terça-feira, 12 de maio de 2026

Tanques M60A2: O MBT Revolucionário que Uniu Canhão e Mísseis em uma Só Torre

 

Tanques M60A2





Em 1963, o Exército dos Estados Unidos começou a desenvolver um novo MBT "MBT70" (Main Battle Tank 70: 70s main battle tank) a ser operado na década de 1970 em colaboração com o Exército da Alemanha Ocidental.
Até este tanque MBT70 ser colocado em uso prático, era este tanque M60A2 que foi desenvolvido como um sucessor do tanque M60A1, que era o principal MBT do Exército dos EUA na época.

As características mais distintivas do tanque M60A2 foram o lançador de canhões de 152 mm, calibre 17,5, XM162E1 desenvolvido pela FILCO Ford e a torre fundida compacta com excelente blindagem inclinada.
O lançador de armas de 152 mm XM162E1 tem um alcance efetivo máximo de 3.000 me uma velocidade de vôo máxima de 320 m / s. Era possível disparar munição normal, e o número de munições transportadas era de 33 para munições normais e 13 para mísseis antitanque, ou 46 apenas para munição comum.

Também foi equipado com equipamentos eletrônicos de última geração na época, como o telescópio óptico de mira XM126 e o ​​telêmetro a laser AN / VVS-1 para mira.
A carroçaria e a unidade de tração eram basicamente as mesmas do tanque M60A1, e ele herdou sua alta mobilidade.
O primeiro protótipo do tanque M60A2 foi concluído em 1965, mas houve muitos problemas técnicos com o canhão principal incorporando o novo mecanismo, e vários anos foram gastos para resolvê-los.

Em particular, a munição normal foi disparada por uma caixa de cartucho do tipo combustão, mas havia o risco de que o resíduo de alta temperatura deixado dentro da arma principal devido à combustão incompleta levasse a uma explosão ou detonação da próxima munição.
Por esse motivo, foi equipado com um sistema de ventilação CBSS (Closed Breech Scavenger System) que remove resíduos de dentro do canhão principal com ar comprimido, e em 1972, uma parte do tipo de produção inicial do tanque M60A2 foi utilizada para treinamento na armadura treinamento de Fort Knox, Kentucky. Primeiro implantado no local.

A produção em massa do tanque M60A2 ocorreu na fábrica de tanques Warren de Kreisler de 1973 a 1975, com 59 veículos implantados na Segunda Divisão Blindada em Fort Hood, Texas em junho de 1973, e depois 2 em 1975. Em maio, foi implantado para seis batalhões de tanques, incluindo a 1ª e a 3ª Divisões Blindadas pertencentes ao 7º Exército estacionado na Europa.
O tanque M60A2 atraiu a atenção por ser um MBT equipado com um sistema de poder de fogo inovador, mas sua estrutura complicada dificultava a manutenção e o custo de fabricação era alto, então a produção total foi de apenas 526 carros.


<Tanque M60A2>

comprimento total: 7,62 m
comprimento do corpo: 6,99 M
largura total: 3,632 M
Altura: 3,256 M
peso bruto: 51,5 T
ocupante: 4 pessoas
Motor: Continental AVDS-1790-2A 4 tempos tipo V de 12 cilindros refrigerado a ar diesel turboalimentado
Saída:
750hp / 2.400 rpm Velocidade máxima: 48,28km / h
Alcance de cruzeiro : 483km
Armados: 17.5 calibre 152 mm lançador de armas XM162E 1 × 1 (46 tiros)
        12,7 mm metralhadora pesada M85 × 1 (1.080 tiros)
        Máquina de 7,62 mm arma M73 × 1 (5.500 tiros)
Espessura da armadura: 12,7-292 mm


<Referências>

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" Armas Terrestres Mais Recentes do Mundo 300 "Publicação Narumi-
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Tanques M60A2: O MBT Revolucionário que Uniu Canhão e Mísseis em uma Só Torre

Introdução

Na história da guerra blindada, poucos veículos geram tanta fascinação e debate quanto os Tanques M60A2. Projetado como uma ponte tecnológica entre a geração pós-Segunda Guerra e os modernos tanques de batalha principal (MBT), o M60A2 foi ousado, ambicioso e à frente de seu tempo. Equipado com um lançador de 152 mm capaz de disparar tanto projéteis convencionais quanto mísseis antitanque guiados, ele representou a primeira tentativa séria dos Estados Unidos de integrar poder de fogo guiado de longo alcance diretamente na torre de um MBT. Embora sua carreira operacional tenha sido breve, o legado dos Tanques M60A2 permanece vivo como um laboratório móvel de inovações que moldariam a doutrina blindada moderna. Neste artigo detalhado, exploramos a gênese, a engenharia, os desafios e o impacto histórico desse veículo único.

