quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Grupo de alunos do instituto São José, familiares e professoras (irmãs da caridade). Ao fundo a Igreja de Sant'Anna de Abranches. Fonte: acervo Casa da Memória/ Fundação Cultural de Curitiba.

 Grupo de alunos do instituto São José, familiares e professoras (irmãs da caridade). Ao fundo a Igreja de Sant'Anna de Abranches. Fonte: acervo Casa da Memória/ Fundação Cultural de Curitiba.


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Foto de 1936, do antigo estádio do Clube Junak, do Bigorrilho, de Curitiba. O nome do estádio foi mudado no começo da década de 1930 para Franklin Roosevelt, por motivos políticos da época.

 Foto de 1936, do antigo estádio do Clube Junak, do Bigorrilho, de Curitiba. O nome do estádio foi mudado no começo da década de 1930 para Franklin Roosevelt, por motivos políticos da época.


Nenhuma descrição de foto disponível.Fundado em 10 de abril de 1922 com o nome Strzelec (em polonês significa atirador ou arqueiro), em pouco tempo mudou para Towarzystwo Wychowania Fizycznego Junak (em português Sociedade de Educação Física Junak).

Na década de 1920 disputou o futebol amador de Curitiba e em 1935 disputou o futebol profissional paranaense. Em função de disputas políticas internas e da colonia polonesa, o Junak (em polonês significa jovem destemido e pronuncia-se iunaque) foi substituído por Juventus, em homenagem ao clube de Turim, pois no clube também havia muitos imigrantes italianos. As cores do Junak eram o vermelho e o branco e com a mudança para Juventus, adotou o tricolor: vermelho, preto e branco.

O clube mandava seus jogos no Estádio Franklin Delano Roosevelt, localizado no Bigorrilho, onde localizava-se até o início do século 21 a sede da Sociedade União Juventus que, após um incêndio, o terreno foi vendido e instalou-se o hipermercado Angeloni.

O campeonato paranaense de 1949 foi o último como profissional, pois a colônia polonesa, que administrava o clube, no início do ano de 1950, dispensou toda a equipe técnica e os jogadores. Durante as décadas de 1950 e 1960 o Juventus voltou a participar de torneios amadores.
(Foto: Acervo Mauro Sniecikowski)

Por
Paulo Grani.

" Escola Polaca de Abranches - Instituto São José " década de 1930. Foto descoberta por : Luis Venske Dyminski

 " Escola Polaca de Abranches - Instituto São José "
década de 1930.


Foto descoberta por : Luis Venske Dyminski

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Foto de grupo de crianças acompanhadas pelas Irmãs da Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo . Instituto São José - Abranches Década de 1930

 Foto de grupo de crianças acompanhadas pelas Irmãs da Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo .
Instituto São José - Abranches
Década de 1930


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Sociedade Władysława Jagiełły de Abranches - Curitiba - Brasil (Atual Sociedade Cultural Abranches ).

 Sociedade Władysława Jagiełły de Abranches - Curitiba - Brasil (Atual Sociedade Cultural Abranches ).


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oto de grupo de membros da sociedade. Visíveis incluem: Presidente Jan Paluszek (sentado no centro), Vice-Presidente Jan Grubal, Primeiro Secretário Jan Mikosz, Segundo Secretário Aleksander Choiński, Tesoureiro Stanisław Mikosz.
Ano - 1927
Acervo: Sociedade C. Abranches

A história do C.A. Primavera tem início no sábado, dia 20 de dezembro de 1930 quando João Loprete Frega, Bôrtolo Gava, Máximo Zeni, Vitório Bevervanso, Antônio Lago, entre outros, fundam um clube para a prática do futebol. As cores adotadas pelo novo clube foram o verde, o preto e o branco para representá-los em seu escudo, em sua bandeira e na camisa. Seu uniforme oficial era a camiseta tricolor, com listras verticais e calção preto, e desta maneira o time era conhecido, entre seus torcedores, como o tricolor do Taboão.

 A história do C.A. Primavera tem início no sábado, dia 20 de dezembro de 1930 quando João Loprete Frega, Bôrtolo Gava, Máximo Zeni, Vitório Bevervanso, Antônio Lago, entre outros, fundam um clube para a prática do futebol. As cores adotadas pelo novo clube foram o verde, o preto e o branco para representá-los em seu escudo, em sua bandeira e na camisa. Seu uniforme oficial era a camiseta tricolor, com listras verticais e calção preto, e desta maneira o time era conhecido, entre seus torcedores, como o tricolor do Taboão.


Nenhuma descrição de foto disponível.Nos primeiros anos de existência o clube dedicou-se a prática do futebol amador em jogos amistosos e os festivais esportivos, muito comum para a época, entre seus associados. Estes festivais eram praticados no campo de futebol instalado em sua sede, no bairro do Taboão, região do extremo norte de Curitiba. Este local, um simples campo de futebol no meio de um bosque recebeu melhorias com o passar do tempo e transformou-se em uma praça esportiva em 1940.

O C.A. Primavera foi um dos articuladores na criação da Liga Suburbana de Curitiba e sua estréia na competição foi em 1941. No final da década de 1940 seu campo de futebol recebe melhorias e transforma-se no Estádio João Loprete Frega, homenagem ao fundador e ex-presidente do clube.

Disputando competições amadoras o Primavera obteve conquistas e notoriedade entre os principais times de futebol da capital. Neste período seus triunfos foram: vice-campeonato na Liga Suburbana em 1943 e 1944; campeão do torneio de aspirantes em 1948 e do torneio Independente em 1950; campeão do torneio de aspirantes de 1951; vice-campeão do torneio início de 1952 e campeão deste mesmo torneio em 1953; novamente campeão do torneio de aspirantes de 1956 e a maior conquista do C.A. Primavera: campeão suburbano de 1957.

