sexta-feira, 1 de maio de 2026

Tanques Leopard 2HEL: A Versão Helênica de Elite do Leopard 2

 

Tanques Leopard 2HEL





Em 1998, o Exército Helênico decidiu introduzir 250 novos MBTs como sucessores da obsoleta série de tanques M47 e M48 de fabricação americana, e solicitou propostas de fabricantes de armas estrangeiros.
Os próximos candidatos MBT do Exército grego foram inicialmente o tanque M1A2 Abrams fabricado pela GDLS (General Dynamics Land Systems) nos Estados Unidos, o tanque Challenger 2E fabricado pela VDS (Vickers Defense Systems) no Reino Unido e o KMW (Klaus-Maffei ) na Alemanha. Foi mencionado o tanque Leopard 2A5, fabricado por Maffei Wekman.

Mais tarde, tanques Leclerc fabricados pela GIAT na França, tanques T-80U fabricados pela fábrica de tanques Omsk na Rússia e tanques T-84 fabricados pela fábrica VO Marlisheu na Ucrânia também foram adicionados como candidatos, e 10-12 1999 para a seleção do próximo MBT. Testes de comparação de desempenho foram conduzidos ao longo do mês, mas os tanques T-80U e T-84 não participaram deste teste.
Neste teste, o tanque Leopard 2A5 foi altamente avaliado por sua capacidade de cruzamento e desempenho geral, o tanque M1A2 para poder de fogo e o tanque Challenger 2E e tanque Leclerc para desempenho de cruzeiro.

No final de 2001, foi feita uma licitação para a seleção final, e como resultado da consideração em conjunto com os resultados dos testes, no início de 2002, o Exército grego adotou o tanque Leopard 2A6, que é o modelo mais recente do tanque Leopard 2 série, como o próximo MBT. Decidiu fazer.
Em março de 2003, o Ministério da Defesa grego e o KMW assinaram um contrato para a compra de 170 tanques Leopard 2A6 sob o nome "Leopard 2HEL" ("HEL" é uma abreviatura de grego: Grécia).

Os primeiros 30 tanques Leopard 2HEL serão produzidos pela KMW e os 140 restantes serão licenciados pela ELVO (Elliniki Viomihania Ohimaton: Indústria de Veículos Grega), e todos os veículos serão entregues ao Exército grego de 2006 a 2009. Tem sido .
O tanque Leopard 2 HEL também é chamado de "Leopard 2A6EX" ("EX" é uma abreviatura de Expansão) e passou por várias melhorias em comparação com o tanque Leopard 2A6 do Exército Alemão e a série de tanques Leopard 2A6 exportados para cada país Entre eles, o apelo para ser o mais forte é alto.

O tanque Leopard 2HEL tem Vetronics (eletrônica veicular) especialmente aprimorado, o FCS (Sistema de Controle de Incêndio) tem um alcance efetivo mais longo do que o original e o dispositivo infravermelho de visão noturna tem uma resolução mais alta do que o original.
Ele também é equipado com um sistema C4I chamado "INIOCHOS" (tanque grego antigo de duas rodas) fabricado pela RDE (Rheinmetall Defense Electronics) da Alemanha, e o poder de combate de cada unidade é muito melhorado em relação ao original ...

Além disso, no tanque Leopard 2 HEL, o sensor ambiental que estava equipado apenas no veículo do primeiro lote de produção do tanque Leopard 2 do Exército Alemão foi revivido.
O motivo da ressurreição do sensor ambiental não é claro, mas o tanque Leopard 2 HEL melhorou a capacidade do FCS de permitir o disparo lateral que era difícil com o primeiro tanque Leopard 2, portanto, especula-se que os dados de direção e velocidade do vento tenham se tornado importante.

Em termos de defesa, o tanque Leopard 2 HEL está equipado com maior blindagem na parte superior frontal do corpo e na superfície superior da torre, e a blindagem de defesa foi bastante melhorada em comparação com o tanque Leopard 2A6 original.
Além disso, o interior do veículo está equipado com um ar condicionado e, junto com isso, uma APU (unidade de potência auxiliar) foi adicionada ao lado direito da casa das máquinas.
Do lado de fora, você pode ver que o teto da casa das máquinas onde o APU está instalado é saliente.


<Tanque Leopard 2HEL>

Comprimento total : 11,17 m
Comprimento do corpo: 7,72 m
Largura
total : 3,74 m Altura total : 2,64 m
Peso total:
Tripulação: 4 pessoas
Motor: MTU MB873Ka-501 4 tempos V12 diesel turboalimentado com refrigeração líquida
Potência máxima: 1.500hp / 2.600rpm
Velocidade máxima: 72km / h
Alcance de cruzeiro: 500km
Armados: 55 calibre 120mm canhão deslizante Rh120-L55 × 1 (42 tiros)
        7,62 mm metralhadora MG3 × 2 (4.750 tiros)
Armadura: Armadura composta


