1952. Edifício dos Comerciários (I.A.P.C.) na EBANO PEREIRA esquina CÂNDIDO LOPES.
RUA XV esquina MARECHAL FLORIANO. À direita, a BOMBONIERE MIMOSA.
Muita gente que circula pelas ruas de Paranaguá atravessa pela Rua Fernando Simas e nem imagina a história de vida que existe por trás desse nome.
O Dr. Fernando Machado Simas nasceu no dia 24 de abril de 1851 em Paranaguá. Era filho de Manoel Ignácio Simas e Francisca Romana Machado. Matriculou-se no curso de Farmácia da Faculdade do Rio de Janeiro, após haver concluído o curso de humanidades em Curitiba. Depois de concluir o curso foi para Antonina a serviço da sua profissão, depois a Paranaguá onde foi eleito vereador em 1888. Os livros contam que pela excessiva bondade era estimado por todos, principalmente pelas pessoas de baixa renda que por ele eram socorridos, não só com as consultas como também com medicamentos e alimentação.Em 1887 mudou-se para Petrópolis, no Rio de Janeiro, estabelecendo uma farmácia. Em função de suas habilidades em física, química e botânica, foi nomeado naturalista auxiliar do jardim Botânico, cujo cargo procedeu como cientista de alto valor.Retornando a cidade natal, lutou incessantemente em prol da liberdade dos escravos e da mudança do sistema governamental do Brasil.Fundou o jornal ‘Livre Paraná’, veículo responsável por propagar as notícias mais importantes da época na província, sendo de fundamental importância para a concretização de um dos seus ideais, que era a abolição, que aconteceu em 13 de maio de 1888. No ano seguinte, outra conquista, com a Proclamação da república, em 15 de novembro de 1889.Assim o Dr. Fernando Simas via realizado um ideal que lhe custara sérios e irremediáveis aborrecimentos. Espírito forte, liberal, batalhador, incansável. Severo e energético, talhado para as lutas em benefício da Pátria.Os registros o destacam como um homem que jamais se curvou às conveniências partidárias. Atacado pelos adversários, nuca esmoreceu, graças à retidão do seu caráter e a sua fortaleza de ânimo. Polemista e cortês, estudioso e investigador até os últimos momentos de sua vida.Faleceu no dia 17 de setembro de 1916, no Rio de Janeiro. A rua que hoje leva seu nome fica no centro histórico de Paranaguá, entre a Praça dos Leões e a Rua XV de Novembro, e antes do seu falecimento era chamada de Ipiranga e no final do século XIX de 13 de Maio.Pesquisa realizada através do livro A Alma das RuasFonte: http://christianbarbosa.blogspot.com/
A Exposição Interestadual de Curitiba em 1934, montada no campo que hoje é a Praça Rui Barbosa|
***Foto: Acervo Cid Destefani ***
***Decoração carnavalesca feita pela prefeitura na Avenida João Pessoa, atual Luiz Xavier. Em foto tirada no dia 24 de fevereiro de 1952| ***
***Foto: Acervo Cid Destefani ***
Alto do Morro do Hospital Militar, em 1938. Abaixo parte do Batel. A Rua Capitão Souza Franco , era um caminho de barro que terminava na Alameda D. Pedro II| ***Foto: Acervo Cid Destefani ***
Rua EBANO PEREIRA. Aparecem: GINÁSIO PARANAENSE (de 1904), SANTA CASA (de 1880) e CAPELA BOM JESUS ( de 1901). A igreja BOM JESUS ainda não existia.
