quarta-feira, 29 de abril de 2026

A PRIMEIRA SALSICHARIA DE CURITIBA

 A PRIMEIRA SALSICHARIA DE CURITIBA



Durante sua história, a Rua XV de Novembro teve vários nomes. O primeiro foi Rua das Flores, pois o cenário dela era formado por casas térreas mal alinhadas que abrigavam roseiras e trepadeiras, justificando assim o nome.

Após a visita do Imperador D. Pedro II, em 1880, a via foi batizada como Rua da Imperatriz, fato que perdurou por pouco tempo, até a Proclamação da República, quando ela foi renomeada Rua XV de Novembro, em 1889.

Na foto, final dos anos 1890, a Schlacht Wurst-Geschaft, açougue e salsicharia, do imigrante William Krause, cujo comércio se tornou um dos pontos de encontro da população. Na ocasião, soldados desfilam em dia comemorativo.

De grande significado histórico, essa mesma esquina abrigou, a partir de 1927, a edificação do Palácio Avenida, hoje uma edificação símbolo de Curitiba.
(Foto: Curitiba.pr.gov.br)

Paulo Grani.

ANTIGO MERCADO MUNICIPAL PROVISÓRIO DE CURITIBA

 ANTIGO MERCADO MUNICIPAL PROVISÓRIO DE CURITIBA



Nesta foto de 1912, vemos ao fundo, o Mercado Municipal Provisório de Curitiba que funcionou na Praça 19 de Dezembro, entre 1912 e 1915.

Nesse período, o antigo Mercado que funcionava na atual Praça Generoso Marques foi demolido para dar espaço à construção do edifício que abrigaria a Prefeitura Municipal.

Á direita, vê-se a Escola Alemã, fundada em 1892 como "Deutsch Schulle", mais tarde seu nome foi mudado para "Escola Progresso". Foi demolida para alargamento da Av. Candido de Abreu.

Recepcao dos combatentes sobreviventes da Guerra do Paraguai, em abril de 1870.

 Recepcao dos combatentes sobreviventes da Guerra do Paraguai, em abril de 1870.



BONS IDOS TEMPOS DA PRAÇA TIRADENTES

Desde muito antes de 1640, a região de Curitiba e seu entorno era conhecida como "Campos de Quereytiba" e foi por volta de 1650 que os mineradores vicentinos vieram para o local onde hoje é a Praça Tiradentes.

De acordo com textos da época, em 1654 os moradores já haviam construído no local uma capela de taipa que homenageava Nossa Senhora da Luz dos Pinhais e, na sua frente, eles deixaram um espaço aberto, de chão batido, que chamavam "Largo da Capela". Em volta dele, os habitantes começaram a construir pequenas casas, também de taipa e cobertas de palha.

A povoação cresceu, se desenvolveu e as construções foram sendo substituídas aos poucos por edificações mais sólidas, construídas com paredes de pedra e barro, cobertas com telhas de barro, surgindo também alguns poucos sobrados e, a região antes chamada de "Campos de Quereytiba", agora, sob influência do nome da Capela, recebe o nome de "Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais".

Com o crescimento, o entorno do largo tornou-se o local predileto de frequência diária dos moradores do vilarejo, inclusive à noitinha, sob a bruxuleante luz dos lampiões que haviam em algumas paredes das casas ao seu redor, acesos com óleo de baleia.

Concomitantemente, a população envidou esforços e, no lugar da capela, construiu uma nova Igreja, concluída em 1721, agora em pedra e barro, chamada "Matriz", e o espaço frontal passou a ser chamado "Largo da Matriz" e tornou-se o centro catalisador das atividades comerciais, de serviços, políticas e religiosas da cidade, sendo o comércio o principal agente da expansão populacional ocorrida.

Naquele espaço ocorriam, também, as mais diversas manifestações cívicas e apresentações diversas, sobretudo, as musicais que aconteciam aos sábados e domingos, que propiciavam o encontro descompromissado das pessoas para um bate-papo, ou aos jovens para um flerte.