Contexto Histórico e Gênese do Projeto

No início dos anos 1960, o Exército dos EUA já planejava o substituto definitivo para a série Patton. Em colaboração com a Alemanha Ocidental, nasceu o programa MBT-70, um tanque revolucionário que prometia suspensões hidropneumáticas, blindagem avançada e sistemas de tiro computadorizados. Contudo, a complexidade e os custos fizeram com que o MBT-70 enfrentasse atrasos significativos.
Diante da incerteza sobre quando o novo tanque estaria pronto, o Pentágono autorizou o desenvolvimento de uma solução intermediária. Assim, em 1963, começou a trabalhar no que seria o sucessor direto do M60A1: o M60A2. A ideia era clara: manter a confiabilidade e a mobilidade do chassi M60, mas equipá-lo com um sistema de armas radicalmente novo que permitisse engajar blindados inimigos além do alcance dos canhões tradicionais da época.

O Sistema de Armas Revolucionário: Canhão e Míssil em Um Só Tubo

A característica mais distintiva dos Tanques M60A2 é, sem dúvida, o lançador de armas XM162E1 de 152 mm, desenvolvido com participação da indústria de defesa norte-americana. Este sistema não era um canhão convencional. Ele funcionava como um tubo de lançamento dual:
  • Projéteis convencionais: De alta velocidade para combate direto.
  • Mísseis antitanque guiados: Lançados pelo mesmo tubo, com alcance efetivo de até 3.000 metros e velocidade de voo de 320 m/s.
A flexibilidade tática era impressionante. A tripulação podia carregar 33 projéteis convencionais e 13 mísseis, ou optar por uma configuração totalmente convencional com 46 cartuchos. Essa dualidade permitia que o comandante escolhesse entre engajamento rápido a curta/média distância ou ataques de precisão a longo alcance, algo inédito para um MBT da época.

Torre, Blindagem e Sistemas de Pontaria

A torre do M60A2 foi completamente redesenhada em relação às versões anteriores do M60. Fundida em uma peça única e compacta, apresentava um perfil mais baixo e inclinações estudadas para maximizar a proteção balística. A blindagem frontal variava entre 12,7 mm e 292 mm, com distribuição otimizada para desviar e dissipar a energia de projéteis cinéticos e cargas moldadas.
Internamente, o veículo foi equipado com eletrônica de ponta para os padrões dos anos 1960/70:
  • Telescópio óptico de mira XM126: Oferecia ampliação ajustável e campo de visão amplo para aquisição rápida de alvos.
  • Telêmetro a laser AN/VVS-1: Um dos primeiros sistemas a laser operacionais em tanques, eliminando a margem de erro dos telêmetros ópticos ou de coincidência e acelerando drasticamente o primeiro tiro.
Essa combinação transformou o M60A2 em uma plataforma de tiro precisa, capaz de calcular trajetórias e corrigir desvios com uma eficiência muito superior aos tanques da geração anterior.

Desafios Técnicos e a Solução CBSS

Apesar do potencial, o caminho até a operacionalidade foi marcado por obstáculos. O primeiro protótipo foi concluído em 1965, mas os testes revelaram problemas graves no mecanismo de disparo. Os projéteis utilizavam estojos de cartucho do tipo combustível, que queimavam durante o disparo para reduzir peso e volume. No entanto, a combustão incompleta deixava resíduos incandescentes na câmara da arma. Se a próxima munição fosse carregada rapidamente, o risco de detonação acidental (conhecido como cook-off) era real e perigoso.
A engenharia militar respondeu com o CBSS (Closed Breech Scavenger System), um sistema inovador de ventilação que injetava ar comprimido na câmara imediatamente após o disparo, varrendo os resíduos quentes e gases tóxicos para fora do tubo. A solução não apenas eliminou o risco de explosões acidentais, como melhorou as condições de trabalho da tripulação e permitiu uma cadência de tiro mais segura. Após anos de ajustes, o veículo foi finalmente considerado apto para operação.

Produção, Implantação e Vida Útil

A produção em série dos Tanques M60A2 ocorreu entre 1973 e 1975 na Warren Tank Plant. Foram fabricadas apenas 526 unidades, um número reduzido se comparado aos milhares de M60A1 e M60A3 que os seguiram. A implantação inicial ocorreu em junho de 1973, quando 59 veículos foram entregues à 2ª Divisão Blindada em Fort Hood, Texas. No ano seguinte, parte dos veículos foi enviada para treinamento de tripulações em Fort Knox, Kentucky.
Em maio de 1975, o M60A2 foi distribuído para seis batalhões blindados pertencentes à 1ª e 3ª Divisões Blindadas, integrando o 7º Exército estacionado na Europa. No terreno, o tanque impressionou pelo poder de fogo, mas sua estrutura mecânica e eletrônica complexa exigia manutenção especializada, peças caras e técnicos altamente qualificados. Em um contexto de orçamento militar apertado e doutrina focada em padronização logística, esses fatores selaram seu destino. O veículo foi gradualmente substituído e reconvertido, encerrando uma vida útil operacional relativamente curta, mas tecnicamente intensa.

