terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Francesco Franco Piazzetta (Francisco Piazzetta) Nascida em 16 de outubro de 1839 (quarta feira) - Fener, Belluno, Veneto, Itália Falecido a 29 de novembro de 1922 (quarta-feira) - Curitiba, Paraná, Brazil, com a idade de 83 anos Enterrado possivelmente a 30 de novembro de 1922 - Água Verde Cemetery, Curitiba, Paraná, Brazil Marceneiro

  Francesco Franco Piazzetta (Francisco Piazzetta)   Nascida em 16 de outubro de 1839 (quarta feira) - Fener, Belluno, Veneto, Itália Falecido a 29 de novembro de 1922 (quarta-feira) - Curitiba, Paraná, Brazil, com a idade de 83 anos Enterrado possivelmente a 30 de novembro de 1922 - Água Verde Cemetery, Curitiba, Paraná, Brazil Marceneiro

Francesco Franco Piazzetta: Uma Vida de Raízes, Luto e Renascimento no Novo Mundo

Por entre as montanhas do Vêneto e as ruas floridas de Curitiba, uma história de resistência, fé e família se desenrola — a de Francesco Franco Piazzetta, um marceneiro cujas mãos não apenas moldaram madeira, mas também o destino de uma linhagem que atravessou oceanos.


Raízes nas Montanhas do Vêneto

Francesco Franco Piazzetta nasceu em 16 de outubro de 1839, numa quarta-feira serena, na pequena aldeia de Fener, pertencente ao município de Alano di Piave, na província de Belluno, região do Vêneto, Itália. Filho de Giuseppe Antonio Piazzetta (1808–1878) e Caterina Franco (1809–1841), Francesco foi o terceiro filho de uma família marcada pela fragilidade da vida no século XIX.

Sua infância foi breve em ternura. Aos dois anos de idade, perdeu a mãe, Caterina, em 1841 — uma dor precoce que ecoaria por toda a sua existência. Pouco depois, em 1845, seu irmão mais novo, Giuseppe, faleceu com apenas quatro anos. Antes disso, em 1850, sua irmã Teresa Matilde, com dezenove anos, também partiu. Restava-lhe apenas a lembrança de Maria Giustina, outra irmã, que morrera ainda criança, em 1836, antes mesmo de seu nascimento.

Assim, desde cedo, Francesco aprendeu que a vida era feita de ciclos curtos e despedidas súbitas — lições que carregaria consigo para sempre.


O Ofício das Mãos e o Chamado do Amor

Crescido sob a sombra dos Dolomitas, Francesco abraçou o ofício da marcenaria — arte hereditária, talvez, ou simples necessidade de sobrevivência. Com mãos habilidosas e espírito trabalhador, tornou-se um artesão respeitado em Pederobba, onde a família se estabeleceu após deixar Fener.

Em 1866, aos 27 anos, casou-se com Maria Antonia Segusino Verri, uma jovem de alma forte e olhar sereno. Juntos, construíram não apenas uma casa, mas um lar repleto de vozes infantis — algumas que ecoariam por décadas, outras que se calariam cedo demais.

Do matrimônio nasceram nove filhos:

  • Giovanna Antonia (1867–?), a primogênita, guardiã da tradição familiar;
  • Joseph John (1869–1872), cuja vida se apagou aos três anos;
  • Giovanni Battista (1871–1965), que viveria quase um século, testemunha silenciosa da saga paterna;
  • Giuseppe (1873–1874), que partiu antes de completar um ano;
  • Giuseppe Pompiglio (1874–1916), nome repetido em homenagem ao irmão e ao avô, símbolo de esperança renovada;
  • Colomba Rosa (1876–1966), cujo nome evoca paz e renascimento;
  • Noah (1879–1930), figura bíblica escolhida talvez como premonição de salvação;
  • Augusta Aurora (c. 1881–1969), portadora da luz do amanhecer;
  • Angelo (1882–1886), anjo que veio e voltou cedo demais.

A dor marcou profundamente Francesco. Perdeu quatro filhos ainda na infância — Joseph John, Giuseppe, Angelo e outro Giuseppe — além da esposa Maria Antonia, que faleceu em 29 de dezembro de 1886, aos 42 anos. Em menos de duas décadas, enterrou metade de sua prole e a companheira de sua juventude. E ainda assim, não se quebrou.


A Travessia: Do Vêneto ao Paraná

Em 1890, aos 51 anos, Francesco tomou uma decisão que mudaria o rumo da família: deixar a Itália. As terras do Vêneto, embora belas, estavam exauridas de futuro para tantos filhos sobreviventes. O Brasil, com suas promessas de terra fértil e liberdade, chamava.

