domingo, 1 de fevereiro de 2026

Albano Santiago STUBERT Nascido a 28 de junho de 1917 (quinta-feira) - Curitiba, Grande Curitiba, Paraná, BRÉSIL Falecido a 3 de abril de 1986 (quinta-feira) - Curitiba, Parana, Brasil, com a idade de 68 anos

  Albano Santiago STUBERT Nascido a 28 de junho de 1917 (quinta-feira) - Curitiba, Grande Curitiba, Paraná, BRÉSIL Falecido a 3 de abril de 1986 (quinta-feira) - Curitiba, Parana, Brasil, com a idade de 68 anos

Albano Santiago Stubert: Uma Vida Tecida entre Perdas, Renovações e o Silêncio dos Campos Paranaenses

Nascido sob o céu plúmbeo de uma quinta-feira de inverno — 28 de junho de 1917 —, Albano Santiago Stubert chegou ao mundo nos arredores de Curitiba, numa época em que o Paraná ainda respirava o cheiro fresco da terra virgem e o sotaque gutural dos imigrantes alemães ecoava entre as araucárias. Seu nome carregava duas heranças: Albano, talvez uma homenagem distante a terras italianas; Santiago, um sopro ibérico que se misturava ao Stubert germânico — Augusto August Ferdinand Wilhelm Stubert, seu pai, nascido em 1894, trazia na alma as memórias de uma Europa em chamas, enquanto fugia para o Brasil em busca de paz. Sua mãe, Olga Büst — jovem de apenas 21 anos quando o gerou —, trazia nos genes a força das famílias Büst, uma das estirpes mais antigas da colonização teuto-paranaense.

A Infância Interrompida: O Dia em que o Mundo Perdeu a Cor

Até os sete anos, a vida de Albano era feita de pequenos rituais campestres: o cheiro do pão de centeio assando ao amanhecer, o tilintar dos sinos das vacas no pasto, a voz suave de Olga cantando Volkslieder enquanto remendava roupas. Mas no dia 3 de fevereiro de 1925, em Tomazina — onde a família residia então —, algo se partiu para sempre. Olga, com apenas 29 anos, deixou este mundo, levando consigo a luz que aquecia a casa dos Stubert. Albano, ainda criança, viu o caixão branco ser carregado sob um céu cinzento de verão. Naquele momento, não havia palavras para explicar a ausência; havia apenas o vazio onde antes estivera o colo materno.
Dois anos depois, em 6 de fevereiro de 1926, seu pai Augusto, com o coração ainda em pedaços mas os ombros firmes para dois filhos pequenos, casava-se novamente em Curitiba com Maria Thereza — conhecida carinhosamente como "Nona" — Bertinatto. Nasceria então uma nova configuração familiar: Albano e sua irmã Dalila Thusnelda Lala (nascida em 1919, em Joinville) ganhavam uma madrasta e, mais tarde, um meio-irmão — Miguel Jacob, o "Tetéco", que chegaria ao mundo na mesma data de aniversário de Albano, 28 de junho, num mistério do destino que os ligaria para sempre.

Entre Duas Mulheres: A Sombra de Olga e a Presença de Nona

Crescer entre a memória de uma mãe perdida e a presença de uma madrasta exigiu de Albano uma maturidade precoce. Enquanto Dalila, mais nova, adaptava-se com a leveza da infância, Albano carregava dentro de si um retrato mental de Olga — seus olhos, seu sorriso, o modo como arrumava seu cabelo. Nona, por sua vez, não tentou substituir quem não podia ser substituída. Em vez disso, tornou-se coluna: cozinheira incansável, protetora fiel, aquela que garantia que as botas de couro estivessem engraxadas para a escola e que o leite quente esperasse na mesa ao amanhecer. Entre essas duas mulheres — uma ausente, uma presente — Albano forjou seu caráter silencioso, observador, de poucas palavras mas gestos profundos.

