sexta-feira, 31 de julho de 2026

Aspecto das instalações do Presídio do Ahú, em seus primeiros anos de funcionamento, no início da década de 1910. Ao fundo aparece uma VIATURA.

 Aspecto das instalações do Presídio do Ahú, em seus primeiros anos de funcionamento, no início da década de 1910. Ao fundo aparece uma VIATURA.


CONHECENDO A HISTÓRIA DE PORTO DE CIMA

 CONHECENDO A HISTÓRIA DE PORTO DE CIMA

Capela de N. Sra. da Guia e de São Sebastião, em Porto de Cima.
Foto: Arthur Wischral
Câmara Municipal de Porto de Cima, década de 1910.
Foto: Arthur Wischral
A primeira estação férrea de Porto de Cima, em 1917.
Foto: Arthur Wischral
A nova Estação Férrea de Porto de Cima, em 1948.
Foto: Arthur Wischral



A história de Porto de Cima remonta ao início do século 18, com a garimpagem de ouro nos aluviões do rio Nhundiaquara. Na segunda metade do século, Porto de Cima ganhou maior expressão devido ao papel desempenhado pelo rio no transporte entre o litoral e o planalto.
Na primeira metade do século passado, a região, devido às facilidades de transporte e de força motriz oferecida pelo rio passou a abrigar engenhos hidráulicos de beneficiamento de erva-mate, produto que assumiria grande importância no mercado internacional, devido a problemas de ordem política na região platina.
A, entao, vila de "Porto de Cima", recebeu intenso comércio, pois até ela chegavam grandes canoas e barcaças, pelo rio Nhundiaquara, para apanhar a erva-mate e o pinho que desciam de Curitiba, pelo Caminho do Itupava e pelo Caminho da Graciosa, transportados por lombos de burros e longos carroções. As canoas e barcaças eram levadas ao mar, onde se fazia a baldeação para os navios. A vila de Porto de Cima recebeu esse nome por ser o último porto navegável, para quem vem do mar, chegando pelo rio Nhundiaquara.
Em 1885, a localidade vê passar em suas terras a Estrada de Ferro Paranaguá -Curitiba, sendo construída a Estação nominada Porto de Cima, no km 50,6, na altitude: 233,90 mt, inaugurada em dois de fevereiro daquele ano.
Da estação, pode-se avistar a vila de Porto de Cima, que deu origem ao nome da estação. Ao serem denominados os pontos da ferrovia, erroneamente a estação ferroviária foi chamada Porto de Cima e a Vila de Porto de Cima foi chamada Porto de Baixo, a qual está a uma distância de apenas 03 quilômetros da estação ferroviária, numa caminhada leve por um caminho bem conservado e muito freqüentado.
Pela lei provincial n.º 32, de 07/04/1855, foi criada a freguesia de Porto de Cima e anexado à Vila de Nhundiaquara (atual município de Morretes). Dezessete anos depois, a freguesia de Porto de Cima foi desmembra da vila de Morretes e elevada à categoria de "Vila", condição similar a de município é assim permaneceu até 1931, quando o município de Porto de Cima foi extinto, sendo seu território anexado ao município de Morretes.
Em 1779, a fim de dar atendimento religioso à população local, o tenente-coronel D. Afonso Botelho de Sampaio e Souza e o capitão Antonio Rodrigues de Carvalho projetaram e iniciaram a construção de uma capela sob a invocação de N. Sra. da Guia e de São Sebastião.
A capela foi ampliada em 1840 para atender à população crescente. Após reforma, a entrada foi passada para o lado de trás, e é bem mais simples do que a porta antiga, que reflete os tempos áureos do local.
A transferência dos engenhos ervateiros para o planalto e a construção da ferrovia ligando-o município ao litoral vão esvaziar economicamente Porto de Cima, iniciando-se sua decadência. No final do século 20, Porto de Cima chegou a quase desaparecer. Mas guarda vestígios de seu passado retratado pelas ruínas de engenhos, casarões e calçadas de pedras. Foi um grande centro cultural, berço de ilustres personalidades paranaenses. Atualmente possui praia fluvial, área para acampamento e pousada.
Paulo Grani

AS MUDANÇAS ERAM FEITAS ASSIM, ANTIGAMENTE.

 AS MUDANÇAS ERAM FEITAS ASSIM, ANTIGAMENTE.



A grande maioria fazia sua "mudança" durante o dia, sem se preocupar com os olhares dos curiosos por onde andavam, no entanto, algumas famílias mais reservadas, mudavam-se à noitinha, procurando que o escuro da noite impedisse o olhar dos curiosos, sobre seus pertences.