<Referências>

・ "World Tank Illustrated 24 Leopard 2 Main Tank 1979-1998"
 Co-autoria de Uwe Sinerbacher / Michael Jercher Dainippon Painting
・ "Panzer December 2010" O escoamento de tanques de terceira geração está crescendo. Mercado de tanques do mundo "Osamu Takeuchi Argo
 note, Inc.
, "o último Panzer de outubro de 2005, edição da série Leopard 2, versão Leopard 2A6" Autor Kenji Kijima Arugono
 capital company
, "Panzer 2020 Janeiro Edição especial Leopard 2 implantação 40 aniversário (2)" Osamu Takeuchi / Takeshi Fujii, Argonaute
, “Panzer março 2011 Leopard 2 A trajetória de seu desenvolvimento de 30 anos (2)” Osamu Takeuchi, Argonaute
, “Panzer fevereiro 2014 Leopard 2 Tank” por Masaya Araki
, “Panzer outubro 2005, Status atual do Leopard 2 adotado em cada país ”Por Hisashi Fujii
,“ Panzer, agosto de 2017, Leopard 2 and Its Development ”Espadachim Tokushima Escrito por Argonaute
," Panzer July 2019 Leopard 2HEL "Argonaute
," Panzer March 1999 Overseas News "Argonaute
," Panzer August 2000 Overseas News "Argonaute
・ "AFV 2021 ~ 2022 of the World" Argonaute Co.
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・ "Battle Vehicles of the World 2006-2007" Galileo Publishing
・ "Novo Mundo "Catálogo do tanque principal" Sanshusha

Tanques Leopard 2HEL: A Versão Helênica de Elite do Leopard 2

Introdução

O Leopard 2HEL representa o ápice da colaboração entre a indústria de defesa alemã e as Forças Armadas da Grécia, combinando a robustez consagrada da plataforma Leopard 2 com modificações específicas desenvolvidas para atender às exigências operacionais do teatro do Mediterrâneo Oriental. Designado oficialmente como Leopard 2A6EX ("EX" de Export/Expansion), o 2HEL ("HEL" de Hellenic) não é meramente uma variante de exportação, mas uma versão aprimorada que incorpora avanços tecnológicos significativos em relação ao Leopard 2A6 padrão operado pelo Exército Alemão.
Este artigo explora em detalhes o processo de seleção, as características técnicas distintivas e o papel estratégico que o Leopard 2HEL desempenha na modernização das forças blindadas helênicas.

Contexto Histórico: A Necessidade de Renovação da Frota Blindada Grega

No final da década de 1990, o Exército Helênico enfrentava um desafio estratégico considerável: sua frota principal de blindados era composta por tanques M47 e M48 Patton de fabricação americana, plataformas obsoletas que, apesar de décadas de serviço leal, não possuíam capacidade de enfrentamento contra ameaças modernas na região.
Em 1998, Atenas decidiu iniciar um programa ambicioso para adquirir 250 novos Main Battle Tanks (MBTs) capazes de garantir superioridade blindada nas fronteiras continentais e nas ilhas do Egeu. O processo de seleção foi conduzido com rigor técnico e transparência, refletindo a importância estratégica da decisão para a defesa nacional grega.

O Processo de Seleção: Uma Competição Internacional

A licitação inicial atraiu propostas de alguns dos principais fabricantes de blindados do mundo:
  • Estados Unidos: M1A2 Abrams, fabricado pela General Dynamics Land Systems (GDLS)
  • Reino Unido: Challenger 2E, da Vickers Defence Systems (VDS)
  • Alemanha: Leopard 2A5, da Krauss-Maffei Wegmann (KMW)
Posteriormente, o leque de candidatos foi ampliado para incluir:
  • França: Leclerc, da GIAT Industries
  • Rússia: T-80U, da Omsk Tank Plant
  • Ucrânia: T-84, da Kharkiv Morozov Design Bureau
Entre 10 e 12 meses de 1999, testes comparativos de desempenho foram conduzidos em território grego, avaliando mobilidade, poder de fogo, proteção, confiabilidade e integração de sistemas. Os tanques T-80U e T-84 não participaram desta fase de avaliações.

Resultados dos Testes Comparativos

Cada plataforma demonstrou pontos fortes distintos:
Tanque
Pontos Fortes Identificados
Leopard 2A5
Capacidade de cruzamento, desempenho geral equilibrado
M1A2 Abrams
Poder de fogo bruto, blindagem pesada
Challenger 2E
Autonomia operacional, eficiência em cruzeiro
Leclerc
Agilidade, sistema de recarga automática
Após análise técnica aprofundada e considerações estratégicas, o Exército Grego anunciou, no início de 2002, a seleção do Leopard 2A6 como seu novo MBT principal — a versão mais avançada da série Leopard 2 disponível na época.

Contrato e Produção: Parceria Estratégico-Industrial

Em março de 2003, o Ministério da Defesa da Grécia e a Krauss-Maffei Wegmann assinaram contrato para a aquisição de 170 tanques Leopard 2HEL, com as seguintes condições de produção:
  • 30 unidades: fabricadas integralmente na Alemanha pela KMW
  • 140 unidades: produzidas sob licença pela ELVO (Elliniki Viomihania Ohimaton), a indústria de veículos militares da Grécia
A entrega foi escalonada entre 2006 e 2009, permitindo treinamento progressivo das tripulações e integração doutrinária nas unidades blindadas helênicas.

Melhorias Distintivas do Leopard 2HEL

O Leopard 2HEL não é uma simples réplica do 2A6 alemão. Incorpora uma série de aprimoramentos desenvolvidos em conjunto pelas equipes técnicas gregas e alemãs, resultando em uma plataforma com capacidades superiores em múltiplos domínios.

