Paranaguá, PR Descrição da imagem: Vista do Rio Itibere; mostrando o navio Otavio Adolpho Barros afundado durante a Revolução de 1894 - Paranaguá
fotos fatos e curiosidades antigamente O passado, o legado de um homem pode até ser momentaneamente esquecido, nunca apagado
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Paranaguá, PR Descrição da imagem: Vista do Rio Itibere; mostrando o navio Otavio Adolpho Barros afundado durante a Revolução de 1894 - Paranaguá
segunda-feira, 24 de abril de 2023
Paranaguá, e o Temor do fim do mundo, na passagem do século (1899/1900).
Paranaguá, e o Temor do fim do mundo, na passagem do século (1899/1900).

Paranaguá, e o Temor do fim do mundo, na passagem do século (1899/1900).
Nossa Senhora do Rosário sempre mereceu dedicado culto dos "paranaguenses" que nela depositam confiança e fé em sua proteção nos momentos aflitivos que tem assolado a comunidade.
Quando, em 1899, estava prestes a findar o século e os "falsos profetas" anunciavam o fim do mundo, afirmando que ele se acabaria antes da entrada do século 20.
A população da cidade, a principio incrédula, acabou vencida pelo pânico e a velha Matriz se encheu de centenas de pessoas aflitas que, no dia 31 de dezembro, refugiaram-se no recinto sagrado, para aguardar a catástrofe, orando diante do trono da Mãe de Deus.
Esse curioso episódio de pavor coletivo, ficou assinalado pelo levantamento de uma grande cruz de ferro, como voto de gratidão a Deus, regozijo e alivio pela entrada tranqüila e feliz do século 20. Essa cruz votiva foi erguida no pátio ao lado da Matriz e depois removida para o Convento dos Jesuítas (atual MAE) , ornamentando o arco cruzeiro das ruínas da Capela. Posteriormente, a mesma foi retirada do local.
Ref.: Vieira dos Santos _ "Memória Histórica de Paranaguá" — 1850 — em Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá - IHGP.
sábado, 15 de abril de 2023
terça-feira, 11 de abril de 2023
sexta-feira, 31 de março de 2023
sexta-feira, 17 de março de 2023
Paranaguá, através do Rio Itiberê, em aquarela de 1874.
Paranaguá, através do Rio Itiberê, em aquarela de 1874.

Paranaguá, através do Rio Itiberê, em aquarela de 1874.
A rua da Praia era o principal ponto concentrador de estabelecimentos comerciais no ano de 1863, possuindo 40 num total de 133 estabelecimentos em toda a cidade, ou seja 30% do comércio de Paranaguá estava concentrado nas margens do rio Itiberê, isto já na metade do século. Por isso, temos nesse período, a rua da Praia com o maior número de sobrados na cidade, em conjunto com a rua da Ordem (Rua Quinze de Novembro). Era a necessidade de ocupar essas áreas importantes comercialmente e que estavam próximas ao porto de Paranaguá. Essa característica pode ser analisada através de uma aquarela do ano de 1874, de autoria desconhecida, que retrata a cidade de Paranaguá através do rio Itiberê. Nesse período, a rua da Praia estava totalmente ocupada, com suas casas e sobrados; pela gravura pode-se observar a inserção da igreja da Ordem dentro da cidade e o desenvolvimento de Paranaguá para a região da foz do Itiberê, que estava em parte ocupada naquele período, principalmente na rua da Boa Vista (Rua Visconde de Nacar) em que se encontra o Palacete Nácar e em alguns estaleiros que já existiam anteriormente.
Pontos localizados na foto:
1 - Colégio dos Jesuítas.
2 - Igreja dos Jesuítas.
3 - Igreja Matriz.
4 - Praça do Mercado.
5 - Casa da Câmara e Cadeia.
6 - Palacete Mathias Bohn.
7 - Igreja da Ordem.
8 - Casa de José Ricardo dos Santos.
9 - Estaleiro.
10 - Palacete Visconde de Nacar.
Jabur, R S, As Transformações Arquitetônicas e Urbanas nos Séculos XVIII e XIX na Cidade de Paranaguá, Paraná, São Carlos - 2010.
Foto: Acervo IHGP
Pesquisa: Almir SS - IHGP.
domingo, 26 de fevereiro de 2023
Rua da Praia, Paranaguá em 1907. O bondinho sobre trilhos, puxado por animais, era o transporte público que ligava o Centro ao Rocio. Ao fundo, a casa da família Veiga, onde hoje é o Teatro Municipal Rachel Costa. Um linda fotografia que resgata a Paranaguá de outros tempos.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023
sexta-feira, 27 de janeiro de 2023
A Conjura Separatista foi o nome dado a manifestação de caráter emancipacionista encabeçado pelo Capitão Floriano Bento Vianna, Comandante da Guarda do Regimento de Milícias, no dia 15 de julho de 1821, na praça de Paranaguá,
A Conjura Separatista foi o nome dado a manifestação de caráter emancipacionista encabeçado pelo Capitão Floriano Bento Vianna, Comandante da Guarda do Regimento de Milícias, no dia 15 de julho de 1821, na praça de Paranaguá,

