terça-feira, 14 de abril de 2026

A imagem contempla, o Largo da Ordem e a lendária casa, que após várias funções ao longo do tempo, hoje: Casa Romário Martins. Década de 1960

 A imagem contempla, o Largo da Ordem e a lendária casa, que após várias funções ao longo do tempo, hoje: Casa Romário Martins. Década de 1960


A Estação Ferroviária de Curitiba, novinha em folha em sua nova versão – Ano 1899.

 A Estação Ferroviária de Curitiba, novinha em folha em sua nova versão – Ano 1899.


Trecho da RUA XV de NOVEMBRO, de meados da década de 30.

 Trecho da RUA XV de NOVEMBRO, de meados da década de 30.


HISTÓRIA DO CHAFARIZ DA PRACA ZACARIAS

 HISTÓRIA DO CHAFARIZ DA PRACA ZACARIAS

Aguadeiro abastecendo sua pipa, instalada sobre a carroça, para comercializar junto à população curitibana. Foto primeira década de 1900.
Foto: Arquivo Gazeta do Povo.
Ao ser retirado em 1939, o chafariz foi instalado no páteo do museu Paranaense, no Batel.
Foto: Arquivo Gazeta do Povo.

Em 1968, o chafariz foi reinstalado na Praça Zacarias, apenas cumprindo sua função estética e histórica pois as águas não mais jorravam de suas bicas.
Foto: Arquivo Gazeta do povo.






No dia 08/09/1871, o chafariz da praça Zacarias foi inaugurado. Na época o local chamava-se "Largo da Ponte" ou "Largo do Ivo", devido a estar ali próximo uma pequena ponte de madeira que havia sobre o rio Ivo.
Além de facilitar o trabalho dos pipeiros, o chafariz possibilitou que uma boa parte da população tivesse mais um ponto de coleta d’água na cidade, além de algumas outras fontes de água que haviam próximas ao centro, chamadas de "Carioca".
Para conhecer sua importância, é preciso voltar à segunda metade do século 19. Naquela época, o “abastecimento” das residências era feito pelos chamados aguadeiros, ou pipeiros, profissionais que recolhiam a água das bicas e olhos d’água e entregavam-na nas casas de quem podia pagar pelo serviço. Quem não dispunha de condições para tanto utilizava a água retirada dos poços perfurados no fundo dos quintais.
Muito mais do que um ornamento na paisagem urbana, o chafariz foi testemunha do desenvolvimento da cidade, ele foi o primeiro encanamento de água da capital e fonte do líquido para gerações de curitibanos que nem sonhavam com o conforto de ter uma torneira dentro de casa.
Alguém poderá pensar, "como foi o primeiro encanamento da cidade, se o chafariz é uma fonte ?". Sim, é uma fonte, porém, a água dela não brotava do solo ali. A água que ali jorrava era encanada, vindo de uma nascente que havia na então Praça da Misericórdia (hoje Praça Rui Barbosa).
Consta a lenda, que o engenheiro Antônio Rebouças Filho ao passar próximo daquela nascente, experimentou a água e teve a feliz Idéia de propor ao presidente da Província que ela fosse encanada e levada até ao "Largo da Ponte", que naquela época era bastante frequentado, pois, em uma de suas faces estava funcionando os quartos do "Mercadinho", o então "Mercado de Curitiba", propriamente dito.
Autorizada a obra, foram necessários seis meses de estudo para o desenvolvimento do projeto, que envolveu a aquisição de tubos de cobre no Rio de Janeiro e de torneiras vindas da Europa. O poste, sextavado, foi obra de um artífice local.
Assim foi até o início do século 20, quando, após a inauguração do primeiro sistema de abastecimento de água de Curitiba, o chafariz já não era mais necessário. Em 1939, ele chegou a ser retirado da praça e levado ao Museu Paranaense, no Batel.
Em 1968, por determinações do ex-prefeito Omar Sabbag, o chafariz voltou à Praça Zacarias. Desde então, mantém vivo um importante pedaço da história do abastecimento público de Curitiba e do Paraná.
Paulo Grani

A GRANDE REPORTAGEM

 A GRANDE REPORTAGEM



" Dentre os amigos de mocidade, que saudosamente recordo, um deles evidentemente se destacava. Ao contrário do comportamento formal e comedido que irmanava meus colegas de faculdade e a todos submetia, numa época de notórias repressões, Douglas Munhoz Gomes excepcionava-se por uma conduta ousada, corajosa e independente.