A Jornada do Homem: Raízes em Faxinal dos Corrêas

Enquanto o Brasil passava pela Era Vargas e a Segunda Guerra Mundial agitava o mundo, Albano crescia nos campos do Paraná. Trabalhou na roça desde cedo, suas mãos marcadas pelo contato com a terra vermelha, seu corpo fortalecido pelo ritmo das estações. Aos 29 anos, num dia de verão que precedia o outono — 25 de janeiro de 1947 —, caminhou até a capela de Faxinal dos Corrêas, na região de Lapa, para encontrar Diva Tyrka.
Diva não era apenas uma noiva; era um porto. Filha de família polonesa ou ucraniana — os Tyrka eram parte da mosaico étnico que compunha o interior paranaense —, trazia consigo a serenidade das mulheres do campo, aquelas que sabem que a vida se constrói na quietude dos gestos cotidianos. Naquele dia, Albano não apenas casava: encontrava finalmente o equilíbrio que buscara desde a morte da mãe. Com Diva ao seu lado, plantaria não só mandioca e feijão, mas uma família.

O Legado dos Quatro Nomes: Albani, Amauri, Algacir e Anadir

Do amor entre Albano e Diva nasceram quatro filhos — cada um um capítulo novo na história dos Stubert:
  • Albani Magali, a primogênita, que carregou em seu nome uma versão feminina da própria essência do pai — Albano transformado em Albani, como se ele quisesse perpetuar sua alma em forma de menina;
  • Amauri, cujo nome ecoa a musicalidade das terras do Sul, talvez uma homenagem a algum parente ou amigo que marcou a vida do casal;
  • Algacir, nome raro e poético, que soa como um sussurro dos campos — alga (erva) e cir (talvez derivado de Cícero, mas aqui domesticado pela terra);
  • Anadir, o caçula, cujo nome traz a força das raízes — Ana, vida; dir, caminho.
Cada nascimento foi uma vitória silenciosa contra a dor da infância. Cada filho, uma resposta ao vazio deixado por Olga. Albano, agora pai, aprendeu a ser para seus filhos o que perdera cedo demais: presença constante, mãos que consertavam brinquedos, voz que contava histórias sob o luar do campo paranaense.

O Fio que se Desfaz: Os Últimos Anos em Curitiba

Ao longo das décadas, Albano testemunhou partidas: a avó materna Berta Emma Busmann em 1957; seu próprio pai Augusto em 1970 — aos 76 anos, findando uma vida de imigrante resiliente. Com a morte do patriarca, Albano tornou-se, de certa forma, o guardião da memória Stubert em solo brasileiro — o elo vivo entre a Europa perdida e o Paraná que os acolhera.
Voltou a Curitiba nos últimos anos de vida, talvez buscando proximidade dos filhos já adultos, netos que começavam a chegar. E no dia 3 de abril de 1986 — outra quinta-feira, como seu nascimento —, aos 68 anos, Albano Santiago Stubert fechou os olhos pela última vez. Morreu na mesma cidade onde nascera, completando um círculo silencioso.

Epílogo: O Silêncio que Fala

Albano não deixou grandes feitos registrados em livros de história. Não foi político, não fundou empresas, não teve seu nome em praças. Sua grandeza está na tessitura invisível da vida comum: na capacidade de transformar a dor da orfandade em dedicação paterna; na escolha diária de levantar ao amanhecer para prover uma família; no silêncio respeitoso com que honrou a memória de sua mãe enquanto construía um novo lar com Nona e Diva.
Hoje, nos campos de Faxinal dos Corrêas, nas ruas de Curitiba, nos rostos de seus netos e bisnetos, Albano persiste. Persiste no modo como um filho Stubert ainda prepara o chimarrão com o mesmo cuidado que ele ensinou; na maneira como uma filha lembra, sem nunca ter conhecido, o cheiro do perfume que Olga usava — uma memória transmitida pelo pai que nunca esqueceu.
Sua vida foi um bordado feito com fios de perda e esperança, tecido com as mãos calejadas de quem entendeu, desde cedo, que a maior coragem não está em enfrentar guerras distantes, mas em acordar todos os dias e escolher amar — mesmo depois de ter perdido o primeiro amor que conheceu: o colo da mãe que partiu cedo demais.
E assim, Albano Santiago Stubert — filho de Augusto e Olga, irmão de Dalila, esposo de Diva, pai de Albani, Amauri, Algacir e Anadir — descansa em paz, sabendo que sua história não terminou. Continua viva onde sempre esteve: nas raízes profundas de uma família que, mesmo diante da dor, escolheu seguir plantando vida.


