sexta-feira, 11 de agosto de 2023

BAGGIO PIZZERIA & FOCACCERIA - JOINVILLE

 

BAGGIO PIZZERIA & FOCACCERIA - JOINVILLE



Detalhes

Seguindo o objetivo de levar aos clientes um pouco da Itália de um jeito bem brasileiro, nasceu a Baggio Pizzeria & Focacceria, em 1999. A primeira casa, localizada no bairro Água Verde, em Curitiba, no Paraná, foi tão bem sucedida que, apenas um ano depois, uma primeira franquia já foi inaugurada, no bairro Juvevê. Desde lá até hoje, já foram abertos além desses dois restaurantes, mais onze unidades. Em Curitiba elas se concentram nos bairros Champagnat, Jardim da Américas, Ecoville, e Xaxim. Já na região metropolitana da capital, as franquias estão nas cidades de Pinhais e São José dos Pinhais. No estado de Santa Catarina: Joinville, Blumenau, Brusque e São José foram as regiões escolhidas para receberem as casas da Baggio.

Nossa avaliação

Não consegue parar de pensar em uma boa Pizza? Pizza é simplesmente divino. Então venha no Baggio Pizzeria & Focacceria - Joinville pois tem ótimas opções de Pizza. Aqui você também vai encontrar excelentes opções de comida Italiana. Para pessoas vegetarianas, aqui também é uma boa opção.

Agora uma parte super-importante para todo mundo: preço 💰! O preço é justo, não é dos mais baratos mas pela qualidade vale a pena.

Está ficando interessado? Então é importante saber quando abre né? O restaurante abre a semana toda, de Segunda a Sexta-feira das 18:00 - 23:30.

Vale a pena para ir jantar.

Na avaliação da comida, a nota média é de 4.5. Sobre o serviço, as pessoas avaliam em média como 4.5. No quesito preço, a nota é 4.


O que tem de bom para comer?

  • Pizza
  • Italiana
  • Opções vegetarianas

O que tem aqui?

  • Televisão
  • Entrega
  • Para levar
  • Reservas
  • Lugares para sentar
  • Garçons
  • Estacionamento disponível
  • Cadeiras para bebês
  • Acesso para cadeirantes
  • Serve bebida alcoólica
  • Wi-fi gratuito


Horários

DiaHorário
Domingo18:00 - 23:30
Segunda-feira18:00 - 23:30
Terça-feira18:00 - 23:30
Quarta-feira18:00 - 23:30
Quinta-feira18:00 - 23:30
Sexta-feira18:00 - 23:30
Sábado18:00 - 23:30

Ligar

ROSTI HAUS BATATARIA EM-JOINVILLE-SANTA-CATARINA

 

ROSTI HAUS BATATARIA em-joinville-santa-catarina



Detalhes

O que é o que é?Tem cara de bistrô, pratos com apresentação diferenciada, atendimento 5 estrelas, mas não é um bistrô. Tem sofá, poltrona e música de primeira, mas não é a sua casa?É Rosti Haus Batataria, muito mais que batata, uma proposta diferenciada dentre os bares e restaurantes da cidade. Com um ambiente acolhedor, iluminação aconchegante e som tocando as últimas tendências mundiais da música, a Rosti Haus Batataria agrada a todos aqueles que buscam um lugar especial para frequentar com a família, a dois ou até mesmo para um happy hour.O diferencial são as batatas, uma sugestão da casa é a de carne seca que pode ser considerada divina. Outra sugestão são as bruschettas, em especial a de gorgonzola com cebola caramelizada.A casa oferece ainda sugestões de vinho com a melhor relação qualidade e preço do mercado. Vinhos selecionados, cervejas artesanais além de sobremesas deliciosas.

Nossa avaliação

Gosta de descobrir e experimentar coisas diferentes? Que tal uma boa comida Suíça? Aqui no Rosti Haus Batataria é o lugar certo. Para pessoas vegetarianas, aqui também é uma boa opção.

Agora uma parte super-importante para todo mundo: preço 💰! O preço é justo, não é dos mais baratos mas pela qualidade vale a pena.

Gostou e quer ir visitar? Primeiro deixa eu falar os horários De Terça-feira à Domingo o horário é das 18:00 - 23:30.

É noite, e bateu aquela vontade de jantar fora de casa? Vai ser uma boa opção.

Na avaliação da comida, a nota média é de 4.5. Sobre o serviço, as pessoas avaliam em média como 4.5. No quesito preço, a nota é 4.


O que tem de bom para comer?

  • Suíça
  • Europeia
  • Opções vegetarianas

O que tem aqui?

