sábado, 24 de dezembro de 2022

Uma princesa nos trilhos da nossa história

 

Uma princesa nos trilhos da nossa história

por Michelle Stival da Rocha 

A princesa Isabel veio a Curitiba em 1884 para a primeira viagem oficial da estrada de ferro Curitiba-Paranaguá. Não foram encontrados registros fotográficos da família imperial na capital paranaense, portanto, tentamos reproduzir a cena. (Foto das crianç

Nesta semana, comemora-se o aniversário da princesa Isabel (29 de julho de 1846). Pouca gente sabe, mas quando a estrada de ferro Curitiba-Paranaguá estava para ser inaugurada, a capital recebeu a visita dela, com o marido, Conde d'Eu, e os filhos Pedro, Luis e Antônio, em 1884. Juntos, eles fariam a primeira viagem oficial da ferrovia – mas a grande inauguração seria feita somente no dia 1º de fevereiro de 1885. Para esperá-la, a cidade estava em festa, com as casas iluminadas e as ruas enfeitadas com bandeiras e arcos. Uma série de reportagens, que começa com esta, vai contar como foi a visita e como era a “Curityba” do século XIX.

“A commissão de festejos roga a todos os dignos commerciantes desta praça o obsequi de fecharem os estabelecimentos, hoje das 2 horas da tarde em diante e, outrossim, pede aos habitantes da capital, que se dignem de illuminar a frente de suas casas durante as noites em que aqui permanecerem SS. Altezas.” Assim anunciou o jornal O Dezenove de Dezembro, que noticiou cada passo da família nestas terras de muito pinhão. Um boletim do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense (IHGPR), publicado em 1972, transcreve a carta diário que a princesa escreveu a seus pais, D. Pedro II e Dª Tereza Cristina.

Mas é o relato de um repórter da Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro, que acompanhou toda a visita, que chama a atenção pela riqueza de detalhes e impressões pessoais. Ele descreve não só o passeio, mas também a cidade da época. As visitas à Santa Casa, às fábricas de mate, às colônias do Abranches e Taboão, à Câmara Municipal e ao Palácio do Governo, além dos contratempos do final do assentamento da estrada de ferro, são os fatos narrados de forma pitoresca pelo jornal.

>>> Leia as outras reportagens da série sobre a visita da princesa a Curitiba:

A família imperial pelas fábricas de erva mate de Curitiba

Princesa Isabel e um retrato dos prédios de Curitiba em 1884

Três príncipes nos campos de trigo do Abranches

A despedida da princesa e o caso da ferrovia não terminada


Saindo de Paranaguá às seis horas da manhã, suas altezas chegariam a Curitiba de trem, naquela que seria a primeira viagem oficial pela via-férrea, no dia 29 de novembro de 1884. Faltavam 20 dias para as comemorações da Emancipação Política do Paraná, e a inauguração do trajeto era um presente à cidade, em alusão à data.

A linha ainda não havia sido concluída até a estação da Praça Eufrásio Correia, e a família imperial teve de descer na altura do bairro Cajuru e terminar o trajeto em carruagens. A expectativa, de acordo com a Gazeta de Notícias, era de que, talvez, durante os dias que ficassem em Curitiba e arredores, a estrada desse por concluída e a despedida (13 de dezembro) já fosse na estação. No entanto, ocorreram alguns contratempos, que serão contados mais adiante, em outra reportagem da série.

A edição 348 da Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro traz o relato da viagem, que incluiu um café da manhã em Morretes e um almoço na estação do Cadeado, ambos oferecidos pelo engenheiro da estrada, João Teixeira Soares. No Cadeado, um pavilhão foi montado especialmente para a ocasião, “e de onde se descortina um vista esplêndida, baía de Paranaguá ao longe. A serra do Marumbi à direita. Que magnífica serra! E como estava banhada de luz!”, descreve a princesa em sua carta a D. Pedro II.