Em abril de 1890, embarcou com os filhos restantes — Giovanna, Giovanni Battista, Giuseppe Pompiglio, Colomba Rosa, Noah e Augusta Aurora — rumo ao sul do Brasil. Desembarcaram em Curitiba, então uma cidade em ascensão, cercada por pinheirais e sonhos de imigrantes.

Ali, Francesco recomeçou. Já idoso, mas ainda com as mãos firmes, continuou seu ofício de marceneiro, ajudando a erguer móveis, portas, caixões — objetos cotidianos que carregavam a dignidade do trabalho bem-feito. Mas seu verdadeiro legado não estava na madeira, e sim na família que plantou em solo brasileiro.


Os Frutos da Nova Terra

Em Curitiba, seus filhos formaram novas famílias, criando raízes profundas:

  • Giovanna Antonia casou-se com Luigi Viviani, dando início a uma linhagem que floresceria em Veneto e no Paraná.
  • Giovanni Battista uniu-se a Antonia Nadalin em 1892, na Catedral de Nossa Senhora da Luz, gerando descendentes como Francisco Ernesto, Antônio, Rafael e outros.
  • Colomba Rosa desposou Antonio Merlin, também em 1892, consolidando a presença Piazzetta no bairro do Água Verde.
  • Noah casou-se com Luigia Pasello em 1898, fundando outra ramificação familiar.
  • Augusta Aurora uniu-se a Giacomo Di Giorgio em 1900, gerando uma numerosa prole, incluindo Augusto, Nazareno, Adelina, Maximiliano, Izaura, Leonora, Maria Leonora, João e Julieta.
  • Giuseppe Pompiglio, embora tenha falecido jovem em 1916, deixou descendência com Maria Razzolin, incluindo Maria Carmelinda e Alfredo.

Francesco viu nascer netos, bisnetos, casamentos, batismos — cada novo nascimento era um ato de redenção frente às perdas do passado. Ele assistiu à construção de uma comunidade italiana em Curitiba, onde o dialeto trevisano misturava-se ao português, e onde o pão caseiro e o vinho tinto mantinham vivas as memórias do Vêneto.


O Último Suspiro e o Legado Eterno

Francesco Franco Piazzetta faleceu em 29 de novembro de 1922, em Curitiba, aos 83 anos — uma longevidade rara para sua época. Foi enterrado, provavelmente no dia seguinte, no Cemitério do Água Verde, repousando entre os seus.

Mas sua história não terminou ali.

Seu nome, Francesco Franco Piazzetta — ou Francisco Piazzetta, como ficou conhecido no Brasil — é hoje um elo entre dois mundos: o velho continente das montanhas e o novo mundo das araucárias. Sua vida foi um testemunho de coragem silenciosa, de amor que persiste mesmo diante do luto, de fé que não se abala com a tempestade.

Ele não escreveu livros, não governou cidades, não ergueu monumentos. Mas ergueu uma família. E em cada descendente que carrega seu sangue — nos olhos escuros, nas mãos calejadas, na força de continuar — vive o espírito de um homem que, mesmo tendo perdido tanto, escolheu semear esperança.


Epílogo: Memória como Resistência

Hoje, mais de um século após sua chegada ao Brasil, os Piazzetta estão espalhados por Curitiba, Ponta Grossa, Paranaguá e além. Alguns mantêm o sobrenome intacto; outros o transformaram, adaptaram, esqueceram. Mas a história permanece — nos registros paroquiais, nos túmulos do Água Verde, nas árvores genealógicas cuidadosamente traçadas por descendentes que, como você, buscam honrar aqueles que vieram antes.

Francesco Franco Piazzetta não foi um herói épico. Foi algo mais raro: um homem comum que, diante do impossível, continuou caminhando. E nisso reside sua grandeza.

"Plantamos árvores cuja sombra jamais sentaremos."
— Provérbio africano

Francesco plantou um bosque. E nós, seus frutos, ainda colhemos sua sombra.


