sexta-feira, 30 de junho de 2023

Marcelo Garmatter Barretto, mais conhecido pelo nome artístico Marcelo Madureira (Curitiba, 24 de maio de 1958)

 Marcelo Garmatter Barretto, mais conhecido pelo nome artístico Marcelo Madureira (Curitiba24 de maio de 1958)


Marcelo Madureira
Marcelo Madureira (foto de José Cruz/ABr).
Nome completoMarcelo Garmatter Barretto
Nascimento24 de maio de 1958 (65 anos)[1]
CuritibaPRBrasil
Nacionalidadebrasileiro
OcupaçãoComediante
Principais trabalhosCasseta & Planeta

Marcelo Garmatter Barretto, mais conhecido pelo nome artístico Marcelo Madureira (Curitiba24 de maio de 1958), é um comediante brasileiro. Fez parte da equipe que produziu e apresentou entre 1992 e 2010 o programa humorístico "Casseta & Planeta Urgente" pela Rede Globo, tendo também integrado a Banda Casseta & Planeta e apresentado um quadro no Armazém 41, do canal por assinatura GNT. Juntamente com outro integrante do grupo, Hubert de Carvalho Aranha, escreve a Coluna do Agamenon no jornal "O Globo".[2] Foi comentarista do programa 3 em 1 da rádio Jovem Pan, juntamente com Vera Magalhães, Carlos Andreazza e Patrick Santos. Atualmente, é apresentador da rádio BandNews FM RJ e diretor do quadro Cassetadas do programa Faustão na Band.

Biografia

Marcelo Madureira viveu em Curitiba até os 13 anos, quando mudou-se com a família para o Rio de Janeiro.[3] Filho de ex-militantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB),[4] Madureira estudou no Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),[5] instituição que, em 2012, chegou a classificar como "um antro de comunismo" e onde começou sua militância em organizações clandestinas de esquerda, tornando-se membro do PCB.[3] Foi também no colégio, no seio das organizações comunistas, que se aproximou do judaísmo, dado a grande comunidade de alunos laica-judaica.[5]

Madureira faz análise desde os 14 anos de idade, hábito cultivado por todos de sua família (inclusive por seus pais). Segundo afirma, "psicanálise é a aeróbica da alma". Mesmo assim, admite ter problemas de relacionamento com outras pessoas e se define uma pessoa de temperamento "difícil, irascível, às vezes".[3]

Ao concluir seus estudos no Colégio de Aplicação, Madureira passou a trabalhar como professor de matemática no programa educacional MOBRAL, de 1975 a 1978. [3]

Graduou-se em engenharia de produção pela Escola de Engenharia da UFRJ em 1983.[6] Paradoxalmente ao posicionamento político que teve na idade adulta, enquanto estudante da UFRJ, em 1979, foi um dos responsáveis pela reestruturação e retomada de uma das mais importantes entidades estudantis brasileiras, o Diretório Central dos Estudantes Mário Prata (DCE-UFRJ).[7] No seio da universidade, inclusive, foi que surgiu o embrião do grupo Casseta & Planeta, em 1978.[8]

Após formado, trabalhou como engenheiro no Departamento de Planejamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).[2] Seguiu carreira na instituição e fez pós-graduação em planejamento industrial no Instituto de Reconstrução Industrial (IRI), em Roma, na Itália.[5]

Casseta & Planeta e Rede Globo

A partir de 1978, juntamente com outros quatro colegas de universidade, ele começou a publicar o tabloide humorístico "Casseta Popular", que em 1986 se tornaria a revista mensal "Almanaque Casseta Popular". Em 1992, o "Almanaque" fundiu-se ao jornal de humor "O Planeta Diário", resultando na revista "Casseta & Planeta", que durou até 1995.[9]

Ligado profissionalmente ao Grupo Globo em 1988, passou a trabalhar como colunista, ator e apresentador. Embora afirme fazer "humor sério" (seu irmão mais velho o considerava um "Woody Allen brasileiro"), Madureira paradoxalmente declara que sua "idade mental é de 13, 14 anos a maior parte do tempo".[3]

Em 1992, Madureira e seus colegas humoristas foram contratados pela Rede Globo para estrelar o humorístico "Casseta & Planeta Urgente" no horário nobre das noites de terça-feira. Embora o presidente das Organizações GloboRoberto Marinho, temesse pela repercussão negativa de um programa cujo humor considerava "escatológico",[10] este revelou-se um enorme sucesso, tendo perdurado por 18 anos, até 2010, quatro anos após a morte de Bussunda.[1]