Eletrônica Veicular Avançada (Vetronics)

O sistema Vetronics do 2HEL foi especialmente reforçado para suportar operações em ambientes de alta interferência eletromagnética e condições climáticas extremas do Mediterrâneo. A arquitetura de barramento de dados foi otimizada para integração com sistemas de comando e controle nacionais, garantindo interoperabilidade com outras plataformas das FDI gregas.

Sistema de Controle de Tiro (FCS) Aprimorado

O FCS do Leopard 2HEL apresenta alcance efetivo estendido em relação à versão original, permitindo engajamento preciso de alvos a distâncias superiores. A combinação de telêmetro a laser de nova geração, computador balístico digital e sensores ambientais permite disparos precisos mesmo em movimento e sob condições adversas.

Visão Noturna de Alta Resolução

Os dispositivos de visão noturna infravermelha foram substituídos por unidades de resolução superior, ampliando significativamente a capacidade de detecção, reconhecimento e identificação de alvos em operações noturnas ou com baixa visibilidade.

Sistema C4I "INIOCHOS"

Um dos diferenciais mais significativos do 2HEL é a integração do sistema de comando, controle, comunicações, computação e inteligência (C4I) denominado "INIOCHOS" — nome que remonta aos antigos carros de guerra gregos de duas rodas.
Desenvolvido pela Rheinmetall Defence Electronics (RDE) em cooperação com a indústria de defesa grega, o INIOCHOS permite:
  • Troca de dados em tempo real entre veículos da mesma unidade
  • Integração com centros de comando de batalha
  • Visualização compartilhada do campo de batalha
  • Coordenação de fogo indireto e apoio aéreo aproximado
Essa capacidade transforma cada Leopard 2HEL em um nó de uma rede de combate integrada, multiplicando o poder de fogo coletivo da unidade.

Retorno do Sensor Ambiental

Curiosamente, o Leopard 2HEL reintroduziu o sensor ambiental que havia sido removido após o primeiro lote de produção do Leopard 2 original do Exército Alemão. Embora os motivos exatos dessa decisão não tenham sido oficialmente divulgados, especula-se que a melhoria do FCS para permitir disparos laterais precisos — uma capacidade limitada nas primeiras versões do Leopard 2 — tenha tornado os dados de direção e velocidade do vento críticos para a precisão de tiro em longo alcance.

Proteção Aprimorada

A blindagem do Leopard 2HEL recebeu reforços significativos em áreas críticas:
  • Parte frontal superior do casco: blindagem composta adicional para proteção contra projéteis de energia cinética e carga moldada
  • Superfície superior da torre: reforço contra ataques de topo, uma vulnerabilidade explorada por munições modernas
Essas melhorias elevam o nível de proteção do 2HEL acima do padrão Leopard 2A6, aproximando-o das configurações mais avançadas operadas por outras nações da OTAN.

Conforto e Sustentabilidade Operacional

Reconhecendo as condições climáticas exigentes do teatro de operações grego, o Leopard 2HEL incorpora:
  • Sistema de ar condicionado integrado: essencial para o funcionamento confiável da eletrônica e para o conforto da tripulação em temperaturas elevadas
  • Unidade de Potência Auxiliar (APU): instalada no lado direito do compartimento do motor, permite operação dos sistemas eletrônicos e de climatização sem acionar o motor principal, reduzindo assinatura térmica e acústica em posições de emboscada ou vigilância
Visualmente, a presença da APU é identificável pela protuberância característica no teto do compartimento do motor.

Especificações Técnicas: Leopard 2HEL

Parâmetro
Valor
Comprimento total (canhão à frente)
11,17 m
Comprimento do casco
7,72 m
Largura total
3,74 m
Altura total
2,64 m
Peso em combate
~62,5 t (estimado)
Tripulação
4 (comandante, atirador, carregador, motorista)
Motor
MTU MB873 Ka-501, V12 diesel turboalimentado, refrigerado a líquido
Potência máxima
1.500 cv a 2.600 rpm
Relação potência/peso
~24 cv/t
Velocidade máxima (estrada)
72 km/h
Autonomia operacional
500 km
Armamento principal
Canhão de alma lisa Rh120-L55, 120 mm, 55 calibres (42 projéteis)
Armamento secundário
2× metralhadoras MG3 7,62 mm (4.750 munições)
Blindagem
Composta modular de terceira geração, com reforços específicos
Sistema de controle de tiro
FCS aprimorado com sensores ambientais reinstalados
Sistema C4I
INIOCHOS (Rheinmetall Defence Electronics)

Integração Doutrinária e Papel Estratégico

A introdução do Leopard 2HEL permitiu ao Exército Helênico modernizar suas brigadas blindadas de acordo com os padrões da OTAN, garantindo interoperabilidade com aliados e capacidade de dissuasão credível na região.
As unidades equipadas com o 2HEL foram designadas para missões de:
  • Defesa territorial das fronteiras continentais do norte da Grécia
  • Projeção de poder nas ilhas do Egeu
  • Resposta rápida a crises regionais
  • Participação em operações de paz e coalizão sob mandato internacional
A capacidade de integração em rede proporcionada pelo sistema INIOCHOS permite que os Leopard 2HEL operem como parte de um ecossistema de combate mais amplo, coordenando ações com infantaria mecanizada, artilharia, aviação e sistemas de defesa aérea.

