Aspecto de trecho da RUA BARÃO do RIO BRANCO, por volta de 1930.
CURITIBA E PARANA EM FOTOS ANTIGAS
fotos fatos e curiosidades antigamente O passado, o legado de um homem pode até ser momentaneamente esquecido, nunca apagado
sábado, 18 de abril de 2026
PRAÇA RUI BARBOSA Em 1880, após a abertura da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, aquele descampado em frente dela passou a ser chamado Largo da Misericórdia. Com a queda do Império seu nome foi alterado para Praça da República. Apenas na década de 1920 recebeu o nome de Praça Rui Barbosa. Na foto da década de 1930, a população curitibana reunida na Praça Rui Barbosa, comemorando uma data de festejos.
PRAÇA RUI BARBOSA Em 1880, após a abertura da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, aquele descampado em frente dela passou a ser chamado Largo da Misericórdia. Com a queda do Império seu nome foi alterado para Praça da República. Apenas na década de 1920 recebeu o nome de Praça Rui Barbosa. Na foto da década de 1930, a população curitibana reunida na Praça Rui Barbosa, comemorando uma data de festejos.
Av. República Argentina, bairro do Portão, Curitiba, em 1952. A avenida ainda estava macadamizada e o trilho dos bondes ainda seguia no leito primitivo, tendo ao lado, a valeta de águas pluviais a céu aberto. Ao lado esquerdo da foto, vemos parte do pátio do tradicional Posto São José, funcionando sob a bandeira da saudosa Texaco. Logo mais adiante, a Igreja Católica da Paróquia do Portão. (Foto: Acervo Gazeta do Povo) Paulo Grani.
Av. República Argentina, bairro do Portão, Curitiba, em 1952. A avenida ainda estava macadamizada e o trilho dos bondes ainda seguia no leito primitivo, tendo ao lado, a valeta de águas pluviais a céu aberto. Ao lado esquerdo da foto, vemos parte do pátio do tradicional Posto São José, funcionando sob a bandeira da saudosa Texaco. Logo mais adiante, a Igreja Católica da Paróquia do Portão. (Foto: Acervo Gazeta do Povo) Paulo Grani.
EM MEIO AO PROGRESSO CHEGANDO ...
EM MEIO AO PROGRESSO CHEGANDO ...
Nesta histórica foto do início do século 20, captada na Rua Quinze de Novembro de Curitiba, quase esquina com a Rua Marechal Floriano Peixoto, vemos um momento do quotidiano da cidade que nos mostra a transição da velha para a nova Curitiba.
Os edifícios, na sua maioria, construídos a uma ou duas décadas antes, sob influência da arquitetura européia, apresentam altos pés direitos que chegam a impressionar. Em suas fachadas, as bandeiras desfraldaras revelam o respeito que aqueles descendentes de imigrantes ou os próprios, tinham para com a terra em que viviam, como também, o respeito pelas suas origens.
Na rua, carroças, berlindas e charretes ainda trafegam em meio aos primeiros automóveis, que disputam espaço com o bondinho elétrico que, por sua vez, traz (e leva) ao centro os moradores da distante localidade Batel, então chamada de arrabalde.
As pessoas, de qual parte viessem, arrumavam-se como se a um evento importante estivessem indo, e diziam - "vamos à cidade." Lá, encontravam tecidos, roupas, objetos, maquinários, louças, ferragens e o que mais pudessem imaginar, a maioria importados dos grandes centros europeus. Da mesma forma, produtos nacionais disputavam espaço com os importados, abastecendo todas as classes e gostos.
Homens de negócios, profissionais liberais, senhoras, policiais, estudantes, e moradores das cidades do interior completam a burlesca paisagem da amada cidade que nasci.
Infelizmente, todos os nomes das lojas estampados nessas placas, sucumbiram com a passagem do tempo; inclusive o "Cine Mignon" que, na sua oportuna faixa de propaganda divulgava uma famosa produção cinematográfica de 1919, chamada "Barrabás". A faixa completava o chamamento, dizendo - "O maior assombro da época." Será que ela se referia àqueles dias de 1920, ou ao momento contemporâneo da passagem do Senhor Jesus pela Terra, quando foi preterido pelos moradores de Jerusalém ?
(Foto: Acervo Paulo José Costa)
Paulo Grani
CONSTRUÇÃO DA CATEDRAL DE CURITIBA
CONSTRUÇÃO DA CATEDRAL DE CURITIBA
Localizada na Praça Tiradentes, onde Curitiba nasceu como cidade, a Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz de Curitiba foi construída entre 1876 e 1893, em estilo neo-gótico, com projeto inspirado na Igreja da Sé de Barcelona. As pinturas existentes são dos artistas italianos Carlos Garbaccio e Anacleto Garbaccio.
A autoria do projeto é atribuída ao arquiteto francês Alphonse Conde des Plas, com pequenas modificações feitas pelo engenheiro Giovani Lazzarini, responsável pela execução da obra.
Ela situa-se no mesmo local da antiga igreja edificada de pau a pique em torno de 1668, com a denominação de Igreja de Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais.
Em 1693, instalou-se em suas dependências a Câmara Municipal, a fim de eleger as primeiras autoridades locais. No dia 29 de março do mesmo ano foi oficializada a fundação da Vila de Nossa Senhora da Luz e do Bom Jesus dos Pinhais de Curitiba.
