A imagem contempla, o Largo da Ordem e a lendária casa, que após várias funções ao longo do tempo, hoje: Casa Romário Martins. Década de 1960
CURITIBA E PARANA EM FOTOS ANTIGAS
fotos fatos e curiosidades antigamente O passado, o legado de um homem pode até ser momentaneamente esquecido, nunca apagado
terça-feira, 14 de abril de 2026
HISTÓRIA DO CHAFARIZ DA PRACA ZACARIAS
HISTÓRIA DO CHAFARIZ DA PRACA ZACARIAS
Foto: Arquivo Gazeta do Povo.
Foto: Arquivo Gazeta do Povo.
Foto: Arquivo Gazeta do povo.
A GRANDE REPORTAGEM
A GRANDE REPORTAGEM
" Dentre os amigos de mocidade, que saudosamente recordo, um deles evidentemente se destacava. Ao contrário do comportamento formal e comedido que irmanava meus colegas de faculdade e a todos submetia, numa época de notórias repressões, Douglas Munhoz Gomes excepcionava-se por uma conduta ousada, corajosa e independente.
Tal característica não eclodia, entretanto, na composição de uma personalidade agressiva, inconveniente ou desagradável. Douglas era confiante, destemido, impetuoso, mas de maneira alguma deseducado, intempestivo ou inconseqüente. Havia em seu todo uma preocupação de elegância e boas maneiras, a mascarar um temperamento capaz de incríveis façanhas e adoráveis entreveros.
Repórter policial de 'O Dia', ao tempo de Caio Machado, D.M.G. ajustava-se perfeitamente aos seus misteres profissionais, buscando de todas as formas o realce, a evidência, a primazia. Jamais admitia levar um furo ou propalar uma notícia menos detalhada, incompleta ou equivocada. Brioso e competitivo, observava como ponto de honra informar bem, procurando nas minúcias e nos pormenores suplantar os textos dos outros jornais.
Foi assim que, certa manhã, o encontrei na esquina da Ermelino com a Cândido Lopes, eufórico e vitorioso com algumas aparas na mão:
"Oi Lauro, tenho uma notícia de arrebentar".
Retruquei, "O que é que há ?"
Ele disse, "Pois esta madrugada um bonde atropelou uma carrocinha da Padaria Aurora. O povo não gosta mesmo da Força e Luz e vou aproveitar para meter o pau. Manje só o título: - Motorneiro irresponsável deixa a cidade sem pão - Estou indo agora entrevistar o dono da padaria, que deve estar uma onça. Vamos lá ?".
O convite era irrecusável e assim fomos até a Padaria Aurora, na Praça Osório, número 400, onde hoje é a entrada principal do Edifício Wawel. Um senhor alto avermelhado e de cabelos brancos, nos recebeu com amabilidade e atenção.
"O Sr. deve estar muito abalado com o desastre", iniciou o Douglas.
"Que desastre ?"
"Ora, o bonde que destruiu a sua carrocinha".
"Mas não foi desastre, nem destruiu, foi apenas uma batida sem importância, não houve prejuízo, não foi nada..."
"E os cavalos?"
"Os cavalos também, nada sofreram... não se assustaram não se machucaram".
"Sim, mas o motorneiro teve culpa".
"Olhe, eu acho que não, porque bonde não sai do trilho; nosso funcionário é que foi imprudente atravessando a linha".
"Mas a cidade ficou sem pão".
"Não, não ficou, porque a carroça estava vazia, não estava entregando pão".
Douglas notou que a entrevista chegara ao fim e sua reportagem se desmoronara, irremediavelmente perdida. Despediu-se com incontida frustração, e lá fora, após alguns passos, num ímpeto de raiva, rasgou com fúria a manchete sensacional que tão entusiasticamente imaginara.
Xingou o alemão de anta, boçal, cretino, coisas assim.
Em seguida entrou na Stuart e pediu uma cerveja.
Estupidamente gelada. "
(Autor: Lauro Grein Filho, presidente do Centro de Letras do Paraná / Extraído de: Trezentas Historias de Curitiba)
(Foto ilustrativa : Arquivo Gazeta do Povo)
Paulo Grani
AS MENINAS DO SION
AS MENINAS DO SION
" Colégio Nossa Senhora de Sion, plenitude dos anos dourados, precisamente 1953. Exclusivamente feminino, regime de semi-internato, latim e francês desde o 2° ano primário, ênfase nos valores morais e religiosos.
Em vias de concluir o curso ginasial, 24 raparigas compunham uma turma homogênea, às voltas com grandes mudanças externas - rock'n'roll, feminismo, nouvelle vague - e ferrenha rigidez disciplinar interna. Que tinha lá seu lado cômico...
Eram três os uniformes do colégio: O uniforme 'diário', diferenciando as séries pela alteração da cor na porta-cruz e no cinto, complementado por sapatos pretos de design exclusivo, nos moldes das botinhas das antepassadas, e uma boina à la Claudette Colbert. O uniforme de 'rigor', usado em assembléias gerais, desfiles cívicos na rua XV e nas procissões, que substituía a cruz de osso pela de madre-pérola e um torçal colorido enlaçando a cintura; era distinto e belíssimo. O terceiro uniforme era o de 'ginástica'.
Duas vezes por semana, no início da manhã, acontecia o "holocausto". Não que os exercícios e o entusiástico voleibol fossem extenuantes. E que o processo de permuta de uniformes ocorrendo na própria sala de aulas, em cinco minutos, com as alunas silentes sentadas em suas cadeiras e proibidas de se entreolharem, se convertia em teste de agilidade e presteza. Sob o olhar fiscalizador da Mestra de Classe, ávida por flagrar um deslize, havia que fazer a troca sem que um milímetro da pele desnuda ficasse à mostra.