Francesco Franco Piazzetta
(Francisco Piazzetta)

  • Nascida em 16 de outubro de 1839 (quarta feira) - Fener, Belluno, Veneto, Itália
  • Falecido a 29 de novembro de 1922 (quarta-feira) - Curitiba, Paraná, Brazil, com a idade de 83 anos
  • Enterrado possivelmente a 30 de novembro de 1922 - Água Verde Cemetery, Curitiba, Paraná, Brazil
  • Marceneiro
3 ficheiros disponíveis

 Pais

 Casamento(s) e filho(s)

 Irmãos

(esconder)

 Acontecimentos

16 de outubro de 1839 :
Nascimento - Fener, Alano di Piave, Belluno, Veneto, Itália
1866:
Casamento (com Maria Antonia Segusino Verri) - Italy
setembro de 1890 :
Emigração - Brazil
29 de novembro de 1922 :
Morte - Curitiba, Paraná, Brazil
Fontes: "Brasil, Paraná, Registro Civil, 1852-1996," database with images, FamilySearch (https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:9396-8C1P-F?cc=2016194&wc=MHNV-QP6%3A337687101%2C341400801%2C342609701 : 22 May 2014), Curitiba > Curitiba > Óbitos 1922, Set-1923, Abr > image 58 of 206; Corregedor Geral da Justicia da Paraná (Paraná General Justice Office), Curitiba.
possivelmente 30 de novembro de 1922 :
Enterro - Água Verde Cemetery, Curitiba, Paraná, Brazil
Fontes: "Brasil, Paraná, Registro Civil, 1852-1996," database with images, FamilySearch (https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:9396-8C1P-F?cc=2016194&wc=MHNV-QP6%3A337687101%2C341400801%2C342609701 : 22 May 2014), Curitiba > Curitiba > Óbitos 1922, Set-1923, Abr > image 58 of 206; Corregedor Geral da Justicia da Paraná (Paraná General Justice Office), Curitiba.

 Fotos e Registos de Arquivo

Francesco Piazzetta - Pederobba

Francesco Piazzetta - Pederobba
Ano 1875

[6] Família de Francesco e Maria Piazzetta

[6] Família de Francesco e Maria Piazzetta

Francesco Piazzetta

Francesco Piazzetta

 Árvore genealógica (até aos avós)

Francesco Antonio Piazzetta 1788- Antonia Giacomina Simoni por volta de 1790-  
||



|
Giuseppe Antonio Piazzetta 1808-1878 Caterina Franco 1809-1841
||



|
imagem
Francesco Franco Piazzetta 1839-1922


1841
2 anos

Nascimento de um irmão

 
Fener, Belluno, Veneto, Itália
1866
27 anos

Casamento

186720 de março.
27 anos
187117 de março.
31 anos
1873
34 anos
18746 fora.
34 anos
187927 de janeiro.
39 anos
cerca1881
~ 42 anos

Nascimento de uma filha

188226 maio
42 anos
1888
49 anos
cerca1890
~ 51 anos

Nascimento de um neto

1890definir.
50 anos

Emigração

 
Brasil
189230 de abril.
52 anos
cerca1892
~ 53 anos

Nascimento de um neto

189414 de janeiro.
54 anos

Nascimento de um neto

 
Baptismo a 4 de fevereiro de 1894 (Cathedral of Curitiba, Curitiba, Paraná, Brazil)
189616 fev.
56 anos
18974 anos atrás.
57 anos

Nascimento de um neto

 
Baptismo a 25 de dezembro de 1897 (Nossa Senhora da Luz da Catedral, Curitiba, Paraná, Brasil)
189811 de junho.
58 anos
189919 fora.
60 anos
19001 abr.
60 anos

Nascimento de uma neta

190112 de março.
61 anos
19018 de julho.
61 anos
1902
63 anos
19025 de abril.
62 anos
cerca1903
~ 64 anos
190714 de julho.
67 anos
190710 dez.
68 anos

Nascimento de um neto

 
Baptismo a 2 de fevereiro de 1909 (Capela do Coração de Maria, Curitiba, Paraná, Brasil)
191021 de abril.
70 anos

Nascimento de um neto

 
Baptismo a 23 de abril de 1910 (Curitiba, Paraná, Brasil)
191119 de março.
71 anos
1912mar.
72 anos
19121 maio
72 anos
191212 de julho.
72 anos
1913
74 anos

Nascimento de uma neta

191422 anos atrás.
74 anos
191620 de janeiro.
76 anos
191628 de novembro
77 anos
1917
78 anos
19229 de fevereiro.
82 anos
192229 de novembro
83 anos
possivelmente192230 de novembro
~ 83 anos

Antepassados de Francesco Franco Piazzetta


Descendentes de Francesco Franco Piazzetta

  










































































































Descubra a Magia da Bahia: 4 Refúgios Inesquecíveis para Sua Próxima Viagem

 Descubra a Magia da Bahia: 4 Refúgios Inesquecíveis para Sua Próxima Viagem

Com suas praias de areias douradas, mata atlântica exuberante, cultura vibrante e sabores únicos, a Bahia é um destino que encanta todos os sentidos. Seja em busca de relaxamento total, imersão na natureza ou experiências autênticas à beira-mar, o estado oferece opções que combinam conforto, hospitalidade e paisagens de tirar o fôlego. Abaixo, apresentamos quatro refúgios imperdíveis — cada um com sua própria essência — para tornar sua estadia inesquecível.


