.

Os meninos preveem brigas e Cebolinha torce para a Menina-Gato porque a Magali está forçuda porque está pirada e se derrota a Mônica e quando voltar ao normal, a Mônica fica sem moral e se livram dos cascudos dela para sempre. Menina-Gato fala que só duela se a Mônica estiver vestida a caráter e ela pega uma fantasia de coelha do último Carnaval. Elas lutam com arma uma da outra e quem vencer fica com as duas. Assim, Menina-Gato fica com o Sansão e Menina-Coelho fica com o Mingau. 

Menina-Gato chama Mônica de dentuça, ela se enfeza e as duas brigam. Elas tacam o Mingau e Sansão uma na outra e Menina-Gato perde, ficando desmaiada com o Mingau. Cebolinha lamenta que Mônica é imbatível, invencível, invulnerável e, na falsidade, dá parabéns para ela, dizendo que torceu o tempo todo por ela e Mônica bate nele por estar devendo desde o início da história.

Magali acorda, se lembra de nada do que aconteceu, a gatada na cuca fez voltar ao normal. Mônica pede desculpas, Magali a abraça, falando que são melhores amigas e pergunta o que estão fazendo com aquelas roupas ridículas e Mônica promete contar tudo em casa. Magali acha tudo bobagem e nem acredita. Magali se entusiasma em tomar leite e Mônica, comer cenoura e Mingau se pergunta se voltou tudo ao normal mesmo.

História muito legal em que a Magali pensa que é Menina-Gato depois de levar uma coelhada da Mônica e passa a roubar todo o leite da cidade que encontrava. Conseguiu roubar e beber muito leite até se encontrar com a Mônica e como ficou revoltada de ter levado coelhada, as duas duelam e Magali volta ao normal com a gatada na cabeça, seguindo ideia que uma pancada faz personagem ficar doido, mudar de personalidade, mas outra pancada, volta ao normal. Ficou a dúvida no final se voltaram ao normal mesmo por conta da Magali desejar tomar leite e Mônica comer cenoura, o psicológico de se verem vestidas daquele jeito e o papo sobre o ocorrido pode ter feito despertar interesse delas pelas comidas.

Interessante Magali virar uma vilã, baseada na Mulher-Gato, do Batman, que queria tomar todo leite que via, bem forçuda a ponto de bater nos meninos no estilo da Mônica, diferente do seu jeito meigo e delicado como era vista pelos amigos. Incrível como não deu diarreia de tanto leite que tomou. Foi capaz de roubar mamadeira de neném e todo leite de uma vaca e da padaria, ou seja, nada perdoava. Apesar de Bairro do Limoeiro não ser rural, as vezes apareciam vacas ou elementos rurais da Vila Abobrinha do Chico Bento como personagens roubarem goiaba da goiabeira, se precisassem para incrementar roteiro e dar mais graça.

Sempre era divertido quando a Magali levava coelhada da Mônica, dessa vez foi até uma coelhada explícita sem mostrar só onomatopeia, normalmente quando acontecia era sem querer, Mônica batia por engano, apesar de que algumas vezes na época da Editora Abril, a Mônica bateu na Magali de caso pensado, achando que merecia de fato a surra. Depois, Mônica deixou de bater nas meninas, deixaram batendo só nos meninos e se realmente mereciam a surra e hoje em dia, quase não bate nem nos meninos, muito menos nas meninas. E engraçado também Magali chamar Mônica de dentuça.

Mingau se deu mal nessa história, sendo obrigado a ser ajudante de vilã e carregado por coleira, ter que se envolver na briga com o Cascão e ainda ser girado e arremessado pela Mônica, igual como ela faz com o Sansão e ficar machucado. Pelo menos escapou de ter seus pelos cortados se Magali não tivesse um gato de pelúcia. Menina-Gato entrar na casa do Cebolinha se deve ao fato dos personagens do Bairro do Limoeiro deixarem portas e janelas abertas e aí qualquer um podia entrar, fora que os pais não estavam em casa na hora. Curioso o Xaveco não voltar a aparecer depois da sequência da padaria com o Quinzinho.


Muito engraçada a paródia da música "Banho de Lua", de Celly Campello, cantada pelo Cascão, ("Banho de lama, melado como um porco"), tudo de acordo com a sua característica. Nome de "Padaria do Quinzão" se deve ao nome do pai do Quinzinho, que já tinha esse nome na época, ele é filho do padeiro que trabalha lá, não o dono. Teve até coisas datadas como leite em saquinho, o que era bem normal e o que prevalecia na época, atualmente são só leite em caixinhas, chamados de longa vida. Esses leites em saquinhos eram muito gostosos e até tocar no saquinho era bom. Até leiteiro na rua e leite em garrafa é muito raro ter hoje em dia.

É toda incorreta atualmente por Magali como vilã, fome exagerada e todos os seus absurdos, ela apanhar da Mônica, aparecer surra explícita, meninos com olhos roxos, Cascão fazer apologia a sujeira na paródia de "Banho de Lua", Mingau ser arremessado pela Mônica para bater na Magali, mãe do Cascão mandar filho criança fazer compra sozinho em padaria, criança trabalhar em padaria e sozinho, fora as palavras proibidas "roubar" e "gozado".

Traços ficaram muito caprichados, dava gosto de ver assim. Em algumas páginas, a impressão de cores ficou mais forte do que prevalecia na história. Tiveram erros da Magali aparecer com nariz em formato "c" na página 11 da história (página 13 do gibi), alguns saquinhos de leite aparecerem de cores azuis na página 13 da história (página 15 do gibi) e na última página e esqueceram de pintar a mão da Mônica de amarelo na pagina 16 da história (página 18 do gibi). A capa do gibi dessa vez foi com alusão à história de abertura, era raro isso na época, principalmente nos gibis da Magali, e ainda sem envolver comida na capa, mas na história teve a fome exagerada dela de sempre. 

Foi a última capa da Magali com preço em "Cruzeiro" (Cr$), mesmo que já estava circulando o "Cruzeiro Real" (CR$) no Brasil desde aquele mês de agosto de 1993, não deu tempo de mudar na capa porque já estava pronta. Mas bastava dividir o preço por mil, no caso, custou CR$ 55,00. E também foi a última capa da Magali sem código de barras, a partir da "Nº 110", de setembro de 1993, começou o padrão novo com códigos de barras grandes nas capas de todos os gibis e atrapalhando a arte. Muito bom relembrar essa história marcante há exatos 30 anos.

Receita Xale em crochê

 

Receita Xale em crochê