quinta-feira, 2 de abril de 2026

Vista da Praça Tiradentes...década 1930..

 Vista da Praça Tiradentes...década 1930..


Uma vista da PRAÇA TIRADENTES, contemplando a suntuosa Catedral no final da década de 30.

 Uma vista da PRAÇA TIRADENTES, contemplando a suntuosa Catedral no final da década de 30.


RELEMBRANDO O RESTAURANTE ZACARIAS

 RELEMBRANDO O RESTAURANTE ZACARIAS

"O sr. Eugênio Schoenau iniciou o Restaurante Zacarias, que funcionava para almoço e jantar, bem no centro comercial da cidade. Ele e sua família sempre estiveram à frente dos negócios: a sua esposa respondia pela cozinha e as filhas pela parte administrativa.
Foi um local bastante freqüentado, durante a semana, por pessoas que trabalhavam nas proximidades, paranaenses do interior que vinham a negócios ou tratamento de saúde, turistas do Rio e São Paulo e, nos fins de semana, por famílias residentes em Curitiba.
O Restaurante Zacarias trabalhava com serviço à la carte e pratos-do-dia, e os garçons utilizavam o sistema de comanda para controlar os pedidos.
Cardápio Diário: 2ª Feira - Virado à paulista, acompanhado de bisteca; Churrasco de forno (costela de boi temperada e assada com bastante molho). 3ª Feira - Dobradinha à espanhola (feijão branco, costelinha defumada e lingüiça frita) Mocotó à baiana. 4ª Feira -
Galinha com polenta; Posta branca com nhoque; Ravioli ao sugo. 5ª Feira - Rabada com nhoque; polenta Vitela à brasileira. 6ª Feira - Vatapá à baiana; Bacalhau à portuguesa; Fritada de bacalhau. Sábado - Feijoada completa.
Domingo - Pratos diversos: vários tipos de maionese (camarão, peixe, frango desfiado); Peixe ao molho de camarão; Peixe ao molho tártaro; Leitão à brasileira; Pernil à brasileira; Pato ou marreco à cubana; Pato ou marreco à Califórnia. Nos feriados de Páscoa, Natal e Ano Novo: Peru à brasileira; Peru à Califórnia; Peru à cubana.
A maioria dos pratos listados no cardápio do Restaurante Zacarias veio da Sociedade Duque de Caxias, que foram complementados com lgumas novidades. Os clientes aceitavam muito bem os pratos-do-dia, pois sabiam que naquele determinado dia da semana iriam comer aquela determinada comida. Normalmente, a clientela que era fiel ao restaurante costumava ocupar as mesmas mesas e ser servida pelos mesmos garçons. No jantar havia fundo musical e luzes coloridas no ambiente.
É interessante registrar que o fogão utilizado no Restaurante Zacarias era a óleo cru. O sr. Eugênio obteve licença da Prefeitura Municipal para trabalhar com esse tipo de combustível. Na praça Zacarias havia um tanque reservatório, que era enchido de óleo, trazido por um caminhão, e o motor fazia a sucção, tocava esse óleo para o fogão da cozinha do restaurante. A chapa do fogão ficava quente em pouco tempo, permitindo excelentes grelhados.
Quando as Lojas Pernambucanas compraram o prédio, o sr. Eugênio já havia vendido o Restaurante Zacarias. O novo proprietário montou outro Zacarias, na rua Muricy, entre André de Barros e Visconde de Guarapuava. Era década de 1970, e o Zacarias já não era mais o mesmo."
(Extraído de: Bares e Restaurantes de Curitiba, 1950-1960, de Maria do Carmo Marcondes Brandao Rolimã)
Paulo Grani
Fachada do Restaurante Zacarias na sobreloja do prédio de esquina entre a Praça Zacarias e a rua Dr. Muricy. No térreo, uma loja das Casas Pernambucanas.
Familia Bayer reunida no Restaurante Zacarias, em almoço dominical.
(Foto: Acervo Graça Medeiros)
No canto direito superior da foto, a porta de entrada do Restaurante Zacarias.









Cartão Postal de Curityba, da década de 1890, mostra a chamada "Casa Rosada de Curitiba". O histórico edifício construído em meados de 1880, para residência da família Amazonas Marcondes. Na década de 1890, abrigou a sede do 39° Regimento de Infantaria. Na primeira década de 1900, foi vendido para os irmãos Manoel Ignácio e João Antônio de Araújo Pimpão. Em 1911, Emilio Romani Adquiriu-o, de onde passou a ser conhecido como "Casa Emilio Romani". Atualmente, pertence a um importante advogado da cidade.

