domingo, 18 de junho de 2023

Alô Ticoulat Guimarães (Curitiba, 12 de dezembro de 1903 - Curitiba, 4 de março de 1985)

 Alô Ticoulat Guimarães (Curitiba12 de dezembro de 1903 - Curitiba4 de março de 1985)


Alô Guimarães
Alô Guimarães
Prefeito de Curitiba
Período1945
Deputado Federal pelo Paraná
Períodoentre 1954 e 1955
Senador pelo Paraná
Períodoentre 1955 e 1963
Dados pessoais
Nascimento12 de dezembro de 1903
Curitiba
Morte4 de março de 1985 (81 anos)
Curitiba
Nacionalidadebrasileiro
Profissãomédico

Alô Ticoulat Guimarães (Curitiba12 de dezembro de 1903 - Curitiba4 de março de 1985) foi um político e médico brasileiro.[1]

Foi prefeito de Curitiba (1945), Deputado Federal (1954 a 1955) e Senador da República (1955 a 1963).[2]

Biografia

Filho do General Theodorico Gonçalves Guimarães e de Stella Ticoulatt Guimarães, irmão de Acir Guimarães e neto de Manuel Antônio Guimarães (Visconde de Nácar), nasceu em Curitiba em 1903.[3]

Formou-se em medicina em 1927 na Universidade do Paraná (atual UFPR). Foi um dos fundadores, em 15 de novembro de 1932, da Confederação dos Tinguis, junto com o irmão Acir. Foi diretoria do Serviço Médico-Legal do Paraná. Em 1945, assumiu a prefeitura de Curitiba. Em 1947, assumiu como secretário de Saúde e Assistência Social do Paraná. Em 1951, assumiu a Secretaria do Interior e Justiça do Paraná.[2]

Nas eleições de 1954 elegeu-se deputado federal. Nas eleições de 1954, também foi eleito suplente da vaga de senador de Moisés Lupion. A vaga de senador assumiu entre 1955 de 1963. Com o golpe de 1964, abandonou a política e dedicou-se a medicina.[2]

Também foi presidente do Jóquei Clube Paranaense, diretor do Hospital Psiquiátrico Nossa Senhora da Luz e do Sanatório Bom Retiro, entre outras ocupações.[2]

Referências

  1.  «Alô Ticoulat Guimarães». Senado Federal. Consultado em 2 de fevereiro de 2012. Arquivado do original em 25 de agosto de 2014
  2. ↑ Ir para:a b c d «Verbete Alô Ticoulat Guimarães». Fundação Getúlio Vargas. Consultado em 2 de março de 2021
  3.  «"O Dr. Alô falou para não contrariar": a consolidação da psiquiatria no Paraná na primeira metade do século XX». Universidade Federal do Paraná - UFPR. Consultado em 21 de junho de 2012

Grande manifestação religiosa, em frente a Catedral de Curitiba, no ano de 1938.

 Grande manifestação religiosa, em frente a Catedral de Curitiba, no ano de 1938 .


Pode ser uma imagem de multidão e texto

Vista de parte da Praça Osório, nos tempos dos Bondes de mulas, por volta de 1910.

 Vista de parte da Praça Osório, nos tempos dos Bondes de mulas, por volta de 1910 .


Pode ser uma imagem de 3 pessoas e rua

SEU TALÃO VALE UM MILHÃO, SEM GUERRA POR FAVOR

 SEU TALÃO VALE UM MILHÃO, SEM GUERRA POR FAVOR


Nenhuma descrição de foto disponível.

Jornal Folha da Tarde, de 12/12/1959.


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Ahmad Najar, o comerciante, sendo preso pela polícia.
Foto: Arquivo Gazeta do Povo


Nenhuma descrição de foto disponível.

Instituída pelo governo de Juscelino Kubitscheck, a campanha "Seu Talão Vale Um Milhão" virou uma febre nacional a partir do final dos anos 1950 e chegou a inspirar uma marchinha de Carnaval no ano seguinte.
O objetivo do governo de JK era incentivar o consumidor a pedir a nota fiscal sempre que fizesse uma compra. Cada três mil cruzeiros em notas poderiam ser trocados por um cupom que daria ao cidadão o direito de participar do sorteio de um milhão de cruzeiros.
O jornal Correio de 12/12/1959, publicava: "Pago em Curitiba 1° Prêmio de "Seu Talão Vale Um Milhão" - O sr. Hamilton Constantini recebeu das mãos do governador do Estado, no Palácio Iguaçu, o cheque correspondente a 1 milhão e oitenta mil cruzeiro, correspondente ao prêmio máximo de 1 milhão de cruzeiros, mais 80 aproximações que lhe couberam no sorteio do "Seu Talão Vale Um Milhão".
Inicialmente, a campanha foi organizada a nível nacional tendo um rigoroso controle dos sorteios que eram feitos ao vivo diretamente na Bolsa de Valores.
Depois foi descentralizada para os estados sob comando das secretarias de finanças de cada Estado.
Quando o governador do estado, Moysés Lupion (1908-1991), resolveu promover a campanha no Paraná, não imaginava até que ponto certo consumidor estava disposto a lutar pelos seus direitos em um estabelecimento conhecido como Bazar Centenário. Ali, após lhe terem negado a nota fiscal pela compra de um pente, o subtenente da Polícia Militar Antônio Haroldo Tavares, indignado, insultou com palavrões de baixo calão o comerciante Ahmad Najar que o havia atendido, dando início a uma séria discussão que culminou com a histórica "Guerra do Pente" de Curitiba.
A briga foi aumentando e Curitiba parou. Inclusive por conta de quem usava peruca. A ordem só foi restabelecida, dois dias (e noites) depois, com a intervenção do Exército já que a Polícia Civil e a PM não conseguiram debelar o tumulto.
Paulo Grani

