quarta-feira, 1 de julho de 2026

Curitiba, PR Data da foto original: 1952, jun Descrição da imagem: Asfaltamento da Avenida Republica Argentina. Aparece homens trabalhando uma carroça, o restaurante e sorveteria Casa Estrela do Sul

 Curitiba, PR Data da foto original: 1952, jun Descrição da imagem: Asfaltamento da Avenida Republica Argentina. Aparece homens trabalhando uma carroça, o restaurante e sorveteria Casa Estrela do Sul


Curitiba, PR Data da foto original: 1958 Descrição da imagem: Prolongamento e asfaltamento da Avenida Republica Argentina

 Curitiba, PR Data da foto original: 1958 Descrição da imagem: Prolongamento e asfaltamento da Avenida Republica Argentina













Gênero Rodrigueziopsis: As Orquídeas da Serra do Mar

 

Como ler uma infocaixa de taxonomiaRodrigueziopsis
Rodrigueziopsis eleutherosepala
Rodrigueziopsis eleutherosepala
Classificação científica
Domínio:Eukaryota
Reino:Plantae
Divisão:Magnoliophyta
Classe:Liliopsida
Ordem:Asparagales
Família:Orchidaceae
Género:Rodrigueziopsis
Espécies

Rodrigueziopsis é um género botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae). Foi proposto por Schlechter em Repertorium Specierum Novarum Regni Vegetabilis 16: 427, em 1920. O nome refere-se a aparência destas espécies que lembram pequenas Rodriguezia.[1]

Dispersão

Rodrigueziopsis é representado por apenas duas espécies naturais da Serra do Mar no sudeste do Brasil, epífitas, minúsculas, porém que formam grandes touceiras e apresentam flores pequenas, mas quando comparadas às dimensões da planta, surpreendentemente grandes.

Descrição

São plantas de rizoma alongado, bastante radicífero, com finas raízes aéreas; pseudobulbos algo espaçados, bifoliados, ovóides, lateralmente comprimidos, guarnecidos por diversas Baínhas foliares imbricadas, as internas bem maiores que as externas, porém todas menores que as folhas. Estas são herbáceas, lineares, bastante estreitas, delgadas, de aparência gramínea. A inflorescência brota das axilas das Baínhas dos pseudobulbos, é arqueada, racemosa, com uma ou muito poucas flores espaçadas, em regra pálidas, alvas, esverdeadas ou levemente róseas.

As pétalas e sépalas são espatuladas, a sépala dorsal levemente tombada sobre a coluna, as pétalas maiores que as sépalas, esta algo côncavas. O labelo tem na base duas altas e longas carenas laterais, com face interior pubescente perto da base, que se ligam e soldam às margens inferiores da coluna, é trilobado, com lobos laterais muito menores que o mediano. coluna curta, larga e espessa com duas pequenas aurículas de extremidade acuminada e oblíqua que se prolonga quase até por sob a antera, esta grande e apical com duas polínias.

Filogenia

A aparente inserção de Rodrigueziopsis no clado de gêneros das Gomesa não deixa de ser surpreendente pois suas duas espécies já estiveram subordinadas ao um grupo de espécies, hoje pertencentes ao gênero Rodriguezia. Lindley considerava algumas Rodriguezia pertencentes gênero à parte com o nome Burlingtonia, por apresentarem rizoma longo, caule escandente com raízes adventícias e pseudobulbos muito espaçados, características que Rodrigueziopsis compartilham e o outro grupo principal deRodriguezia não apresenta.

Espécies

  1. Rodrigueziopsis eleutherosepala (Barb.Rodr.) Schltr., Repert. Spec. Nov. Regni Veg. 16: 427 (1920).
  2. Rodrigueziopsis microphyton (Barb.Rodr.) Schltr., Repert. Spec. Nov. Regni Veg. 16: 427 (1920).

Gênero Rodrigueziopsis: As Orquídeas da Serra do Mar

Introdução
Rodrigueziopsis é um pequeno gênero botânico da família das orquídeas (Orchidaceae), descrito oficialmente em 1920 pelo botânico Rudolf Schlechter, na publicação Repertorium Specierum Novarum Regni Vegetabilis. O nome científico faz referência direta à sua semelhança morfológica com o gênero Rodriguezia — significa literalmente “semelhante a Rodriguezia”, por lembrar, à primeira vista, espécies desse grupo.

Distribuição e Hábito

O gênero é muito restrito e conta com apenas duas espécies, ambas endêmicas da Serra do Mar, na região sudeste do Brasil. São plantas epífitas, ou seja, crescem fixadas sobre troncos e galhos de árvores, sem parasitar seus hospedeiros.
Apesar de serem minúsculas individualmente, elas se desenvolvem formando grandes touceiras densas, o que facilita sua localização na natureza. Uma de suas características mais marcantes é a proporção das flores: embora pequenas em termos absolutos, elas são surpreendentemente grandes quando comparadas ao tamanho diminuto da planta.