Também, a Matriz continuou sendo um dos motivos de frequência ao local, com suas missas diárias e que eram frequentadas por grande parte dos habitantes que era católica. A Matriz foi demolida entre os anos de 1875 e 1880, para que finalmente fosse edificada a atual Catedral, cujos trabalhos ocorreram entre 1876 e 1893.

Em 1854, o pátio do Largo da Matriz, recebeu as instalações do famoso Circo Olímpico, montado por uma companhia italiana dirigida por Ângelo Onofre, cujo espetáculo estreou no domingo, dia 05/04 daquele ano.

Em 1858, o médico alemão Robert Ave-Lallemant, em passagem por Curitiba, deixou registros de suas impressões, descrevendo o fluxo de pessoas na praça durante os festejos do dia da Virgem Maria, 8 de setembro: "A praça da Igreja esteve particularmente interessante nesse dia. Precisamente se celebrava a missa com música; a igreja estava cheia de gente, de modo que apenas se podia olhar para dentro. Parece ter chegado muita gente dos arredores. A multidão que estava na praça verde da igreja, na maioria em cavalos ricamente ajaezados, dava uma boa impressão, [...]".

Com a visita de D. Pedro II à Curitiba em 1880, o Largo da Matriz passou a se chamar Largo Dom Pedro II. Somente em 1889, com a Proclamação da República, o Largo com seus 9.206m2, passa a se chamar oficialmente Praça Tiradentes.

Com a chegada de novos imigrantes à Capital, o local teve aumento considerável no trânsito de pedestres e, também, de carroças, como escreveu Nestor Victor, em 1913: "Com o levantar do dia, as ruas mais comerciais de Curitiba, a rua Fechada (agora José Bonifácio), o antigo pateo do Largo da Matriz (agora praça Tiradentes), a rua do Riachuelo, os arredores do mercado, a rua Quinze de Novembro e trechos da rua Aquidaban, atulhavam-se de carroças para o transporte de cargas, veículos esses de vários feitios, mas maior parte deles reproduzindo o tipo russo, de dois eixos e quatro rodas, tirados por seis a oito cavalos, dotados geralmente de tolda em arco, ou então outros aproximando-se do tipo polonês, de quatro rodas, tirados por dois a quatro cavalos."

Também havia o serviço de entrega chamado "Expresso”, cujos meios de transporte oferecidos incluíam serviços com “carrinho de mão, a cavallo, a pé, carrocinha ou bicycleta e ainda carros especiais para mudanças, até para fora da cidade, no horário das 6 as 11 da noite durante a estação calmosa e até as 10, durante a invernosa”, como constou num periódico da cidade. As "carroças para mudanças e viagens" ficavam estacionadas em diversos pontos da praça, à espera de clientes. Após o aparecimento dos automóveis e bondes elétricos, continuou existindo esse transporte de tração manual e animal, a partir da praça, por um bom tempo.

Diante da concorrida frequência da população ao local e com o intuito de melhorar o Largo da Matriz, fez-se necessária uma reforma daquele espaço para melhor receber a população e para demonstrar que a cidade poderia se igualar aos grandes centros civilizados, pois o projeto executado em meados do século 19 pelo Coronel Pereira Gomes, já mostrava-se ultrapassado e carecia de atualização, ele havia colocado passeios retos que terminavam em um núcleo central e tinha plantado árvores em corredores formando alamedas.

Em 1912, atendendo à todas as funções que a praça cumpria à época, Cândido de Abreu elaborou um ótimo projeto de reforma da praça criando ajardinamento, áreas de saneamento, acrescentou dois repuxos, um deles foram colocados peixes de várias espécies. Também construiu um belo coreto para melhor visualização das bandas, corais, recitais e pronunciamentos. Por fim, alterou as vias de contorno para ali instalar os cabos e os trilhos dos bondes elétricos.

Com a chegada do século 20, aos poucos o casario colonial no entorno da Praça Tiradentes foi posto abaixo e uma série de sobrados e edifícios com dois ou três pavimentos materializaram uma nova paisagem.

(Fontes: períódicos.ufmg.br / curitiba.pr.gov.br / Jornal Dezenove de Dezembro / Casa da Memória / biblioteca.ibge.gov.br)

Paulo Grani 

A Praça Tiradentes, Curitiba, em 1900.