Retrato fidedigno da época, o uniforme de 'ginástica' era uma balofa vestimenta de algodão xadrez azul e branco, crivada de botões, gola chemise, amplíssimas mangas e não menos farto calção franzido que, quando esticado, visitava os calcanhares.
Elástico nos punhos, barra e cintura, completamente aquele primor de mau-gosto, fornecido pelo colégio e confeccionado segundo manequim o mínimo duas vezes maior que o da infeliz usuária.
Se facilitava os movimentos, ocultava qualquer forma anatômica. Aquele macaquinho de antanho, trisavô dos atuais, livrava de suas garras somente cabeça, pés e mãos. Todavia, mais tenebroso que ele era o ritual para vestí-lo: Um tal de colocar primeiro uma perna sob a saia, depois outra, remover a blusa "pero no mucho" enquanto se vestia as mangas que levava à exaustão. E lá iam as moçoilas ao pátio, em respeitoso silêncio e fila indiana, fortuitamente protegidas do flagrante de olhos externos pelos altos muros do colégio.
Mas, numa certa manhã, esse consolo caiu por terra. Entre o levantar e abaixar de braços que o exercício impunha, eis que surgiram no topo de um dos muros, amigos, flertes e namorados que, às gargalhadas, foram testemunhas oculares do extremado recato das meninas de Sion.
Ah, se ao menos avaliassem o trabalho... "
(Autora: Alzeli Bassetti, escritora / Extraído de: Trezentas Histórias de Curitiba)
(Foto ilustrativa: pinterest)
Paulo Grani
SOBREVIVENTES DA BATALHA DO IRANY Reunidos no Quartel da Polícia de Curitiba, em 19/12/1915, trajados com uniforme de gala, os soldados sobreviventes da renhida Batalha do Irany, travada em outubro de 1912, no início da Guerra do Contestado, sendo condecorados pelo Presidente do Estado, General Carlos Cavalcanti de Albuquerque. (Foto: Acervo do Arquivo Público do Paraná) Paulo Grani
SOBREVIVENTES DA BATALHA DO IRANY Reunidos no Quartel da Polícia de Curitiba, em 19/12/1915, trajados com uniforme de gala, os soldados sobreviventes da renhida Batalha do Irany, travada em outubro de 1912, no início da Guerra do Contestado, sendo condecorados pelo Presidente do Estado, General Carlos Cavalcanti de Albuquerque. (Foto: Acervo do Arquivo Público do Paraná) Paulo Grani
Anna Bazzani Nascida a 3 de janeiro de 1919 (sexta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil Falecida a 12 de maio de 1989 (sexta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil, com a idade de 70 anos
Anna Bazzani Nascida a 3 de janeiro de 1919 (sexta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil Falecida a 12 de maio de 1989 (sexta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil, com a idade de 70 anos
Anna Bazzani: Uma Vida Tecida em Amor, Perda e Legado Familiar
Raízes que Aqueceram a Alma
Irmãos, Meios-Irmãos e a Força da União
O Encontro com o Amor e a Construção de um Novo Lar
Filhos: O Legado Vivo de uma Geração
Anos Finais: A Viuvez, a Saudade e a Paz
Uma Memória que Não se Apaga
- Nascida a 3 de janeiro de 1919 (sexta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil
- Falecida a 12 de maio de 1989 (sexta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil, com a idade de 70 anos
Pais
- José Bazzani 1888-1938
- Maria Anna Tessari 1895-1927
Casamento(s) e filho(s)
- Casada a 11 de maio de 1940 (sábado), Curitiba, Paraná, Brasil, com Francisco Faria 1919-1983 tiveram
Irmãos
Catarina Bazzani 1913-
Angelina Bazzani ca 1914-
Anna Bazzani 1919-1989
Leopoldo Bazzani 1920-1984
Maria Bazzani ca 1925-1984
Antonio João Bazzani
Meios irmãos e meias irmãs
| Pelo lado de José Bazzani 1888-1938 |
Notas
Notas individuais
Fontes
- Pessoa: Fabio Bettega - Bettega Web Site (Smart Match)
Árvore genealógica (até aos avós)
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Nascimento
Morte da avó paterna
Nascimento de um irmão
Morte do avô materno
Nascimento de uma irmã
Morte da mãe
Casamento de uma irmã
Morte do pai
Casamento
Morte do cônjuge
Morte de uma irmã
Morte de um irmão
Morte
Antepassados de Anna Bazzani
| Antonio Tessari † | Catterina Basso † | Domenico Cunico 1756-1821 | Catterina Forte | |||||||||||||||||
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| Giovanni Tessari 1780-1856 | Anna Maria Cunico 1788-1851 | Stefano Verona ca 1806- | Lucia Brunale ca 1806- | |||||||||||||||||
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| Pedro Erbisti † | Gamina ? † | Tommaso Tessari 1827-1890 | Mariana Verona 1829-1905 | Domingos Franzan † | Magdalena Pastetto † | |||||||||||||||
| | | | | | | - 1851 - | | | | | | | ||||||||||||||
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| Giovani Bazzani ca 1840-1909 | Caterina Erbisti ca 1849-1920 | Antônio Tessari 1866-1924 | Catharina Franzan 1867-1917 | |||||||||||||||||
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| José Bazzani 1888-1938 | Maria Anna Tessari 1895-1927 | |||||||||||||||||||
| | | - 1910 - | | | ||||||||||||||||||
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| Anna Bazzani 1919-1989 | ||||||||||||||||||||