quarta-feira, 15 de abril de 2026

O "FALSO SERPENTE" DA AUSTRÁLIA: CONHEÇA O PYGOPUS LEPIDOPUS, O LAGARTO SEM PATAS QUE ENGANA ATÉ OS PREDADORES!

 

Como ler uma infocaixa de taxonomiaPygopus lapidopodus
Lagarto de pés escamosos
Lagarto de pés escamosos
Classificação científica
Reino:Animalia
Filo:Chordata
Classe:Reptilia
Ordem:Squamata
Família:Pygopodidae
Género:Pygopus
Espécie:P. lepidopodus
Nome binomial
Pygopus lepidopodus
Distribuição geográfica

Ver texto

Pygopus lepidopodus (ou lagarto de pés escamosos) é uma espécie difundida de lagarto sem pernas da família pygopodidae[1] É endêmico na Austrália .

Característica

Principalmente ativo ao entardecer ou amanhecer (crepuscular), pode ter hábitos noturnos após altas temperaturas diurnas. Ele vive em longas gramíneas, charnecas e bosques e é mais frequentemente visto nas manhãs quentes, procurando comida. Quando ameaçado, o pé escamoso mostra sua língua grossa e carnuda, em uma aparente imitação de cobras. Geralmente dois ovos são postos durante a reprodução. [2]

Dieta

Sua dieta inclui uma variedade de invertebrados, como as aranhas-buraqueira. [3] Há evidências de que esse lagarto também come outros lagartos em cativeiro e matéria vegetal, [4] tendo preferência por bananas.

Distribuição

É encontrado principalmente nas partes sul e leste da Austrália, embora populações isoladas ocorram no semiárido sul e na região tropical úmida de Queensland[1]

Descrição

Pygopus lepidopodus no Ku-ring-gai Chase National Park, Austrália

P. lepidopodus assemelha-se bastante às serpentes, com até 80 cm de comprimento com uma crista visível. A coloração varia, sendo ocasionalmente cinza com manchas pretas ou [1] às vezes marrom acobreado com uma cauda cinza. Outros padrões e variações também ocorrem. Pedaços vestigiais proeminentes dos membros podem ser vistos em inspeção minuciosa, daí o nome "pé escamoso". Estes lagartos são muitas vezes distinguíveis de cobras pela existência das aberturas externas do ouvido e por terem uma cauda bem longa (as cobras possuem um corpo longo e uma cauda curta).

Cativeiro

Considerada uma espécie fácil de manter, [2] sendo necessária uma licença para manter o P. lepidopodus como animal de estimação na Austrália.

Referências

  1.  Wilson, Steve; Swan, Gerry (2003). A Complete Guide to Reptiles of Australia. [S.l.: s.n.] ISBN 978-1-876334-72-7
  2.  «Complete outline of the NSW reptile licensing system (PDF - 117KB) - Publication | NSW Environment & Heritage»Environment.nsw.gov.au
  3. «Captive breeding». Journal of Herpetology20: 59–64. 1986. JSTOR 1564125doi:10.2307/1564125
  4. «Notes on the feeding behaviour of the Common Scaly Foot - Pygopus lepidopodus - and Burton's Legless Lizard - Lialis burtonis»Smuggled.com