Uma carrocinha, puxada por um único cavalo, era suficiente para transportar todos os pertences de uma família média. Era um tempo que os ítens residenciais de uma família eram poucos e podiam ser contados nos dedos. Nas malas, poucas roupas; a maioria dos familiares tinha apenas uma muda de roupa. Os artefatos eram os mais essenciais - A mesa de refeições, algumas cadeiras, colchões, cobertas e travesseiros, completavam os itens de uma família média. A tina de banho, geralmente servia para lavar roupa também. Um dos primeiros itens que o casal tinha que providenciar, depois da cama de casal, era o berço, pois a natureza trazia um neném por ano, se a mulher não se cuidasse.

Quando a carrocinha chegava no novo endereço, trazendo a "mudança", esta era objeto de atenção de todos os vizinhos e populares, interessados nas mais diversas circunstâncias que envolviam o novo "vizinho": quem eram, de onde vinham, porquê mudaram-se, quantos filhos tinham, se eram mais "bem de vida" que os da vila ou remediados também, onde trabalhava o marido/pai, etc.

Não esquecendo que a família, quase sempre sem dinheiro, ia ao lado da carrocinha, andando pelas calçadas, no mesmo passo do cansado cavalo.

(Foto: Joshuá Benoliel)

Paulo Grani 

Cartão Postal, datado de 04/01/1909, que apresenta os arredores da Praça Tiradentes de Curitiba. Ao lado esquerdo a calçada e algumas árvores da praça, no trecho, o trânsito de carroças, cavaleiro e transeuntes em meio à lama que predominava naquele tempo. Ao fundo, a imponente Matriz, ponto de início da civilização curitibana. (Origem: Acervo IHGP)

  Cartão Postal, datado de 04/01/1909, que apresenta os arredores da Praça Tiradentes de Curitiba.


Ao lado esquerdo a calçada e algumas árvores da praça, no trecho, o trânsito de carroças, cavaleiro e transeuntes em meio à lama que predominava naquele tempo.

Ao fundo, a imponente Matriz, ponto de início da civilização curitibana.

(Origem: Acervo IHGP)

POR QUÊ PRACINHAS ? Em agosto de 1945, uma multidão de pessoas reine-se na Rua XV de Novembro, em Curitiba, para recepcionar os "pracinhas" que haviam voltado da guerra na Itália.

 POR QUÊ PRACINHAS ?

Em agosto de 1945, uma multidão de pessoas reine-se na Rua XV de Novembro, em Curitiba, para recepcionar os "pracinhas" que haviam voltado da guerra na Itália.






O termo pracinha surgiu da expressão “sentar praça”, que significa se alistar nas Forças Armadas. O apelido era atribuído aos soldados rasos, detentores da patente mais baixa da hierarquia militar. Aproximadamente 25 mil homens fizeram parte da Força Expedicionária Brasileira (FEB), a divisão que lutou junto aos Aliados na Campanha da Itália. Por volta de 1.500 brasileiros foram mortos na guerra – cerca de 450 morreram em combate.
pracinhas, ao lado dos americanos e outras forças aliadas, foram importantes na conquista do norte da Itália, que acabaria por desestabilizar o governo de Benito Mussolini. Assim o Brasil encerrou a sua participação na guerra.
No início dos confrontos, os soldados brasileiros levaram maiores baixas, pois além de não serem soldados de elite, estavam lutando contra os veteranos alemães, soldados que eram extremamente bem treinados e doutrinados, organizavam-se em pequenos grupos de combate e possuíam estratégias de combate de ataque rápido (Blitzkrieg) e de independência de ação no campo de batalha. Porém, ao desenrolar dos confrontos, os pracinhas ganhariam a melhor arma de todas: A experiência em combate e o conhecimento do inimigo.
E foi com tais habilidades que os pracinhas conseguiram perpetuar seus nomes na história dos vencedores da II Guerra Mundial, após vencerem o Eixo europeu nas batalhas de Montese e Monte Castello.

Tanque Pesado M45 (Heavy Tank M45): A História Completa do Suporte de Fogo do Pershing

 

Tanque pesado M45




Desenvolvimento

O Exército dos EUA reconheceu sua eficácia ao introduzir um tipo de suporte de fogo que substituiu o canhão principal da série de tanques médios M4 do canhão de tanque de 75 mm de calibre 37,5 M3 para o canhão de granada de calibre 22,5 M4 de 105 mm em batalha real, e naquele momento em a primeira metade de 1944. O novo tanque médio T23, que estava em desenvolvimento, foi planejado para ter um modelo semelhante, sendo necessária a produção de 76 tanques.
O tanque médio T23 tinha uma espessura máxima de blindagem de 88,9 mm, e o design geral do corpo foi levado em consideração para a blindagem inclinada, tornando-o um tanque médio com melhor proteção de blindagem do que o tanque médio M4.