Carreira pós-2012

Deixou o Grupo Globo em 2012, mantendo, com seus companheiros de programa, o Casseta & Planeta. Passou a trabalhar no Grupo Jovem Pan, estando ligado a esta até 2014. Desde então tem se dedicado a produção de conteúdo e como especialista criativo.[11]

Vida pessoal

Madureira é faixa-preta de judô, e é casado com a psicanalista Cláudia, com quem tem três filhos.[3]

Controvérsias

Madureira considera que há no Brasil uma "ditadura da maioria absoluta", a qual tem "dificuldade em conviver com o diferente, com o que não é consensual". Entre os "diferentes", estaria o humor praticado pelo "Casseta & Planeta", vítima do que ele considera uma "militância anti-Casseta" que utilizaria redes sociais "para ofender e até ameaçar".[3] Certamente este "patrulhamento ideológico" era significativamente menor antes de 2003, ano em que os "cassetas" foram classificados pela revista "Veja" como "os artistas mais poderosos do país".[12]

Em 2003, Lula iniciou seu primeiro mandato,[13][14][15] o que o torna alvo de alguns humoristas. No "Casseta & Planeta Urgente", o presidente brasileiro era parodiado por Bussunda, o qual faleceu em 2006 durante a cobertura da Copa do Mundo, na Alemanha.[16] Em setembro de 2006, o "casseta" Cláudio Manoel anunciava: "nunca fui eleitor do Lula e nunca esperei muita coisa dele. Acho triste a permanência de um governo em que eu pessoalmente não acredito".[17] O tom das críticas subiria nos anos seguintes, destacando-se aí justamente, Marcelo Madureira. Na noite do primeiro turno da eleição presidencial de 2010, ele declarou ao programa "Manhattan Connection" (GNTRede Globo) que Lula era um "impostor, vagabundo e picareta" e que Dilma Rousseff parecia um "travesti de Kim Jong-Il". O trecho polêmico foi censurado pela GNT nas reapresentações posteriores do programa, mas pode ser facilmente assistido no YouTube.[18] Em agosto de 2019, o humorista foi hostilizado por manifestantes enquanto discursava em um ato em apoio à Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, pois sua fala foi bastante crítica ao presidente Jair Bolsonaro, que segundo Madureira, se aliou ao ministro Gilmar Mendes para acabar com a investigação. Afirmou também que votou no ex-capitão, porém que o iria criticar "quantas vezes for necessário pois seu governo está fazendo coisa errada".[19] Crítico histórico dos governos petistas, em 2022 declarou posição pela "defesa da democracia" declarando voto em Lula para "unir forças para que o governo Bolsonaro não permaneça em 2023".[20]

Personagens

Reais

Fictícias

  • Carnavalesco Man, da Legião dos Super-Heróis Brasileiros
  • Coisinha de Jesus
  • Furico, do Sambabaca
  • Capitão Bacalhau
  • John Mirolha, piloto da OTAN

