quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Manoel Tanadini Maneco (Manoel Tanadini) Nascido a 3 de julho de 1879 (quinta-feira) - Morretes, Paraná, Brasil Baptizado a 22 de julho de 1879 (terça-feira) - Morretes Falecido a 6 de agosto de 1962 (segunda-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil, com a idade de 83 anos Enterrado - Cemitério Municipal São Francisco de Paula Artista

 Manoel Tanadini Maneco (Manoel Tanadini)   Nascido a 3 de julho de 1879 (quinta-feira) - Morretes, Paraná, Brasil Baptizado a 22 de julho de 1879 (terça-feira) - Morretes Falecido a 6 de agosto de 1962 (segunda-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil, com a idade de 83 anos Enterrado - Cemitério Municipal São Francisco de Paula Artista

Manoel Tanadini, o “Maneco”: O Artista Silencioso da Família Tanadini
Morretes, 1879 – Curitiba, 1962

Nascido sob as montanhas verdes da Serra do Mar, em 3 de julho de 1879, em Morretes, no Paraná, Manoel Tanadini — carinhosamente conhecido como Maneco — veio ao mundo com o dom raro de transformar o cotidiano em arte. Filho de imigrantes italianos, criado entre tradições europeias e o calor do sul do Brasil, Maneco não apenas testemunhou as transformações de seu tempo, mas as viveu com a sensibilidade de quem enxerga beleza até nas sombras.

Artista de alma, pai de nove filhos, marido devotado e irmão leal, sua vida foi um mosaico de perdas, criações e resistência — uma jornada que, embora marcada por dramas familiares e lutos recorrentes, foi guiada sempre por uma quietude criativa que poucos compreenderam em vida, mas que hoje ecoa nas memórias que deixou.


Raízes Entre Dois Mundos

Maneco foi o quinto filho — e segundo homem a sobreviver à infância — do casal Luigi (Luiz) Tanadini (1841–1910) e Tersilla Cecília Tomaselli (1849–1932), originários da Lombardia, norte da Itália. Seu nascimento em Morretes, uma das mais antigas vilas do Paraná, sugere que a família ainda buscava se estabelecer nas terras brasileiras, talvez atraída pelas oportunidades agrícolas ou pelas redes de imigrantes que se formavam ao longo da Estrada da Graciosa.

Batizado em 22 de julho de 1879, na mesma Morretes, recebeu o nome Manoel, mas desde cedo foi chamado de Maneco — um diminutivo carinhoso que carregaria por toda a vida, como uma segunda pele.

Seu mundo infantil foi povoado por vozes de irmãos: Armília, Alberto Luiz, Raquel, Ernesto, Rosinha, Luiza e os dois Francisco, um dos quais morreu recém-nascido. A convivência com tanta vida — e tanta morte — forjou nele uma sensibilidade aguçada, talvez a raiz de seu talento artístico.


O Casamento e a Construção de um Novo Lar

Em 3 de janeiro de 1903, aos 23 anos, Maneco uniu seu destino ao de Emilie Auguste Martha Tabert (1885–1953), uma mulher de origem possivelmente germânica — nome e sobrenome que remetem à forte presença alemã em Curitiba. O casamento, celebrado na capital paranaense, marcou o início de uma nova fase: a de construtor de família.

Dos braços de Emilie, nasceram nove filhos, cada um com seu próprio brilho:

  • Maria Tanadini (1904–1904) — a primeira filha, partida ainda no berço, em Bacacheri, deixando uma ferida silenciosa no coração dos pais.
  • Luiz Tanadini (1905–1963) — que carregaria o nome do avô e viveria quase tanto quanto o pai.
  • Jovita Tanadini
  • Maria Seraphina Tanadini
  • Maria Seraphina Marica Tanadini (possivelmente uma repetição de nome após falecimento, prática comum na época)
  • Iracema Tanadini
  • Irany Emília “Nane” Tanadini
  • Alice Tanadini
  • Emília Cecília “Nenê” Tanadini

Criar tantos filhos em pleno século XX — entre guerras mundiais, crises econômicas e mudanças sociais radicais — exigia não apenas força física, mas uma alma capaz de sonhar. E foi aí que o artista em Maneco floresceu.

