Mário Braga de Abreu (Mário Braga de Abreu Médico) Nascido a 25 de abril de 1906 (quarta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil Baptizado a 17 de junho de 1906 (domingo) - Curitiba, Paraná, Brasil Falecido a 8 de julho de 1981 (quarta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil, com a idade de 75 anos
Mário Braga de Abreu: Uma Vida de Raízes, Cura e Legado Familiar
Nasceu numa quarta-feira de abril de 1906, quando Curitiba ainda respirava a brisa fresca do planalto e guardava em suas ruas de paralelepípedo o ritmo de uma nação em construção. Mário Braga de Abreu chegou ao mundo na mesma cidade que o veria partir, setenta e cinco anos depois, fechando um ciclo marcado pela dedicação, pelo amor familiar e por uma vocação que transcendia o consultório: a de cuidar, curar e unir.
As Raízes: Manoel e Maria Joanna, e o Peso dos Ancestrais
Mário foi fruto da união entre Manoel Martins de Abreu (1855–1925) e Maria Joanna da Cunha Braga (n. 1868). Seu nome carrega a memória de gerações que cruzaram o Atlântico, fincaram raízes em solo brasileiro e ajudaram a escrever a história do Paraná. A linhagem remonta a figuras como o Comendador Manoel Antonio da Cunha, a Gertrudes Maria dos Santos Pacheco Lima e a Joaquina Teixeira Coelho, nomes que ecoam em registros coloniais e imperiais, testemunhas de uma época em que a honra, a terra e a família eram pilares inegociáveis.
Manoel, já viúvo de Escolástica Gonçalves (1857–1890), trouxe para o novo casamento os frutos dessa primeira união: Abílio, Lydia, Maria Mercedes e a breve passagem de Esther, falecida ainda criança em 1906. Essa estrutura familiar, comum à época, não era apenas uma árvore genealógica no papel, mas um tecido vivo de afetos, responsabilidades e aprendizados. Mário cresceu sabendo que a família se expandia além dos laços de sangue direto, e que o cuidado com os meios-irmãos era uma extensão natural do amor que sua mãe, Maria Joanna, cultivava em casa.
A Casa dos Abreu: Irmãos, Laços e a Formação do Caráter
A infância de Mário foi partilhada com uma verdadeira constelação de irmãos. João, Rosa, Margarida, Maria da Luz, Helena, Olívia, Alice (Isabel), Stella, Guida e Lulu preenchiam os cômodos com vozes, brincadeiras, choros e conquistas. Eram tempos em que a casa era escola, refúgio e primeiro laboratório de convivência. Mário aprendeu cedo a dividir, a respeitar as diferenças de idade e a entender que cada irmão carregava um papel único na história comum.
Aos quatorze anos, em 1920, viu sua irmã Olívia unir-se a Othon Martim Mäder no Rio de Janeiro. Cinco anos depois, em abril de 1925, aos dezenove, enfrentou a primeira grande dor: a partida do pai, Manoel Martins de Abreu, no Rio de Janeiro. A perda precoce de uma figura patriarcal moldou em Mário uma maturidade silenciosa e uma determinação que o acompanharia por toda a vida. Ele não apenas herdou um sobrenome; herdou a responsabilidade de honrá-lo.
A Medicina como Vocação e Serviço
Embora os registros históricos preservem com discrição os detalhes de sua formação, o título que o acompanha pela eternidade é revelador: Médico. Em uma era em que a ciência dava seus primeiros passos no Brasil contemporâneo, escolher a medicina era mais do que uma carreira; era um compromisso ético com a vida. Mário dedicou anos aos livros, às enfermarias, às noites mal dormidas e às mãos que aprendem a sentir o pulso do outro. Sua prática não se limitou ao diagnóstico; foi, antes de tudo, um exercício de humanidade. Ele entendia que curar também era ouvir, amparar e estar presente. E essa mesma sensibilidade, refinada nos corredores da medicina, ele levaria para o seio familiar.
O Encontro com Denise: Amor e Companhia (1940)
Em 30 de dezembro de 1940, numa segunda-feira de verão paulistano, Mário uniu-se a Denise Lombardi em matrimônio. São Paulo, já então uma metrópole em ebulição, foi palco de um voto que duraria décadas. Denise, nascida por volta de 1922 e falecida por volta de 1999, foi mais do que uma esposa; foi companheira de jornada, confidente das longas plantões, âncora nos dias de incerteza e testemunha das conquistas silenciosas de um homem que preferia servir a aparecer. Juntos, construíram um lar onde o respeito mútuo e a cumplicidade eram a base. Atravessaram guerras, transformações políticas, avanços médicos e mudanças de costume, sempre de mãos dadas.
A Paternidade: O Legado que se Multiplica
A paternidade foi, sem dúvida, um dos capítulos mais sagrados de sua existência. Embora os arquivos históricos preservem com reserva os nomes e datas de seus filhos, sabe-se que Mário os criou com os mesmos princípios que herdou e cultivou: integridade, estudo, empatia e a convicção de que o verdadeiro sucesso se mede pelo bem que se deixa no caminho. Ele não foi apenas um provedor; foi um exemplo vivo. Ensinou, com gestos mais do que com discursos, que a ciência sem coração é vazia, e que a família é o primeiro e mais importante consultório. Seus filhos herdaram não apenas seu sangue, mas sua ética, sua capacidade de escuta e a serenidade de quem sabe que a vida é feita de pequenos atos de amor repetidos dia após dia.
Os Últimos Anos e a Partida Serena (1981)
O tempo, implacável e justo, trouxe a Mário a sabedoria da idade. Viu partir, em setembro de 1967, sua meia-irmã Lydia. Cerca de um ano depois, por volta de 1968, despediu-se de Abílio. Cada partida era uma lição sobre a finitude, mas também sobre a permanência do que se plantou. Em 8 de julho de 1981, numa quarta-feira fria de inverno curitibano, Mário Braga de Abreu fechou os olhos aos 75 anos. Partiu na cidade que o embalou no berço, cercado pela memória dos que amou e pelo respeito dos que o conheceram. Sua partida não foi um ponto final, mas uma vírgula na história de uma família que continua a florescer.
Um Nome que Permanece
Mário Braga de Abreu não buscou os holofotes da história oficial, mas escreveu sua própria epopeia nos dias comuns, nas mãos que curaram, nos abraços que consolaram, nas noites em vigília e nas manhãs de esperança. Ele foi filho, irmão, marido, pai, médico e, acima de tudo, um homem que entendeu que a vida só faz sentido quando compartilhada.
Sua árvore genealógica, com ramos que se estendem do século XVIII aos dias atuais, não é apenas um registro de datas e nomes. É um testamento vivo de resiliência, de amor que atravessa gerações, de um legado que não se mede em bens, mas em valores transmitidos. Que sua memória continue a ser honrada não com saudade passiva, mas com a mesma dedicação que ele viveu: cuidando, unindo e seguindo em frente.
Mário partiu. Mas o que ele plantou, segue vivo.
(Mário Braga de Abreu Médico)
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Pais
- Manoel Martins de Abreu 1855-1925
- Maria Joanna da Cunha Braga 1868-
Casamento(s)
- Casado a 30 de dezembro de 1940 (segunda-feira), São Paulo, São Paulo, Brasil, com Denise Lombardi de Abreu ca 1922-ca 1999
Irmãos
João Braga de Abreu 1893-
Rosa de Abreu 1894-
Margarida de Abreu 1896-
Maria Da Luz de Abreu 1897-
Helena Braga de Abreu ca 1898-
Olívia Braga de Abreu 1899-1985
Alice (Isabel) Braga de Abreu, mére ca 1901-
Stella Braga de Abreu 1904-
Mário Braga de Abreu 1906-1981
Guida de Abreu †
Lulu de Abreu †
Meios irmãos e meias irmãs
| Pelo lado de Manoel Martins de Abreu 1855-1925 |
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Fontes
- Pessoa: JOAQUIM FLORIANO ESPÍRITO SANTO - Family Espirito Santo Web Site (Smart Match)
Fotos e Registos de Arquivo