Ver também

Referências

  1. ↑ Ir para:a b Caras (ed.). «Marcelo Madureira». Consultado em 17 de novembro de 2013
  2. ↑ Ir para:a b Instituto Millenium (ed.). «Marcelo Madureira». Consultado em 17 de novembro de 2013. Arquivado do original em 28 de setembro de 2013
  3. ↑ Ir para:a b c d e f g Rodrigo Cardoso (27 de abril de 2012). ISTOÉ, ed. «Acreditava que eu era o Woody Allen brasileiro». Consultado em 17 de novembro de 2013
  4.  JusBrasil, ed. (11 de abril de 2012). «Blog destaca presença de Marcelo Madureira no lançamento do Fala Paraná». Consultado em 17 de novembro de 2013. Arquivado do original em 7 de abril de 2013
  5. ↑ Ir para:a b c «"Ser judeu está no comportamento, no modo de ver o mundo, de enfrentar os problemas e, para os religiosos, na sua relação com o Criador", diz Marcelo Madureira». CONIB. 16 de novembro de 2022
  6.  CREA-MT, ed. (14 de agosto de 2007). «Marcelo Madureira é destaque de amanhã na SOEAA». Consultado em 17 de novembro de 2013
  7.  «Beto Silva». Appple TV. 2022
  8.  Beto Silva. FilmesNoCinema.com.br.
  9.  Arthur DapieveVeja (revista), ed. «Trecho de Antologia Casseta Popular, de Arthur Dapieve». Consultado em 17 de novembro de 2013. Arquivado do original em 26 de setembro de 2015
  10.  Folha de S. Paulo, ed. (14 de abril de 2010). «Globo temia polêmica com "Casseta & Planeta"; leia trecho da biografia de Bussunda». Consultado em 17 de novembro de 2013
  11.  Você sabe por que Marcelo Madureira batizou sua empresa de Flocks? O Globo. 12/07/2020
  12.  Veja (revista), ed. (6 de agosto de 2003). «Ranking. 1º ao 20º». Consultado em 17 de novembro de 2013. Arquivado do original em 20 de fevereiro de 2009
  13.  Rutgers University (ed.). «Brazil's Lula» (em inglês). Consultado em 17 de novembro de 2013
  14.  Erich Follath; Jens Gluesing (10 de agosto de 2012). Der Spiegel, ed. «From Poverty to Power: How Good Governance Made Brazil a Model Nation» (em inglês). Consultado em 17 de novembro de 2013
  15.  Camila Campanerut (29 de dezembro de 2010). UOL Notícias, ed. «Popularidade de Lula é recorde mundial, diz CNT/Sensus». Consultado em 17 de novembro de 2013
  16.  Marcelo Marthe (5 de maio de 2010). Veja (revista), ed. «O perdedor riu por último». Consultado em 17 de novembro de 2013. Arquivado do original em 26 de junho de 2012
  17.  Mariana Kalil (25 de setembro de 2006). ISTOÉ, ed. «Claudio Manoel:"A morte do Bussunda ainda dói" (parte 2)». Consultado em 17 de novembro de 2013
  18.  Daniel Castro (5 de outubro de 2010). r7.com, ed. «Casseta xinga Lula de 'vagabundo' e é censurado». Consultado em 17 de novembro de 2013. Arquivado do original em 11 de abril de 2013
  19.  «/Humorista critico a bolsonaro sai escoltado pela pm em ato no rio». Estadão Conteúdo. 25 ago 2019
  20.  «Crítico do PT, Marcelo Madureira posa com Lula e confirma apoio ao petista». Splash UOL. 10 de outubro de 2022

Um porto caro demais e uma estrada sem sentido

 Um porto caro demais e uma estrada sem sentido


Ilha do Mel. 
Foto: Cesar Rafael Cunha da Rocha.

Um porto caro demais e uma estrada sem sentido

Por Aristides Athayde 

A perspectiva de dois empreendimentos de altíssimo impacto – um porto privado na frente da Ilha do Mel e uma estrada que rasgaria a Mata Atlântica em Pontal do Paraná, no litoral do Estado, tem causado enorme consternação ante o potencial de danos ambientais e sociais que poderão ser causados.

A rodovia, já batizada de “Estrada da Destruição”, serviria, exclusivamente, para atender a esse porto e outras empresas vizinhas. Ambas as iniciativas – a primeira, um esforço privado e a segunda, um projeto de governo – merecem toda a atenção e esforço sociedade para que não se concretizem.

O porto privado, “menina dos olhos” do Grupo JCR, ocuparia um imóvel objeto de uma doação feita pelo Governo do Paraná em 1949, e que acabou ficando como propriedade da família dos sócios majoritários do grupo. Tal doação, na época, estava condicionada à contrapartidas de melhorias para a região. Não entrando no mérito da regularidade ou não da doação – tema que já foi, inclusive, objeto de Comissão Parlamentar de Inquérito específica – o fato é que o empresário fará uso deste importante ativo para a consecução de seus objetivos. E é fato, também, ao contrário do que tem sido propalado à população e aos moradores de Pontal do Paraná, que maiores serão os custos sociais e ambientais do empreendimento do que os benefícios trazidos por ele aos cidadãos.

O projeto do porto privado prevê a ocupação de parte das terras localizadas exatamente na frente da Ilha do Mel. Não só é a Ilha o segundo destino turístico mais visitado no Estado do Paraná, como também é abrigo de duas unidades de conservação importantíssimas e de proteção integral: A Estação Ecológica da Ilha do Mel e o Parque Estadual da Ilha do Mel.
“O projeto do porto privado prevê a ocupação de parte das terras doadas localizadas exatamente na frente da Ilha do Mel. Não só é a Ilha o segundo destino turístico mais visitado no Estado do Paraná, como também é abrigo de duas unidades de conservação importantíssimas e de proteção integral: A Estação Ecológica da Ilha do Mel e o Parque Estadual da Ilha do Mel”.