No entanto, o sistema de motor híbrido usado pelo tanque médio T23 não era confiável e tinha problemas em termos de manobrabilidade.
Para o tipo de suporte térmico do tanque médio T23, foi planejado primeiro fabricar e testar um veículo protótipo, e depois fabricar 76 tipos de produção, mas depois disso, o sistema de motor do tanque médio T23 foi alterado para melhorar a confiabilidade. resposta ao desenvolvimento do tanque médio T26E1 aprimorado (alterado para tanque pesado em junho de 1944) com blindagem aprimorada, o plano foi alterado para montar uma granada de 105 mm no tanque pesado T26E1., O tipo de suporte de poder de fogo do tanque médio T23 terminou sem a produção de um veículo protótipo.

Não está claro quando o desenvolvimento do tanque pesado T26E1 suportado por fogo começou (algumas fontes dizem junho de 1944), mas a Grand Blank Factory em Michigan, uma subsidiária da General Motors, e da Chrysler. A torre, torre e combate para equipar o tanque pesado T26E1 com a granada de 105 mm M4 montada no tipo de suporte de fogo M4 Sherman sob o nome de protótipo de "T26E2" contra ambas as empresas do arsenal de Detroit em Warren, o estado sob seu guarda-chuva. Desde os desenhos relativos à disposição dos equipamentos em a seção foi enviada em outubro de 1944, parece que o desenvolvimento começou por volta do verão do mesmo ano.

Então, de acordo com este desenho, uma maquete de madeira em escala real do tanque pesado T26E2 foi produzida e enviada para exame, incluindo mudanças como mudar para um armazenamento de munição que contém cápsulas de 105 mm e o impacto quando uma bala inimiga atinge o principal escudo do canhão. Foi apontado que o mecanismo de elevação do canhão principal seria danificado e a forma do escudo do canhão principal foi alterada, mas os detalhes são desconhecidos porque a foto maquete em escala real essencial não foi divulgada.

Acredita-se que esta maquete em tamanho real foi enviada para revisão no final de 1944 ou logo após 1945, com o primeiro protótipo do tanque pesado T26E2 sendo construído no arsenal de Detroit e a torre do arsenal de Grand Blank. Foi o que aconteceu .
O protótipo do tanque pesado T26E2 estava programado para ser concluído em abril de 1945, mas provavelmente porque estava ocupado produzindo o tanque pesado M26 Pershing, foi concluído no final de junho ou julho, após a rendição da Alemanha. Início dos testes do primeiro O protótipo do veículo (número de registro do veículo 30131576) no Centro de Testes de Veículos de Aberdeen em Maryland foi adiado em julho.

Na época da conclusão do protótipo, centenas de tanques duplos T26E foram encomendados do Grand Blank Arsenal e do Detroit Arsenal, mas os detalhes são desconhecidos.
Os resultados do teste do tanque pesado T26E2 foram bons, mas o pedido para o Grand Blank Arsenal foi cancelado depois que a Alemanha já havia se rendido e não precisava mais dele.

A produção começou na fábrica de Detroit em julho de 1945, mas no final de 1945 o fim da produção foi anunciado e apenas 185 carros foram concluídos.
E embora a data seja desconhecida, este veículo foi formalizado como um "tanque pesado M45" (Heavy Tank M45) após a guerra, e alguns veículos foram colocados na Guerra da Coréia, que estourou em junho de 1950.

Estrutura

O tanque pesado M45 era o mesmo que o tanque pesado M26, exceto pelo depósito de munições e outras mudanças que permitiam acomodar projéteis de 105 mm, mas a torre tinha o mesmo layout básico, mas era especialmente blindada.
A espessura da armadura na frente da torre era de 127 mm, o escudo do canhão principal era de 203,2 mm e os lados eram de 76,2 a 127 mm, que eram mais fortes do que o tanque pesado M26, mas a superfície traseira da torre era de 63,5 mm, que era mais fino que o tanque pesado M26. Estava lá.

Isso ocorre porque a granada M4 de calibre 22,5 105 mm, que é o canhão principal do tanque pesado M45, era mais leve do que o canhão M3 de 90 mm calibre 50 do tanque pesado M26, então o tanque pesado M45 deve ser blindado principalmente na frente para equilibre o peso da torre. Diz-se que ela engrossou.
Além disso, o tanque pesado M45 mudou para uma forma em que o lado esquerdo da torre, onde o assento de carregamento está disposto, se projeta mais para fora em consideração ao voo de carregamento de granada maior.
Em outras palavras, uma torre totalmente nova foi usada.

