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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Game of Thrones e As Crônicas de Gelo e Fogo: Robert Baratheon — O Rei que Amou com o Coração de um Leão e Viveu com a Alegria de um Banquete

 

Robert como retratado na série da HBO por Mark Addy.
Informações gerais
Primeira apariçãoLivros:
A Game of Thrones (1996)
Televisão:
"Winter Is Coming" (2011)
Última apariçãoLivros:
A Game of Thrones (1996)
Televisão:
"You Win or You Die" (2011)
Criado(a) porGeorge R. R. Martin
Adaptado(a) porDavid Benioff &
D. B. Weiss
(Game of Thrones)
Interpretado(a) porMark Addy
Informações pessoais
Codinomes
conhecidos
O Usurpador
O Demônio do Tridente
O Rei Voraz
O Rei Gordo
Família e relacionamentos
FamíliaCasa Baratheon
Informações profissionais
OcupaçãoRei dos Sete Reinos de Westeros
TítuloRei dos Ândalos, dos Roinares e dos Primeiros Homens
Senhor e Protetor do Território
Senhor de Ponta Tempestade
Senhor Guardião das Terras da Tempestade.
ParentescoCersei Lannister (esposa)
Joffrey Baratheon (filho adotivo)
Myrcella Baratheon (filha adotiva)
Tommen Baratheon (filho adotivo)
Gendry (filho)
Eric Storm (filho)
Mya Stone (filha)
Bella (filha)
Barra (filha)
Steffon Baratheon (pai)
Cassana Estermont (mãe)
Stannis Baratheon (irmão)
Renly Baratheon (irmão)
Shireen Baratheon (sobrinha)
Aparições
Temporadas1

Robert Baratheon é uma personagem fictícia do livro A Game of Thrones (1996) da série A Song of Ice and Fire, escrita pelo autor norte-americano George R. R. Martin. Ele também é um dos personagens principais da adaptação televisiva Game of Thrones, onde é interpretado pelo ator britânico Mark Addy. Ele é introduzido em ambas as mídias como rei do continente fictício de Westeros, após vencer uma rebelião contra Aerys II Targaryen, o "Rei Louco", o último monarca da dinastia Targaryen.

Robert iniciou a rebelião para reaver sua noiva prometida e raptada pelo filho do rei, Lyanna Stark, com a ajuda do irmão dela e seu bom amigo Ned Stark. Porém, com a morte de Lyanna e após o fim da guerra, Robert casou-se com a filha de Tywin Lannister, o patriarca da poderosa Casa Lannister, Cersei Lannister, para obter estabilidade política. Embora Robert seja morto no primeiro romance, o legado de sua rebelião e reinado continua a ter um grande impacto nos eventos contemporâneos de Westeros. Sua morte cria um vácuo de poder no qual seus irmãos, o filho mais velho de Cersei, Joffrey, e vários outros pretendentes lutam pelo controle dos Sete Reinos, conhecida como a Guerra dos Cinco Reis.

Perfil

Robert está no meio da casa dos seus trinta anos quando os eventos do livro começam. Ele é jovial e divertido, gosta de batalhas, mulheres e bebidas. Quando jovem ele foi um guerreiro formidável, conhecido por seu cavalheirismo, senso de honra e imenso carisma. Ele conquistou vários vassalos dos Targaryen para sua causa apenas pela força de sua personalidade. Muito alto e musculoso, era considerado um dos homens mais atraentes de Westeros, desejado por cada donzela do reino, sendo descrito como "musculoso como uma fantasia de virgem". Porém, depois de tornar-se rei, Robert deixou de se cuidar fisicamente, tornando-se gordo, macio e indolente, embora ainda capaz de grande generosidade para com seus amigos; também tornou-se um pouco amargo após a morte de Lyanna e infeliz em seu casamento com Cersei, apesar de terem vários filhos. Nos livros, como não é um narrador da história, seus atos são testemunhados e descritos por outros personagens, como Ned Stark.[1]

Biografia

Série literária

Quinze anos antes dos eventos do livro, ele foi prometido em casamento à irmã de Ned, Lyanna; após ela desaparecer com Rhaegar Targaryen, o filho mais velho do rei, ele iniciou uma guerra em Westeros, chamada de "Rebelião de Robert", ao fim da qual matou Rhaegar e conquistou o trono. Para assegurar o apoio da poderosa Casa Lannister a seu reinado, ele casou-se com Cersei Lannister, mas permaneceu para sempre com seu amor e suas memórias por Lyanna, o que fez Cersei se alienar do casamento. [1]

