quarta-feira, 13 de abril de 2022

CASA NICKEL, CHEVROLET E "SECÇÃO DENTÁRIA" É isso mesmo !

 CASA NICKEL, CHEVROLET E "SECÇÃO DENTÁRIA"
É isso mesmo !


Nenhuma descrição de foto disponível.CASA NICKEL, CHEVROLET E "SECÇÃO DENTÁRIA"

É isso mesmo !

Enquanto lia esse bem elaborado texto de publicidade da Casa Nickel, de Curitiba, publicado no Almanach do Paraná de 1912, o qual tratava o leitor de "V. Excia." e enaltecia seu principal objeto de venda - o automóvel Chevrolet, meus sentidos detiveram-se na seguinte oferta:
"O mais completo sortimento de peças para automóveis [...] e estoque de correntes antiderrapantes".

Pois bem, naquele idos, as lamacentas ruas de Curitiba e região requeriam esse indispensável "dispositivo" para a tração das rodas, sem as quais, em dias de chuva, era sair e encalhar.

Prosseguindo a leitura da propaganda, confesso, fiquei surpreso diante do último parágrafo:

"Secção Dentária - Completo sortimento de apparelhos, instrumentos e materiais para dentistas"! Confesso, nunca tinha visto ou ouvido falar dessa vertente comercial deles.

Naquela época era comum uma empresa abranger a representação de mais de um produto, ainda mais para quem tinha conhecimento e acesso às importações.

Paulo Grani. 

Magnifica foto da Praça Santos Andrade, Curitiba, publicada no Almanach do Paraná de 1929, com o seguinte texto de rodapé:

 Magnifica foto da Praça Santos Andrade, Curitiba, publicada no Almanach do Paraná de 1929, com o seguinte texto de rodapé:

Nenhuma descrição de foto disponível.Magnifica foto da Praça Santos Andrade, Curitiba, publicada no Almanach do Paraná de 1929, com o seguinte texto de rodapé:

" O mundo escolar de primeiras letras no total de 4.500 crianças em gymnastica Sueca na Praça Santos Andrade ante o Palácio da Universidade ali formado especialmente em homenagem aos ilustres congressistas do ensino."

Paulo Grani.

Que tal o entretenimento da Curitiba nos anos 1920, assistir a apresentação da Banda da Polícia Militar no coreto do Passeio Público? (Foto: Arquivo Público do Paraná) Paulo Grani

 Que tal o entretenimento da Curitiba nos anos 1920, assistir a apresentação da Banda da Polícia Militar no coreto do Passeio Público?

(Foto: Arquivo Público do Paraná)
Paulo Grani


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Coreto da Praça Osório de Curitiba, década de 1910. (Foto: Arquivo Público do Paraná) Paulo Grani

 Coreto da Praça Osório de Curitiba, década de 1910.
(Foto: Arquivo Público do Paraná)
Paulo Grani


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terça-feira, 12 de abril de 2022

SAUDADES DA ANTIGA CHURRASCARIA CRUZEIRO No conhecido Parque Cruzeiro, que ficava na avenida Batel, num casarão construído em 1880 e rodeado de centenárias árvores, o imigrante alemão Germano Kundy dirigiu uma das mais tradicionais churrascarias de Curitiba, a Churrascaria Cruzeiro.

 No conhecido Parque Cruzeiro, que ficava na avenida Batel, num casarão construído em 1880 e rodeado de centenárias árvores, o imigrante alemão Germano Kundy dirigiu uma das mais tradicionais churrascarias de Curitiba, a Churrascaria Cruzeiro.