Albano Santiago STUBERT
  • Nascido a 28 de junho de 1917 (quinta-feira) - Curitiba, Grande Curitiba, Paraná, BRÉSIL
  • Falecido a 3 de abril de 1986 (quinta-feira) - Curitiba, Parana, Brasil, com a idade de 68 anos
2 ficheiros disponíveis

 Pais

 Casamento(s) e filho(s)

 Irmãos

 Meios irmãos e meias irmãs

Pelo lado de sosa Augusto August Ferdinand Wilhelm STUBERT 1894-1970
(esconder)

 Acontecimentos

28 de junho de 1917 :
Nascimento - Curitiba, Grande Curitiba, Paraná, BRÉSIL
25 de janeiro de 1947 :
Casamento - Faxinal dos Correas - Lapa - Paraná
3 de abril de 1986 :
Morte - Curitiba, Parana, Brasil

 Fotos e Registos de Arquivo

Albano Santiago STUBERT   Diva Tyrka

Albano Santiago STUBERT Diva Tyrka

Foto Albano Santiago Stubert e Diva Tyrka pdf

Foto Albano Santiago Stubert e Diva Tyrka pdf

 Árvore genealógica (até aos avós)

sosa Peter Paul Lenz Paulo STUBERT 1857-1896 imagem
sosa Elisabeth Barbara SAUERBECK SURBECK ?1863-?1945
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sosa Germano Hermann Friedrich Wilhelm BÜST 1869-1941
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sosa Berta Emma BUSMAM BUSMANN 1872-1957
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sosa Augusto August Ferdinand Wilhelm STUBERT 1894-1970
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sosa Olga BÜST 1896-1925
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Albano Santiago STUBERT 1917-1986
191912 mar.
20 meses
19253 fev.
7 anos

Morte da mãe

 
Tomazina, Paraná, BRÉSIL
194130 jul.
24 anos
possivelmente194518 maio
~ 27 anos

Morte da avó paterna

 
Notas

Em 1928 ela aparece em uma foto em Rio Negro, onde residia seu filho Augusto Stubert.
No registro de óbito FS abaixo consta Eliza Stubert

194725 jan.
29 anos

Casamento

 
Faxinal dos Correas - Lapa - Paraná
19863 abr.
68 anos

Antepassados de Albano Santiago STUBERT

Gotthard STUBER     Melchior SPAHN 1766-1843 Anna FISCHER /1779-1865 Heinrich SCHWYN 1738-1795 Rachel ROOST 1752-1829 Conrad (Hans Conrad) BOLLI 1772-1848 Catharina SCHNEIDER 1776-1837 Johann Joachim BÜST Katharina Elisabeth TANGER Friedrich Wilhelm SCHMÛKERT SCHMICHER Anne Dorothea WICHMANN Christian Friedrich SIEDSCHLAG 1778-1858 Christine GRüNSEE ca 1790-1854
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 David LOTHER Anne Christine ROENSPEDT Johann Christian BUSSMANN ca 1770-1860 Anna Elisabteh FRATZDORFEN FRATZDORF 1777-1862 Joh. Gottlieb Gabriel SCHÜTZE Marie Margarethe Wilhelmine SCHULZE   Heinrich Christoph FRANKE Sophia Elisabeth Friederieke KNABEN KNABE
|     |- 1803 -| |- 1775 -| |- 1793 -| | | | | | | | | | | | |   | |
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Michael STUBER Theresia BRUNNER Conrad SAUERBECK 1786-1848 Ursula SPAHN 1790-1841 Hans Martin SCHWYN 1791 Margaretha BOLLI 1799-1863 Gottfried Wilhelm BÜST 1815-1869 Dorothea Elisabeth SCHMÛKERT SCHMICHER 1820-1860 Karl Friedrich SIEDSCHLAG 1818-1894 Dorothee Louise LOTHER 1821-1885 Johann Wilhelm BUSSMANN ?1803-1859 Margarethe Marie Wilhelmine SCHÜTZE ca 1805 Heinrich Andréas Christian BOTHE Marie Dorothea FRANKE 1814
| | |- 1812 -| |- 1818 -| |- 1839 -| |- 1844 -| |- 1827 -| | |



 


 


 


 


 


 


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Catharina STUBER 1826-/1888 Jacob Wilhelm Guilherme SAUERBECK 1829-1866 Barbara SCHWYN 1824-1888/ Gottfried Wilhelm BÜST 1838-1913 Ernestine Wilhelmine SIEDSCHLAG 1844-1921
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 August Theodor BUSSMANN 1829-1879 Johanna Maria Dorothea BOTHE 1839-1909
| |- 1853 -| |- 1865 -| |- 1865 -|
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Peter Paul Lenz Paulo STUBERT 1857-1896 Elisabeth Barbara SAUERBECK SURBECK ?1863-?1945
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 Germano Hermann Friedrich Wilhelm BÜST 1869-1941
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 Berta Emma BUSMAM BUSMANN 1872-1957
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|- 1888 -| |- 1892 -|