“Cheios de saudades, estou certo, deixaram hoje pela manhã a cidade de Paranaguá Suas Altezas Imperiaes e a sua comitiva, que levou d'esta cidade a mais grata recordação. A's 6 horas da manhã, prompto o comboio, seguiram os augustos viajantes pela estrada de ferro do Paraná, em companhia do engenheiro chefe e dos outros empregados da linha e grande numero de pessoas”, relata o jornal carioca, que complementa: “na frende da machina collocaram-se dous carros abertos, em um dos quaes iam Suas Altezas, e no outro os engenheiros da estrada, o estado maior do Sr. conde d'Eu e os representantes da imprensa e da côrte, para poderem ver a via-ferrea e as suas bellas obras d'arte. A' proporção que se sobe, vão se descortinando panoramas esplendidos, e do alto da serra do Marumby, que se acha a 1800 metros acima do nível do mar, e a mais de 80 kilometros de Paranaguá, avista-se a entrada da barra desta cidade, como em toda a subida em differentes pontos e posições o mar, de lado de Paranaguá”, documenta o periódico.

“Que viagem! Nunca vi, creio eu, estada de ferro mais bela, com mais pontos de vista esplêndidos, seguidos dos famosos campos do Paraná, verdadeiros parques ingleses, com seus grandes gramados, com muita florzinha bonita, e os massiffs [bosque espesso, segundo o boletim do IHGPR] formados pelos belos pinheiros”, escreve a herdeira, aos pais.

O trem parou em Piraquara, “indo Suas Altezas a pequena distancia apanhar parasitas, flores, e ver a herva matte denominada chimarrão e o cipó que figurou na exposição de Philadelphia em 1876” (Gazeta do Rio de Janeiro). Mais adiante, em uma localidade chamada Atauba (km 100) – hoje identifica-se o local de parada como sendo no bairro Cajuru –, ponto até onde iam os trilhos do trem, às 3h40 da tarde, foram recebidos pelo comendador Ildefonso Corrêa e “grande numero de pessoas importantes de Curitiba, e muitos carros [carruagens] que conduziram os augustos viajantes e sua comitiva á capital do Paraná, onde chegaram ás 5 horas da tarde, fazendo-se viagem pelo leito da estrada”, relata o jornal.  

Foram recepcionados na porta do palácio de Ildefonso Corrêa por “colonos polacos” e moças que carregavam bandeiras, e homens com galhardetes e ramos. “O Sr. conde d'Eu, da sacada do palacio, agradeceu a manifestação, proferindo um discurso, no qual pediu aos colonos que alliados aos brazileiros fizessem prosperar o Brazil, cujo solo lhes daria a recompensa dos seus esforços. Terminou levando vivas aos colonos e ao Brazil.” Segundo o relato do periódico carioca, o conde começou seu discurso em allemão e terminou-o em “polaco”, “por lhe terem dito que os colonos eram d'esta nacionalidade”.

“De noite, os alemães vieram com lanternas de cores e com cânticos nos cumprimentar. Há muitos alemães e polacos por aqui, e muita carinha de criança tenho visto que me faz lembrar as de Petrópolis. Curitiba é uma bonita cidadezinha: Ruas alinhadas, casas muito limpinhas, alguns edifícios bonitos...”, constatou Isabel.

No dia seguinte, percorreram a cidade e assistiram uma missa celebrada na Igreja Matriz. “A' 1 hora da tarde houve cortejo, ao qual compareceram todos os officiaes e commandantes dos corpos actualmente em Curityba. SA, a princesa imperial, os principes e seus preceptores percorreram a cidade e arrabaldes, voltando a palacio quasi ao anoitecer.” (Gazeta do Rio de Janeiro)

Nos relatos que se seguem nas reportagens do correspondente carioca, nota-se um grande interesse de Conde d'Eu pelos quartéis da cidade, enquanto a princesa Isabel preferiu os passeios no campo e as paisagens.

