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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

LINHAS DE FUTURO: A Saga Emocionante do Grupo Escolar de Clevelândia

 Denominação inicial: Grupo Escolar de Clevelândia

Denominação atual: Colégio Estadual João XXIII

Endereço: Rua da Liberdade, 471 - Centro

Cidade: 

Classificação (Uso): 

Período: 

Projeto Arquitetônico

Autor:

Data: 

Estrutura: 

Tipologia: L

Linguagem: 


Data de inauguracao: 

Situação atual: Edificação existente com alterações

Uso atual: Edifício escolar

Colégio Estadual João XXIII em 2011 Fonte: https://www.google.com.br/maps/. Acesso em 14 de março de 2017

LINHAS DE FUTURO: A Saga Emocionante do Grupo Escolar de Clevelândia

Do Concreto à Consciência: Como um Edifício Modernista se Tornou o Coração Educacional de uma Cidade


PRÓLOGO: QUANDO A MODERNIDADE CHEGOU AO CORAÇÃO DO PARANÁ

Era uma época de transformação. O Brasil dos anos 1950 respirava ares de progresso, e o Paraná, em especial, vivia um momento singular de expansão e esperança . Enquanto o país se industrializava e as cidades cresciam, no interior sudoestino, em Clevelândia, uma decisão silenciosa mas revolucionária estava prestes a mudar o destino de milhares de crianças e jovens.
Este não é apenas o relato de um prédio. É a história de como linhas retas, concreto armado e uma visão pedagógica ousada se uniram para criar não apenas uma escola, mas um farol de possibilidades. Esta é a jornada do Grupo Escolar de Clevelândia, hoje Colégio Estadual João XXIII.
Uma jornada que começou entre 1951 e 1955, quando o futuro ainda era uma palavra a ser escrita, e que continua viva, pulsante, na Rua da Liberdade, 471.

CAPÍTULO I: O CONTEXTO DE UMA DÉCADA TRANSFORMADORA (1951-1955)

O Brasil que Acelerava

Os anos 1950 foram, sem dúvida, uma das décadas mais dinâmicas da história brasileira. Era o tempo de Juscelino Kubitschek e seu slogan "50 anos em 5", da construção de Brasília, da Bossa Nova, do otimismo que parecia não ter fim . Mas enquanto os holofotes se voltavam para o Sudeste industrializado, o Sul do país vivia sua própria revolução silenciosa.
O Paraná, ainda essencialmente rural, começava a entender que o desenvolvimento não viria apenas da terra, mas da mente. E foi nesse contexto que a educação pública ganhou protagonismo. Criar grupos escolares não era apenas uma política pública; era um ato de fé no futuro.

Clevelândia: Uma Cidade em Busca de Sua Identidade Educacional

Clevelândia, fundada em 1892 e uma das cidades mais antigas do Paraná , carregava em seu nome a memória de lutas . Terra de colonização, de resistência, de agricultura, a cidade do sudoeste paranaense estava pronta para dar um novo passo.
Até então, a educação local provavelmente se limitava a pequenas escolas isoladas, esforços comunitários heroicos mas insuficientes. A criação de um Grupo Escolar representava algo radicalmente novo: uma instituição estruturada, com múltiplas salas, corpo docente organizado, proposta pedagógica definida. Era a chegada da "escola grande", da escola que pertence a todos.

A Expansão Educacional no Sudoeste Paranaense

O período 1951-1955 coincide com uma fase de intensificação das políticas educacionais no Paraná. Enquanto o estado expandia suas Escolas de Trabalhadores Rurais , também investia na educação básica urbana e semiurbana. O Grupo Escolar de Clevelândia não nasceu isolado; foi parte de um movimento maior, uma rede que buscava garantir que nenhuma criança paranaense ficasse para trás.
Cada novo grupo escolar era uma vitória. Cada sala de aula inaugurada era uma porta aberta para o conhecimento. E em Clevelândia, essa porta tinha endereço certo: Rua da Liberdade, 471, Centro .

CAPÍTULO II: ARQUITETURA QUE EDUCA – O MODERNISMO COMO MANIFESTO PEDAGÓGICO

A Revolução Silenciosa do Concreto

Enquanto o Grupo Escolar de Clevelândia era planejado, o mundo da arquitetura vivia uma transformação profunda. O Estilo Modernista, que havia surgido nas primeiras décadas do século XX como ruptura com o passado, chegava ao interior do Paraná não como imposição estética, mas como declaração de princípios .
Esqueçam os telhados inclinados do neocolonial, as arcadas decorativas, o diálogo com o passado colonial. O modernismo dizia outra coisa: função, simplicidade, racionalidade. Linhas retas. Janelas amplas. Luz natural. Espaços fluidos. Era a arquitetura a serviço da pedagogia.