P517407 30 30

P517417 96 96

P524453 200 200

P536828 640 410
Árvore genealógica (até aos avós)
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190625 abr.
Nascimento
190617 jun.
um mês
Baptismo
190724 out.
17 meses
Casamento de uma meia-irmã
192025 maio
14 anos
Casamento de uma irmã
19256 abr.
18 anos
Morte do pai
194030 dez.
34 anos
Casamento
196730 set.
61 anos
Morte de uma meia-irmã
cerca1968
~ 62 anos
Morte de um meio-irmão
19818 jul.
75 anos
Morte
Antepassados de Mário Braga de Abreu
| José dos Santos Pacheco Lima 1732-1806 | Maria Pereira Braga (Pereira da Sylva) ca 1728-1807 | |||||||||||||
| | | - 1753 - | | | ||||||||||||
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| Francisco Teixeira Coelho ca 1740-1811 | Gertrudes Maria dos Santos Pacheco Lima 1754-1832 | |||||||||||||
| | | - 1774 - | | | ||||||||||||
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| Manoel Antonio da Cunha, Comendador 1790-1860 | Joaquina Teixeira Coelho 1795- | |||||||||||||
| | | - 1815 - | | | ||||||||||||
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| Pedro Martins de Abreu † | Maria Martins † | Joao Manoel da Cunha Silva Braga ca 1800- | Francisca Luiza da Cunha 1821- | |||||||||||
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Manoel Martins de Abreu 1855-1925
| Maria Joanna da Cunha Braga 1868-
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| | | - 1892 - | | | ||||||||||||
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Mário Braga de Abreu 1906-1981
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