domingo, 4 de janeiro de 2026

4 KITS DE PERFUME QUE VÃO ENCANTAR VOCÊ (OU QUEM VOCÊ AMA)!

 

4 KITS DE PERFUME QUE VÃO ENCANTAR VOCÊ (OU QUEM VOCÊ AMA)! 

Luxo, sofisticação e fragrâncias inesquecíveis — tudo com preços irresistíveis!

Seja para se presentear com um mimo diário ou surpreender alguém especial com um gesto cheio de carinho, perfumes são a assinatura invisível da elegância. E hoje, trouxemos 4 kits exclusivos com descontos imperdíveis — todos com frete econômico, embalagens prontas para presente e fragrâncias que duram o dia inteiro!


🎁 1. KIT Egeo Dolce – O Charme Doce e Irresistível



(2 Itens – O Boticário)
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Imagine uma fragrância que mistura frutas suculentas, flores delicadas e um toque cremoso de caramelo branco... É exatamente isso que o Egeo Dolce oferece: uma explosão de doçura elegante e frescor juvenil.

✅ Inclui:

  • Perfume Egeo Dolce 75ml
  • Loção Corporal 200g

Perfeito para quem ama aromas frutais com personalidade!
Ideal para o dia a dia, encontros casuais ou até mesmo como seu "cheirinho de assinatura".

"Não é só um perfume — é um abraço perfumado!"


💎 2. KIT OZONTECK – Trio Feminino com Poder de Sedução



(3 Perfumes Femininos – Ozonteck)
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Para a mulher versátil, moderna e cheia de atitude, este kit traz três fragrâncias distintas que cobrem todos os momentos da sua rotina:

🌷 Uma para o trabalho
🌙 Uma para o encontro noturno
☀️ Uma para os dias de bem-estar

✅ Inclui:

  • 3 frascos de 30ml com perfumes de alta fixação e notas inspiradas nas grandes marcas internacionais.

Custo-benefício imbatível: experimente três perfis olfativos sem gastar uma fortuna!

"Troque de personalidade... sem trocar de look!"


🕶️ 3. KIT CASINO ROYAL + NIGHT CAVIAR – O Luxo dos Cassinos em Sua Pele



(1 Perfume Casino Royal + 1 Night Caviar 100ml – Paris Elysses)
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Se você ama mistério, elegância e toques gourmands com profundidade, esse kit é puro charme noturno.

🃏 Casino Royal: notas amadeiradas, âmbar e especiarias — ideal para quem quer causar sem dizer uma palavra.
Night Caviar: uma fragrância sofisticada, intensa e enigmática, com toques de couro, patchouli e baunilha negra.

100ml de cada frasco — fixação prolongada e projeção impressionante!
Perfeito para presentear homens ou mulheres que amam o mundo noturno com classe.

"Não é só um perfume... é uma entrada VIP na sua própria vida."


🌸 4. LILY KIT PRESENTE – A Essência da Delicadeza



(3 Itens – O Boticário)
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Feminina, suave e cheia de poesia — assim é a Lily, inspirada nas flores brancas e no frescor matinal do jardim.

✅ Inclui:

  • Perfume Lily 75ml
  • Loção Hidratante Corporal 200g
  • Sabonete Líquido 200ml

Kit completo para uma rotina sensorial completa! Ideal para jovens mulheres, amantes da natureza ou como presente para mãe, irmã ou amiga.

"Cheirar bem é importante... sentir-se bem, é essencial."


ATENÇÃO: ESTOQUE LIMITADO!

Essas ofertas não duram para sempre. Kits com fragrâncias tão procuradas esgotam rápido — e você não quer ficar de fora, certo?

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Mônica e a turma: HQ "Um inverno diferente"

 

Mônica e a turma: HQ "Um inverno diferente"


Como estamos no inverno no Brasil, mostro uma história em que a Mônica e a sua turma conseguiram nevar no bairro do Limoeiro. Com 12 páginas, foi história de abertura publicada em 'Mônica Nº 52' (Ed. Abril, 1974).

Capa de 'Mônica Nº 52' (Ed. Abril, 1974)

Escrita por Maurício de Sousa, Mônica, Cebolinha e Cascão sentem frio no inverno e Mônica fala que falta é neve para completar a paisagem de inverno. Cascão não gosta, que já não bastam as tempestades de chuva e Mônica vem com essa. Mônica tem uma ideia de conseguirem tempestade de neve, manda Cebolinha reunir a turma e Cascão vai embora para casa dele.