 


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Augusto August Ferdinand Wilhelm STUBERT 1894-1970
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 Olga BÜST 1896-1925
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|- 1915 -|



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Albano Santiago STUBERT 1917-1986
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Descendentes de Albano Santiago STUBERT















































































Curitiba, PR Data da foto original: 1904 Descrição da imagem: Um bondinho de mula passando pela rua Marechal Deodoro [1904] esquina com rua Barao do Rio Branco. O sobrado a direita era da familia Lustoza, e foi construido em 1881

 Curitiba, PR Data da foto original: 1904 Descrição da imagem: Um bondinho de mula passando pela rua Marechal Deodoro [1904] esquina com rua Barao do Rio Branco. O sobrado a direita era da familia Lustoza, e foi construido em 1881



A Jornada de Progresso: Comércio, Infraestrutura e Vida Cotidiana nas Páginas Históricas de Curitiba

 A Jornada de Progresso: Comércio, Infraestrutura e Vida Cotidiana nas Páginas Históricas de Curitiba

A Jornada de Progresso: Comércio, Infraestrutura e Vida Cotidiana nas Páginas Históricas de Curitiba
Página 1
A primeira página brilha com o anúncio da Importadora Comercial S.A., uma empresa que se destaca como símbolo de confiança e inovação. No topo, o logo "ICO" surge majestoso, acompanhado do endereço Rua Pedro Ivo, 200 e da Caixa Postal 366, reforçando sua presença sólida em Curitiba. A seção Automotiva apresenta a marca Wayne com destaque para equipamentos de alta qualidade, enquanto a Seção de Máquinas lista produtos como tratores e britadeiras, ilustrados com imagens vibrantes de equipamentos robustos. Na parte inferior, a Seção Produtos Químicos menciona itens essenciais para indústrias, como tintas e lubrificantes. O slogan "ICO – Símbolo de boa compra" fecha a página com um toque de orgulho, reforçando a reputação da empresa. O número "20" no canto inferior esquerdo marca sua posição nessa coleção histórica.
Página 2
Nesta página, a cidade de Curitiba ganha vida com o título impactante: "O asfaltamento da cidade é um dos mais importantes realizados pelo atual Prefeito de Curitiba". À esquerda, uma fotografia em preto e branco captura um canteiro de obras movimentado, com trabalhadores e máquinas transformando ruas em vias modernas. Ao centro, um retrato do prefeito, concentrado em assinar documentos, simboliza a liderança visionária por trás do progresso. À direita, uma cena de rua revela casas simples e uma calçada em construção, enquanto o texto celebra a transformação urbana e a melhoria da mobilidade. A página respira otimismo, destacando cada detalhe do desenvolvimento com frases como "A administração municipal, à frente do que se conhece como um marco na história da cidade...".
Página 3
A terceira página é um convite à exploração da Curitiba dos anos 1950. Nas imagens, ruas largas com calçadas recém-asfaltadas, edifícios de arquitetura clássica e uma multidão animada caminhando sob o sol. No centro, um barco atracado no porto de Paranaguá ilustra a conexão entre comércio e transporte, com a legenda "A cidade é repleta de novas oportunidades". As colunas de texto descrevem a expansão urbana e a modernização dos serviços públicos, destacando melhorias na iluminação e na limpeza das ruas. Uma foto de uma família caminhando com crianças reforça o clima de esperança, enquanto a página celebra a vida cotidiana em constante evolução.
Página 4
O título "Assfaltamento da Auto-Estrada Paranaguá-Curitiba" domina esta página, acompanhado de imagens que contam uma história de engenharia e determinação. Na parte superior, operários espalham asfalto com precisão, enquanto caminhões e rolos compactadores trabalham em sincronia. O texto detalha o processo de construção, destacando a utilização de tecnologias modernas e a colaboração entre governos. No centro, uma foto de um trator em ação ilustra o esforço coletivo por uma via mais segura e eficiente. A página termina com uma nota sobre o impacto econômico da estrada, ressaltando como ela conecta cidades e impulsiona o comércio regional.
Página 5
A última página celebra a conclusão da obra com uma fotografia de uma estrada recém-pavimentada, onde um ônibus amarelo avança com orgulho. Barris de contenção ao longo da pista lembram o processo meticuloso de construção, enquanto a vegetação ao fundo reforça a harmonia entre progresso e natureza. O texto elogia a qualidade do asfalto e a redução do tempo de viagem, citando depoimentos de motoristas satisfeitos. Na parte inferior, uma imagem de um trecho da estrada já em uso mostra carros circulando com fluidez, simbolizando a realização de um sonho coletivo. A página encerra com a frase "A estrada é a promessa de um futuro melhor", repleta de energia e confiança no amanhã.














