Linda imagem da PRAÇA TIRADENTES, registrada por volta de 1950.
CURITIBA E PARANA EM FOTOS ANTIGAS
fotos fatos e curiosidades antigamente O passado, o legado de um homem pode até ser momentaneamente esquecido, nunca apagado
sábado, 14 de março de 2026
Foto de Synval Stochero, de 1955, apresenta a Praça Tiradentes com destaque para o então Lord Hotel, mais tarde Hotel Eduardo VII.
Foto de Synval Stochero, de 1955, apresenta a Praça Tiradentes com destaque para o então Lord Hotel, mais tarde Hotel Eduardo VII.
Histórico Cartão Postal da Rua XV de Novembro de Curitiba, datado de 24/05/1905, postado por Eleuterio Carneiro.
Histórico Cartão Postal da Rua XV de Novembro de Curitiba, datado de 24/05/1905, postado por Eleuterio Carneiro.
Raízes do Saber no Norte Pioneiro: A História e Arquitetura do Colégio Estadual Nóbrega da Cunha
Denominação inicial: Grupo Escolar Nóbrega da Cunha
Denominação atual: Colégio Estadual Nóbrega da Cunha
Endereço: Avenida Prefeito Moacyr Castanho, 1403 - Centro
Cidade: Bandeirantes
Classificação (Uso): Casa Escolar, Grupo
Período: 1945-1951
Projeto Arquitetônico
Autor: Divisão de Projetos e Edificações da Secretaria de Viação e Obras Públicas
Data: 1948
Estrutura: padronizado
Tipologia: E
Linguagem: Neocolonial
Data de inauguracao: 1953
Situação atual: Edificação existente com alterações
Uso atual: Edifício escolar
Colégio Estadual Nóbrega da Cunha - s/d
Acervo: Colégio Estadual Nóbrega da Cunha
Raízes do Saber no Norte Pioneiro: A História e Arquitetura do Colégio Estadual Nóbrega da Cunha
1. Contexto Histórico: A Expansão Educacional (1945-1953)
2. Autoria e Projeto: A Mão do Estado
3. Arquitetura e Estética: O Estilo Neocolonial
- Telhados: Inclinações acentuadas com telhas de cerâmica, muitas vezes com beirais largos que protegem as fachadas da chuva e do sol.
- Simetria: Uma composição equilibrada na fachada principal, transmitindo ordem e institucionalidade.
- Elementos Decorativos: Possível uso de portais em arco, grades de ferro trabalhado e cores claras que destacam a edificação no tecido urbano.
4. Tipologia em "E": Uma Solução Funcional Rara
- Iluminação e Ventilação: Permite que um grande número de salas de aula tenha janelas em dois lados ou garantias de ventilação cruzada, essencial para o conforto térmico em um clima como o de Bandeirantes.
- Segregação de Fluxos: Facilita a separação de diferentes ciclos de ensino ou áreas administrativas sem perder a conexão central.
- Pátios Intermediários: Cria espaços externos protegidos entre as alas, ideais para recreação supervisionada e atividades ao ar livre.
5. Localização e Inserção Urbana
6. Evolução Institucional: De Grupo a Colégio
7. Situação Atual e Alterações
- Adaptações Tecnológicas: Instalação de redes de dados, laboratórios de informática e projetores.
- Acessibilidade: Rampas e adaptações sanitárias para incluir todos os alunos.
- Manutenção: Troca de coberturas, pinturas e reforços estruturais.
8. O Acervo Interno: A Memória Guardada pela Escola
- Fotografias Históricas: Imagens sem data (s/d) que mostram a evolução do prédio, das turmas antigas e dos eventos cívicos.
- Documentos Administrativos: Atas, diários de classe e registros de matrícula que contam a história social da cidade.
- Projetos Originais: Possíveis cópias das plantas da Divisão de Projetos de 1948.
9. Importância Cultural para Bandeirantes
- Continuidade Educacional: Representa a passagem do ensino primário ao secundário na história da cidade.
- Marco Arquitetônico: É um dos exemplares remanescentes da arquitetura pública neocolonial na região, com sua rara tipologia em "E".
- Memória Viva: Ao guardar seu próprio acervo, a escola atua como um museu ativo de sua própria trajetória.
Conclusão
Entre Campos e Saber: A Memória Arquitetônica e Histórica do Grupo Escolar de Bandeirantes
Denominação inicial: Grupo Escolar de Bandeirantes
Denominação atual:
Endereço:
Cidade: Bandeirantes
Classificação (Uso): Grupo Escolar Rural
Período: 1930-1945
Projeto Arquitetônico
Autor:
Data:
Estrutura: padronizado
Tipologia: U
Linguagem: Neocolonial
Data de inauguracao:
Situação atual:
Uso atual:
Grupo Escolar Rural de Bandeirantes - s/d
Acervo: Coordenadoria do Patrimônio do Estado da SEAD (Secretaria de Estado da Administração) - Pasta 5172
Entre Campos e Saber: A Memória Arquitetônica e Histórica do Grupo Escolar de Bandeirantes
1. Contexto Histórico: A Educação no Norte Pioneiro (1930-1945)
2. A Arquitetura da Eficiência: Estrutura Padronizada
3. Linguagem Neocolonial: Identidade e Prestígio
- Brasileiridade: Reforçava a identidade nacional em um período de fortalecimento do estado nacional.
- Prestígio: Uma escola com arquitetura refinada elevava o status da comunidade local. Não era apenas um galpão de aulas, era um monumento cívico.
- Adaptação Climática: As características do neocolonial, como telhados altos e grandes janelas, eram funcionalmente adequadas ao clima do Paraná, favorecendo a ventilação cruzada e o conforto térmico sem a necessidade de tecnologia artificial.
4. Tipologia em "U": Funcionalidade e Convivência
- Pátio Internalizado: A forma em "U" cria um espaço semi-fechado no centro da edificação. Este pátio funcionava como uma área de recreação protegida dos ventos fortes e do sol direto, essencial para o cotidiano das crianças.
- Organização dos Fluxos: Geralmente, essa tipologia permitia separar melhor os fluxos de entrada e saída, ou distinguir alas administrativas das alas de ensino, mantendo uma coerência visual na fachada principal.
- Simbolismo de Acolhimento: Arquitetonicamente, a forma em "U" sugere um abraço, um espaço que acolhe a comunidade para dentro de seus limites, reforçando o papel da escola como centro comunitário.
5. O Acervo Estadual: A Memória na Pasta 5172
- Prova de Propriedade: Define o imóvel como patrimônio público estadual.
- Base para Restauro: Caso a edificação ainda exista, a pasta 5172 é o guia para qualquer intervenção de restauro que vise respeitar a originalidade do projeto.
- Fonte de Pesquisa: Para historiadores e estudantes, é a fonte primária que permite reconstruir a cronologia da educação no município.
6. Lacunas Históricas e o Desafio da Preservação
- O Mistério do Endereço: A falta de um endereço registrado nos dados resumidos sugere que a escola pode ter sido absorvida por outra instituição, mudou de nome, ou que o registro urbano da cidade se transformou ao longo de 80 anos.
- Situação Atual Desconhecida: Não saber se o edifício ainda está de pé, se foi demolido ou se foi repaginado é um alerta para os órgãos de preservação. Patrimônios rurais são frequentemente os mais vulneráveis ao abandono ou à substituição por construções modernas sem valor histórico.
- Uso Atual: Se a edificação original ainda existe, ela pode estar servindo a outra função (comunidade, administração) ou ainda como escola, talvez sob outro nome (como Escola Estadual ou Colégio).

