fotos fatos e curiosidades antigamente O passado, o legado de um homem pode até ser momentaneamente esquecido, nunca apagado
segunda-feira, 4 de maio de 2026
A Evolução do Cotidiano Brasileiro: Um Passeio pela Publicidade de Época
domingo, 3 de maio de 2026
A imagem contempla, o imponente Palacete Ascânio Miró, de 1898, projetado por Cândido de Abreu – Engenheiro e político curitibano, localizado na Rua Comendador Araújo - (Antiga Estrada do Mato Grosso) X Alameda Presidente Taunay, aqui ainda novo, no ano de 1906.
A imagem contempla, o imponente Palacete Ascânio Miró, de 1898, projetado por Cândido de Abreu – Engenheiro e político curitibano, localizado na Rua Comendador Araújo - (Antiga Estrada do Mato Grosso) X Alameda Presidente Taunay, aqui ainda novo, no ano de 1906.
Raríssimo Cartão Postal de Curitiba, da primeira década de 1900, datado de 18/01/1902, apresenta as históricas carroças utilizadas pelos imigrantes que moravam nas cercanias da cidade, estacionadas junto à Praça Tiradentes. Mais ao fundo, o recém-construído edifício "Casa José Hauer", mais tarde "José Hauer & Irmão". À direita, o Palácio do Comendador Franco, que abrigou a comitiva do Imperador D. Pedro II, por ocasião de sua visita à cidade, em 1880. (Foto: Arquivo Público do Paraná) Paulo Grani
Raríssimo Cartão Postal de Curitiba, da primeira década de 1900, datado de 18/01/1902, apresenta as históricas carroças utilizadas pelos imigrantes que moravam nas cercanias da cidade, estacionadas junto à Praça Tiradentes. Mais ao fundo, o recém-construído edifício "Casa José Hauer", mais tarde "José Hauer & Irmão". À direita, o Palácio do Comendador Franco, que abrigou a comitiva do Imperador D. Pedro II, por ocasião de sua visita à cidade, em 1880. (Foto: Arquivo Público do Paraná) Paulo Grani
CURITIBANO RECRUTADO À FORÇA PELO EXÉRCITO NAZISTA
CURITIBANO RECRUTADO À FORÇA PELO EXÉRCITO NAZISTA
O curitibano Horst Brenke nasceu pelas mãos da avó, na casa da família, em Curitiba. Seus pais alemães (Richard e Margarete Brenke, se conheceram em Düsseldorf, em 1920), casaram-se e migraram para o Brasil.
No final de 1944, seus pais foram passar um tempo em Berlim na casa da família, junto com Horst, agora jovem. Certo dia, ele levantou cedo e foi comprar pão para o café, quando, no meio do caminho, acabou sendo recrutado à força pelo exército nazista.
Na Alemanha, em Berlim
No dia 6 de janeiro de 1945, Horst acordou com fome e queria comprar pão com os cupons de racionamento que davam aos civis, contrariando as recomendações de sua mãe para não sair de casa. Em uma revista surpresa de soldados alemães, Horst não conseguiu convencê-los de que não tinha nada a ver com a guerra por ser brasileiro. “Se seus pais são alemães, você é cidadão alemão também, suba”, disse-lhe um soldado.
Era o fim da Segunda Guerra Mundial, e as forças de um Hitler já morto minguavam sob a força dos soviéticos, que marchavam para tomar a capital alemã. Brenke foi integrado a uma tropa que rumava para o Oeste a fim de encontrar o 12º Exército alemão e juntar-se uma força maior a fim de fazer frente aos homens de Stalin.
Alemanha, em Halbe
Não chegaram muito longe. Brenke foi capturado em Halbe, a pouco menos de 60 quilômetros de Berlim, pela tropa do temido comandante Ivan Konev. Entregue aos temidos russos, ele se tornou um woina plenni, um prisioneiro de guerra.
Polônia, em Zagan
Capturado e há dias em marcha, o soldado curitibano resolve começar um diário, temendo morrer sem ter testemunhos de sua história. “Preso! Quem poderia imaginar isso! Apenas aquele que presenciou isso por ele mesmo”, anotou no dia 4 de maio de 1945 em um pouco de papel que conseguiu entre os prisioneiros.
Rússia, em Moscou
Colocado em um trem de prisioneiros no dia 14 de junho, Brenke soube que estava sendo transferido para Vladimir, lugar que abrigaria seu cárcere marcial. Chegou a cidade no mesmo dia. “O que trará o futuro?” perguntou em seu caderno.
Rússia, em Vladimir
Em sua rotina de prisioneiro de guerra, Horst Brenke escreveu em suas anotações como funcionava a vida no cárcere, como se apaixonou por uma camponesa russa e como se livrou do pior diversas vezes. Saiu de lá no dia 19 de maio de 1946.
Itália, em Udine
Finalmente na Itália, Horst e outros prisioneiros foram entregues aos norte-americanos em 5 de julho de 1946. Deixou a Europa no dia 25 de setembro daquele ano, a bordo do navio Almirante Jaceguay, que partiu do Porto de Nápoles rumo ao Brasil. Era o fim da sua história na Segunda Guerra Mundial.
Viveu um ano e três meses como prisioneiro de guerra sem ter dado um único tiro. Tinha menos de vinte anos.
Morreu em Belo Horizonte, em 1984, por causa de um câncer, com 57 anos.
(Fonte/foto: Gazeta do Povo)
Paulo Grani
A primeira estação Marumby, toda construída em madeira, em 1930, na Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba. Lindo momento em que a Maria Fumaça deixa sua plataforna , descendo a serra. (Foto: Arthur Wischral / Acervo:
A primeira estação Marumby, toda construída em madeira, em 1930, na Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba. Lindo momento em que a Maria Fumaça deixa sua plataforna , descendo a serra. (Foto: Arthur Wischral / Acervo:
RUA RIACHUELO, EM 1912
RUA RIACHUELO, EM 1912
Flagrante da Rua Riachuelo, Curitiba, em 1912, quando ela estava recebendo os dormentes que sustentaram os trilhos dos bondes elétricos.
Ao lado, os antigos trilhos dos bondinhos puxados por mulas são relegados ao desuso.
O carroceiro apreciando a obra, nem sonhava que os dias de sua corrocinha também estavam contados.