O "FALSO SERPENTE" DA AUSTRÁLIA: CONHEÇA O PYGOPUS LEPIDOPUS, O LAGARTO SEM PATAS QUE ENGANA ATÉ OS PREDADORES! 🌿
Você já viu um réptil que parece uma cobra, tem "pés" escondidos sob as escamas e, em cativeiro, demonstra uma preferência surpreendente por frutas? Pois é, a natureza não para de nos surpreender! Hoje vamos mergulhar no universo do Pygopus lepidopodus, popularmente conhecido como lagarto-de-pés-escamosos ou lagarto sem pernas. Endêmico da Austrália, esse animal é um mestre do disfarce, da adaptação e da sobrevivência. Prepare-se para conhecer cada detalhe dessa criatura fascinante! 👇
🐍 LAGARTO OU SERPENTE? A ARTE DA ILUSÃO EVOLUTIVA Com até 80 cm de comprimento e corpo alongado, o Pygopus lepidopodus é frequentemente confundido com serpentes por leigos e até por predadores. Mas a natureza deixou "assinaturas" claras que revelam sua verdadeira identidade: ele possui aberturas externas de ouvido (cobras são desprovidas dessa estrutura!) e uma cauda proporcionalmente muito longa. Enquanto as serpentes têm corpo longo e cauda curta, esse lagarto exibe a proporção inversa. Além disso, uma inspeção cuidadosa revela pequenos remanescentes vestigiais de membros anteriores e posteriores, verdadeiros "pés" microscópios escondidos sob as escamas, que deram origem ao seu nome científico e popular. Sua coloração é altamente variável: pode apresentar tons cinzas com manchas pretas, marrom acobreado com cauda acinzentada ou padrões únicos, sempre acompanhados por uma crista dorsal sutil, mas visível.
🌅 HÁBITOS E COMPORTAMENTO: MESTRE DO CREPÚSCULO Esse réptil é predominantemente crepuscular, entrando em atividade nos horários de transição entre dia e noite. Em regiões com temperaturas diurnas extremas, ele adapta seu ciclo e passa a ser noturno, evitando o estresse térmico. Seu habitat favorito inclui longas gramíneas, charnecas abertas e bosques de eucalipto, onde se camufla com maestria. É mais frequentemente avistado nas manhãs quentes, quando aproveita o calor inicial do sol para regular a temperatura corporal e sair em busca de alimento. Quando se sente ameaçado, aciona um mecanismo de defesa impressionante: abre a boca e expõe deliberadamente uma língua grossa e carnuda, combinada com movimentos corporais que imitam cobras peçonhentas. Uma tática evolutiva brilhante para dissuadir predadores sem precisar recorrer ao combate direto.
🍌 ALIMENTAÇÃO: DE ARANHAS ESPECIALIZADAS A SURPRESAS VEGETAIS Na natureza, sua dieta é baseada em invertebrados, com destaque especial para as aranhas-buraqueira (trapdoor spiders), que caça com paciência e precisão cirúrgica. No entanto, observações em cativeiro revelaram um lado surpreendente: indivíduos dessa espécie já foram registrados consumindo outros lagartos menores e, mais curiosamente, matéria vegetal, demonstrando uma preferência marcante por bananas. Essa flexibilidade alimentar, ainda que mais evidente em ambiente controlado, reforça a capacidade adaptativa da espécie e sua inteligência comportamental ao explorar novas fontes de energia disponíveis.
🥚 REPRODUÇÃO: O NASCIMENTO DOS PEQUENOS GUERREIROS A reprodução do Pygopus lepidopodus é discreta, mas altamente eficiente. A fêmea geralmente coloca apenas dois ovos por ciclo reprodutivo, enterrando-os em solo úmido, sob folhagem ou em tocas rasas para manter a umidade e a temperatura estáveis. Após a eclosão, os filhotes já nascem totalmente independentes, com instintos de caça e fuga aguçados, prontos para enfrentar os desafios do bush australiano desde o primeiro minuto de vida. Apesar da postura reduzida, a estratégia é compensada pelo alto índice de sobrevivência em ecossistemas equilibrados e pela longa expectativa de vida da espécie.
🗺️ DISTRIBUIÇÃO: ONDE A AUSTRÁLIA ESCONDE SEUS TESOUROS REPTILIANOS Esse lagarto está amplamente distribuído nas regiões sul e leste do continente, mas sua presença não se limita a uma única zona climática. Populações isoladas conseguem sobreviver no semiárido do sul australiano e até na região tropical úmida de Queensland, demonstrando uma notável resiliência ecológica. Sua capacidade de ocupar nichos variados, desde matas secas até áreas de transição climática, faz dele um dos répteis mais versáteis do continente.
💡 POR QUE ELE IMPORTA PARA O ECOSSISTEMA? Muito mais do que uma "imitação de cobra", o Pygopus lepidopodus é um elo vital nas cadeias alimentares australianas. Atua como controlador natural de populações de invertebrados, incluindo espécies que podem se tornar pragas agrícolas, e serve de presa estratégica para aves de rapina, marsupiais carnívoros e outros predadores. Sua presença saudável em um ambiente é um indicador direto da qualidade do habitat e do equilíbrio ecológico. Preservar suas áreas de ocorrência significa proteger a complexa teia da vida que sustenta um dos continentes mais biodiversos do planeta.
👇 PARTICIPE! Você já avistou um réptil que parecia cobra, mas na verdade era um lagarto sem patas? Tem curiosidades sobre a fauna australiana ou já cuidou de algum réptil exótico? Deixe sua experiência nos comentários, marque quem ama natureza e compartilhe este artigo para que mais pessoas descubram os segredos incríveis do Pygopus lepidopodus! 🌍✨
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O REI DOS RIOS E DOS MARES: CONHEÇA O CROCODILO-MARINHO, O MAIOR RÉPTIL DO PLANETA!