No dia 7 de dezembro, as altezas imperiais seguiram para o interior da província, indo a princesa Isabel até Palmeira acompanhar Conde D'Eu e assistir à festa de Nossa Senhora da Conceição. Dali, ela voltaria a Curitiba. Ele, junto ao seu estado-maior e os representantes da imprensa da côrte, por terra, visitariam a província de Santa Catarina, “onde deveriam encontrar-se com S. A. a princeza imperial, que vai por mar”, conforme deu a Gazeta do Rio de Janeiro.

 

Leia as outras reportagens da série sobre a visita da princesa a Curitiba:

A família imperial pelas fábricas de erva mate de Curitiba

Princesa Isabel e um retrato dos prédios de Curitiba em 1884

Três príncipes nos campos de trigo do Abranches

A despedida da princesa e o caso da ferrovia não terminada

Notas:
1) 
As citações de atas e notícias, entre aspas, são reproduções fieis dos documentos pesquisados. Por isso, a grafia original não foi modificada.

2) As informações encontradas sobre o local de hospedagem da família imperial em Curitiba são contraditórias. O boletim do IHGPR informou que teria sido na casa de Antonio Ricardo dos Santos. Mas conforme pesquisa realizada pela Casa da Memória, no livro "Ação empresarial do barão do Serro Azul", p. 54, da prof. Odah Regina Guimarães (UFPR), existe a afirmação de que a Princesa ficou hospedada no palacete do Barão (do Serro Azul – O Solar do Barão, hoje um espaço cultural da prefeitura).

Referências Bibliográficas:
- Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro (
edição 348, de 13 de dezembro de 1884 pg.2). Exemplar disponível para consulta na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional (veja aqui).

- Jornal O Dezenove de Dezembro (edição 278, de 29 de novembro de 1884). Exemplar disponível para consulta na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional (leia aqui).

- Boletim Especial do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense. Comemorativo ao Sesquicentenário da Independência do Brasil 1822-1972. (Volume XV, ano 1972).

- A estrada de ferro Paranaguá-Curitiba. Uma obra de arte. - Acervo do Museu Paranaense (leia aqui).

1933 – O ano em que as curitibanas foram às urnas

 

1933 – O ano em que as curitibanas foram às urnas

por Fernanda Foggiato

A Rua XV de Novembro na década de 1930. (Foto – Acervo Casa da Memória/Diretoria de Patrimônio Cultural/Fundação Cultural de Curitiba)

As mulheres compõem, atualmente, 52,1% do eleitorado do país, 51,9% do paranaense e 53,9% do curitibano. Foi longo, porém, o processo para as brasileiras conquistarem, com o Código Eleitoral de 1932, o direito de ir às urnas. Uma pesquisa da Comunicação da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, 8 de março, aponta registros históricos não só da luta, mas de divergências sobre a questão. Consideradas o “sexo formoso”, “flores do lar”, “bello sexo”, muitas achavam que deveriam se dedicar à família e aos afazeres domésticos.

Outro grupo, porém, comemorava a vitória, como mostrou uma série de entrevistas publicada pelo jornal “Correio do Paraná” entre os dias 9 de fevereiro e 10 de março de 1933. As enquetes tinham em vista o pleito de 3 de maio – data em que o voto feminino foi efetivado. Assim como os homens com mais de 60 anos de idade, elas puderam optar se iriam se alistar para retirar o título de eleitora e votar nos representantes do Paraná à Assembleia Nacional Constituinte.

O balanço do “Correio do Paraná” foi incisivo: “Pudemos observar que a maioria das senhoras e senhoritas da nossa sociedade, obedecendo a uma tradição da sociedade brasileira, são contrárias ao voto feminino. A missão da mulher é no lar, preparando o Brasil de amanhã. E é essa missão que santifica o sexo formoso”. Das 20 enquetes, apenas quatro foram explicitamente favoráveis ao direito conquistado, prestes a ser colocado em prática.