No céu, Anjinho reclama do frio, se pergunta se não tem alguma nuvem com aquecedor, num tempo desse e até viajaria para o Nordeste se lá tivesse nuvens, quando recebe uma pedrada da Mônica na cabeça. Ela pede ajuda ao Anjinho, que pergunta se ela não tem cobertor sobrando em casa. A turma aparece e Mônica diz que decidiu que eles vão ter tempestade de neve lá. A turma sente frio e não gosta e Mônica conta o lado bacana que vão ter trenós, esquis, bolas e boneco de neve, aí eles passam a gostar da ideia.

Mônica fala com Anjinho para ele arrumar uma nuvem de neve. Ele diz que não tem no Brasil, só na Europa e, então, para facilitar trabalho dele, Mônica manda Anjinho levar gelo na nuvem grandona e colocar nela até chover neve. Anjinho conta que para isso precisaria de todo o gelo da cidade e, com isso, Mônica manda a turma buscarem gelo das casas deles e de toda a vizinhança que tenha geladeira.

A turma busca os gelos, Xaveco reclama de carregar gelo com aquele frio todo. Mônica manda Anjinho carregar o gelo até à nuvem, Anjinho sugere Mônica jogar gelo até ao céu, ela joga e bate na cabeça dele, que reclama da pontaria. Cebolinha diz que enquanto Mônica e Anjinho preparam a nuvem, ele e a turma vão se preparar para brincar na neve.

Assim, Cebolinha pega o carrinho de rolimã para  servir de trenó, dando estranheza a sua mãe, Dona Cebola. Xaveco desmancha o barril de casa para fazer esquis para esquiar na neve e seu pai também estranha. Magali pede cenouras para a mãe, que diz que para apanhar na geladeira e que é bom para os olhos e Magali diz que é bom para o nariz e para os olhos ela achou pedaços de carvão.

Na rua, Magali procura uma cartola para fazer seu boneco de neve, ouve conversa de 2 senhores que a arquitetura de casas com telhados inclinados em um país com clima tropical é absurda, como se eles estivessem esperando tempestade de neve, quando começa a cair neve do céu para surpresa dele e o outro diz que eles são previdentes. O europeu acha um fenômeno explicável, Magali joga uma bola de neve para derrubar a cartola dele, que acha que ninguém da Europa vai acreditar quando contarem para eles.

A turma adora brincar na neve, Dona Cebola se espanta com a neve e Cebolinha brincando com trenó, Seu Xavier pede emprestado os esquis do Xaveco. Todos seguem felizes brincando, Mônica convida Anjinho para brincar e ele diz que antes tem que tirar neve das asinhas dele. Mônica chama Cebolinha para brincar de guerrinha de neve, ele não aceita, brinca com ela, menos de jogar bola de neve neles.

Todos seguem brincando, Cascão vê da janela de casa todos felizes e roxinhos. Até que Mônica desiste de brincar, está morrendo de frio com aquele neve, assim como Manezinho e Xaveco também, com muito frio, dizem que gostaram, mas se cansaram. Mônica ordena Anjinho expulsar a nuvem chata de lá. Anjinho diz que foi ela quem pediu, Mônica fala que mudou de ideia e que é para ele também pedir ao Sol para que volte logo.

Assim, o Sol aparece, todos comemoram. Cascão ainda não quer sair de casa porque quando neve derrete, vira água. Mônica diz que tudo que acabou bem, já brincaram com a neve. Cebolinha comenta que acha que todos ficaram contentes com a volta do Sol, quando Magali reclama de quem que acabou a neve lá, justo agora que ela estava inventando uma receita para fazer tonelada de sorvetes com ela.

História legal em que a Mônica deseja brincar na neve e como no Brasil não tinha por ter clima tropical, ela pede ao Anjinho levar toneladas de gelo que seus amigos conseguiram até a uma nuvem para ter tempestade de neve no bairro. Com muito trabalho conseguem e adoram brincar na neve, até que do nada Mônica se cansa e manda Anjinho acabar com tudo e voltar com o Sol e calor.

Foi interessante a inocência das crianças de só quererem brincar na neve e quando se cansaram, acabar com tudo na maior naturalidade, como se tudo isso fosse normal.  Conseguiram o que seria impossível,  nem precisaram de gelo da cidade toda, só o gelo da vizinhança járesolveu. As histórias dos anos 1970 giravam muito nisso de inocência das crianças, diálogos entre as crianças e também muito comum envolvendo brincadeiras, tinham esses diferenciais. 