  • Entrega
  • Para levar
  • Reservas
  • Lugares para sentar
  • Garçons
  • Estacionamento disponível
  • Cadeiras para bebês
  • Acesso para cadeirantes
  • Serve bebida alcoólica
  • Wi-fi gratuito


Horários

DiaHorário
Domingo18:00 - 23:30
Terça-feira18:00 - 23:30
Quarta-feira18:00 - 23:30
Quinta-feira18:00 - 23:30
Sexta-feira18:00 - 23:30
Sábado18:00 - 23:30

Ligar

**Vista Avenida João Pessoa (Luiz Xavier), a partir do 8.º andar do Edifício Garcez, em 1938 Foto de Mauricio Kraemer

 **Vista Avenida João Pessoa (Luiz Xavier), a partir do 8.º andar do Edifício Garcez, em 1938
Foto de Mauricio Kraemer


Pode ser uma imagem de trole, estrada e rua

CONHECENDO A HISTÓRIA DO JOCKEY CLUB DO PARANÁ

 CONHECENDO A HISTÓRIA DO JOCKEY CLUB DO PARANÁ


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Nesta Foto de 1916, as primitivas arquibancadas e coberturas ainda em madeira.
Foto: Arquivo Público do Paraná, acervo Julia Wanderley)


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Flagrante da partida de futebol ocorrida em 1909 entre jogadores ingleses, equipe chamada Internacional, e jogadores que formaram a primeira equipe do Coritiba Foot Ball Club.
(Foto: Arquivo Gazeta do Povo)


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Publicação do Jornal "A República", de 28/05/1889, o Clube de Corridas divulgava a inauguração do Novo Prado, chamado Prado Guabirotuba.


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Nesta foto da década de 1940, as novas arquibancadas já em alvenaria.
(Foto: Arquivo Gazeta do Povo)


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Nesta foto da década de 1940, as novas arquibancadas já em alvenaria.
(Foto: Arquivo Gazeta do Povo)


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As arquibancadas do Prado Guabirotuba, década de 1960, agora chamado Prado Velho.
(Foto: Pinterest)


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Nesta foto da década de 1990, as velhas arquibancadas receberam reforma e foram tombadas como Patrimônio Histórico de Curitiba. Hoje abriga o museu da PUC e suas arquibancadas são usadas para anfiteatro.
(Foto: Arquivo Gazeta do Povo)


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Em foto de junho de 1905, as instalações do antigo Prado do Clube de Corridas de Corytiba, com sua cancha reta.
(Foto: Arquivo Público do Paraná, acervo Julia Wanderley)


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O congestionamento de carruagens no Prado neste evento de 1916, demonstra a predominância da elite curitibana neste tipo de esporte.
(Foto: Arquivo Público do Paraná, acervo Julia Wanderley)