Definida como “uma das figuras brilhantes da geração de moças do Paraná”, a acadêmica de direito Rosy Pinheiro Lima estreou as enquetes. Questionada se a mulher deveria votar, a jovem não disse sim, nem não. Declarou que as damas deveriam reunir as “predicações” necessárias, como cultura, capacidade e independência. No entanto, afirmou que “infelizmente” não havia se alistado, por não possuir a idade mínima de 21 anos (os 18 anos só começaram a valer com a Constituição de 1934, elaborada pelos deputados constituintes).

Nas duas próximas enquetes, o jornal ouviu cidadãs favoráveis ao voto feminino. “Vou alistar-me e espero que todas as minhas conterrâneas o façam”, declarou a senhora Ophelia de Menezes Piza, na edição de 10 de fevereiro. “Como não? Aliás, pela conquista desse direito venho há mais de dez annos ao lado de outras companheiras”, defendeu Martha Silva Gomes, estudante de direito e escritora, na coluna seguinte. Aquilo, para ela, era uma questão de equilíbrio social e reciprocidade de direitos. “Se as leis se fazem para todos, porque só a uma parcella conferir o direito de elabora-las?”, completou.

No dia 15, porém, surgiu a primeira de diversas entrevistas com resistência à ideia. “Sempre fui contraria a intromissão da mulher na política e no jury. Na minha opinião, a mulher deve estar no lar, cuidando dos filhos e de tudo o que exige sua presença”, opinou a artista Fernandina Marques. Na edição de 16 de fevereiro, o “Correio do Paraná” trouxe a avaliação negativa da senhora Yaya Junqueira França: “No Brasil, é muito cedo para a mulher votar”. “Espírito formoso” no meio intelectual feminino, ela argumentou que a “arena de retaliações” da política partidária e outros problemas eram “avessos aos sentimentos delicados”. “A mulher, no Brasil, é a flôr do lar”, justificou.

Na enquete seguinte, publicada em 18 de fevereiro, nova negativa, da violinista Ivette Dias. No dia 21, o jornal se disse surpreso com o andamento das enquetes, já que o “bello sexo”, em sua maioria, não seria favorável ao voto feminino. A entrevistada da vez, senhorita Gilvaneta Machado Lima, “figura de destaque no meio social”, declarou ser “irreconciliavelmente contra”.

No entanto, o “Correio do Paraná” alardeava que as enquetes vinham empolgando as damas da sociedade curitibana, curiosas para saber quem era a próxima entrevistada. “O sexo formoso, quando apanha o nosso jornal, procura logo esta pagina, antes de correr os olhos pela vida social”, publicou. No dia 22 de fevereiro, o jornal trouxe a opinião da violinista Helena Colle: “E´ uma cousa desconcertante e que não comprehendo bem, a mulher metida em politica, com titulos de eleitora ou nos conselhos de sentença”.

Na edição de 24 de fevereiro, a senhora Lorencinha Suplicy e Vidal defendeu que uma dona de casa não tinha tempo para política. “Prefiro ficar em casa, dirigindo o meu lar, cuidando do futuro dos meus filhos”, avaliou. As três entrevistadas seguintes compartilharam a argumentação. No dia 2 de março, a senhora Alcina Alves de Camargo disse que a brasileira ainda não estava à altura do voto e que se sentiria desnorteada.

“Mas essa regalia de votar e ser votada nos foi concedida e, portanto, acho que a mulher deve votar, julgar reus, enfim, usar dos direitos que a lei lhe conferiu”, ponderou Alcina. “Votar, ao meu ver, em nada diminue a nobresa da missão da mulher no lar”, defendeu a senhora Walquiria Chaves Motta, na edição de 3 de março. No dia seguinte, o “Correio do Paraná” publicou a última das entrevistas favoráveis ao voto feminino, da senhorita Nahyr Cruz. Para a jovem, a brasileira tinha inteligência e visão para ingressar na política, votar e ser votada, “e até para assumir cargos administrativos”.