A Tipologia em "L": Um Abraço Funcional

O projeto do Grupo Escolar de Clevelândia adotou uma tipologia em "L" . Essa escolha não foi aleatória. O formato em "L" permitia:
  • Melhor aproveitamento do terreno: Em um lote urbano, o "L" se adapta com elegância, deixando espaço para pátios, áreas de recreação, jardins.
  • Iluminação e ventilação otimizadas: Dois blocos perpendiculares garantem que mais salas recebam luz natural direta, essencial para o aprendizado.
  • Separação inteligente de fluxos: O "L" permite organizar setores distintos – salas de aula, administração, áreas de serviço – sem perder a unidade do conjunto.
  • Simbolismo do acolhimento: Como um braço estendido, o "L" parece convidar a comunidade a entrar, a participar, a se apropriar do espaço.
Era arquitetura que não apenas abrigava, mas ensinava. Que mostrava aos alunos, no cotidiano, que o novo era possível. Que o futuro tinha forma, cor, textura.

O Autor Anônimo: Heróis Sem Nome

Infelizmente, o nome do autor do projeto arquitetônico não foi preservado nos registros consultados . Mas isso não diminui sua importância. Pelo contrário: torna sua obra ainda mais comovente.
Imagine esse arquiteto – ou engenheiro, ou técnico da Secretaria de Educação – trabalhando em sua prancheta, desenhando linhas que, décadas depois, ainda abrigariam sonhos. Ele nunca conheceria a maioria dos alunos que passariam por aqueles corredores. Nunca ouviria as risadas no pátio, nem veria as lágrimas de frustração e alegria que aquelas paredes testemunhariam.
Mas ele acreditou. E sua crença se materializou em concreto, em vidro, em espaço. Esse é o legado dos criadores anônimos: a humildade de servir ao futuro sem buscar glória pessoal.

CAPÍTULO III: A INAUGURAÇÃO QUE NINGUÉM ESQUECEU (MESMO SEM DATA CERTA)

O Dia em que a Escola Ganhou Vida

Os registros não nos informam a data exata da inauguração do Grupo Escolar de Clevelândia . Mas podemos imaginar.
Deve ter sido uma manhã de sol. As autoridades locais – prefeito, vereadores, representantes da Secretaria de Educação – discursando com entusiasmo. As crianças, vestidas com suas melhores roupas, olhando com curiosidade para aquele prédio novo, diferente de tudo que já tinham visto.
Os pais, emocionados, percebendo que seus filhos teriam ali oportunidades que eles próprios talvez não tivessem tido. Os professores, ansiosos para ocupar suas salas, para começar a escrever, naquele espaço, a história educacional de uma geração.
Foi um dia de festa. Mas também de responsabilidade. Porque inaugurar uma escola é assumir um compromisso com o futuro.

A Vida nos Primeiros Anos

Embora detalhes específicos sobre o cotidiano inicial sejam escassos, podemos reconstruir, a partir de relatos de grupos escolares similares da época, como deve ter sido a experiência.
As turmas eram numerosas. Os recursos, limitados. Mas a dedicação, imensa. Os professores, muitas vezes formados em escolas normais regionais, traziam não apenas conhecimento, mas vocação. Ensinavam português, matemática, história, geografia, mas também civismo, higiene, boas maneiras.
O recreio no pátio em formato de "L" era um momento de socialização intensa. Crianças de diferentes origens – filhos de agricultores, comerciantes, funcionários públicos – se misturavam, aprendendo, sem perceber, os primeiros fundamentos da cidadania.
A merenda escolar, simples mas nutritiva, era aguardada com ansiedade. Para muitos, era a refeição mais completa do dia. A escola não educava apenas a mente; cuidava do corpo também.