Vimos a Mônica bem autoritária, o que ela decidia, todos tinham que fazer, tinha que ser do jeito que ela queria senão apanhavam, uma característica bem marcante dela nos anos 1970 e não era a toa que era dona da rua e os meninos tinham razão de querer fazer planos infalíveis para tirar o posto dela. No caso, ela mandou no Anjinho o tempo todo para formar neve e desfazer e mandou seus amigos buscarem gelo na vizinhança e ela nem fez força, só deu ordens. Ela só foi mais tolerante quando o Cebolinha se negou a brincarem de jogarem bolas de neve já que a força da Mônica jogando as bolas iria machucá-lo.

Foi bom absurdos como Mônica e Cebolinha ficarem sem casaco e calça e os outros sem calça tanto no frio intenso do começo da história e, principalmente,  quando estavam na neve (Manezinho foi o único das crianças mais agasalhado), o Anjinho sentir frio já que é uma entidade e todo o processo que fizeram pra formar neve e eles criarem objetos como trenóse esquis com o que eles tinham em casa.  Esses absurdos eram ótimo. Curioso falarem de pegar gelo de quem tinha geladeira no bairro,  na época nem todos tinham geladeira em casa. Engraçadotambémos adultos espantados com a neve repentina, principalmenteo europeu.

Cascão fez só participação porque se tem água, fica de fora. Como neve é formada por água e quando derrete também vira água, não dava para ele ficar lá. Magali que foi a responsável pela piada final, se ausentou pra inventar receita de sorvete com a neve e quando eles decidiram acabar com a neve, Magali não gostou de perder a oportunidade de tomar toneladas de sorvetes com aquela neve toda. Magali ainda não era grande personagem, mas aos poucos ia ganhando mais destaque. 

As presenças dos pais também deram um charme a mais, curioso não aparecer o rosto da mãe da Magali, só foi aparecer em 1975. Xaveco tinha os pais morando com ele como as outras crianças, só a partir de 2004 que mudaram com ele ter pais separados e visitar o pai nos finais de semana, passando a ter mais destaque o Xaveco, que antes aparecia só como figuração.  

Foi legal também ver o Manezinho interagindo com eles, foi uma das últimas aparições dele nos gibis antes de sumir por muitos anos e se tornar um personagem esquecido. Manezinho aparecia bem até em 1974, principalmente em remakes de histórias do Franjinha e Bidu dos anos 1960, aí depois sumiu por alguns anos, chegou a ter retorno entre 1982 e 1983 como figuração e logo sumiu de novo, retornando de vez em 2004 como integrante da "Turma do Bermudão" e como característica de ser descendente de português. Mais detalhes sobre o Manezinho pode ver neste link.

Incorreta hoje em dia por ter absurdos de crianças quererem mudar o clima e ainda conseguirem, nao gostam muito de ter absurdos nos gibis atuais, além de ter uma Mônica extremamente autoritária, de terem que fazer o que ela mandava, eles ficarem rico de tanto frio, Mônica e Cebolinha não terem usado casaco e calça nem no frio do inverno inicial e nem quando estavam na neve e outros sem calça. Apesar de não gostarem de mostrar violência, atualmente, a Mônica ainda dá pedrada no Anjinho para chamá-lo, mas ele não fica com galo na cabeça nem machucado.

Os traços ficaram bons, típicos dos anos 1970 com personagens com bochechas pontiagudas, mas já com certa diferença em1974 em relação como era em 1970, aos poucos estavam mudando traços e de uma forma que a gente nem percebia que estava mudando, foi tudo bem gradual. Personagens com cabeça virada para o lado indicam história era do Mauricio.

Tiveram alguns erros como a Mônica falando de boca fechada em um quadrinho da 10ª página da história, coisa muito comum, principalmente nos anos 1970, além do Cebolinha sem boca  o primeiro quadrinho da 4ª página da história e falar sem trocar "R" pelo "L" no último quadrinho da 10ª página da história. Já o Anjinho sem contorno da asa na última página considero mais só como erro de impressão. 


Nunca foi republicada até hoje, daria pra ser a partir de 1979 só que os primeiros almanaques da Mônica da Editora Abril eram anuais e ainda tinham os que eram temáticos com histórias inéditas por conta de terem poucas histórias antigas sobre o tema para formar um almanaque e assim, provavelmente, acabaram esquecendo de republicar no período que dava e depois ficou velha demais para republicação, então é uma história rara.

Cebolinha: HQ "Cuidado com a boca!"

 

Cebolinha: HQ "Cuidado com a boca!"


Mostro uma história em que o Cebolinha recebeu um feitiço de uma bruxa e então tudo que ele falava se tornava realidade. Com 15 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 8' (Ed. Globo, 1987).