Nas últimas três enquetes, publicadas entre 7 e 10 de março de 1933, repetiram-se opiniões de que à mulher competia a administração do lar. “Ainda não estamos preparadas para estas conquistas”, disse, relutante para expor a opinião, a viúva Maria Joaquina Marçallo. “A politica, entre os homens mesmo, é causa de innumeros dissabores (...) Desde que o mundo é mundo compete aos homens a administração publica”, avaliou a senhorita Estella Ferreira do Amaral. Para a última entrevistada, Leonor Motta, a mulher seria mais útil para a política “educando os filhos, preparando o caracter dos homens”.

O toque feminino às seções eleitorais
As eleições para a Constituinte foram realizadas no dia 3 de maio de 1933, uma quarta-feira em que Getúlio Vargas decretou feriado nacional. No Paraná, segundo informações do jornal “Diário da Tarde”, alistaram-se 34.435 eleitores. Desses, 7.068 em Curitiba, sendo que 5.688 compareceram às urnas, sob “ordem absoluta”. Não há estatísticas, entretanto, de quantas mulheres fizeram o título ou votaram.

“O grande pleito de maio”, como era anunciado, representou também o início do voto secreto – conquista que, na cobertura das eleições, dominou os comentários da imprensa local. Na capa da “Gazeta do Povo” de 3 de maio, saudava-se o “espetáculo inédito” trazido pelo “Código Eleitoral que a Revolução deu ao Brasil”. Apenas na edição do dia 5, na coluna de Frederico Faria de Oliveira, houve uma menção à presença feminina nas eleições.

Sob o título “Voto Secreto”, o jornalista disse que em sua seção eleitoral “transbordava gente de todos os naipes, inclusive senhoras graves e senhorinhas vaporosas”. A coluna relatava que as “silhuetas atraentes de mulher” conversavam, animadas, sobre as eleições, com perguntas de em quem votariam. Outra nota, de 7 de maio, comentava o caso de uma “senhorita” impedida de votar na 7ª seção eleitoral. Ela não havia reparado que o título trazia, em vez de sua fotografia, o retrato de um “carão barbado”.

No “Diário da Tarde” também imperaram os comentários ao voto secreto, além de críticas à morosidade da apuração. Na capa da edição de 5 de maio, a matéria intitulada “O saldo da Revolução de 1930” saudava: “Por toda parte, no Brasil, os cidadãos de ambos os sexos votaram em quem livremente escolheram”. Mas foi na “Coluna Morretense” que o voto feminino ganhou espaço na cobertura do pleito. “O bello sexo com sua presença deu-nos a confiança na ordem e esperança de melhores dias pela expontaneidade e decisão com que fez uso do direito conquistado de intervir nos negocios publicos”, dizia.

No dia 12 de maio, o assunto de capa ainda era a eleição da Constituinte: “É indiscutivel que o pleito de 3 de maio constituio um acontecimento cívico de rara beleza. (...) Votou todo mundo, sem constrangimento. Votaram também as mulheres”. Na cobertura do “Correio do Paraná”, o destaque foi, na mesma linha, ao voto secreto.

O resultado do pleito saiu no dia 17 de maio de 1933. Foram eleitos, pelos homens e mulheres do estado, os deputados constituintes coronel Plinio Tourinho (Partido Liberal), general Raul Munhóz (Liga Católica), Lacerda Pinto (Liga Católica) e Antonio Jorge Machado Lima (Partido Social-Democrático), que ajudariam a elaborar a Constituição de 1934.

* As citações de atas e notícias, entre aspas, são reproduções fiéis dos documentos pesquisados. Por isso, a grafia original não foi modificada.