Ficha Técnica Completa

Especificação
Detalhe
Comprimento total
7,62 m
Comprimento do casco
6,99 m
Largura total
3,632 m
Altura total
3,256 m
Peso em combate
51,5 t
Tripulação
4 pessoas
Motor
Continental AVDS-1790-2A, V12, 4 tempos, refrigerado a ar, turbo diesel
Potência máxima
750 cv a 2.400 rpm
Velocidade máxima
48,28 km/h
Autonomia
483 km
Armamento principal
Lançador XM162E1 de 152 mm (calibre 17,5) × 1 (até 46 projéteis/mísseis)
Armamento secundário
Metralhadora pesada M85 de 12,7 mm × 1 (1.080 munições)
Metralhadora M73 de 7,62 mm × 1 (5.500 munições)
Espessura da blindagem
12,7 a 292 mm (distribuição variável por setor)

Legado e Lições para a Blindagem Moderna

Embora os Tanques M60A2 não tenham se tornado o pilar da força blindada americana, seu valor histórico e técnico é inegável. Eles funcionaram como um campo de provas para conceitos que se tornariam padrão décadas depois:
  • Integração de mísseis em canhões de tanque: Pioneirismo que influenciou sistemas como o russo 9M119 Svir/Refleks e o israelense LAHAT.
  • Sistemas de ventilação pós-disparo: O CBSS evoluiu para os extratores de gases e sistemas de limpeza de câmara presentes em praticamente todos os MBTs modernos.
  • Telêmetros a laser e controle de tiro eletrônico: O M60A2 demonstrou que a precisão do primeiro tiro era mais decisiva que a cadência bruta, consolidando a eletrônica como núcleo do combate blindado.
Além disso, o fracasso relativo do M60A2 ensinou lições valiosas sobre logística, padronização e a importância de equilibrar inovação com sustentabilidade operacional. Quando o M1 Abrams chegou, carregava consigo o DNA conceitual testado no M60A2, porém com uma arquitetura modular, manutenção simplificada e eletrônica mais robusta.

Conclusão

Os Tanques M60A2 representam um momento único na evolução da guerra mecanizada: uma aposta ousada na convergência entre artilharia convencional e tecnologia de mísseis guiados. Apesar das dificuldades técnicas, da manutenção complexa e da produção limitada, o veículo cumpriu seu papel histórico como ponte entre gerações e catalisador de inovações. Estudar o M60A2 é entender como a ousadia tecnológica, mesmo quando não resulta em sucesso comercial ou operacional de longa duração, deixa marcas profundas na engenharia militar. Para entusiastas, historiadores e profissionais de defesa, o M60A2 permanece como um símbolo de ambição, aprendizado contínuo e da busca incansável pela supremacia no campo de batalha moderno.


Tanques M1 Abrams: História, Tecnologia e Legado do Principal MBT Americano

 

Tanques M1 Abrams






A série de tanques M60, que foi o esteio do Exército dos EUA na década de 1970, é uma versão avançada do tanque pesado M26 Pershing, nascido no final da Segunda Guerra Mundial, e é um rifle de 105 mm apoiado por um excelente FCS (Fire Control Era um excelente tanque com um M68 (o protótipo era um rifle L7 de 105 mm feito pelo arsenal real britânico), mas afinal não era uma extensão do desenvolvimento dos tanques da Segunda Guerra Mundial.

Por outro lado, a ex-União Soviética, que era um país virtual inimigo, estava equipada com um canhão de cavidade deslizante de 125 mm com um diâmetro muito maior do que o tanque de batalha principal do tanque M60 ao mesmo tempo, e equipado com blindagem composta isso fortaleceu muito a defesa contra munições explosivas moldadas. Com a introdução da série de tanques T-64, uma sensação de crise de que os tanques americanos seriam inferiores aos tanques soviéticos não apenas quantitativamente, mas também qualitativamente, começou a ser sussurrada no exército europeu de despacho.

Porém, devido ao fracasso do próximo plano de desenvolvimento do MBT (MBT70 / Kpz.70), que vinha sendo promovido em conjunto com a ex-Alemanha Ocidental na década de 1960, além do sentimento de guerra que se espalhou amplamente pelo país devido à a luta da Guerra do Vietnã, o parlamento dos EUA é um novo tipo de exército. Ele não aprovou facilmente o orçamento para o desenvolvimento do MBT.
Em uma situação tão difícil, os líderes do Exército continuaram a persuadir o Congresso, enquanto faziam com que a Força-Tarefa MBT (Major General William Dissolvy) fundada em Fort Knox compilasse os requisitos para o novo MBT ...

Em janeiro de 1973, as especificações exigidas para o novo MBT "XM815" foram finalizadas e, em junho do mesmo ano, o tanque XM815 foi prototipado para a Chrysler Defense (atualmente General Dynamics Land Systems) e General Motors, respectivamente. carro foi encomendado.
Os veículos protótipos de ambas as empresas foram concluídos no início de 1976, e os testes foram conduzidos pelo Exército dos EUA a partir de fevereiro do mesmo ano.