Naufrágio de Navio Pirata Francês em Paranaguá - 1718
As primeiras referências ligadas a este naufrágio aparecem, na forma de um comunicado, em 1717: "Entrou neste anno nas Bahias de Pernaguá hum galeão hespanhol, do qual era Capitão Mr. Bolorot, que veio a refrescar, e refazer-se de mantimentos e aguada, por ter que seguir sua viagem ao porto do Chile, no mar pacifico".Esta embarcação, na realidade de bandeira da França, retornou no ano seguinte. No ínicio de 1718, entrou na baia de Paranaguá vinda de Valparaizo do Chile com uma grande carga em prata. Fundeou para abastecer-se de água e mantimentos antes de voltar para a Europa.Naquelas águas também estava a sumaca armada Louise que, vendo a embarcação francesa decidiu tentar apossar-se da mesma.Vendo que a sumaca pirata era mais rápida, o navio francês ancorou na parte interna da Ilha da Cotinga. Enquanto os piratas fundeavam na parte externa da ilha, o cargueiro rumou novamente para as proximidades de Paranaguá, fundeando no porto chamado "de Nossa Senhora". Como o vento amainasse, os piratas decidiram fundear próximo da ponta da Ilha da Cotinga e aguardar alguma nova movimentação do cargueiro.A população da vila de Paranaguá temia pelo pior, um saque não só ao cargueiro, mas também a vila que, naquele tempo encontrava-se sem defesas e com sua população sem treinamento em armas. Restou-lhes rezar pedindo "divina proteção", implorando auxílio à sua padroeira, Maria Santíssima Senhora do Rozário.Seja pelo acaso da natureza ou pela divina vontade, aquela calmaria começou a transformar-se numa forte trovoada ao rumo Sudoeste e acabou por torna-se uma tempestade. Isto ocorreu de forma tão rápida que o navio pirata não teve tempo de procurar abrigo e, jogado pelas forças do vento e do mar, acabou por bater numa laje submersa, naufragando rapidamente.Poucos foram os piratas que sobreviveram e que foram capturados. Nos interrogatórios que se seguiram soube-se que a embarcação pirata tinha dois capitães, um inglês e outro francês que, na época do naufrágio encontravam-se em diputa pelo cargo. Também soube-se que já haviam pilhado outros navios e que existiam a bordo 2 cofres com os tesouros conseguidos.No dia 3 de junho de 1719, o Doutor Ouvidor Geral Rafael Pires Pardinho, como Provedor da Fazenda dos Defuntos e Ausentes, informa a El Rei Dom João V, por via do Conselho Ultramarino, a notícia do naufrágio e que havia ordenado a arrecadação de tudo o que se pudesse salvar do mesmo. Informou também que foram entregues ao Almoxarife das Armas 2 espingardas, um cano de outra e um alfange que foram encontrados nas praias, além de um grupo de negros escravos.Estes escravos foram postos em leilão e o valor recebido foi guardado para ser devolvido aos senhores dos mesmos, " ... que na Villa de Santos tinhão Procuradores que justificarão serem seus...".Anos mais tarde, em 11 de setembro de 1730, é publicada nova comunicação informando à população da vila que: "... nenhua pessoa de qualquer qualidade e condição que seja, dos moradores dessa Villa e seus districtos, possão recolher em suas cazas e fazendas aos Buzios (nome dado a escravos mergulhadores) de João de Araujo Silva, e seus soçiosque andam na deligençia de tirarem o verdadeiro Coffre da Nao pirata, quecom os mesmos naufragou na ponta da Cotinga..., sem que logo os remeta aos seus Senhores, incorrem nas penas dos que costumão dezencaminhar a Real Fazenda de Sua Magestade..."Esta comunicação foi publicada depois que o grupo de negros mergulhadores resgatou do naufrágio um cofre, com moedas de ouro e prata, armas e nove peças de artilharia em bronze.Neste ponto, abre-se uma lacuna na história onde, aparentemente, não houveram outras tentativas de resgate.Apenas em 1963, uma nova tentativa de resgate é proposta. Um grupo de São Paulo decide tentar, utilizando técnicas modernas, resgatar o que havia sido deixado e, talvez, um cofre contendo cerca de 200.000 cruzados (cerca de 250 Kg. de ouro).As operações de resgate teve duas fases distintas, uma na década de 60 e outra nos anos 80 e sofreu diversos imprevistos entre os quais: 4 naufrágios da chata de dragagem, um volume impressionante de sedimentos descarregados pelos rios da região, a morte (não ligada ao resgate) de um dos sócios e dificuldades financeiras e acabaram por terminar sem que sua meta principal, a localização do cofre, fosse atinginda.Nas operações foram resgatados: 29 canhões de ferro, 1 canhão de bronze, 1 sino de bronze, centanas de balas de canhão, colheres e garfos, cachimbos, arcabuzes, várias moedas de ouro e prata, uma imagem de Nossa Senhora da Vitória, um Cristo em marfim, além de outros objetos menores e de um maxilar inferior, talvez pertencente a um dos desafortunados piratas.Os resultados podem não ter sido fabulosos, os métodos utilizados podem hoje sofrer grandes críticas mas este é o único caso em que a pesquisa de um naufrágio mereceu, aqui no Brasil, a emissão de um sêlo. (ver matéria sobre naufrágios nos sêlos)Mais um fato curioso sobre o resgate: Em 1969, o grupo de canhões resgatados durante a primeira fase dos trabalhos estava depositado no acampamento da Empresa Brasileira de Engenharia e Comércio. Um belo dia foi verificado que 2 canhões estavam faltando e, após algumas diligências, soube-se que havia sido "pirateados" por marinheiros do navio alemão Merian. A Interpol foi acionada e, tendo sido o capitão do navio informado, as peças roubadas foram entregues em Capetown antes de retornarem ao Brasil.Fonte: http://www.naufragios.com.br/louise.html