CONHECENDO A HISTÓRIA DO JOCKEY CLUB DO PARANÁ
A história do Jockey Club do Paraná, inicia-se por ocasião de sua fundação que ocorreu em 02/12/1873, pelo capitão Luis Jácomo, então oficial da cavalaria imperial que atendendo à determinação de Dom Pedro II, veio à Capital da Província para estimular a eqüinocultura no sul do país e permaneceu em Curitiba por 73 dias, tempo suficiente para organizar e oficializar a fundação do "Clube de Corridas Corytibano".
A localização inicial da sede do Clube de Corridas deu-se na antiga chácara do major Manoel Assumpção, na margem direita do Rio Água Verde, no prolongamento da Av. São José (atual Av. Marechal Floriano), onde atualmente encontra-se o Hospital Nossa Senhora da Luz. O prado então fundado, também conhecido como "Prado Jácomo", possuía uma pista de 1.700 metros e foi oficialmente inaugurado em 29/01/1874, com instalações adequadas quando então foi realizada a primeira corrida, a qual teve como vencedor a égua Garça.
Dez anos após, em 24/10/1884, a Assembleia Provincial doa ao Clube um terreno no prolongamento da Rua São José, no qual se constrói outro Prado de Corridas.
Como o decorrer do tempo, o espaço até então utilizado pela entidade, tornou-se insuficiente e o Jockey Club do Paraná mudou-se para o bairro Guabirotuba, local onde hoje se situa a Pontifícia Universidade Católica (PUC) e, neste local, funcionou até 1955.
A mudança de sede foi influenciada pela idéia de um novo hipódromo, com espaços mais amplos, em condições melhores tanto para as corridas quanto para os espectadores. Nesse contexto, explica-se como deu-se a troca de endereço, com a inauguração do novo prado em 25/06/1899:
"O Clube de Corridas Curytibano que havia ganho 5.184 m2 de terreno (adjunto ao terreno do asilo) e nele construídas benfeitorias, iniciou negociação com o governo do estado para uma permuta com outra área. O negocio realizado foi bom para as duas partes. As inúmeras e sólidas benfeitorias da pequena área, compensaram o ganho de uma maior, localizada no bairro do Guabirotuba, beirando a estrada que demandava ao lugarejo de São José dos Pinhais, limitada ao fundo com o Rio Belém."
Com a venda do terreno do "Prado Jácomo", tem início a construção da segunda sede do Jockey Club na cidade, o "Prado do Guabirotuba".
Feita em alvenaria, a arquibancada oferecia acomodações mais confortáveis aos espectadores e dispunha de um “pavilhão central para as autoridades”, formando um “conjunto elegantíssimo”, como descreveu o jornal 'A República' em edição que circulou após a inauguração do espaço, em 25/06/1899.
O agora chamado "Prado Guabirotuba" representou uma nova fase do turfe paranaense, mostrando rápido desenvolvimento desta prática, fazendo que o público adepto deste esporte crescesse também, contudo não perdendo as características pertinentes do mesmo.
Neste local, ocorreram fatos históricos para Curitiba, como o primeiro grande evento de futebol da cidade, em 1909. Inicialmente houve uma disputa de futebol, na cidade de Ponta Grossa, num combinado de descendentes de alemães de Curitiba, contra ingleses que construíam uma estrada de ferro em Ponta Grossa. Após o jogo ocorrido em Ponta Grossa, estes curitibanos criaram o Coritiba Foot Ball Club (o primeiro clube do estado) e receberam os ingleses para sua primeira partida de um clube paranaense, utilizando o gramado do Jockey, no dito "Prado do Guabirotuba".
Em 1914, um fato histórico marcou o Prado Velho, o primeiro voo e pouso de um avião na cidade. O piloto era Cícero Marques, que usou o Prado do Guabirotuba como palco de sua façanha. Para homenagear o feito, o então prefeito da cidade, Cândido de Abreu, o presenteou com um prêmio de mil réis.
A presença de personalidades femininas no Jockey Club do Paraná era destacada pela imprensa, conforme constou no jornal Estado do Paraná, onde ressalta a presença da miss Paraná, Didi Carllet, no Prado, em 1929:
"No dia 2 de julho de 1929 registrou-se o primeiro grande acontecimento da temporada. O clássico 'Dr Benjamin Pessoa', reservado para animais mestiços de 2 anos, marcou a vitória de Rica. Naquele dia, a srta. Didi Carllet, miss Paraná recebeu uma homenagem do Jockey Club Paranaense, tendo o jornal ' O Dia', comentado: ' momento antes de ter largado o segundo páreo, a fulgurante senhorita Didi Carllet, acompanhada de seus dignos progenitores e pela senhorita Fernandina Marques, chegou ao Prado'. A prova em homenagem a Miss Paraná marcou a vitória de Inimigo, que defendeu as cores do sr. Edgard Guimarães, vice presidente do Jóquei Clube. Após a carreira a senhorita Didi Carllet ofereceu ao jóquei Eduardo Ferreira um 'rica e linda' medalha de ouro, com os "cumprimentos de Miss Paraná - 1929".
Ainda sobre a presença feminina no Jockey, é retratada a presença da então Miss Brasil, Marta Rocha, em um dia de espetáculo, no ano de 1954:
"A sensação dos festejos do G.P. 'Paraná' de 1954, sem dúvida foi a presença de Marta Rocha, Miss Brasil, que havia conquistado o título da '2ª mulher mais bonita do mundo'. Temos a impressão que todas as promoções sociais até hoje realizadas pelo Jockey Club, a vinda de Marta Rocha foi a que teve maior repercussão. O público que compareceu ao Guabirotuba foi tão numeroso, que chegou a prejudicar o movimento de apostas."
A partir de 1955 o Jockey Club do Paraná transferiu-se para a sua atual sede, localizada na Avenida Victor Ferreira do Amaral, no Bairro do Tarumã.A partir de então o Prado do Guabirotuba passou a ser chamado de "Prado Velho".
(Fontes: efdesportes.com.br / Gazeta do Povo / Wikipédia / Memória Urbana)
Paulo Grani

A fabrica de Phosphoros Mimosa, de Curitiba, ficava na Av. Senador Souza Naves, no Cristo Rei, onde hoje situa-se o Conjunto Cosmos

 A fabrica de Phosphoros Mimosa, de Curitiba, ficava na Av. Senador Souza Naves, no Cristo Rei, onde hoje situa-se o Conjunto Cosmos


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Nenhuma descrição de foto disponível.A fabrica de Phosphoros Mimosa, de Curitiba, ficava na Av. Senador Souza Naves, no Cristo Rei, onde hoje situa-se o Conjunto Cosmos.
Nesta foto de 1920, suas instalações e barracões contracenam com a estrada de ferro à sua frente, construída em 1909.
A caixa de fósforos e a logomarca da "Mimosa", relembram a façanha dos primeiros imigrantes que empreenderam iniciativas comerciais e industriais que impulsionaram o crescimento de Curitiba e do Estado.
Paulo Grani.