Capa de 'Cebolinha Nº 8' (Ed. Globo, 1987)

Escrita e desenhada por Rosana Munhoz, começa com o Cebolinha reclamando de mais um plano infalível contra a Mônica fracassado, fala palavrões na frente de duas senhoras, Matilde e Malvina, que acham que criança não deviam sair falando essas coisas. Matilde diz ao Cebolinha que devia maneirar na linguagem, ele dá bronca que o que ela tem a ver com isso, teve um dia cheio e reclama quanto quiser. Malvina acha um desaforo e Cebolinha diz que queria todo mundo sumisse.  

Elas, na verdade, são bruxas e Malvina resolve, então, fazer um encanto para dar uma lição no Cebolinha, ter cuidado com o que diz já que tudo que ele falar, vai virar realidade. Em seguida, Cebolinha encontra o Cascão, diz que seu plano infalível falhou, Cascão comenta que devia saber pelo olho roxo dele e acha bom de não ter participado. Cebolinha reclama que o deixou na mão, Cascão diz que foi prudente, Cebolinha não gosta e fala que ele foi um "monstro" desnaturado, e, assim, o Cascão se transforma em um monstro e passa a perseguir o Cebolinha.

Cebolinha sobe em uma árvore e deseja que ele voltasse a ser o Cascão e, assim, ele volta ao normal, sem lembrar do que tinha acontecido e acha que a surra da Mônica o deixou esquisito. Cebolinha diz que foi bom ter de volta o "velho" Cascão e, então, ele se transforma em um velho coroca com dor nas costas. Cascão dá uma bengalada na cabeça do Cebolinha e senta na pedra.

Magali aparece e pergunta quem é o velhinho parecido com o Cascão. Cebolinha diz que é o próprio, só que anda se transformando em coisas esquisitas. Magali dá ideia de levá-lo ao médico, que pode ter sido alguma coisa que ele comeu. No caminho, Cebolinha diz que a Magali é um "doce" e ela se transforma em doce. Ela diz que dá vontade de dar mordida nela mesma e Cebolinha se apavora, acha que deve ser contagioso de todos os seus amigos ficarem estranhos e chora.

Franjinha quer saber motivo da gritaria, Cebolinha conta que seus amigos estão doentes e Franjinha vai preparar um elixir rejuvenescedor para o Cascão com seus estojo de química que sempre leva com ele e para Magali ele não sabe ainda. Cebolinha fica feliz e chama o Franjinha de "o maior" e aí o Franjinha vira um gigante.

Franjinha se intriga que só com o Cebolinha acontece nada e ele diz que acha que é autoimune à doença. Franjinha acha que o Cebolinha é o causador, ele diz que como é que ele poderia fazer isso e quer que um "raio caia na cabeça" se for verdade e um raio cai na cabeça dele e Franjinha confirma que tudo que ele fala, acontece.

Cebolinha acha que isso é terrível, uma calamidade, mas ao olhar a Mônica acha maravilhoso e aproveita para aprontar com ela. Cebolinha pergunta se ela lembra da última surra que deu nele e diz que ele nunca mais vai apanhar e a chama de bobona. Mônica mostra o Sansão e ele diz o que ela vai fazer com uma "pluma", com o Sansão se transformando em pluma. Também a chama de "gorduchona", "baixinha" e "super dentuça" e a Mônica se transforma em uma caricatura que ele rabisca nos muros. Mônica tenta bater nele, a chama de "lesma" e ela se transforma em uma lesma.

Mônica quer voltar ao normal e seus amigos também. Cebolinha diz que está se divertindo muito e que o novo dono da rua tem direito a diversão. Mônica lesma fica braba e Cebolinha a transforma em um elefantão dentuço. Ele ri dos amigos falando que parecem que saíram de um baile de Carnaval. Eles ficam brabos e correm atrás do Cebolinha, que corre para casa e pede ajuda a seus pais, que acham que é tudo imaginação do filho.

Cebolinha acha que os pais são uns "quadradões" e eles viram uns quadrados. Cebolinha se desespera, fala que é um "burro" e se transforma em um. Os amigos se aproximam da casa, diz que ele está em um "mato sem cachorro" e vai parar em um matagal. Ao procurar uma forma de sair, se esbarra na Bruxa Malvina. Cebolinha fala que foi ela quem causou toda aquela confusão, Malvina conta que foi ele mesmo por não ter dito coisas agradáveis.

