sexta-feira, 13 de março de 2026

Comendador Araújo em 1905...palacete Ascanio Miro....

 Comendador Araújo em 1905...palacete Ascanio Miro....


Hospital Geral de Curitiba. Década de 40. Avenida Vicente Machado X Rua Teixeira Coelho.

 Hospital Geral de Curitiba. Década de 40. Avenida Vicente Machado X Rua Teixeira Coelho.



Uma linda imagem, do então LARGO do ROSÁRIO da década de 1910.

 Uma linda imagem, do então LARGO do ROSÁRIO da década de 1910.



Histórico Cartão Postal de Curitiba, da década de 1930, com imagem aérea da Praça Santos Andrade, do antigo prédio da Universidade do Paraná e do prédio dos Correios e Telégrafos. Nota-se um belo jardim nos fundos da Universidade, mais tarde removido para dar espaço ao novo edifício. (Foto: Cópia extraída de um negativo colorizado à mão, pertencente ao acervo Paulo José Costa) Paulo Grani

 Histórico Cartão Postal de Curitiba, da década de 1930, com imagem aérea da Praça Santos Andrade, do antigo prédio da Universidade do Paraná e do prédio dos Correios e Telégrafos.  Nota-se um belo jardim nos fundos da Universidade, mais tarde removido para dar espaço ao novo edifício.  (Foto: Cópia extraída de um negativo colorizado à mão, pertencente ao acervo Paulo José Costa)  Paulo Grani 



Cartão Postal de Curitiba, anos 1950, apresentando o então Lord Hotel, mais tarde Hotel Eduardo VII, situado na rua Cândido Leão, esquina com Marechal Floriano Peixoto, em frente à Praça Tiradentes. Autoria: Foto Colombo. Paulo Grani

 Cartão Postal de Curitiba, anos 1950, apresentando o então Lord Hotel, mais tarde Hotel Eduardo VII, situado na rua Cândido Leão, esquina com Marechal Floriano Peixoto, em frente à Praça Tiradentes.  Autoria: Foto Colombo.  Paulo Grani



Grupo Escolar de Quatiguá: O Art Déco e a Consolidação do Ensino no Norte Pioneiro

 Denominação inicial: Grupo Escolar de Quatiguá

Denominação atual: Colégio Estadual João Marques da Silveira

Endereço: Praça Eurides Fernandes do Nascimento, 214 - Centro

Cidade: 

Classificação (Uso): 

Período: 

Projeto Arquitetônico

Autor: Secção Tecnnica

Data: 1935

Estrutura: padronizado

Tipologia: U

Linguagem: 


Data de inauguracao: 31 de maio de 1935

Situação atual: Edificação existente com alterações

Uso atual: Edifício escolar

Grupo Escolar de Sengés - s/d

Acervo: Coordenadoria do Patrimônio do Estado da SEAD (Secretaria de Estado da Administração)

Grupo Escolar de Quatiguá: O Art Déco e a Consolidação do Ensino no Norte Pioneiro

"A arquitetura dos anos 1930 não buscava apenas abrigar alunos; buscava projetar uma imagem de modernidade, ordem e progresso para uma nação em transformação."

📍 Ficha Técnica

Campo
Informação
Denominação inicial
Grupo Escolar de Quatiguá
Denominação atual
Colégio Estadual João Marques da Silveira
Endereço
Praça Eurides Fernandes do Nascimento, 214 – Centro, Quatiguá/PR
Classificação
Casa Escolar, Grupo
Período de construção
1930–1945
Projeto arquitetônico
Secção Técnica (1935)
Tipologia
Planta em "U"
Linguagem estilística
Art Déco
Inauguração
31 de maio de 1935
Situação atual
Edificação existente com alterações
Uso atual
Edifício escolar
Acervo documental
Coordenadoria do Patrimônio do Estado da SEAD

🏛️ Contexto Histórico: A Era Vargas e a Expansão do Ensino

A década de 1930 no Brasil foi marcada por profundas transformações políticas e sociais, sob a liderança de Getúlio Vargas. No campo da educação, houve um esforço centralizador do Estado para expandir a rede de ensino primário, especialmente em regiões estratégicas para a economia nacional, como o Norte Pioneiro do Paraná.
Quatiguá, município vizinho a Cambará e Sengés, vivia o ápice do ciclo do café e recebia fluxos migratórios significativos. A construção do Grupo Escolar de Quatiguá, inaugurado em 31 de maio de 1935, insere-se nesse contexto de interiorização da educação pública. Diferentemente das iniciativas isoladas do século XIX, este edifício representava a presença sólida do Estado paranaense no município, oferecendo infraestrutura adequada para a formação das novas gerações.
A data de inauguração, situada no meio da década de 1930, coincide com um período de padronização das construções públicas, onde a eficiência e a imagem de modernidade eram prioritárias para o governo estadual.

