sexta-feira, 22 de abril de 2022

ABERTURA DO CAMINHO DO MAR Em 06/10/1729, a Câmara da Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba decidia mandar abrir uma estrada denominada "Caminho do Mar", desde a Vila até o pico da serra.

 ABERTURA DO CAMINHO DO MAR
Em 06/10/1729, a Câmara da Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba decidia mandar abrir uma estrada denominada "Caminho do Mar", desde a Vila até o pico da serra.


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ABERTURA DO CAMINHO DO MAR
Em 06/10/1729, a Câmara da Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba decidia mandar abrir uma estrada denominada "Caminho do Mar", desde a Vila até o pico da serra. O caminho deveria passar por Borda do Campo e Piraquara. Deveriam executar a obra os cabos de quartéis, nomeados por escrito pelos vereadores, e a obra deveria ser iniciada em 20 de outubro, daquele ano. Os cabos que faltassem com o compromisso deveriam pagar ao Conselho seis mil réis, mais 30 dias de prisão.
Em 06/03/1805, a Câmara determinava o "refazimento do Caminho da Serra", devido aos pântanos que se formavam ao longo dele, atrasando ou impedindo os viajantes de prosseguirem o trajeto.
A ordem era que os capitães das esquadras e quartéis da região comandassem a obra, observando três requisitos: "esgotar por valas os pântanos que se achavam ao longo do caminho, modificar para diferente direção os trechos estreitos, descortinar o caminho cortando as árvores e colocando fogo nos locais onde elas poderiam fazer sombra, permitindo assim que o sol pudesse secar a água empoçada".
Além disso, qualquer tropa com bestas e cavalos com mais de dois animais de carga deveria ir munida de machados para cortar as árvores no caminho, fazendo assim a manutenção e evitando a formação de pântanos.
Foi apenas em 1830 que o Caminho, agora mais conhecido como "Caminho do Itupava", ganhou o calçamento como conhecemos hoje. O projeto empregou em sua construção cerca de 208 homens, a maioria deles escravos e não chegou a ser finalizado devido à queda do Império com a proclamação da República.
O Caminho do Itupava também teve grande importância econômica para o Paraná, principalmente no século 19, quando a erva mate foi o grande propulsor do progresso nas proximidades de Morretes e Porto de Cima, que chegou a ter mais de 35 engenhos de beneficiamento ao seu redor. Foi nesse período que se verificou o maior tráfego de animais carregando grandes fardos de erva-mate in natura, para alimentar os engenhos da região.
Durante sua história, houve várias tentativas de taxação pelo uso da trilha, com o estabelecimento de praças de pedágio para financiar sua manutenção permanente. Entretanto, nunca houve uma manutenção adequada e os recursos arrecadados pelo pedágio eram frequentemente desviados de sua finalidade real.
Em 1873 o Caminho cai em desuso, com a abertura da estrada da Graciosa e a efetivação da Estrada de Ferro Paranaguá Curitiba (12 anos depois).
Essas ordenanças da Câmara de Curitiba visavam aprimorar o caminho precário existente desde os idos de 1654, aberto por índios e mineradores. Naqueles momentos, foram chamados de Caminho do Mar e Caminho da Serra, mas ele também já foi chamado Caminho de Morretes, Caminho de Coritiba, Caminho dos Jesuítas e Caminho do Itupava, que em língua tupi-guarani significa rio encachoeirado. Assim, o caminho mais antigo do Paraná , foi o primeiro elo de ligação da planície litorânea com o planalto paranaense e, portanto, preserva uma parte da história da colonização do Paraná.
(Compilado de: cmc.pr.gov.br / Iap.pr.gov.br)
Paulo Grani

quarta-feira, 20 de abril de 2022

O INSTITUTO DE EDUCAÇÃO PEGOU FOGO " Quando, algum tempo atrás, ouvi a notícia de que o Instituto de Educação do Paraná havia incendiado, comecei a chorar imediatamente.

 O INSTITUTO DE EDUCAÇÃO PEGOU FOGO
" Quando, algum tempo atrás, ouvi a notícia de que o Instituto de Educação do Paraná havia incendiado, comecei a chorar imediatamente.