Os tanques XM815 prototipados pelas duas empresas estão equipados com um motor de turbina a gás da Chrysler Defense e um motor a diesel da General Motors.A verificação in loco do motor também foi realizada de forma eficiente.
Nesse ínterim, o Exército buscou novos materiais de blindagem e trabalhou com o Instituto do Exército Britânico em Chobam, Inglaterra, que estava desenvolvendo blindagem composta, para cooperar na pesquisa e desenvolvimento de blindagem composta.

As descobertas do Reino Unido foram levadas ao Laboratório de Balística do Exército dos EUA em Aberdeen.
Mais ou menos na mesma época (outubro de 1973), estourou a Quarta Guerra do Oriente Médio (Guerra do Yom Kippur) entre os países árabes e Israel, e o míssil guiado antitanque Malyutka 9M14 de fabricação soviética e RPG com ogivas explosivas moldadas. A experiência de destruir um grande número de tanques israelenses com blindagem normal pelo foguete anti-tanque portátil 7 também foi enfatizado.

Depois de passar por vários testes comparativos, foi decidido em novembro de 1976 que seria integrado a um veículo protótipo da Chrysler Defense (o nome do plano foi alterado para XM1 nessa época) e FSED (Full-Scale Engineering Development :) 11 carros ( carro de desenvolvimento em escala real) serão encomendados.
Todos os carros deste FSED foram concluídos de fevereiro a julho de 1978, e o carregamento de munição e combustível e outros testes completos de resistência a balas e vários testes reais de funcionamento e operação foram continuados.

Neste teste, o tanque XM1 teve muitos problemas no sistema do motor, e foi dito que a adoção foi temporariamente interrompida, mas o problema foi superado com melhorias.
Como resultado do teste, foi confirmado que o tanque XM1 supera o tanque M60 em todos os elementos, e em maio de 1979, 110 LRIPs (Low Initial Rate Production) foram produzidos, e foi usado em unidades de trabalho e em regiões frias. A fase final de testes práticos nos trópicos e desertos foi repetida.

Então, em fevereiro de 1980, este veículo foi oficialmente adotado como o próximo MBT do Exército dos EUA sob o nome de "tanque de canhão de 105 mm M1 Abrams".
O apelido "Abrams" vem da Batalha de Bulge, Chefe do Estado-Maior do Exército dos Estados Unidos e, acima de tudo, do General Clayton Abrams, o maior defensor do projeto XM1.

O que deve ser observado aqui é que o tanque M1 foi adotado como um tanque em desenvolvimento no pressuposto de que será atualizado no futuro. Ele foi equipado com o mesmo rifle M68 de 105 mm de antes, mas com base no fluxo de compartilhamento de equipamento com o exército da OTAN desde o início, a mesma linha de metal do tanque de batalha principal do tanque Leopard 2 adotado pelo antigo Exército da Alemanha Ocidental para o próximo MBT.Ele foi planejado para ser equipado com um canhão deslizante de 120 mm fabricado pela empresa.

Isso é o mesmo em termos de vários dispositivos de inspeção, relacionados ao FCS e recursos de defesa de armadura, e não é necessário instalar equipamentos de ponta de uma vez desde o início, mas atualizar a versão reparando no processo de longo prazo aquisição de prazo e operação.
Isso foi baseado nas lições aprendidas com o tanque MBT70, que falhou em ser colocado em uso devido ao orçamento excedido ao tentar incorporar novos equipamentos em abundância, e foi tirado em antecipação à aprovação do orçamento pelo Congresso.

Felizmente, isso atrasou a obsolescência dos tanques M1 como arma, e a versão atualizada do tanque M1 levou a seu status continuado como um MBT com poder de combate de classe mundial até hoje no século 21.
A primeira versão de produção do tanque M1 foi concluída em fevereiro de 1980, com 3.268 produzidos em 1986.
Um pequeno IPM1 modificado (Produto M1 aprimorado: M1 aprimorado) com armadura aprimorada durante a produção apareceu, e 894 dos tanques M1 foram concluídos como esta especificação IP.

A maior característica do tanque M1 é que ele usa o motor de turbina a gás AGT-1500 (potência 1.500hp) fabricado pela Textron Lycoming, enquanto o principal motor MBT em cada país é o diesel.
Embora os motores de turbina a gás tenham a vantagem de uma partida rápida, eles também têm a desvantagem de alto consumo de combustível durante a carga parcial.

Por esta razão, o tanque de combustível do veículo M1 tem quase o dobro da capacidade do MBT ocidental de 3ª geração equipado com um motor diesel da mesma classe de peso.
O principal tanque de batalha é o rifle M68 de 105 mm, calibre L7 série 51, que pode ser considerado a arma padrão do MBT ocidental de 2ª geração, e o FCS é o mais avançado na época em que a eletrônica era intensamente usada.