Anos mais tarde essa pequena construção deu lugar a uma maior, em pedra e barro, denominada Igreja Matriz, que foi concluída em 1721. Essa, por sua vez, foi demolida entre os anos de 1875 e 1880, para que finalmente fosse edificada a atual Catedral.
Concluída a edificação, ela foi Inaugurada em 07/09/1893. A Catedral é dedicada a Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, Padroeira de Curitiba e abriga em seu interior uma imagem da santa. Tornou-se Catedral Basílica Menor desde 08/09/1993, quando completou 100 anos.
Paulo Grani
sexta-feira, 17 de abril de 2026
ANTIGO LARGO DO VENTURA
ANTIGO LARGO DO VENTURA
Histórica foto do antigo Largo do Ventura, em 1895. Mais tarde, o seu nome foi alterado para Praça Senador Correia, onde hoje está instalada a Rodoviária Velha e a Igreja de Guadalupe.
Enfim, qual origem do tal nome Ventura?
O Ventura era mais um personagem da família Torres. Joaquim Ventura de Almeida Torres, nascido em Paranaguá em 1831. Foi coronel da guarda nacional e apesar de ser dono de grande espaço de terras na região da atual Praça Senador Correia, sua moradia na maior parte da vida foi no Rio de Janeiro, onde morreu em 1905.
Seu nome aparece na negociação de um lote de terra que vendeu, seguido pelo apelido de Juca Tamanqueiro. Seria ele fabricante de tamancos? Mais um mistério na história curitibana.
O Largo do Ventura foi por muito tempo um espaço abandonado entre as ruas João Negrão, André de Barros e Pedro Ivo. Em 1952, durante as celebrações do 1° Centenário da Emancipação Política do Paraná, o governador da época cede ao Arcebispo de Curiiba uma parte da Praça Senador Correa, para que ali fosse construída uma igreja dedicada à Virgem de Guadalupe. A construção de uma pequena igreja de madeira teve início em 1954, sendo substituída alguns anos mais tarde por um novo edifício com capacidade para 1200 pessoas.
Durante a administração da prefeitura por Ney Braga, em 1956 ali foi construída a primeira Estação Rodoviária de Curitiba, tendo o seu entorno sofrido os melhoramentos necessários.
Dos mais de 11.000 m2 da Praça Senador Correia não resta praticamente nada, além do nome. E o velho Largo do Ventura será lembrado como mais uma das histórias lendárias da velha Curitiba.
(Foto: IHG do Paraná)
Paulo Grani
EXPLOSÃO NA CASA DE FOGOS DE ARTIFÍCIO PAIVA Em 03/06/1936, houve uma explosão em um depósito de fogos de artifício que havia na casa nº 105, ao lado do Café Paiva, de Fortunato Paiva, casa nº 107, na segunda quadra da Rua Comendador Araujo, em Curitiba. Os fogos estocados vinham da fábrica da mesma família Paiva, que havia no bairro Ponta do Cajú, em frente da fontinha velha, em Paranaguá, onde hoje está edificado o Hotel Camboa. A violenta explosão causou a morte de quatro pessoas da família Paiva, um carroceiro que passava na rua e, do estudante de medicina Ciro Sans Duro, que estava estudando em seu quarto numa pensão em frente ao café, o qual foi atingido pela guilhotina da janela do seu cômodo. Mais tarde, no local, funcionou a Escola Americana. Ao lado do imóvel sinistrado, vê-se a antiga fachada do Clube Thalia, reformada e ampliada no início dos anos 1950. (Fotos: Arquivo Gazeta do Povo / acervo Paulo José Costa / IHGPguá) Paulo Grani
EXPLOSÃO NA CASA DE FOGOS DE ARTIFÍCIO PAIVA
Foto: Acervo Paulo José da Costa.
Em 03/06/1936, houve uma explosão em um depósito de fogos de artifício que havia na casa nº 105, ao lado do Café Paiva, de Fortunato Paiva, casa nº 107, na segunda quadra da Rua Comendador Araujo, em Curitiba. Os fogos estocados vinham da fábrica da mesma família Paiva, que havia no bairro Ponta do Cajú, em frente da fontinha velha, em Paranaguá, onde hoje está edificado o Hotel Camboa. A violenta explosão causou a morte de quatro pessoas da família Paiva, um carroceiro que passava na rua e, do estudante de medicina Ciro Sans Duro, que estava estudando em seu quarto numa pensão em frente ao café, o qual foi atingido pela guilhotina da janela do seu cômodo. Mais tarde, no local, funcionou a Escola Americana. Ao lado do imóvel sinistrado, vê-se a antiga fachada do Clube Thalia, reformada e ampliada no início dos anos 1950. (Fotos: Arquivo Gazeta do Povo / acervo Paulo José Costa / IHGPguá) Paulo Grani
INCÊNDIO DA FÁBRICA DE CERAS KOSMOS Em 1941, houve um grande incêndio na Fábrica de Cêras Kosmos que havia na Avenida do Batel, em Curitiba, quando o fogo destruiu suas instalações, arrasando-a totalmente. (Foto: Acervo Cid Destefani) Paulo Grani
INCÊNDIO DA FÁBRICA DE CERAS KOSMOS Em 1941, houve um grande incêndio na Fábrica de Cêras Kosmos que havia na Avenida do Batel, em Curitiba, quando o fogo destruiu suas instalações, arrasando-a totalmente. (Foto: Acervo Cid Destefani) Paulo Grani