"Cursó e Tristão Produzem os Melhores Aprontos" : O Dia Que Curitiba Tremeu com o Turfe!
🐎 "Cursó e Tristão Produzem os Melhores Aprontos" : O Dia Que Curitiba Tremeu com o Turfe!
Se você mora em Curitiba e acha que o clima só esquenta no inverno… está enganado. Na década de 1960, o que realmente aquecia as ruas era o barulho dos cascos nos gramados do hipódromo .
E foi nesse dia histórico — 23 de março de 1961 — que o Jornal do Comércio anunciou algo que fez todo o mundo parar para ler:
🔥 "Cursó e Tristão Produzem os Melhores Aprontos da Manhã de Quinta-Feira!"
Sim, Cursó e Tristão — dois nomes que soam como heróis de quadrinhos, mas eram na verdade jóqueis lendários do turfe paranaense . Eles não apenas montavam cavalos… eles dominavam o tempo, a velocidade e a emoção .
🏇 O Hipódromo Era o Coração de Curitiba
Antes do futebol ser o rei, antes do streaming dominar nossas noites, o hipódromo era o lugar onde o povo se reunia . Não para assistir a um jogo, mas para viver uma experiência de adrenalina pura .
E aquela quinta-feira? Foi épica.
O programa do dia listou corridas com nomes que deixaram de ser um romance:
- Corrida de 1.400 metros
- Prova de potro
- Clássico da Pista de Areia
E cada uma delas tinha um jóquei estrela — como Cursó, Tristão, Léo Ribeiro, Zé Carlos, entre outros.
Mas o que mais chamava atenção? Os nomes dos cavalos . Não havia “Lucky” ou “Speedy”. Aqui, tinham nomes como:
- Dourado
- Raposo
- Fogo
- Marechal
Nome de cavalo = nome de personagem de faroeste. E tudo acontecia no Hipódromo de Curitiba , localizado onde hoje temos um bairro tranquilo — mas que, na época, era o centro da cidade .
📰 O Jornal Era o Instagram da Época
Imagina: sem celular, sem internet, sem TikTok. A única forma de saber quem ganhou a corrida era ler o jornal no café da manhã .
E lá estava, em letras grandes:
"Cursó e Tristão Produzem os Melhores Aprontos..."
Ou seja: não foram só vitórias — foram performances memoráveis . Como se os cavalos estavam sendo assistidos por milhares de olhos atentos.
E o público? Cheio de chapéus, ternos, cachimbos e corações acelerados. Mulheres com vestidos longos, homens com gravatas e um sorriso no rosto — porque o turfe era moda, cultura e paixão .
🍷 E o Que Se Bebia Durante as Corridas?
Ah, claro! O Tatuzinho , a "melhor aguardente brasileira", era o companheiro obrigatório. Com seu anúncio em destaque:
"Tatuzinho a melhor aguardente brasileira"
E ao lado, o vinho Chá, Manhan Imperial — porque nem todo mundo queria beber forte. Alguns preferem um bom vinho tinto, enquanto esperam o cavalo favorito cruzar a linha de chegada.
💬 Por Que Isso Vale a Pena Lembrar Hoje?
Porque o turfe não era só uma corrida. Era um momento de união, expectativa e emoção coletiva . Um lugar onde o povo se encontrou para celebrar a velocidade, a força e o espírito competitivo.
Hoje, quando falamos de cultura urbana em Curitiba , muitas vezes esquecemos que a cidade já tinha um lado selvagem, elegante e cheio de vida — que não existia apenas nas ruas, mas também nos gramados do hipódromo.
🚀 Conclusão: O Passado Está Vivo Nas Nossas Histórias
O jornal de 1961 pode estar amarelado, mas a emoção dele ainda está fresca.
E se você quiser reviver um pouco dessa magia, vá até o Parque Tingui ou o Bairro do Batel — e imagine:
lá, há décadas, os cavalos galopavam sob os olhos de milhares de curitibanos.
E o melhor? Ainda temos jóqueis, cavalos, corridas e torcida — só que agora, em eventos menores, mas com o mesmo espírito.
📸 Página do Jornal do Comércio – 23 de março de 1961 🐎 Quando o turfe era o coração de Curitiba.
#Turfe #Curitiba #HistóriaDeCuritiba #CursóETristão #Hipódromo #JornalAntigo #CulturaParanaense #AguardenteTatuzinho #VinhoManhanImperial #HistoriaDoBrasil #Nostalgia #CuritibaNoPassado #FestaDoCampo #Cavalos #JogosDeApuestas #nosnatrilhaecoturismo #EcoturismoPR #TrilhasEPaz #ViagemSustentável #MemóriaDaCidade #InovaçãoHistorica #MarketingAntigo #AnuncioVintage #LendaDoTurfe #Emoção #Adrenalina