Legado e Perspectivas Futuras

O Leopard 2HEL consolidou-se como um dos blindados mais capazes em serviço no Sudeste Europeu. Sua combinação de poder de fogo, proteção, mobilidade e consciência situacional avançada garante relevância operacional mesmo diante da evolução das ameaças assimétricas e convencionais.
Além disso, o programa de produção sob licença pela ELVO fortaleceu a base industrial de defesa grega, capacitando engenheiros e técnicos locais em tecnologias de ponta de blindados. Esse know-how tem sido aplicado em programas subsequentes de modernização e manutenção de frota.
Embora o Exército Grego continue a avaliar opções de atualização futura — incluindo possíveis integrações de blindagem ativa, munições programáveis e sistemas de proteção contra drones — o Leopard 2HEL permanece como pilar da força blindada helênica, simbolizando a capacidade de uma nação média de adquirir, adaptar e operar sistemas de combate de classe mundial.

Conclusão

O Leopard 2HEL é mais do que uma variante de exportação: é o resultado de um processo criterioso de seleção, uma parceria industrial estratégica e uma visão clara das necessidades operacionais gregas. Ao combinar a excelência da plataforma Leopard 2 com melhorias específicas em eletrônica, controle de tiro, proteção e integração de rede, a Grécia criou um blindado que não apenas atende, mas supera os requisitos do campo de batalha moderno.
Em um contexto regional marcado por tensões históricas e evolução tecnológica acelerada, o Leopard 2HEL representa um investimento em soberania, dissuasão e capacidade de resposta. Sua trajetória reforça uma lição fundamental da guerra blindada contemporânea: a superioridade não reside apenas no hardware, mas na integração inteligente de tecnologia, doutrina e treinamento — princípios que o Leopard 2HEL encarna com distinção.

Tanque Shot Kal / Ben-Gurion: A Reinvenção Israelense do Centurion

 

Shot Cal / Ben-Glion Tank





- O tanque disparado

Israel comprou a série de tanques médios M4 fabricados nos Estados Unidos, usados ​​em cada país no início do país sob o nome de sucata e regenerou-o como o principal MBT da unidade blindada, e uma versão melhorada do meio M4 tanque do meio até a segunda metade da década de 1950 O tanque M50 Super Sherman foi desenvolvido e transformado em uma força.
No entanto, quando os países árabes hostis recebem uma grande quantidade de tanques médios T-54 / T-55 de fabricação soviética e tanques pesados ​​IS-3 que soam com blindagem pesada, os tanques Super Sherman também ficam sem força. não esconda.

Portanto, Israel decidiu adquirir o tanque Centurion, que era a primeira geração do MBT após a guerra do Exército Britânico e foi exportado para vários países e se tornou um campeão de vendas, como o principal MBT da unidade blindada para substituir a série M4 Sherman.
Desde a introdução de 60 tanques Centurion Mk.5 usados ​​do Reino Unido em 1960, Israel também comprou e renovou a série de tanques Centurion, que havia sido aposentada no país de uso, e continua a usá-la até hoje.

No entanto, quando foi apresentado pela primeira vez ao Exército israelense, a avaliação operacional dos tanques Centurion era desanimadora.
Com o motor Meteor Mk.IV B V12 a gasolina refrigerado a líquido (potência 650cv) fabricado pela Rolls-Royce do Reino Unido e a transmissão manual Merit Brown Z51R (5 frente / 2 ré) fabricada por David Brown. O pack foi desenvolvido para operação na Europa Ocidental centrado no Reino Unido, portanto não poderia ser adaptado à área desértica do Oriente Médio, que era cheia de calor e poeira fina ...

Na Europa, os conjuntos de energia dos tanques Centurion, que eram origami altamente confiáveis, eram consumidos nas áreas em pé pela poeira fina da microunidade na área desértica do Oriente Médio, e os conjuntos de energia eram frequentemente substituídos e extensivamente mantido.
Além disso, freqüentemente ocorriam superaquecimento devido ao entupimento de areia do radiador e acidentes devido ao superaquecimento do tambor de freio resfriado a ar em uma encosta em declive, o que incomodava os ocupantes.

E o principal tanque de batalha do tanque Centurion, o canhão Mk.II de 66,7 calibre 20 libras (83,4 mm) fabricado pelo Arsenal Real do Reino Unido, tende a expandir rapidamente o campo de pouso e pulverização conforme a distância aumenta, e é usado para combate de área ampla. No treinamento de tiro no local a uma distância de 1.500 m ou mais (implementado com o objetivo de ultrapassar o MBT soviético no lado árabe com FCS (Sistema de Controle de Fogo) fraco), a taxa de acerto contra alvos do tamanho de tanques caíram abaixo de 50%. Muito inferior aos tanques Super Sherman tornou os tanques impopulares.

Além disso, o tanque Super Sherman foi equipado com um motor diesel VT8-460-B1 V8 refrigerado a líquido (potência 460cv) fabricado pela Kamins dos Estados Unidos, que possui boa confiabilidade e economia de combustível. O tanque Centurion tinha um curto alcance de cruzeiro devido à baixa economia de combustível e freqüentemente quebrava, então alguns oficiais do tanque evitavam embarcar no veículo.
Além disso, por ser um motor a gasolina, tinha a desvantagem de apresentar alto risco de incêndio.