 A Praça Tiradentes, Curitiba, em 1900.


Praça Tiradentes, Curitiba, em 1905. Foto: Rede da Memória Virtual

 Praça Tiradentes, Curitiba, em 1905. Foto: Rede da Memória Virtual


Praça Tiradentes de Curitiba, década de 1920. Foto: Arquivo Público do Paraná

 Praça Tiradentes de Curitiba, década de 1920. Foto: Arquivo Público do Paraná


Merkava Mk.III: A Evolução Defensiva e Ofensiva do Tanque Israelense

 

Tanques Merkava Mk.III







-Poder de defesa O tanque Merkava Mk.III é o principal modelo da série de tanques Merkava do Exército israelense, e o desenvolvimento começou em 1983 quando a implantação do tanque Merkava Mk.II foi iniciada e a produção começou em 1989. Já foi feito .
Enquanto o tanque Merkava Mk.II anterior mantinha a estrutura básica do Mk.I e melhorava cada parte, o tanque Merkava Mk.III manteve o conceito básico, mas cada parte foi fundamental. Foi redesenhado e o casco e a torre foram ampliados em comparação para o Mk.I / Mk.II.

O tanque Merkava Mk.III também é equipado com armadura modular adicional recentemente desenvolvida na frente e nos lados esquerdo e direito da torre.
Cada módulo é facilmente removível, não apenas fácil de manter e substituir, mas também de acomodar futuras atualizações de armadura.
Diz-se que o interior desta armadura modular adicional contém armadura composta que exerce alta defesa contra balas de energia cinética e balas de carga em forma.

O corpo tem armadura adicional aparafusada na inclinação lateral esquerda na frente do assento do motorista, e a saia lateral tem armadura composta embutida como o último modelo do tanque Merkava Mk.II.
O tanque Merkava tem uma reputação de longa data de defesa e sobrevivência da tripulação, mas essas melhorias melhoraram ainda mais a defesa do Mk.III.

O dispositivo de proteção NBC foi alterado do tipo de pressão do tanque Merkava Mk.I / Mk.II para o tipo de filtro centralizado.
O tanque Merkava Mk.III também é equipado com o sistema de alerta a laser LWS-2 desenvolvido pela Ancolum.
Ele detecta os lasers guias de mísseis antitanque e projéteis guiados e emite um alarme, e alertas de 360 ​​graus são fornecidos por detectores de laser fixados nos lados esquerdo e direito traseiros da torre e no escudo do canhão principal.




-Poder de ataque O tanque Merkava Mk.III também foi bastante aprimorado em poder de ataque, e o canhão principal substitui o canhão de rifle de 105 mm de calibre 51 de fabricação americana M68 equipado no tanque Merkava Mk.I / Mk.II., IMI ( Indústrias Militares de Israel), recentemente desenvolvida, a arma de cavidade deslizante de 120 mm, calibre 44, MG251, está equipada e o projétil também feito pela IMI é usado.
A pistola de cavidade deslizante MG251 de 120 mm foi desenvolvida com referência à pistola de cavidade deslizante de 120 mm de calibre 44 Rh120 fabricada pela Rheinmetall da Alemanha, que é amplamente utilizada na 3ª geração MBT pós-guerra de países ocidentais, e o cartucho também é para Rh120. .

No entanto, o MG251 é mais compacto do que o Rh120, e o método da mola a gás nitrogênio é usado em vez da mola helicoidal convencional para a mola de assento de retorno.
A forma do evacuador de fumaça do MG251 também é significativamente diferente daquela do Rh120, e é possível remover e substituir apenas o evacuador de fumaça com a manga térmica fixada ao barril.

A IMI está desenvolvendo M322 / M338 APFSDS (munição blindada alada estável com cilindro de munição), M325 HEAT-MP (granada antitanque multiuso), etc. como munição para o canhão deslizante MG251 de 120 mm.
O M322 APFSDS tem o mesmo desempenho que o DM33 APFSDS fabricado pela Rheinmetall, e o M338 APFSDS tem o mesmo desempenho que o DM53 APFSDS fabricado pela mesma empresa.