Toda unidade de conservação, como forma de garantir a integridade de seus atributos bióticos, possui um buffer, uma zona de amortização, para repelir empreendimentos impactantes. Dificilmente, temos de concordar, conseguiríamos encontrar um empreendimento mais impactante do que um porto. Dragas, cargueiros, óleo, poluição, barulho, invasão e ocupação humana desordenada são características intrínsecas a regiões portuárias. Tudo isso pode ocorrer a menos de três quilômetros (!) dessas terras que deveriam ser especialmente valorizadas e protegidas. Em águas habitadas por golfinhos, tartarugas marinhas e vida diversa. Os reflexos da pretendida e agressiva investida terão um custo, em termos de vida e desequilíbrio ecológico, que só as futuras gerações conseguirão avaliar – e lamentar. Duramente impactado seria também o turismo. Caso o Porto Pontal viesse a ser instalado, um belíssimo local naturalmente vocacionado para a atividade sofreria prejuízos incalculáveis. Além da Ilha do Mel, toda a região de Pontal, hoje um destino turístico de natureza com grande potencial de expansão se investimentos sérios e comprometidos ocorressem, seria convertida em um horrendo “cais de porto”.

Com os devidos estímulos no setor, conseguimos vislumbrar turistas europeus, norte-americanos e asiáticos buscando as cores da Mata Atlântica, o gosto da Cataia e o contato com nossa biodiversidade terrestre e marinha. Agora, quantos dólares, euros ou ienes entrariam no Paraná se as atrações oferecidas fossem asfalto, fumaça e óleo? Quem sairia de Paris ou Chicago para conhecer um pátio de caixas metálicas?

Não existe indústria mais positivamente impactante que o turismo. Estudos comprovam que para cada milhão de dólares gastos ou investidos, 50 postos de emprego são gerados. Para cada dólar investido, 3,21 dólares são gerados no local. Além disso, o turismo é a atividade mais horizontalizada e socialmente responsável que existe; 91% das entradas provenientes do turismo continuam na região e chegam não só ao empreendedor hoteleiro ou gastronômico. Comerciantes, empreendedores do ramo imobiliário e mesmo profissionais liberais, como médicos e advogados, lucram com o fluxo de visitantes. Isso sem contar as vantagens trazidas à população de baixa renda, que encontram recompensa monetária pelas suas manifestações culturais, culinárias e artesanais.
Cartaz. Foto: Divulgação.

Vender turismo não é vender paisagem. Vender turismo é vender cultura. E a cultura é irmã inseparável da educação. Locais que recebem turistas tendem a receber investimentos em educação. Muitos dos grandes polos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico começaram como polos turísticos. Em suma, ao invés de um porto privado que promete trazer vantagens diretas somente a um grupo privado, por que não adequar o local a atividades que gerem riquezas para todos e benefícios para o futuro?

Isso sem falar nos custos do projeto. O fato de o porto ser uma iniciativa privada não exclui os custos repassados a toda coletividade. Alguns poucos empregos serão gerados, mas serão preenchidas por gente “importada”, especializada em trabalho portuário. O “pontalense” mesmo, aquele que tem como ganhar dólar e euro com turismo, ficaria chupando o dedo. Sem turista e sem serviço. Além disso, como outras atividades seriam impactadas – pesca, e novamente, o turismo – o desemprego na região aumentaria. Desemprego custa ao município, que, ao oferecer amparo aos involuntariamente desocupados, se vê impedido de investir em educação, saúde e segurança. Não é à toa que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de regiões portuárias tende a ser menor que o IDH de balneários. Afinal, qualidade de vida e o trinômio “PDC” (prostituição, drogas e contrabando) não são associáveis.

Por mais inoportuno que seja o projeto, existem aqueles no Governo que ainda defendem sua instalação. Apontar como justificativa o alinhamento político entre os protagonistas do porto privado e o Governador do Estado é exercício desnecessário. Até as toninhas e botos sabem do grau de afinidade existente entre os empreendedores e Beto Richa. Presume-se que essa simpatia pessoal esteja por trás do incansável esforço do Governo em viabilizar o absurdo que é a “Estrada da Destruição”, propagandeada como futura obra do governo mesmo sem ter sido ainda licitada (pode isso, Tribunal Regional Eleitoral?). A estrada é uma das condicionantes do porto. Ou seja: ele só existirá se ela for construída. E só existe a intenção de se construir a “Estrada da Destruição” por conta da simpatia de Beto Richa pelo projeto.
“Esse caminho malfadado rasgaria, de início, o equivalente a 650 campos de futebol de Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas em excelente estado de conservação”.