 

Crocodilo-de-água-salgada
Classificação científicaedit
Reino:Animalia
Filo:Chordata
Classe:Reptilia
Clado:Archosauria
Ordem:Crocodilia
Superfamília:Crocodyloidea
Família:Crocodylidae
Gênero:Crocodylus
Espécies:
C. porosus
Nome binomial
Crocodylus porosus
Dados de ocorrência

crocodilo-marinho,[2] crocodilo-de-água-salgada ou crocodilo-poroso (Crocodylus porosus) é a maior espécie da classe reptilia existente na atualidade. A sua distribuição estende-se pelos Oceanos Índico e Pacífico, desde a costa leste da Índia, de Bangladesh (manguezais do Delta do Ganges), Myanmar e Tailândia às Ilhas Andaman e Nicobar e a maior parte das ilhas da Indonésia, da costa do Vietname às Ilhas Salomão e Filipinas, sendo mais comum no Norte da Austrália e Nova Guiné (como mostra o mapa mais abaixo). Este crocodilo habita rios e estuários, mas, como o nome indica, pode também ser encontrado em zonas costeiras de mar aberto.[3]

Os crocodilos-marinhos apresentam um forte dimorfismo sexual. Os machos podem medir entre 3,5 e 5 metros de comprimento,com os maiores chegando a 6 metros e até 1200 kg, enquanto as fêmeas raramente crescem além dos 2,1 a 3 metros. A cabeça é relativamente grande em relação ao corpo e apresenta duas cristas em torno dos olhos. Enquanto juvenis, os crocodilos-de-água-salgada são amarelados com riscas e/ou pintas escuras, tornando-se uniformemente escuros em adultos. A barriga é mais clara e de cor branca ou amarelada. As maxilas têm entre 64 a 68 dentes aguçados, são movidas por músculos poderosos e podem esmagar numa única dentada o crânio de um bovídeo adulto. A mordida é a mais forte de todos os animais, podendo gerar a pressão de 1,6 toneladas.[4]

Vive nos mares e quase nunca vai para o solo. Mas há uma pequena chance de ser encontrado à beira dos rios.

Hábitos Alimentares

O crocodilo-de-água-salgada é um animal exclusivamente carnívoro. Enquanto jovem alimenta-se de insetos, algumas espécies de crustáceos, anfíbios e pequenos peixes,[5] passando os adultos para presas de maior porte como tartarugasbúfalos, macacos e outros animais que consegue apanhar. As presas são normalmente caçadas quando se deslocam para beber dos rios e são mortas com uma única dentada. Após a morte, o crocodilo normalmente consome a carcaça no fundo do rio.

Reprodução

Um crocodilo em um zoológico.

