terça-feira, 24 de março de 2026

A PRAÇA TIRADENTES, em registro em torno de 1940.

 A PRAÇA TIRADENTES, em registro em torno de 1940.


Bonde elétrico, no ponto final da linha Portão, em 1914. Foto: coleção Allen Morrison

 Bonde elétrico, no ponto final da linha Portão, em 1914. Foto: coleção Allen Morrison


Grupo Escolar de Barra Bonita: A Educação Rural e a Arquitetura Moderna no Norte Pioneiro

 Denominação inicial: Grupo Escolar de Barra Bonita

Denominação atual: Escola Estadual do Campo Professora Raquel Soares Marques

Endereço: Estrada do Patrimônio do Café, s/n° - Patrimônio do Café

Cidade: 

Classificação (Uso): 

Período: 

Projeto Arquitetônico

Autor: Secção Tecnnica

Data: 1935

Estrutura: padronizado

Tipologia: U

Linguagem: 


Data de inauguracao: 

Situação atual: Edificação existente com alterações

Uso atual: Edifício escolar

Grupo Escolar de Barra Bonita - s/d

Acervo: Coordenadoria do Patrimônio do Estado da SEAD (Secretaria de Estado da Administração)

Grupo Escolar de Barra Bonita: A Educação Rural e a Arquitetura Moderna no Norte Pioneiro

Introdução e Contextualização Geográfica

O Grupo Escolar de Barra Bonita constitui um importante testemunho da expansão da rede pública de ensino nas zonas rurais do Paraná durante a primeira metade do século XX. Localizado no município de Ibaiti, especificamente no Patrimônio do Café, à Estrada do Patrimônio do Café, sem número, a edificação destaca-se não apenas por sua função pedagógica, mas também por sua presença arquitetônica em uma região historicamente marcada pela cultura cafeeira.
Inicialmente denominado Grupo Escolar de Barra Bonita, o estabelecimento reflete a nomenclatura típica da época, muitas vezes vinculada a acidentes geográficos ou nomes locais anteriores à consolidação urbana atual. Ao longo das décadas, a instituição acompanhou as transformações administrativas e educacionais do estado, assumindo sua denominação atual: Escola Estadual do Campo Professora Raquel Soares Marques. Essa mudança de nome homenageia uma figura dedicada ao magistério e sinaliza a adaptação da escola às modernas diretrizes de educação no campo.

O Cenário Educacional no Período de 1930-1945

O período compreendido entre 1930 e 1945 foi crucial para a estruturação do ensino primário no interior do Paraná. Enquanto os grandes centros urbanos recebiam investimentos massivos, havia um esforço governamental para levar a escolarização às áreas rurais e aos patrimônios ligados às estradas de ferro e às culturas agrícolas, como o café.
A criação do Grupo Escolar de Barra Bonita inseriu-se nesse contexto de interiorização da educação. A escola funcionava como um polo civilizatório no Patrimônio do Café, atendendo aos filhos de trabalhadores rurais e colonos que sustentavam a economia local. A presença de um prédio escolar projetado tecnicamente pelo Estado simbolizava a permanência e a ordem nas comunidades afastadas, oferecendo um espaço estruturado para o aprendizado básico e a socialização.

Projeto Arquitetônico e Linguagem Estilística

O projeto arquitetônico da edificação foi elaborado em 1935 pela Secção Técnica, órgão responsável pelo planejamento das construções públicas estaduais. Diferentemente de muitas obras empíricas da zona rural, este grupo escolar contou com um projeto padronizado, o que garantia qualidade construtiva e funcionalidade pedagógica.

Estilo Art Déco e Modernidade

Um dos aspectos mais relevantes deste edifício é a adoção da linguagem Art Déco. Enquanto muitas escolas da década de 1920 ainda seguiam o estilo eclético, a escolha do Art Déco em 1935 indica uma atualização estética alinhada às tendências modernas da época. O Art Déco, caracterizado por linhas geométricas, simetria, volumetria simplificada e ornamentação discreta mas marcante, conferia à escola uma imagem de progresso e contemporaneidade, mesmo em uma localização rural.