HQ "A festa do Cascão"

 

HQ "A festa do Cascão"



Dia de 25 de novembro é aniversário do Cascão. Em homenagem, mostro uma história em que os pais do Cascão estavam sem condições financeiras para bancar uma festa de aniversário para o filho e tiveram que improvisar. Com 11 páginas, foi história de abertura de 'Cascão Nº 205' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Cascão Nº 205' (Ed, Globo, 1994)

Nela, Cascão chega em casa e diz para a sua mãe que já convidou todo mundo para a sua festa de aniversário, mostrando na folhinha que falta uma semana. Dona Lurdinha tenta contar para o filho que neste ano as coisas andam difíceis e estavam pensando em não dar festa, mas desiste de contar e pergunta quantas pessoas o Cascão convidou e ele conta que foi pouca gente, só umas 50.

Dona Lurdinha corre para avisar ao Seu Antenor que o Cascão inventou de convidar todo mundo para festa de aniversário dele, logo quando estavam sem dinheiro e Seu Atenor vai conversar com o filho para tirar a ideia da cabeça dele. No quarto, Cascão pergunta ao pai qual das roupas era melhor para usar no dia da festa porque quer ficar bem bonito no dia. Seu Antenor pede licença e vai falar com a esposa, que vão ter que fazer a festa para não desapontar o Cascão. Dona Lurdinha pergunta como vão arrumar dinheiro e Seu Antenor diz que ele sabia desenhar bem e pode fazer a decoração e ela cozinha.

No dia seguinte, Seu Antenor vem da rua com o material para a decoração da festa. Cascão pergunta se vai colar cartolina em branco na parece e o pai diz que vai desenhar e conta que o pessoal do escritório encontrou balões, só que eram todos vermelhos e velhos, da inauguração da imobiliária que foi há 5 anos. Depois do jantar , ele começa a desenhar e comenta que era sopa de novo e Dona Lurdinha diz que está economizando para os ingredientes do bolo. Depois da janta, Seu Antenor tenta desenhar, mas estava com sono e acaba dormindo.

No outro dia, Seu Antenor começa a desenhar antes da janta. Cascão quer tema de super-heróis. O pai diz que sabe desenhar, mas a especialidade é patinhos. Ele desenha, só que bem feio, mas Cascão aceita para não desapontar o pai, diz que está ótimo e com uma pintura vai ficar o máximo. Assim, Seu Antenor desenha, Cascão pinta os heróis que ele desenhou e Dona Lurdinha recorta. Também ficam até tarde preparando chapeuzinhos de jornal e Dona Lurdinha enrolando docinhos às 3  horas da madrugada.

No dia da festa, acordam cedo e vão encher os balões, só que estouram por estarem velhos e o jeito é encher até a metade. Dona Lurdinha espreme os limões para a limonada enquanto Seu Antenor e Cascão penduram os enfeites na parede. Só que Cascão, logicamente, não lavou as mãos e suja toda a parede ao tocar com as mãos, precisando o pai limpar a parede.

Chegam os convidados da festa, todos curtem, com direito a menino em pé no sofá e outro com dor de barriga. Acham enfeites engraçados e ao saber que foi o pai do Cascão quem desenhou, Franjinha fala ao Seu Antenor que ensina a desenhar se quiser. Titi preferia refrigerante, mas só tinha limonada, mas não reclamam e acham gostosa e acham legal chapeuzinhos de jornal.

Um menino pergunta sobre a animação da festa como palhaço, mágico ou conjunto musical e Seu Antenor faz a animação e acham  o pai do Cascão muito engraçado. Depois, cantam Parabéns para o Cascão e na hora, com o calor, todos os balões estouram, dando susto no pessoal.