O crocodilo-de-água-salgada reproduz-se durante a estação húmida, que decorre entre Março e Novembro, em zonas de água salgada. Nesta época, os machos adquirem um território que defendem de intrusos e procuram atrair as fêmeas com a emissão de sons. As posturas são feitas em ninhos construídos em terra com lama e ramos onde são enterrados 40 a 60 ovos que levam cerca de 90 dias a incubar. A determinação do sexo dos pequenos crocodilos é feita através da temperatura dos ovos durante os primeiros dias após a postura: os machos são produzidos se a temperatura estiver em torno dos 31 °C; se as condições forem mais variáveis, as crias serão fêmeas. A mãe permanece junto do ninho durante todo o período, apesar de não ter parte ativa na incubação, e desenterra os ovos assim que ouve o chamamento das crias. Ela então desloca os filhos do ninho para a água à medida que vão nascendo e toma conta deles apenas até começarem a nadar sozinhos. A maior parte das crias morre durante os primeiros meses como presa de outros animais, mas, à medida que vão crescendo de tamanho, a probabilidade de sobrevivência aumenta. Os machos adultos toleram a presença de juvenis nos seus territórios, às vezes até os caçam, mas assim que os jovens crocodilos crescem para além de um dado número são expulsos do rio. Os machos adolescentes então deslocam-se para zonas de água salgada e percorrem as costas até encontrarem um rio que possam marcar como seu território. A maturidade sexual é atingida entre os 10 a 12 anos para o sexo feminino e os 16 anos para o masculino.

O couro do crocodilo-de-água-salgada é considerado valioso e há quintas onde estes animais são criados para a sua extração.

O crocodilo-de-água-salgada não corre perigo de extinção à escala global, porém algumas populações estão seriamente ameaçadas. A espécie foi considerada extinta na Índia, mas um programa de reintrodução foi bem sucedido. No Sri Lanka e Tailândia a destruição de habitats provocou o desaparecimento destes crocodilos e em Myanmar a espécie só existe em cativeiro. A Austrália e a Papua-Nova Guiné são o habitat das populações mais estáveis, graças a programas integrados de conservação.