Tipologia e Estrutura

A edificação segue a tipologia em "U", configuração já consolidada nos grupos escolares paranaenses. Essa disposição arquitetônica possui vantagens funcionais significativas:
  • Ventilação e Iluminação: As alas laterais permitem a entrada de luz e ar em múltiplas faces das salas de aula.
  • Pátio Interno: O formato em "U" cria um pátio central protegido dos ventos e da visão direta da rua, ideal para recreação e atividades cívicas.
  • Setorização: Facilita a separação de turmas ou funções administrativas.
A estrutura é classificada como padronizada, o que sugere o uso de plantas tipo replicadas em outras localidades, otimizando recursos e acelerando a execução das obras públicas pelo governo do estado.

Trajetória Institucional e Mudança de Denominação

A transição de "Grupo Escolar de Barra Bonita" para "Escola Estadual do Campo Professora Raquel Soares Marques" não representa apenas uma alteração burocrática, mas uma evolução conceitual. O termo "Escola do Campo" reconhece a identidade rural da instituição e adapta o ensino à realidade local, valorizando a cultura e o modo de vida do homem do campo, conforme diretrizes educacionais mais recentes.
A homenagem à Professora Raquel Soares Marques perpetua a memória de educadores que foram fundamentais para a alfabetização e formação das gerações passadas na região de Ibaiti. Essa renomeação fortalece o vínculo afetivo entre a comunidade e a escola, transformando o edifício em um monumento vivo da história local.

Situação Atual e Preservação do Patrimônio

Diferentemente de outras edificações escolares históricas que foram demolidas, o antigo Grupo Escolar de Barra Bonita encontra-se em situação de edificação existente. No entanto, o registro indica que o prédio sofreu alterações ao longo do tempo.
Essas alterações podem incluir adaptações para atender às novas normas de acessibilidade, expansão de salas devido ao aumento da demanda ou modernização de instalações elétricas e hidráulicas. Embora as modificações sejam necessárias para a continuidade do uso escolar, elas desafiam a preservação das características originais do projeto Art Déco de 1935.
A manutenção do edifício em uso ativo é positiva, pois evita o abandono e a degradação total. Contudo, é fundamental que intervenções futuras considerem o valor histórico da fachada e da volumetria original, buscando equilibrar a funcionalidade contemporânea com a preservação da memória arquitetônica.

Acervo Documental e Fontes de Pesquisa

As informações sobre o Grupo Escolar de Barra Bonita são preservadas no acervo da Coordenadoria do Patrimônio do Estado, vinculada à SEAD (Secretaria de Estado da Administração). Este órgão guarda documentos técnicos, plantas e registros fotográficos que permitem compreender a evolução da infraestrutura escolar no Paraná.
As imagens existentes no acervo, embora sem data específica, são vitais para comparar o estado original da edificação com sua configuração atual. Esses registros servem como base para pesquisas acadêmicas sobre arquitetura escolar, história da educação rural e patrimônio cultural do Norte Pioneiro Paranaense.

Conclusão: Um Legado Vivo no Patrimônio do Café

O Grupo Escolar de Barra Bonita, hoje Escola Estadual do Campo Professora Raquel Soares Marques, permanece como um marco físico e simbólico na Estrada do Patrimônio do Café. Sua arquitetura em Art Déco, projetada pela Secção Técnica em 1935, destaca-se como um exemplo de como o Estado levou modernidade e estrutura às zonas rurais durante a Era Vargas.
A sobrevivência do edifício, mesmo com alterações, é um convite à reflexão sobre a importância de proteger o patrimônio educacional. Preservar a memória dessa escola é honrar o esforço de milhares de alunos e professores que, ao longo de quase um século, construíram o conhecimento e a cidadania na região de Ibaiti. Que a instituição continue a cumprir seu papel social, mantendo viva a história de suas origens como Grupo Escolar de Barra Bonita.


Grupo Escolar de Tomazina: Memória de uma Instituição Educacional no Norte Pioneiro Paranaense

 Denominação inicial: Grupo Escolar de Tomazina

Denominação atual: Colégio Estadual Carlos Gomes

Endereço: R. Vítor Pietra, 190 - São Benedito

Cidade: 

Classificação (Uso): 

Período: 

Projeto Arquitetônico

Autor: Seção Técnica da Diretoria de Obras Públicas

Data: 1927

Estrutura: 

Tipologia: U

Linguagem: 


Data de inauguracao: 1928

Situação atual: Edificação demolida

Uso atual: 

Grupo Escolar de Tomazina - s/d

Acervo: Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR)

Grupo Escolar de Tomazina: Memória de uma Instituição Educacional no Norte Pioneiro Paranaense