Esse caminho malfadado rasgaria, de início, o equivalente a 650 campos de futebol de Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas em excelente estado de conservação. Esse número pode ser multiplicado por cinco se considerarmos os efeitos decorrentes da abertura da estrada, tais como o efeito de borda, o efeito de ilha (que isola populações e compromete a diversidade genética da fauna e flora), e o efeito “espinha de peixe”, que estimula a criação de estradas menores, irregulares e clandestinas a partir da principal.

A “Estrada da Destruição” nos moldes como vem sendo proposta não afeta e mata só seres da floresta. Populações tradicionais também terão seu modo de vida “assassinado”. A região é habitada por indígenas, cujo direito constitucionalmente garantido às suas terras ancestrais foi solenemente ignorado. Os Macieis, uma comunidade tradicional pesqueira, também será atropelada pelas consequências geradas pelos empreendimentos. São tesouros naturais e culturais, construídos ao longo de milhares de anos, que evaporarão no calor do asfalto e ao som da marcha fúnebre das motosserras.

Paranaenses, acordai para a tremenda surrealidade dos fatos! O porto privado da JCR e nos custariam absurdos R$ 369 milhões só na primeira fase. Um projeto que terá o condão de destruir um dos melhores e últimos trechos de Mata Atlântica do mundo, colocando em risco o futuro sustentável de Pontal do Paraná e da Ilha do Mel para favorecer meia dúzia de empresas poluidoras como Odebrecht, Catallini (responsável pelo desastre do navio Vicuña) e empresas de grandes proprietários imobiliários. Não podemos deixar que o amor exagerado de Richa por estradas (e pelos pedágios que as acompanham) coloque em risco o futuro da nossa natureza.

Aristides Athayde
Advogado, vice-presidente do Observatório Justiça e Conservação (OJC), membro da Comissão de Direito Ambiental da OAB-PR e fundador do Hub Verde.

(Do http://www.oeco.org.br/)

'Blob': a extraordinária criatura que nos obriga a questionar se somos a espécie mais inteligente

 'Blob': a extraordinária criatura que nos obriga a questionar se somos a espécie mais inteligente

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'Blob': a extraordinária criatura que nos obriga a questionar se somos a espécie mais inteligente

Que tal começarmos com um teste rápido.

Você está perdido em uma enorme loja que parece um labirinto e não sabe como sair dela. A quem você pede ajuda?

Pergunta 2: Você está redigindo um documento de política para assessorar o governo dos Estados Unidos sobre como governar suas fronteiras nacionais. Onde você procura conselhos?

Última pergunta: Você precisa desenhar um mapa da teia cósmica, como você faz isso?

Existem, é claro, várias respostas para essas perguntas, mas em todos os casos você poderia ser inspirado por um organismo: o bolor limoso, que também pode ser conhecido por muitos nomes diferentes.

Sendo cientificamente preciso ele não é exatamente um bolor...

"O bolor é uma divisão do mundo dos fungos, mas o bolor limoso é na verdade um protista (não é um animal, planta ou fungo) - é essencialmente uma célula gigante", diz o biólogo Merlin Sheldrake, autor do livro Entangled Life, que aborda o tema.

O bolor limoso é um plasmódio, ou seja, uma célula que contém muitos núcleos. Então, ao contrário da maioria dos organismos unicelulares, você não precisa de um microscópio para vê-lo.

E essa única célula é capaz de tecer vastas redes exploratórias feitas de tentáculos semelhantes a veias que podem se estender até um metro.

A estrela entre todos

Existem cerca de 900 espécies de bolor limoso, mas vamos nos concentrar no Physarum Polycephalum, que literalmente quer dizer "bolor de várias cabeças". Ele também é conhecido como "blob" (referindo-se ao clássico filme de 1958 The Blob).

Por que os cientistas do mundo estão tão empolgados com essa espécie em particular?

"Ele se tornou um organismo emblemático de resolução de problemas. É fácil de cultivar e cresce rápido, o que é uma das razões pelas quais tem sido tão bem estudado", explica Sheldrake.

"Mas acima de tudo, seus comportamentos são extraordinários."