Os bons resultados obtidos pelo time no final da década de 1950 fazem o então presidente, José Pedroso de Morais, sonhar em conquistas maiores e assim o Clube Atlético Primavera entra para a divisão profissional do futebol paranaense em 1961 e a estréia nesta nova fase do tricolor do Taboão é no domingo, dia 23 de abril de 1961, na cidade de Ponta Grossa, jogando com o time do Operário. O placar desta partida foi totalmente desfavorável para o Primavera, sendo goleado por 5x1. Em seu primeiro ano entre os profissionais do Paraná o tricolor do Taboão ficou em 9° lugar.

Nos certames em que participou do campeonato paranaense (incluindo 1961), o Primavera obteve o seguinte desempenho: 229 partidas; 73 vitórias; 63 empates; 93 derrotas; 34] gols marcados e 388 gols sofridos.

No estadual de 1969 o tricolor teve o seu pior desempenho, ficando na última colocação (14° colocado) com 15 pontos em 25 jogos: 5 vitórias, 5 empates e 15 derrotas. Em face aos resultados e a dificuldade financeira em manter o time profissional, o presidente do clube, José Pedrosa de Morais, solicitou o afastamento das competições organizadas pela Federação Paranaense de Futebol pelo período de um ano, com a intenção de consolidar o patrimônio do clube, porém, o C.A. Primavera nunca mais voltaria a participar de competições profissionais. Sendo assim, sua última partida oficial como profissional ocorreu na penúltima rodada do campeonato de 1969, em 12 de julho, perdendo por 3x1 para o Ferroviário, porque na última rodada do certame de 1969, com jogo marcado com o Grêmio Maringá em seu estádio (para o dia 20 de julho de 1969), o jogo foi cancelado.

Nos nove anos que participou da primeira divisão do campeonato de futebol paranaense, sua melhor colocação foi em 1964 com um 4° lugar.

Atual sede do Clube Atlético Primavera em Almirante Tamandaré - PR
O time de futebol do Clube Atlético Primavera foi extinto ao final de 1969 e o próximo passo da diretoria foi em vender o seu estádio, localizado no bairro Taboão. Na década de 1990 o clube comprou a propriedade do antigo Convento Irmãos Maristas e inaugurou sua nova sede, agora na cidade de Almirante Tamandaré, cidade vizinha a Curitiba. Esta sede é atualmente um parque recreativo e o C.A. Primavera dedica-se as atividades sociais, ficando, somente na lembrança, o Tricolor do Taboão como clube de futebol, campeão na divisão amadora e integrante do futebol profissional do estado do Paraná.

Paulo da Fígaro

Panorama da Igreja de Sant'Anna de Abranches na década de 1960. Reparem os detalhes na pintura da torre que realça todos os relevos. Outro detalhe, existiam relógios no alto da torre. Reparem também como era o caminho que levava ao portão. Muitas mudanças durante os anos, porém continua linda como sempre. Fonte: Graciele Schwonka Martins

 Panorama da Igreja de Sant'Anna de Abranches na década de 1960.
Reparem os detalhes na pintura da torre que realça todos os relevos.
Outro detalhe, existiam relógios no alto da torre.
Reparem também como era o caminho que levava ao portão.
Muitas mudanças durante os anos, porém continua linda como sempre.


Fonte: Graciele Schwonka Martins

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Do livro: "As escolas da colonização Polonesa no Brasil". De Ruy Christovam Wachowicz.

 Do livro: "As escolas da colonização Polonesa no Brasil".
De Ruy Christovam Wachowicz.


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Abranches Esporte Clube - 08/04/1962 Campo da Sociedade Abranches . Da esquerda para a direita: Mieczo (dir.técnico); Ludovico Zgoda - Poetinha (atacante); Alvenir de Oliveira Lima -Coringa (meio campo); Arno (zagueiro); Gaviãozinho (meio campo); Ivo (zagueiro); Paulo Dugonski - Cotitia (goleiro); Nelson Schwonka (ponta dir.); João José Chervinski- Janguinho (ponta esq.); João Scheleder -Alemão (cento avante); Gamela (meio campo); Acyr Borki (zagueiro); Acyr Montila (técnico). Acervo: Graciele Schwonka Martins

 Abranches Esporte Clube - 08/04/1962
Campo da Sociedade Abranches .


Da esquerda para a direita:
Mieczo (dir.técnico); Ludovico Zgoda - Poetinha (atacante); Alvenir de Oliveira Lima -Coringa (meio campo); Arno (zagueiro); Gaviãozinho (meio campo); Ivo (zagueiro); Paulo Dugonski - Cotitia (goleiro); Nelson Schwonka (ponta dir.); João José Chervinski- Janguinho (ponta esq.); João Scheleder -Alemão (cento avante); Gamela (meio campo); Acyr Borki (zagueiro); Acyr Montila (técnico).

Acervo: Graciele Schwonka Martins

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Abranszes - Szkoła i Kościół" em Polonês. "Abranches - Escola e Igreja" , em referência as duas construções que aparecem na foto. Data indefinida. Acervo: Paróquia Sant'Anna de Abranches.

 Abranszes - Szkoła i Kościół" em Polonês.
"Abranches - Escola e Igreja" , em referência as duas construções que aparecem na foto.


Data indefinida.

Acervo: Paróquia Sant'Anna de Abranches. 

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