Apresentação Histórica

O Grupo Escolar de Tomazina representa um capítulo significativo na trajetória da educação pública no estado do Paraná, especialmente na região do Norte Pioneiro. Embora sua denominação inicial remeta à localidade de Tomazina, a edificação estava situada no município de Ibaiti, na Rua Vítor Pietra, 190, bairro São Benedito — um detalhe que revela as complexidades administrativas e territoriais da época, quando divisas municipais e denominações locais nem sempre coincidiam com a organização atual do território paranaense.
Inicialmente denominado Grupo Escolar de Tomazina, o estabelecimento passou a ser conhecido posteriormente como Colégio Estadual Carlos Gomes, homenagem ao célebre compositor brasileiro, refletindo uma prática comum no período de batizar instituições educacionais com nomes de personalidades nacionais emblemáticas. Essa mudança de denominação acompanhou a evolução do sistema educacional paranaense, que transitou dos grupos escolares — modelo implantado no início do século XX para organizar o ensino primário — para o formato de colégios estaduais, com oferta de ensino mais amplo e estruturado.

Contexto Educacional e Social (1900-1930)

O período entre 1900 e 1930 foi marcado por intensas transformações no cenário educacional brasileiro. No Paraná, a expansão da rede de ensino primário foi impulsionada por políticas públicas que visavam alfabetizar a população e integrar as regiões interioranas ao projeto de nação. Os Grupos Escolares surgiram como resposta a essa demanda: edificações planejadas para receber múltiplas turmas, com salas amplas, iluminação natural adequada e espaços destinados à administração e ao convívio escolar.
Na região de Ibaiti e arredores, a chegada de um Grupo Escolar representava não apenas o acesso à instrução formal, mas também um símbolo de progresso e civilidade. A educação era vista como instrumento de ordem, moralidade e desenvolvimento, e a presença de um prédio escolar projetado tecnicamente reforçava a autoridade do Estado nas comunidades locais.

Projeto Arquitetônico e Características Construtivas

O projeto arquitetônico do Grupo Escolar de Tomazina foi elaborado em 1927 pela Seção Técnica da Diretoria de Obras Públicas do Estado do Paraná, órgão responsável pela padronização e fiscalização das construções públicas no período. A autoria institucional, comum na época, refletia a centralização técnica do governo estadual na execução de obras de interesse coletivo.

Tipologia e Linguagem Estilística

A edificação adotava a tipologia em "U", configuração recorrente nos grupos escolares paranaenses da primeira metade do século XX. Essa disposição permitia:
  • Melhor aproveitamento da ventilação e iluminação naturais;
  • Criação de um pátio interno protegido, ideal para atividades recreativas e cívicas;
  • Separação funcional entre alas destinadas a diferentes séries ou gêneros, conforme as práticas pedagógicas da época.
Quanto à linguagem arquitetônica, o prédio se inseria no estilo eclético, que predominava nas construções públicas brasileiras entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX. O ecletismo combinava elementos neoclássicos, como frontões e simetria rigorosa, com detalhes inspirados no academicismo europeu, resultando em fachadas sóbrias, proporcionais e ornamentadas com discrição — características que conferiam autoridade e permanência simbólica à instituição.
Embora não haja registros detalhados sobre os materiais empregados, é provável que a estrutura tenha utilizado alvenaria de tijolos, cobertura em telhas cerâmicas e esquadrias em madeira, conforme o padrão construtivo adotado pela Diretoria de Obras Públicas para edificações escolares no interior do estado.

Inauguração e Trajetória Institucional

Inaugurado em 1928, o Grupo Escolar de Tomazina iniciou suas atividades em um momento de consolidação da rede pública de ensino no Paraná. Sua implantação atendeu a uma demanda crescente de famílias que buscavam para seus filhos uma educação formal, alinhada aos ideais republicanos de cidadania e trabalho.
Ao longo das décadas seguintes, a instituição acompanhou as reformas educacionais implementadas no país, adaptando-se às novas diretrizes curriculares e administrativas. A transição para a denominação Colégio Estadual Carlos Gomes provavelmente ocorreu entre as décadas de 1940 e 1960, período em que muitos grupos escolares foram reestruturados para oferecer também o ensino ginasial e científico, ampliando seu alcance formativo.