Ele pode fazer todos os tipos de coisas.

"Explorar, resolver problemas, adaptar-se a novas situações, tomar decisões entre cursos alternativos de ação - e tudo sem cérebro!"

Como ele faz isso?

"O Physarum é sensível ao gradiente químico, então pode crescer em direção a sinais químicos ou ficar longe dos pouco atraentes".

"Primeiro, ele tende a crescer em todas as direções ao mesmo tempo. E então, quando encontra comida, ele se retrai e forma as conexões entre suas fontes de alimento."

É um pouco como se você estivesse no deserto e precisasse procurar água. Você tem que escolher apenas uma direção para caminhar.

O Physarum Polycephalum pode "andar" em todas as direções ao mesmo tempo até encontrar alimentos; depois encolhe os ramos que não encontraram nada e fortalece os que encontraram, através de uma série de contrações químicas.

TRILHO DE MESA E TAPETE

 

TRILHO DE MESA E TAPETE

TRILHO DE MESA (DUNA) 

Materiais:
– Fio Duna Círculo – 1 novelo de cada uma das seguintes cores: branco (8001), mescla lilás (9587), mescla rosa (9427), mescla verde (9392), mescla amarelo (9368), mescla de cru (9900);
 Agulha para crochê Círculo nº 3 mm. 


Tamanho – Único

Ponto utilizado:
Correntinha (corr.). Ponto baixíssimo (p.bxmo. Introduza a ag., laç., puxe o p. e passe diretamente no p. da ag..
Ponto baixo (p.b.): introduza a ag., laç., puxe o p. e com outra laç., rem. todos os p..
Meio ponto (m.p.): laç., introduza a ag., laç., puxe o p. laç., rem. todos os p..
Ponto alto (p.a.): laç., introduza a ag., laç., puxe o p. laç., rem., 2 p. e com outra laç., rem. todos os p..
Ponto baixo em relevo (p.b.em relevo): introduza a ag. horizontalmente por trás do p.a. da carr. anterior, laç., puxe o p. laç., rem. rem. todos os p..
Ponto alto em relevo (p.a.em relevo): laç., introduza a ag. horizontalmente por trás do p.a. da carr. anterior, laç., puxe o p. laç., rem., 2 p. e com outra laç., rem. todos os p..
Flor 1 e 2: siga o gráfico.
Motivos 1 e 2: siga o gráfico.
Borboleta: siga o gráfico. Picô: siga o gráfico.

Amostra:
Um quadrado de 10 cm em p. a. com a ag. nº 3 = 27 p. x 10 carr.

Execução:
Atenção! A montagem da peça deve ser feita unindo todos os motivos entre si na última carreira.

Flor 1
Faça uma corr. de 4 p. feche em circulo com um p.bxmo. e trabalhe seguindo o gráfico correspondente.
Faça 3 flores com o fio branco.
Faça 1 flor na seguinte ordem de cores: 1 carr. mescla amarelo, 3 carr. mescla lilás, 1 carr. mescla cru e 1 carr. mescla lilás.
Faça uma flor na seguinte ordem de cores; 2 carr. mescla cru, 2 carr. mescla lilás, 1 carr. mescla cru, 1 carr. mescla lilás.

Flor 2
Faça uma corr. de 4 p. feche em circulo com um p.bxmo. e trabalhe seguindo o gráfico correspondente.
Faça uma flor com o fio branco.
Faça uma flor na seguinte ordem de cores: 1 carr. mescla amarelo, 1 carr. mescla bege, 2 carr. mescla rosa e 2 carr. mescla verde.
Faça uma flor na seguinte ordem de cores: 1 carr. mescla amarelo, 1 carr. mescla bege, 2 carr. mescla lilás e 2 carr. mescla verde.

Flor 3
Comece pelo passo 1, faça uma corr. de 6 p. feche em circulo com um p.bxmo. e trabalhe seguindo os passo a passo na ordem numérica.
Faça 1 flor na seguinte ordem de cores: 1 carr. com o fio mescla amarelo, 2 carr. do passo 1 com fio mescla lilás, o passo 2 e 3 com o fio mescla lilás.
Para o passo 4 trabalhe 1 carr. com o fio mescla lilás, 2 carr. mescla verde e 3 carr. branca.

Flor 4
Faça uma corr. de 4 p. feche em circulo com um p.bxmo. e trabalhe seguindo o gráfico correspondente.
Faça 1 flor com o fio branco.