A Game of Thrones

Ele vai com toda a família real a Winterfell, a fortaleza do Norte e a casa da família Stark, para convocar seu amigo Ned Stark a servir como Mão do Rei, um conselheiro com a segunda posição mais importante do reino, sendo Ned a pessoa em quem ele mais confia.[2] Ele não tem conhecimento de que seus três filhos com Cersei na verdade não são seus, mas frutos do incesto dela com seu irmão gêmeo, Jaime Lannister, o grande segredo guardado pelos Lannister. Mais interessado em bebida, comida e torneios do que em governo, Robert esvaziou o tesouro real e deixou a coroa com um alto débito. Ele morre num acidente de caça ao javali, orquestrado por Cersei, e os reinos entram em guerra civil. Sua morte incita uma guerra que toma conta dos dois livros seguintes da saga, a Guerra dos Cinco Reis, nas quais seus dois irmãos mais novos, Stannis e Renly Baratheon, reclamam o trono para si em detrimento do rei coroado, Joffrey, oficialmente filho mais velho de Robert e Cersei; Robb Stark, o filho mais velho de Ned, executado pelos Lannister, é declarado rei do Norte e do Tridente e Lorde Balon Greyjoy declara-se rei das Ilhas de Ferro.[3]

Série de televisão

1ª temporada (2011)

Robert Baratheon chega a Winterfell e é recebido por seu velho amigo Ned Stark. Os dois fazem uma visita à cripta da fortaleza, onde está enterrada a irmã de Ned e prometida de Robert, Lyanna Stark. Robert sugere ao amigo um casamento entre seu filho e a filha dele para unir as duas casas e o convida para ser sua Mão do Rei, o que ele aceita com relutância após a insistência do rei. No dia seguinte os dois vão a uma caçada e depois partem juntos para a capital, Porto Real. Durante um torneio de cavaleiros em homenagem a Ned, o novo Mão do Rei, Robert tenta participar das lutas mas é demovido da ideia pelo amigo, que lhe diz que nenhum homem em Westeros ousaria tocá-lo. Durante uma reunião do Pequeno Conselho, Robert recebe a notícia de que a herdeira da dinastia TagaryenDaenerys Targaryen, a dinastia que ele derrotou para assumir o trono, vai ter um filho em Essos, o continente onde vive exilada. Robert quer que ela seja assassinada, com a concordância de todos os conselheiros menos Ned, que renuncia ao cargo. Depois, Robert o convence a voltar para a função.[4]

Quando Ned é atacado na rua e fica ferido, numa emboscada feita por Jaime Lannister por Ned ter mandado prender seu irmão Tyrion, Robert lhe faz uma visita em seu quarto acompanhado de Cersei. Uma discussão entre o casal real por causa de Ned acaba com Cersei sendo esbofeteada e saindo do quarto. Quando estão sozinhos, Robert diz ao amigo que não pode reinar em paz com as Casas Lannister e Stark em guerra, especialmente por causa da quantidade de ouro que a coroa lhes deve. Dias depois ele vai para uma caçada com seu irmão mais novo, Renly, onde é mortalmente ferido por um javali. Em seu leito de morte, ele rescinde a ordem para matar Daenerys e faz um último testamento com Ned, determinando que ele seja o regente do reino até que o filho, Joffrey Baratheon – que ele não sabe que não é seu – atinja idade suficiente para reinar. Ned, sabendo de todo o segredo, não conta ao amigo, mas troca "filho Joffrey" por "herdeiro legítimo" na ordem final de Robert.[4]

Genealogia

Referências

  1.  Martin, George R. R. (1996). A Game of Thrones. [S.l.: s.n.] ISBN 978-0-553-89784-5
  2.  «A Read of Ice and Fire: A Game of Thrones, Parte 3»Tor.com
  3.  «A Read of Ice and Fire: A Game of Thrones, Parte 23»Tor.com
  4.  «Game of Thrones Season 1»HBO. Consultado em 31 de julho de 2017
  5. Game of Thrones e As Crônicas de Gelo e Fogo: Robert Baratheon — O Rei que Amou com o Coração de um Leão e Viveu com a Alegria de um Banquete

    Há reis que governam com a frieza do aço e há reis que vivem com o calor do fogo da lareira — Robert Baratheon pertence à segunda categoria. Em Game of Thrones, a épica adaptação da HBO, e nas páginas de As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin, Robert não é apenas o monarca que derrubou dragões; é o homem cuja risada sacudia salões inteiros, cuja amizade era mais valiosa que ouro, e cujo coração, partido uma única vez, nunca deixou de bater com a intensidade de quem ama sem medidas. Sua história não é um conto de decadência — é um tributo vibrante à vitalidade humana, à lealdade inabalável e à beleza trágica de um homem que preferiu celebrar a vida a governá-la com perfeição.