No entanto, o major-general Israel Tal, que foi a força motriz por trás da fundação das Forças Blindadas do Exército de Israel e comandante da divisão, se concentrou no corpo robusto e na estrutura da torre do tanque Centurion e encontrou uma maneira de fazer uso eficaz dele .
Ele percebeu que o tanque Centurion na Grã-Bretanha estava substituindo o canhão principal pelo poderoso canhão tanque L7 de 105 mm e instalou essa arma no tanque Centurion do Exército israelense, além de consertar e substituir as relações de poder. Achei que o desempenho poderia ser melhorado.

Em seguida, ele propôs ao Quartel-General do Estado-Maior Geral enviar pessoal técnico ao Reino Unido e comprar o canhão tanque L7 de 105 mm.
Naquela época, quando a Síria se separou do Egito em outubro de 1961, o país, que tinha uma cor anti-israelense particularmente forte, provocou ativamente as tropas israelenses nas Colinas de Golã, na área de fronteira.

Há uma fazenda de assentamento israelense (Kibutz) na área de fronteira no lado oeste do planalto, e muitas vítimas foram causadas a trabalhadores e guardas de fronteira durante o trabalho agrícola, mas devido à contenção da ONU, ataques aéreos e outros ataques em grande escala O povo israelense ficou frustrado porque não conseguiu revidar.

Naquela época, as Colinas de Golã eram inteiramente fortificadas pelo exército sírio, e a artilharia e os antigos tanques Panzer IV alemães podiam ser colocados em bunkers espalhados em posições bastante altas para atirar livremente de fora do alcance efetivo do lado israelense. Eu estava pronto .
O major-general Tal decidiu repentinamente introduzir um tanque Centurion equipado com o canhão tanque L7 de 105 mm, e vários deles foram reformados com urgência e enviados para o local.

E quando o exército sírio disparou, os pontos de fogo foram destruídos um após o outro pela luz solar direta, e seu efeito foi demonstrado.
Então, no final de 1961, a compra de 90 tanques Centurion com canhões tanque de 105 mm foi contratada com o Reino Unido.
Além disso, os atuais tanques Centurion equipados com canhões de 20 libras, de propriedade do Exército israelense, foram gradualmente substituídos por canhões de 105 mm.

O recém-adotado canhão tanque britânico de calibre 51 L7A1 é um RARDE (Estabelecimento Real de Pesquisa e Desenvolvimento de Armamentos: Royal) para competir com o canhão de 100 mm D-10T, calibre 56, equipado com o tanque médio soviético T-54. Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento de Armas), a produção em massa começou na fábrica de Nottingham do Royal Arsenal em 1959. Era um excelente canhão de tanque que também foi usado como o canhão principal do MBT ocidental de 2ª geração.

Ao usar APDS (shell perfurante com barril de bala) com um peso de ogiva de 5,79 kg, a velocidade do cano é 1.470 m / s, o alcance efetivo é 1.800 m, o alcance é de 1.000 m, e o RHA (placa de armadura homogênea enrolada ) com uma espessura de 330 mm. Era possível.
Além disso, o tanque Centurion montado na arma de 105 mm do Exército israelense tem um espaço de armazenamento de munição expandido em comparação com o tipo montado na arma de 105 mm no país de origem do Reino Unido, e o número de cartuchos de 105 mm montados é 64 no país de origem do Reino Unido, enquanto os israelenses Exército O número de veículos aumentou para 72.

O Exército israelense deu ao tanque Centurion, cujo canhão principal foi substituído de um canhão tanque de 20 libras por um canhão tanque L7 de 105 mm, o nome "Sho't" (que significa "apito" em hebraico).


-Shot Cal / Ben-Glion Tank Em

1967, decidiu-se substituir o motor a gasolina Meetia instalado no tanque Centurion por um motor a diesel de baixo risco de incêndio e boa economia de combustível.
Como resultado de testes comparativos usando três tipos de motores, decidiu-se usar o motor a diesel AVDS-1790-2A V12 refrigerado a ar (potência 750cv) fabricado pela Continental (atualmente L-3 CPS) dos Estados Unidos. ..

Além disso, a transmissão será substituída da transmissão manual Brown Z51R convencional por uma transmissão automática cross-drive (2 frente / 1 ré) com um conversor de torque fluido CD-850-6 fabricado pela Allison dos Estados Unidos. Foi o que aconteceu .
Este pacote de potência é igual ao tanque M48A5 e tanque M60 de fabricação americana que foram introduzidos ao mesmo tempo, e era extremamente vantajoso em termos de combustível e suprimento de peças, bem como fácil manutenção em campo.

Em termos de desempenho, a velocidade máxima na estrada foi melhorada para 45km / h, e com a mudança da transmissão do tipo manual para o tipo automático, o dispositivo de controle também foi alterado do tipo de alavanca para o tipo de alça , facilitando a manobra dos ocupantes, reduzindo o cansaço e simplificando o treino.
Ao mesmo tempo, um freio resfriado a óleo foi instalado para melhorar a segurança de dirigir em declives, de modo que a boa potência de escalada original do tanque Centurion e o desempenho de travessia em terrenos acidentados possam ser demonstrados mesmo sob condições severas de calor.