Borboleta
Com o fio branco faça uma corr. de 6 p. feche em circulo com um p.bxmo. e trabalhe seguindo o gráfico correspondente.
Terminado o gráfico faça as antenas com o fio mescla lilás. Em seguida faça a toda volta das asas 1 carr. de picô seguindo o gráfico com o fio mescla lilás.

 

TAPETE (BARROCO)

Materiais:
– Fio Barroco Círculo – 1 nov. de cada uma das seguintes cores: cru (9900), lilás (9587), rosa (9427), verde (9392), amarelo (9368), roxo (9563);
– Agulha para crochê Círculo nº 4 mm.

Ponto utilizado:
Correntinha (corr.).
Ponto baixíssimo (p.bxmo.): Introduza a ag., laç., puxe o p. e passe diretamente no p. da ag..
Ponto baixo (p.b.): introduza a ag., laç., puxe o p. e com outra laç., rem. todos os p..
Meio ponto (m.p.): laç., introduza a ag., laç., puxe o p. laç., rem. todos os p..
Ponto alto (p.a.): laç., introduza a ag., laç., puxe o p. laç., rem., 2 p. e com outra laç., rem. todos os p..
Ponto baixo em relevo (p.b.em relevo): introduza a ag. horizontalmente por trás do p.a. da carr. anterior, laç., puxe o p. laç., rem. rem. todos os p..
Ponto alto em relevo (p.a.em relevo): laç., introduza a ag. horizontalmente por trás do p.a. da carr. anterior, laç., puxe o p. laç., rem., 2 p. e com outra laç., rem. todos os p..
Flor 1 e 2: siga o gráfico. Motivos: siga o gráfico.
Borboleta: siga o gráfico. Picô: siga o gráfico.
Ponto fantasia: siga o gráfico.

Amostra:
 Um quadrado de 10 cm em p. a. com a ag. nº 3 = 27 p. x 10 carr.

Execução:

Tapete
Com o fio cru faça de 50 p. mais 3 corr. para virar e trabalhe em p. fantasia seguindo o gráfico.
A 78 cm do inicio do trabalho, rem..

Flor 1
Faça uma corr. de 4 p. feche em circulo com um p.bxmo. e trabalhe seguindo o gráfico.
Faça 3 flores com o fio cru.
Faça 1 flor na seguinte ordem de cores: 1 carr. amarela, 3 carr. lilás, 1 carr. cru e 1 carr. lilás.

Flor 2
Faça uma corr. de 4 p. feche em circulo com um p.bxmo. e trabalhe seguindo o gráfico correspondente. Faça duas flores com o fio cru.
Faça uma flor na seguinte ordem de cores: 1 carr. amarela, 3 carr. rosa e 2 carr. verde.
Faça uma flor na seguinte ordem de cores: 1 carr. amarela, 1 carr. lilás, 2 carr. roxo e 2 carr. mescla verde.

Flor 3
Faça uma corr. de 6 p. feche em circulo com um p.bxmo. e trabalhe seguindo na seguinte ordem de cores: 4 carr. amarela e o restante da flor em rosa.
Trabalhe seguindo os passo a passo na ordem numérica.

Borboleta
Com o fio cru faça uma corr. de 6 p. feche em circulo com um p.bxmo. e trabalhe seguindo o gráfico. Terminado o gráfico faça as antenas com o fio roxo.
Em seguida faça a toda volta das asas 1 carr. de picô seguindo o gráfico com o fio roxo.

Montagem
Estando todas as peças prontas, costure os motivos, borboleta e flores sobre o tapete seguindo o esquema de montagem (ver foto).

 

Receita Galinha de Crochê com Barbante Barroco

 

Receita Galinha de Crochê com Barbante Barroco

Galinha

Materiais:
Barroco Barroco Multicolor : 1 novelo na cor cru (9900) e Vermelho Mescla
Barbante Barroco Maxcolor: Nas Cores: Laranja, Preto
Fio Sensual Frufru: 1 nov. branco e bege, como esse fio não é mais fabricado, sugerimos escolher outro Fio Rendado
Agulha para crochê 4mm;
Fibra Acrílica para o Enchimento.