    O Jovem Leão: Quando a Força se Encontrou com o Encanto

    Imagine Westeros quinze anos antes dos eventos de A Guerra dos Tronos: os campos verdes das Terras da Tempestade ecoam com o galope de um jovem Robert Baratheon, alto como um carvalho ancestral, musculoso como uma escultura dos deuses antigos, e radiante com um sorriso que conquistava tanto inimigos quanto aliados. Não era apenas sua habilidade com o martelo de guerra — capaz de derrubar cavaleiros como pinheiros — que o tornava lendário; era sua generosidade, seu senso de honra rústico e autêntico, e uma vitalidade que fazia até os mais céticos acreditarem num futuro melhor.
    Quando Lyanna Stark, a rosa do Norte, foi prometida a ele, não foi um arranjo frio de casamento — foi um encontro de almas. Nas poucas memórias que sobrevivem nos livros, vemos um Robert apaixonado, não por uma donzela distante, mas por uma jovem feroz, independente e cheia de vida — alguém que cavalgava melhor que muitos cavaleiros e ria com uma liberdade que encantava o coração do jovem lorde das Terras da Tempestade. E quando Rhaegar Targaryen a levou — seja por rapto ou fuga apaixonada — Robert não partiu para a guerra por ambição. Partiu por amor. E nesse gesto reside sua grandeza inicial: um homem disposto a enfrentar um império por uma mulher que amava.

    A Amizade que Construiu Reinos: Robert e Ned, Irmãos de Sangue e Coração

    Se existe um laço puro em todo o universo de Martin, é a amizade entre Robert Baratheon e Eddard Stark. Criados juntos sob os cuidados de Jon Arryn no Vale, os dois jovens — um explosivo como tempestade de verão, o outro sereno como inverno nortenho — forjaram uma irmandade que a guerra, o tempo e até mesmo os caminhos divergentes não conseguiriam quebrar.
    Quando Robert chega a Winterfell no início da saga, sua alegria é palpável. Abraça Ned com força de urso, ri alto demais para a solenidade do Norte, insiste em beber até altas horas recordando batalhas antigas e sonhos juvenis. E na cripta de Winterfell, diante do túmulo de Lyanna, Robert mostra sua vulnerabilidade mais profunda: lágrimas genuínas, uma dor que nunca cicatrizou. Nesse momento, ele não é rei — é um homem que perdeu seu grande amor e carrega essa ferida em silêncio há quinze anos. E Ned, com sua quietude característica, entende. Não há julgamento — há apenas presença. Essa amizade, rara e preciosa, é o alicerce emocional de toda a narrativa inicial: Robert confia em Ned não por dever, mas por amor. E Ned aceita ser Mão do Rei não por poder, mas por lealdade a esse irmão de coração.

    O Rei Festivo: Alegria como Resistência

    Robert Baratheon nunca quis ser rei — e talvez aí esteja sua tragédia mais humana. Ele era um guerreiro nato, um líder de campo de batalha, um homem feito para cavalgar sob o sol aberto, não para assinar decretos em salões empoeirados. Quando o trono lhe foi oferecido após a morte de Rhaegar no Tridente, ele aceitou não por ambição, mas por dever — e pagou um preço alto por isso.
    Seu reinado não foi marcado por tirania ou crueldade, mas por uma espécie de fuga suave da realidade: banquetes intermináveis, taças de vinho que nunca esvaziavam, torneios onde a glória substituía a governança. Alguns o chamam de negligente — e há verdade nisso. Mas há também compaixão necessária: Robert estava tentando afogar uma dor que nunca curou. Cada gole de vinho, cada risada alta demais, cada mulher nos braços era uma tentativa de sentir algo além da ausência de Lyanna. E nessa busca desesperada por alegria, ele nunca perdeu sua generosidade essencial: recompensava amigos com terras e títulos, perdoava inimigos que se ajoelhavam com honestidade, e mantinha, mesmo na decadência física, um coração capaz de grandes gestos.
    Quando Ned renuncia ao cargo de Mão por se recusar a aprovar o assassinato de Daenerys Targaryen, Robert — o rei que poderia mandar prendê-lo — visita o amigo ferido em seu quarto, segura sua mão e diz com simplicidade: "Você é meu amigo. Não posso governar sem você." Nessa frase reside toda a essência de Robert: acima do poder, acima do protocolo, estava a amizade. E quando, em seu leito de morte, ele revoga a ordem de matar a jovem Targaryen — "Deixe a menina em paz" — mostra que, mesmo ferido e próximo da morte, seu coração ainda sabia distinguir o certo do errado.

