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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Madame du Barry: A mulher de origem humilde que conquistou o coração de Luís XV

 

Madame du Barry: A mulher de origem humilde que conquistou o coração de Luís XV

Madame du Barry: A mulher de origem humilde que conquistou o coração de Luís XV

Em 19 de agosto de 1743, nascia em Paris Jeanne Bécu, uma mulher que, apesar de suas origens simples, se tornaria uma das figuras mais famosas e influentes da corte francesa, conhecida mundialmente como Madame du Barry. Filha de uma costureira, desde muito jovem Jeanne precisou trabalhar para ajudar no sustento da família: passou por funções como doméstica, atendente de modista e auxiliar de cabeleireira, experiências que moldaram sua personalidade, mas que estavam muito distantes do destino que lhe aguardava.
Sua beleza extraordinária foi o ponto de virada de sua vida. Chamou a atenção do conde Jean-Baptiste du Barry, um nobre que percebeu nela muito mais do que uma mulher bonita: viu uma oportunidade de ascensão política e social. Ele a transformou em uma cortesã refinada, ensinando-lhe os costumes, as artes e as maneiras necessárias para circular entre as camadas mais altas da sociedade. E foi nesse período que o conde tomou conhecimento das intrigas que aconteciam no Palácio de Versalhes: a corte buscava uma nova amante para o rei Luís XV.
No início de 1768, com a saúde da rainha Maria Leszczyńska se deteriorando, o monarca voltou a se dedicar aos prazeres e à vida social. O conde du Barry viu ali a oportunidade perfeita e planejou tudo para que Jeanne fosse apresentada ao rei de forma estratégica, durante um dos percursos de Luís XV até Versalhes. O efeito foi imediato: o rei não conseguiu deixar de notar sua beleza encantadora, diferente de tudo o que já havia visto na corte.
O príncipe de Ligne, um dos observadores mais atentos da época, descreveu Jeanne com detalhes que explicam seu poder de atração: “alta, bem feita, de um louro encantador, tem a testa alta, belos olhos, sobrancelhas harmoniosas, rosto oval, com covinhas nas faces que a tornam provocante como nenhuma outra”. Além disso, destacava sua graça e presença: “a boca pronta para o riso, a pele fina, um peito que perturba todas as outras, sugerindo a muitas evitar comparação”. Seguindo orientações do conde, Jeanne se mostrou inicialmente tímida e intimidada diante do rei — uma estratégia que funcionou perfeitamente, pois Luís XV foi conquistado logo no primeiro encontro.
Até então, o rei nunca havia se envolvido com uma cortesã de verdade, e Jeanne trazia consigo todo um conhecimento sobre sedução e os segredos da arte de agradar que as mulheres de sua origem dominavam. Quando Luís XV ficou sabendo de seu passado humilde e de suas ocupações anteriores, não se importou: ao contrário, decidiu oficializar sua presença na corte. Para isso, arranjou-lhe um casamento de conveniência com Guillaume, irmão do conde du Barry, que recebeu um título de nobreza e foi enviado para longe, na região do Languedoc, para não atrapalhar a relação.
Assim, em 1768, Jeanne se tornou oficialmente a condessa du Barry. No outono do mesmo ano, já contava com seus próprios aposentos em Versalhes, posição que confirmava seu lugar privilegiado ao lado do rei e que a transformaria em uma das personagens centrais da vida política e social da França, até os dias conturbados que viriam com a Revolução.
Um dos registros mais belos e famosos de sua imagem é o retrato pintado por Elisabeth Vigée Le Brunn, uma das maiores pintoras da época, que capturou toda a elegância, a beleza e o brilho que fizeram de Madame du Barry uma lenda da história da França.

Texto: @renatotapioca