A nova fonte de alimentação americana era maior do que a tradicional fonte de alimentação britânica, por isso não cabia na casa de máquinas de um tanque Centurion.
Por isso, o volume da casa de máquinas foi ampliado, e o motor foi instalado ligeiramente inclinado para que pudesse ser acomodado.
Além disso, a carga de combustível foi aumentada junto com a substituição do bloco de força, e um novo sistema de extinção de incêndio também foi instalado.

Com essas melhorias, o alcance do tanque Centurion modificado na estrada foi muito melhorado para 500 km, o que é cerca de cinco vezes o do tanque Centurion Mk.3.
O tanque Centurion modificado, que tem o canhão principal substituído por um canhão de 105 mm e está equipado com um novo pacote de força, tem o nome "Sho't Kal" (Kal é uma abreviatura de Continental, um fabricante de motores).

Na época da Guerra dos Seis Dias (Guerra dos Seis Dias) em 1967, 385 tanques Shot Cal haviam sido implantados e, após o início da guerra, eles estavam muito ativos principalmente na área das Colinas de Golã e no T-54 do Exército Sírio tanque médio e T. Além de dominar o tanque médio -34-85, ele também destruiu a Guerra dos Seis Dias do Exército Egípcio (organizada com o tanque médio T-55) na Península do Sinai.

O tanque Shot Cal, que foi a força motriz por trás da vitória na Guerra dos Seis Dias, foi informalmente batizado em homenagem a David Ben-Gurion, um dos líderes da fundação de Israel e presidente do Conselho Judaico do Distrito Palestino. a se chamar "Gurion" (Ben-Gurion), e mesmo depois foi equipado com ar condicionado, computador balístico, sensor de direção do vento, etc. (Toureiro) Foi promovida a introdução do FCS.

Em particular, APFSDS (shell perfurante alado estável com cano de bala) para canhões tanque de 105 mm também foi desenvolvido antes do país de origem da Grã-Bretanha, melhorando muito a penetração da armadura (cerca de 400 mm de espessura a um alcance de 2.000 m) e ainda tem notch attack power hoje. Continua a manter.
A participação mais recente no tanque Ben-Glion foi a Guerra do Líbano em 1982 (Operação de Paz Gariraya), momento em que o primeiro ERA prático (armadura reativa) "Blazer" (blazer) do mundo. Pacotes de armadura são anexados a várias partes de a carroceria e a torre do carro e colocá-la.

Estes são Rafael e IMI (Militares de Israel) para combater a munição explosiva moldada disparada do rifle anti-tanque sem recuo portátil RPG soviético, muito usado pelas forças de guerrilha da OLP (Organização para a Libertação da Palestina). Foi desenvolvido em conjunto pela (Indústria) , e depois disso, um pacote ERA que imitou um blazer foi desenvolvido em vários países, como a antiga União Soviética, e pode ser acoplado a tanques.
Cerca de 1.100 tanques Ben-Gurion, incluindo variantes, ainda estão no exército israelense.

Atualmente, todos os tanques Ben-Gurion do Exército israelense estão equipados com o pacote de armadura Blazer.
A maioria dos tanques Ben-Gurion também está equipada com lançadores de bomba de fumaça de 6 unidades do tipo caixa IMI CL-3030 nos lados esquerdo e direito da torre.
Além disso, alguns tanques Ben-Gurion são equipados com uma metralhadora pesada M2 de 12,7 mm, fabricada pela Browning, dos Estados Unidos, no escudo principal do canhão.


<Shot Cal / Ben-Glion Tank>

Comprimento total : 9,854m
Comprimento do corpo: 7,823m
Largura total
: 3,39m Altura
total : 3,009m Peso total : 53,82t
Tripulação: 4 pessoas
Motor: Continental AVDS-1790-2A 4 tempos V12 cilindro diesel refrigerado a ar
Potência máxima: 750hp / 2.400 rpm
Velocidade máxima: 45km / h
Alcance do cruzeiro: 500km
Armados: canhão de rifle de calibre 105 mm L7A1 x 1 (72 tiros)
        metralhadora 7,62 mm FN-MAG x 2 (5.600 tiros)
Armadura espessura: 17 ~ 152 mm


<Referências>

・ "Edição de setembro de 2013 de Pantzer: Centurião de Israel adaptado ao árduo campo de batalha do Oriente Médio após trabalho duro"
 por Naoya Yoshida Argonaute, Inc.
・ "Edição de Pantzer de abril de 2007 Desenvolvimento do Centurião e tiro" "Transformação" Osamu Takeuchi / Mitsuru Shiraishi co-autoria
de Argonaute, "Pantzer agosto de 2000, Desenvolvimento, Estrutura e Desenvolvimento de tanques Centurion" por Miharu Kosei, Argonaute, "Panturion
, dezembro 2011" Tanques Centurion usados ​​em vários países Kenji Jojima, Argonaute
, "Pantzer setembro 2013, Centurion of the Golan Plateau "Fumie Matsui, Argonaute
," War Machine Report 18 Mercaba and Israel MBT "Argonaute
," World AFV Yearbook 2005-2006 "Argonaute
," Grand Power agosto 2006 Centurion Tank (2) Processo de renovação e características de Cada tipo "por Miharu Kosei Galileo Publishing
," Grand Power fevereiro 2015 Centurion Tank Series "por Hitoshi Goto Galileo Publishing
・" Grand Power June 2005 Series: Middle East War (3) "por Miharu Kosei Galileo Publishing
・" Tanks of the World ( 2) Pós-Segunda Guerra Mundial-Edição Moderna "Delta Publishing
・" Ilustração de Tanques do Mundo "Ted 26 Mercaba Main Battle Tank MKs I / II / III" por Sam Katz Dainippon Painting
・ "Tank Mechanism Picture Book" da Makoto Ueda Grand Prix Publishing
・ "Tank Directory 1946-2002 Edição Atual" Koei