 Cartão Postal de Curityba, da década de 1890, mostra a chamada "Casa Rosada de Curitiba". O histórico edifício construído em meados de 1880, para residência da família Amazonas Marcondes. Na década de 1890, abrigou a sede do 39° Regimento de Infantaria. Na primeira década de 1900, foi vendido para os irmãos Manoel Ignácio e João Antônio de Araújo Pimpão. Em 1911, Emilio Romani Adquiriu-o, de onde passou a ser conhecido como "Casa Emilio Romani". Atualmente, pertence a um importante advogado da cidade. 


Clementina Broch Nascida a 22 de outubro de 1885 (quinta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil Baptizada a 15 de novembro de 1885 (domingo) - Curitiba, Paraná, Brasil Falecida a 30 de agosto de 1947 (sábado) - Curitiba, Paraná, Brasil, com a idade de 61 anos Enterrada a 31 de agosto de 1957 (sábado) - Curitiba, Paraná, Brasil

  Clementina Broch Nascida a 22 de outubro de 1885 (quinta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil Baptizada a 15 de novembro de 1885 (domingo) - Curitiba, Paraná, Brasil Falecida a 30 de agosto de 1947 (sábado) - Curitiba, Paraná, Brasil, com a idade de 61 anos Enterrada a 31 de agosto de 1957 (sábado) - Curitiba, Paraná, Brasil


Clementina Broch Castellano: Uma Vida Tecida em Curitiba (1885–1947)

No outono de 1885, quando Curitiba ainda respirava entre os traços de uma vila em ascensão e o aroma úmido das matas de araucária se misturava ao fumo das primeiras chaminés, nasceu Clementina Broch. Era uma quinta-feira, 22 de outubro. Seu primeiro choro ecoou em uma cidade que mal começava a desenhar seu destino moderno, e poucos dias depois, em 15 de novembro, sob os sinos das igrejas que marcavam o ritmo espiritual e social da comunidade, recebeu a água do batismo. Desde aquele instante, sua história se entrelaçou de forma indelével com a da capital paranaense, uma urbe que cresceria entre sonhos de progresso e a força silenciosa de famílias como a sua.

Raízes e o Berço Familiar

Clementina era filha de Johann Broch, nascido por volta de 1837, e de Otthiglia Emola, cuja vida se estendeu até aproximadamente 1910. Johann pertencia a uma geração marcada pela travessia, pelo trabalho manual e pela construção paciente do amanhã. Otthiglia, por sua vez, era o alicerce invisível do lar: aquela que mantinha a chama acesa, que bordava a resistência no dia a dia e que ensinava, com gestos mais do que com palavras, o valor da dignidade. Juntos, deram à luz uma linhagem que se espalharia pela história familiar: Mathilde, Camillo, Alexandre Segundo, Augusta, Clementina e a pequena Izabel.
A infância de Clementina foi pontuada por alegrias compartilhadas e perdas precoces que moldaram seu caráter. A irmã Mathilde partiu por volta de 1900. Izabel, nascida em 1888, viveu apenas dois anos, sendo enterrada no inverno de 1890. Cada adeus precoce ensinava à jovem Clementina que a vida é frágil, mas que o amor deixa marcas mais duradouras que a própria mortalidade. Foi nesse ambiente de fé, trabalho e luto contido que ela aprendeu a ser forte sem perder a ternura.

O Encontro, o Sim e o Início de uma Nova Casa

O ano de 1905 trouxe uma virada definitiva. No primeiro dia de julho, sob o céu límpido e frio do inverno curitibano, Clementina uniu-se a Pedro Castellano. Nascido em 1886, Pedro era um homem de poucas palavras e muita ação, cujos valores de honra, persistência e devoção familiar espelhavam os dela. O casamento não foi apenas um registro civil ou uma cerimônia religiosa; foi a fundação de um refúgio. Ali, nas entrelinhas do cotidiano, nasceria uma das famílias mais numerosas e resilientes da região.
A maternidade chegou quase que imediatamente. Em setembro daquele mesmo ano, Clementina embalou Leonilda Francisca, sua primogênita. Nos anos seguintes, sua casa encheu-se de vozes, passos apressados e o burburinho saudável de uma prole em formação. Nasceram Othilia (1907), que infelizmente partiu cedo, em 1909, deixando uma saudade que o tempo não apagou; Leonor (1909), Francisca (1910), Oswaldo (1913), Zilda (1915), Rômulo (1918), Olivina (1920) e Maria Regina (1923). Além desses nove nomes que a história preservou, a família também acolheu outras três crianças, cujas identidades permanecem sob o sigilo do respeito familiar, mas que, sem dúvida, receberam o mesmo colo, as mesmas orações e o mesmo amor incondicional.

