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quinta-feira, 2 de abril de 2026

Cágado-Amarelo (Acanthochelys radiolata): Um Tesouro Discreto da Mata Atlântica Brasileira

 

Acanthochelys radiolata
Classificação científicaedit
Reino:Animalia
Filo:Chordata
Classe:Reptilia
Ordem:Testudines
Subordem:Pleurodira
Família:Chelidae
Gênero:Acanthochelys
Espécies:
A. radiolata
Nome binomial
Acanthochelys radiolata
(Mikan, 1820)[2]
Sinónimos[3]
  • Emys radiolata Mikan, 1820[2]
  • Platemys gaudichaudii Duméril & Bibron, 1835[4]
  • Platemys werneri Schnee, 1900[5]
  • Platemys radiolata quadrisquamosa Luederwaldt, 1926[6]
  • Platemys radiolata radiolata Mikan, 1820[7]

Acanthochelys radiolata (Mikan 1820), conhecido popularmente por cágado-amarelo, é uma espécie endêmica do Brasil de quelônio que ocorre em rios, brejos, restingas e lagoas da Mata Atlântica nos estados Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O nome cágado amarelo deve-se à coloração amarela com manchas negras do plastrão em indivíduos adultos.

Morfologia

O cágado amarelo pode chegar a 20 cm de comprimento de carapaça e apresenta um polimorfismo principalmente quanto a coloração da carapaça e do plastrão.[8] Sua carapaça é achatada e oval com um sulco vertebral, é mais larga na face posterior do que face anterior, variando de coloração entre marrom avermelhada à negra. Os espécimes adultos possuem a primeira e a quinta vertebra mais largas do que alongadas.[9] Na face ventral, o plastrão possui a parte anterior mais larga que a porção exterior e suavemente voltada para cima. Sua coloração é amarela com estrias e manchas que variam de marrom a negro. Quando jovem, os filhotes possuem a coloração do plastrão avermelhado, e à medida que crescem tornam-se amarelados.[10]

A coloração da cabeça e do pescoço pode variar entre amarelo e marrom, em alguns casos sendo pardo. Os dedos dos pés são em posição palmada, e as superfícies anteriores dos membros estão recobertas por grandes escamas. Possuem tubérculos pequenos e pontiagudos distribuídos por toda a coxa. E a cauda curta possui coloração verde oliva. Além disso, possuem barbelos que desempenham função sensorial. Outra característica peculiar destes quelônios, é a coloração branca da íris.[10][11][12][8][9]

Alimentação

A espécie é essencialmente carnívora, alimentando-se de vermes, moluscos, insetos, anfíbios aquáticos e peixes. Como outros membros da família Chelidae, o cágado-amarelo possui hábitos noturnos para alimentação.[10]

Habitat

A espécie habita águas de baixa correnteza e represas com fundo lodoso, onde podem optar por ficar enterrados. Por isso, preferem ecossistemas lênticos, ou seja, águas de pouco movimento.[13]

Distribuição geográfica e Estado de conservação

A espécie Acanthochelys radiolata é endêmica do Brasil e está distribuída na Mata Atlântica, nos estados Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.[14] Atualmente, a espécie não consta como ameaçada de extinção na lista de espécies do Ministério do Meio Ambiente, e na IUCN é definida com o status "Quase ameaçada".[15][16] A Mata Atlântica está em constante ameaça por ações antrópicas como a expansão do mercado imobiliário, agricultura, poluição, queimadas e o desmatamento que ocasionam a perda do habitat e influenciam diretamente na sobrevivência das espécies que ali residem, como o cágado amarelo.[17]

Reprodução

O acasalamento foi descrito e organizado em três fases: aproximação, perseguição e cópula. Na primeira fase, o macho aproxima-se de outros espécimes diferenciando-os a cloaca. Reconhecida a fêmea, o macho passa a fase de perseguição, no qual a fêmea pode ir para água e nadar em círculos até aceitar a aproximação do macho. Feito o contato, o macho posiciona-se na região dorsal da fêmea utilizando as quatro patas para segurar-se firme até que aconteça a cópula que pode durar até dois minutos.[12]

Após se acasalarem, as fêmeas constroem seus ninhos sob as vegetações. As fêmeas utilizam de folhas para cobrir os ovos e assim protegê-los da luz solar, e que atua como camuflagem. Os ninhos são ovalados, e geralmente chegam próximo as raízes das plantas ao redor.[12]

Em cativeiro a ovipostura ocorreu no período noturno, cerca de 2 à 4 ovos por ovipostura. Os ovos mediam entre 25mm e 28,8mm, e pesavam de 5 a 12 gramas. A incubação dos ovos até o nascimento leva aproximadamente 135 dias. Os filhotes nascem com a coloração avermelhada e a íris negra. A partir dos três primeiros meses de vida, a coloração muda entre o gradiente vermelho, laranja até ficar amarelo. Após os 3 meses, a íris também é clareada, adquirindo a coloração branca. A hipótese é que a coloração vermelha com manchas negras tenha função de proteção contra predadores, pois as manchas conspícuas tornam a forma do animal menos sólida, adquirindo menos destaque no ambiente.[12]