Referências

  1. «IUCN red list Crocodilo-de-água-salgada»Lista Vermelha da IUCN. Consultado em 9 de julho de 2022
  2. Enciclopédia dos Animais: Répteis, Anfíbios e Invertebrados, Círculo de Leitores, Rio de Mouro: 2007
  3. Organization, Marinebio. «Crocodylus porosus - Saltwater Crocodile». Marinebio.org. Consultado em 9 de abril de 2010
  4. «Crocodilo-de-água-salgada tem a mordida mais forte do reino animal»
  5. Adam, Britton. «Estuarine Crocodile - Crocodylus porosus». Kingsnake.com. Consultado em 9 de abril de 2010. Arquivado do original em 5 de fevereiro de 2015
O REI DOS RIOS E DOS MARES: CONHEÇA O CROCODILO-MARINHO, O MAIOR RÉPTIL DO PLANETA! 🌊
Quando pensamos em predadores supremos da natureza, poucos animais impõem tanto respeito quanto o crocodilo-marinho (Crocodylus porosus). Conhecido também como crocodilo-de-água-salgada ou crocodilo-poroso, ele não é apenas o maior réptil vivo da atualidade, mas uma verdadeira máquina de sobrevivência que domina tanto a água doce quanto o mar aberto. Prepare-se para mergulhar nos detalhes dessa criatura fascinante! 👇
🌍 ONDE ELE VIVE? A distribuição do crocodilo-marinho é impressionante. Ele habita uma vasta região que vai desde a costa leste da Índia e de Bangladesh (incluindo os manguezais do Delta do Ganges) até Myanmar, Tailândia, Ilhas Andaman e Nicobar. Sua presença se estende pela Indonésia, Vietnã, Filipinas, Ilhas Salomão e, principalmente, pelo Norte da Austrália e Nova Guiné. Diferente de muitos répteis, ele é perfeitamente adaptado a rios, estuários e até águas costeiras de mar aberto, vivendo praticamente sempre na água e raramente aventurando-se em terra firme.
💪 TAMANHO, FORÇA E APARÊNCIA IMPRESSIONANTE O dimorfismo sexual é marcante: os machos adultos podem medir entre 3,5 e 5 metros, com os maiores exemplares ultrapassando os 6 metros e atingindo até 1.200 kg! As fêmeas, por sua vez, raramente ultrapassam os 3 metros. A cabeça é proporcionalmente grande, com duas cristas ósseas distintas ao redor dos olhos. Os jovens nascem amarelados com listras e manchas escuras, mas à medida que crescem, a coloração se torna uniformemente escura, com o ventre mais claro (branco ou amarelado). E a mordida? Simplesmente a mais forte do reino animal: suas mandíbulas, equipadas com 64 a 68 dentes afiados e movidas por músculos colossais, exercem uma pressão de até 1,6 tonelada. Uma única dentada é suficiente para esmagar o crânio de um grande mamífero.
🍖 HÁBITOS ALIMENTARES: O CAÇADOR IMPLACÁVEL Exclusivamente carnívoro, o crocodilo-marinho muda sua dieta conforme a idade. Filhotes se alimentam de insetos, crustáceos, anfíbios e peixes pequenos. Já os adultos caçam presas de grande porte: tartarugas, búfalos, macacos e praticamente qualquer animal que se aproxime da beira d’água para beber. A estratégia é clássica: emboscada silenciosa, ataque explosivo e morte rápida. Após a caça, é comum que arrastem a presa para o fundo do rio para se alimentar com calma.
🥚 REPRODUÇÃO E CICLO DE VIDA A reprodução acontece durante a estação chuvosa (entre março e novembro). Os machos demarcam territórios e atraem fêmeas com vocalizações graves. Os ninhos são construídos em terra, com lama e vegetação, onde são depositados de 40 a 60 ovos. A incubação dura cerca de 90 dias, e aqui está um dos fatos mais curiosos: o sexo dos filhotes é definido pela temperatura do ninho! Por volta de 31°C, nascem machos; variações maiores favorecem as fêmeas. A mãe guarda o ninho atentamente e, ao ouvir os primeiros chamados das crias, desenterra os ovos e os transporta para a água. Os cuidados maternos duram apenas até os filhotes aprenderem a nadar sozinhos. A mortalidade nos primeiros meses é alta, mas quem sobrevive cresce rápido. Machos adultos toleram juvenis em seus rios, mas os expulsam assim que atingem certo tamanho. Os jovens então seguem para o mar, navegam pela costa e buscam novos rios para conquistar. A maturidade sexual chega entre 10 a 12 anos para as fêmeas e por volta dos 16 anos para os machos.
🛡️ CONSERVAÇÃO E RELAÇÃO COM HUMANOS Globalmente, a espécie não está ameaçada de extinção, graças a programas de conservação bem-sucedidos, especialmente na Austrália e Papua-Nova Guiné. No entanto, populações locais enfrentam sérios riscos: na Índia, foi dada como extinta, mas programas de reintrodução a trouxeram de volta. No Sri Lanka e na Tailândia, a destruição de habitats dizimou as populações selvagens, e em Myanmar sobrevive apenas em cativeiro. Além disso, sua pele é altamente valorizada no mercado de couro, levando à criação de fazendas especializadas que, quando bem reguladas, ajudam a aliviar a pressão sobre os animais selvagens.
💭 CONCLUSÃO: O crocodilo-marinho é muito mais do que um "monstro" dos rios: é uma peça-chave nos ecossistemas costeiros, um sobrevivente milenar e um testemunho vivo da força da evolução. Respeitar seu habitat e apoiar a conservação é garantir que futuras gerações possam admirar essa obra-prima da natureza. 👇 Você já viu um ao vivo ou em documentários? Deixe sua experiência nos comentários e compartilhe para que mais pessoas conheçam esse gigante!
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terça-feira, 14 de abril de 2026

A imagem contempla, o Largo da Ordem e a lendária casa, que após várias funções ao longo do tempo, hoje: Casa Romário Martins. Década de 1960

 A imagem contempla, o Largo da Ordem e a lendária casa, que após várias funções ao longo do tempo, hoje: Casa Romário Martins. Década de 1960


A Estação Ferroviária de Curitiba, novinha em folha em sua nova versão – Ano 1899.