    Lyanna: O Amor que Nunca Morreu

    A obsessão de Robert por Lyanna Stark é frequentemente mal interpretada como fixação romântica. Mas nas entrelinhas da narrativa, revela-se algo mais profundo: Lyanna representava para Robert não apenas uma mulher amada, mas um símbolo do que poderia ter sido — uma vida simples no Norte, longe das intrigas de Porto Real, cercado por lobos-gigantes e campos abertos. Ela era a encarnação da liberdade que ele perdeu ao se tornar rei.
    Sua famosa frase — "Se os deuses fossem justos, eu estaria morto ao lado de minha irmã no Tridente, e Lyanna teria vivido" — não é melancolia vazia. É o lamento de um homem que sente que traiu seu próprio destino ao sobreviver à guerra e aceitar uma coroa que nunca desejou. E quando visita o túmulo de Lyanna em Winterfell, traz flores silvestres — não coroas de ouro, mas flores simples, como ela teria gostado. Esse gesto singelo revela mais sobre Robert do que qualquer decreto real: ele nunca esqueceu quem era antes do trono. E talvez nunca tenha perdoado a si mesmo por ter mudado.

    Mark Addy: A Humanidade por Trás da Coroa

    Na adaptação brilhante da HBO, Mark Addy transformou Robert Baratheon numa das interpretações mais humanas e memoráveis da série. Longe de caricaturar o rei como um glutão ridículo, Addy trouxe camadas profundas à personagem: a risada que enchia salões como trovão de verão; os olhos que, por um instante, brilhavam com a memória do jovem guerreiro que um dia foi; a vulnerabilidade crua diante do túmulo de Lyanna; e a ternura inesperada ao segurar a mão de Ned em seu leito de morte.
    Addy capturou a essência trágica de Robert sem jamais retirar sua dignidade. Quando o rei, já ferido pelo javali, sussurra "Deixe a menina em paz", há nessa frase não fraqueza, mas redenção — o retorno momentâneo do homem honrado que um dia jurou proteger os inocentes. E quando sua mão cai sobre o leito de morte, não é o fim de um rei negligente, mas o adeus de um homem que amou profundamente, lutou bravamente e carregou uma dor que nunca mereceu.

    O Legado que Sacudiu Reinos

    A morte de Robert Baratheon — orquestrada por Cersei através de vinho envenenado durante a caçada ao javali — não foi apenas o fim de um monarca. Foi o estopim que incendiou Westeros. Sua ausência criou um vácuo de poder que desencadeou a Guerra dos Cinco Reis, fragmentou alianças seculares e revelou segredos enterrados há anos. Mas seu legado vai além da política:
    • Stannis Baratheon, seu irmão austero, luta pelo trono não por ambição, mas por dever — carregando a memória do irmão que, mesmo imperfeito, merecia justiça.
    • Renly Baratheon, o irmão mais jovem, encarna a vitalidade que Robert um dia teve — carisma, generosidade e a crença de que um rei deve ser amado, não temido.
    • Ned Stark morre tentando honrar a última vontade de Robert — proteger o reino de um herdeiro ilegítimo.
    • E até mesmo Joffrey Baratheon, o monstro que usurpa o trono, serve como contraste cruel: onde Robert era generoso, Joffrey é sádico; onde Robert amava seus amigos, Joffrey despreza todos; onde Robert ria com facilidade, Joffrey só sorri com crueldade.
    Robert, mesmo ausente, torna-se o espelho contra o qual todos os outros personagens se definem. Sua memória é o padrão não dito de humanidade num mundo que rapidamente a esquece.

    Conclusão: O Rei que Preferiu Viver a Reinar

    Robert Baratheon nos ensina uma lição rara: que governar bem nem sempre é viver bem — e que há valor naqueles que escolhem a alegria, mesmo que imperfeita, sobre a frieza calculista do poder. Ele não foi um grande rei pelos padrões dos historiadores. Mas foi um grande amigo, um amante apaixonado e um homem que, mesmo ferido pela vida, nunca deixou de rir, beber e celebrar a existência com intensidade quase selvagem.
    Em Game of Thrones e As Crônicas de Gelo e Fogo, Robert permanece como um lembrete luminoso: reinos caem, tronos enferrujam, mas a memória de um homem que amou com todo o coração, que riu sem vergonha e que manteve a lealdade mesmo na decadência — essa memória nunca morre. Pois enquanto houver quem se lembre da risada que enchia salões, do martelo que derrubou dragões e do coração que nunca esqueceu sua rosa do Norte, Robert Baratheon continuará vivo — não como um rei perfeito, mas como um homem verdadeiramente humano. E nisso reside sua coroa mais duradoura: a daqueles que viveram com paixão, amaram sem reservas e deixaram o mundo mais quente por sua passagem.