Acervo Documental e Registro Iconográfico

As principais fontes sobre o Grupo Escolar de Tomazina encontram-se preservadas no acervo do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), que guarda fotografias e documentos técnicos relacionados à edificação. As imagens disponíveis, embora sem data específica, permitem visualizar a fachada principal, a disposição das janelas, o acesso central e a volumetria característica da tipologia em "U".
Esses registros são fundamentais para a reconstrução histórica da arquitetura escolar paranaense, oferecendo subsídios para pesquisas sobre pedagogia, urbanismo e memória cultural. A preservação digital e o acesso controlado a esse acervo garantem que futuras gerações possam conhecer e estudar essa parcela do patrimônio educativo do estado.

Situação Atual: Demolição e Perda Patrimonial

Infelizmente, a edificação original do Grupo Escolar de Tomazina foi demolida, e o terreno onde se erguia não preserva mais os elementos arquitetônicos que marcaram sua existência. A perda de prédios históricos como este representa um desafio para a preservação da memória coletiva, especialmente em regiões onde o registro documental ainda é escasso.
A demolição pode ter ocorrido por diversos motivos: deterioração estrutural, inadequação às novas necessidades pedagógicas, ou substituição por edificações mais modernas. Independentemente das razões, a ausência do prédio físico reforça a importância de valorizar os registros documentais, fotográficos e orais que ainda permanecem.

Legado e Reflexões sobre a Memória Educacional

O Grupo Escolar de Tomazina, ainda que não exista mais em sua forma física, permanece como testemunho de um projeto educacional que buscou levar instrução e cidadania a regiões afastadas dos grandes centros. Sua história se entrelaça com a de professores, alunos, famílias e gestores que, ao longo de décadas, construíram coletivamente uma trajetória de aprendizado e transformação social.
Estudar e divulgar a memória de instituições como esta é um ato de reconhecimento e respeito às raízes educacionais do Paraná. Mais do que preservar pedras e cal, trata-se de manter viva a consciência de que a escola pública foi — e continua sendo — um espaço fundamental para a construção de uma sociedade mais justa, crítica e participativa.
Que a lembrança do Grupo Escolar de Tomazina inspire novas reflexões sobre o valor do patrimônio educacional e a necessidade de proteger, documentar e celebrar as histórias que moldaram a educação em nosso estado.


Frederico Guilherme Friederich Leonhard Wilhelm VIRMOND Nascido a 8 de setembro de 1791 (quinta-feira) - Köln, Rheinprovinz, Preußen, Alemanha Falecido a 3 de agosto de 1876 (quinta-feira) - Balsa Nova, Parana, Brasil, com a idade de 84 anos Pintor, desenhista, zoólogo, médico, construtor, músico e industrial.

   Frederico Guilherme Friederich Leonhard Wilhelm VIRMOND Nascido a 8 de setembro de 1791 (quinta-feira) - Köln, Rheinprovinz, Preußen, Alemanha Falecido a 3 de agosto de 1876 (quinta-feira) - Balsa Nova, Parana, Brasil, com a idade de 84 anos Pintor, desenhista, zoólogo, médico, construtor, músico e industrial.

A Saga da Família Virmond: A Trajetória de Frederico Guilherme no Brasil

A história da família Virmond no Brasil é marcada pela figura impressionante de Frederico Guilherme Friederich Leonhard Wilhelm Virmond. Sua vida não foi apenas a de um imigrante comum, mas a de um verdadeiro pioneiro multifacetado que deixou raízes profundas no solo paranaense. Nascido na Alemanha e falecido no Brasil, sua trajetória atravessa continentes, culturas e épocas, consolidando um legado familiar que perdura através das gerações.

Origens Europeias e Infância

Frederico Guilherme Virmond veio ao mundo em 8 de setembro de 1791, numa quinta-feira, na histórica cidade de Köln (Colônia), localizada na Rheinprovinz, então parte do Reino da Prússia, na atual Alemanha. Seu nome completo, carregado de tradições germânicas, refletia a importância de sua linhagem.
Era filho de Johann Wilhelm Virmond, nascido em 1758, e de Maria Esther Hoesch, também nascida em 1758. A infância de Frederico, contudo, foi marcada por uma perda precoce e significativa. Quando ele tinha apenas 6 anos de idade, em 30 de janeiro de 1798, sua mãe, Maria Esther, faleceu em Düren, na região de Aachen, na Alemanha. Essa perda prematura certamente moldou o caráter resiliente que ele demonstraria ao longo da vida.
A figura paterna de Johann Wilhelm permaneceu presente por mais tempo, falecendo apenas em 15 de dezembro de 1846, em Düren, quando Frederico já estava estabelecido no Brasil e contava 55 anos. Outro marco familiar foi o falecimento de seu avô paterno, Johann Heinrich Virmond, em 1809, quando Frederico tinha 17 anos, encerrando um ciclo de gerações na terra natal.