A propósito, quando o DM33 APFSDS é disparado com um canhão deslizante de 120 mm de calibre 44, é possível penetrar no RHA de 460 mm de espessura (placa de armadura homogênea) com uma velocidade de cano de 1.650 m / seg e um alcance de tiro de 2.000 m, e o DM53 APFSDS tem as mesmas condições.Com uma velocidade de focinho de 1.650 m / seg e um alcance de tiro de 2.000 m, ele pode penetrar um RHA de 650 mm de espessura.

O tanque Merkava Mk.III também pode usar um míssil antitanque LAHAT lançado por canhão desenvolvido pela IAI (Indústrias Aeroespaciais de Israel) para atacar MBTs inimigos no alcance.
No entanto, uma vez que o míssil anti-tanque LAHAT foi originalmente desenvolvido na suposição de que será disparado do cano do canhão de rifle L7 série 105 mm, ao disparar do canhão de cavidade deslizante de 120 mm, um cano de tipo separado é usado para corresponder o tamanho. Ele foi projetado para ser instalado.

O tanque Merkava Mk.III tem 48 munições principais e, como antes, a munição imediata é colocada na torre e a munição reserva é colocada na parte traseira do veículo.
Nos tanques Merkava Mk.I / Mk.II, ao carregar a munição principal no calibre, o carregador ergueu e carregou a munição imediata colocada no fundo da torre, um por um, mas no tanque Merkava Mk.III. o peso da munição da arma principal aumentou com o aumento no calibre da arma principal, um mecanismo de carregamento semiautomático foi introduzido para reduzir a carga do carregador.

Na parte traseira da torre do tanque Merkava Mk.III, existem dois cartuchos rotativos contendo cinco munições imediatas, e quando o carregador seleciona qualquer tipo de munição, a munição fecha automaticamente para a torre do canhão principal. ser transportado para.
No tanque Merkava Mk.III, a rotação da torre e a elevação do canhão principal também foram alteradas do tipo hidráulico convencional para um tipo elétrico que reage rapidamente e tem baixo risco de incêndio, e o FCS (Sistema de Controle de Incêndio) também melhorou significativamente.

O FCS do tanque Merkava Mk.III usa o FCS "Knight" desenvolvido em conjunto por Elbit e Elop, o que melhora muito a precisão da arma principal no tiro enquanto dirige, bem como o alvo. As operações de captura e tiro foram muito simplificado.
No tanque Merkava Mk.I / Mk.II, o canhão principal foi estabilizado apenas na direção vertical, mas no tanque Merkava Mk.III, um estabilizador na direção horizontal também foi adicionado.




tanques de mobilidade Merukava Mk.III, são uma melhoria significativa é alcançada também para o sistema de instituições e suspensão.
O tanque Merkava Mk.I / Mk.II convencional segue o sistema de suspensão do tanque Centurion introduzido pelo Exército Israelense do Reino Unido e possui duas rodas com mola helicoidal vertical e bogey denominado "tipo Horstmann". sistema que foi suspenso em pares.

Por outro lado, o tanque Merkava Mk.III foi alterado para um sistema de suspensão independente que combina uma mola coaxial e um braço traseiro, melhorando o desempenho de amortecimento da suspensão.
A unidade de suspensão é montada na lateral da carroceria do carro como antes, e não ocupa o espaço interno do carro como a suspensão tipo barra de torção amplamente usada em MBTs em outros países.

O motor do tanque Mercava Mk.III era o motor turboalimentado AVDS-1790-5A V12 refrigerado a ar da americana Teledyne Continental (atualmente L-3 CPS) usado no tanque Mercava Mk.I / Mk.II. foi substituído pelo motor diesel turboalimentado AVDS-1790-9AR V12 refrigerado a ar, que é uma versão melhorada do motor diesel, e a potência melhorou muito de 908 cv para 1.200 cv.

Quanto à transmissão, a transmissão automática controlada eletronicamente (4 velocidades à frente / 2 velocidades reversas) fabricada pela AAI (Ashot Ashkelon Industries) é adotada, bem como o tanque Merkava Mk.II.
Como resultado dessas melhorias, o tanque Merkava Mk.III tem um peso de combate significativamente mais pesado do que antes, mas a velocidade máxima na estrada aumentou significativamente de 46 km / h para 55 km / h para o tanque Merkava Mk.I / Mk.II. Está melhorando.