Embora os registros não detalhem sua especialidade — pintura, escultura, carpintaria, música? — o simples fato de ser identificado como "Artista" nos documentos oficiais é um testemunho raro. Num tempo em que poucos se autodenominavam assim, especialmente entre imigrantes trabalhadores, Maneco ousou viver com os olhos abertos para a beleza.


Lutos que Moldaram o Silêncio

A vida de Maneco foi atravessada por perdas profundas. Aos 30 anos, perdeu o pai Luigi, vítima de um derrame em 1910 — o mesmo ano em que seu filho Luiz completava 5 anos. Em 1924, viu seu irmão Ernesto sucumbir ao alcoolismo crônico, um drama silencioso da época. Em 1927, outro golpe: a morte do irmão Francisco em Rio Negro.

Em 1932, com 52 anos, enterrou sua mãe Tersilla, a matriarca que segurou a família com mãos de ferro e coração de veludo. Em 1946, despediu-se de Alberto Luiz, seu irmão mais próximo na idade e talvez em espírito. E em 1953, aos 74 anos, perdeu Emilie, sua companheira de meio século, vítima de um ataque cardíaco.

Mesmo assim, Maneco seguiu em frente. Talvez fosse na arte que encontrava refúgio — nas linhas traçadas com carinho, nas formas esculpidas com paciência, nas canções sussurradas aos netos. Sua arte não era para museus, mas para a casa, para a alma.


O Último Ato de um Homem de Fibra

Maneco viveu até os 83 anos, falecendo em 6 de agosto de 1962, em Curitiba. A causa: pneumonia agravada por arterioesclerose generalizada — o corpo cansado de uma vida longa e intensa. Seu corpo foi sepultado no Cemitério Municipal São Francisco de Paula, onde repousa em paz, não muito longe de sua irmã Armília, que o precedera na morte apenas sete meses antes.

Curiosamente, sua irmã Luiza Pasquina Tanadini, cuja vida foi tão profundamente entrelaçada à dele — ambos filhos de Luigi e Tersilla, ambos testemunhas dos mesmos lutos, ambos pilares familiares — faleceria um ano depois, em 1963, fechando poeticamente o ciclo da geração Tanadini.


O Legado do Artista que Não Precisava de Palcos

Maneco não deixou obras assinadas em galerias, nem discos gravados, nem livros publicados. Mas deixou filhos, netos, histórias, hábitos, gestos. Deixou o exemplo de um homem que, mesmo diante da dor, escolheu criar. Que transformou o luto em cuidado, a solidão em presença, a memória em afeto.

Hoje, ao folhear álbuns amarelados ou ouvir o sotaque paranaense entremeado de palavras italianas em alguma reunião familiar, é possível sentir o eco de Maneco — não como um fantasma do passado, mas como uma presença viva, sutil, artística, humana.

Manoel “Maneco” Tanadini foi um dos muitos artistas anônimos que constroem o Brasil com as mãos e o coração. E talvez, justamente por isso, seja um dos mais verdadeiros.


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"A arte mais profunda não está nas paredes dos museus, mas nas paredes das casas onde se ama, se perde e se recomeça."
— Em homenagem a Maneco, que sabia disso melhor do que ninguém.