🏗️ Arquitetura: A Estética Art Déco no Serviço Público

Autoria e Padronização Técnica

O projeto foi desenvolvido pela Secção Técnica do estado, evidenciando o caráter padronizado da obra. Nesse período, o governo do Paraná buscava otimizar recursos e garantir qualidade construtiva através de modelos repetíveis, adaptados às necessidades de cada município. Isso permitia que cidades como Quatiguá recebessem edifícios escolares com o mesmo nível de qualidade técnica das escolas da capital.

Linguagem Art Déco: Modernidade Geométrica

A escolha do estilo Art Déco distingue este edifício dos grupos escolares ecléticos das décadas anteriores (como o de Cambará de 1927) e antecede o modernismo funcionalista dos anos 1950. O Art Déco, em voga nos anos 1930, caracteriza-se por:
  • Linhas geométricas e retas: eliminação de curvas excessivas e ornamentos orgânicos;
  • Verticalidade: ênfase em elementos verticais nas fachadas, transmitindo imponência;
  • Simplicidade decorativa: uso de relevos geométricos, pastilhas e simetria rigorosa;
  • Sobriedade: uma estética que comunicava seriedade, ordem e progresso técnico.
Essa linguagem visual estava alinhada ao espírito da época, que valorizava a máquina, a velocidade e a racionalidade.

Tipologia em "U": Continuidade Funcional

Assim como outros grupos escolares do período, adota-se a planta em "U". Esta configuração já estava consolidada como a mais eficiente para a pedagogia da época, pois:
  • Proteção do pátio: as alas laterais protegem o espaço de recreação dos ventos e da visão externa;
  • Iluminação cruzada: favorece a ventilação e a entrada de luz natural nas salas de aula;
  • Hierarquia espacial: o corpo central geralmente destaca a entrada principal e a administração, reforçando a monumentalidade da fachada.

🎓 Trajetória Educacional e Homenagem

Do Grupo Escolar ao Colégio Estadual

Ao longo das décadas, a instituição acompanhou as mudanças na legislação educacional brasileira. A transição da denominação Grupo Escolar para Colégio Estadual reflete a ampliação das séries oferecidas, incorporando o ensino secundário e profissionalizante. Isso transformou o prédio em um centro educacional de referência para toda a região de Quatiguá, atendendo demandas que ultrapassavam o ensino primário original.

Homenagem a João Marques da Silveira

A atual denominação, Colégio Estadual João Marques da Silveira, presta homenagem a uma figura relevante para a história local ou estadual. A prática de nomear escolas com personalidades políticas, educadoras ou beneméritas era comum para fortalecer o vínculo entre a comunidade e a instituição pública. O nome permanece como um legado vivo na memória dos ex-alunos e da população quatiguaense.

🧭 Situação Atual: Patrimônio Preservado em Uso

O edifício continua em funcionamento como escola, mantendo sua vocação original após quase um século de existência. A informação de que a edificação possui alterações é esperada em imóveis escolares ativos, que necessitam de adaptações para acessibilidade, segurança e tecnologia.
No entanto, a estrutura principal, a tipologia em "U" e os elementos característicos do Art Déco na fachada permanecem como testemunhos de uma era específica da arquitetura paranaense. O imóvel está localizado na Praça Eurides Fernandes do Nascimento, no Centro, o que reforça seu papel como marco urbano e ponto de encontro da comunidade.
A guarda documental pela Coordenadoria do Patrimônio do Estado da SEAD (Secretaria de Estado da Administração) indica o reconhecimento do prédio como bem patrimonial do estado, garantindo que intervenções futuras respeitem sua integridade histórica.

📚 Fontes e Acervos para Pesquisa

  • Coordenadoria do Patrimônio do Estado da SEAD: órgão responsável pela guarda dos projetos originais da Secção Técnica e documentação administrativa das escolas estaduais históricas.
  • Arquivo Público do Paraná: possui registros sobre a construção de grupos escolares durante a década de 1930 e o contexto político da época.
  • Prefeitura Municipal de Quatiguá: mantém registros sobre a evolução urbana do Centro e da Praça Eurides Fernandes do Nascimento.
  • Acervo do Colégio Estadual João Marques da Silveira: pode conter fotografias, livros de ata e registros de formandos desde 1935.

