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sábado, 17 de outubro de 2026

Gruta da Flauta de Junco: O Palácio das Artes Naturais em Guangxi

 

Caverna da Flauta de Junco


A Gruta da Flauta de Bambu é uma caverna natural de calcário na província de Guangxi, na China. Seu nome deriva de uma variedade de bambu abundante na região, que pode ser usada para fazer flautas. A Gruta da Flauta de Bambu possui corpos d'água, formações extraordinárias de estalagmites e estalactites, além de diversas inscrições em tinta que datam do século VIII. A enorme quantidade de formações rochosas, aliada à variedade de formas e cores, fez com que a gruta fosse considerada o "Palácio das Artes Naturais".

Leia o mapa das Cavernas da Flauta.
Leia o mapa das Cavernas de Flute marcado com um 'A'.

Fatos interessantes sobre a Caverna da Flauta de Junco

A Gruta da Flauta de Junco é uma caverna erodida pela água com 240 metros de comprimento, que apresenta uma fascinante coleção de estalactites, pilares de pedra e formações rochosas criadas pela deposição de carbonato. Muitas das formações na caverna foram comparadas a formas reconhecíveis de criaturas mitológicas e imagens da natureza. Por exemplo, há uma formação que se assemelha à Estátua da Liberdade.

Cada formação rochosa recebeu um nome poético dos chineses. Por exemplo, temos o Palácio de Cristal, a Floresta Virgem, o Pagode do Dragão e a Montanha das Flores.

Dentro da caverna, existem mais de 70 inscrições gravadas na rocha com tinta. São poemas/relatos de viagem escritos por intelectuais que visitaram a caverna durante a Dinastia Tang, e alguns datam de 792 d.C.

Apesar das evidências de sua popularidade na antiguidade, a Gruta da Flauta de Junco permaneceu quase completamente esquecida por mil anos, até ser redescoberta na década de 1940 por um grupo de refugiados que fugiam das tropas japonesas.


Vinte anos depois, a caverna foi oficialmente aberta ao público (1962).

O enorme palácio de cristal do Rei Dragão, que outrora serviu de abrigo antibombas, tinha capacidade para aproximadamente 1000 pessoas.

Uma lenda envolve a gigantesca laje de pedra branca que pende da câmara do "Palácio de Cristal do Rei Dragão". Diz-se que é a agulha do Rei Dragão, usada como arma por seu inimigo, o Rei Macaco. O Rei Macaco usou a agulha para destruir o exército de águas-vivas e caracóis do Dragão, deixando seus restos petrificados espalhados pelo chão da caverna.

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Dicas de viagem para a Gruta da Flauta de Junco

O horário de funcionamento é normalmente das 8h às 17h.

É necessário pagar uma pequena taxa de entrada para visitar a caverna (90 CNY).

Recomenda-se reservar pelo menos 1 a 2 horas para visitar a caverna e aproveitar ao máximo a sua estadia.

Os visitantes entram na caverna e percorrem um trajeto turístico em forma de U, antes de saírem por uma abertura próxima à entrada.

É permitido fotografar, mas o flash deve estar desligado. Para tirar boas fotos, sua câmera precisará, portanto, de um nível ISO alto.

A menos que você seja um fotógrafo profissional, pode ser difícil tirar fotos que reproduzam o que você vê com seus próprios olhos.

A iluminação artificial na caverna serve para realçar o efeito visual das rochas coloridas.

Você pode comprar flautas de junco do lado de fora da caverna, mas certifique-se de negociar com os vendedores, pois o primeiro preço que lhe oferecerem não será o melhor preço que eles estarão dispostos a aceitar.

Se você pretende se afastar dos grupos de turistas, lembre-se de levar uma lanterna, pois a iluminação pode ser desligada quando a multidão se dispersar.

Onde se hospedar perto da Gruta da Flauta de Junco

A Gruta da Flauta de Bambu está situada a apenas 5 km a noroeste do centro de Guilin, e, portanto, há uma variedade de opções de acomodação disponíveis para atender a todos os gostos e orçamentos.

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Gruta da Flauta de Junco: O Palácio das Artes Naturais em Guangxi

Nas terras verdes e onduladas da província de Guangxi, no sul da China, esconde-se um dos tesouros mais belos e fascinantes da natureza: a Gruta da Flauta de Junco — também conhecida como Gruta da Flauta de Bambu. O seu nome não é acidental: nas encostas ao redor cresce uma variedade de junco e bambu desde há muito usada pelos habitantes locais para confeccionar flautas de som doce e suave. E, tal como uma melodia bem tocada, esta gruta encanta quem a visita, levando os viajantes por um mundo de pedra, luz e histórias que se entrelaçam ao longo de mais de mil anos.