PESCARIAS NO RIO BELÉM

 PESCARIAS NO RIO BELÉM


Nenhuma descrição de foto disponível."Quem vê aquele esgoto corrente que corta a cidade, ora canalizado, ora a céu aberto, a quem chamam de Rio Belém, não imagina que houve tempo em que suas águas eram límpidas, povoadas de peixes. Nele, as crianças nadavam e divertiam-se pescando lambaris ou carás. E, pasmem os mais moços, isso não faz assim tanto tempo.

Lembro bem, eu era menino, lá pelos idos de 1.942 ou 43. O Rio Belém havia sido canalizado na área central com paredões de pedra. E era nas frestas dessas pedras que os carás arranjavam suas tocas. O cará, para quem não sabe, é um peixe semelhante à tilápia, e vive em tocas.
Nas tardes de verão, a gurizada entrava no rio e, com água pelo joelho, ia "toqueá" (pegar o cará na toca). Não era qualquer um que tinha coragem de meter a mão na toca. O peixe, quando se sente apalpado, tenta fugir, e a gente tem um arrepio, pois a cará tem umas espinhas nas costas que espetam quem não tem prática. E ainda existe o risco de, em vez do pegar o peixe, pegar uma cobra.
Naquele tempo, o rio era limpo. Poluição?... Nem se conhecia a palavra. Os peixes eram grandes e limpos.mOs carás chegavam a um palmo de comprimento. Dava gosto tirar um da toca, o bicho vinha se contorcendo na mão e emitindo um chiado. Melhor ainda era levar alguns para casa no final da tarde, e comê-los no jantar fritos com farinha.
O rio todo era bom de peixe, mas o melhor trecho era entre as ruas Quinze de Novembro e a Comendador Macedo. O rio, ali, corria pela Mariano Torres. Vinha gente de outros bairros para pescar nesse trecho.mMas os melhores pescadores, modéstia à parte, éramos nós, a turminha que morava por ali. E o melhor dentre os melhores, sem dúvida, era o Manelito. Era um alemão que morava na esquina da Marechal Deodoro. A casa ainda existe.
Mais velho um pouco, devia ter uns 16 anos, era o verdadeiro rei do rio. Quando ele saía para toquear, sempre aos sábados, pois já trabalhava, todos nós preferíamos ficar assistindo. Dava gosto de ver. Fazia fieiras de peixes, duas ou três, e com uns dez carás cada uma, que ia arrastando com uma mão por dentro da água e, com a outra, procurava e arrancava os carás das tocas. Não deixava ninguém chegar perto.
O Manelito vendia a maior parte do peixe que pescava, pois só ele e a mãe, que era viúva, não conseguiam consumir tudo o que ele pegava. E fregueses não faltavam, pois mesmo antes de sair do rio já era assediado com ofertas de compra pelas pessoas que ficavam às margens assistindo.
Não sei por onde andará o Manelito, nunca mais soube dele, nem sei se vive, mas tenho a cena gravada na lembrança. Magro, alto, com as calças arregaçadas e pingando, oferecendo ou negociando o seu peixe com os moradores da rua.
Outra imagem que não esqueço é do próprio Rio Belém, então merecedor do nome "rio".
Quem sabe um dia ele voltará a ter águas limpas e peixes, como os ingleses fizeram com o Tâmisa.
Aí sim, Curitiba será de fato a Capital Ecológica."
(Extraído de: Histórias de Curitiba / Autor: Pablo Gomes y Monzon, espanhol de nascimento e curitibano de adoção / Foto ilustrativa: pinterest)
Paulo Grani

RELEMBRANDO O PIONEIRISMO DE GOTLIEB MUELLER

 RELEMBRANDO O PIONEIRISMO DE GOTLIEB MUELLER


Nenhuma descrição de foto disponível.Fachada da antiga "Fábrica de Máquinas, Pregos e Fundição, de Mueller Irmãos & Cia.", de Curitiba, década de 1920. Sua porta de entrada pela Av. Candido de Abreu.