Endereços que Guardam Memórias

A vida dos Castellano não se desenrolou em um único cenário. Mudaram-se conforme a cidade crescia e as necessidades da família ditavam novos caminhos. Viveram no coração de Curitiba, na Rua Coronel Dulcídio, onde as paredes ouviram risos infantis e discussões sérias; no bairro de Bacacheri, então uma área em transição entre o rural e o urbano; na Rua Iguassú e no elegante Boulevard Floriano Peixoto, que testemunhava a modernização da capital. Cada endereço foi mais que uma moradia: foi um palco de refeições compartilhadas, de noites de inverno aquecidas por lareiras e conversas, de primeiras comunhões, de doenças enfrentadas com fé, de festas simples que valiam por riquezas.
Clementina era o eixo desse universo. Acordava antes do sol, organizava a rotina, costurava remendos que pareciam novos, estocava mantimentos para os tempos difíceis e, acima de tudo, escutava. Sabia qual filho precisava de um repreensão firme, qual precisava de um abraço silencioso, qual precisava apenas de presença. Sua maternidade não foi romantizada; foi real, cansativa, gloriosa e sagrada.

Tempos de Transformação e de Perda

A vida de Clementina atravessou décadas de profundas mudanças. Viu Curitiba abandonar seus casarões de madeira em favor do concreto, assistiu ao Brasil passar por repúblicas, guerras mundiais, crises econômicas e avanços tecnológicos. Dentro de casa, porém, o ritmo era outro. Era guiado pela tradição, pela palavra dada, pelo respeito aos mais velhos e pela esperança no futuro dos filhos.
Ela também soube o peso da despedida. Perdeu o pai, Johann, em 1906. Perdeu a mãe, Otthiglia, por volta de 1910. Viu partir os irmãos Camillo, em 1921, e Alexandre Segundo, em 1941. Cada luto foi carregado com a dignidade de quem entende que a vida é um rio que segue seu curso. Em 1938, porém, o coração de mãe transbordou de alegria ao ver a filha Zilda casar-se com Florisvaldo Anastácio Daniel Sprenger, um novo ramo que se juntava à árvore genealógica.

Os Últimos Anos e a Partida Terrena

Aos 61 anos, em um sábado de agosto de 1947, Clementina Broch Castellano descansou de sua longa jornada. Faleceu em Curitiba, a cidade que a viu nascer, crescer, amar e construir. Curiosamente, os registros indicam que seu sepultamento ocorreu uma década depois, em 31 de agosto de 1957. Esse intervalo de dez anos, longe de ser um esquecimento, reflete as complexas realidades familiares, administrativas ou afetivas da época, e apenas reforça como sua memória permaneceu viva, aguardando o momento certo para o repouso definitivo ao lado de seus ancestrais.
Pedro, seu companheiro de vida, seguiria caminhando até 1963, carregando nos olhos o brilho das décadas vividas ao lado dela. Os filhos, por sua vez, espalharam-se pelo tempo e pelo espaço, alguns alcançando longevidade notável, como Leonor (que viveu até 1996), Francisca e Oswaldo (ambos até 2000), Zilda (também em 2000) e Rômulo (1997), enquanto Maria Regina partiu em 1994. Cada um deles levava consigo um fragmento do olhar de Clementina, um eco de sua voz, uma lição de resiliência.