No final, todos se despedem, acham a festa bem original e os pais sentam no sofá exaustos. Dona Lurdinha diz que foi tudo bem simples e pergunta ao marido se a festa agradou. Cascão, todo contente, abraça os pais e agradece pela festa e quando ele está dormindo, Seu Antenor fala para a esposa que a festa foi um sucesso.

História muito legal com os pais do Cascão improvisando uma festa de aniversário para o filho mesmo sem ter muitos recursos financeiros só pra não tirar animação do Cascão. Conseguiram com o improviso de decoração de super-heróis desenhados em cartolina pelo Seu Antenor, balões velhos doados pela empresa dele, chapeuzinho de jornal, limonada no lugar do refrigerante, economia na comida comendo sopa todo dia para preparar bolo e docinhos. Tudo simples e ainda assim a festa fez grande sucesso, agradando os convidados e o Cascão, principalmente.

Foi legal ver a família toda reunida, por 1 semana empenhada com o preparo da festa, inclusive Cascão, sem reclamar e até gostando de ajudar. Foi bom também que as crianças acharam diferente, mas não acharam a festa ruim e nem ficaram criticando, só queriam curtir a festa.

Bonita mensagem de pais fazerem festa com o que eles podiam dar no seu orçamento para não deixar o filho triste e a gratidão do Cascão. A história provou que é possível criar uma festa de aniversário de sucesso para criança sem luxo, com pouco dinheiro e criatividade dá pra fazer. Foi tudo bem humilde e não deixou de ser uma grande festa. Serviu também como alternativas de inspiração para a vida real de pais que não tem dinheiro para bancar festa de aniversário para os filhos. 

O Cascão era considerado o mais pobrezinho da turma, já tiveram outras histórias com os pais com dificuldades financeiras e não é a toa que ele pegava coisas do lixo para construir seus próprios brinquedos. Gostava dessa diferenciação com a família do Cascão para mostrar que tem pessoas com menos condições financeiras e mesmo assim vai levando a vida numa boa.

Teve grande presença de personagens secundários, sem tanto os conhecidos da turminha. Interessante nas festas de aniversário da MSP que as crianças irem sozinhas sem nem os pais levarem, uma autonomia em tudo. Engraçado Cascão pedir para o pai escolher melhor roupa, só que eram iguais. Os personagens tinham guarda-roupa com várias peças da mesma roupa, por isso estão sempre se vestindo iguais. Descobrimos que o Seu Antenor trabalha em imobiliária.  E tempo que Cascão não lavava as mãos nem pra decorar a festa do seu aniversário, sujando parede e tudo, hoje ele lava as mãos tranquilamente.

Os traços ficaram bons, típicos dos anos 1990, com destaque a uma língua ocupando espaço maior na boca, que foi inspirado como era nos anos 1970. Só não gostei da Dona Lurdinha sem batom, eles deixavam as mães sem batom e sem lábios em algumas histórias dos anos 1990 quando queriam expressar mais humor nas histórias. Mesmo assim eu preferia as mães com batom e lábios. A Dona Lurdinha assim até lembrou um pouco como era na Editora Abril até em 1983, só que sem as sujeirinhas como do Cascão. Os pais dele também eram sujos como o filho, depois mudaram isso.

Essa foi primeira história de aniversário do Cascão desde que adotaram datas fixas de aniversário para os personagens. A partir daí, todo ano tem histórias de aniversário deles nos respectivos meses, no caso do Cascão, nos gibis de novembro de cada ano. E neste ano 2021, comemoramos aniversário de 60 anos do Cascão, criado em 1961 como o menino sujinho que nunca tomou banho, logo entrou no gosto popular e se tornou muito querido. Na sua trajetória, sempre se divertimos das formas que ele fugia do banho, muitas vezes bem absurdas. Com o tempo, com o politicamente correto o personagem se perdeu mais, adotaram outras características para ele para não ter mais apologia à sujeira. Não teve comemoração especial da MSP pelos seus anos 60 anos, nem história especial na sua revista mensal de novembro de 2021, mas aqui no Blog fica a lembrança e a homenagem nessa data tão importante e histórica para o Cascão.

FELIZ ANIVERSÁRIO, CASCÃO!!!!

leque

 

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Sombrinhas 3

 

Sombrinhas 3

Sombrinhas 2

 

Sombrinhas 2


Sombrinhas de crochê

 

Sombrinhas de crochê