● variações

Os tanques Merukava Mk.III conforme descrito acima foram aumentados significativamente em todos os aspectos de até, em comparação com as capacidades de ataque e defesa e mobilidade Mk.II, países ocidentais como os tanques M1 Abrams e tanques Leopard 2 Ele evoluiu para um tanque que está no mesmo nível do MBT de 3ª geração após a guerra.
O tanque Merkava Mk.III, como outros MBTs do Exército israelense, foi gradualmente modernizado e reformado desde então.

Logo após o início da produção do tanque Merkava Mk.III, assim como com o tanque Merkava Mk.IIB, a blindagem adicional modular foi instalada no topo da torre como uma contra-medida contra as armas antitanque de ataque superior e em torno do mesmo Portanto, rodas totalmente de aço feitas de aço à prova de balas passaram a ser usadas no lugar das rodas convencionais com aros de borracha.

Posteriormente, a partir de 1995, uma reforma foi realizada para substituir o FCS por um Knight Mk.III FCS melhorado, e o veículo que realizou essa reforma foi "Merkava Mk.III BAZ (Zumbido: significa" luz do trovão "em hebraico." É denominado "Barak Zoher" (abreviatura) "ou simplesmente" Merkava Mk.IIIB ".

Night Mk.III FCS introduziu o ATT (Automatic Target Tracker) fabricado pela Elbit, que realiza a função de que a arma principal e a linha de mira rastreiam automaticamente o alvo em movimento capturado pela mira.
Ele também tem a capacidade adicional de caçador-assassino do comandante de procurar e capturar o próximo alvo e transmitir essa informação ao artilheiro enquanto o artilheiro ataca o alvo.

Além disso, a partir do final da década de 1990, como com o tanque Merkava Mk.IID, módulos de blindagem adicionais com uma grande seção transversal em forma de cunha foram instalados nos lados esquerdo e direito da torre. Recebeu o nome de Dalet (hebraico para a "4ª geração") (também chamado simplesmente de "Merkava Mk.IIID").
Em 2004, a implantação do tanque Merkava Mk.IV, que é um tipo de desenvolvimento posterior, foi iniciada, e a produção de cerca de 400 carros está planejada como um sucessor da obsoleta série de tanques Magach.


<

Merkava Mk.III Tank> Comprimento
total: 8,78m Comprimento do corpo: 7,60m
Largura total:
3,72m Altura
total : 2,66m Peso total: 62,0t
Tripulação: 4 pessoas
Motor: Teledyne Continental AVDS-1790-9AR 4 tempos V12 air -cooled turboalimentado, diesel
        Le
potência máxima: 1.200 cv / 2.400 rpm
velocidade máxima: 55 km / h
alcance de cruzeiro: 500 km
armados: 44 calibre 120 mm de furo liso MG251 × 1 (48 tiros)
        13,3 calibre 60 mm morteiro C04 × 1
        12,7 mm metralhadoras pesadas
        Metralhadora M2 x 1 7,62 mm FN-MAG x 3
Armadura: Armadura composta


<Referências>

・ "World Tank Illustrated 26 Merkava Main Battle Tank MKs I / II / III" por Sam Katz Dainippon Painting
・ "Panzer Dezembro 2000 Merkava Mk.3 vs T-80UM Tank" Miharu, Argonaute
, "Panzer novembro de 2002, Desenvolvimento e desenvolvimento de tanques Merkava "Nobuo Saiki, Argonaute
," Panzer, abril de 2018 Recurso especial: Última avaliação de Merkava "por Toya Tokushima, Argonaute
," Panzer "edição de maio de 2012" Tanques Merkava que continuam a intensificar "Argonaute" Warmachine
Report 18 Merkava e Israel MBT "Argonaute
" World AFV 2021-2022 "Argonaute
" World tanks (2) "Post-War II-Modern Edition" Delta Publishing
, "A edição definitiva do ARQUIVO de armas mais fortes do mundo" por Ochiai Kumaichi Gakuken
, " O tanque de batalha principal do mundo "por Jason Turner, Sanshusha
," Os 7 grandes tanques mais fortes do mundo "Escrito por Nobuo Saiki Sanshusha
," Catálogo de tanques de batalha principal do novo mundo "Sanshusha
," Arma de terra mais forte do mundo BEST100 "Publicação de Narumi-do
," Completo Dissecção! Veículo de combate mais forte do mundo "Yosensha
," Tank Directory 1946-2002 Edição Atual "Koei