1. Cana Brava All Inclusive Resort – Ilhéus: Luxo e Conveniência em Harmonia



Localizado a poucos minutos do centro de Ilhéus, o Cana Brava All Inclusive Resort é ideal para quem deseja desfrutar de férias sem preocupações. Com regime all inclusive, o resort oferece refeições saborosas, bebidas ilimitadas, piscinas amplas, atividades recreativas e uma praia privativa com águas calmas e transparentes.

Além do conforto dos quartos modernos e bem equipados, os hóspedes contam com entretenimento diário, spa, academia e até campo de golfe. Perfeito para famílias, casais ou grupos de amigos que buscam praticidade aliada ao charme do litoral sul baiano.

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2. Aldeia da Mata Eco Lodge – Uruçuca: Imersão na Natureza com Elegância Sustentável



Escondido no coração da Mata Atlântica, perto das cachoeiras e trilhas de Uruçuca, o Aldeia da Mata Eco Lodge é um verdadeiro oásis ecológico. Construído com madeira de reflorestamento e integrado à floresta, o lodge oferece cabanas rústicas-chiques, todas com varanda, rede e vista para a vegetação nativa.

Aqui, o silêncio é interrompido apenas pelo canto dos pássaros e o som da natureza. O café da manhã orgânico, preparado com ingredientes locais, é servido em um mirante com vista panorâmica. Ideal para quem busca desconectar, recarregar as energias e viver uma experiência autêntica e sustentável.

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3. São José Beach Club & Residence – Itacaré: Sofisticação à Beira-Mar



Em Itacaré, onde o mar encontra a floresta, o São José Beach Club & Residence une design contemporâneo, localização privilegiada e serviços de alto padrão. Localizado a poucos passos da Praia da Concha — uma das mais belas da região —, o empreendimento oferece apartamentos e suítes com varandas amplas, piscina infinita, restaurante gourmet e acesso direto à praia.

Perfeito para viajantes que apreciam elegância discreta, privacidade e proximidade com as melhores ondas, trilhas e restaurantes de Itacaré. Um endereço que equilibra tranquilidade e vida noturna com maestria.

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4. Pousada Maria Farinha – Itacaré: Charme, Simplicidade e Alma Baiana



Com um nome que remete às raízes culturais da Bahia, a Pousada Maria Farinha é a escolha ideal para quem quer sentir o calor do povo baiano em um ambiente acolhedor. Localizada a poucos minutos do centro de Itacaré e próximo às principais praias, como a Praia da Tiririca e a Ribeira, a pousada combina decoração rústica, jardins floridos e um atendimento familiar.

Os quartos são simples, limpos e cheios de personalidade, e o café da manhã caseiro é elogiado por hóspedes de todo o Brasil. Uma opção econômica, mas cheia de alma — perfeita para mochileiros, casais e viajantes solitários que valorizam autenticidade.

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A Bahia espera por você com braços abertos — e esses quatro destinos prometem experiências únicas, seja em meio ao luxo de um resort all inclusive, na serenidade de um eco lodge ou no charme simples de uma pousada à beira-mar. Não espere: reserve já e prepare-se para viver momentos inesquecíveis sob o sol baiano.

Boa viagem! 🌴

Imagem inédita do alto, contemplando a Praça Rui Barbosa, a Santa Casa, a Igreja Bom Jesus e o famoso Teatro de Bolso. ANO 1970

  Imagem inédita do alto, contemplando a Praça Rui Barbosa, a Santa Casa, a Igreja Bom Jesus e o famoso Teatro de Bolso. ANO 1970



Nesta foto do inicio da década de 1920, vemos os barracões da fábrica de refrigerantes "Hugo Cini", na Av. Visconde de Guarapuava, onde hoje está construído o Colégio Dom Bosco, sede Batel.

 Nesta foto do inicio da década de 1920, vemos os barracões da fábrica de refrigerantes "Hugo Cini", na Av. Visconde de Guarapuava, onde hoje está construído o Colégio Dom Bosco, sede Batel.