Tanque Shot Kal / Ben-Gurion: A Reinvenção Israelense do Centurion

Introdução

A história do tanque Centurion nas Forças de Defesa de Israel (FDI) é um dos exemplos mais marcantes de engenharia militar pragmática e adaptação doutrinária. Adquirido originalmente como uma plataforma britânica de primeira linha, o veículo enfrentou rejeição inicial devido à incompatibilidade com o ambiente desértico e às limitações de seu armamento original. Através de um programa agressivo de modernização liderado por especialistas israelenses e pela visão do general Israel Tal, o Centurion foi completamente reconfigurado. O resultado foi a família Shot Kal, posteriormente conhecida como Ben-Gurion, que se tornou a espinha dorsal das unidades blindadas israelenses por mais de duas décadas e escreveu capítulos decisivos nos conflitos do Oriente Médio.

Contexto Histórico e a Busca por um Novo Blindado

Nos primeiros anos de existência do Estado de Israel, as forças blindadas dependiam quase exclusivamente de tanques M4 Sherman, adquiridos no mercado internacional sob a fachada de "sucata" e regenerados localmente. Durante a década de 1950, Israel desenvolveu as variantes M50 e M51 "Super Sherman", que mantiveram relevância tática por algum tempo. Contudo, a introdução massiva de blindados soviéticos modernos — como os T-54, T-55 e o pesado IS-3 — nos exércitos árabes alterou drasticamente o equilíbrio de poder regional. Os Sherman, mesmo atualizados, tornaram-se insuficientes frente à blindagem e ao poder de fogo das novas ameaças, exigindo a aquisição urgente de um Main Battle Tank (MBT) de geração mais avançada.

Os Primeiros Centurion e os Desafios do Teatro de Operações

Em 1960, Israel adquiriu 60 tanques Centurion Mk.5 usados do Reino Unido, iniciando um processo contínuo de compra e regeneração de unidades aposentadas em outros países. Apesar do reconhecimento internacional do Centurion como um dos melhores tanques de sua época, a avaliação operacional inicial pelas FDI foi profundamente desanimadora.
O grupo motopropulsor original — motor Rolls-Royce Meteor Mk.IV B V12 a gasolina (650 cv) e transmissão manual David Brown Z51R — foi projetado para operar no clima temperado da Europa Ocidental. Nas condições do deserto do Oriente Médio, o sistema enfrentou falhas críticas: a poeira fina acelerava o desgaste interno, o radiador entupia rapidamente com areia, os freios a tambor superaqueciam em descidas prolongadas e o consumo de combustível era extremamente ineficiente. Além disso, o canhão principal Mk.II de 20 libras (83,4 mm) apresentava dispersão excessiva em distâncias superiores a 1.500 metros, resultando em taxas de acerto abaixo de 50% contra alvos do tamanho de um tanque. O risco de incêndio do motor a gasolina e a baixa confiabilidade mecânica levaram muitos tripulantes a evitar operar o veículo.

A Visão Estratégica de Israel Tal e a Revolução do Calibre 105 mm

O major-general Israel Tal, considerado o pai das forças blindadas israelenses, reconheceu o valor intrínseco do casco robusto e da torre bem projetada do Centurion. Acompanhando os desenvolvimentos no Reino Unido, onde o canhão L7 de 105 mm estava substituindo a arma de 20 libras, Tal propôs ao Estado-Maior a aquisição do novo canhão e a modernização do sistema de propulsão.
Em outubro de 1961, com as tensões nas Colinas de Golã escalando devido a ataques sírios a partir de posições fortificadas em elevações, Tal ordenou a adaptação urgente de alguns Centurion com o canhão L7 de 105 mm. Os veículos reformados foram enviados imediatamente à linha de frente. Os resultados foram imediatos: bunkers, posições de artilharia e antigos Panzer IV sírios foram neutralizados com precisão cirúrgica a longas distâncias. O sucesso operacional levou à contratação de 90 novos Centurion já equipados com o canhão de 105 mm e à conversão progressiva de toda a frota existente. O veículo recebeu a designação israelense "Sho't" (que significa "Chicote" em hebraico).
O canhão L7A1 de 105 mm, calibre 51, desenvolvido pelo Royal Armament Research and Development Establishment (RARDE), foi projetado para superar o D-10T soviético de 100 mm. Disparando projéteis APDS de 5,79 kg a uma velocidade inicial de 1.470 m/s, oferecia alcance efetivo de 1.800 m e penetração de 330 mm de blindagem homogênea a 1.000 m. Israel ainda expandiu a capacidade interna de armazenamento, aumentando a dotação de munição de 64 para 72 projéteis, otimizando a autonomia de combate.