CAPÍTULO IV: DE GRUPO ESCOLAR A COLÉGIO ESTADUAL – A EVOLUÇÃO DE UMA MISSÃO

A Transformação Institucional

Com o passar das décadas, o Grupo Escolar de Clevelândia cresceu. Novas demandas surgiram: a necessidade de oferecer o ensino ginasial, depois o colegial, depois o ensino médio técnico. A instituição se adaptou, se expandiu, se reinventou.
Em algum momento – os registros não especificam quando –, o nome mudou. De "Grupo Escolar de Clevelândia" para Colégio Estadual João XXIII . A transformação não foi apenas burocrática; foi simbólica.

Por que João XXIII? O Significado de um Nome

A escolha do nome "João XXIII" não foi aleatória. Angelo Giuseppe Roncalli, eleito Papa em 1958 e canonizado em 2014, foi uma das figuras mais queridas do século XX. Conhecido como "o Papa Bom", João XXIII convocou o Concílio Vaticano II, que abriu a Igreja Católica para o mundo moderno .
Mas por que homenageá-lo em uma escola pública estadual no Paraná?
Provavelmente, a decisão refletiu valores universais que transcendem credos: bondade, diálogo, justiça social, esperança. João XXIII acreditava na dignidade de cada pessoa, na importância da educação, no poder transformador do amor. Valores que qualquer escola, pública ou privada, laica ou confessional, deveria cultivar.
Dar o nome de João XXIII ao colégio foi uma forma de dizer: "Aqui, educamos para a humanidade".

A Continuidade Pedagógica

Apesar das mudanças de nome e estrutura, a essência permaneceu. O Colégio Estadual João XXIII continuou sendo, como fora o Grupo Escolar, um espaço de formação integral. Não apenas acadêmica, mas ética, cidadã, humana.
Os ex-alunos que hoje são pais, avós, profissionais, líderes comunitários, carregam em si um pouco daquela escola. E muitos retornam, seja para matricular seus filhos, seja para relembrar tempos idos, seja para contribuir com sua experiência.

CAPÍTULO V: O EDIFÍCIO HOJE – PATRIMÔNIO VIVO, MEMÓRIA EM CONCRETO

"Edificação Existente com Alterações": Uma Frase que Esconde Histórias

Os registros classificam a situação atual do prédio como "edificação existente com alterações" . Essa descrição técnica, aparentemente burocrática, é na verdade um testemunho de vida.
Significa que o prédio original dos anos 1950 ainda está de pé. Mas também significa que ele foi adaptado, modificado, atualizado. Novas salas foram acrescentadas. Laboratórios de informática substituíram antigas salas de aula. Acessibilidade foi incorporada. Tecnologia, integrada.
Cada alteração conta uma história:
  • A rampa de acesso? Respeito à diversidade.
  • O laboratório de ciências renovado? Compromisso com a educação científica.
  • As janelas substituídas por modelos mais eficientes? Preocupação com conforto térmico e sustentabilidade.
O prédio não é um museu estático. É um organismo vivo, que respira, se adapta, evolui. Como deve ser uma escola.

O Uso Atual: Edifício Escolar – A Função que Permanece

Apesar de todas as transformações, o uso atual continua sendo edifício escolar . Essa permanência é, em si, um milagre. Em um país onde tantas escolas públicas foram fechadas, degradadas, abandonadas, o Colégio Estadual João XXIII resiste.
Resiste porque a comunidade o valoriza. Porque os professores se dedicam. Porque os alunos o transformam em lar. Porque o poder público, em seus melhores momentos, o reconhece como prioridade.
Hoje, no endereço Rua da Liberdade, 471, Centro, Clevelândia , o colégio continua cumprindo sua missão sagrada: formar cidadãos.

CAPÍTULO VI: MEMÓRIAS QUE MERECEM SER PRESERVADAS

O Acervo Invisível: Histórias nas Paredes

Se as paredes do Colégio Estadual João XXIII pudessem falar, que histórias contariam?
Contariam sobre a primeira turma de 1955, timidamente ocupando as carteiras novas. Sobre os professores que corrigiam provas à luz de abajur, após longas jornadas. Sobre as festas juninas que paravam a cidade, com quadrilhas ensaiadas por meses.
Contariam sobre os alunos que, vindos de famílias humildes, encontraram na escola o caminho para a universidade, para uma profissão, para uma vida melhor. Sobre os que tropeçaram, mas foram acolhidos, orientados, incentivados a tentar de novo.
Contariam sobre momentos difíceis também: greves, crises orçamentárias, desafios políticos. Mas, acima de tudo, contariam sobre resiliência. Sobre como, geração após geração, a escola se reinventou sem perder sua alma.

