domingo, 19 de abril de 2026

Embarcação de Patrulha NO191: Os Caça-Submarinos Soviéticos Projeto 122bis na Marinha Albanesa

 

 Embarcação de patrulha NO191 (1951-1954 / 1958-1960)


DADOS TÉCNICOS


Padrão de deslocamento, t

289

Deslocamento completo, t

325

Comprimento, m

49,5 wl 51,7 oa

Largura, m

6,60

Calado, m

2,19

Não de eixos

3

Maquinário

502: 3 motores diesel 9D

191, 192, 501, 503, 504: 3 General Motors 12-278A a diesel

Potência, hp

502: 3300

191, 192, 501, 503, 504: 3600

Velocidade máxima, nós

20

Combustível, t

óleo diesel 18

Resistência, nm (kts)

3000 (12)

Armamento

191, 192, 501, 503, 504: 1 x 1 - 85/52 90K, 2 x 1 - 37/73 70K, 2 x 2 - 12,7 / 79, 2 DCT, 2 DCR (60), 18 min

502: 1 x 1 - 85/52 90K, 2 x 1 - 37/73 70K, 2 x 2 - 12,7 / 79, 2 x 5 - 250 RBU-1200 DCT, 1 DCR (36), 18 minas

Equipamento eletrônico

191, 192, 501, 503, 504: radar Gyuys ou Zarnitsa, sonar Tamir-9

502: radar Lin 'ou Neptun, sonar Tamir-10 ou Tamir-11

Complemento

54



IMAGENS EM ESCALA PADRÃO


<i> No191 </i> 1965  
No191 1965  


GRÁFICOS





HISTÓRIA DO PROJETO

Caçadores de submarinos do Ex-Projeto Soviético 122bis.

MODERNIZAÇÕES

Nenhum.

SERVIÇO NAVAL

F324 encalhou perto de Brindisi 16.3.1997 com 858 refugiados a bordo. F322 desertou para a Itália em 1995 e foi devolvido à Albânia em 1998.

Embarcação de Patrulha NO191: Os Caça-Submarinos Soviéticos Projeto 122bis na Marinha Albanesa

Introdução

As embarcações de patrulha da classe NO191 representam um capítulo fascinante na história naval da Albânia comunista durante a Guerra Fria. Originalmente projetados e construídos na União Soviética como caça-submarinos do Projeto 122bis, estes navios foram transferidos para a Marinha Popular da Albânia, onde serviram como espinha dorsal das forças de patrulha e defesa costeira do país entre 1951 e 1960, com um segundo período de serviço entre 1958 e 1960.
Estes navios, conhecidos na OTAN como "Kronstadt-class submarine chasers", foram produzidos em grande quantidade durante e após a Segunda Guerra Mundial, servindo não apenas na Marinha Soviética, mas sendo exportados para diversos países do bloco socialista. A Albânia recebeu várias unidades destas embarcações, que desempenharam papel crucial na proteção das águas territoriais albanesas no Mar Adriático e no Estreito de Otranto durante décadas de tensões da Guerra Fria.

Características Técnicas Detalhadas

Dimensões e Deslocamento

Os navios da classe NO191 apresentavam dimensões compactas mas eficientes para suas missões de patrulha costeira e guerra anti-submarina:
  • Deslocamento padrão: 289 toneladas
  • Deslocamento em carga completa: 325 toneladas
  • Comprimento total (oa): 51,7 metros
  • Comprimento na linha de flutuação (wl): 49,5 metros
  • Boca (largura máxima): 6,60 metros
  • Calado: 2,19 metros
Estas dimensões relativamente modestas conferiam aos navios excelente manobrabilidade em águas costeiras rasas, característica essencial para operações no litoral albanês, repleto de baías, enseadas e ilhas. O calado reduzido de apenas 2,19 metros permitia operações em águas muito rasas, enquanto o comprimento de aproximadamente 52 metros proporcionava estabilidade adequada para o Mar Adriático.