Tal característica não eclodia, entretanto, na composição de uma personalidade agressiva, inconveniente ou desagradável. Douglas era confiante, destemido, impetuoso, mas de maneira alguma deseducado, intempestivo ou inconseqüente. Havia em seu todo uma preocupação de elegância e boas maneiras, a mascarar um temperamento capaz de incríveis façanhas e adoráveis entreveros.

Repórter policial de 'O Dia', ao tempo de Caio Machado, D.M.G. ajustava-se perfeitamente aos seus misteres profissionais, buscando de todas as formas o realce, a evidência, a primazia. Jamais admitia levar um furo ou propalar uma notícia menos detalhada, incompleta ou equivocada. Brioso e competitivo, observava como ponto de honra informar bem, procurando nas minúcias e nos pormenores suplantar os textos dos outros jornais.

Foi assim que, certa manhã, o encontrei na esquina da Ermelino com a Cândido Lopes, eufórico e vitorioso com algumas aparas na mão:
"Oi Lauro, tenho uma notícia de arrebentar".

Retruquei, "O que é que há ?"
Ele disse, "Pois esta madrugada um bonde atropelou uma carrocinha da Padaria Aurora. O povo não gosta mesmo da Força e Luz e vou aproveitar para meter o pau. Manje só o título: - Motorneiro irresponsável deixa a cidade sem pão - Estou indo agora entrevistar o dono da padaria, que deve estar uma onça. Vamos lá ?".

O convite era irrecusável e assim fomos até a Padaria Aurora, na Praça Osório, número 400, onde hoje é a entrada principal do Edifício Wawel. Um senhor alto avermelhado e de cabelos brancos, nos recebeu com amabilidade e atenção.

"O Sr. deve estar muito abalado com o desastre", iniciou o Douglas.
"Que desastre ?"

"Ora, o bonde que destruiu a sua carrocinha".
"Mas não foi desastre, nem destruiu, foi apenas uma batida sem importância, não houve prejuízo, não foi nada..."

"E os cavalos?"
"Os cavalos também, nada sofreram... não se assustaram não se machucaram".

"Sim, mas o motorneiro teve culpa".
"Olhe, eu acho que não, porque bonde não sai do trilho; nosso funcionário é que foi imprudente atravessando a linha".

"Mas a cidade ficou sem pão".
"Não, não ficou, porque a carroça estava vazia, não estava entregando pão".

Douglas notou que a entrevista chegara ao fim e sua reportagem se desmoronara, irremediavelmente perdida. Despediu-se com incontida frustração, e lá fora, após alguns passos, num ímpeto de raiva, rasgou com fúria a manchete sensacional que tão entusiasticamente imaginara.

Xingou o alemão de anta, boçal, cretino, coisas assim.
Em seguida entrou na Stuart e pediu uma cerveja.
Estupidamente gelada. "

(Autor: Lauro Grein Filho, presidente do Centro de Letras do Paraná / Extraído de: Trezentas Historias de Curitiba)

(Foto ilustrativa : Arquivo Gazeta do Povo)

Paulo Grani 

AS MENINAS DO SION

 AS MENINAS DO SION



" Colégio Nossa Senhora de Sion, plenitude dos anos dourados, precisamente 1953. Exclusivamente feminino, regime de semi-internato, latim e francês desde o 2° ano primário, ênfase nos valores morais e religiosos.

Em vias de concluir o curso ginasial, 24 raparigas compunham uma turma homogênea, às voltas com grandes mudanças externas - rock'n'roll, feminismo, nouvelle vague - e ferrenha rigidez disciplinar interna. Que tinha lá seu lado cômico...

Eram três os uniformes do colégio: O uniforme 'diário', diferenciando as séries pela alteração da cor na porta-cruz e no cinto, complementado por sapatos pretos de design exclusivo, nos moldes das botinhas das antepassadas, e uma boina à la Claudette Colbert. O uniforme de 'rigor', usado em assembléias gerais, desfiles cívicos na rua XV e nas procissões, que substituía a cruz de osso pela de madre-pérola e um torçal colorido enlaçando a cintura; era distinto e belíssimo. O terceiro uniforme era o de 'ginástica'.