Ectoparasitos

Foi reportado na literatura o ectoparasitismo do carrapato Amblyomma rotundatum Koch, 1844 em um indivíduo de cágado-amarelo. A presença de parasitos é uma das possíveis causas das baixas de populações de quêlonios. Em destaque, os carrapatos são vetores de infecções por protozoários que podem reduzir as concentrações de hemoglobina nos hospedeiros. A espécie Amblyomma rotundatum foi reportada como vetor do protozoário Hemolivia stellata em sapos gigantes. Além disso, as lesões decorrentes da alimentação dos carrapatos criam portas de entrada para infecção de microorganismos.[18]

Referências

  1. Tortoise & Freshwater Turtle Specialist Group (1996). «Acanthochelyx radiolata»Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas1996. Consultado em 19 de fevereiro de 2009
  2.  Mikan, J.C. 1820. Delectus Florae et Faunae Brasiliensis. Antonii Strauss. Wien. 54 pp.
  3. Turtle Taxonomy Working Group [van Dijk, P.P., Iverson, J.B., Rhodin, A.G.J., Shaffer, H.B., and Bour, R.]. 2014. Turtles of the world, 7th edition: annotated checklist of taxonomy, synonymy, distribution with maps, and conservation status. In: Rhodin, A.G.J., Pritchard, P.C.H., van Dijk, P.P., Saumure, R.A., Buhlmann, K.A., Iverson, J.B., and Mittermeier, R.A. (Eds.). Conservation Biology of Freshwater Turtles and Tortoises: A Compilation Project of the IUCN/SSC Tortoise and Freshwater Turtle Specialist Group. Chelonian Research Monographs 5(7):000.329–479, doi:10.3854/ crm.5.000.checklist.v7.2014.
  4. Duméril, A.M.C. and Bibron, G. 1835. Erpétologie Générale ou Histoire Naturelle des Reptiles. Tome Second. Paris: Roret, 680 pp.
  5. Schnee, P. 1900. Uber eine Sammlung südbrasilianischer Reptilien und Amphibien, nebst Beschreibung einer neuen Schildkröten (Platemys werneri). Zoologische Anzeiger 23:461–464.
  6. Luederwawaldt, H. 1926. Os chelonios brasileiros. Rev. Mus. Paulista 14:403–470.
  7. Pritchard, P.C.H. 1979. Encyclopedia of Turtles. Neptune, NJ: TFH Publications, 895 pp.
  8.  GARBIN, Rafaela C. et al. Morphological variation in the Brazilian Radiated Swamp Turtle Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820) (Testudines: Chelidae). Zootaxa, [S.L.], v. 4105, n. 1, p. 45-64, 19 abr. 2016.
  9.  ERNST, C. H. Platemys radiolata. Catalogue of American Amphibians and Reptiles (CAAR), 1983.
  10.  MOCELIN, M. A. et al. Reproductive biology and notes on natural history of the side-necked turtle Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820) in captivity (Testudines: Chelidae). South American Journal of Herpetology, 3, n. 3, p. 223-228, 2008.
  11. MURPHY, J. B.; LAMOREAUX, W. E. Mating behavior in three Australian chelid turtles (Testudines: Pleurodira: Chelidae). Herpetologica, p. 398-405, 1978.
  12.  MOLINA, F. d. B. Comportamento e biologia reprodutiva dos cágados Phrynops geoffroanus, Acanthochelys radiolata e Acanthochelys spixii (Testudines, Chelidae) em cativeiro. Revista de Etologia, p. 25-40, 1998.
  13. IVERSON, J. B.; COLLEGE, E. Checklist with distribution maps of the turtles of the world. Paust Print., 1986.
  14. COSTA, H. C.; BÉRNILS, R. S. Répteis do Brasil e suas Unidades Federativas: Lista de espécies. Herpetologia brasileira, 7, n. 1, p. 11-57, 2018.
  15. Brasil Ministério do Meio Ambiente (2014) Portaria MMA nº 445 de 17de dezembro de 2014. Dispõe sobre a "Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção" Acesso em 30 Jan 2021 <https://www.icmbio.gov.br/sisbio/images/stories/instrucoes_normativas/PORTARIA_N%C2%BA_444_DE_17_DE_DEZEMBRO_DE_2014.pdf>
  16. Tortoise & Freshwater Turtle Specialist Group. 1996. Acanthochelys radiolata (errata version published in 2016). The IUCN Red List of Threatened Species 1996: e.T78A97260100. https://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.1996.RLTS.T78A13078282.en. Downloaded on 27 January 2021
  17. BONIN, F. et al. 2006. Turtles of the World. A&C Black Publishers. 2006. 416p
  18. ZORNOSA-TORRES, C. et al. Acanthochelys radiolata. Ectoparasites. Herpetological Review, 50 (3), 2019