Manoel Tanadini

Masculino  Manoel Tanadini Maneco

(Manoel Tanadini)

  • Nascido a 3 de julho de 1879 (quinta-feira) - Morretes, Paraná, Brasil
  • Baptizado a 22 de julho de 1879 (terça-feira) - Morretes
  • Falecido a 6 de agosto de 1962 (segunda-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil, com a idade de 83 anos
  • Enterrado - Cemitério Municipal São Francisco de Paula
  • Artista
1 ficheiro disponível

 Pais

 Casamento(s) e filho(s)

 Irmãos

 Notas

Notas individuais


Nazionalità : Brasil

Caratteri fisici :

Morte

Causa : Pneumonia, arterioesclerose generalizada

 Fontes

  • Pessoa: Árvore Genealógica do FamilySearch - https://www.myheritage.com.pt/research/collection-40001/arvore-genealogica-familysearch?itemId=1004279067&action=showRecord - Sr Manoel Tanadini<br>Sexo: Masculino<br>Nascimento: 3 de jul de 1879 - Morretes, Paraná, Brasil<br>Crisma: 22 de jul de 1879 - Morretes<br>Casamento: Cônjuge: Sra Emilia Augusta Martha Tabert Tanadini - 3 de jan de 1903 - Curitiba, Paraná, Brasil<br>Morte: 6 de ago de 1962 - Curitiba, Paraná, Brasil<br>Esposa: Sra Emilia Augusta Martha Tanadini (nascida Tabert Tanadini)<br>Filhos: Sr Luiz Tanadini, Sra Irany Emilia da Silva (nascida Tanadini), Sra Iracema Moura (nascida Tanadini Moura), Sra Alice Macagnãn (nascida Tanadini Macagnan), Sra Emilia Cecília Arruda (nascida Tanadini Arruda), Sra Maria Seraphina Walkoski (nascida Tanadini Walkoski), Jovita Tanadini, Maria Tanadini

 Árvore genealógica (visão geral)

sosa Francesco Tanadini  sosa Catterina Andreis ca 1803-1880 Pietro Antonio Tomaselli 1810-?1874 Pasqua Bottoli 1815-1899
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sosa Luigi (Luis) Luiz Tanadini (Tenedini, Tenadini) 1841-1910 imagem
Tersilla Cecilia Tomaselli 1849-1932
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imagem
Manoel Maneco Tanadini 1879-1962
18793 jul.
187922 jul.
19 dias

Baptismo

cerca1880
~ um ano
18831 set.
4 anos

Nascimento de uma irmã

 
Baptismo a 20 de abril de 1884 (Catedral, Curitiba, Paraná, Brasil)
Notas

Batismo folha 101, livro Suplementar de Batismo. Catedral Metropolitana de Curitiba.

18877 jan.
7 anos

Nascimento de uma irmã

 
Baptismo a 13 de janeiro de 1887 (Curitiba, Paraná, Brasil)
188810 nov.
9 anos

Nascimento de um irmão

 
Baptismo a 10 de novembro de 1888 (Nossa Senhora Da Luz Da Catedral, Curitiba, Paraná, Brazil)
188811 nov.
9 anos
189117 ago.
12 anos

Nascimento de um irmão

 
Notas

Cartório Leão - Livro A-007 - Folha 182 - Termo 2672 - Às vinte e duas horas

189923 abr.
19 anos

Morte da avó materna

 
Enterro a 24 de abril de 1899 (Curitiba, Paraná, Brasil)
190429 jul.
25 anos
190429 jul.
25 anos
19054 ago.
26 anos
191014 jun.
30 anos

Morte do pai

 
Enterro a 15 de junho de 1910 (Curitiba, Paraná, Brasil)
Notas

Causa : Derrame
Certidão de óbito Nº 17109

192417 out.
45 anos

Morte de um irmão

19272 ago.
48 anos

Morte de um irmão

 
Enterro a 3 de agosto de 1927 (Rio Negro, Paraná, Brasil)
19463 jan.
66 anos

Morte de um irmão

 
Enterro a 3 de janeiro de 1946 (Piraquara, Paraná, Brasil)
195320 jul.
74 anos

Morte do cônjuge

196231 jan.
82 anos

Morte de uma irmã

 
Notas

Causa : Enfermidade

Placa Sepultamento - 42041


Quadra 0010


Lote 103A


Rua 3


 

19626 ago.
83 anos

Morte

 
Notas

Causa : Pneumonia, arterioesclerose generalizada


Antepassados de Manoel Maneco Tanadini




Descendentes de Manoel Maneco Tanadini

  

































































































































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