quinta-feira, 2 de julho de 2026

CRIME BRUTAL EM BELO HORIZONTE: MÃE É ASSASSINADA E DECAPITADA PELO PRÓPRIO FILHO Cenário de extrema violência choca moradores e autoridades no bairro Nova Cachoeirinha; suspeito tem histórico de transtorno mental

 

CRIME BRUTAL EM BELO HORIZONTE: MÃE É ASSASSINADA E DECAPITADA PELO PRÓPRIO FILHO

Cenário de extrema violência choca moradores e autoridades no bairro Nova Cachoeirinha; suspeito tem histórico de transtorno mental


CRIME BRUTAL EM BELO HORIZONTE: MÃE É ASSASSINADA E DECAPITADA PELO PRÓPRIO FILHO

Cenário de extrema violência choca moradores e autoridades no bairro Nova Cachoeirinha; suspeito tem histórico de transtorno mental
O último apelo de amor de Jussara Maria Rodrigues, de 54 anos, ficou gravado na memória dos vizinhos e na investigação policial. Antes de ser morta de forma cruel, a mulher teria dito: “Não faz isso, filho, eu te amo” — palavras que antecederam o silêncio absoluto no apartamento do 9º andar do Edifício Halley, na região Noroeste de Belo Horizonte.

O desaparecimento e a chegada da polícia

Jussara foi encontrada sem vida nesta segunda-feira, dia 22, após três dias sem contato com familiares e vizinhos, que começaram a suspeitar da situação. A preocupação aumentou com o comportamento do filho da vítima, de 27 anos, que tem histórico médico de esquizofrenia.
A Polícia Militar foi acionada e precisou forçar a entrada no imóvel. Ao entrar, os policiais encontraram o jovem sem camisa, descalço e calado. Sem oferecer resistência, ele confessou o crime logo na primeira pergunta, conforme relata o sargento Gleidson Wellys, do 34º Batalhão:
“A primeira coisa que perguntamos foi onde estava a mãe. Ele respondeu que tinha matado ela e que o corpo estava no quarto.”

Uma cena que choca até policiais experientes

Ao acessar o cômodo indicado, a equipe se deparou com uma das cenas mais graves já vistas pela guarnição. Jussara estava decapitada e com múltiplas perfurações pelo corpo, ferimentos que a perícia ainda não havia conseguido contabilizar com precisão no momento da ocorrência.
Com duas décadas de atuação policial, o sargento não escondeu o impacto da situação:
“Eu fiquei chocado, não vou mentir. Nunca havia passado por algo assim. Foi um crime bárbaro, de extrema violência.”

O encaminhamento e a continuidade das investigações

O suspeito foi levado inicialmente ao Hospital Odilon Behrens, para avaliação de saúde e acompanhamento médico, antes de ser conduzido à delegacia responsável pelo caso.
Em nota oficial, a Polícia Civil informou que os trabalhos seguem em andamento:
“A causa e as circunstâncias completas da morte serão investigadas com rigor. Novas informações serão divulgadas à medida que a perícia e a polícia judiciária avançarem nas apurações.”

O caso levanta também questões importantes sobre a assistência a pessoas com transtornos mentais, tema que volta a ser debatido pela comunidade diante da tragédia, em um cenário onde a falta de acompanhamento especializado pode representar risco tanto para quem sofre da condição quanto para quem convive com a pessoa.

Milton Luiz Pereira: O Prefeito do Fusca e da Probidade Em 1967, o então prefeito de Campo Mourão, no Paraná, Milton Luiz Pereira, renunciou ao cargo para dedicar-se à magistratura. Sua passagem pela administração municipal ficou marcada por princípios que, ainda hoje, servem de exemplo para a vida pública.

 

Milton Luiz Pereira: O Prefeito do Fusca e da Probidade

Em 1967, o então prefeito de Campo Mourão, no Paraná, Milton Luiz Pereira, renunciou ao cargo para dedicar-se à magistratura. Sua passagem pela administração municipal ficou marcada por princípios que, ainda hoje, servem de exemplo para a vida pública.