Sistema Propulsor

Uma das características mais interessantes destes navios era a diversidade de motores instalados, refletindo tanto as diferentes épocas de construção quanto as disponibilidades de equipamentos no período pós-guerra:
Navio 502:
  • 3 motores diesel 9D de fabricação soviética
  • Potência total: 3.300 hp
  • Configuração: 3 eixos
Navios 191, 192, 501, 503 e 504:
  • 3 motores diesel General Motors 12-278A
  • Potência total: 3.600 hp
  • Configuração: 3 eixos
A utilização de motores americanos GM 12-278A em navios soviéticos transferidos para a Albânia é um reflexo interessante do programa Lend-Lease da Segunda Guerra Mundial, quando os EUA forneceram milhares de motores diesel para a União Soviética. Estes motores de 12 cilindros eram conhecidos por sua confiabilidade e facilidade de manutenção, características essenciais para uma marinha pequena como a albanesa.
A configuração de três eixos proporcionava redundância crítica - mesmo com a perda de um motor, o navio poderia continuar operando, característica vital para missões de patrulha em águas potencialmente hostis.

Desempenho

  • Velocidade máxima: 20 nós (aproximadamente 37 km/h)
  • Capacidade de combustível: 18 toneladas de óleo diesel
  • Autonomia: 3.000 milhas náuticas a 12 nós (cerca de 5.556 km a 22 km/h)
  • Tripulação: 54 homens (oficiais e praças)
A velocidade de 20 nós era adequada para interceptar embarcações suspeitas e operar em conjunto com outras unidades da frota. A autonomia de 3.000 milhas náuticas permitia patrulhas prolongadas ao longo da costa albanesa e operações no Estreito de Otranto, ponto estratégico de acesso ao Mar Adriático.

Armamento e Sistemas de Combate

O armamento dos navios NO191 variava conforme a unidade e as modernizações realizadas, refletindo diferentes doutrinas de emprego e disponibilidades de equipamentos.

Configuração de Armamento - Navios 191, 192, 501, 503 e 504

Artilharia Principal:
  • 1 canhão de 85 mm/52 calibres modelo 90K em montagem simples
O canhão 85 mm/52 90K era uma arma versátil de dupla finalidade (superfície e antiaérea), derivada de projetos de artilharia antiaérea soviéticos. Com 52 calibres de comprimento (aproximadamente 4,42 metros), esta arma disparava projéteis de aproximadamente 9-10 kg a uma distância máxima de cerca de 15.000 metros contra alvos de superfície e até 10.000 metros contra alvos aéreos. A cadência de tiro chegava a 15-20 disparos por minuto.
Artilharia Antiaérea:
  • 2 canhões de 37 mm/73 calibres modelo 70K em montagens simples
Os canhões 37 mm 70K eram armas antiaéreas automáticas altamente eficazes, com cadência de tiro de 160-180 disparos por minuto. O comprimento de 73 calibres (aproximadamente 2,7 metros) proporcionava alta velocidade inicial, essencial para interceptar aeronaves. Estas armas também podiam ser empregadas contra alvos de superfície leves e embarcações rápidas.
  • 2 metralhadoras pesadas 12,7 mm em montagens duplas (provavelmente modelo KPV ou DShK)
As metralhadoras de 12,7 mm complementavam a defesa antiaérea de curto alcance e eram eficazes contra alvos de superfície desprotegidos.
Guerra Anti-Submarina:
  • 2 lançadores de cargas de profundidade (DCT - Depth Charge Throwers)
  • 2 trilhos de cargas de profundidade (DCR - Depth Charge Racks) com capacidade para 60 cargas
Os lançadores de cargas de profundidade permitiam projetar as cargas para os lados do navio, criando padrões de explosão subaquática para destruir submarinos inimigos. Os trilhos na popa permitiam o lançamento de cargas adicionais, criando barreiras explosivas.
Capacidade de Minagem:
  • Capacidade para 18 minas navais
Esta capacidade transformava os navios em plataformas multimissão, podendo realizar operações ofensivas de minagem em águas inimigas ou defensivas para proteger portos e bases navais albanesas.