Além disso, como o tanque pesado M26, a metralhadora de 7,62 mm M1919A4 é coaxialmente equipada no lado esquerdo da arma principal, e o suporte da arma equipado com o telescópio de mira M76G do outro lado recebeu o nome de protótipo de "T117" e mais tarde formulado como "suporte de arma M71", foi transformado.
A montagem M71 foi equipada com um estabilizador de giroscópio.
Para fins de apoio de fogo, o ângulo de depressão e elevação do canhão principal aumentou para -10 a +35 graus, e o depósito de munição sob o piso e a torre acomodaram 74 projéteis de 105 mm, mais do que o tanque pesado M26.

Fora isso, o número de munições de metralhadora carregadas era igual ao do tanque pesado M26.
Além disso, o periscópio da escotilha do motorista e da carregadeira foi alterado para M13, o periscópio da cúpula do comandante foi alterado para M15 e o periscópio da mira para o artilheiro também foi alterado para M10D devido à mudança do tipo de bala ..
O obuseiro M4 de 105 mm, que é o canhão principal do tanque pesado M45, é uma versão veicular do M3, que é uma versão aprimorada do obuseiro M2 rebocado de 105 mm, e também foi instalado no tipo de suporte de fogo do M4 tanque médio.

A arma tinha um comprimento de câmara de 38,2 cm, uma altura de arma de 236,4 cm, um comprimento de calibre 22,5, 36 rifles, um peso total de 5.130 kg e um plugue de culatra horizontal.
Os tipos de munição são a granada M1 com peso de 19,1 kg (velocidade do cano 472 m / seg, alcance máximo 11.160 m), a granada antitanque M67 com peso de 16,7 kg (velocidade do cano 381 m / seg, alcance máximo 7.855 m) e um peso de 19,9 kg. A granada de fumaça de fósforo branco M60 (velocidade do cano 472 m / seg, alcance máximo 11.110 m) e a granada de fumaça de hexacloreto de etano M48 (velocidade do cano 472 m / seg, alcance máximo 11.160 m) estavam preparados.

A granada antitanque M67 foi projetada para alvos anti-blindados e tinha um curto alcance efetivo de cerca de 3.000 m, mas era possível perfurar uma placa blindada homogênea enrolada de 102 mm de espessura (ângulo de inclinação de 0 graus) independentemente do alcance. disso, o tanque pesado M45 também tinha alguma capacidade de combate antitanque.


<Tanque pesado M45>

Comprimento total : 6,52 m
Comprimento do corpo: 6,459 m
Largura total: 3,513
m Altura total
: 2,817 m Peso total : 42,185t
Tripulação: 5 pessoas
Motor: Ford GAF ​​4 tempos V8 gasolina refrigerada a líquido
Potência máxima : 500cv / 2.600 rpm
Velocidade máxima: 48,28km / h
Alcance de cruzeiro: 161km
Armados: 22,5 calibre 105mm granada M4 × 1 (74 tiros)
        12,7mm metralhadora pesada M2 × 1 (550 tiros)
        7,62mm metralhadora M1919A4 × 2 ( 5.000 tiros)
Espessura da armadura: 12,7 a 203,2 mm


<Referências>

・ "Pantzer Abril 2013 American T Series Prototype Tank (14) T26 Medium Tank Series / T28 Assault Tank"
 por Takamihiko Osa Argonaute Co.
, Ltd.・ " Pantzer Outubro 2006 US Army T25 / T26" Prototype Medium Tank "por Mio Nakagawa, Argonaute
, "Pantzer janeiro de 2015, Retsuden of Vehicles for Direct Support during World War II" por Yukio Kume, Argonaute
, "Grand Power, março de 2015, M26 Heavy Tank Series (1)) M26 / desenvolvimento e a estrutura e derivados tipos de M46 "Autor Hitoshi Goto Galileo
 Oh publicação
-" Grand power 2002 novembro M26 tanque pesado Pershing (1) "Autor Hitoshi Goto delta publicação
-" Grand power 2002 dezembro M26 Heavy Tank Persing (2) "por Hitoshi Goto Delta Publishing
,“ World Tanks 1915-1945 ”por Peter Chamberlain / Chris Ellis Dainippon Painting

Tanque Pesado M45 (Heavy Tank M45): A História Completa do Suporte de Fogo do Pershing

+ Visão Geral e Contexto Histórico

Com a experiência de combate acumulada durante a primeira metade de 1944 na Europa, o Exército dos Estados Unidos reconheceu a enorme eficácia das variantes de suporte de fogo de curta distância equipadas com obuseiros de 105 mm — inicialmente aplicadas com grande sucesso na série de tanques médios M4 Sherman.