Milton Luiz Pereira: O Prefeito do Fusca e da Probidade

Em 1967, o então prefeito de Campo Mourão, no Paraná, Milton Luiz Pereira, renunciou ao cargo para dedicar-se à magistratura. Sua passagem pela administração municipal ficou marcada por princípios que, ainda hoje, servem de exemplo para a vida pública.
Em uma época em que a comunicação com a população era mais limitada, Milton já adotava uma postura rara: todos os meses, usava o rádio — o meio de maior alcance na região — para prestar contas detalhadas de cada recurso recebido e gasto. Sem segredos, sem números obscuros, ele mostrava que o dinheiro público pertencia, de fato, ao povo. Além da transparência, sua gestão deixou obras que melhoraram a infraestrutura e a qualidade de vida da cidade, conquistando a confiança e o respeito de todos.

A Consciência Tranquila e o Reconhecimento

Ao deixar o cargo, ele declarou publicamente que saía com a consciência tranquila, sem dívidas, sem compromissos ocultos e sem ter se beneficiado de forma pessoal durante seu mandato. Essa afirmação não era apenas uma frase: para sustentar a família com o salário mais modesto da carreira jurídica que começava, ele havia vendido o próprio automóvel, ficando sem um veículo para se locomover.
Quando os moradores souberam disso, reagiram com gratidão espontânea. Não houve campanhas organizadas por partidos ou instituições: foram pessoas comuns, cidadãos que sentiram que tinham recebido uma administração honesta, que decidiram se unir. Arrecadaram recursos entre si e compraram um Fusca zero-quilômetro para presentear o ex-prefeito — um gesto simples, mas carregado de significado.
A entrega ficou na memória da cidade por um detalhe curioso: logo após receber o veículo, ele apresentou uma pane mecânica. Sem desanimar, os próprios moradores se juntaram e empurraram o carro até a casa de Milton, transformando um pequeno imprevisto em mais um momento de aproximação e afeto.

Uma Carreira de Princípios e um Símbolo Permanente

Milton Luiz Pereira seguiu uma trajetória brilhante e coerente com os valores que sempre defendeu. Na magistratura, subiu por mérito: tornou-se desembargador no Tribunal de Justiça do Paraná e, anos depois, alcançou um dos cargos mais altos da Justiça brasileira, como ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
E manteve-se fiel ao presente recebido: dirigiu aquele mesmo Fusca por mais de quatro décadas, até o fim de sua vida, em 2012. Não o trocou por modelos mais caros ou modernos, pois para ele, o carro representava muito mais do que um meio de transporte: era a prova de que uma administração honesta gera reconhecimento, e que a integridade não custa caro — pelo contrário, constrói respeito.

Hoje, esse mesmo Fusca é preservado e mantido como um símbolo vivo em Campo Mourão. Ele conta uma história que não envelhece: a de que é possível servir ao público com retidão, viver com simplicidade e deixar uma marca que vai muito além de obras ou leis — deixando um exemplo para as gerações futuras.

Clara Fry: A Força que Nasceu da Dor No verão escaldante de 1879, em San Antonio, uma jovem de apenas dezessete anos foi amarrada a um poste sob o sol cruel do meio-dia. Seu nome era Clara Fry. Seu “crime” tinha sido roubar um pão.

 

Clara Fry: A Força que Nasceu da Dor

No verão escaldante de 1879, em San Antonio, uma jovem de apenas dezessete anos foi amarrada a um poste sob o sol cruel do meio-dia. Seu nome era Clara Fry. Seu “crime” tinha sido roubar um pão.


Clara Fry: A Força que Nasceu da Dor

No verão escaldante de 1879, em San Antonio, uma jovem de apenas dezessete anos foi amarrada a um poste sob o sol cruel do meio-dia. Seu nome era Clara Fry. Seu “crime” tinha sido roubar um pão.
Aquele episódio não foi apenas um castigo — foi o ponto de virada que marcaria para sempre a história de uma mulher que se recusou a ser definida apenas pela sua fraqueza ou pelo julgamento alheio. Em uma época em que a fronteira do sudoeste dos Estados Unidos era governada por regras duras, desigualdades gritantes e pouca compaixão, a fome foi o empurrão que levou Clara a um gesto desesperado. Mas a indiferença da sociedade foi o que transformou um ato de sobrevivência em uma humilhação pública.