 A Estação Ferroviária de Curitiba, novinha em folha em sua nova versão – Ano 1899.


Trecho da RUA XV de NOVEMBRO, de meados da década de 30.

 Trecho da RUA XV de NOVEMBRO, de meados da década de 30.


HISTÓRIA DO CHAFARIZ DA PRACA ZACARIAS

 HISTÓRIA DO CHAFARIZ DA PRACA ZACARIAS

Aguadeiro abastecendo sua pipa, instalada sobre a carroça, para comercializar junto à população curitibana. Foto primeira década de 1900.
Foto: Arquivo Gazeta do Povo.
Ao ser retirado em 1939, o chafariz foi instalado no páteo do museu Paranaense, no Batel.
Foto: Arquivo Gazeta do Povo.

Em 1968, o chafariz foi reinstalado na Praça Zacarias, apenas cumprindo sua função estética e histórica pois as águas não mais jorravam de suas bicas.
Foto: Arquivo Gazeta do povo.






No dia 08/09/1871, o chafariz da praça Zacarias foi inaugurado. Na época o local chamava-se "Largo da Ponte" ou "Largo do Ivo", devido a estar ali próximo uma pequena ponte de madeira que havia sobre o rio Ivo.
Além de facilitar o trabalho dos pipeiros, o chafariz possibilitou que uma boa parte da população tivesse mais um ponto de coleta d’água na cidade, além de algumas outras fontes de água que haviam próximas ao centro, chamadas de "Carioca".
Para conhecer sua importância, é preciso voltar à segunda metade do século 19. Naquela época, o “abastecimento” das residências era feito pelos chamados aguadeiros, ou pipeiros, profissionais que recolhiam a água das bicas e olhos d’água e entregavam-na nas casas de quem podia pagar pelo serviço. Quem não dispunha de condições para tanto utilizava a água retirada dos poços perfurados no fundo dos quintais.
Muito mais do que um ornamento na paisagem urbana, o chafariz foi testemunha do desenvolvimento da cidade, ele foi o primeiro encanamento de água da capital e fonte do líquido para gerações de curitibanos que nem sonhavam com o conforto de ter uma torneira dentro de casa.
Alguém poderá pensar, "como foi o primeiro encanamento da cidade, se o chafariz é uma fonte ?". Sim, é uma fonte, porém, a água dela não brotava do solo ali. A água que ali jorrava era encanada, vindo de uma nascente que havia na então Praça da Misericórdia (hoje Praça Rui Barbosa).
Consta a lenda, que o engenheiro Antônio Rebouças Filho ao passar próximo daquela nascente, experimentou a água e teve a feliz Idéia de propor ao presidente da Província que ela fosse encanada e levada até ao "Largo da Ponte", que naquela época era bastante frequentado, pois, em uma de suas faces estava funcionando os quartos do "Mercadinho", o então "Mercado de Curitiba", propriamente dito.
Autorizada a obra, foram necessários seis meses de estudo para o desenvolvimento do projeto, que envolveu a aquisição de tubos de cobre no Rio de Janeiro e de torneiras vindas da Europa. O poste, sextavado, foi obra de um artífice local.
Assim foi até o início do século 20, quando, após a inauguração do primeiro sistema de abastecimento de água de Curitiba, o chafariz já não era mais necessário. Em 1939, ele chegou a ser retirado da praça e levado ao Museu Paranaense, no Batel.
Em 1968, por determinações do ex-prefeito Omar Sabbag, o chafariz voltou à Praça Zacarias. Desde então, mantém vivo um importante pedaço da história do abastecimento público de Curitiba e do Paraná.
Paulo Grani