Configuração de Armamento - Navio 502

O navio 502 apresentava uma configuração ligeiramente diferente, com ênfase ainda maior na guerra anti-submarina:
Artilharia:
  • 1 canhão de 85 mm/52 90K (igual aos outros navios)
  • 2 canhões de 37 mm/73 70K em montagens simples
  • 2 metralhadoras 12,7 mm em montagens duplas
Guerra Anti-Submarina Aprimorada:
  • 2 lançadores quíntuplos (5 tubos cada) de 250 mm RBU-1200
  • 1 trilho de cargas de profundidade (DCR) com capacidade para 36 cargas
  • Capacidade para 18 minas navais
Os lançadores RBU-1200 (Reaktivnaya Bombometalnaya Ustanovka - Lançador de Bombas de Reação) representavam tecnologia mais avançada em guerra anti-submarina. Estes lançadores múltiplos de 250 mm podiam disparar foguetes anti-submarino a distâncias de até 1.200 metros, criando padrões de explosão mais precisos e letais que as cargas de profundidade convencionais lançadas por gravidade.

Sistemas Eletrônicos e Sensores

Configuração - Navios 191, 192, 501, 503 e 504

Radar:
  • Radar Gyuys ou Zarnitsa
Estes eram radares de navegação e busca de superfície soviéticos, operando em bandas que permitiam detecção de alvos de superfície e navegação em condições de visibilidade reduzida. O Gyuys (que significa "Giar" em russo) e o Zarnitsa (relâmpago de calor) eram equipamentos robustos e confiáveis, adequados para as condições operacionais do Adriático.
Sonar:
  • Sonar Tamir-9
O Tamir-9 era um sonar de casco ativo/passivo para detecção de submarinos, essencial para a missão primária de caça-submarino. Este sistema permitia detectar e rastrear submarinos inimigos em águas relativamente rasas do Adriático.

Configuração - Navio 502

Radar:
  • Radar Lin' ou Neptun
Estes radares representavam gerações mais recentes ou capacidades diferentes. O Neptun, em particular, era um radar de busca de superfície com bom desempenho em diversas condições meteorológicas.
Sonar:
  • Sonar Tamir-10 ou Tamir-11
Versões aprimoradas do Tamir-9, com maior alcance e melhor resolução para detecção de submarinos.

Histórico do Projeto 122bis

Origens Soviéticas

O Projeto 122bis foi desenvolvido na União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial como uma evolução dos caça-submarinos do Projeto 122A. Estes navios foram projetados para produção em massa, utilizando técnicas de construção simplificadas que permitiam construção rápida em estaleiros menores.
O projeto básico 122 foi criado no final dos anos 1930, mas a versão "bis" (segunda versão) incorporou lições aprendidas durante a guerra, incluindo:
  • Melhorias na estabilidade e habitabilidade
  • Armamento anti-submarino mais eficaz
  • Sistemas de detecção aprimorados
  • Maior autonomia para operações no Ártico e no Extremo Oriente soviético

Produção em Massa

Centenas de navios do Projeto 122bis foram construídos entre 1943 e meados dos anos 1950 em diversos estaleiros soviéticos, tornando-se uma das classes de navios de guerra mais numerosas da história. Esta produção massiva refletia:
  • A necessidade urgente de proteger comboios costeiros contra submarinos alemães
  • A simplicidade do design que permitia construção rápida
  • A versatilidade da plataforma para múltiplas missões
Após a guerra, muitos destes navios foram transferidos para nações aliadas da URSS, incluindo Albânia, China, Coreia do Norte, Vietnã, Egito, Indonésia e diversos países do Pacto de Varsóvia.