Duas vezes por semana, no início da manhã, acontecia o "holocausto". Não que os exercícios e o entusiástico voleibol fossem extenuantes. E que o processo de permuta de uniformes ocorrendo na própria sala de aulas, em cinco minutos, com as alunas silentes sentadas em suas cadeiras e proibidas de se entreolharem, se convertia em teste de agilidade e presteza. Sob o olhar fiscalizador da Mestra de Classe, ávida por flagrar um deslize, havia que fazer a troca sem que um milímetro da pele desnuda ficasse à mostra.

Retrato fidedigno da época, o uniforme de 'ginástica' era uma balofa vestimenta de algodão xadrez azul e branco, crivada de botões, gola chemise, amplíssimas mangas e não menos farto calção franzido que, quando esticado, visitava os calcanhares.
Elástico nos punhos, barra e cintura, completamente aquele primor de mau-gosto, fornecido pelo colégio e confeccionado segundo manequim o mínimo duas vezes maior que o da infeliz usuária.

Se facilitava os movimentos, ocultava qualquer forma anatômica. Aquele macaquinho de antanho, trisavô dos atuais, livrava de suas garras somente cabeça, pés e mãos. Todavia, mais tenebroso que ele era o ritual para vestí-lo: Um tal de colocar primeiro uma perna sob a saia, depois outra, remover a blusa "pero no mucho" enquanto se vestia as mangas que levava à exaustão. E lá iam as moçoilas ao pátio, em respeitoso silêncio e fila indiana, fortuitamente protegidas do flagrante de olhos externos pelos altos muros do colégio.

Mas, numa certa manhã, esse consolo caiu por terra. Entre o levantar e abaixar de braços que o exercício impunha, eis que surgiram no topo de um dos muros, amigos, flertes e namorados que, às gargalhadas, foram testemunhas oculares do extremado recato das meninas de Sion.

Ah, se ao menos avaliassem o trabalho... "

(Autora: Alzeli Bassetti, escritora / Extraído de: Trezentas Histórias de Curitiba)
(Foto ilustrativa: pinterest)

Paulo Grani 

SOBREVIVENTES DA BATALHA DO IRANY Reunidos no Quartel da Polícia de Curitiba, em 19/12/1915, trajados com uniforme de gala, os soldados sobreviventes da renhida Batalha do Irany, travada em outubro de 1912, no início da Guerra do Contestado, sendo condecorados pelo Presidente do Estado, General Carlos Cavalcanti de Albuquerque. (Foto: Acervo do Arquivo Público do Paraná) Paulo Grani

 SOBREVIVENTES DA BATALHA DO IRANY  Reunidos no Quartel da Polícia de Curitiba, em 19/12/1915, trajados com uniforme de gala, os soldados sobreviventes da renhida Batalha do Irany, travada em outubro de 1912, no início da Guerra do Contestado, sendo condecorados pelo Presidente do Estado, General Carlos Cavalcanti de Albuquerque.  (Foto: Acervo do Arquivo Público do Paraná)  Paulo Grani


Anna Bazzani Nascida a 3 de janeiro de 1919 (sexta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil Falecida a 12 de maio de 1989 (sexta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil, com a idade de 70 anos

   Anna Bazzani Nascida a 3 de janeiro de 1919 (sexta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil Falecida a 12 de maio de 1989 (sexta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil, com a idade de 70 anos

Anna Bazzani: Uma Vida Tecida em Amor, Perda e Legado Familiar

Nas terras férteis de Curitiba, onde o sopro das serras encontra a memória das colônias italianas, nasceu em 3 de janeiro de 1919, numa sexta-feira de inverno, Anna Bazzani. Sua chegada ao mundo coincidiu com o início de uma nova década, mas o verdadeiro marco de sua história não está nas datas, e sim na força silenciosa de uma mulher que soube transformar luto em alicerce, e família em eterna herança. Viveu 70 anos, falecendo em 12 de maio de 1989, também numa sexta-feira, na mesma cidade que a viu nascer, cercada pela memória de quem amou e pela vasta árvore que ajudou a plantar.