Merkava Mk.III: A Evolução Defensiva e Ofensiva do Tanque Israelense

Introdução

O Merkava Mk.III representa um marco decisivo na história dos veículos blindados de combate. Desenvolvido por Israel a partir de 1983 e entrando em produção em 1989, este Main Battle Tank (MBT) de terceira geração consolidou a doutrina única das Forças de Defesa de Israel (FDI): priorizar a sobrevivência da tripulação acima de tudo, sem comprometer poder de fogo, mobilidade e capacidade tecnológica. Enquanto as versões anteriores (Mk.I e Mk.II) mantinham a estrutura básica com melhorias incrementais, o Mk.III foi fundamentalmente redesenhado, com casco e torre ampliados, blindagem modular revolucionária e sistemas de combate de última geração. O resultado foi um tanque capaz de operar em cenários de alta intensidade no Oriente Médio, equilibrando proteção excepcional, precisão letal e agilidade tática.

Desenvolvimento e Conceito Estratégico

O programa do Merkava Mk.III foi iniciado em 1983, ainda durante a fase inicial de implantação do Mk.II. A experiência operacional em conflitos regionais, especialmente a Guerra do Líbano de 1982, revelou a necessidade de um veículo com maior capacidade de sobrevivência contra ameaças assimétricas e blindados de última geração. A indústria de defesa israelense, liderada pela IMI (Indústrias Militares de Israel) e com apoio de empresas como Elbit, Elop e IAI, assumiu o desafio de criar um MBT que incorporasse lições do campo de batalha sem depender de fornecedores externos.
O conceito central permaneceu: o motor posicionado na dianteira do casco atua como camada adicional de proteção para a tripulação, enquanto a porta traseira permite evacuação segura e transporte de feridos ou munição. No Mk.III, esse conceito foi ampliado com um casco e torre mais espaçosos, permitindo melhor ergonomia, maior volume interno para equipamentos e espaço para futuras modernizações.

Poder Defensivo: Blindagem Modular e Sistemas de Sobrevivência

A principal inovação do Merkava Mk.III reside em seu sistema de proteção avançado. A torre recebeu módulos de blindagem adicional nas faces frontal e laterais, projetados para serem facilmente removidos e substituídos em campo. Essa modularidade não apenas simplifica a manutenção, mas também permite a integração de novas tecnologias de blindagem conforme as ameaças evoluem.
No interior desses módulos, utiliza-se blindagem composta de alta eficiência contra projéteis de energia cinética (APFSDS) e ogivas de carga oca (HEAT). A combinação de camadas de aço, cerâmica e materiais compósitos dissipa a energia do impacto, fragmenta penetradores e interrompe jatos de plasma gerados por mísseis antitanque.
O casco também foi reforçado: placas de blindagem adicional foram aparafusadas na inclinação lateral dianteira, próxima ao assento do motorista, e as saias laterais incorporam blindagem composta, herdada das versões finais do Mk.II. Essas melhorias elevaram significativamente a resistência balística do veículo em todos os quadrantes.
O sistema de proteção NBC (Nuclear, Biológica e Química) foi atualizado do tipo de pressão positiva para um sistema de filtragem centralizada, oferecendo maior confiabilidade e menor consumo de energia. Além disso, o Mk.III foi equipado com o sistema de alerta a laser LWS-2, desenvolvido pela Ancolum. Sensores fixados na torre e no escudo do canhão detectam emissões de lasers de designação de mísseis antitanque guiados, emitindo alertas auditivos e visuais para a tripulação em 360 graus, permitindo reações defensivas imediatas.