Pode ser uma imagem de ao ar livre e monumento
Pode ser uma imagem de ao ar livre
O INSTITUTO DE EDUCAÇÃO PEGOU FOGO
" Quando, algum tempo atrás, ouvi a notícia de que o Instituto de Educação do Paraná havia incendiado, comecei a chorar imediatamente. No intervalo entre a manchete e a notícia completa, a emoção tomou conta, e junto com as lágrimas vieram milhões de lembranças.
Como num filme cm alta rotação, um pedaço de minha vida se desenrolou, tendo como cenário esta escola. Primeiro, os professores ilustres: Dona Iná, prof. Arthur, prof. Paca, prof. Aldo, dona Miracy, prof.Flávio, dona Maria Ester, dona Fanny, dona Clotilde (que delícia cantar no salão nobre) e tantos outros...
Cheiros, meus Deus! O do pãozinho d'água na cantina, com manteiga que se derretia e que só de vez em quando era possível comprar! Descer pela escadaria principal, com seu tapete vermelho, nem pensar! Andar pelo hall de entrada, só em ocasiões excepcionais. Para garantir as normas, lá estavam as atentas inspetoras. Quem por lá passou não deve ter esquecido de dona Vitalina. Fumar escondido no banheiro, "gazetear" aulas para ir ao matinê, encontrar com o namorado na saída da aula (quantos sermões) e enrolar a saia do uniforme na cintura para ficar curtinha, bons tempos!
Suar frio em dia de "prova oral", ninguém escapava. Sortear o ponto e passar pela banca examinadora (três professores), não dá para explicar o que se sentia... Sem falar no respeito que os professores inspiravam. Respeito que não era quebrado nem mesmo pelos espíritos mais ousados e contestatórios.
A competição com o Colégio Estadual do Paraná era incrível! Havia disputa até entre os professores; dar aulas em um ou outro fazia parte do "curriculum vitae".
E o grupo de amigas? A mais próxima, Denise Rocha Novaes, a capacidade e a simplicidade numa só pessoa, coisa rara. E os desfiles de 7 de setembro, data tão esperada, múltiplos ensaios... No dia, o uniforme limpo e bem passado, a gravata vermelha do ginásio e a azul-marinho da Escola Normal, significava o coroamento de todo o orgulho que tínhamos por sermos do "Instituto!".
Nisto, um dos filhos interrompe o filme:
- Por que você está chorando ?
_ O Instituto pegou fogo !
- Ah ! Só por isso ?
Fiquei pensando, é a idade ou as escolas hoje em dia que não inspiram mais estes sentimentos?
Felizmente, foi um incêndio de menores proporções. Quando vou ao centro da cidade ele está lá: sólido, inteiro, para mostrar que educação só se faz desta forma, com muito amor ! "
(Autora: Denise Fernandes Goulart é pedagoga / Extraído de: Trezentas Histórias de Curitiba)
Fotos: Pinterest e Google.
Paulo Grani

Trecho da Avenida João Gualberto 1972 Bairro Juvevê

 Trecho da Avenida João Gualberto 1972
Bairro Juvevê


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Escola Carvalho em 1891, abrigando a Escola de Artes e Indústrias do Paraná: Curitiba, 31 de dezembro de 1891 Rua Emiliano Perneta, 92 Acervo: Museu Paranaense.

 Escola Carvalho em 1891, abrigando a Escola de Artes e Indústrias do Paraná: Curitiba, 31 de dezembro de 1891
Rua Emiliano Perneta, 92
Acervo: Museu Paranaense.