Serviço na Marinha Albanesa

Contexto Geopolítico

A transferência destes navios para a Albânia ocorreu em um momento crítico da história do país. Sob o regime comunista de Enver Hoxha, a Albânia buscava consolidar sua soberania e defender sua costa contra possíveis ameaças. O Estreito de Otranto, que separa a Albânia da Itália, era (e continua sendo) um ponto estratégico crucial para o controle do acesso ao Mar Adriático.
A Marinha Popular da Albânia, estabelecida após a Segunda Guerra Mundial, era uma força modesta que dependia fortemente de equipamentos soviéticos. Os caça-submarinos do Projeto 122bis formavam a espinha dorsal desta marinha, sendo os navios de combate de superfície mais capazes disponíveis.

Períodos de Serviço

Os registros indicam dois períodos distintos de serviço:
Primeiro Período (1951-1954): Neste período inicial, os navios foram provavelmente operados com supervisão e treinamento soviéticos intensivos. A Albânia estava profundamente alinhada com a URSS sob Stalin, e a transferência de equipamentos militares fazia parte da assistência soviética ao regime de Hoxha.
Segundo Período (1958-1960): O retorno destes navios ao serviço (ou a chegada de unidades adicionais) ocorreu em um período de tensões crescentes no bloco socialista. Em 1958, a Albânia começou a se distanciar da União Soviética, aproximando-se da China de Mao Tsé-Tung. Esta mudança geopolítica culminaria na ruptura definitiva com a URSS em 1961, após a retirada soviética da base naval de Vlorë.

Missões e Operações

Durante seu serviço ativo, os navios NO191 provavelmente realizaram:
  1. Patrulha Costeira: Monitoramento das águas territoriais albanesas contra intrusões
  2. Defesa Anti-Submarina: Proteção contra possíveis incursões de submarinos da OTAN no Adriático
  3. Escolta de Comboios: Proteção de navios mercantes albaneses
  4. Treinamento: Formação de tripulações para a marinha em expansão
  5. Presença Naval: Demonstração de soberania em águas disputadas
O Estreito de Otranto era particularmente sensível durante a Guerra Fria, com forças da OTAN (particularmente italianas e americanas) monitorando atividades do bloco oriental. Os caça-submarinos albaneses operavam em um ambiente potencialmente hostil, exigindo constante estado de alerta.

Incidentes Notáveis e Destino Final

F322 - A Deserção para a Itália (1995)

Um dos episódios mais dramáticos envolvendo estes navios ocorreu em 1995, quando o F322 (provavelmente o ex-NO191 ou outro navio da mesma classe) desertou para a Itália. Este evento ocorreu em um contexto político turbulento:
Contexto:
  • A Albânia passava por uma transição difícil do comunismo para a democracia
  • A economia do país estava em colapso
  • A marinha albanesa enfrentava sérios problemas de manutenção e moral
  • A crise dos esquemas de pirâmide de 1996-1997 ainda estava por vir, mas tensões sociais já eram evidentes
A Deserção: O F322 navegou para a Itália, provavelmente buscando asilo político ou condições de vida melhores para sua tripulação. Este tipo de deserção não era incomum no período pós-comunista do Leste Europeu, quando militares de países ex-comunistas buscavam oportunidades no Ocidente.
Retorno em 1998: O navio foi devolvido à Albânia em 1998, possivelmente como parte de acordos diplomáticos ou porque a Itália não tinha interesse em incorporar o navio envelhecido à sua marinha. Aos quase 50 anos de idade, o F322 provavelmente estava em condições precárias e foi descomissionado pouco após seu retorno.

F324 - O Encalhe Trágico em Brindisi (1997)

