domingo, 17 de abril de 2022

1960 - Rua 7 de Setembro x Rua Bento Viana - Curitiba - Paraná - Brasil

 1960 - Rua 7 de Setembro x Rua Bento Viana - Curitiba - Paraná - Brasil



Curitiba (PR), março de 1935. Arquivo Nacional. Fundo Correio da Manhã. BR_RJANRIO_PH_0_FOT_04051_0005

 Curitiba (PR), março de 1935. Arquivo Nacional. Fundo Correio da Manhã. BR_RJANRIO_PH_0_FOT_04051_0005



CASA EMILIO ROMANI

 

CASA EMILIO ROMANI




O sobrado rosa situado na Praça Eufrásio Correia, conhecido outrora como Praça da Estação, foi edificado na época da transformação da cidade pela chegada dos imigrantes de origem, alemã, polonesa e italiana. Dentre as conseqüências culturais que trouxeram a região, incluem-se as mudanças que trouxeram na arquitetura local. Referencia à influência do construtor de origem italiana, a casa tem à frente uma galeria porticada de seis arcos, encimada por terraço. A cobertura, em quatro águas, é oculta por platibanda, adornada com jarros e pequenos modilhões. Os vãos de portas e janelas são arcos de plena volta, guarnecidos por bandeiras envidraçadas, alguns de desenhos raiados e outros estrelados Complementa o vocabulário neoclássico a simetria da solução arquitetônica, evidenciada pela acentuação, no centro da fachada, do vão de entrada, arrematado por um arco de maior diâmetro.
Foi residência, escritório e armazém, sede da Companhia Francesa de Estrada de Ferro, instalação militar, clube esportivo e social.
Comprada em 1911 pelo ítalo-curitibano Emílio Romani, sediou a Companhia Força e Luz e o escritório da firma do proprietário dos produtos Diana em Curitiba, a Romani S/A – Industria e Comércio de Sal, fundada em 28/05/1960. Sediou ainda a PROMOPAR que mais tarde viria a se tornar a FAS.
Encontrei um artigo de Aramis Millarch publicado em 29/05/1987, no qual ele conta com mais detalhes diversas histórias desse prédio e da família Romani. No artigo ele chama a Casa Emilio Romani de “Casa dos Arcos”, denominação que perdeu-se no tempo, provavelmente para não confundir com a Casa dos Arcos de Santa Felicidade. Ele levanta a intenção de se instalar ali o MIS (Museu da Imagem e do Som), que segundo Millarch, estava precariamente instalado na Rua Martin Afonso. O MIS não foi para a Casa Emilio Romani e hoje encontra-se precariamente instalado no Palácio da Liberdade na Barão do Rio Branco.
A Casa Emilio Romani fica na Praça Eufrásio Correia N.º 498 e foi tombado pelo Patrimônio Histórico do Estado em 06 de março de 1.978.

sábado, 16 de abril de 2022

RELEMBRANDO O BAR PARANÁ, DE CURITIBA " Na Rua Quinze, entre Marechal e Monsenhor Celso, lado esquerdo de quem sobe, havia um bonito sobrado, propriedade do comerciante Miguel Calluf; a parte de cima abrigava o Instituto de Música Messing;

 RELEMBRANDO O BAR PARANÁ, DE CURITIBA
" Na Rua Quinze, entre Marechal e Monsenhor Celso, lado esquerdo de quem sobe, havia um bonito sobrado, propriedade do comerciante Miguel Calluf; a parte de cima abrigava o Instituto de Música Messing;