A Travessia para o Brasil e o Casamento

Como muitos europeus do século XIX, Frederico Guilherme decidiu buscar novas oportunidades no Novo Mundo. Sua chegada ao Brasil marcou o início de um novo capítulo, não apenas para ele, mas para a futura história de várias famílias no Paraná.
Foi no Rio de Janeiro, então capital do Império, que ele construiu sua própria família. Em 4 de dezembro de 1824, numa sábado, Frederico casou-se com Maria Izabel Amalia de Andrade. Ela era uma jovem brasileira, nascida em 1807, e o registro deste casamento, embora historicamente noted como de difícil legibilidade, permanece como o testemunho oficial da união que fundaria o clã Virmond no Brasil.
O casal permaneceu unido por quase meio século, uma parceria que resistiu às dificuldades da adaptação cultural e aos desafios da vida no interior do país. Maria Izabel foi companheira fiel até o fim, falecendo em 25 de outubro de 1872, na cidade da Lapa, no Paraná, aos 65 anos, pouco antes do próprio marido.

A Descendência e a Vida no Paraná

Fruto do amor entre Frederico e Maria Izabel, nasceram três filhos que carregariam o sobrenome Virmond para o futuro. A família cresceu entre o Rio de Janeiro e o Paraná, refletindo a mobilidade interna do casal em busca de estabelecimento.
A primogênita foi Maria Luiza Edeltrudes Virmond, nascida em 29 de maio de 1826, no Rio de Janeiro. Ela seguiu o caminho do casamento tradicional da época, unindo-se em 17 de dezembro de 1843, na Lapa, Paraná, a Jean François Etienne Victor Marie Suplicy. Esta união reforçou os laços da família Virmond com outras linhagens importantes da região.
O filho do meio, batizado com o mesmo nome do pai, Frederico Guilherme Junior Virmond, nasceu em 20 de maio de 1829, na Lapa, Paraná. Ele viveria até 1909, sendo um elo crucial para a continuidade do sobrenome e das propriedades da família.
A caçula foi Sophia Mariana Virmond, nascida em 7 de setembro de 1830, novamente no Rio de Janeiro. Sophia teve uma vida longa, falecendo apenas em 1924, aos 93 anos, sendo provavelmente a última conexão viva da primeira geração nascida no Brasil.
A linhagem continuou a expandir-se com a chegada dos netos. Registros indicam o nascimento de Herculano Augusto Virmond por volta de 1864, em Guarapuava, no Paraná, demonstrando que a família continuava a se interiorizar e a prosperar no estado.

Um Homem de Múltiplos Talentos

O que torna a biografia de Frederico Guilherme Virmond verdadeiramente extraordinária é a vastidão de suas habilidades. Ele não foi apenas um imigrante, mas um homem do Renascimento em plena era industrial. Os registros históricos o descrevem com uma série de profissões e aptidões raras de se encontrar em uma única pessoa:
  • Pintor e Desenhista: Possuía sensibilidade artística, documentando visualmente seu tempo.
  • Zoólogo: Tinha interesse e conhecimento sobre a fauna brasileira, contribuindo para o entendimento da natureza local.
  • Médico: Prestava cuidados à saúde, uma função vital em comunidades em formação no século XIX.
  • Construtor: Participou ativamente do desenvolvimento urbano e estrutural das regiões onde viveu.
  • Músico: Cultivava as artes, trazendo a cultura europeia para os salões e reuniões familiares.
  • Industrial: Foi um empreendedor, gerando riqueza e desenvolvimento econômico na região de Balsa Nova e Lapa.
Essa versatilidade permitiu que ele se integrasse profundamente na sociedade brasileira, sendo respeitado não apenas como um estrangeiro, mas como um membro produtivo e essencial da comunidade.