Raízes que Aqueceram a Alma

Anna era filha de José Bazzani (1888–1938) e Maria Anna Tessari (1895–1927), dois nomes que carregavam em si o peso e a beleza da imigração italiana no Paraná. Pelas veias de Anna corria a linhagem dos Tessari, dos Bazzani, dos Erbisti e dos Franzan, famílias que cruzaram o Atlântico trazendo consigo o trabalho duro, a fé inabalável e o amor profundo pelos laços de sangue. Seus avós, Pietro Erbisti e Tommaso Tessari, e bisavós como Giovanni Tessari e Anna Maria Cunico, deixaram como herança não apenas sobrenomes, mas uma cultura de resistência e união.
A infância de Anna foi marcada pela doçura do lar, mas também pela sombra precoce da perda. Em 31 de maio de 1920, com apenas 16 meses, viu partir a avó paterna, Caterina Erbisti. Pouco depois, em dezembro daquele mesmo ano, nasceu seu irmão Leopoldo, trazendo nova luz à casa. Em 1924, perdeu o avô materno, Antônio Tessari. Mas foi em 16 de janeiro de 1927 que o destino impôs a prova mais dura: com apenas 8 anos, Anna viu sua mãe, Maria Anna Tessari, partir no momento em que dava à luz o irmão Antônio João. A morte no parto deixou uma marca indelével, mas também revelou a resiliência que Anna carregaria para o resto da vida.

Irmãos, Meios-Irmãos e a Força da União

A família Bazzani era numerosa e unida. Anna cresceu ao lado das irmãs Catarina (nascida em 1913) e Angelina (por volta de 1914), do irmão Leopoldo (1920–1984) e da irmã Maria (por volta de 1925–1984). A chegada de Antônio João, em meio à dor da perda materna, simbolizou o ciclo incessante da vida que a família precisava honrar. Com o passar dos anos, José Bazzani reconstruiu sua vida ao lado de Regina Marconcin (nascida em 1908), com quem teve três filhos: Lucia Luiza, Pedro Lizéa e Izolda Genoveva (esta última nascida em 1919, no mesmo ano que Anna). Anna soube acolher esses meios-irmãos, entendendo que o amor familiar não se mede apenas pelo sangue direto, mas pela disposição de partilhar a história.
Em 1930, viu a irmã Catarina casar-se com Gustavo Zibarth, um primeiro passo de independência para as mulheres da família. Oito anos depois, em 16 de maio de 1938, o pai José partiu, deixando Anna com 19 anos e o coração dividido entre a saudade e a responsabilidade de seguir em frente. A casa dos Bazzani, antes guiada por mãos paternas, agora dependia da maturidade precoce de seus filhos, e Anna estava pronta para assumir seu papel.

O Encontro com o Amor e a Construção de um Novo Lar

No dia 11 de maio de 1940, um sábado ensolarado em Curitiba, Anna Bazzani, já com 21 anos, casou-se com Francisco Faria, nascido no mesmo ano que ela (1919). A cerimônia marcou o início de uma parceria que duraria mais de quatro décadas. Francisco não foi apenas um esposo, mas um companheiro de sonhos, um ombro firme nos dias difíceis e o pai devotado que ajudou a criar uma família numerosa e cheia de vida.
Juntos, ergueram um lar onde o riso das crianças ecoava mais alto que as preocupações do mundo exterior. Anna trouxe para a nova casa a herança de sua mãe: a capacidade de amar com intensidade, mesmo quando a vida exige sacrifícios. Francisco, por sua vez, trouxe a estabilidade e o carinho que permitiram a Anna florescer plenamente como mulher e mãe.

Filhos: O Legado Vivo de uma Geração

Do amor entre Anna e Francisco nasceram seis filhos, cada um com sua personalidade, mas todos unidos pelo mesmo sangue e pela mesma educação baseada em respeito e união: Arlete, Altair, José Custódio, Osvaldo, Arlene Solange e Amilton. A casa dos Faria-Bazzani era um ponto de encontro, onde as gerações se entrelaçavam.
Arlete casou-se com Nelson Sloboda, dando origem a uma linhagem que se multiplicou em netos como Nelson Antônio, Mara Niceia, Loranie, Inajá, Vanessa, Savana, Jessen, Doniasol Vanessa e Luana. Altair e José Custódio seguiram seus próprios caminhos, mantendo viva a memória dos pais. Osvaldo uniu-se a Sueli, e juntos tiveram Rosiane, expandindo ainda mais a árvore. Arlene Solange casou-se com Carlos Alberto Juski, trazendo ao mundo Delane e Dayana. Amilton, que partiu antes do tempo, deixou saudades que o tempo não apagou.
Através dos filhos, Anna viu nascer netos e bisnetos que carregariam seus traços, seus valores e seu nome. Nomes como Rui Carlos, Ana Paula, Renata, Meiji, Eiji, Suellen, Ana Carolina, Laura, Luis Filipe, Gabriel, Thayná, Lucas e Lara não são apenas palavras em uma árvore genealógica; são testemunhos vivos de que o amor de Anna e Francisco transcendeu gerações, plantando sementes de afeto que continuam a brotar.