O Programa "Sho't Kal": A Transformação do Grupo Motopropulsor

Em 1967, as FDI decidiram eliminar definitivamente as deficiências do motor a gasolina. Após testes comparativos com três opções, selecionou-se o motor diesel Continental AVDS-1790-2A V12 refrigerado a ar (750 cv), acoplado à transmissão automática Allison CD-850-6. Essa combinação, idêntica à utilizada nos M48A5 e M60 americanos adquiridos na mesma época, trouxe padronização logística, maior confiabilidade e facilidade de manutenção em campanha.
A substituição elevou a velocidade máxima para 45 km/h. A transmissão automática substituiu alavancas manuais por manoplas, reduzindo a fadiga da tripulação e simplificando o treinamento. Freios resfriados a óleo foram instalados para resolver os problemas de superaquecimento em declives, preservando a excelente capacidade de escalada e mobilidade em terrenos acidentados que caracterizavam o casco original.
Como o novo powerpack era fisicamente maior que o britânico, o compartimento do motor foi expandido e o bloco instalado com uma leve inclinação. A capacidade de combustível foi aumentada e um sistema moderno de supressão de incêndios foi integrado. A autonomia operacional saltou para 500 km, aproximadamente cinco vezes a do Centurion original. Essa versão recebeu o nome "Sho't Kal" ("Kal" sendo a abreviatura de Continental).

Provação de Combate: A Guerra dos Seis Dias (1967)

Às vésperas da Guerra dos Seis Dias, 385 tanques Sho't Kal já estavam operacionais. Durante o conflito, demonstraram domínio tático absoluto. Nas Colinas de Golã, enfrentaram e neutralizaram colunas de T-54 e T-34-85 sírios; no Sinai, destruíram formações de T-55 egípcios com eficiência devastadora. Sua precisão de tiro, mobilidade em terreno arenoso e confiabilidade mecânica sob calor extremo foram fatores decisivos para a vitória israelense em ambas as frentes.

A Era "Ben-Gurion": Eletrônica, APFSDS e a Blindagem Reativa Blazer

O desempenho excepcional em 1967 rendeu ao tanque o apelido informal "Ben-Gurion", em homenagem a David Ben-Gurion, um dos principais fundadores do Estado de Israel. O nome foi posteriormente adotado oficialmente para designar as versões mais modernizadas da plataforma.
As FDI continuaram a aperfeiçoar o veículo ao longo dos anos 1970: sistemas de ar condicionado, computadores balísticos digitais, sensores de vento cruzado e sistemas de controle de tiro (FCS) integrados foram incorporados. Crucialmente, a indústria de defesa israelense desenvolveu internamente o projétil APFSDS para o canhão de 105 mm antes mesmo do Reino Unido, alcançando penetração de aproximadamente 400 mm a 2.000 metros, mantendo poder de penetração relevante por décadas.
Na Guerra do Líbano (1982), o Ben-Gurion foi a primeira plataforma blindada do mundo a empregar operacionalmente a blindagem reativa explosiva (ERA) "Blazer", desenvolvida em conjunto pela Rafael e pela IMI. O sistema foi projetado especificamente para neutralizar ogivas de carga moldada disparadas por RPGs e lançadores portáteis, amplamente utilizados por forças guerrilheiras. O sucesso do Blazer foi tão impactante que inspirou o desenvolvimento de sistemas equivalentes na União Soviética, Estados Unidos e Europa.
Aproximadamente 1.100 unidades (incluindo variantes) permaneceram em serviço ativo e de reserva, todas padronizadas com o pacote Blazer. A maioria também recebeu lançadores de fumaça IMI CL-3030 de seis tubos nas laterais da torre, e algumas unidades foram equipadas com metralhadora pesada M2 de 12,7 mm de operação remota no escudo do canhão.

Especificações Técnicas (Shot Kal / Ben-Gurion)

Parâmetro
Valor
Comprimento total
9,854 m
Comprimento do casco
7,823 m
Largura
3,39 m
Altura
3,009 m
Peso em combate
53,82 t
Tripulação
4 (comandante, atirador, carregador, motorista)
Motor
Continental AVDS-1790-2A V12 diesel, refrigerado a ar
Potência máxima
750 cv a 2.400 rpm
Velocidade máxima
45 km/h
Autonomia operacional
500 km
Armamento principal
Canhão L7A1 de 105 mm, calibre 51 (72 projéteis)
Armamento secundário
2× FN-MAG 7,62 mm (5.600 munições)
Blindagem base
17 a 152 mm (aço homogêneo, posteriormente reforçada com ERA Blazer)

Legado e Conclusão

O Shot Kal / Ben-Gurion representa um estudo de caso em como a integração inteligente de tecnologias, a substituição estratégica de componentes críticos e a adaptação às lições do campo de batalha podem estender a vida útil e a relevância de uma plataforma muito além de suas origens. Israel transformou um tanque britânico inicialmente rejeitado em uma arma de combate dominante, desenvolvendo munição própria, blindagem reativa pioneira e sistemas de tiro que anteciparam gerações futuras de MBTs.
Mais do que um veículo, o Ben-Gurion consolidou uma doutrina de modernização incremental que seria repetida nos programas Magach, nos Merkava e em iniciativas de exportação como o Sabra. Sua trajetória prova que a excelência militar não depende apenas do equipamento de origem, mas da capacidade de uma nação em adaptar, inovar e extrair o máximo potencial de cada recurso disponível. O Ben-Gurion permanece, até hoje, como um dos tanques mais longevos, eficientes e historicamente significativos da era pós-Segunda Guerra Mundial.