A GRANDE REPORTAGEM

 A GRANDE REPORTAGEM



" Dentre os amigos de mocidade, que saudosamente recordo, um deles evidentemente se destacava. Ao contrário do comportamento formal e comedido que irmanava meus colegas de faculdade e a todos submetia, numa época de notórias repressões, Douglas Munhoz Gomes excepcionava-se por uma conduta ousada, corajosa e independente.

Tal característica não eclodia, entretanto, na composição de uma personalidade agressiva, inconveniente ou desagradável. Douglas era confiante, destemido, impetuoso, mas de maneira alguma deseducado, intempestivo ou inconseqüente. Havia em seu todo uma preocupação de elegância e boas maneiras, a mascarar um temperamento capaz de incríveis façanhas e adoráveis entreveros.

Repórter policial de 'O Dia', ao tempo de Caio Machado, D.M.G. ajustava-se perfeitamente aos seus misteres profissionais, buscando de todas as formas o realce, a evidência, a primazia. Jamais admitia levar um furo ou propalar uma notícia menos detalhada, incompleta ou equivocada. Brioso e competitivo, observava como ponto de honra informar bem, procurando nas minúcias e nos pormenores suplantar os textos dos outros jornais.

Foi assim que, certa manhã, o encontrei na esquina da Ermelino com a Cândido Lopes, eufórico e vitorioso com algumas aparas na mão:
"Oi Lauro, tenho uma notícia de arrebentar".

Retruquei, "O que é que há ?"
Ele disse, "Pois esta madrugada um bonde atropelou uma carrocinha da Padaria Aurora. O povo não gosta mesmo da Força e Luz e vou aproveitar para meter o pau. Manje só o título: - Motorneiro irresponsável deixa a cidade sem pão - Estou indo agora entrevistar o dono da padaria, que deve estar uma onça. Vamos lá ?".

O convite era irrecusável e assim fomos até a Padaria Aurora, na Praça Osório, número 400, onde hoje é a entrada principal do Edifício Wawel. Um senhor alto avermelhado e de cabelos brancos, nos recebeu com amabilidade e atenção.

"O Sr. deve estar muito abalado com o desastre", iniciou o Douglas.
"Que desastre ?"

"Ora, o bonde que destruiu a sua carrocinha".
"Mas não foi desastre, nem destruiu, foi apenas uma batida sem importância, não houve prejuízo, não foi nada..."

"E os cavalos?"
"Os cavalos também, nada sofreram... não se assustaram não se machucaram".

"Sim, mas o motorneiro teve culpa".
"Olhe, eu acho que não, porque bonde não sai do trilho; nosso funcionário é que foi imprudente atravessando a linha".

"Mas a cidade ficou sem pão".
"Não, não ficou, porque a carroça estava vazia, não estava entregando pão".

Douglas notou que a entrevista chegara ao fim e sua reportagem se desmoronara, irremediavelmente perdida. Despediu-se com incontida frustração, e lá fora, após alguns passos, num ímpeto de raiva, rasgou com fúria a manchete sensacional que tão entusiasticamente imaginara.

Xingou o alemão de anta, boçal, cretino, coisas assim.
Em seguida entrou na Stuart e pediu uma cerveja.
Estupidamente gelada. "

(Autor: Lauro Grein Filho, presidente do Centro de Letras do Paraná / Extraído de: Trezentas Historias de Curitiba)

(Foto ilustrativa : Arquivo Gazeta do Povo)

Paulo Grani 

AS MENINAS DO SION

 AS MENINAS DO SION



" Colégio Nossa Senhora de Sion, plenitude dos anos dourados, precisamente 1953. Exclusivamente feminino, regime de semi-internato, latim e francês desde o 2° ano primário, ênfase nos valores morais e religiosos.