Anos Finais: A Viuvez, a Saudade e a Paz

A década de 1980 trouxe testes difíceis. Em 24 de setembro de 1983, Francisco Faria partiu, deixando Anna viúva aos 64 anos. A perda do companheiro de vida foi um golpe profundo, mas Anna, que já conhecia a dor desde a infância, não se deixou abater. Em 1984, num ano de luto familiar consecutivo, perdeu a irmã Maria (26 de junho) e o irmão Leopoldo (11 de julho). A vida, que antes a presenteava com nascimentos, agora a levava por um caminho de despedidas.
Ainda assim, Anna manteve a dignidade e a serenidade. Continuou a receber filhos, netos e amigos, compartilhando histórias de Santa Felicidade, recordações de seu pai José, da mãe Maria Anna, e do marido Francisco. Em 12 de maio de 1989, numa sexta-feira como a do seu nascimento, Anna Bazzani fechou os olhos para sempre, aos 70 anos, em Curitiba. Não partiu sozinha: levou consigo a certeza de ter sido amada e deixou para trás uma família numerosa, forte e unida.

Uma Memória que Não se Apaga

Anna Bazzani não foi apenas uma data em um registro civil ou um nome em uma árvore genealógica. Foi uma mulher que viveu intensamente o século XX brasileiro, atravessando guerras silenciosas do coração, reconstruindo lares após perdas, educando filhos com exemplo e vendo sua linhagem florescer por gerações. Sua história é um testemunho de que a verdadeira imortalidade não está na ausência da morte, mas na continuidade do amor que se transmite de pai para filho, de avó para neto, de geração em geração.
Hoje, quando um descendente da família Faria-Bazzani pronuncia seu nome, conta uma história de infância ou reza por aqueles que partiram, Anna continua viva. Não em monumentos de pedra, mas no abraço dos netos, na força dos bisnetos, na união que ela ensinou a construir e na memória que o tempo, por mais que passe, jamais conseguirá apagar.
  • Nascida a 3 de janeiro de 1919 (sexta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil
  • Falecida a 12 de maio de 1989 (sexta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil, com a idade de 70 anos

 Pais

 Casamento(s) e filho(s)

 Irmãos

 Meios irmãos e meias irmãs

Pelo lado de José Bazzani 1888-1938

 Notas

Notas individuais

 Fontes

  • Pessoa: Fabio Bettega - Bettega Web Site (Smart Match)

 Árvore genealógica (até aos avós)

Giovani Bazzani ca 1840-1909 Caterina Erbisti ca 1849-1920 Antônio Tessari 1866-1924 Catharina Franzan 1867-1917
||||






||
José Bazzani 1888-1938 Maria Anna Tessari 1895-1927
||



|
Anna Bazzani 1919-1989


19193 jan.
192031 maio
16 meses
192022 dez.
23 meses
192415 nov.
5 anos
cerca1925
~ 6 anos

Nascimento de uma irmã

192716 jan.
8 anos

Morte da mãe

 
Notas

Cause: faleceu no parto do Antonio João

193013 set.
11 anos

Casamento de uma irmã

193816 maio
19 anos
194011 maio
21 anos
198324 set.
64 anos
198426 jun.
65 anos

Morte de uma irmã

198411 jul.
65 anos
198912 maio
70 anos

Antepassados de Anna Bazzani

      Antonio Tessari  Catterina Basso  Domenico Cunico 1756-1821 Catterina Forte        
      | | | |        
      


 


        
      | |        
      Giovanni Tessari 1780-1856 Anna Maria Cunico 1788-1851 Stefano Verona ca 1806- Lucia Brunale ca 1806-    
      | | | |    
      


 


    
      | |    
  Pedro Erbisti  Gamina ?  Tommaso Tessari 1827-1890 Mariana Verona 1829-1905 Domingos Franzan  Magdalena Pastetto 
  | | |- 1851 -| | |
  


 


 


  | | |
Giovani Bazzani ca 1840-1909 Caterina Erbisti ca 1849-1920 Antônio Tessari 1866-1924 Catharina Franzan 1867-1917
| | | |



 


| |
José Bazzani 1888-1938 Maria Anna Tessari 1895-1927
|- 1910 -|



|
Anna Bazzani 1919-1989


Descendentes de Anna Bazzani