Poder Ofensivo: Canhão de 120 mm e Sistema de Controle de Tiro Avançado

O salto mais visível no poder de fogo do Merkava Mk.III foi a substituição do canhão estriado M68 de 105 mm por um canhão de alma lisa MG251 de 120 mm, calibre 44, desenvolvido pela IMI. Inspirado no Rheinmetall Rh120 alemão, o MG251 foi adaptado às necessidades israelenses: mais compacto, com mola de retorno de nitrogênio (em vez de mola helicoidal) e evacuador de fumaça removível independentemente da manga térmica.
A munição, também produzida pela IMI, inclui:
  • M322 APFSDS: projétil de energia cinética com desempenho equivalente ao DM33 alemão, capaz de penetrar aproximadamente 460 mm de blindagem homogênea laminada (RHA) a 2.000 metros.
  • M338 APFSDS: versão aprimorada comparável ao DM53, com capacidade de penetração estimada em 650 mm de RHA nas mesmas condições.
  • M325 HEAT-MP: projétil multipropósito contra blindados, fortificações e infantaria.
O tanque também pode disparar o míssil antitanque LAHAT, desenvolvido pela IAI. Originalmente projetado para canhões de 105 mm, o LAHAT requer um adaptador especial para ser lançado pelo MG251 de 120 mm, permitindo engajamentos precisos de alvos a longo alcance com guiamento a laser.
A dotação total é de 48 projéteis, distribuídos entre munição imediata na torre e reserva na traseira do casco. Para reduzir a fadiga do carregador frente ao aumento do peso da munição de 120 mm, o Mk.III introduziu um mecanismo de carregamento semiautomático: dois tambores rotativos na parte traseira da torre, cada um com cinco projéteis prontos, alimentam automaticamente a câmara após seleção pelo carregador.
O sistema de controle de tiro Knight, desenvolvido conjuntamente por Elbit e Elop, representa outro avanço decisivo. Com estabilização do canhão em ambos os eixos (vertical e horizontal), telêmetro a laser integrado, sensores térmicos de última geração e processamento digital, o FCS permite disparos precisos em movimento, aquisição rápida de alvos e operação simplificada sob estresse. A função hunter-killer (caçador-assassino), introduzida nas variantes posteriores, permite ao comandante identificar e designar novos alvos enquanto o artilheiro engaja o alvo atual.

Mobilidade: Motor, Transmissão e Suspensão Redesenhadass

A mobilidade do Merkava Mk.III foi significativamente aprimorada para acompanhar seu aumento de peso (62 toneladas em combate). O motor AVDS-1790-5A de 908 cv foi substituído pelo AVDS-1790-9AR, também da Teledyne Continental (atual L-3 CPS), um V12 turboalimentado refrigerado a ar que entrega 1.200 cv a 2.400 rpm. Essa elevação de potência compensou o peso adicional e melhorou a relação peso/potência.
A transmissão automática controlada eletronicamente da AAI (Ashot Ashkelon Industries), com quatro marchas à frente e duas à ré, foi mantida, mas otimizada para respostas mais rápidas e maior durabilidade em terrenos áridos e montanhosos.
A suspensão sofreu a mudança mais radical: o sistema Horstmann com bogies duplos, herdado do Centurion britânico, foi substituído por uma suspensão independente com mola coaxial e braço traseiro. Cada roda possui amortecimento individual, melhorando a estabilidade em alta velocidade, a precisão de tiro em movimento e o conforto da tripulação em missões prolongadas. A unidade de suspensão permanece montada externamente ao casco, preservando o espaço interno — uma vantagem distintiva em relação aos sistemas de barra de torção utilizados por outros MBTs.
Como resultado, a velocidade máxima em estrada aumentou de 46 km/h (Mk.I/II) para 55 km/h, com autonomia de cruzeiro de aproximadamente 500 km.