Além disso, acima da seção de armazenamento de munição na parte traseira da torre, o painel é explodido quando a munição armazenada é detonada pelo impacto, reduzindo os danos ao interior da torre (painel de sopro).
A armadura composta e a armadura oca são usadas para a torre e cada parte do corpo do veículo e, ao contrário dos tanques convencionais dos EUA, é caracterizada por seu formato baixo, composto por superfícies planas.


● tanque M1A1




Em 1981, o plano de renovação do tanque M1 "Bloco 1" começou e um tanque M1A1 melhorado equipado com um canhão deslizante M256 de 120 mm de calibre 44 baseado no canhão de cavidade deslizante de 120 mm Rh120 fabricado pela Rheinmetall da antiga Alemanha Ocidental. Apareceu em 1984 .
Como o tanque M1A1 tem um calibre maior, a munição também aumentou, então o número de munições carregadas pelo canhão principal diminuiu de 55 para 40 no tanque M1.

A proteção da armadura da torre também foi reforçada e o dispositivo de proteção NBC foi alterado para um novo.
Além disso, a partir de 1988, a linha de produção foi trocada para tanques M1A1HA (Heavy Armor) que introduziram malha de blindagem de urânio empobrecido em blindagem composta, e em abril de 1993, um total de 4.802 tanques M1A1 incluindo este modelo foram produzidos.

E antes da batalha terrestre da Guerra do Golfo de 1991, muitos tanques M1 foram convertidos em tanques M1A1HA no depósito local, substituindo o canhão principal e inserindo a malha de blindagem de urânio empobrecido.
Diz-se que a blindagem composta do tanque M1A1HA dobrou a blindagem do primeiro tanque M1 fabricado.

Especificamente, por exemplo, se o projétil perfurante de um tanque inimigo atingir a blindagem frontal de um tanque M1A1HA, sua proteção de blindagem será equivalente a 600 mm em termos da espessura do RHA (Armor Homogêneo Rolado).
Além disso, a proteção da armadura contra balas de carga em forma de HEAT (granada antitanque) e míssil antitanque é equivalente a 1.300 mm em termos de espessura de RHA.


● tanque M1A2




O último modelo de hoje é baseado no tanque M1A1HA e introduziu o mais recente IVIS (Sistema de Informação Interveicular), equipamento Vetronics, CITV (Visualizador Térmico Independente do Comandante), etc. É um tanque M1A2.
O CITV é um periscópio de mira dedicado ao comandante, que nunca existiu antes, e um dispositivo de imagem de raio de calor que gira 360 graus está instalado em uma posição proeminente no lado esquerdo da torre.

Isso permite que o comandante gire seu próprio CITV à vontade, alerta para outras ameaças e detecta alvos inimigos, mesmo quando o atirador está mirando no alvo.
No IVIS, os tanques do batalhão de tanques (58 tanques M1A2) trocam suas posições e informações inimigas entre si através do SINCGARS (Single Channel Ground and Airborne Radio System), e um grande display dentro do veículo é usado.

A posição de cada veículo e a posição do inimigo são constantemente apreendidas pelo POS / NAV (dispositivo de medição de auto-posição / navegação) e enviadas para cada tanque do batalhão.
Isso tornou possível prevenir sistematicamente a maioria dos freqüentes fogos amigáveis ​​na Guerra do Golfo, desde que os petroleiros estivessem calmos.

A nova produção do tanque M1A2 para o Exército dos EUA foi concluída com 62 carros em 1992, e o tanque M1A2 recém-implantado é considerado um modelo modernizado e reformado do tanque M1 existente.
Este veículo recondicionado, denominado M1A2SEP (System Enhancement Package), foi entregue desde o final de 1999.

Os principais pontos de melhoria são digitalização adicional, FLIR de 2ª geração (Forward Looking Infrared), sistema de controle de raio de calor integrado, GPS (Sistema de Posicionamento Global), exibição de cores melhorada (mapa topográfico e teclado), EPLRS (Sistema de Localização e Relatório de Posição Melhorado), fonte de alimentação auxiliar (armazenada na carroceria do veículo), etc. são carregados.
O tanque M1A2SEP está planejado para ser reformado por 1.079 carros até 2005.


● tipo derivado




Além do Exército dos EUA, a série de tanques M1 tem 755 tanques M1A1 para o Exército egípcio (posteriormente modificados para especificações A2), 250 tanques M1A2, 218 tanques M1A2 para o Exército do Kuwait e 373 tanques M1A2 para o Exército da Arábia Saudita. Ambos são produzido.
O Exército australiano também adquiriu 59 tanques M1A1D, que foram modernizados e reformados a partir dos tanques M1A1 que o Exército dos EUA armazenou como equipamento sobressalente e que foram entregues desde 2006.

