MÈRE BELEM
Todos conhecem a Rua Comendador Franco, cujo nome correto é Avenida das Torres.
E alguns sabem onde era a casa do Comendador Franco, hoje já bastante descaracterizada mas ainda presente, na Praça Tiradentes, e foi onde pernoitou D Pedro II quando visitou o Paraná em 1880.
Era a casa mais bonita da cidade.
Arthur Martins Franco, pai de Josephine Franco e outra filhos, era neto do Comendador Franco, que se chamava Antônio Martins
Franco. Foi casado em las núpcias com Angela Alvez de Araújo, filha do Comendador Araújo e em 2as núpcias com sua prima Escolástica Souza Franco.
Maria Josephine era uma moça muito inteligente, falava quatro línguas fluentemente, estudiosa das ciências e da palavra de Deus.
E quis se tornar freira.
Naquela época, para ser irmã de caridade, o pai da moça costumava pagar um dote para a filha entrar no convento.
Era uma quantia paga em dinheiro, imóveis ou terras para ajudar nas despesas da filha e da própria instituição.
Quem tinha mais posses, doava mais. Quem não tinha, a filha entrava também.
Mas como o pai de Josephine era um homem muito rico, doou uma grande quantidade de terras para o Convento de Nossa Senhora de Sion.
As terras ficavam ficam na região do Cajuru, saída para a estrada de Paranaguá, e abrange a região também onde hoje é o bairro Solitude.
Maria Josephine, depois que entrou para o convento, passou a ser Mère Belém.
Não tardou a se destacar pelo conhecimento, espiritualidade e carisma, vindo a se tornar madre superiora.
Em uma parte das terras doadas pelo pai, fundou o mosteiro das Contemplativas de Nossa Senhora de Sion de Curitiba, em 1958.
Ali é um local onde as freiras vivem em clausura, e se dedicam à oração e ao silêncio.
Fica atrás do atual Colégio Sion Solitude
Mère Belém marcou gerações com sua profunda formação teológica, sabedoria e muitos buscavam aconselhamento.
Tenho uma lembrança especial de quando Mère Belém completou 10 anos, minha filha , que estudava no Sion, foi convidada a tocar o Parabéns no violino lá na Solitude.
A casa era esta que tem as 4 estátuas em cima: África, América, Europa e Ásia. A Ásia está no Museu Paranaense, tem o meu tamanho, se alguém quiser ver de perto.
Foto de Paulo José da Costa
Grata pela colaboração de Eduardo Franco Deboni