Um Legado que Não Se Apaga

Clementina Broch não aparece nos livros de história nacional, mas sua biografia é escrita nas veias de dezenas, talvez centenas de descendentes. Sua grandeza não está em feitos públicos ou em títulos, mas na capacidade de transformar o ordinário em sagrado. Foi mulher de seu tempo, sim, mas também arquiteta do afeto, guardiã de memórias, tecelã de laços que o tempo não desfia.
Hoje, ao revisitarmos sua trajetória, não celebramos apenas datas, endereços ou sobrenomes. Celebramos uma existência plena, marcada pela coragem de amar em tempos incertos, pela força de erguer uma família numerosa com recursos limitados mas com amor ilimitado, e pela sabedoria de saber que a verdadeira herança não são bens materiais, mas valores, exemplos e a certeza de que nunca estaremos sozinhos enquanto houver alguém que carregue nosso nome com respeito.
Clementina Broch Castellano vive. Vive nas orações sussurradas, nas reuniões de família, nas histórias contadas à luz da tarde, no sangue que pulsa em gerações que jamais a conheceram pessoalmente, mas que a sentem em cada gesto de união. Sua história é um testemunho silencioso e poderoso: o de que uma vida bem vivida é aquela que, mesmo quando o corpo descansa, continua aquecendo o futuro.
  • Nascida a 22 de outubro de 1885 (quinta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil
  • Baptizada a 15 de novembro de 1885 (domingo) - Curitiba, Paraná, Brasil
  • Falecida a 30 de agosto de 1947 (sábado) - Curitiba, Paraná, Brasil, com a idade de 61 anos
  • Enterrada a 31 de agosto de 1957 (sábado) - Curitiba, Paraná, Brasil

 Pais

 Casamento(s) e filho(s)

 Irmãos

 Fontes

  • Pessoa: Árvore Genealógica do FamilySearch - Clementina Castellano (nascida Broch)<br>Nome de nascimento: Clementina Broch<br>Nome após casamento: Clementina Castellano<br>Também conhecido como: Clementina Brock<br>Gênero: Feminino<br>Nascimento: 22 de out de 1885 - Curitiba, Paraná, Brasil<br>Batizado: 15 de nov de 1885 - Curitiba, Paraná, Brasil<br>Casamento: 1 de jul de 1905 - Curitiba, Paraná, Brasil<br>Morte: 30 de ago de 1947 - Curitiba, Paraná, Brasil<br>Enterro: 31 de ago de 1957 - Curitiba, Paraná, Brasil<br>Pais: Giovanni Broch, Othilia Broch (nascida Emola)<br>Esposo: Pedro Castellano<br>Filhos: Leonilda Francisca Castellano, Othilia Castellano, Leonor Castellano, Francisca Fornarolli (nascida Castellano), Oswaldo Castellano, Zilda Sprenger (nascida Castellano), Rômulo Castellano, Olivina Schemiko (nascida Castellano), Maria Regina Gonçalves (nascida Castellano), João Francisco Castellano, Percy Castellano, Nelson José Castellano<br>Irmãos: Mathilde Broch, Camillo Broch, Augusto Giacomo Broch, Giacomo Augusto Broch, Alexandre Segundo Broch, Augusta Zanon (nascida Broch), Izabel Brock - Record - 40001:1039552551:

 Árvore genealógica (visão geral)

   
Johann Broch ca 1837-1906 Otthiglia Emola †ca 1910
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Clementina Broch 1885-1947
188522 out.
188515 nov.
24 dias
188829 jan.
2 anos

Nascimento de uma irmã

 
Baptismo a 17 de fevereiro de 1888 (Curitiba, Paraná, Brasil)
189029 jan.
4 anos

Morte de uma irmã

 
Enterro a 30 de janeiro de 1890 (Curitiba, Paraná, Brasil)
cerca1900
~ 15 anos
19051 jul.
19 anos
190511 set.
19 anos

Nascimento de uma filha

 
Baptismo a 21 de abril de 1907 (Curitiba, Paraná, Brasil)
190630 maio
20 anos

Morte do pai

 
Enterro a 31 de maio de 1906 (Curitiba, Paraná, Brasil)
19075 ago.
21 anos

Nascimento de uma filha

 
Baptismo a 11 de janeiro de 1909 (Curitiba, Paraná, Brasil)
19095 mar.
23 anos

Morte de uma filha

 
Enterro a 5 de março de 1909 (Curitiba, Paraná, Brasil)
191025 out.
25 anos

Nascimento de uma filha

 
Baptismo a 13 de junho de 1911 (Curitiba, Paraná, Brasil)
cerca1910
~ 25 anos

Morte da mãe

191814 maio
32 anos
19219 out.
35 anos

Morte de um irmão

 
Enterro a 10 de outubro de 1921 (Curitiba, Paraná, Brasil)
19239 jan.
37 anos

Nascimento de uma filha

 
Baptismo a 9 de agosto de 1929 (Curitiba, Paraná, Brasil)
194111 jun.
55 anos

Morte de um irmão

 
Enterro a 12 de junho de 1941 (Curitiba, Paraná, Brasil)
194730 ago.
61 anos
195731 ago.
71 anos


Antepassados de Clementina Broch

Johann Broch ca 1837-1906 Otthiglia Emola †ca 1910
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Clementina Broch 1885-1947



Descendentes de Clementina Broch