terça-feira, 21 de abril de 2026

Casa de Baptista Gans, ao lado tinha uma Olaria. Ficava onde passa a BR 277, depois da trincheira, perto da Decathlon. Na entrada do parque Barigui. Década de 1930. Foto de Neander Pereira

 Casa de Baptista Gans, ao lado tinha uma Olaria. Ficava onde passa a BR 277, depois da trincheira, perto da Decathlon. Na entrada do parque Barigui. Década de 1930. Foto de Neander Pereira


A Praça Tiradentes, ainda sem calçamento, no ano de 1909.

 A Praça Tiradentes, ainda sem calçamento, no ano de 1909.


A imagem contempla, o lendário Armazém Santa Ana ainda novinho, na atual Avenida Senador Salgado Filho - 4460, na década de 30/ATUAL

 A imagem contempla, o lendário Armazém Santa Ana ainda novinho, na atual Avenida Senador Salgado Filho - 4460, na década de 30/ATUAL


Mansão das Rosas,na Avenida João Gualberto,1880...

 Mansão das Rosas,na Avenida João Gualberto,1880...


A Imagem do alto, contempla em primeiro plano, a PRAÇA do JAPÃO da década de 70.

 A Imagem do alto, contempla em primeiro plano, a PRAÇA do JAPÃO da década de 70.


Vista aérea de Curitiba, com destaque para a Av. Manoel Ribas e o edifício sede da antiga Telepar, em 1970.

 Vista aérea de Curitiba, com destaque para a Av. Manoel Ribas e o edifício sede da antiga Telepar, em 1970.


Na década de 1930, os bondes paravam diretamente na porta da Catedral de Curitiba, facilitando o deslocamento dos fiéis. A foto revela, também, ainda a grande importância das carroças e carroções para a população, naquela época, além do bonde. (Foto: Arquivo Público do Paraná)

 Na década de 1930, os bondes paravam diretamente na porta da Catedral de Curitiba, facilitando o deslocamento dos fiéis.  A foto revela, também, ainda a grande importância das carroças e carroções para a população, naquela época, além do bonde.  (Foto: Arquivo Público do Paraná)



Em 1928, um pequeno trecho da Rua Comendador Araújo, esquina c/Coronel Dulcidio, Curitiba. (Foto: Arquivo Gazeta do Povo)

 Em 1928, um pequeno trecho da Rua Comendador Araújo, esquina c/Coronel Dulcidio, Curitiba.  (Foto: Arquivo Gazeta do Povo)


ANTIGA SEDE DO MUSEU PARANAENSE

 ANTIGA SEDE DO MUSEU PARANAENSE



Em 1954, Domingos Fogiatto, fotografou a então sede do Museu Paranaense que ficava na Rua Buenos Aires, entre a Visconde de Guarapuava e a Avenida Batel, no bairro do Batel.

No local havia um morro conhecido como Alto da Bela Vista, que serviu de sustentação ao prédio, concluído em 1902. O projeto foi encomendado pelo industrial ervateiro Manoel de Macedo ao engenheiro italiano Ernesto Guaita, que não se furtou em utilizar técnicas construtivas alemãs na obra.

Um exemplo foi a construção de um grande muro lateral feito com pedras, que mantinha a altura original do morro. A perspectiva proporcionada aos transeuntes destacou a imponência da construção.

(Foto: acervo Cid Destefani)

Mário Braga de Abreu (Mário Braga de Abreu Médico) Nascido a 25 de abril de 1906 (quarta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil Baptizado a 17 de junho de 1906 (domingo) - Curitiba, Paraná, Brasil Falecido a 8 de julho de 1981 (quarta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil, com a idade de 75 anos

  Mário Braga de Abreu (Mário Braga de Abreu Médico)   Nascido a 25 de abril de 1906 (quarta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil Baptizado a 17 de junho de 1906 (domingo) - Curitiba, Paraná, Brasil Falecido a 8 de julho de 1981 (quarta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil, com a idade de 75 anos

Mário Braga de Abreu: Uma Vida de Raízes, Cura e Legado Familiar

Nasceu numa quarta-feira de abril de 1906, quando Curitiba ainda respirava a brisa fresca do planalto e guardava em suas ruas de paralelepípedo o ritmo de uma nação em construção. Mário Braga de Abreu chegou ao mundo na mesma cidade que o veria partir, setenta e cinco anos depois, fechando um ciclo marcado pela dedicação, pelo amor familiar e por uma vocação que transcendia o consultório: a de cuidar, curar e unir.