Referências Bibliográficas:
Cabral, João C. da Rocha. Código Eleitoral da República dos Estados Unidos do Brasil. Secretaria de Documentação e Informação. Brasília, 2004. Disponível em: http://www.tse.jus.br/hotSites/CatalogoPublicacoes/pdf/codigo_eleitoral_1932.pdf

Código Eleitoral de 1932. Disponível em:
http://legis.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=33626

Glossário eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Termo “Voto da Mulher”. Disponível em: http://www.tse.jus.br/eleitor/glossario/termos/voto-da-mulher

Jornal “Correio do Paraná”. Edições de 16 de janeiro; 9, 10, 11, 15, 16, 18, 20, 21, 22, 23, 24 e 25 de fevereiro; 1º, 2, 3, 4, 6, 7, 8 e 10 de março; e 17 de maio de 1933. Disponíveis em: http://hemerotecadigital.bn.br/

Jornal “Diário da Tarde”. Edições dos dias 3, 5 e 12 de maio de 1933. Disponíveis para consulta em microfilme na Biblioteca Pública do Paraná.

Jornal “Gazeta do Povo”. Edições de 3, 5 e 7 de maio de 1933. Disponíveis para consulta em microfilme na Biblioteca Pública do Paraná.
 
Leia mais sobre o Dia Internacional da Mulher:

***— Trecho da ***𝑹𝒖𝒂 𝑿𝑽 𝒅𝒆 𝑵𝒐𝒗𝒆𝒎𝒃𝒓𝒐, na década de 1920 —

 ***— Trecho da ***𝑹𝒖𝒂 𝑿𝑽 𝒅𝒆 𝑵𝒐𝒗𝒆𝒎𝒃𝒓𝒐, na década de 1920 


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***— Parte da Rua das Flores e a Avenida Luiz Xavier, na década de 1960 — *** ***Foto de Synval Stocchero — ***

 ***— Parte da Rua das Flores e a Avenida Luiz Xavier, na década de 1960 — ***
***Foto de Synval Stocchero — ***


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— Vista da Travessa Oliveira Bello, nos anos 50, na esquina o imponente Palácio Avenida —

 — Vista da Travessa Oliveira Bello, nos anos 50, na esquina o imponente Palácio Avenida 


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***— Vista da Travessa Oliveira Bello, coberta de água em 1968, avista-se a tal Pérgula, que teve vida curta por lá — ***

 ***— Vista da Travessa Oliveira Bello, coberta de água em 1968, avista-se a tal Pérgula, que teve vida curta por lá — ***


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***— Festa da Cumeeira da futura Catedral de Curitiba, em 10/Dezembro/1888 — ***

 ***— Festa da Cumeeira da futura Catedral de Curitiba, em 10/Dezembro/1888 — ***


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— Vista da Avenida do Batel, no ano de 1952 —

 — Vista da Avenida do Batel, no ano de 1952 


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— Vista da Praça Garibaldi, a direita o Palácio Garibaldi, no Centro Histórico de Curitiba. Avista - se um lindo quiosque, funcionava como se fosse uma Banquinha de Jornais da atualidade - Primeira década de 1900 —

 — Vista da Praça Garibaldi, a direita o Palácio Garibaldi, no Centro Histórico de Curitiba. Avista - se um lindo quiosque, funcionava como se fosse uma Banquinha de Jornais da atualidade - Primeira década de 1900 


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— Vista da Praça Eufrásio Correia e a Majestosa Estação Ferroviária de Curitiba. Avista - se um lindo quiosque, funcionava como se fosse uma Banquinha de Jornais da atualidade - Primeira década de 1900 —

 — Vista da Praça Eufrásio Correia e a Majestosa Estação Ferroviária de Curitiba. Avista - se um lindo quiosque, funcionava como se fosse uma Banquinha de Jornais da atualidade - Primeira década de 1900 


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Histórica foto da Praça Tiradentes, de Curitiba, década de 1930, onde vê-se a chegada dos primeiros automóveis, estacionados em sua volta, e o começo do desaparecimento das saudosas carroças e carroções. (Foto: Curitiba.pr.gov.br) Paulo Grani.

 Histórica foto da Praça Tiradentes, de Curitiba, década de 1930, onde vê-se a chegada dos primeiros automóveis, estacionados em sua volta, e o começo do desaparecimento das saudosas carroças e carroções.
(Foto: Curitiba.pr.gov.br)
Paulo Grani.