Quando o projeto do tanque médio T23 estava em andamento, planejou-se incorporar uma versão de apoio de fogo semelhante. Contudo, devido aos problemas mecânicos e de confiabilidade do sistema de motor híbrido do T23, além do avanço no desenvolvimento da nova geração de blindados pesados baseados no T26, o plano foi totalmente redirecionado: a nova plataforma de suporte de fogo seria construída sobre o chassi do tanque pesado T26.

  • Designação de Protótipo: Sob a designação T26E2, o desenvolvimento começou em meados de 1944. O projeto exigia a adaptação do obuseiro de 105 mm M4 (o mesmo utilizado nos Shermans de apoio) na torre de um tanque pesado da série T26.

  • Projetos e Maquetes: Engenheiros do Detroit Arsenal e do Grand Blanc Arsenal trabalharam nos arranjos internos. Uma maquete de madeira em tamanho real foi examinada no final de 1944, resultando em modificações no escudo do canhão para proteger o mecanismo de elevação contra impactos inimigos e a reformulação do armazenamento interno para acomodar a munição de 105 mm.

  • Cronograma de Produção: Embora o primeiro protótipo (número de registro 30131576) estivesse previsto para abril de 1945, atrasos decorrentes da prioridade dada à produção em massa do tanque pesado M26 Pershing adiaram a conclusão dos testes no Aberdeen Proving Ground para julho de 1945 — logo após a rendição da Alemanha.

Com o fim do conflito na Europa, os pedidos iniciais em massa foram drasticamente reduzidos. A fabricação seguiu apenas na fábrica de Detroit a partir de julho de 1945, encerrando-se no final do mesmo ano com um total de 185 unidades concluídas. O veículo foi formalizado pós-guerra como o Tanque Pesado M45, vendo combate limitado anos mais tarde durante a Guerra da Coreia.

+ Estrutura, Torre e Armamento

O M45 compartilhava o mesmo chassi e sistema de propulsão do tanque pesado M26 Pershing, mas exigiu uma reformulação completa de sua torre para abrigar o armamento de grosso calibre:

  • Proteção Blindada da Torre: Para contrabalançar o peso mais leve do obuseiro de 105 mm em comparação com o canhão de alta velocidade de 90 mm do M26, a blindagem frontal da torre foi significativamente reforçada. A espessura do mantelete alcançava impressionantes 203,2 mm, a frente da torre media 127 mm, os lados variavam de 76,2 a 127 mm, e a traseira tinha 63,5 mm.

  • Ergonomia e Espaço: O lado esquerdo da torre foi projetado com uma protuberância maior para facilitar o trabalho do carregador ao manusear as munições de 105 mm.

  • Capacidade de Munição: O veículo transportava internamente 74 projéteis de 105 mm (distribuídos no piso e na torre).

Especificações do Armamento Principal (Obuseiro M4 de 105 mm)

Derivado diretamente do obuseiro rebocado M2, o canhão principal possuía calibre de 22,5 e culatra horizontal, oferecendo excelentes ângulos de elevação de -10 a +35 graus para fogo indireto e direto de apoio à infantaria:

  • Granada M1 (Alto Explosivo): Peso de 19,1 kg, velocidade de saída de 472 m/s e alcance máximo de 11.160 metros.

  • Granada Antitanque M67: Peso de 16,7 kg, velocidade de saída de 381 m/s. Embora projetada principalmente para destruição de fortificações, era capaz de perfurar até 102 mm de blindagem homogênea a curta/média distância (com alcance efetivo antitanque de cerca de 3.000 metros).

  • Granadas de Fumaça (M60 e M48): Projetadas para ocultação tática e marcação de alvos.

+ Especificações Técnicas

CaracterísticaTanque Pesado M45 (Heavy Tank M45)
Comprimento Total6,52 m
Comprimento do Corpo6,46 m
Largura Total3,51 m
Altura Total2,82 m
Peso Total42,18 toneladas
Tripulação5 tripulantes
MotorFord GAF (V8 a gasolina refrigerado a líquido, 500 cv a 2.600 rpm)
Velocidade Máxima48,28 km/h
Alcance de Cruzeiro161 km
Armamento Principal1x Obuseiro M4 de 105 mm (calibre 22,5 / 74 munições)
Armamento Secundário

1x Metralhadora pesada M2 de 12,7 mm (550 tiros)


2x Metralhadoras M1919A4 de 7,62 mm (5.000 tiros)

Espessura da Blindagem12,7 mm a 203,2 mm

Tanque Pesado M6 (Heavy Tank M6): A História Completa do Gigante Esquecido dos EUA

 

Tanque pesado M6




Visão geral

No início de junho de 1940, um mês após as forças blindadas alemãs invadirem a França, o Exército dos Estados Unidos decidiu desenvolver dois novos tanques para o futuro.
Este era um tanque médio que mais tarde seria formalizado como "M3 Medium Tank M3" e um tanque pesado classe 80t baseado em uma ideia completamente nova.