O novo exército iraquiano, que foi reorganizado após a Guerra do Iraque de 2003, também comprou 140 tanques M1A1M que foram modernizados e reformados dos tanques M1A1 de equipamento sobressalente do Exército dos EUA, e a entrega começou em outubro de 2010. Há.
Além disso, o fabricante General Dynamics Land Systems está comercializando o tanque M1A2 para os militares dos EUA e no exterior com o EuroPowerPack, em vez do famoso motor de turbina a gás com baixo consumo de combustível.

EuroPowerPack é um motor a diesel turboalimentado MT883 V12 multicombustível com refrigeração líquida (potência 1.500hp) fabricado pela MTU da Alemanha e uma transmissão totalmente automática HSWL295 fabricada pela Renck. É o mais recente pacote de potência para MBT pesados ​​que combinam (5 passos para frente / 5 passos para trás).
Havia planos para desenvolver vários tipos de veículos derivados que usavam a carroceria do tanque M1, mas como o tanque M1 básico em si é um veículo muito caro, o preço do veículo derivado é naturalmente alto, e a maior parte disso se deve a isso O desenvolvimento foi descontinuado.

O AEV (Veículo Blindado de Engenharia) "Grizzly" é um veículo de engenharia com equipamentos como tratores e baldes acoplados ao corpo de um tanque M1, e o Exército dos EUA planejava adquirir 366 veículos. Devido ao alto preço, o orçamento não foi aprovado e afinal não foi adotado.
O "Wolverine" HAB (Heavy Assault Bridge) é um veículo de ponte com um corpo de ponte de 26 m de comprimento montado no corpo de um tanque M1A2, e o Exército dos EUA planejou adquirir 465 veículos.

Este veículo foi oficialmente adotado pelo Exército dos EUA como o único derivado "M104 HAB" do tanque M1, mas devido a restrições orçamentárias, o número de veículos adquiridos foi significativamente reduzido para 43.
Além disso, o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA desenvolveu um veículo de desminagem controlado remotamente "Panther 2" equipado com um rolo para desminar na frente do corpo removendo a torre do tanque M1 e desminando no Iraque. Usado para missões.


<Tanque M1>

Comprimento total : 9,766m
Comprimento do corpo: 7,918m
Largura total: 3,653m
Altura total: 2,885m
Peso total: 54,432t
Tripulação: 4 pessoas
Motor: Textron Lycoming AGT-1500 Turbina a gás
Potência máxima: 1.500hp / 3.000rpm
Velocidade máxima: 72,42km / h
Alcance de cruzeiro: 442,5km
Armados: canhão de rifle de calibre 51 105 mm M68 × 1 (55 tiros)
        metralhadora pesada 12,7 mm M2 × 1 (1.000 tiros)
        metralhadora 7,62 mm M240 × 2 (10.800 tiros)
Armadura : Armadura composta


<Tanque M1A1>

Comprimento total : 9,83m
Comprimento do corpo: 7,918m
Largura total: 3,658m
Altura total: 2,885m
Peso total: 57,154t
Tripulação: 4 pessoas
Motor: Textron Lycoming AGT-1500 Turbina a gás
Potência máxima: 1.500hp / 3.000rpm
Velocidade máxima:
67,6km / h Alcance de cruzeiro: 426,5km
Armados: 44 calibre 120 mm canhão deslizante M256 × 1 (40 tiros)
        12,7 mm metralhadora pesada M2 × 1 (1.000 tiros)
        7,62 mm metralhadora M240 × 2 (10.800 tiros)
Armadura : Armadura composta


<Tanque M1A2>

Comprimento total : 9,83m
Comprimento do corpo: 7,925m
Largura total: 3,658m
Altura total: 2,885m
Peso total: 63,087t
Tripulação: 4 pessoas
Motor: Textron Lycoming AGT-1500 Turbina a gás
Potência máxima: 1.500hp / 3.000rpm
Velocidade máxima:
67,6km / h Alcance de cruzeiro: 426,5km
Armados: 44 calibre 120 mm canhão deslizante M256 × 1 (40 tiros)
        12,7 mm metralhadora pesada M2 × 1 (1.000 tiros)
        7,62 mm metralhadora M240 × 2 (10.800 tiros)
Armadura : Armadura composta


<Referência>

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," Panzer 2007 julho / agosto Edição especial M1 Abrams "Tsuge Yusuke / Osamu Takeuchi co Argonaut
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Tanques M1 Abrams: História, Tecnologia e Legado do Principal MBT Americano

Introdução

Desde sua entrada em serviço no início dos anos 1980, os Tanques M1 Abrams se consolidaram como um dos veículos blindados mais icônicos, resilientes e tecnologicamente avançados do mundo. Desenvolvido em meio às tensões da Guerra Fria, forjado pelas lições táticas do Oriente Médio e constantemente atualizado para enfrentar ameaças modernas, o Abrams não é apenas uma máquina de combate, mas uma plataforma de armas em evolução contínua. Neste artigo detalhado, exploramos a origem, o desenvolvimento, as variantes operacionais, as especificações técnicas e o impacto global dos Tanques M1 Abrams, analisando por que ele permanece como referência entre os Tanques de Batalha Principal (MBT) mesmo décadas após seu lançamento.