SAUDADES DA ANTIGA CHURRASCARIA CRUZEIRO
No conhecido Parque Cruzeiro, que ficava na avenida Batel, num casarão construído em 1880 e rodeado de centenárias árvores, o imigrante alemão Germano Kundy dirigiu uma das mais tradicionais churrascarias de Curitiba, a Churrascaria Cruzeiro.
Era o ano de 1937, quando o sr. Kundy começou as suas atividades nesse local, explorando um pequeno bar para aperitivos, cujos móveis bastante originais foram destaque, principalmente o guarda-louça, com madeira entalhada entre balcões de mármore. Nos fundos, construiu um barracão de madeira, rústico, a princípio, e que foi sendo aprimorado com o passar do tempo. Nesse barracão é que funcionava a churrascaria, considerada a primeira churrascaria do Paraná. Nos dias ensolarados, as pessoas que sentavam nas mesas colocadas embaixo das árvores, também podiam degustar dos grelhados feitos na Cruzeiro.
As carnes servidas eram basicamente o filé simples, que tem o contra-filé e o mignon juntos, a alcatra, a costela, assada inteira e depois retalhada. Usava-se tempero feito de sal. vinagre, água, pimenta do reino e, com um chumaço de palha de milho, molhavam-se as carnes com esse tempero enquanto a carne estava sendo assada. Maionese, salada de cebola, tomate, farinha e pão acompanhavam a carne.
No período de 50-60, a Churrascaria Cruzeiro passou a oferecer feijoada aos sábados, servida nas cumbucas de barro e acompanhada de couve, arroz e laranja. E para os clientes mais próximos, a esposa do sr. Germano, a sra. Hulda, elaborava pratos da cozinha alemã, como eisbein e salsicha especial, com os devidos acompanhamentos.
Também nessa época, passou a ser tradição na Churrascaria, os jornalistas se reunirem para saborear um prato típico do litoral paranaense, o barreado. A sra. Hulda é quem fazia, sempre no dia Io de maio.
As comidas eram cozidas no fogão à lenha e nas panelas de ferro, e os grelhados na enorme churrasqueira ativada com carvão, que funcionava nos fundos do barracão.
A Churrascaria Cruzeiro funcionou na avenida Batel até 1986, quando, por problemas com o proprietário do imóvel - que se recusou a vendê-lo à família Kundy, locatária, exigiu na Justiça que ele fosse desocupado. Assim, a Churrascaria Cruzeiro foi transferida para a rua Vital Brasil, no bairro Portão, onde permanece até hoje, mantendo a sua tradicional qualidade de atendimento.
Até que se concretizasse essa transferência, houve um apelo muito grande por parte de inúmeras pessoas para que a Churrascaria Cruzeiro não fechasse suas portas e principalmente não saísse do Batel. A vereadora Marlene Zanin iniciou o movimento pró-Cruzeiro, em julho de 1985, com um almoço que reuniu freqüentadores da churrascaria e do qual resultou um abaixo-assinado à disposição de todos aqueles interessados em preservar a Churrascaria como local obrigatório na agenda curitibana. Nesse almoço que reuniu vários políticos, o então vereador Rafael Greca de Macedo manifestou a sua indignação:
"O Parque Cruzeiro já foi pousada, cervejaria e um marco na inauguração da primeira linha de bonde da cidade - foi lá que as autoridades engravatadas, da primeira viagem João Gualberto-Batel aliviaram sua sede. [...] O Cruzeiro merece a mesma mobilização que em nosso tempo dedicamos a Leiteria Schaffer. A atual administração municipal não pode permitir que desapareça um referencial da cidade."
Ainda no mesmo almoço, um outro político, Jaime Lerner, também manifestou a sua opinião: "Ela [Churrascaria Cruzeiro] faz parte de um retrato de família que não deve ser rasgado. Sempre esteve em um caminho histórico tradicional e não pode desaparecer. O curitibano não precisa olhar pro céu para se orientar, olha para este Cruzeiro, que até tem mais estrelas."
Cícero Bley, na época, diretor da Surhema, foi um dos que aderiram ao abaixo-assinado, e o jornal Correio de Notícias publicou a sua opinião: "Para o diretor da Surhema, brigar pela herança do Cruzeiro é muitas coisas, nenhuma delas elitista, é principalmente, brigar pelo direito de continuar curitibano, dono da história afetiva de seu pedaço. Ele quer a preservação do espaço físico, pelo qual passaram e se formaram várias gerações, local onde as famílias deixaram rolar muitas conversas e os meninos ensaiavam traquinagens. Pelo valor arquitetônico do prédio; pela preservação do bosque, e pela churrascaria em si, que já se tornou fundamental para seus freqüentadores tão antigos na casa quanto os garçons, que disputam o título de maior permanência. Se não se preservar as raízes, estas que nascem da vontade da população que determina seus usos e costumes no dia-a-dia, não se tem identidade enquanto cidade, e o que se vê é o cidadão sozinho, assistindo a deterioração do seu tecido social."
(Extraído de: Teses.ufpr.gov.br / Bares e Restaurantes de Curitiba, Anos 50-60, de Maria do Carmo MarcondesBrandão Rolim)
Paulo Grani

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O ANTIGO LARGO DO MERCADO, ATUAL PAÇO DA LIBERDADE Vista parcial do antigo Mercado Municipal de Curitiba, em 1914, sendo demolido para abrigar o futuro Paço Municipal, que abrigaria a nova Prefeitura de Curitiba.

 O ANTIGO LARGO DO MERCADO, ATUAL PAÇO DA LIBERDADE
Vista parcial do antigo Mercado Municipal de Curitiba, em 1914, sendo demolido para abrigar o futuro Paço Municipal, que abrigaria a nova Prefeitura de Curitiba.


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O ANTIGO LARGO DO MERCADO, ATUAL PAÇO DA LIBERDADE
Vista parcial do antigo Mercado Municipal de Curitiba, em 1914, sendo demolido para abrigar o futuro Paço Municipal, que abrigaria a nova Prefeitura de Curitiba.
O transito de carroças nas imediações era normal pois os imigrantes traziam sua produção para ser comercializada na região central da cidade. Os trilhos ao centro da viela traziam os bondinhos puxados por mulas, única forma de transporte público à época. Ao fundo, à direita, o prédio do sr. José Hauer.
O local, até então chamado de Largo do Mercado, abrigava desde 1874 o Mercado Municipal da cidade que, na ocasião da foto, havia sido transferido para o Mercado Provisório construído nas imediações da Praça Dezenove de Dezembro, à epoca chamado Largo do Nogueira.
Entre 1914 e 1916, neste local foi edificada o prédio do Paço Municipal, segundo projeto do engenheiro e prefeito Candido de Abreu, sendo sede da Prefeitura de Curitiba até 1969 e sede do Museu Paranaense, de 1973 a 2002.
Em 1948, o entorno recebeu o nome de Paço da Liberdade. Em 2009, foi reformado.
Paulo Grani

Mercado Sul no Capão Raso em 1988. Em 1992 tornaria-se o atual Shopping Popular.

 Mercado Sul no Capão Raso em 1988. Em 1992 tornaria-se o atual Shopping Popular.


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Rua Barão do Serro Azul nos anos 70

 Rua Barão do Serro Azul nos anos 70


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Terminal do Capão Raso em 1977

 Terminal do Capão Raso em 1977


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Maternidade Vitor do Amaral - Anos 1930 , logo após a sua fundação. ***Av. Iguaçu, 1953 - Água Verde ***

 Maternidade Vitor do Amaral - Anos 1930 , logo após a sua fundação.
***Av. Iguaçu, 1953 - Água Verde ***


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