Pode ser uma imagem de comida
RELEMBRANDO O BAR PARANÁ, DE CURITIBA
" Na Rua Quinze, entre Marechal e Monsenhor Celso, lado esquerdo de quem sobe, havia um bonito sobrado, propriedade do comerciante Miguel Calluf; a parte de cima abrigava o Instituto de Música Messing; no térreo, com porta de vaivém, lembrando filme de mocinho, estava o famoso Bar Paraná, que ali funcionou de 37 a 64, vizinho do Palácio do Comércio (então sede do Centro Acadêmico de Direito, depois Hugo Simas) e da pequena Chapelaria Central, que fechou por falta de freguesia, sem falar no Louvre ("rei das sedas, imperador dos preços"), também dos Calluf.
Por imposição do "milagre" urbano, ali quase tudo se refundiu; do antigo Louvre sobrou a escadaria de mármore; foram-se as sacadinhas do Palácio do Comércio, de onde se podia apreciar, todas as tarde, as Leatrices e Raquéis descendo a Rua Quinze.
Os elogios à comida e ao ambiente do bar, que os antigos habituês ainda apregoam, não têm fim.
Linguado à milanesa, seguido de moranguinhos com nata, ninguém fez melhor. A sopa húngara, um maná; alguns copiaram sua receita (água da fonte, filé mignon, leite, batatinhas, sal e pimenta), mas nem um conseguiu fazer nada igual. O poeta Antônio Salomão, memória de anjo, diz que o mistério da sopa húngara tinha vínculo com certo tempero tcheco; o nome e endereço dos fabricantes, por mais que se procurasse, nunca foi achado.
O dono e fundador foi o alemão Walter, maitre por vocação, cozinheiro invejável. Além das iguarias que inventava, Walter dispunha de alvíssimas toalhas, louça e talheres de primeira, mobiliário de bom gosto. No balcão de entrada, à direita, o retrato de um trem na Serra do Mar, à beira do precipício, soltando fumaça pela chaminé; de tão bem focalizado, o trem do retrato só faltava apitar.
Restaurante que se preza carece de bons garçons; o Bar Paraná tinha os veteranos Filippe (afável, bom ouvinte, alemão como o dono) e o brasileiro Eloy, louco por roleta, assíduo visitante do Cassino Ahú.
Em 1955, dinheiro sobrando, resultado de anos e anos de trabalho, Walter decidiu rever sua cidade natal, na Alemanha. Nem bem desembarcou, teve um treco e morreu do coração. A viúva baldeou seu corpo para Curitiba, passando o restaurante, depois, ao catarinense Evilásio, que manteve a boa fama do estabelecimento uns oito, nove anos, até a demolição do sobrado.
A classe média alta comparecia aos domingos, depois da missa no Bom Jesus. Em dias de semana, era comum a presença do lendário capitão Manoel Aranha, acompanhado de Jofre Cabral e Abílio Ribeiro. Manoel Aranha presidia longas reuniões, regadas a chope escuro (o melhor de Curitiba), varando a tarde, de preferência quando o Atlético atravessava fases críticas. Caçoando desses encontros, diziam os coxas que o Atlético só vai bem quando em crise.
De vez em vez, sob efeito do tal chope escuro, o jornalista Dicésar Plaisant pronunciava grandes discursos de desafio à ditadura, - chamava o interventor Manoel Ribas de "energúmeno, murnu, esbirro de Gelúlio". Se crescia a eloqüência do orador, a ponto de assustar certos fermentadores, o garçom Filippe, amável conselheiro, punha-o menos agressivo.
Antônio Salomão, o poeta, garante que não há saudosismo nas lembranças do Bar Paraná. "Só Deus sabe como eram bons aqueles tempos", dizia. "
(Autor: Francisco Brito de Lacerda, advogado - Extraído de: Trezentas Histórias de Curitiba)
(Foto ilustrativa de sopa húngara: Internet, Google)
Paulo Grani.

Avenida Mariano Torres, antes da canalização do Rio Belém. Anos 60. Fonte: Foto de Nelson Nigro Samways. Extraído do Pinterest - Diogo Félix.

 Avenida Mariano Torres, antes da canalização do Rio Belém.
Anos 60.
Fonte:
Foto de Nelson Nigro Samways.
Extraído do Pinterest - Diogo Félix.


Pode ser uma imagem de 4 pessoas, céu, rua, estrada e palmeiras

Rua Dr.Muricy com a Rua Xv 1974

 Rua Dr.Muricy com a Rua Xv 1974


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Canaleta do Ônibus Expresso,Avenida República Argentina 1975 Bairro Capão Raso

 Canaleta do Ônibus Expresso,Avenida República Argentina 1975
Bairro Capão Raso


Pode ser uma imagem em preto e branco de estrada, rua e texto que diz "jornais antigo Curitiba"

***Alto da Rua XV nas imediações da Praça das Nações. *** Anos 80

 ***Alto da Rua XV nas imediações da Praça das Nações. ***
Anos 80


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Rua XV com Rua Barão Rio Branco 1977

 Rua XV com Rua Barão Rio Branco 1977


Pode ser uma imagem de 7 pessoas, rua e texto que diz "SYMODA jornais_antigo jornais curitiba Este trecho da Rua xV, entre Barào do Rio Branco e Presidente Faria, terá um calçadão. Ironi"

sexta-feira, 15 de abril de 2022

VILA NOSSA SENHORA DA LUZ DOS PINHAIS, O PRIMEIRO GRANDE CONJUNTO RESIDENCIAL DO BRASIL FINANCIADO PELO BNH

 VILA NOSSA SENHORA DA LUZ DOS PINHAIS, O PRIMEIRO GRANDE CONJUNTO RESIDENCIAL DO BRASIL FINANCIADO PELO BNH


Nenhuma descrição de foto disponível.VILA NOSSA SENHORA DA LUZ DOS PINHAIS, O PRIMEIRO GRANDE CONJUNTO RESIDENCIAL DO BRASIL FINANCIADO PELO BNH

Em 1966, o presidente marechal Humberto de Alencar Castello Branco inaugurou o primeiro grande conjunto habitacional do Brasil construído com recursos do recém-criado BNH.

Eram 2100 casas populares que correspondiam a um projeto de desfavelização de Curitiba.

A Vila está no bairro mais populoso do Sul do Brasil, a Cidade Industrial de Curitiba, que tem quase 200 mil habitantes.

É um lugar sem igual, as ruas estreitas, dominadas pela população, são uma extensão da casa. Os carros têm que desviar das pessoas e andar devagar.

Lembra muito uma cidadezinha do interior, onde as pessoas se conhecem e em geral são solidárias entre si.

A Vila deveria estar na lista dos principais pontos turísticos de Curitiba, apesar de não ter o glamour do Jardim Botânico, Opera de Arame ou Parque Tanguá, que foram feitos pra inglês ver e que não condizem com a realidade curitibana.

Se alguém realmente quiser conhecer Curitiba, deve conhecer a Vila Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, com todas as suas peculiaridades e problemas sociais.

(Gilmar Ferreira)