Cágado-Amarelo (Acanthochelys radiolata): Um Tesouro Discreto da Mata Atlântica Brasileira

Nas águas calmas e sombreadas da Mata Atlântica, habita um quelônio de beleza sutil e importância ecológica fundamental: o cágado-amarelo, cientificamente denominado Acanthochelys radiolata (Mikan, 1820). Endêmico do Brasil, esse réptil semi-aquático é um dos representantes mais fascinantes da família Chelidae, adaptado aos ambientes lênticos e às margens de rios, brejos, restingas e lagoas que ainda resistem à pressão antrópica. Seu nome popular deriva da coloração vibrante do plastrão em indivíduos adultos: um amarelo intenso salpicado de manchas e estrias escuras que, ao longo do tempo, tornaram-se sua assinatura visual. Mais do que uma curiosidade zoológica, o cágado-amarelo é um bioindicador silencioso da saúde dos ecossistemas aquáticos e um testemunho vivo da riqueza biodiversa brasileira.

Morfologia e Adaptações Físicas

O cágado-amarelo é um quelônio de porte médio, podendo atingir até 20 centímetros de comprimento retilíneo da carapaça. Sua morfologia reflete milhões de anos de adaptação a ambientes aquáticos rasos e de fundo mole. A carapaça apresenta formato oval e aplainado, com um sulco vertebral discreto e largura maior na região posterior, facilitando a estabilização e o deslocamento em substratos lodosos. A coloração dorsal varia entre marrom-avermelhado e negro, funcionando como camuflagem natural contra predadores aéreos e terrestres.
O plastrão, por sua vez, exibe a parte anterior mais larga que a posterior, com leve curvatura para cima. Nos adultos, predomina o amarelo com padrões irregulares em tons de marrom e preto. Curiosamente, os filhotes nascem com o plastrão avermelhado, sofrendo uma transição cromática gradual até os três primeiros meses de vida, quando o amarelo se estabiliza. Essa mudança ontogenética não é meramente estética: acredita-se que a coloração vibrante inicial atue como mecanismo de disrupção visual, dificultando a identificação da forma corporal por predadores.
A cabeça e o pescoço apresentam tonalidades que oscilam entre amarelo, marrom e pardo, com barbelos sensoriais posicionados estrategicamente na região mentoniana. Essas estruturas são essenciais para a detecção de vibrações e compostos químicos na água turva, compensando a visão limitada em ambientes com baixa transparência. Os membros são palmados, com grandes escamas nas faces anteriores e tubérculos pontiagudos distribuídos pelas coxas, auxiliando na tração e na escavação. A cauda, curta e de coloração verde-oliva, complementa a hidrodinâmica do animal. Um dos traços mais distintivos da espécie é a íris branca, uma característica rara entre quelônios neotropicais que facilita a identificação em campo.

Ecologia Alimentar e Comportamento

Essencialmente carnívoro, o cágado-amarelo ocupa um nicho trófico importante nas cadeias alimentares de água doce. Sua dieta é composta por vermes aquáticos, moluscos, insetos e suas larvas, pequenos anfíbios e peixes de porte reduzido. Como a maioria dos quelídeos, exibe hábitos noturnos de forrageamento, período em que a atividade de presas e a menor competição interespecífica favorecem a captura.
A espécie emprega estratégias de emboscada e perseguição lenta, utilizando a visão lateral e os barbelos para localizar alimento no sedimento. Em ambientes com maior disponibilidade, pode complementar a dieta com matéria orgânica em decomposição, demonstrando flexibilidade trófica que contribui para sua resiliência ecológica. Sua presença regula populações de invertebrados e contribui para a ciclagem de nutrientes, atuando como um elo estabilizador nos ecossistemas lênticos.

Habitat e Preferências Ambientais

O cágado-amarelo demonstra forte preferência por corpos d'água de baixa energia hidrodinâmica: represas naturais, lagoas temporárias, brejos permanentes e trechos remansados de rios. O fundo lodoso ou arenoso é indispensável, pois permite que os indivíduos se enterrem parcialmente para termorregulação, descanso ou proteção contra predadores e variações bruscas de temperatura.
A espécie depende de margens bem estruturadas, com vegetação ripária densa e raízes expostas, que oferecem sombra, abrigo e substrato para nidificação. A qualidade da água é um fator limitante: turbidez elevada, contaminação por agrotóxicos e alterações no pH podem comprometer a sobrevivência, especialmente dos estágios iniciais de vida. Por serem sensíveis a perturbações ambientais, sua presença ou ausência funciona como um termômetro ecológico valioso para monitoramento de bacias hidrográficas.