As Raízes: Manoel e Maria Joanna, e o Peso dos Ancestrais

Mário foi fruto da união entre Manoel Martins de Abreu (1855–1925) e Maria Joanna da Cunha Braga (n. 1868). Seu nome carrega a memória de gerações que cruzaram o Atlântico, fincaram raízes em solo brasileiro e ajudaram a escrever a história do Paraná. A linhagem remonta a figuras como o Comendador Manoel Antonio da Cunha, a Gertrudes Maria dos Santos Pacheco Lima e a Joaquina Teixeira Coelho, nomes que ecoam em registros coloniais e imperiais, testemunhas de uma época em que a honra, a terra e a família eram pilares inegociáveis.
Manoel, já viúvo de Escolástica Gonçalves (1857–1890), trouxe para o novo casamento os frutos dessa primeira união: Abílio, Lydia, Maria Mercedes e a breve passagem de Esther, falecida ainda criança em 1906. Essa estrutura familiar, comum à época, não era apenas uma árvore genealógica no papel, mas um tecido vivo de afetos, responsabilidades e aprendizados. Mário cresceu sabendo que a família se expandia além dos laços de sangue direto, e que o cuidado com os meios-irmãos era uma extensão natural do amor que sua mãe, Maria Joanna, cultivava em casa.

A Casa dos Abreu: Irmãos, Laços e a Formação do Caráter

A infância de Mário foi partilhada com uma verdadeira constelação de irmãos. João, Rosa, Margarida, Maria da Luz, Helena, Olívia, Alice (Isabel), Stella, Guida e Lulu preenchiam os cômodos com vozes, brincadeiras, choros e conquistas. Eram tempos em que a casa era escola, refúgio e primeiro laboratório de convivência. Mário aprendeu cedo a dividir, a respeitar as diferenças de idade e a entender que cada irmão carregava um papel único na história comum.
Aos quatorze anos, em 1920, viu sua irmã Olívia unir-se a Othon Martim Mäder no Rio de Janeiro. Cinco anos depois, em abril de 1925, aos dezenove, enfrentou a primeira grande dor: a partida do pai, Manoel Martins de Abreu, no Rio de Janeiro. A perda precoce de uma figura patriarcal moldou em Mário uma maturidade silenciosa e uma determinação que o acompanharia por toda a vida. Ele não apenas herdou um sobrenome; herdou a responsabilidade de honrá-lo.

A Medicina como Vocação e Serviço

Embora os registros históricos preservem com discrição os detalhes de sua formação, o título que o acompanha pela eternidade é revelador: Médico. Em uma era em que a ciência dava seus primeiros passos no Brasil contemporâneo, escolher a medicina era mais do que uma carreira; era um compromisso ético com a vida. Mário dedicou anos aos livros, às enfermarias, às noites mal dormidas e às mãos que aprendem a sentir o pulso do outro. Sua prática não se limitou ao diagnóstico; foi, antes de tudo, um exercício de humanidade. Ele entendia que curar também era ouvir, amparar e estar presente. E essa mesma sensibilidade, refinada nos corredores da medicina, ele levaria para o seio familiar.

O Encontro com Denise: Amor e Companhia (1940)

Em 30 de dezembro de 1940, numa segunda-feira de verão paulistano, Mário uniu-se a Denise Lombardi em matrimônio. São Paulo, já então uma metrópole em ebulição, foi palco de um voto que duraria décadas. Denise, nascida por volta de 1922 e falecida por volta de 1999, foi mais do que uma esposa; foi companheira de jornada, confidente das longas plantões, âncora nos dias de incerteza e testemunha das conquistas silenciosas de um homem que preferia servir a aparecer. Juntos, construíram um lar onde o respeito mútuo e a cumplicidade eram a base. Atravessaram guerras, transformações políticas, avanços médicos e mudanças de costume, sempre de mãos dadas.