A Foto de 2011: Um Instante no Tempo

A referência a uma imagem do Colégio Estadual João XXIII em 2011, capturada via Google Maps e acessada em 14 de março de 2017 , é mais do que um dado técnico. É um convite à reflexão.
Aquela foto, tirada de cima, mostra o prédio em sua totalidade. O formato em "L" ainda é perceptível? As alterações são visíveis? O entorno mudou?
Mas mais importante: quantas vidas passaram por ali entre a construção original e aquele clique digital? Quantos sonhos foram gestados naqueles corredores? Quantas transformações sociais tiveram ali seu ponto de partida?
A foto é um instantâneo. A história é um filme em constante movimento.

CAPÍTULO VII: O LEGADO QUE CONTINUA A SER ESCRITO

Números que Escondem Rostos, Sonhos, Conquistas

Entre 1955 e hoje, milhares de alunos passaram pelo Colégio Estadual João XXIII. Cada um deles é uma história única:
  • A menina que foi a primeira de sua família a concluir o ensino médio.
  • O jovem que, inspirado por um professor, decidiu cursar agronomia e hoje desenvolve técnicas sustentáveis para a agricultura familiar.
  • A professora que, ex-aluna da casa, retorna para formar novas gerações.
  • O líder comunitário que, nas reuniões de grêmio estudantil, aprendeu os primeiros fundamentos da democracia.
Essas histórias não estão em planilhas. Estão em corações. Em memórias. Em conquistas que se multiplicam como ondas.

O Desafio Contemporâneo: Manter a Escola Pública Viva

Enquanto celebramos a história do Colégio Estadual João XXIII, precisamos reconhecer o contexto desafiador da educação pública no Brasil. Entre 2000 e 2024, o país perdeu mais de 110 mil escolas rurais . Mesmo nas áreas urbanas, o sucateamento, a falta de recursos, a desvalorização dos professores ameaçam a qualidade do ensino.
Nesse cenário, instituições como o Colégio Estadual João XXIII são faróis de resistência. Elas mostram que é possível, sim, oferecer educação pública de qualidade. Que é possível formar cidadãos críticos, éticos, preparados para os desafios do século XXI.

A Comunidade como Guardiã

O futuro do colégio depende, em grande medida, da comunidade. Pais que participam das reuniões. Ex-alunos que contribuem com sua experiência. Empresários locais que apoiam projetos pedagógicos. Poder público que investe com responsabilidade.
Quando a escola é vista como patrimônio coletivo, ela floresce. Quando é abandonada, definha. A escolha é nossa.

CAPÍTULO VIII: UM CONVITE À AÇÃO E À MEMÓRIA

Para os Alunos de Hoje: Vocês São Herdeiros de um Legado

Se você estuda hoje no Colégio Estadual João XXIII, saiba: você caminha pelos mesmos corredores que milhares percorreram antes de você. Você estuda em um prédio que foi planejado com ousadia nos anos 1950, que resistiu a décadas de transformações, que continua sendo um espaço de esperança.
Honre esse legado. Estude com dedicação. Respeite seus professores. Cuide do espaço físico. Participe da vida escolar. Porque você não é apenas um aluno; é um elo na corrente histórica que começou em 1951.

Para a Comunidade de Clevelândia: Protejam Sua Escola

O Colégio Estadual João XXIII não é apenas um prédio. É parte da identidade de Clevelândia. É onde muitas famílias tiveram seu primeiro contato com a educação formal. É onde talentos foram descobertos, vocações foram despertadas, cidadãos foram formados.
Valorizem essa instituição. Cobrem do poder público os recursos necessários. Apoiem os professores. Celebrem as conquistas dos alunos. Porque uma escola forte faz uma cidade forte.

Para os Pesquisadores e Historiadores: Documentem, Preservem, Compartilhem

A história do Grupo Escolar de Clevelândia / Colégio Estadual João XXIII merece ser registrada com rigor e sensibilidade. Entrevistem ex-alunos, ex-professores, funcionários antigos. Busquem documentos em arquivos municipais, estaduais, familiares. Digitalizem fotografias, registros de matrícula, trabalhos escolares.
Porque memória não é apenas passado. É ferramenta para construir futuro.