Formada pela Água, Esculpida pelo Tempo

A gruta é uma caverna de calcário, moldada ao longo de milénios pela ação paciente e persistente da água. Tem cerca de 240 metros de comprimento, mas a riqueza do seu interior faz com que pareça infinitamente maior. Paredes, tetos e chão são ornados por estalactites que descem como cortinas de pedra, estalagmites que erguem-se como torres, e pilares formados onde ambos se encontram — todos criados pela lenta deposição de minerais dissolvidos na água. A variedade de formas, texturas e cores é tamanha que a gruta ganhou o título honroso de “Palácio das Artes Naturais”.
A imaginação dos visitantes — e dos chineses, que deram asas à fantasia — encontrou em cada formação uma nova maravilha. Muitas lembram criaturas lendárias, paisagens distantes ou figuras conhecidas: há quem veja ali a própria Estátua da Liberdade, de pé, firme e imponente. Outras receberam nomes poéticos que revelam como a natureza inspirou contos e visões: o Palácio de Cristal, a Floresta Virgem, o Pagode do Dragão e a Montanha das Flores. Cada canto tem um nome, cada rocha guarda uma imagem.

História: Inscrições, Esquecimento e Redescoberta

A Gruta da Flauta de Junco não é apenas um espetáculo da natureza — é também um museu de história viva. Nas suas paredes, em locais visíveis e cuidadosamente preservados, existem mais de 70 inscrições feitas com tinta, gravadas por intelectuais, poetas e viajantes da Dinastia Tang. Algumas datam precisamente do ano 792 d.C. São relatos de viagens, versos e impressões de quem, há mais de doze séculos, ficou igualmente maravilhado com o que viu. Prova de que este lugar encanta há gerações.
No entanto, a história da gruta guarda também um longo silêncio. Apesar de ser conhecida e visitada na antiguidade, caiu no esquecimento durante quase mil anos. Foi apenas na década de 1940 que voltou a ser descoberta — não por exploradores, mas por um grupo de refugiados que fugiam das tropas durante a Segunda Guerra Mundial, encontrando nas suas profundezas abrigo e segurança. A gruta que havia acolhido poetas voltava então a acolher gente em momentos difíceis.
Vinte anos depois, em 1962, foi oficialmente aberta ao público. A enorme câmara conhecida como Palácio de Cristal do Rei Dragão — um espaço amplo e majestoso — serviu inclusive de abrigo antibombas, com capacidade para acolher cerca de mil pessoas ao mesmo tempo. De refúgio de guerra a joia turística, a gruta renasceu mais uma vez.

Lenda: O Rei Dragão e o Rei Macaco

O ambiente mágico da gruta não tardou a gerar lendas. A mais famosa envolve uma gigantesca laje de pedra branca que pende do teto da câmara do Palácio de Cristal do Rei Dragão. Diz a tradição que essa laje é a agulha mágica que pertencia ao Rei Dragão e que foi roubada e usada como arma pelo seu rival, o Rei Macaco. Conta-se que com ela o Rei Macaco derrotou o exército do Dragão — formado por águas-vivas, caracóis e outras criaturas do mar —, deixando os seus corpos petrificados espalhados pelo chão da gruta. Quem percorre o local pode deixar a imaginação correr e tentar reconhecer, entre as formações rochosas, os restos desse antigo combate.

📋 Dicas Práticas de Viagem

Para aproveitar ao máximo a visita, aqui ficam orientações úteis:
Tabela
InformaçãoDetalhe
📍 LocalizaçãoApenas 5 km a noroeste do centro de Guilin — fácil acesso
🕗 HorárioGeralmente 8h às 17h
💰 Entrada90 CNY por pessoa
⏳ Tempo recomendado1 a 2 horas para apreciar com calma
🚶 PercursoEm forma de U — entra-se e sai-se por aberturas próximas
📸 FotografiaPermitida, mas sem flash. Use ISO alto para melhores resultados
🎁 Lojas externasPode comprar flautas de junco — negocie o preço, o primeiro valor não é o melhor
🔦 LanternaRecomendada se pretende ficar até mais tarde ou afastar-se dos grupos — a iluminação pode ser desligada

Detalhes importantes:

  • A iluminação artificial foi projetada para realçar as cores e contornos das formações rochosas, criando um espetáculo de luz e sombra. Mesmo assim, sem flash, as fotos dificilmente reproduzem fielmente o que os olhos veem — vale deixar a câmera descansar em alguns momentos e apenas contemplar.
  • Para se hospedar, como está tão perto de Guilin, há opções para todos os orçamentos e estilos: desde pousadas simples e acolhedoras até hotéis mais luxuosos com vista para as colinas de calcário.

Em Resumo

A Gruta da Flauta de Junco é mais do que uma atração turística: é um livro aberto onde a natureza escreveu com água e pedra, e onde seres humanos deixaram a sua marca ao longo de séculos. É lugar de poesia, de luta, de refúgio e de maravilha. Quem a visita sai com a certeza de que, por ali, a fronteira entre a arte humana e a arte da natureza quase não existe — tal como a música de uma flauta, que nasce do bambu e ganha vida através das mãos de quem a toca.