💭 Reflexão Final

O Grupo Escolar de Quatiguá, hoje Colégio Estadual João Marques da Silveira, é um exemplar raro e valioso da arquitetura escolar Art Déco no Norte Pioneiro. Ele representa a ponte entre o ecletismo do início do século e o modernismo que viria a seguir, capturando o espírito de modernização dos anos 1930.
Preservar este edifício é manter viva a memória de um tempo em que a escola era vista como o grande motor do desenvolvimento regional. Suas linhas geométricas e sua posição central na praça lembram aos transeuntes que a educação é a base sobre a qual a cidade foi construída.
"Cada traço Art Déco nesta fachada é um lembrete de que, mesmo em tempos difíceis, o investimento em educação e em espaços dignos de aprendizado foi prioridade para o futuro do Paraná."

Artigo elaborado com base em dados técnicos e históricos fornecidos, contextualizados dentro do panorama da arquitetura escolar e da educação no Paraná durante a década de 1930.

Grupo Escolar de Vila Rubim: A Modernidade e a Expansão Educacional em Cambará

 Denominação inicial: Grupo Escolar de Vila Rubim

Denominação atual: Colégio Estadual D. Carolina Lupion

Endereço: Avenida Brasil, 1.782 - Vila Rubim

Cidade: 

Classificação (Uso): 

Período: 

Projeto Arquitetônico

Autor: Departamento de Edificações. Divisão de Projetos e Construções

Data: 1952

Estrutura: padronizado

Tipologia: T

Linguagem: 


Data de inauguracao: 1956

Situação atual: Edificação existente com alterações

Uso atual: Edifício escolar

Colégio Estadual D. Carolina Lupion - s/d

Acervo: Colégio Estadual D. Carolina Lupion

Grupo Escolar de Vila Rubim: A Modernidade e a Expansão Educacional em Cambará

"A arquitetura modernista nas escolas públicas não foi apenas uma mudança de estilo, mas a afirmação de um novo tempo: funcional, racional e voltado para o futuro do Brasil."

📍 Ficha Técnica

Campo
Informação
Denominação inicial
Grupo Escolar de Vila Rubim
Denominação atual
Colégio Estadual D. Carolina Lupion
Endereço
Avenida Brasil, 1.782 – Vila Rubim, Cambará/PR
Classificação
Casa Escolar, Grupo
Período de construção
1951–1955
Projeto arquitetônico
Departamento de Edificações. Divisão de Projetos e Construções (1952)
Tipologia
Planta em "T"
Linguagem estilística
Modernista
Inauguração
1956
Situação atual
Edificação existente com alterações
Uso atual
Edifício escolar
Acervo documental
Colégio Estadual D. Carolina Lupion

🏛️ Contexto Histórico: O Brasil dos Anos 1950 e a Educação Pública

Enquanto o Grupo Escolar do Centro (atual Dr. Generoso Marques) representava os ideais republicanos do início do século, o Grupo Escolar de Vila Rubim nasce em um contexto distinto: o Brasil dos anos 1950. Era uma época de otimismo, industrialização e expansão urbana, marcada pelo discurso desenvolvimentista que chegava também ao interior do Paraná.
Neste período, a rede estadual de ensino do Paraná passou por um processo de padronização e ampliação. O objetivo era levar a escola pública para além dos centros urbanos consolidados, alcançando bairros em crescimento como a Vila Rubim. A construção deste edifício entre 1951 e 1955 reflete a política de interiorização do ensino e a necessidade de acomodar uma demanda crescente de alunos filhos de trabalhadores rurais, comerciantes e novas famílias que se estabeleciam na região.
A inauguração em 1956 coincide com um momento de transição política e administrativa no estado, consolidando a presença do governo estadual na infraestrutura educacional do Norte Pioneiro.

🏗️ Arquitetura: O Modernismo Funcional e a Padronização Estatal

Autoria e Padronização

Diferentemente dos projetos artesanais ou ecléticos das décadas anteriores, este edifício foi projetado pelo Departamento de Edificações, Divisão de Projetos e Construções. Isso indica um processo de padronização das escolas estaduais. O estado buscava eficiência na construção, utilizando modelos repetíveis que garantissem qualidade técnica, custo controlado e rapidez na entrega.