"Não mais de seis travessas cortava as doze ruas da Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, a Curitiba de 1878. Pelas ruas, dispersavam-se perto de 300 casas. O clima na cidade era de amor às artes, aliado ao grande espírito de progresso que influenciava as iniciativas da época.
Foi nesse clima que Gotlieb Mueller, instalou na antiga estrada de Assunguy, hoje esquina das ruas Mateus Leme e Barão de Antonina, a primeira oficina mecânica e ferraria de Curitiba, sem imaginar o papel que iria desempenhar para a economia paranaense, o pioneiro da indústria metalúrgica do Paraná. Aos poucos, a modesta oficina foi se transformando num grande complexo industrial."
Seus filhos, antes de serem seus sócios, foram seus operários. Casaram-se, estudaram e prosseguiram com grande dinamismo, ampliando a iniciativa do pai. Em 1948, a indústria empregava 400 funcionários e, então, era dirigida pelos netos de Gotlieb - Edmundo Lindroth e Armin Mueller - além de outros colaboradores da empresa.
A família Mueller administrou a empresa até a década de 1970, quando vendeu-a a terceiros. Em 1978, o prédio foi comprado pelos empresários Salomão Soifer e Milton Gurtenstein que, diante do desafio de construir um grande shopping Center em Curitiba, aproveitaram as fachadas do conjunto arquitetônico da fábrica e, mantiveram o nome dos Mueller, dada tamanha significância dele na história de Curitiba e do Paraná.
Apôs quatro anos de intensas obras, em setembro de 1983, foi inaugurado o Shopping Mueller, tornando-se referência de consumo e sua fachada, um marco da cidade. Em 1990 foi inaugurado o Top Mueller, a terceira praça de alimentação do Brasil. Em 2003 ampliou seu estacionamento, ganhando sua passarela sobre a Mateus Leme. Por fim, em 2004 foram inauguradas as salas de cinema.
(Adaptado de: circulandoporcuritiba.com, Wikipedia)
Paulo Grani

RELEMBRANDO O ANTIGO THEATRO SÃO THEODORO

 RELEMBRANDO O ANTIGO THEATRO SÃO THEODORO


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Cartão Postal do antigo "Theatro São Theodoro", Curitiba, da primeira década de 1900, recém reformado e reinaugurado como Theatro Guayra.
O Theatro São Theodoro, inaugurado em 1884, localizava-se na Rua Dr. Muricy, onde, hoje, é parte da Biblioteca Pública do Paraná. Por dez anos foi o centro da vida cultural de Curitiba, lotando camarotes e galerias, com suas plateias.
Com a chegada da Revolução Federalista ao Paraná em 1894, as apresentações artísticas foram suspensas. As dependências do teatro transformaram-se em prisão dos rebeldes pelas forças legalistas e o São Theodoro entrou em decadência.
Essa situação permaneceu até fins da década, quando suas instalações foram reformadas, inclusive sua fachada e, em 1900, foi reinaugurado com o nome de Theatro Guayrá.
Paulo Grani

Estrutura do almoxarifado central da RVPSC no bairro Vila Oficinas de Curitiba, em 1944, durante construção das oficinas da rede. (Foto: nostrilhos.com.br) Paulo Grani

 Estrutura do almoxarifado central da RVPSC no bairro Vila Oficinas de Curitiba, em 1944, durante construção das oficinas da rede.
(Foto: nostrilhos.com.br)
Paulo Grani


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Macarrão à romanesca da Vivi

 Macarrão à romanesca da Vivi


Ingredientes (2 porções)

  • macarrão fusilli1/2 pacote de macarrão parafuso cozido
  • leite1/2 xícara de leite
  • creme de leite1 caixa de creme de leite
  • caldo de galinha1/2 cubo de caldo de galinha
  • 1 colher (sopa) de margarina ou manteira
  • alho1 dente de alho amassado
  • presunto150 g de presunto picado
  • queijo mussarela200 g de queijo mussarela picado
  • queijo parmesão raladoqueijo parmesão ralado a gosto
  • milho verdemilho verde (opcional)
  • noz-moscadanoz-moscada (opcional)
  • amido de milhomaisena para engrossar

Modo de preparo

Modo de preparo : 20min
  1. 1

    Coloque o macarrão cozido e já escorrido em uma travessa refratária ou forma.

  2. 2

    Numa panela refogue o alho na manteiga, misture bem e não deixe dourar.

  3. 3

    Acrescente o leite, o caldo de galinha e uma pitada de noz-moscada.

  4. 4

    Dissolva o caldo de galinha, abaixe o fogo, adicione o creme de leite e mexa por alguns minutos.

  5. 5

    Caso o molho fique muito líquido, acrescente pitadas de maisena e mexa até obter uma consistência firme e cremosa.

  6. 6

    Acrescente o milho, o presunto e o queijo mussarela.

  7. 7

    Despeje a mistura sobre o macarrão e salpique queijo parmesão ralado.