Descrição Morfológica

Sua estrutura vegetativa e floral apresenta traços muito próprios:

Parte Vegetativa

  • Rizoma: É longo e bem desenvolvido, com muitas raízes aéreas finas e resistentes.
  • Pseudobulbos: Aparecem espaçados ao longo do rizoma, têm formato ovóide e são comprimidos lateralmente. Cada um abriga duas folhas e é envolvido por várias bainhas sobrepostas; as bainhas mais internas são maiores que as externas, mas todas ficam menores do que as próprias folhas.
  • Folhas: São herbáceas, estreitas, longas e delgadas, com aparência muito parecida com a de folhas de gramíneas.

Inflorescência e Flores

  • Inflorescência: Brota da junção entre as bainhas e os pseudobulbos, tem formato arqueado e é do tipo racemosa, com apenas uma ou poucas flores, dispostas de forma espaçada. As cores são geralmente claras: brancas, esverdeadas ou levemente rosadas.
  • Estrutura floral:
    • Sépalas e pétalas têm formato espatulado; a sépala superior se inclina suavemente sobre a coluna, enquanto as pétalas são maiores e um pouco côncavas.
    • O labelo apresenta, na base, duas elevações altas e compridas chamadas de carenas, cuja face interna é coberta por pequenos pelos perto da base. Essas estruturas se unem e se fixam às bordas inferiores da coluna. O labelo é dividido em três lóbulos, sendo os laterais muito menores que o central.
    • A coluna é curta, larga e espessa, com duas pequenas projeções laterais pontiagudas e inclinadas que se estendem quase até a base da antera. A antera é grande, fica no topo e contém apenas dois polínios, estruturas que armazenam o pólen.

Classificação e Relações Filogenéticas

A posição evolutiva de Rodrigueziopsis revela uma história classificatória interessante:
  • Durante muito tempo, suas espécies foram incluídas dentro do gênero Rodriguezia, justamente por sua semelhança visual.
  • Mais tarde, o botânico John Lindley chegou a propor separar algumas Rodriguezia em um gênero próprio chamado Burlingtonia, justamente por apresentarem rizoma longo, crescimento rastejante ou trepador e pseudobulbos bem espaçados — características que coincidem com as de Rodrigueziopsis, mas que não aparecem no grupo principal de Rodriguezia.
  • Análises genéticas e filogenéticas mais recentes mostraram que, na verdade, Rodrigueziopsis pertence ao clado de Gomesa, um grupo evolutivo distinto, o que explica por que sua classificação gerou tanta confusão no passado.

Importância e Conservação

Por serem endêmicas de uma região fortemente ameaçada pela desmatamento e pela fragmentação da Mata Atlântica, as espécies de Rodrigueziopsis dependem da preservação desse bioma para sobreviver. Além disso, por seu tamanho reduzido e distribuição restrita, são pouco conhecidas e estudadas, o que torna fundamental a proteção de seu habitat natural.

Gênero Quekettia: As Orquídeas Minúsculas da Amazônia

 

Como ler uma infocaixa de taxonomiaQuekettia
Quekettia papillosa
Quekettia papillosa
Classificação científica
Domínio:Eukaryota
Reino:Plantae
Divisão:Magnoliophyta
Classe:Liliopsida
Ordem:Asparagales
Família:Orchidaceae
Género:Quekettia
Espécies
ver texto

Quekettia é um género botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae). Foi proposto por John Lindley em Edwards's Botanical Register 25: Misc. 3, em 1839. A Quekettia microscopica Lindley é a espécie tipo deste gênero. O nome do gênero é uma homenagem ao botânico inglês E. J. Quekett.[1]

Distribuição

Quekettia agrupa três ou quatro miniaturas epífitas, de crescimento cespitoso, quase todas do norte da Amazônia, três delas descritas para o Suriname e Guiana apenas, mas possivelmente também presentes no Brasil.

Descrição

São plantas minúsculas de rizoma curto, com pseudobulbos globulares ou ovóides, guarnecidos por Baínhas foliares imbricantes, portando uma única folha plana e coriácea ou roliça, acuminada e sulcada. A inflorescência é paniculada, ereta, com flores muito pequenas verdes, creme, amareladas ou alvacentas, e brota das bainhas que parcialmente recobrem os pseudobulbos.