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Escola Oliveira Bello na década de 1920 Rua Desembargador Westphalen, 16 ***Acervo: Memorial Lysimaco Ferreira da Costa ***

 Escola Oliveira Bello na década de 1920
Rua Desembargador Westphalen, 16
***Acervo: Memorial Lysimaco Ferreira da Costa ***


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História da Vila Torres – Curitiba

 

História da Vila Torres – Curitiba

Por: Andressa Fernandes

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Vila Torres  em 1980  (Foto: Associação de Moradores Vila Torres)

Ela já se chamou Vila Capanema e Vila Pinto, mas hoje é conhecida como Vila das Torres, localizada em parte no Prado Velho e Rebouças. A dificuldade em criar uma identidade já começa pelo nome. A Vila das Torres é uma ex-ocupação irregular e também, a comunidade mais famosa de Curitiba. Próximo ao centro da cidade, abriga cerca de seis mil pessoas – mais de 2 mil famílias – que na maioria dos casos garantem sua renda por meio da reciclagem.

No Prado Velho em 1950 formou-se a ocupação mais famosa de Curitiba, a favela do Capanema. E na década de 1970 o poder público implantou o revitalização da região – renovando a área onde agora é conhecida como Jardim Botânico. Porém, alguns ‘barracos’ permaneceram em pé. O nome? ” Vila Pinto”, referência ao líder que comandava a venda de terrenos naquela localidade. Em 1996, os moradores organizaram um referendo popular e rebatizaram a localidade: ” Vila Torres”, tornando-se assim, uma comunidade.

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Vila Torres vista do alto da rua Guabirotuba atualmente ( Foto: Gislaine Cordeiro)

Tempos depois, surgiria ali uma biblioteca com 6 mil livros, parte deles retirados do lixo; uma praça erguida pelos cidadãos; um museu comunitário; grupo de Agenda 21 e o mais importante Clube de Mães de toda a região de Curitiba.

Quem não conhece a Vila Torres e as pessoas que vivem ali, sente estranheza quando passa passa pelo local. Na maioria das vezes é puro preconceito nascido do histórico de violência na comunidade. Embora seja algo realmente constante, mas que não é exclusividade da localidade.

Sede do Clube Teuto-brasileiro na Dr. Muricy, esquina com a José Loureiro. 1937. Curitiba - PR Virou Clube Duque de Caxias.

 Sede do Clube Teuto-brasileiro na Dr. Muricy, esquina com a José Loureiro. 1937. Curitiba - PR
Virou Clube Duque de Caxias.


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Enchente na Av. Cândido de Abreu, em frente ao Shopping Mueller. Década de 10 - Curitiba - PR

 Enchente na Av. Cândido de Abreu, em frente ao Shopping Mueller. Década de 10 - Curitiba - PR


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terça-feira, 19 de abril de 2022

Posto de gasolina que ficava na frente do quartel do Boqueirão. A foto é dos anos 50, provavelmente 1955

 Posto de gasolina que ficava na frente do quartel do Boqueirão.
A foto é dos anos 50, provavelmente 1955


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CURITIBA JÁ FOI CHAMADA A "COIMBRA BRASILEIRA" "Luzes provenientes do alto de janelinhas de uma cúpula tornavam as noites curitibanas do início do século 20 mais brilhantes. O edifício de onde saía o clarão não iluminava apenas a cidade, porém. Seu principal foco eram as mentes.

 CURITIBA JÁ FOI CHAMADA A "COIMBRA BRASILEIRA"
"Luzes provenientes do alto de janelinhas de uma cúpula tornavam as noites curitibanas do início do século 20 mais brilhantes. O edifício de onde saía o clarão não iluminava apenas a cidade, porém. Seu principal foco eram as mentes.


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Cartão Postal do edificio da então Universidade do Paraná, década de 1910.
Foto: Arquivo Publico do Paraná.
Pode ser uma imagem de ao ar livre e monumento
Cartão Postal do edificio da então Universidade do Paraná, década de 1910.
Foto: Arquivo Gazeta do Povo)

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Cartão Postal do edifício da então Universidade do Paraná, década de 1940.
Foto: arquivo Público do Paraná.

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Edificio da então Universidade do Paraná em foto de 1926. No seu lado direito (quem olha), vê-se os andaimes das obras de sua ampliação em andamento.
Foto: Acervo Luis Venske Dyminski.

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Fundos do prédio da então Universidade do Paraná, em 1938, já acrescido de suas primeiras ampliações concluídas em 1926. Os muros abrigavam um lindo jardim.
Foto: Acervo Luiz Venske Dyminski.