O tanque pesado foi inicialmente planejado como um tanque multi-torres com duas torres principais, cada uma com uma arma tanque de 75 mm, uma arma tanque de 37 mm, uma metralhadora de 20 mm e duas torres secundárias com uma metralhadora de 7,62 mm.
Além disso, a armadura foi obrigada a resistir a, pelo menos, munições de 75 mm.
Não está claro por que o tanque com várias torres foi considerado neste momento, mas o plano com várias torres foi descartado na fase de maquete e alterado para um plano de design mais realista.

Ele foi equipado com um canhão tanque giratório limitado de 75 mm no casco, um canhão tanque de 50-75 mm na torre giratória geral e oito metralhadoras de 7,62 mm em cada parte do casco.
Pode-se dizer que é uma versão expandida que mistura as idéias do tanque médio M2 e do tanque médio M3 e, em outubro de 1940, recebeu o nome de protótipo de "T1" e o desenvolvimento em escala real começou.

Neste ponto, o peso de combate do tanque pesado T1 era considerado uma classe 45t mais realista, a espessura da armadura era de até 3 polegadas (76,2 mm) e o armamento era equipado com uma torre giratória, um anti - canhão de aviação e um canhão de tanque de 37 mm coaxialmente, e cada parte do corpo. Equipado com quatro metralhadoras de 7,62 mm, o "Cyclone" da indústria de aviação Wright (ciclone: ​​tufão no Oceano Índico) usado para o B-17 pesado bombardeiro em Patterson, New Jersey, para aeronaves R-1820. Era um motor a gasolina de 9 cilindros refrigerado a ar em forma de estrela equipado com um motor a gasolina G-200 modificado (potência de 925 cv) para uso no veículo e atingiu um máximo velocidade da estrada de 25 milhas (40,23km) / h.

Em fevereiro de 1941, foi assinado um contrato para fabricar quatro tanques pesados ​​protótipos T1, mas, nessa época, a política era mudar o método de fabricação da carroceria e o motor de cada protótipo.
Dos quatro protótipos da série de tanques pesados ​​T1, T1E1 e T1E2 usavam corpos fundidos, e os corpos de T1E3 e T1E4 eram chapas de aço rolantes soldadas à prova de bala.

Com relação aos motores, T1E1, T1E2 e T1E3 são um motor G-200 a gasolina de 9 cilindros refrigerado a ar em forma de estrela fabricado pela Light Aviation Industry, e apenas T1E4 é um motor diesel 6046 em linha de 12 cilindros refrigerado a líquido fabricado por General Motors de Detroit, Michigan. Equipado com dois (saída 410hp), o T1E1 usa uma transmissão elétrica fabricada pela General Electric Co., Ltd. em Fairfield, Connecticut, e o T1E2, T1E3 e T1E4 usam uma transmissão automática com um torque conversor. campo de arroz.

Dos protótipos da série de tanques pesados ​​T1, o T1E2 foi concluído pela primeira vez em dezembro de 1941.
No entanto, o peso da batalha era tão pesado quanto 57t, havia um problema com os freios e o resfriamento era insuficiente devido ao grande motor resfriado a ar radial.
O T1E2 foi formalizado em abril de 1942 como o "Tanque Pesado M6" (Heavy Tank M6) após as modificações necessárias.
Ao mesmo tempo, o T1E3 também foi formalizado como o "Tanque Pesado M6A1" (Tanque Pesado M6A1).

Embora o T1E1 não tenha sido formalizado, era oficialmente chamado de "Tanque Pesado M6A2" (Tanque Pesado M6A2) e era geralmente reconhecido por este nome.
O desenvolvimento do T1E4 foi interrompido devido ao tempo necessário para desenvolver o motor diesel a ser instalado.
No início do plano de 1941, a série de tanques pesados ​​M6 deveria produzir 5.500 carros, mas o novo plano de abastecimento do Exército em setembro de 1942 reduziu a produção para 115 carros.

Os testes operacionais foram conduzidos pelas unidades blindadas do Exército dos EUA usando o protótipo da série completa de tanques pesados ​​M6, mas os resultados foram muito pesados, o poder do canhão principal era pobre e era desvantajoso em termos de prova de balas e o mecanismo era complicado e mecanicamente confiável. Era uma avaliação decepcionante quando era pobre em sexo.
Na realidade, consegui dirigir 5.600 km sem mudar de pista.