A Conjura Separatista foi o nome dado a manifestação de caráter emancipacionista encabeçado pelo Capitão Floriano Bento Vianna, Comandante da Guarda do Regimento de Milícias, no dia 15 de julho de 1821, na praça de Paranaguá, perante o Juiz de fora António de Azevedo Melo e Carvalho, onde estavam presentes o povo e as demais autoridades da cidade por ocasião do juramento das bases da Constituição do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
Na véspera do dia 15 de julho de 1821, o Capitão Floriano Bento Vianna foi procurado pelo Sargento-mor de Ordenanças Francisco Gonçalves Rocha e pelo Capitão Inácio Lustosa de Andrade a participar de reuniões secretas junto as demais autoridades de Paranaguá que manifestavam o desejo de separar a Comarca de Curitiba e Paranaguá, conhecida como Quinta Comarca, da Capitania de São Paulo. [1]
Dentre os motivos para a conjuração, segundo o historiador Ruy Wachowicz estava:
I- A ignorância e o despotismo dos comandantes militares da comarca, que não procuravam o bem do povo;
II- A falta de justiça, devido à dificuldade que havia em impetrar recursos perante as autoridades de São Paulo;
III- O fornecimento, pela comarca, de grande número de praças de guerra às milícias portuguesas, sobretudo para as entradas que desbravavam nossos sertões, ficando muitas famílias na miséria;
IV- A falta de moeda na comarca, devido às grandes somas que eram remetidas, como impostos, para São Paulo;
V- O abandono em que se encontrava a comarca pela administração de São Paulo, surda que era aos apelos e queixas populares. [2]
Em segredo ficou combinado de iniciarem uma revolta tendente a esse fim, aproveitando-se da formatura dos milicianos, no momento em que o magistrado proferisse a formula do juramento. Neste ato os conjurados dariam o brado separatista, e os demais o acompanhariam das janelas do Paço da Câmara Municipal de Paranaguá, bem como os demais membros da Câmara e o povo.
Isso, porém, não se concretizara. Floriano Bento Vianna, que no momento comandava a guarda de honra dos milicianos, se viu só, devido o receio daqueles que tanto estimularam o feito, receosos das responsabilidades que naturalmente o ato traria. Somente o Capitão cumpriu com o combinado, e após prestar o juramento bradou:
"Ilustríssimo Senhor. Temos concluído com nosso juramento de fidelidade. Agora queremos que se nomeie um governo provisório que no governo em separado da Capitania de São Paulo".
O Juiz de fora Doutor António de Azevedo Melo e Carvalho, lhe respondeu "que ainda não era tempo e com vagar se havia de representar Sua Majestade."
O Capitão não se fez de rogado e retrucou dizendo que "o remédio logo se aplica quando o mal aparece. Portanto não há ocasião melhor nem mais oportuna".
Diante de tal atitude foi-se relatado o ocorrido e outros o denunciaram como rebelde e ao desembargador José de Azevedo Cabral a abertura de um inquérito. Com o passar do tempo o Capitão teve seu ato tido como plenamente justificado e o inquérito posteriormente arquivado. [3]
Referências:
1 - Zatti, Carlos. O Paraná e o Paranismo, p. 42-44, 2ª Edição, 2014 (em português).
2 - Secretaria de Estado da Cultura. Sonhos, utopias e armas. As lutas e revoltas que ajudaram a construir o Paraná (em português).
3 - Zatti, Carlos. O Paraná e o Paranismo, p. 42-44, 2ª Edição, 2014 (em português).
Obra do Pintor Valdemar Curt Freyesleben
segunda-feira, 12 de dezembro de 2022
HISTÓRIA DA ESTAÇÃO DOM PEDRO II, NO PORTO DE PARANAGUÁ
HISTÓRIA DA ESTAÇÃO DOM PEDRO II, NO PORTO DE PARANAGUÁ

Arquivo Biblioteca Nacional.