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Nesta foto de 1929, da Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba, Arthur Wischral escreveu: "Posto Telegráphico Marumbi. Km 60, altura 479,59 metros. Ponto de cruzamentos de trens, servindo a estação à progressiva e futurosa localidade muito próxima ao Marumby."

 Nesta foto de 1929, da Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba, Arthur Wischral escreveu: "Posto Telegráphico Marumbi. Km 60, altura 479,59 metros. Ponto de cruzamentos de trens, servindo a estação à progressiva e futurosa localidade muito próxima ao Marumby."


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Vista panorâmica da Estação Porto de Cima, na estrada de ferro Paranaguá-Curitiba, em 1929. (Foto de Arthur Wischral . Acervo Gazeta do Povo/ferrovia 130 anos). Paulo Grani.

 Vista panorâmica da Estação Porto de Cima, na estrada de ferro Paranaguá-Curitiba, em 1929.
(Foto de Arthur Wischral . Acervo Gazeta do Povo/ferrovia 130 anos).
Paulo Grani.


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INÍCIO DA COLONIZAÇÃO ITALIANA NO PARANÁ

 INÍCIO DA COLONIZAÇÃO ITALIANA NO PARANÁ

"Alexandra. Km 16.200, altura 10,5 metros. A uberdade do solo é aqui pasmosa, multiplicando-se colônias prósperas por todos os seus arredores. Esta photographia focaliza uma das grandes cidades de amanhã". Estas foram as anotações feitas pelo fotógrafo Arthur Wischral, em 1929, quando passou por Alexandra, então distrito de Paranaguá.
Infelizmente, fatores climáticos, políticos e culturais impediram de realizar-se a predição do grande Arthur. As colônias em si, naquela região não subsistiram, Alexandra nunca prosperou e, até hoje, é apenas um bairro afastado de Paranaguá, sem nenhuma infraestrutura.
Porém, ela nunca poderá ser esquecida pois, um dia, nela deu-se o ... Início da colonização italiana no Paraná.
Os italianos começaram a chegar em 1875. Os pioneiros foram 50 famílias que vieram da região do Vêneto e que se instalaram na então Colônia Alessandra, local distante a cerca de 15 quilômetros de Paranaguá.
Graças ao colonizador Savino Tripoti foi constituído o primeiro reduto italiano no Litoral do Paraná. Tripoti comprou o território situado nas proximidades de Paranaguá com recursos próprios, para a implantação da colônia, dando a ela o nome da sua esposa "Alessandra".
O italiano teve dificuldade em manter os imigrantes especialmente porque parte fugia para não ter que pagar a dívida de transporte, alimentação e outros benefícios recebidos.
Segundo a pesquisadora Jussara Cavanhaque, autora do livro "Colônia Alessandra", em abril de 1877 um decreto do governo imperial rescindiu o contrato com Tripoti. “Após a rescisão, o governo sequestrou a colônia e transferiu parte dos imigrantes para a Colônia Nossa Senhora do Porto, em Morretes, que deu origem à Colônia Nova Itália”.
Os remanescentes não tinham condições de beneficiar a produção de cana porque o governo não procedia a manutenção das máquinas construídas por Tripoti. Carente de recursos para o pagamento da subvenção devida aos empresários pela importação de imigrantes.
Outras causas também contribuíram para o fracasso, como o clima muito quente e úmido, que propiciava o aparecimento de inúmeras doenças tropicais causadas por insetos.
Os italianos, então, procuraram locais mais frescos para morar e por isso, nos idos de 1887, tomaram o rumo de Curitiba. O fracasso da experiência explica, em parte, o esquecimento dessa história. "A experiência de Alexandra criou um clima desfavorável à colonização no litoral do Paraná. Os italianos tentaram uma vida melhor nos arredores de Curitiba.
(Adaptado de Paraná Turismo e Gazeta do Povo)
Paulo Grani.

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