Distribuição Geográfica e Estado de Conservação

Endêmico do Brasil, Acanthochelys radiolata ocorre nos estados de Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, sempre associado aos remanescentes da Mata Atlântica. Apesar de sua distribuição relativamente ampla, a espécie enfrenta pressões crescentes que levaram a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) a classificá-la como "Quase Ameaçada".
As principais ameaças incluem a fragmentação florestal, a expansão urbana desordenada, a conversão de áreas úmidas para agricultura e pecuária, a poluição hídrica por esgoto doméstico e defensivos agrícolas, além de incêndios florestais e alterações no regime hidrológico. A perda de corredores ecológicos isola populações, reduzindo o fluxo gênico e aumentando o risco de extinção local. Embora a espécie não figure atualmente nas listas oficiais de ameaça do Ministério do Meio Ambiente, sua classificação internacional sinaliza a necessidade de monitoramento contínuo e ações preventivas.
A conservação do cágado-amarelo está intrinsecamente ligada à preservação da Mata Atlântica. Unidades de conservação, restauração de matas ciliares, controle de poluentes e programas de educação ambiental são pilares fundamentais para garantir a persistência da espécie a longo prazo.

Reprodução e Ciclo de Vida

O comportamento reprodutivo do cágado-amarelo é meticulosamente estruturado em três etapas distintas: aproximação, perseguição e cópula. O macho identifica a fêmea por meio de estímulos químicos e táteis na região cloacal. Após o reconhecimento, inicia-se a perseguição, na qual a fêmea pode nadar em círculos ou buscar refúgio subaquático até demonstrar receptividade. Durante a cópula, o macho posiciona-se dorsalmente, fixando-se com as quatro patas, e o ato pode durar até dois minutos.
A nidificação ocorre em áreas sombreadas próximas à vegetação ribeirinha. As fêmeas cavam ninhos ovalados, geralmente entre raízes expostas, e utilizam folhas e detritos orgânicos para cobrir os ovos, protegendo-os da insolação direta e mascarando sua localização. Em condições controladas, observam-se posturas noturnas de 2 a 4 ovos, com dimensões entre 25 e 28,8 mm e peso variando de 5 a 12 gramas. O período de incubação estende-se por aproximadamente 135 dias, sendo influenciado pela temperatura e umidade do substrato.
Os filhotes emergem com íris escura e coloração avermelhada no plastrão. Nos primeiros três meses, ocorre a transição cromática para o amarelo característico, acompanhada pelo clareamento da íris. Essa mudança gradual está associada a mudanças de comportamento e microhabitat, com os juvenis buscando áreas mais protegidas até alcançarem tamanho que reduza a vulnerabilidade. A taxa de sobrevivência nos estágios iniciais é naturalmente baixa, compensada pela estratégia reprodutiva que prioriza a qualidade dos cuidados com o ninho em detrimento do número de ovos.

Importância Ecológica e Perspectivas Futuras

Além de seu valor intrínseco como componente da biodiversidade brasileira, o cágado-amarelo desempenha funções ecológicas insubstituíveis. Contribui para o controle de populações de invertebrados, auxilia na aeração de sedimentos durante o forrageamento e serve como presa para aves aquáticas, mamíferos semi-aquáticos e répteis de maior porte. Sua sensibilidade a alterações ambientais o torna um modelo ideal para estudos de ecotoxicologia, biologia da conservação e resposta às mudanças climáticas.
Pesquisas recentes têm focado em métodos não invasivos de monitoramento, como armadilhas fotográficas submersas, análise de DNA ambiental e mapeamento de habitats críticos. A participação de comunidades locais em programas de ciência cidadã também tem se mostrado promissora para ampliar a cobertura de dados e fortalecer a conexão entre população e conservação.
Preservar Acanthochelys radiolata vai além de salvar uma única espécie: é proteger um ecossistema inteiro, manter serviços ecossistêmicos essenciais e honrar o compromisso ético com a herança natural brasileira. A sobrevivência do cágado-amarelo nas próximas décadas dependerá da integração entre políticas públicas, gestão territorial sustentável e conscientização coletiva.

Conclusão

O cágado-amarelo é muito mais do que um réptil de cores vibrantes e hábitos discretos. É um guardião silencioso das águas da Mata Atlântica, um símbolo de resiliência e um lembrete da fragilidade dos ecossistemas que sustentam a vida. Compreender sua biologia, respeitar seu habitat e agir em sua defesa são passos indispensáveis para um futuro onde a biodiversidade brasileira continue a florescer. Cada lagoa preservada, cada mata ciliar restaurada e cada atitude consciente conta na jornada de conservação dessa espécie única.
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