Egízio Cini veio da Itália, da região de Veneto, para o Brasil, no século XIX, com o objetivo de se instalar em terras doadas pelo imperador Dom Pedro II e se estabeleceu na Colônia Cecília, no município de Palmeira, no Paraná. Na colônia, Ezígio casou-se com Aldina Benedetti, de uma família pioneira. Lá, Ezígio e Aldina construíram um moinho de fubá e em 01/10/1891 nasceu seu primogênito, Hugo Cini.
Ezígio era considerado um intelectual que defendia seus ideais, através de um jornal que foi fundado em 1899, em Curitiba e era dirigido por ele, o II Diritto Libertário, inclinado para a divulgação anarquista. O jornal estampava um subtítulo: “Periódico comunista – anarchico”.[3] Com a Proclamação da República, ocorreu a decadência da Colônia Cecília, devido à dívida colonial.
Em 1904, Ezígio Cini associou-se a Carlos Chelli, também ex-integrante da Colônia Cecília para iniciar um pequeno negócio dedicado à produção de bebidas alcoólicas. Em São José dos Pinhais, fundou a Cervejaria Esperança. A empresa produzia uma água carbonatada e algumas bebidas alcoólicas, como Fernet, e duas cervejas, uma clara e outra escura, chamada Águia. A cerveja Águia era artesanal, e o processo de fabricação incluía a fermentação na própria garrafa.
Com a morte de Ezígio Cini, Aldina assumiu a posição na sociedade com Chelli, ao lado do filho mais velho, Hugo. Chelli vendeu sua parte na sociedade para Hugo, que assumiu a indústria. Os meios de produção na época eram: uma máquina manual movida a pedal, um tanque para a lavagem das garrafas e tonéis de carvalho para a cerveja. A fermentação levava de 25 a 30 dias e a matéria-prima provinha da Tchecoslováquia, em caixas lacradas com zinco.
Enquanto a fábrica era em São José dos Pinhais, foi construído um depósito em Curitiba, no final da avenida Visconde de Guarapuava, no Batel e, posteriormente, em 04/03/1928, o depósito foi transformado em fábrica, ocasião em que foi registrada como "Hugo Cini e Cia"., tendo suas instalações ampliadas significativamente.
Em 1945, a empresa foi transformada em Hugo Cini e Filhos Ltda., tendo a participação da esposa de Hugo Cini, Amélia Gobbo Cini, e de seus filhos Carlos Ezígio, Carolina Isolina, Aldina, Orlando, Espérdie, Nilo e Ginete.
Inicialmente, as vendas eram realizadas em carroças que saíam carregadas com cerca de 60 dúzias de garrafas no começo da semana, levando capilé, aguardente, gasosa e cerveja. Na década de 40, a Cini já fabricava a “colinha”, refrigerante de 190 ml, com gosto puxado para malte.
Parte do maquinário, da marca Dickes, foi trazido da Alemanha para a produção da gasosa, e o químico encarregado da fórmula também foi trazido da Europa. A gasosa era elaborada manualmente, e as essências procediam da Alemanha, nos sabores framboesa, limão, abacaxi, gengibre e o procaroli especial, caramelo que vinha em uma barrica de 200 litros e que dava cor à cerveja.
Em maio de 1963, a Cini foi transformada em Sociedade Anônima sob a designação de Hugo Cini S.A. – Indústria de Bebidas e Conexos.
Na década de 60, mesmo com uma promoção com o refrigerante “colinha”, que oferecia prêmios dentro da tampinha de cortiça, a fábrica parou de produzir o produto devido à grande concorrência da coca-cola. As gasosas, porém, já haviam conquistado o mercado do Paraná e Santa Catarina, em especial a “Gengibirra”. Durante muitos anos a Cini foi conquistando o mercado; comprou a marca Wimi, tradicional refrigerante de laranja e foi modernizando o maquinário.
No início dos anos 70 o empresário Hugo faleceu e o comando da empresa ficou a cargo dos filhos Orlando e Nilo. Como acontece com muitas empresas familiares, na década de 80 a Hugo Cini passou por um processo de transição.
Em 1996, a sede da indústria em Curitiba foi transferida para Pinhais, região metropolitana de Curitiba, onde a indústria passou a dispor de uma área de 10.000m², sendo 6.000m² de área construída.
No dia 17/03/2003, aos 84 anos de idade, faleceu o industrial Orlando Cini.
Em março de 2004, a indústria fez 100 anos, passando a ser uma empresa de bebidas não alcoólicas, oferecendo além das gasosas o chá mate e as bebidas prontas de sucos de frutas.
Em 2006, Cini Bebidas retornou às suas raízes, a cidade de São José dos Pinhais. Atualmente a Cini é comandada por dois grupos de acionistas, herdeiros de Orlando e Nilo Cini.
(Extraído da Wikipédia)
Paulo Grani