O Ocaso da Vida e o Legado

Os últimos anos de Frederico foram marcados pela consolidação de sua família e pelo luto. Com o falecimento de sua esposa Maria Izabel em 1872, ele viveu seus últimos quatro anos como viúvo, rodeado pelos filhos e netos que ajudara a criar.
Frederico Guilherme Virmond faleceu em 3 de agosto de 1876, numa quinta-feira, na cidade de Balsa Nova, no Paraná. Tinha 84 anos de idade, uma idade avançada e respeitável para a época. Seu sepultamento no Brasil simboliza sua escolha definitiva de terra natal. Ele chegou como um jovem alemão de 33 anos e partiu como um patriarca brasileiro.
A história da família Virmond, iniciada com ele, é um testemunho de coragem, adaptação e trabalho. De Köln a Balsa Nova, a jornada de Frederico Guilherme não foi apenas uma mudança geográfica, mas a construção de um legado humano e profissional que continua a ser estudado e valorizado como parte fundamental da história da imigração e do desenvolvimento do Paraná.
Frederico Guilherme Friederich Leonhard Wilhelm VIRMOND
  • Nascido a 8 de setembro de 1791 (quinta-feira) - Köln, Rheinprovinz, Preußen, Alemanha
  • Falecido a 3 de agosto de 1876 (quinta-feira) - Balsa Nova, Parana, Brasil, com a idade de 84 anos
  • Pintor, desenhista, zoólogo, médico, construtor, músico e industrial.
1 ficheiro disponível

 Pais

 Casamento(s) e filho(s)

 Notas

Notas individuais

Filhos: Carolina Amalia de Virmond; Maria Luiza Eldrudes Virmond; Eugenio Ernesto de Virmond; Capitão Frederico Guilherme Virmond, Júnior; Gustavo Adolfo Virmond e 3 outros https://www.geni.com/people/Friederich-Wilhelm-Virmond/6000000019763146778

Notas de casamento

União com Maria Izabel Amalia de ANDRADE

Registro dificilmente legível

 Árvore genealógica (até aos avós)

Johann Heinrich VIRMOND 1726-1809 Maria Elisabeth WOLGART 1728-1782 Hugo Ludolph HOESCH 1727-1790 Anna Katharina DEUTGEN 1735-1789
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Johann Wilhelm VIRMOND 1758-1846 Maria Esther HOESCH 1758-1798
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imagem
Frederico Guilherme Friederich Leonhard Wilhelm VIRMOND 1791-1876


18244 dez.
33 anos
182920 maio
37 anos
18307 set.
38 anos

Nascimento de uma filha

 
Rio de Janeiro - RJ, Brasil
possivelmente1864
~ 73 anos
187225 out.
81 anos
18763 ago.
84 anos

Morte

 
Balsa Nova, , , Parana, Brasil

Antepassados de Frederico Guilherme Friederich Leonhard Wilhelm VIRMOND

Peter VIRMOND (FIRMUND) 1631-1692 Maria Elisabeth VON DER ROSEN 1646-1725 Heinrich KARSCH 1619-1703 Carolina ? ? 1624-1703           Philipp Diedrich Schoeller 1645-1707 Johanna Elisabeth Sieberts        
| | | |           | |        



 


           


        
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Hans Nikolaus VIRMOND 1666-1736 Ana Gertrud KARSCH 1665-1732 Johann Wilhelm NIESNER Juliane ? ?   Wilhelm Hoesch Marghareta Schardinel Johann, Peter SCHOELLER 1671-1753 Barbara Elisabeth CRAMER Matthias Deutgen Sara Schleicher  
|- 1698 -| | |   | | |- 1694 -| | |  



 


   


 


 


  
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Isaac VIRMOND 1703-1779 Catharina Charlotte NIESNER 1703-1735   Leonhard Hoesch 1684-1761 Johanna Elisabeth Schoeller 1699-1778 Eberhard DEUTGEN 1701-1767 Maria Esther Günther
| |   |- 1716 -| |- 1727 -|



   


 


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Johann Heinrich VIRMOND 1726-1809 Maria Elisabeth WOLGART 1728-1782 Hugo Ludolph HOESCH 1727-1790 Anna Katharina DEUTGEN 1735-1789
|- 1748 -| |- 1754 -|



 


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Johann Wilhelm VIRMOND 1758-1846 Maria Esther HOESCH 1758-1798
|- 1783 -|



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Frederico Guilherme Friederich Leonhard Wilhelm VIRMOND 1791-1876
imagem


Descendentes de Frederico Guilherme Friederich Leonhard Wilhelm VIRMOND