A Paternidade: O Legado que se Multiplica

A paternidade foi, sem dúvida, um dos capítulos mais sagrados de sua existência. Embora os arquivos históricos preservem com reserva os nomes e datas de seus filhos, sabe-se que Mário os criou com os mesmos princípios que herdou e cultivou: integridade, estudo, empatia e a convicção de que o verdadeiro sucesso se mede pelo bem que se deixa no caminho. Ele não foi apenas um provedor; foi um exemplo vivo. Ensinou, com gestos mais do que com discursos, que a ciência sem coração é vazia, e que a família é o primeiro e mais importante consultório. Seus filhos herdaram não apenas seu sangue, mas sua ética, sua capacidade de escuta e a serenidade de quem sabe que a vida é feita de pequenos atos de amor repetidos dia após dia.

Os Últimos Anos e a Partida Serena (1981)

O tempo, implacável e justo, trouxe a Mário a sabedoria da idade. Viu partir, em setembro de 1967, sua meia-irmã Lydia. Cerca de um ano depois, por volta de 1968, despediu-se de Abílio. Cada partida era uma lição sobre a finitude, mas também sobre a permanência do que se plantou. Em 8 de julho de 1981, numa quarta-feira fria de inverno curitibano, Mário Braga de Abreu fechou os olhos aos 75 anos. Partiu na cidade que o embalou no berço, cercado pela memória dos que amou e pelo respeito dos que o conheceram. Sua partida não foi um ponto final, mas uma vírgula na história de uma família que continua a florescer.

Um Nome que Permanece

Mário Braga de Abreu não buscou os holofotes da história oficial, mas escreveu sua própria epopeia nos dias comuns, nas mãos que curaram, nos abraços que consolaram, nas noites em vigília e nas manhãs de esperança. Ele foi filho, irmão, marido, pai, médico e, acima de tudo, um homem que entendeu que a vida só faz sentido quando compartilhada.
Sua árvore genealógica, com ramos que se estendem do século XVIII aos dias atuais, não é apenas um registro de datas e nomes. É um testamento vivo de resiliência, de amor que atravessa gerações, de um legado que não se mede em bens, mas em valores transmitidos. Que sua memória continue a ser honrada não com saudade passiva, mas com a mesma dedicação que ele viveu: cuidando, unindo e seguindo em frente.
Mário partiu. Mas o que ele plantou, segue vivo.
Mário Braga de Abreu
(Mário Braga de Abreu Médico)

  • Nascido a 25 de abril de 1906 (quarta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil
  • Baptizado a 17 de junho de 1906 (domingo) - Curitiba, Paraná, Brasil
  • Falecido a 8 de julho de 1981 (quarta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil, com a idade de 75 anos
4 ficheiros disponíveis

 Pais

 Casamento(s)

  • Casado a 30 de dezembro de 1940 (segunda-feira), São Paulo, São Paulo, Brasil, com Denise Lombardi de Abreu ca 1922-ca 1999

 Irmãos

 Meios irmãos e meias irmãs

Pelo lado de Manoel Martins de Abreu 1855-1925

 Fontes

  • Pessoa: JOAQUIM FLORIANO ESPÍRITO SANTO - Family Espirito Santo Web Site (Smart Match)

 Fotos e Registos de Arquivo

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P536828 640 410

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 Árvore genealógica (até aos avós)

Pedro Martins de Abreu  Maria Martins  Joao Manoel da Cunha Silva Braga ca 1800- Francisca Luiza da Cunha 1821-
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Manoel Martins de Abreu 1855-1925
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Maria Joanna da Cunha Braga 1868-
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Mário Braga de Abreu 1906-1981


190625 abr.
190617 jun.
um mês
190724 out.
17 meses
196730 set.
61 anos
cerca1968
~ 62 anos

Morte de um meio-irmão

19818 jul.
75 anos


Antepassados de Mário Braga de Abreu

          José dos Santos Pacheco Lima 1732-1806 Maria Pereira Braga (Pereira da Sylva) ca 1728-1807
          |- 1753 -|
          


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        Francisco Teixeira Coelho ca 1740-1811 Gertrudes Maria dos Santos Pacheco Lima 1754-1832
        |- 1774 -|
        


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      Manoel Antonio da Cunha, Comendador 1790-1860 Joaquina Teixeira Coelho 1795-
      |- 1815 -|
      


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Pedro Martins de Abreu  Maria Martins  Joao Manoel da Cunha Silva Braga ca 1800- Francisca Luiza da Cunha 1821-
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Manoel Martins de Abreu 1855-1925
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 Maria Joanna da Cunha Braga 1868-
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|- 1892 -|



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Mário Braga de Abreu 1906-1981
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