Foto: Marc Ferrez. arquivo BN.

Foto: novomilenio.com.br

Foto: novomilenio.com.br

Foto: novomilenio.com.br

Foto: Acervo Paulo José Costa)

Foto: Acervo APPA.

Arquivo Público do Paraná.
sábado, 26 de novembro de 2022
ESTRADA VELHA DOS CORRÊA, DE PARANAGUÁ
ESTRADA VELHA DOS CORRÊA, DE PARANAGUÁ

segunda-feira, 17 de outubro de 2022
Paranaguá – Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas
Paranaguá – Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas
A Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas faz parte do Centro Histórico de Paranaguá-PR. Sua construção em alvenaria de pedra é em estilo barroco.
IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Nome atribuído: Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas
Localização: R. Quinze de Novembro, s/n – Paranaguá – PR
Número do Processo: 455-T-1951
Livro do Tombo Histórico: Inscr. nº 391, de 27/02/1967
Descrição: Construção muito simples em alvenaria de pedra, característica da ocupação do litoral paranaense no século XVIII. Frontão curvilineo, cruzeiro encimando-o, óculo central e pináculos laterais. Entre as janelas do coro, tarja com as insígnias da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas. A torre, à esquerda da fachada, é construção posterior, datada em 1841.
Observações: O tombamento inclui todo o seu acervo, de acordo com a Resolução do Conselho Consultivo da SPHAN, de 13/08/85, referente ao Processo Administrativo nº 13/85/SPHAN.
Fonte: Iphan.
CPC – Coordenação do Patrimônio Cultural
Nome atribuído: Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas
Número do Processo: 222-01/62
Inscrição Tombo: 01-II, de 04/11/1962
Localização: R. XV de Novembro (esquina com R. Presciliano Correa) – Paranaguá-PR
Descrição: A igreja faz parte do Centro Histórico de Paranaguá. Sua construção em alvenaria de pedra é em estilo barroco. Originalmente era composta pela nave, capela-mor, sacristia localizada nos fundos, um cemitério ao lado, possuindo locais para o claustro, para o noviciado e para a oficina. A fachada é enquadrada por cunhais e cimalha em cantaria tendo na altura do coro duas janelas em guilhotina que tem entre elas as insígnias da Ordem Terceira. Destacam-se a portada em pedra, o frontão curvilíneo com um óculo central, pináculos laterais e um cruzeiro encimando-o. A torre localizada à esquerda da fachada, data do primeiro quartel do séc. XIX, é enquadrada por cunhais em massa e base em cantaria, possui sineiras em arco pleno.
Embora a Ordem existisse desde o séc. XVIII, não possuía sede própria e utilizava a Ermida de Nossa Senhora das Mercês para seus ritos religiosos. Cabia a ela realizar a Procissão dos Passos e a Procissão da Penitência na Quarta-feira de Cinzas. Somente em 1764 foi proposta a construção de uma sede para a Ordem Terceira de São Francisco das Chagas, mas somente após cinco anos as obras tiveram início e sua conclusão data de 1794 faltando ainda as tribunas instaladas em 1798. O templo sofreu obras de conservação durante o século XIX, a Ordem deixou de mantê-la, um incêndio que destruiu seu interior e a prefeitura municipal assumiu sua manutenção.
É o primeiro bem tombado no Livro do Tombo histórico em 1962, o que propiciou obras de restauro entre 1965 a 1968 e novamente entre 1983 e 1984.
Fonte: CPC.
FOTOS:
MAIS INFORMAÇÕES:
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Iphan/PR
CPC
Espirais do Tempo
Prefeitura Municipal
Patrimônio de Influência Portuguesa
Rodrigo Sartori Jabur



