quarta-feira, 21 de junho de 2023

Cândido Dulcídio Pereira (Curitiba, 22 de novembro de 1861 - Lapa, 8 de fevereiro de 1894)

 Cândido Dulcídio Pereira (Curitiba22 de novembro de 1861 - Lapa8 de fevereiro de 1894)


Coronel Dulcídio
Coronel Dulcídio.png
Nome completoCândido Dulcídio Pereira
Dados pessoais
Nascimento22 de novembro de 1861
Curitiba
Morte8 de fevereiro de 1894 (32 anos)
Lapa
Nacionalidadebrasileiro
Vida militar

Cândido Dulcídio Pereira (Curitiba22 de novembro de 1861 - Lapa8 de fevereiro de 1894) foi um militar do Exército Brasileiro e da Polícia Militar do Paraná, que teve ativa participação na Revolução Federalista.

Biografia

Filho de Cândido José Pereira, capitão do Exército Imperial (antiga denominação do Exército Brasileiro), com Cândida da Silva Lopes Pereira, filha de Cândido Lopes, fundador do Jornal Dezenove de Dezembro (1854 a 1890), Cândido Dulcídio Pereira nasceu em Curitiba, em 22 de novembro de 861. Era Dulcídio ainda criança mudou-se com a família para a Província do Pará, acompanhando seu pai, transferido para a Tesouraria da Fazenda.

Assentou praça como soldado do Exército Brasileiro e em 1877 foi reconhecido como cadete, por ser filho de oficial do Exército Imperial. Foi aluno da Escola Militar da Praia VermelhaRio de Janeiro; completando seus estudos no Rio Grande do Sul, na Escola Militar de Porto Alegre.

Retornou ao Rio de Janeiro como alferes em 17 de junho de 1887. E no episódio da Questão Militar foi um dos poucos paranaenses a ter a oportunidade de assinar o Pacto de Sangue, no qual se comprometia a sacrificar a própria vida pela causa republicana. Posteriormente participou na Praça da Aclamação do ato que simboliza a Proclamação da República do Brasil, à frente do 1º Regimento de Cavalaria.

Foi promovido a tenente em 7 de janeiro de 1890, e a capitão em 1893. No Rio de Janeiro casou-se com Albertina Nogueira Pereira; retornando ao Paraná e incorporando ao 8º Regimento de Cavalaria.

Em 29 de janeiro de 1891, foi comissionado no posto de coronel, como Comandante do Regimento de Segurança, atual Polícia Militar do Paraná. Na corporação mudou a sede do Quartel do Comando Geral, reativou a Banda de Música e criou o Esquadrão de Cavalaria.

Revolução Federalista

Em 1893, frente à Revolução Federalista e à Revolta da Armada, o Coronel Dulcídio solicitou a duplicação do efetivo, com a criação de um novo batalhão (Batalhão Patriótico 23 de Novembro), colocando-se à disposição do Governo Federal. Em 23 de outubro o regimento foi então colocado à disposição do Ministério da Guerra e reunido ao 8º Regimento de Cavalaria e o 17º Batalhão de Infantaria do Exército, sob o comando do General Francisco de Paula Argolo.

Coronel Dulcídio (militar com menor estatura) em pé, atrás de uma metralhadora Nordenfelt.

Essa tropa deveria avançar sobre a cidade de Desterro, onde se concentravam os federalistas e os marinheiros sublevados da Revolta da Armada. Devido o iminente cerco por outras colunas móveis, o General Argolo decidiu recuar as tropas para Rio Negro, PR. Esse procedimento desagradou o Marechal Floriano Peixoto, levando-o a repassar o comando das tropas para o Coronel Antônio Ernesto Gomes Carneiro.

Nesse momento o Paraná já se encontrava sob ataque por diversas frentes. O Coronel Carneiro optou por criar uma linha de defesa concentrada na cidade da Lapa, até receber reforços de São Paulo. Esse reforço nunca chegou e as tropas resistiram por vinte e seis dias a efetivos numericamente superiores; passando esse episódio militar a ser conhecido como o Cerco da Lapa.

No dia 7 de fevereiro de 1894, ocorreu o mais violento combate, no qual o Coronel Dulcídio recebeu um tiro que lhe atingiu a bexiga; vindo a falecer às dez horas do dia seguinte. Em 11 de fevereiro a praça de guerra capitulou. Mas a resistência não foi vã, pois retardou os revoltosos e permitiu a concentração das forças legalistas; contribuindo dessa forma para a manutenção do governo.[1]

Relato de sua morte

Homenagem

Em 1958, o 1° Regimento de Polícia Rural Montada, da Polícia Militar do Paraná, recebeu como homenagem o seu nome por designação. Após a dissolução dessa unidade em 1967, passou então a denominar o Regimento de Polícia Montada.