Cebolinha fala que se arrependeu e chora e a Bruxa faz tudo voltar ao normal. Seus amigos batem na porta de casa, Cebolinha diz que devem estar chateados com ele e que não adianta pedir desculpas e se ainda estiver sob aquele feitiço, ia pedir para eles esquecerem tudo e voltarem a ser amigos deles. A turma fala que eles são amigos, não sabem sobre história de feitiço e foram para chamar para brincar e Mônica o desculpa do último plano. Cebolinha pensa que a bruxa ainda deixou o encanto por mais um tempo e ela diz que não, é porque as palavras são mesmos mágicas, se desejarmos coisas agradáveis, nada poderá sair errado enquanto a turma brinca de roda.

História muito legal em que o Cebolinha recebe castigo de uma bruxa de tudo que falasse ia acontecer por ele ter sido malcriado. À princípio, ficou preocupado com os amigos, achava que era doença contagiosa, mas depois que descobriu que a causa era o que falava, passou a tirar proveito para atacar a Mônica e ser dono da rua e não teve mais pena dos seus amigos. Só voltou a se preocupar quando seus pais e ele próprio sofreram com o que ele disse e, assim, se arrepende e a bruxa faz tudo voltar ao normal.

Para todos os casos, bastava Cebolinha falar que eram para eles voltarem ao normal que estava resolvido, mas não fizeram para ter os conflitos necessários e Cebolinha não perder oportunidade de aprontar com a Mônica e ser dono da rua. De início, o Cascão não sabia que ele se transformou em monstro e em velho com reumatismo, mas depois percebeu o que aconteceu. Todos se esqueceram de fato assim quando tudo voltou ao normal, mas as boas palavras para os amigos deixaram felizes e coincidiu com o momento. 

Além da gente se divertir muito, ainda teve mensagem de que devemos falar coisas boas para atrair coisas boas e não se deve também ser malcriado, responder aos mais velhos. Foi engraçado ver que gírias e sentidos figurados ficaram no sentido real nas falas do Cebolinha como ao dizer que "velho Cascão" de ser o Cascão que ele conhecia antes e acabou virando velho coroca com reumatismo, Magali é um "doce", de meiga, ela virou doce de comer, Franjinha como "o maior" de inteligente, virou um gigante, Cebolinha falar que ele é "burro", de não inteligente, e virar um animal burro estar em um "mato-sem-cachorro", de problema sem solução, foi parar em um matagal. Já outras transformações foram sentidos reais das palavras. Isso também serviu pra leitores aprenderem sentidos duplos de palavras, ou seja, aprendíamos com os gibis sem deixar piegas.

A gente viu que cada palavra que fazia a turma se transformar em alguma coisa tinha um destaque com pontos em volta pra ressaltar que era aquela palavra de destaque que serviu no feitiço da bruxa. Tiveram momentos hilários principalmente das transformações da Mônica, inclusive em lesma e elefante dentuço, a Magali querer comer a si própria só porque era doce, o Franjinha precavido em andar sempre com seu estojo de Química e absurdo como Cascão com dor nas costas, mas conseguiu correr tranquilamente atrás do Cebolinha. 

É toda incorreta atualmente, já nos primeiros quadrinhos com Cebolinha surrado com olho roxo, falando "Droga!" repetidamente, sendo malcriado, responder aos mais velhos e falando palavrões, fora ele levar bengalada e raio na cabeça, dar mau exemplo ao dizer que faz caricaturas da Mônica no muro, já que hoje colocam cartazes no muro para rabiscar, ser comparado ao animal burro. Teria também alteração do Cebolinha pensar trocando "R" pelo "L" no final, já que hoje eles o colocam obrigatoriamente pensando normal sem trocar letras. Teve erro do Cebolinha falar "Franjinha" sem trocar "R" pelo "L" na 6ª página da história (página 8 do gibi), um tipo de erro muito comum que acontecia por distração do letrista.

Os traços ficaram muito lindos, era encantador desenhos assim. Teve uma cena do Cebolinha com dentes a mostra que foi pra indicar que estava com plano maquiavélico contra a Mônica e os dentes foram bem colocado nesse caso. As cores desbotadas eram típicas dos gibis do segundo semestre de 1987, mas com o papel oleoso da revista até que deu um contraste legal, diferente de quando era desbotada em papel comum.  Propaganda inserida na história dessa vez foi do lápis "Labra", sempre presente nas revistas da época. Depois, em 'Cebolinha N° 26' (Ed. Globo, 1989), teve história semelhante a essa, chamada de "O poder da palavra", sendo que nesta o que faz as coisas acontecerem quando o Cebolinha fala foi ele tomar uma poção de um bruxo. Muito boa também essa.