Apresentam sépalas e pétalas eretas, pouco patentes, de formado e tamanho similares. O labelo, geralmente mais largo que longo ou então quase orbicular ou romboidal, é totalmente livre da coluna, embora justaposto à sua face ventral em algumas espécies, levemente trilobado, disco com seis calos alongados, espesso e carnoso no disco, este por vezes reflexo. Coluna curta com duas grandes aurículas laterais ampliando a cavidade estigmática e antera apical com duas polínias.

Caracteristicas distintivas:Como é um gênero morfologicamente próximo de Capanemia, algumas espécies a este já estiveram subordinadas. Entretanto, filogeneticamente, não estão tão próximas assim. Sua distinção de Capanemia é estabelecida ao observarmos o labelo de suas flores, que em Quekettia é levemente trilobado, apresentando seis calos alongados no disco.

Filogenia

Quekettia, provavelmente junto com Stictophyllorchis, Polyotidium, Trizeuxis, Plectrophora, Cipholoron, e Pterostemma, forma de um dos sete subclados de pequenos gêneros, que coletivamente se constituem em um dos cerca de dez clados da subtribo Oncidiinae, cujos relacionamentos e classificação genérica e supragenérica, segundo critérios filogenéticos, ainda não estão bem delimitados.

Gênero Quekettia: As Orquídeas Minúsculas da Amazônia

Introdução
Quekettia é um pequeno gênero botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae), conhecido por reunir espécies de tamanho diminuto e adaptações peculiares à vida sobre outras plantas. Foi formalmente descrito em 1839 pelo renomado botânico britânico John Lindley, na publicação Edwards's Botanical Register, com a espécie-tipo Quekettia microscopica Lindley. O nome do gênero é uma homenagem a E. J. Quekett, botânico e curador do Museu de Economia Prática de Londres, reconhecido por seus estudos em anatomia vegetal.

Distribuição Geográfica

O gênero agrupa apenas 3 a 4 espécies, todas de hábito epífito — ou seja, crescem fixadas sobre troncos e galhos de árvores, sem retirar nutrientes de seus hospedeiros. São plantas de crescimento cespitoso, ou seja, formam agrupamentos densos e compactos.
Sua ocorrência está concentrada principalmente no norte da Amazônia:
  • Três espécies são registradas com certeza apenas no Suriname e na Guiana;
  • Estudos indicam que provavelmente também ocorrem no território brasileiro, embora ainda haja poucos registros confirmados em nossa flora.

Descrição Morfológica

São plantas extremamente pequenas, muitas vezes comparadas a musgos ou liquens, o que torna difícil sua observação a olho nu. Seus principais traços são:
  • Estrutura vegetativa: Possuem rizoma curto e pseudobulbos de formato globular ou ovóide, cobertos por bainhas foliares sobrepostas. Cada pseudobulbo produz uma única folha, que pode ser plana e de textura firme ou roliça, com ponta afilada e uma ranhura longitudinal.
  • Flores e inflorescência: A inflorescência é do tipo panícula, ereta, e brota a partir das bainhas que envolvem os pseudobulbos. As flores são muito reduzidas, com coloração variando entre verde, creme, amarelado ou esbranquiçado.
  • Estrutura floral:
    • Sépalas e pétalas são eretas, pouco abertas e de tamanho e forma semelhantes entre si;
    • O labelo é geralmente mais largo do que comprido, com contorno quase circular ou losangular, totalmente separado da coluna, embora possa encostar-se a ela na parte inferior. Apresenta três lóbulos pouco marcados e, em seu centro, seis calos alongados e carnudos, que às vezes ficam voltados para trás;
    • A coluna é curta, com duas projeções laterais que aumentam a área da cavidade onde ocorre a polinização; a antera fica na ponta e contém apenas dois polínios — estruturas que carregam o pólen.

Características Distintivas

Morfologicamente, Quekettia é muito semelhante ao gênero Capanemia, e por muito tempo algumas de suas espécies foram classificadas dentro desse outro grupo. Contudo, análises genéticas e filogenéticas demonstraram que não são tão próximas quanto parecem.
A forma mais simples de diferenciá-los é observando o labelo: em Quekettia ele é levemente trilobado e apresenta seis calos alongados em sua superfície, enquanto em Capanemia essa estrutura tem formato e número de calos diferentes.

Classificação Filogenética

Do ponto de vista evolutivo, Quekettia integra a grande subtribo Oncidiinae, um grupo muito diversificado de orquídeas neotropicais. Junto com outros gêneros pequenos como Stictophyllorchis, Polyotidium, Trizeuxis, Plectrophora, Cipholoron e Pterostemma, forma um dos sete subgrupos que compõem essa subtribo.

Ainda assim, os relacionamentos exatos entre esses gêneros e a organização hierárquica mais ampla da subtribo Oncidiinae continuam sendo estudados e revisados, pois as fronteiras evolutivas entre eles ainda não estão completamente definidas pela ciência.