Origens e Contexto Histórico

No final dos anos 1960, o Exército dos EUA já percebia que o M60 Patton, embora confiável, estava ficando obsoleto diante dos blindados soviéticos. A série T-64, em particular, trazia um canhão de alma lisa de 125 mm, maior alcance, melhor mobilidade e os primeiros experimentos com blindagem composta. A sensação de que os blindados americanos poderiam ficar em desvantagem qualitativa e quantitativa na Europa acelerou a busca por um novo MBT.
O projeto conjunto MBT-70, desenvolvido com a Alemanha Ocidental, foi cancelado por custos exorbitantes e complexidade excessiva. Somado aos cortes orçamentários pós-Guerra do Vietnã, o Congresso americano hesitou em aprovar novos programas de blindados. Mesmo assim, a Força-Tarefa MBT, sediada em Fort Knox, compilou requisitos técnicos rigorosos e, em janeiro de 1973, formalizou as especificações do XM815. Em junho do mesmo ano, Chrysler Defense e General Motors receberam contratos para construir protótipos.
A Chrysler venceu a disputa em novembro de 1976 graças a três diferenciais decisivos: um motor de turbina a gás de alta relação potência/peso, a integração da blindagem composta britânica Chobham (testada em parceria com o Aberdeen Proving Ground) e uma arquitetura pensada para upgrades futuros. A Guerra do Yom Kippur (1973) reforçou a urgência: mísseis antitanque soviéticos e granadas HEAT dizimaram blindados convencionais, evidenciando que a proteção balística tradicional já não era suficiente.

Filosofia de Projeto e Inovações Estruturais

O Tanque M1 Abrams foi concebido com uma doutrina clara: evitar a busca pela perfeição imediata e priorizar uma plataforma estável, escalável e de longa vida útil. Essa abordagem evitou os erros do MBT-70 e permitiu que o veículo evoluísse junto com as ameaças do campo de batalha.

Motor de Turbina AGT-1500

Diferente da maioria dos MBTs ocidentais, que adotam motores diesel, o Abrams utiliza o AGT-1500 da Textron Lycoming, uma turbina a gás de 1.500 cv. As vantagens são notáveis: partida instantânea mesmo em temperaturas extremas, operação mais silenciosa, menor emissão de fumaça e excelente relação potência/peso. A contrapartida é o alto consumo de combustível em marcha lenta, compensado por tanques com capacidade quase o dobro da média da época.

Blindagem Composta e Painéis de Alívio

A torre e o casco foram projetados com múltiplas camadas de aço, cerâmica e materiais sintéticos, formando a blindagem composta que dissipava energia cinética e térmica de projéteis inimigos. Acima do compartimento de munição, painéis de alívio (blow-out panels) foram instalados para direcionar explosões para fora da torre, protegendo a tripulação em caso de penetração. Essa solução tornou-se padrão na doutrina blindada moderna.

Arquitetura Modular e Atualização Contínua

Desde o início, o Abrams foi projetado para receber melhorias graduais. Canhão, eletrônica, sistemas de visão e proteção foram atualizados em ciclos, evitando a necessidade de substituir o veículo inteiro. Essa estratégia garantiu relevância operacional por mais de 40 anos.

Evolução das Variantes Principais

M1 (1980–1986)

A versão inicial foi equipada com o canhão estriado M68 de 105 mm (padrão OTAN da época), sistema de controle de tiro analógico-digital híbrido e blindagem composta básica. Foram produzidas 3.268 unidades. A subvariante IPM1 (Improved M1) trouxe reforços na proteção frontal e melhorias na estiva de munição.

M1A1 (1985–1993)

O salto qualitativo veio com o canhão de alma lisa M256 de 120 mm, derivado do alemão Rh-120 da Rheinmetall. O calibre maior exigiu redução da munição principal de 55 para 40 projéteis, mas aumentou drasticamente o poder de penetração. A torre foi redesenhada com inclinações otimizadas e a blindagem recebeu a malha de urânio empobrecido na variante M1A1HA (Heavy Armor), dobrando a proteção efetiva:
  • Projéteis cinéticos (APFSDS): equivalente a ~600 mm de aço homogêneo rolado (RHA)
  • Cargas moldadas (HEAT/ATGM): equivalente a ~1.300 mm RHA
Antes da Operação Tempestade no Deserto (1991), milhares de M1 foram convertidos localmente para o padrão M1A1HA. No total, 4.802 M1A1 foram fabricados.