A filosofia de operação de tanques do Exército dos EUA na época foi fortemente influenciada pelo Exército Alemão, e os tanques mais necessários eram a mobilidade, e a blindagem e o poder de fogo eram secundários, então eles estavam relutantes em aceitar tanques pesados.
E uma opinião divergente decisiva foi apresentada de que "os tanques pesados ​​M6 são ineficientes no transporte. Mesmo que os navios de transporte sejam afundados um após o outro nos U-boats da Marinha Alemã, é necessário espaço para dois tanques médios no casco." a implantação em massa de tanques pesados ​​M6 foi completamente adiada.

Como resultado, o Departamento de Armas do Exército dos EUA reduziu a produção da série de tanques pesados ​​M6 para 40 em março de 1943 e de novembro de 1944 a fevereiro de 1945, BLW (Baldwin Locomotive Works) em Eddie Stone, Pensilvânia.: Baldwin Locomotive Mfg. Co., Ltd.) produziu oito tanques pesados ​​M6, 20 tanques pesados ​​M6A2 e 12 tanques pesados ​​M6A1 na Grand Blank Factory em Michigan, uma subsidiária da General Motors.
Estes não foram colocados em batalhas reais e foram posteriormente usados ​​como vários bancos de teste.

A série de tanques pesados ​​M6 foi tecnicamente inovadora.
Para a suspensão, foi adotado o HVSS (Horizontal Volute Spring Suspension), que foi o primeiro tanque do Exército dos EUA a colocar uma mola em espiral horizontalmente para ganhar curso.
Um sistema de força foi adotado para a rotação da torre e a elevação do canhão principal, e o canhão principal foi equipado com um estabilizador do tipo giroscópio.
Além disso, este carro é o primeiro a adotar o método de fundição para uma carroceria tão grande.


<M6 Heavy Tank>

Comprimento total : 8.433m
Comprimento do corpo: 7.544m
Largura total: 3.112m
Altura total: 3.226m
Peso total : 57.38t
Tripulação: 6 pessoas
Motor: Leve G-200 4 tempos em forma de estrela de 9 cilindros pneumáticos Gasolina resfriada
Potência máxima: 900hp / 2.300 rpm
velocidade máxima: 35,41km / h
alcance de cruzeiro: 161Km
armado: 50 calibre 3 polegadas tanque canhão M7 × 1 (75 tiros)
        53,5 calibre 37 mm tanque canhão M6 × 1 (202 tiros)
        12,7 mm metralhadoras pesadas M2 × 2 (5.700)
        metralhadora 7,62 mm M1919A 4 × 2 (7.500)
Espessura da armadura: 25,4-101,6 mm


<M6A1 Heavy Tank>

Comprimento total : 8.433m
Comprimento do corpo: 7.544m
Largura total: 3.112m
Altura total: 3.226m
Peso total : 57,29t
Tripulação: 6 pessoas
Motor: Leve G-200 4 tempos em forma de estrela de 9 cilindros pneumáticos Gasolina resfriada
Potência máxima: 900hp / 2.300 rpm
velocidade máxima: 35,41km / h
alcance de cruzeiro: 161Km
armado: 50 calibre 3 polegadas tanque canhão M7 × 1 (75 tiros)
        53,5 calibre 37 mm tanque canhão M6 × 1 (202 tiros)
        12,7 mm metralhadoras pesadas M2 × 2 (5.700)
        metralhadora 7,62 mm M1919A 4 × 2 (7.500)
Espessura da armadura: 25,4-101,6 mm


Especificações da arma (tanque pesado M6)


<Referências>

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Tanque Pesado M6 (Heavy Tank M6): A História Completa do Gigante Esquecido dos EUA

+ Visão Geral e Contexto Histórico

Em junho de 1940, logo após o impacto devastador das forças blindadas alemãs na França, o Exército dos Estados Unidos percebeu a necessidade urgente de reformular suas diretrizes de desenvolvimento de veículos de combate. A decisão inicial consistiu no projeto de duas classes de tanques:

  • Um tanque médio que viria a ser formalizado como o M3 Medium Tank.

  • Um tanque pesado inovador na classe de 80 toneladas baseado em conceitos inteiramente novos.

As Origens Multitorres

As primeiras especificações exigiam um veículo de múltiplos armamentos: duas torres principais equipadas com canhões de 75 mm e 37 mm, além de canhões automáticos de 20 mm e torres secundárias com metralhadoras de 7,62 mm, tudo projetado para resistir a disparos de artilharia de 75 mm.

Ainda na fase de maquete, o conceito inviável de multitorres foi abandonado em favor de um arranjo mais pragmático:

  • Um canhão de 75 mm com giro limitado montado no casco.