Referências

  1.  Vida e Obra do Coronel PM Dagoberto Dulcídio Pereira na Polícia Militar do Paraná; Capitão PM QOA João Alves da Rosa - 1984.
  2.  Almanaque Paranaense; texto de José Gonsalves de Moraes - 1896.

Bibliografia

  • Almanaque Paranaense; texto de José Gonsalves de Moraes; Edição da Impressora Paranaense, Curitiba; 1896.
  • Vida e Obra do Coronel PM Dagoberto Dulcídio Pereira na Polícia Militar do Paraná; do Capitão PM QOA João Alves da Rosa; Edição do Setor Gráfico do Centro de Suprimento e Manutenção de Intendência da PMPR; Dezembro de 1984.

Carlos Cyrillo Júnior (Curitiba, 25 de dezembro de 1886 — São Paulo, 31 de maio de 1965)

 Carlos Cyrillo Júnior (Curitiba25 de dezembro de 1886 — São Paulo31 de maio de 1965)

Carlos Cyrillo Júnior
Carlos Cyrillo Júnior
20° Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil
Período1 de janeiro de 1949
até 1 de fevereiro de 1951
PresidenteEurico Gaspar Dutra
Antecessor(a)Samuel Vital Duarte
Sucessor(a)Nereu Ramos
Ministério da Justiça e Negócios Interiores do Brasil
Período8 de julho de 1958
até 31 de julho de 1959
PresidenteJuscelino Kubitschek
Antecessor(a)Eurico Sales
Sucessor(a)Armando Falcão
Dados pessoais
Nascimento25 de dezembro de 1886
Curitiba
Morte31 de maio de 1965 (78 anos)
São Paulo
Profissãoadvogado e professor

Carlos Cyrillo Júnior (Curitiba25 de dezembro de 1886 — São Paulo31 de maio de 1965) foi um advogado e político brasileiro.

Biografia

Bacharelou-se em Direito, especializando-se em direito criminal, comercial e civil. Foi ainda professor de direito civil, comercial e criminal na Faculdade de Direito de São Paulo e membro do Instituto da Ordem dos Advogados do Brasil.

De 1912 a 1929 ocupou várias vezes a cadeira de deputado na Assembleia Legislativa de São Paulo. Em 1930, elegeu-se deputado federal por São Paulo, exercendo o mandato de maio a outubro, quando o Congresso Nacional foi fechado. Em janeiro de 1932 foi um dos signatários do manifesto do Partido Republicano Paulista (PRP). No mês de julho os paulistas deflagraram a Revolução Constitucionalista, derrotada militarmente, em outubro, pelo governo federal. Cyrillo Júnior, que havia colaborado com a organização do levante armado, foi levado preso para o Rio de Janeiro e em seguida deportado para Lisboa.

De volta ao Brasil elegeu-se, em 1934, deputado à Assembleia Constituinte paulista na legenda do PRP. Participou dos trabalhos constituintes e, com a promulgação da nova Carta estadual, passou a exercer mandato legislativo ordinário. Foi líder da oposição até 1937 quando, mais uma vez, os órgãos legislativos foram fechados com a implantação do Estado Novo. Voltou então a exercer as atividades forenses, e em 1939 tornou-se membro do Conselho Administrativo do Estado de São Paulo.

No ano de 1945, Cyrillo Júnior filiou-se ao Partido Social Democrático (PSD) de São Paulo. Em 2 de dezembro elegeu-se deputado por São Paulo à Assembleia Nacional Constituinte (ANC). Empossado em fevereiro de 1946, participou dos trabalhos como líder da bancada paulista do PSD e como relator-geral do projeto da Constituição. Com a promulgação da nova Carta em 18 de setembro de 1946), passou a exercer mandato ordinário.

Em 1949, Cyrillo Júnior foi eleito presidente da Câmara dos Deputados, cargo no qual permaneceria até o final da legislatura. Ainda neste ano assumiu a presidência do PSD em substituição a Nereu Ramos.

Nas eleições, realizadas em outubro de 1950, concorreu à reeleição para a Câmara Federal, obtendo a primeira suplência. No decorrer dessa legislatura exerceu o mandato de agosto de 1952 a dezembro de 1953, e de janeiro a dezembro de 1954.

Foi ministro da Justiça e Negócios Interiores no governo Juscelino Kubitschek,[1] de 8 de julho de 1958 a 31 de julho de 1959.

Cyrillo Júnior foi ainda embaixador do Brasil na Bélgica de 1960 a 1963.

Referências

  1.  Motta, Marly Silva da; Freire, Américo; Sarmento, Carlos Eduardo (2004). A política carioca em quatro tempos. Rio de Janeiro: FGV Editora. p. 41

Ligações externas

Precedido por
Samuel Vital Duarte
Presidente da Câmara dos Deputados
1949 — 1951
Sucedido por
Nereu de Oliveira Ramos
Precedido por
Eurico de Aguiar Sales
Ministro da Justiça
e
Negócios Interiores do Brasil

1958 — 1959
Sucedido por
Armando Falcão