EPÍLOGO: LINHAS QUE SE CRUZAM, VIDAS QUE SE TRANSFORMAM

Em algum momento entre 1951 e 1955, um arquiteto desenhou linhas em uma prancheta. Linhas que se tornariam paredes, que se tornariam salas, que se tornariam um espaço de aprendizado.
Essas linhas, em formato de "L", eram modernas para sua época. Eram funcionais. Eram bonitas. Mas, acima de tudo, eram promessas.
Promessas de que crianças teriam acesso ao conhecimento. De que jovens teriam oportunidades. De que uma cidade do interior do Paraná poderia formar cidadãos capazes de transformar não apenas suas próprias vidas, mas a sociedade como um todo.
Hoje, quase 70 anos depois, essas linhas continuam lá. Na Rua da Liberdade, 471. No Centro de Clevelândia. No coração de uma comunidade.
O prédio pode ter sido alterado. O nome pode ter mudado. Os métodos de ensino podem ter evoluído. Mas a essência permanece: educar para libertar, educar para transformar, educar para amar.
Que o Colégio Estadual João XXIII continue, por muitas gerações, a ser esse espaço sagrado onde o futuro é construído, um aluno de cada vez.
Porque educação não é apenas transmitir conhecimento. É acender luzes. E luzes, uma vez acesas, jamais se apagam.

AGRADECIMENTOS SIMBÓLICOS

Este artigo é uma homenagem:
  • Ao arquiteto anônimo que, com traços precisos, desenhou o futuro de milhares.
  • Aos primeiros professores que aceitaram o desafio de educar em um prédio novo, com recursos limitados, mas com dedicação ilimitada.
  • Aos milhares de alunos que, desde os anos 1950, passaram pelo Grupo Escolar / Colégio Estadual João XXIII e transformaram, com seu aprendizado, a história de Clevelândia e do Paraná.
  • Aos funcionários – merendeiras, serventes, secretários, diretores – que, muitas vezes nos bastidores, mantêm a escola funcionando com amor e profissionalismo.
  • À comunidade de Clevelândia, que abraçou sua escola como parte de sua identidade e de seu orgulho.
  • A João XXIII, cujo nome inspira bondade, diálogo e esperança – valores que toda escola deveria cultivar.
  • Aos pais e mães que, ao longo das décadas, confiaram seus filhos a esta instituição.
  • Aos gestores públicos que, em seus melhores momentos, reconheceram na educação a prioridade das prioridades.

FONTES E REFERÊNCIAS PARA PESQUISADORES

Para aqueles que desejam se aprofundar na história desta instituição:
  1. Acervo do Colégio Estadual João XXIII – A própria escola deve guardar documentos, fotografias, registros históricos valiosos.
  2. Memória Urbana – Projeto que cataloga a arquitetura escolar do Paraná pode ter registros adicionais .
  3. Arquivo Público do Paraná – Documentos oficiais do período 1951-1955 sobre a criação do Grupo Escolar.
  4. Biblioteca Pública do Paraná – Acervo sobre educação e história do estado.
  5. Jornais locais de Clevelândia – Provavelmente há reportagens sobre a inauguração e marcos históricos da escola.
  6. Depoimentos orais – Ex-alunos, ex-professores, moradores antigos são fontes insubstituíveis de memória afetiva e histórica.
  7. Google Maps / Imagens de satélite – Para análise da evolução urbana do entorno da escola .

CONSIDERAÇÕES FINAIS: O FUTURO SE ESCREVE NO PRESENTE

O Grupo Escolar de Clevelândia nasceu em uma época de esperança. O Colégio Estadual João XXIII vive em uma época de desafios. Mas a missão é a mesma: formar seres humanos livres, críticos, solidários.
Que as linhas modernistas do projeto original continuem a inspirar. Que o formato em "L" lembre a todos que a educação é um abraço – acolhe, protege, orienta. Que o endereço na Rua da Liberdade seja sempre um convite à liberdade do pensamento, da criação, da cidadania.
E que, daqui a outros 70 anos, quando alguém escrever a próxima página desta história, possa dizer: "Eles cuidaram bem do legado. A escola continua viva. E os sonhos, também".
Porque educar é plantar árvores sob cuja sombra talvez nunca nos sentemos. Mas é assim que se constrói um mundo melhor.

Artigo escrito em homenagem à história do Colégio Estadual João XXIII, antigo Grupo Escolar de Clevelândia.
Clevelândia, Paraná – Onde o passado e o futuro da educação se encontram, na Rua da Liberdade, 471.
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