O Castigo e a Promessa

Amarrada ao poste, sob um calor que parecia derreter a própria terra, Clara sentiu as cordas rasgarem sua pele, o sol queimar seu rosto e o suor misturar-se às lágrimas que ela tentava segurar. Chorar, ali, parecia um sinal de rendição — e rendição era algo que ela não podia permitir. Enquanto os olhares ao redor variavam entre a indiferença e o desprezo, uma ideia firme cresceu dentro dela: ela não iria se quebrar. Naquele silêncio de dor, Clara fez uma promessa silenciosa: nunca mais dependeria da caridade ou da tolerância de ninguém; nunca mais seria submissa às circunstâncias que o mundo lhe impusesse.
Quando a noite chegou e todos acreditavam que ela estava exausta e vencida, Clara encontrou forças que pareciam impossíveis. Mordeu as cordas até que sua boca ficasse ensanguentada, rompeu os nós e arrastou-se pela poeira quente, cada movimento causando uma dor aguda por todo o corpo. Não foi apenas uma fuga do castigo — foi uma fuga para continuar vivendo, para reescrever o seu próprio destino.

Anos de Luta e Superação

Os anos que se seguiram foram marcados por dificuldades extremas. Clara percorreu as margens do rio Nueces, trabalhando entre o gado em condições precárias, dormindo sob árvores com espinhos que feriam sua pele, enfrentando a fome que já conhecia bem, o frio das noites abertas e o medo constante de uma região selvagem e perigosa.
Além dos desafios da natureza, ela teve que enfrentar o preconceito: em uma sociedade que via a mulher como alguém que precisava de proteção e não como alguém capaz de lutar por si mesma, muitos duvidaram que ela pudesse sobreviver sozinha na fronteira. Mas Clara provou o contrário. Com esforço, economia e muita determinação, ela foi construindo o seu caminho, pouco a pouco, sem pedir nada a ninguém.
Aos vinte e cinco anos, a transformação era visível. Clara já era dona de cinquenta cabeças de gado e de um rancho que ergueu com as próprias mãos. As cicatrizes em seus pulsos, marcas do dia em que foi amarrada, não eram apenas feridas curadas — eram símbolos de resistência, lembranças constantes da promessa que havia feito: nunca mais pertencer a ninguém, nunca mais ser submetida ao desprezo ou à miséria.

O Retorno e o Significado da Sua Justiça

Depois de anos construindo a sua vida, Clara tomou uma decisão: voltar a San Antonio. Mas ela não voltou como a menina faminta e humilhada do passado. Voltou como uma mulher de posses, com terra, dinheiro e uma história de luta que ninguém poderia ignorar.
A sua atitude ao chegar à cidade causou espanto: comprou o terreno onde ficava a antiga cadeia e o poste onde havia sido castigada, mandou derrubar toda a construção, pedra por pedra, e espalhou sal sobre o chão. Em tradições antigas, espalhar sal significava impedir que algo voltasse a crescer ou se estabelecesse — e para Clara, era uma forma de dizer que aquele espaço não mais serviria para a crueldade, a injustiça ou a humilhação.
Alguns moradores consideraram o ato um exagero; outros chamaram de vingança. Mas Clara não deu explicações. Manteve o mesmo silêncio que a acompanhou durante os dias de fome, o sol escaldante e a solidão da fronteira. Ela sabia que a sua ação não era sobre se vingar de pessoas específicas — era sobre apagar o símbolo de um sistema que punia a necessidade e ignorava a dignidade humana.

O Legado de Clara Fry

A história de Clara Fry ensina uma lição poderosa: a dor pode destruir uma pessoa, mas também pode ser a semente da sua maior força. Muitas vezes, a justiça não vem dos tribunais ou das leis, especialmente quando essas mesmas leis são feitas para favorecer uns e punir outros. Em muitos casos, ela surge da capacidade de se reerguer, de transformar as feridas em coragem e de tomar para si o controle da própria vida.

Clara Fry, a menina que roubou um pão apenas para não morrer de fome, acabou conquistando algo que ninguém poderia lhe tirar: a sua liberdade, a sua dignidade e, acima de tudo, a última palavra sobre a sua própria história. Ela provou que o mundo pode tentar nos definir pelo erro, pela necessidade ou pela fraqueza — mas quem escreve o final da nossa jornada somos nós mesmos.