Linguagem Modernista: Razão e Função

A adoção do estilo Modernista marca uma ruptura estética com o ecletismo do período anterior. As características prováveis desta linguagem, típicas da década de 1950, incluem:
  • Linhas retas e geometria simples: eliminação de ornamentos excessivos;
  • Prioridade à funcionalidade: o desenho segue a necessidade pedagógica e de circulação;
  • Iluminação e ventilação: uso racional de aberturas para garantir conforto ambiental nas salas de aula.

Tipologia em "T": Uma Nova Organização Espacial

A planta em formato de T apresenta uma configuração distinta da tipologia em "U" comum nos grupos escolares mais antigos. Esta disposição geralmente organiza:
  • Bloco principal: onde se localizam a administração e as salas de aula fundamentais;
  • Ala transversal: que pode abrigar áreas específicas, auditórios ou mais salas, criando um pátio aberto para um dos lados.
Essa configuração permitia uma expansão mais flexível e adaptava-se bem aos terrenos disponíveis nos bairros em expansão, como a Vila Rubim.

🎓 Trajetória Educacional e Homenagem Política

De Vila Rubim a D. Carolina Lupion

A mudança de denominação de Grupo Escolar de Vila Rubim para Colégio Estadual D. Carolina Lupion carrega um significado histórico e político. A homenagem refere-se a Carolina Lupion, esposa do governador do Paraná, Moisés Lupion (que governou entre 1947 e 1951).
Durante a metade do século XX, era comum que obras públicas e instituições educacionais recebessem nomes de figuras políticas proeminentes ou suas famílias, como forma de legitimar ações governamentais e registrar legados. D. Carolina foi uma figura relevante na sociedade paranaense da época, e sua nomeação na escola reforça o vínculo entre a política estadual e o desenvolvimento local.

Consolidação como Colégio Estadual

A transição de "Grupo Escolar" (foco no ensino primário) para "Colégio Estadual" indica a ampliação da oferta de ensino, provavelmente incorporando o curso ginasial e posteriormente o ensino médio. Isso transformou o edifício em um polo educacional completo na Vila Rubim, atendendo não apenas crianças, mas adolescentes e jovens da região.

🧭 Situação Atual: Um Patrimônio em Atividade

O Colégio Estadual D. Carolina Lupion permanece em uso ativo, cumprindo sua função social original após mais de seis décadas de existência. A informação de que a edificação possui alterações é comum em escolas que continuam operando, pois necessitam de adaptações para novas tecnologias, acessibilidade e normas de segurança.
Apesar das intervenções, a estrutura original modernista e a tipologia em "T" constituem a espinha dorsal do imóvel. O prédio é um testemunho da expansão urbana de Cambará para fora do centro histórico, marcando o crescimento da Avenida Brasil e do bairro Vila Rubim como áreas residenciais e educacionais estratégicas.
O acervo histórico mantido pelo próprio Colégio é fundamental para a preservação da memória institucional, guardando fotografias, documentos e registros que contam a história das gerações de alunos formados desde 1956.

📚 Fontes e Acervos para Pesquisa

  • Acervo do Colégio Estadual D. Carolina Lupion: guarda a documentação interna, fotografias históricas sem data e registros administrativos da instituição.
  • Departamento de Edificações do Paraná: responsável pelos projetos padronizados da época, pode conter plantas originais de 1952.
  • Arquivo Público do Paraná: possui registros sobre a administração estadual e obras públicas durante o governo Lupion e subsequentes.
  • Prefeitura Municipal de Cambará: dispõe de informações sobre o zoneamento urbano e evolução do bairro Vila Rubim.

💭 Reflexão Final

O Grupo Escolar de Vila Rubim, hoje Colégio Estadual D. Carolina Lupion, representa a segunda onda de modernização educacional em Cambará. Se o edifício do Centro nos anos 1920 simbolizava a ordem republicana e a higiene, este edifício dos anos 1950 simboliza a expansão, a padronização e o funcionalismo.
Preservar a memória desta edificação é reconhecer que a história da educação não se fez apenas nos grandes centros, mas também nas vilas e bairros que cresceram ao redor das escolas. O prédio continua sendo um ponto de referência na Avenida Brasil, lembrando que a arquitetura escolar é um serviço contínuo à comunidade, adaptando-se aos tempos sem perder sua essência fundadora.
"Uma escola que permanece de pé por mais de meio século não é apenas um imóvel; é um pilar de identidade para o bairro e um monumento à perseverança da educação pública."

Artigo elaborado com base em dados técnicos e históricos fornecidos, contextualizados dentro do panorama da arquitetura escolar e da educação no Paraná durante a década de 1950.