  • Um canhão principal de 50 a 75 mm em uma torre totalmente giratória.

  • Múltiplas metralhadoras distribuídas pelo chassi.

Em outubro de 1940, o projeto recebeu a designação protótipo de "T1", com o peso de combate ajustado para uma faixa mais realista de 45 toneladas, blindagem de até 3 polegadas (76,2 mm) e motorização derivada dos bombardeiros pesados B-17 (o motor Wright G-200 radial de 9 cilindros com 925 cv).

+ Variantes e Protótipos da Série T1 / M6

Em fevereiro de 1941, firmaram-se contratos para a construção de quatro protótipos, explorando diferentes métodos construtivos e sistemas de transmissão:

  • T1 e T1E1: Empregaram cascos fundidos. O T1E1 destacou-se por utilizar uma transmissão elétrica da General Electric (sendo posteriormente designado informalmente como M6A2).

  • T1E2: Casco fundido combinado com um conversor de torque automático. Foi o primeiro a ser concluído em dezembro de 1941 e serviu de base para a formalização oficial do Tanque Pesado M6 em abril de 1942.

  • T1E3: Utilizou chapa de aço laminada soldada, sendo formalizado como o Tanque Pesado M6A1.

  • T1E4: Projeto com blindagem soldada equipado com dois motores a diesel aprimorados da General Motors, embora descontinuado devido aos atrasos no desenvolvimento dos motores.

+ Declínio do Programa e Filosofia Operacional

Apesar de planos iniciais ambiciosos que previam a fabricação de até 5.500 unidades, a realidade tática e logística encolheu drasticamente o projeto para apenas 115 unidades em setembro de 1942, e finalmente para 40 veículos produzidos entre novembro de 1944 e fevereiro de 1945 pela Baldwin Locomotive Works e pela Grand Blanc Factory.

Os testes práticos conduzidos pelas unidades blindadas revelaram desvantagens decisivas:

  • Peso Excessivo e Confiabilidade: Com mais de 57 toneladas, o veículo sofria com limitações crônicas nos freios, refrigeração insuficiente e complexidade mecânica elevada para os padrões da época.

  • Logística de Transporte: O comando logístico argumentou que o espaço ocupado por um único tanque M6 nos navios de transporte transatlântico equivalia ao de dois tanques médios vitais para o esforço de guerra global.

  • Doutrina Militar: O Exército dos EUA priorizava a mobilidade estratégica e tática dos tanques médios M4 Sherman, relegando o combate antitanque pesado a caça-tanques especializados.

Consequentemente, a série M6 nunca foi empregada em combates reais na linha de frente, servindo primariamente como valiosos bancos de teste para inovações técnicas.

+ Inovações Técnicas Relevantes

Apesar do cancelamento da produção em massa, a família M6 introduziu marcos de engenharia essenciais para a indústria de defesa norte-americana:

  • Suspensão HVSS: Foi o primeiro tanque do Exército dos EUA a empregar molas em espiral dispostas horizontalmente (Horizontal Volute Spring Suspension), garantindo melhor curso e distribuição de peso.

  • Sistemas Hidráulicos e Estabilização: Adotou assistência hidráulica para a rotação da torre e elevação do canhão, além de incorporar um estabilizador giroscópico preliminar.

  • Fundição de Grande Porte: Pioneiro no uso bem-sucedido de técnicas avançadas de fundição para estruturas de chassi blindado de grande escala.

+ Especificações Técnicas

CaracterísticaTanque Pesado M6 (T1E2)Tanque Pesado M6A1 (T1E3)
Comprimento Total8,43 m8,43 m
Largura Total3,11 m3,11 m
Altura Total3,22 m3,22 m
Peso Total57,38 toneladas57,29 toneladas
Tripulação6 tripulantes6 tripulantes
MotorWright G-200 (Radial 9 cilindros a gasolina, 925 cv)Wright G-200 (Radial 9 cilindros a gasolina, 925 cv)
Velocidade Máxima35,41 km/h35,41 km/h
Alcance de Cruzeiro161 km161 km
Armamento Principal1x Canhão M7 de 3 polegadas (76,2 mm / 75 tiros)1x Canhão M7 de 3 polegadas (76,2 mm / 75 tiros)
Armamento Secundário

1x Canhão M6 de 37 mm (202 tiros)


2x Metralhadoras pesadas M2 de 12,7 mm


2x Metralhadoras M1919A4 de 7,62 mm

1x Canhão M6 de 37 mm (202 tiros)


2x Metralhadoras pesadas M2 de 12,7 mm


2x Metralhadoras M1919A4 de 7,62 mm

Espessura da Blindagem25,4 mm a 101,6 mm25,4 mm a 101,6 mm