ENTRANDO NO TÚNEL DO TEMPO A Estação de Roça Nova possui na sua história, um marco extraordinário para esta ferrovia

 ENTRANDO NO TÚNEL DO TEMPO
A Estação de Roça Nova possui na sua história, um marco extraordinário para esta ferrovia


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Estação Roça Nova, década de 1920.

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Estação Roça Nova, década de 1970.

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O velho túnel e o novo inaugurado em 1969 e ativo.

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Entrada principal do túnel Cave.

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O interior com o estoque dos espumantes em maturação. O trilho original conduz um vagão onde os visitantes percorrem a extensão apreciando um roteiro próprio.

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Estação de Roça Nova e a vila formada no seu entorno, na década de 1910. Notar que a plataforma era bastante alta e os desvios não ficavam à frente da estação, mas abriam-se após ela, sentido Paranaguá (ver à esquerda na foto). Parece haver uma linha do triângulo de reversão saindo para a direita (Acervo Thomas Correa).
ENTRANDO NO TÚNEL DO TEMPO
A Estação de Roça Nova possui na sua história, um marco extraordinário para esta ferrovia, o último túnel do percurso da viagem de Paranaguá a Curitiba.
O túnel dista 140 metros da estação. Os trabalhos de perfuração do túnel foram iniciados em 10 de janeiro de 1883, diante da presença do presidente da Província do Paraná, Dr. Carlos de Carvalho.
Foram usadas perfuratrizes a ar comprimido, tendo equipes de trabalho em ambos os lados da montanha, usando-se técnicas avançadas de cálculos para que as trajetórias em curva coincidissem no eixo da perfuração.
No dia 24 de junho de 1883, pela parte da manhã, foi concluída a perfuração do Túnel de Roça Nova, garantindo-se assim, a penetração dos trilhos da ferrovia no planalto.
Situado no contraforte da serra da Boa Vista, o maciço da serra do Mar, na altitude de 955 metros ( ponto culminante do trecho), no quilômetro 80,033 da ferrovia, o Túnel de Roça Nova, o maior túnel da ferrovia é uma escavação em curva com raio de 160 metros, comprimento de 457 metros, dos quais 135 revestidos em alvenaria de pedra, tendo 5 metros de altura e 3,5 metros de largura.
A estação de Roça Nova foi inaugurada em 02 de fevereiro de 1885, como parada de serviços. O predinho original foi demolido em data desconhecida.
O túnel foi desativado em 1969, quando as novas locomotivas e vagões de maior porte necessitavam de maior largura para transitarem, porém os trilhos e a estrutura foram mantidos. Então foi perfurado um novo túnel, agora em linha reta.
Em 1999, o empresário Ari Portugal adquiriu uma área de 45 hectares localizada nos fundos da Estação Roça Nova, a fim de construir uma pousada ecológica. No ano seguinte, foram adquiridos em leilão público, da extinta Rede Ferroviária Federal S.A - RFFSA, a estação, o túnel ferroviário desativado e uma litorina sucateada. Todos foram arrematados com a intenção de integrar o projeto de pousada/restaurante.
"Foi por impulso, eu nem sabia o que fazer com tudo isso”, se diverte Ari ao contar como teve a ideia de transformar as velhas estruturas da R.F.F. em um restaurante e uma adega. Ele diz que “um dia estava andando pela área, e um senhor apareceu vindo do túnel, e disse que as vinícolas da França estavam escavando túneis para armazenar espumantes, por conta da temperatura. Aí surgiu a ideia de usar o que já estava pronto aqui”. “E, de repente, o homem sumiu”, lembra Ari sobre o começo da Cave Colinas de Pedra.
Após a aprovação de todos os projetos, surgiu a ideia de viabilizar a adaptação do túnel em cave de maturação de espumantes.
A partir de então, o túnel foi todo adaptado para servir como adega, com uma porta de cofre na entrada e uma temperatura interna de 16°C no inverno e, no máximo, 17°C no verão, com capacidade para armazenar até 50 mil garrafas, além de uma área para degustação.
"Tunnel" foi o sugestivo nome dado ao espumante, vendido nas versões Nature, Brut, Extra Brut, Brut Rosé, Moscatel e Moscatel Rosé.
(Fotos: gazetadopovo.com.br, Acervo Paulo José Costa, museuparanaense.pr.gov.br, cavecolinasdepedra.com.br, Wikipedia)
Paulo Grani