Enfeite Galinha de Crochê

Ponto utilizado:

Correntinha (corr.). Ponto baixíssimo (p.bxmo.): Introduza a ag., laç., puxe o p. e passe diretamente no p. da ag.. Ponto baixo (p.b.): introduza a ag., laç., puxe o p. e com outra laç., rem. todos os p.. Meio ponto (m.p.): laç., introduza a ag., laç., puxe o p. laç., rem. todos os p..  Ponto alto (p.a.): laç., introduza a ag., laç., puxe o p. laç., rem., 2 p. e com outra laç., rem. todos os p.. Base: siga o gráfico. Asa: siga o gráfico. Rabo: siga o gráfico. Bico: siga o gráfico. Corpo: siga o gráfico. Crista: siga o gráfico. Porta ovo: siga o gráfico.

Amostra – Um quadrado de 10 cm em p. a. com a ag. nº 4 e fio Barroco = 15 p. x 8 carr.

Execução:

Comece o trabalho pela base do trabalho. Base – Com o fio Barroco faça uma corr. de 4 p. feche em círculo e trabalhe seguindo o gráfico. Terminado o gráfico, rem.. Corpo – Usando o trabalho de base faça com o fio Barroco na última carr. de p.a. o corpo seguindo o gráfico. Trabalhe em círculo a parte do corpo, repita 2 vezes o gráfico. Obs: o gráfico do corpo esta desenhado só metade, não aum. pontos pois os mesmos devem ficar em pé. Na altura do rabo e pescoço, trabalhe os p.b. fechando-os em círculo, (lembre-se o nº de p. são dobrados). Terminado o gráfico do corpo rem.. Asa – Com o fio Barroco faça as asas seguindo o gráfico, sendo uma de cada lado do corpo, faça o 1º p.b. pegando na penúltima carr. do corpo e o último p.b. na carr. de p.a. do corpo. Terminado o gráfico rem.. Rabo – Com o fio Barroco faça o rabo seguindo o gráfico a toda volta dos p.b. do corpo indicados para o rabo. Faça o motivo do rabo com a parte mais estreita para baixo. Porta ovo – Com o fio Barroco faça uma corr. de 4 p. feche em círculo e trabalhe seguindo o gráfico. Terminado o gráfico rem.. Faça quantos, porta ovos desejar (a peça tem 8).

Montagem:

Com o fio Sensual Frufru cru, faça corr. no centro do fio e ao mesmo tempo prenda esta corr. nos p.a. das asas e do rabo para formar os babados. Faça o mesmo trabalho com o fio Frufru bege nos p. da base do trabalho. Quanto mais corr. fizer mais cheio fica. Costure os porta ovos a toda volta da base da galinha a intervalos regulares. Costure a parte de cima do rabo de p.b., e a parte de cima do pescoço/cabeça. Encha o corpo da galinha com a manta acrílica e costure as costas. Faça a crista no alto da cabeça seguindo o gráfico com o fio vermelho mesclado. Faça o bico seguindo o gráfico na frente da cara com o fio laranja. Borde os olhos com o fio preto.

 

Pintinho

Materiais:
Linha Anne: 1 novelo amarelo (1317), laranja e preto
Agulha para crochê 1,75mm;
Manta acrílica para o enchimento.

Ponto utilizado:

Correntinha (corr.). Ponto baixíssimo (p.bxmo.): Introduza a ag., laç., puxe o p. e passe diretamente no p. da ag.. Ponto baixo (p.b.): introduza a ag., laç., puxe o p. e com outra laç., rem. todos os p.. Meio ponto (m.p.): laç., introduza a ag., laç., puxe o p. laç., rem. todos os p..  Ponto alto (p.a.): laç., introduza a ag., laç., puxe o p. laç., rem., 2 p. e com outra laç., rem. todos os p.. Corpo e pescoço: siga o gráfico. Asa: siga o gráfico. Rabo: siga o gráfico

Amostra – Um quadrado de 10 cm em p. b. com a ag. nº 1,75 = 25 p. x 30 carr.

Execução:

Corpo e pescoço – Faça uma corr. de 5 p. feche em círculo e trabalhe seguindo o gráfico. Na 10ª carr. feche os p. em círculo para formar o pescoço. Na última carr. do gráfico faça os p. bem apertados para ficar bem fechado o alto da cabeça. Faça separadamente 2 asas e o rabo seguindo o gráfico correspondente.

Montagem:

Encha o pescoço e o corpo com a manta acrílica. Costure o corpo na parte de cima. Costure o rabo na outra extremidade da cabeça. Costure as asas uma de cada lado da costura do corpo. Borde o bico com o fio laranja e os olhos com o fio preto (ver foto).