M1A2 (1992–Presente)

A digitalização do campo de batalha marcou a transição para o M1A2. Principais inovações:
  • CITV (Comandante's Independent Thermal Viewer): visor térmico independente de 360°, permitindo que o comandante busque alvos enquanto o artilheiro engaja outro.
  • IVIS (Intervehicular Information System): rede tática que compartilha posição, status e dados de inimigos entre os tanques do batalhão, reduzindo drasticamente o fogo amigo.
  • GPS, EPLRS e telas de mapa tático: integração com sistemas de navegação e comunicações digitais.
  • SEP (System Enhancement Package): a partir de 1999, trouxe computação de missão, FLIR de 2ª geração, gerenciamento de energia auxiliar, compatibilidade com munições avançadas e arquitetura de dados aberta. Mais de 1.000 veículos foram recondicionados para o padrão SEP.

Especificações Técnicas Comparativas

Característica
M1
M1A1
M1A2
Comprimento total
9,76 m
9,83 m
9,83 m
Largura
3,65 m
3,66 m
3,66 m
Altura
2,88 m
2,88 m
2,88 m
Peso em combate
~54,4 t
~57,1 t
~63,0 t
Motor
AGT-1500 (1.500 cv)
AGT-1500 (1.500 cv)
AGT-1500 (1.500 cv)
Velocidade máxima
72 km/h
67 km/h
67 km/h
Autonomia
442 km
426 km
426 km
Armamento principal
M68 105 mm (55)
M256 120 mm (40)
M256 120 mm (40)
Metralhadoras
1x 12,7mm + 2x 7,62mm
Idem
Idem
Proteção
Composta básica
Composta + DU
Composta + DU + upgrades SEP
(Números de munição indicam capacidade total para o canhão principal.)

Operadores Globais e Variantes Derivadas

A confiabilidade e a doutrina de interoperabilidade OTAN fizeram dos Tanques M1 Abrams um ativo estratégico exportado para múltiplos países:
  • Egito: 755 M1A1 (posteriormente modernizados para padrão A2 sob licença)
  • Kuwait: 218 M1A2
  • Arábia Saudita: 373 M1A2
  • Austrália: 59 M1A1D (recondicionados de estoques americanos)
  • Iraque: 140 M1A1M (adaptados para clima e doutrina local)
A General Dynamics Land Systems também ofereceu o EuroPowerPack, substituindo a turbina AGT-1500 por um motor diesel MTU MT883 V12 (1.500 cv) e transmissão Renk HSWL295, visando maior eficiência logística para operadores que priorizam autonomia e manutenção simplificada.
Veículos derivados incluíram:
  • M104 Wolverine (HAB): ponte de assalto de 26 m montada sobre chassi M1A2. Adotado pelo Exército dos EUA, mas com produção limitada a 43 unidades por restrições orçamentárias.
  • Grizzly AEV: veículo de engenharia com lâmina e escavadeira. Projeto cancelado devido ao custo elevado.
  • Panther II: veículo de desminagem controlado remotamente, desenvolvido pelo Corpo de Fuzileiros Navais a partir de cascos M1 sem torre, amplamente utilizado no Iraque.

Legado e Modernização no Século XXI

A longevidade dos Tanques M1 Abrams não é acidental. É resultado de uma arquitetura modular, suporte logístico robusto e atualização constante. Programas como o SEPv3 e o SEPv4 trouxeram:
  • Sistemas de proteção ativa (APS) para interceptar projéteis e mísseis em voo
  • Telhados reforçados contra ataques superiores e drones
  • Gerenciamento térmico e elétrico aprimorado para alimentar sensores e sistemas digitais
  • Integração com redes C-UAS (contra sistemas aéreos não tripulados)
  • Testes com novo canhão XM360 e munições de maior alcance e precisão
Mesmo com a ascensão de ameaças assimétricas, mísseis portáteis e veículos não tripulados, o Abrams mantém vantagem em combate convencional graças à sua proteção multicamada, consciência situacional digital e poder de fogo de longo alcance. A doutrina de "evoluir, não substituir" provou que um MBT bem projetado pode superar múltiplas gerações de ameaças.

Conclusão

Os Tanques M1 Abrams representam um marco na engenharia militar moderna. Mais do que um veículo blindado, são um ecossistema de tecnologias integradas, doutrina operacional e capacidade de adaptação estratégica. De suas origens na Guerra Fria aos conflitos do século XXI, o Abrams demonstrou que a supremacia no campo de batalha depende menos de especificações isoladas e mais de visão de longo prazo, manutenção rigorosa e atualização contínua.
Enquanto as forças armadas globais repensam o combate terrestre diante de drones, guerra eletrônica e munições de precisão, a plataforma M1 continua a servir como base para inovação. Seu legado não está apenas nos números de produção ou nas vitórias em combate, mas na prova de que a excelência blindada é um processo, não um ponto de chegada. Para entusiastas, analistas e profissionais de defesa, estudar os Tanques M1 Abrams é entender como a engenharia, a tática e a logística se unem para manter um sistema de armas relevante por gerações.