O incidente mais dramático e humanitariamente significativo envolvendo estes navios ocorreu em 16 de março de 1997, quando o F324 encalhou perto de Brindisi, Itália, com 858 refugiados a bordo.
Contexto da Crise Albanesa de 1997:
  • A Albânia estava imersa em uma crise política e social sem precedentes
  • O colapso dos esquemas de pirâmide havia destruído as economias de milhares de famílias
  • A violência se espalhava pelo país
  • Centenas de milhares de albaneses buscavam fugir do país a qualquer custo
A Travessia: O F324, provavelmente já descomissionado ou em processo de descomissionamento, foi tomado por refugiados desesperados que buscavam chegar à Itália. A superlotação era extrema - 858 pessoas em um navio projetado para 54 tripulantes e com deslocamento de apenas 325 toneladas!
O Encalhe: Próximo a Brindisi, na costa italiana do Adriático, o navio superlotado encalhou. As condições devem ter sido terríveis:
  • Espaço insuficiente para todos os passageiros
  • Provisões inadequadas de água e comida
  • Condições sanitárias precárias
  • Risco constante de naufrágio
Resgate e Consequências: Autoridades italianas resgataram os refugiados, que foram processados e, em muitos casos, deportados de volta à Albânia. O incidente do F324 tornou-se um símbolo trágico da crise albanesa de 1997 e da desesperança que levou pessoas a arriscarem suas vidas em embarcações inadequadas.
O navio, já velho e provavelmente em más condições, foi considerado perda total após o encalhe. Seu destino final provavelmente foi o desmantelamento.

Legado e Importância Histórica

Para a Marinha Albanesa

Os navios da classe NO191/Projeto 122bis representaram:
  1. A Primeira Marinha de Guerra Moderna: Foram os primeiros navios de guerra verdadeiramente capazes operados pela Albânia comunista
  2. Símbolo de Soberania: Sua presença afirmava o controle albanês sobre suas águas territoriais
  3. Plataforma de Treinamento: Formaram gerações de marinheiros albaneses
  4. Dissuasão Estratégica: Embora modestos, representavam uma capacidade anti-submarina real no Adriático

Para a História Naval

Estes navios ilustram fenômenos mais amplos da Guerra Fria:
  1. Transferência de Tecnologia Soviética: Como a URSS equipava seus aliados com equipamentos militares
  2. Produção em Massa: A capacidade industrial soviética de produzir centenas de navios de guerra
  3. Longevidade: Navios projetados na década de 1940 ainda estavam em serviço nos anos 1990
  4. Fim da Guerra Fria: As deserções e o uso como navios de refugiados simbolizam o colapso do bloco comunista

Lições de Design

O Projeto 122bis demonstrou:
  • Simplicidade é Virtude: Design simples permitiu construção rápida, manutenção fácil e vida operacional longa
  • Versatilidade: A capacidade de realizar múltiplas missões (ASW, patrulha, minagem) maximizou a utilidade
  • Robustez: Navios construídos para condições árticas operaram com sucesso no Mediterrâneo por décadas

Considerações Finais

Os caça-submarinos do Projeto 122bis, servindo à Marinha Albanesa como NO191 e suas unidades irmãs, representam muito mais do que simples navios de guerra. Eles são testemunhas materiais de uma era complexa da história europeia - da Segunda Guerra Mundial à Guerra Fria, do stalinismo à transição democrática.
Construídos em massa para defender a União Soviética, estes navios encontraram novo propósito protegendo as águas de uma pequena nação balcânica. Suas carreiras espelharam as turbulências do século XX: serviram sob Stalin, sobreviveram à ruptura sino-soviética, testemunharam o isolamento albanês e, finalmente, tornaram-se símbolos da tragédia humana do pós-comunismo.
O destino final do F322 e F324 - um desertando e retornando, o outro encalhando com centenas de refugiados - é particularmente comovente. De caçadores de submarinos a veículos de esperança desesperada, estes navios encerraram suas carreiras não em combate glorioso, mas como testemunhas silenciosas do sofrimento humano causado pelo colapso de um sistema político.
Hoje, mais de 70 anos após sua construção, estes navios provavelmente já foram todos desmantelados. Mas seu legado permanece - na história naval albanesa, nas lições de design de navios de guerra, e nas memórias daqueles que neles serviram ou que neles buscaram um futuro melhor.

Os NO191 e suas unidades irmãs do Projeto 122bis foram, em última análise, muito mais do que 325 toneladas de aço e armamento. Foram instrumentos de soberania, plataformas de treinamento, símbolos políticos e, tragicamente, veículos de desespero. Sua história é a história da Albânia do século XX - complexa, turbulenta e profundamente humana.