"O CHÃO É FORMADO DE PEDRAS GRANDES E ESCORREGADIAS ..." Durante os séculos 18 e 19, os caminhos do Itupava e da Graciosa foram os mais importantes meios de ligação entre o litoral paranaense

 "O CHÃO É FORMADO DE PEDRAS GRANDES E ESCORREGADIAS ..."
Durante os séculos 18 e 19, os caminhos do Itupava e da Graciosa foram os mais importantes meios de ligação entre o litoral paranaense


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A tropa de muares em algum rio da serra ?
Acervo Museu do Mate.

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Em algum lugar da serra, década de 1880, local de descanso e troca de mudas de animais.
Foto: Acervo Gazeta do Povo.

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Carroção tipo ucraniano, muito usado para o transporte de erva-mate.
Foto: ucraniano.com.br
"O CHÃO É FORMADO DE PEDRAS GRANDES E ESCORREGADIAS ..."
Durante os séculos 18 e 19, os caminhos do Itupava e da Graciosa foram os mais importantes meios de ligação entre o litoral paranaense e seu primeiro planalto, fundamentais principalmente para a comunicação e o comércio locais. Por estes caminhos circulavam constantemente pessoas e mercadorias nos dois sentidos, promovendo assim uma estrutura que se revelou importante para o desenvolvimento regional, especialmente de Curitiba e Paranaguá.
O caminho do Itupava é o mais antigo deles, pelo menos o primeiro a receber benfeitorias para melhorar as condições de viagem, já que ambos os caminhos foram traçados a partir de antigas trilhas indígenas.
No capítulo 51 de seus provimentos de 1720, Ouvidor Pardinho demonstra a importância do caminho para a economia paranaense, com o seguinte despacho:
“Provenho que os oficiais da Câmara tivessem o cuidado de abrir e consertar o caminho que vai desta Vila para a de Paranaguá, com que se faça facilmente a comunicação de ambas e, daquela venha com abundância e facilidade o necessário de mercadorias para esta, e desta vão com a mesma facilidade os frutos da terra para aquela, pois da dificuldade do caminho, resulta carestia, com que nesta Vila se vendem as fazendas”.
Assim, o caminho recebeu um revestimento de pedras grosseiras, principalmente no seu trecho mais sinuoso e íngreme. Este revestimento facilitava o transporte feito por mulas, talvez o mais importante tipo de transporte da época, pela sua resistência e capacidade de carga.
O caminho também recebeu na mesma época alguma estrutura destinada aos viajantes, construção de rodeios, locais destinados ao descanso dos animais, e palhas, estruturas rústicas onde os viajantes podiam se recompor.
Hum século depois, com a intensificação do transporte de produtos, principalmente da erva-mate, feito por meio de tropas de muares, ainda percebia-se o elevado grau de dificuldade, especialmente notado por Auguste Saint-Hilaire, viajante e naturalista francês que percorreu os Campos Gerais, Curitiba e o Litoral, por volta de 1820. Ele foi o primeiro a realizar uma descrição cientifica da erva-mate (Ilex Paraguaiensis) e também testemunhou as dificuldades dos caminhos e trilhas da Serra do Mar:
“A pior parte do caminho é onde começa a descida, e que tem nome de encadeado. O declive é abrupto demais, os ramos das árvores se estendem por sobre o caminho, escavado na montanha, tornando-o muito sombrio, e o chão é formado de pedras grandes e escorregadias, o que as vezes obriga as mulas a acelerarem o passo. Eu não me cansava de admirar a habilidade desses animais para se safar de situações difíceis. Eles são treinados inicialmente para fazerem a travessia da serra sem nenhuma carga no lombo, em seguida levando apenas a cangalha e, finalmente transportando a carga.” (SAINT- HILAIRE, 1995, p.139).
Os problemas decorrentes dos transportes foram resolvidos quando teve inicio, em 1855, a construção da Estrada da Graciosa e sua posterior conclusão em 1873. Essa estrada possibilitou a utilização de carroções e, mesmo assim, a demanda por transporte não era satisfatoriamente atendida.
Paulo Grani