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Edificio da entao Universidade do Paraná, tendo à sua esquerda as obras de ampliação, em andamento. Sentada à beira do chafariz, a Sra. Guadalupe dá o charme final da Belissima foto da década de 1930.
Foto: Acervo João Ângelo Belotto.

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Concentração cívica na praça Santos Andrade, em frente à então Universidade do Paraná, década de 1930.
Foto: arquivo Gazeta do Povo.

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Cartão Postal da então Universidade do Paraná em foto de Armin Henkel, década de 1930.
Foto: Acervo Luis Venske Dyminski

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Cartão Postal da década de 1950, apresentando o edifício da Universidade Federal do Paraná, já com todas as modificações havidas desde 1913, agora pintado na cor branca.
Foto: Edição Foto Postal Colombo.

CURITIBA JÁ FOI CHAMADA A "COIMBRA BRASILEIRA"
"Luzes provenientes do alto de janelinhas de uma cúpula tornavam as noites curitibanas do início do século 20 mais brilhantes. O edifício de onde saía o clarão não iluminava apenas a cidade, porém. Seu principal foco eram as mentes. Aquele prédio, chamado de “Palácio da Luz” pela população, era motivo de admiração. Afinal, abrigava a primeira instituição de ensino com a concepção de uma universidade do Brasil.
A sede histórica da universidade, localizada na Praça Santos Andrade, começou a ser construída em 1913, ano seguinte à fundação da universidade, criada como instituição privada. Seu aspecto original era muito diferente da famosa fachada branca com largas colunas em estilo neoclássico que se vê hoje. Assinado pelo engenheiro Baeta de Faria e executado pela empresa de Bortolo Bergonse, o projeto inicial era eclético, reunindo diversos estilos arquitetônicos.
A princípio, a estrutura monumental tinha apenas um bloco de cinco andares e a imponente cúpula central de inspiração francesa – que era pra ter um observatório astronômico nela. Infelizmente, o observatório não chegou a ser instalado.
A Universidade do Paraná nasceu graças aos esforços de dois grupos de intelectuais, liderados pelos paranaenses Victor Ferreira do Amaral e Nilo Cairo da Silva. A primeira sede da instituição foi uma casa alugada na Rua Comendador Araújo, onde está localizado hoje o Shopping Omar. O imóvel não era grande o suficiente para comportar todas as atividades estudantis, e a solução para o espaço físico surgiu em 1913, com a doação do terreno da Rua XV de Novembro, pela Prefeitura Municipal de Curitiba, local em que a nova sede foi construída e definitivamente instalada. O novo edifício foi inaugurado em abril de 1914, mas só teve sua construção concluída dois anos depois, quando todos os espaços da sede foram ocupados. Entre 1923 e 1925, foram adicionadas alas laterais.
Em 1940, houve um novo alargamento da estrutura para receber o curso de Medicina, e o edifício – inicialmente cor-de-rosa, à moda francesa da época – foi pintado inteiramente de branco. Cidade Universitária, Atenas Brasileira, Cidade Sorriso e Coimbra Brasileira: graças à grandeza de sua universidade, a capital paranaense passou a ser assim conhecida aos olhos do país.
No início da década de 1950, a edificação foi totalmente modificada passando a ocupar a quadra inteira. A cúpula foi retirada; a escadaria frontal circular foi substituída pela atual. A fachada foi transformada, em simbiose com o prédio antigo, num estilo neoclássico, majestoso e imponente.
Em 1999, o prédio histórico da UFPR foi escolhido pela população curitibana como símbolo oficial da cidade em um concurso promovido pelo Banco Itaú, em parceria com a Prefeitura de Curitiba. A edificação pública venceu ícones de peso na competição, como o Jardim Botânico e a Ópera de Arame. Posteriormente, a decisão foi oficializada pela Câmara Municipal de Curitiba, mediante a Lei municipal n.º 10.236/01.
(Adaptado de: gazetadopovo.com.br)
Paulo Grani