Em vias de concluir o curso ginasial, 24 raparigas compunham uma turma homogênea, às voltas com grandes mudanças externas - rock'n'roll, feminismo, nouvelle vague - e ferrenha rigidez disciplinar interna. Que tinha lá seu lado cômico...

Eram três os uniformes do colégio: O uniforme 'diário', diferenciando as séries pela alteração da cor na porta-cruz e no cinto, complementado por sapatos pretos de design exclusivo, nos moldes das botinhas das antepassadas, e uma boina à la Claudette Colbert. O uniforme de 'rigor', usado em assembléias gerais, desfiles cívicos na rua XV e nas procissões, que substituía a cruz de osso pela de madre-pérola e um torçal colorido enlaçando a cintura; era distinto e belíssimo. O terceiro uniforme era o de 'ginástica'.

Duas vezes por semana, no início da manhã, acontecia o "holocausto". Não que os exercícios e o entusiástico voleibol fossem extenuantes. E que o processo de permuta de uniformes ocorrendo na própria sala de aulas, em cinco minutos, com as alunas silentes sentadas em suas cadeiras e proibidas de se entreolharem, se convertia em teste de agilidade e presteza. Sob o olhar fiscalizador da Mestra de Classe, ávida por flagrar um deslize, havia que fazer a troca sem que um milímetro da pele desnuda ficasse à mostra.

Retrato fidedigno da época, o uniforme de 'ginástica' era uma balofa vestimenta de algodão xadrez azul e branco, crivada de botões, gola chemise, amplíssimas mangas e não menos farto calção franzido que, quando esticado, visitava os calcanhares.
Elástico nos punhos, barra e cintura, completamente aquele primor de mau-gosto, fornecido pelo colégio e confeccionado segundo manequim o mínimo duas vezes maior que o da infeliz usuária.

Se facilitava os movimentos, ocultava qualquer forma anatômica. Aquele macaquinho de antanho, trisavô dos atuais, livrava de suas garras somente cabeça, pés e mãos. Todavia, mais tenebroso que ele era o ritual para vestí-lo: Um tal de colocar primeiro uma perna sob a saia, depois outra, remover a blusa "pero no mucho" enquanto se vestia as mangas que levava à exaustão. E lá iam as moçoilas ao pátio, em respeitoso silêncio e fila indiana, fortuitamente protegidas do flagrante de olhos externos pelos altos muros do colégio.

Mas, numa certa manhã, esse consolo caiu por terra. Entre o levantar e abaixar de braços que o exercício impunha, eis que surgiram no topo de um dos muros, amigos, flertes e namorados que, às gargalhadas, foram testemunhas oculares do extremado recato das meninas de Sion.

Ah, se ao menos avaliassem o trabalho... "

(Autora: Alzeli Bassetti, escritora / Extraído de: Trezentas Histórias de Curitiba)
(Foto ilustrativa: pinterest)

Paulo Grani 

SOBREVIVENTES DA BATALHA DO IRANY Reunidos no Quartel da Polícia de Curitiba, em 19/12/1915, trajados com uniforme de gala, os soldados sobreviventes da renhida Batalha do Irany, travada em outubro de 1912, no início da Guerra do Contestado, sendo condecorados pelo Presidente do Estado, General Carlos Cavalcanti de Albuquerque. (Foto: Acervo do Arquivo Público do Paraná) Paulo Grani

 SOBREVIVENTES DA BATALHA DO IRANY  Reunidos no Quartel da Polícia de Curitiba, em 19/12/1915, trajados com uniforme de gala, os soldados sobreviventes da renhida Batalha do Irany, travada em outubro de 1912, no início da Guerra do Contestado, sendo condecorados pelo Presidente do Estado, General Carlos Cavalcanti de Albuquerque.  (Foto: Acervo do Arquivo Público do Paraná)  Paulo Grani