Variantes e Modernizações Contínuas

O Merkava Mk.III não permaneceu estático. Assim como ocorreu com o Mk.IIB, módulos de blindagem adicional foram instalados no topo da torre para proteção contra ataques verticais (mísseis topo-ataque), e rodas inteiramente de aço substituíram as versões com aros de borracha para maior resistência a minas e artefatos explosivos.
A partir de 1995, uma reforma abrangente atualizou o FCS para a versão Knight Mk.III, dando origem à variante Merkava Mk.III BAZ (abreviação de Barak Zoher, "Luz do Trovão" em hebraico). Essa versão incorporou o ATT (Automatic Target Tracker) da Elbit, permitindo que o canhão e a mira rastreiem automaticamente alvos em movimento após aquisição inicial. A função hunter-killer foi integrada, permitindo ao comandante operar independentemente do artilheiro.
No final da década de 1990, outra atualização introduziu módulos de blindagem adicional em formato de cunha nas laterais da torre, resultando na variante Merkava Mk.IIID (ou Dalet, "quarta geração" em hebraico). Essas melhorias prepararam o caminho para o Merkava Mk.IV, cuja produção começou em 2004 como sucessor da série Magach e evolução direta da plataforma Mk.III.

Especificações Técnicas

Parâmetro
Especificação
Comprimento total
8,78 m
Comprimento do casco
7,60 m
Largura total
3,72 m
Altura total
2,66 m
Peso em combate
62,0 t
Tripulação
4 (comandante, artilheiro, carregador, motorista)
Motor
Teledyne Continental AVDS-1790-9AR, V12 turboalimentado, refrigerado a ar
Potência máxima
1.200 cv a 2.400 rpm
Transmissão
AAI (Ashot Ashkelon) automática, 4F/2R, controle eletrônico
Suspensão
Independente com mola coaxial e braço traseiro
Velocidade máxima
55 km/h
Autonomia
~500 km
Armamento principal
Canhão de alma lisa IMI MG251 de 120 mm, calibre 44 (48 projéteis)
Armamento secundário
Metralhadora pesada M2 de 12,7 mm × 1 / Metralhadoras FN-MAG de 7,62 mm × 3 / Morteiro de 60 mm C04 × 1
Controle de tiro
Sistema Knight (Elbit/Elop), telêmetro a laser, estabilização bidirecional, ATT (variante BAZ)
Blindagem
Composta modular (aço, cerâmica, compósitos), com módulos substituíveis
Sistemas auxiliares
Alerta a laser LWS-2 (Ancolum), proteção NBC centralizada, carregador semiautomático parcial

Legado e Significado Estratégico

O Merkava Mk.III consolidou a reputação de Israel como nação capaz de desenvolver tecnologia militar de ponta adaptada às suas necessidades específicas. Mais do que um tanque, tornou-se um sistema de armas integrado, projetado para sobreviver em ambientes de alta ameaça, operar em coordenação com infantaria e forças aéreas, e evoluir continuamente por meio de atualizações modulares.
Sua influência estendeu-se além das fronteiras israelenses: o conceito de blindagem modular, o motor dianteiro como proteção e a ênfase na sobrevivência da tripulação inspiraram discussões em doutrinas blindadas ao redor do mundo. Ao mesmo tempo, a capacidade de produzir internamente canhões, munições, eletrônica e sistemas de controle de tiro reduziu a dependência de fornecedores externos, fortalecendo a autonomia estratégica de Israel.
Com cerca de 400 unidades produzidas e uma taxa de modernização constante, o Merkava Mk.III serviu como ponte entre as gerações iniciais do programa Merkava e o avançado Mk.IV. Mesmo com a introdução de versões mais recentes, muitas unidades do Mk.III permanecem em serviço ativo, reserva ou treinamento, testemunhando a longevidade de um projeto bem concebido.

Conclusão

O Merkava Mk.III não é apenas um tanque; é a materialização de uma filosofia de combate: proteger a vida do soldado, maximizar a letalidade e garantir adaptabilidade frente a ameaças em constante evolução. Desenvolvido em um contexto de incerteza regional, com recursos limitados e pressão operacional intensa, o Mk.III demonstrou que inovação, doutrina clara e integração industrial podem produzir um dos MBTs mais respeitados do mundo.
Sua história reflete a capacidade de Israel de transformar desafios em vantagens estratégicas, e seu legado permanece vivo nas forças blindadas modernas, na indústria de defesa global e nos princípios que continuam a orientar o desenvolvimento de veículos de combate no século XXI. O Merkava Mk.III não apenas defendeu fronteiras; redefiniu o que significa ser um tanque de batalha principal em um mundo em transformação.